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Atividade física e obesidade infantil

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Academic year: 2021

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CÂMPUS SANTA ROSA – RS

DEPARTAMENTO DE HUMANIDADES E EDUCAÇÃO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA - LICENCIATURA

ATIVIDADE FÍSICA E OBESIDADE INFANTIL

CLÁUDIA JARDIM DORNELES

SANTA ROSA – RS 2015

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ATIVIDADE FÍSICA E OBESIDADE INFANTIL

CLÁUDIA JARDIM DORNELES

Monografia apresentada à Banca Examinadora do Curso de Educação Física da Unijuí - Campus Santa Rosa, como exigência parcial para obtenção do título de Licenciado em Educação Física.

DR.LEOMAR TESCHE ORIENTADOR

SANTA ROSA – RS 2015

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AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a minha família, em especial a minha mãe, por não medir esforços em me ajudar, pela compreensão, por estar sempre ao meu lado incentivando e colaborando para que tudo fosse possível.

Ao meu orientador, Professor Doutor Leomar Tesche, pelo indispensável auxílio, por meio de suas sugestões, conselhos, orientações e por acreditar no meu trabalho.

Enfim a todos que de uma forma ou outra ajudaram a conclusão desse trabalho.

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EPÍGRAFE

Não reclame dos hospitais lotados, pois 70% disso são doenças causadas pela sua má alimentação! Não reclame, oriente-se e ajude!

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RESUMO

A Obesidade Infantil é um problema de constante crescimento mundial, e além de muito preocupante, por prejudicar esteticamente, também pode trazer muitas doenças e problemas de saúde. Este trabalho tem por finalidade analisar o Índice de sobrepeso e obesidade em alunos da pré-escola de uma instituição de ensino denominada Escola Municipal de Educação Infantil Doce Infância no município de Senador Salgado Filho – RS. A metodologia é de natureza descritiva, baseada em pesquisa de campo e bibliográfica, sendo quali-quantitativa. A amostra constacom 23 crianças na faixa etária de 05 e 06 anos. A análise faz uso do Índice de Massa Corporal (IMC) e a frequência percentual para apresentação dos resultados. Após a análise dos dados conclui-se que o maior percentual do total de alunos da escola pesquisada encontra-se com nível normal. Os principais autores que norteiam esse trabalhosão: Guyton, Mello e Nahas.

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ABSTRACT

The Childhood Obesity is an ever-growing global problem, and besides very worrying for harm aesthetically, can also bring many diseases and health problems. This study aims to analyze the level of overweight and obesity in students from preschool educational institution called Municipal School of Education Child Sweet Childhood in the municipality of Senador Salgado Filho - RS. The sample consists of 23 children aged 05 and 06 years. The methodology is descriptive, based on field research and literature, and qualitative and quantitative. The analysis makes use of the Body Mass Index (BMI) and percentage rate for presentation of results. After analyzing the data it is concluded that the highest percentage of total school students researched meets normal level. The main authors that guide this work are: Guyton, Mello and Nahas.

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LISTA DE TABELAS

Tabela 01 – Classificação da Obesidade...15 Tabela 02 – Classificação de Obesidade em Crianças e Adolescentes...16 Tabela 03 – Principais Complicações da Obesidade...18

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LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 01 – Percentual em relação ao sexo...27

Gráfico 02 – Números de alunos por idade...27

Gráfico 03 – Alunos em relação ao peso...28

Gráfico 04 – Peso dos alunos do sexo masculino...28

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LISTA DE ANEXOS

ANEXO I: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ANEXO II: Questionário para os pais

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INTRODUÇÃO ... 11

1.REFERENCIAL TEÓRICO ... 13

1.1Conceituando Obesidade ... 13

1.2 Obesidade Infantil: Fatores Relacionados ... 15

1.3 Obesidade Infantil: Tratamento ... 17

1.4 Fatores que influenciam no Comportamento Alimentar ... 19

1.5 Obesidade Infantil: Hábito Alimentar ... 21

1.6 Obesidade Infantil e Atividade Física ... 23

2. METODOLOGIA ... 25

2.1 População ... 25

2.2 Amostra ... 25

2.3 Instrumentos de Coleta de Dados ... 25

2.4 Procedimentos de Coleta de Dados ... 25

2.5 Análise dos Dados ... 26

2.6 Análise e Discussão dos Resultados ... 26

2.7 Análise do Questionário Aplicado aos Pais ... 28

(11)

INTRODUÇÃO

A obesidade é caracterizada como uma doença multifatorial em que as causas podem ser atribuídas a fatores, dentre eles: genéticos, psicológicos, clínicos e socioculturais. Principalmente entre as crianças a obesidade está relacionada a fatores como: o demasiado consumo de produtos industrializados, as horas em frente à televisão e o videogame, o ritmo de vida acelerado e poucas políticas públicas de estimulo à atividade física, todos esses fatores, de forma individual ou coletiva, contribuem para o agravamento da obesidade.

Cattatiet. al. (2008) afirmam que o profissional de Educação Física tempapel importante no programa de tratamento do sobrepeso e obesidade infantil tendo em vista que o número de evasão ao tratamento é grande, e por meio de atividades lúdico-recreativas criam-se estratégias que evitam e/ou minimizam a desistência aos programas voltados a perda de peso.

Durante a vida escolar, as crianças estão em intenso processo de crescimento físico e mental, o que pede uma elevada dose de energia e nutrientes. Uma alimentação adequada é essencial para suprir essas necessidades. Muitos não sabem, mas a hora do recreio, além de ser muito importante para a socialização da criança, também é importante momento para uma alimentação balanceada.

O lanche na escola tem sido alvo de preocupação para muitos pais e educadores, pois, as ofertas do mercado de alimentos são muitas, porém não tem se preocupado com o bem estar da criança e com a qualidade nutricional, necessária para o crescimento adequado das mesmas. Dentro dessa realidade e sendo a escola, logicamente, um ambiente propício para o processo educativo, o profissional de Educação Física, pode ser um agente de mudanças significativas relacionadas à promoção da saúde dos alunos.

Neste contexto, a infância deve ter uma especial atenção, pois essa é uma fase fundamental para o ser humano. Sabe-se que os professores de Educação Física representam os profissionais da área da saúde inseridos no contexto escolar, com informações seguras para utilizar métodos simples e eficazes de identificação da obesidade, as quais poderão fornecer informações de suma importância.

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É fato que uma má alimentação, unida à falta de exercícios físicos, são elementos que causam o sobrepeso infantil. Quando mais cedo existir a exigência nutricional e a alteração no estilo de vida sedentária mais fácil mudar os hábitos da criança, contribuindo para uma vida mais saudável. É imprescindível à participação ativa da família, já que a criança reproduz as práticas de seus familiares, o peso corporal tanto pela hereditariedade vem da influência familiar.

No presente estudo opta-se pelo tema atividade física e nível de obesidade de crianças no município de Senador Salgado Filho/RS. A pergunta que norteou este estudo foi: qual o nível de obesidade entre os escolares da pré-escola do mesmo município de Senador Salgado Filho – RS?A hipótese levantada foi a de que os escolares no referido município pudessem estar com o IMC alto.

Tem-se como objetivo o de verificar o nível de obesidade infantil em crianças de 05 e 06 anos de idade do mesmo município, busca-se assim mais conhecimentos sobre o assunto. Justifica-se a proposta de estudo entendendo que o excesso de peso e o sedentarismo tem-se tornado uma preocupação cada vez mais frequentes na vida contemporânea principalmente em crianças.

Este estudo apresenta na primeira parte a revisão de literatura referente à obesidade, fatores que levam a obesidade, tratamento, hábitos alimentares e a atividade física. Na segunda parte apresenta-se a metodologia utilizada, os sujeitos da pesquisa, os procedimentos e a análise dos dados coletados, após apresenta-se as conclusões.

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1.REFERENCIAL TEÓRICO

1.1Conceituando Obesidade

Denomina-se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal que traz prejuízos à saúde do indivíduo. A definição de obesidade é muito simples quando não se prende a formalidades científicas ou metodológicas.

A obesidade é considerada hoje uma doença crônica que atinge indivíduos de todas as classes sociais e constitui um estado de má nutrição ocasionada por um distúrbio no balanceamento dos nutrientes, induzido entre outros fatores pelo excesso alimentar.

O visual do corpo é o grande elemento a ser utilizadona identificação da enfermidade. O ganho de peso na criança é acompanhado por aumento de estatura e aceleração da idade óssea. No entanto, depois, o ganho de peso continua e a estatura e a idade óssea se mantêm constantes. A puberdade pode ocorrer mais cedo, o que acarreta altura final diminuída, devido ao fechamento mais precoce das cartilagens de crescimento.

A obesidade vem-se tornando tema de crescente preocupação, dado o importante aumento em sua prevalência e a sua associação com diversas condições mórbidas, atingindo não só adultos, mas também crianças.

O problema da obesidade infantil vai além dos males de saúde que podem ocorrer devido ao excesso de gordura, o maior problema detectado são os problemas psicológicos provindos, na maior parte dos casos, dos comentários maldosos ou mesmo da repulsa pelos colegas, que acabam diminuindo a alta estima da criança, é o já conhecidobullying.

Existem vários métodos diagnósticos para classificar o indivíduo em obeso e sobrepeso. O Índice de Massa Corporal – IMC(peso/estaturax2) e a medida da Dobra Cutânea do Tríceps (DCT) são bastante utilizados em estudos clínicos eepidemiológicos. Os percentis 85e 95 do IMC e da DCT são comumente utilizados para detectar, respectivamente, sobrepeso e obesidade.

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Outro índice bastante útil é o Índice de Obesidade – IO(peso atual/peso no percentil 50/estatura atual/estatura no percentil 50 x 100), que nos indica quanto do peso do paciente excede seu peso esperado, corrigido para a estatura. De acordo com esse índice, a obesidade é considerada leve quando o IO é de 120% a 130%, moderada quando é de 130% a 150%, e grave quando excede 150%. Um grande problema deste método é pressupor que qualquer aumento de peso acima do peso corpóreo padrão represente aumento de gordura.

Assim, nem todas as crianças com IO superior a 120% são, de fato, obesas. Mas, de qualquer forma, este método pode ser valioso na triagem de crianças obesas. A escolha de um ou vários métodos deve ser criteriosa, devendo-se considerar sexo, idade e maturidade sexual para obter valores de referência e classificações de obesidade. No sexo feminino, as dobras cutâneas podem ser maiores, pela maior quantidade de gordura. Na criança e no adolescente, o IMC está relacionado com idade e estágio de maturação sexual.

A obesidade é ainda o resultado de ingerir mais energia que a necessária, ela é medida pelo IMC, este recurso é o mais utilizado não só por sua fácil execução, mas também por ser aceito pela comunidade científica:IMC: Peso (kg)/Alt. (m)x2.

Conforme a tabela 01 pode-se observar como é elaborada a classificação da obesidade:

Tabela 01 – Classificação da Obesidade

Classificação IMC (kg/m²) Risco de comorbidades

Abaixo do peso >18,5

Baixo (mas com risco aumentado de outros problemas clínicos)

Valor normal 18,5 – 24,9 Baixo

Excesso de peso ≥ 25

-Pré obesidade 25- 29,9 Aumentado

Obesidade classe I 30- 34,9 Moderado

Obesidade classe II 35 – 39,9 Grave

Obesidade classe III ≥ 40 Muito grave

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Tabela 02 – Classificação de Obesidade em Crianças e Adolescentes Idade (anos) Crianças acima do peso Criança Obesa

Meninos Meninas Meninos Meninas

2 18,4 18 20,1 20,1 4 17,6 17,3 19,3 19,1 6 17,6 17,3 19,8 19,7 8 18,4 18,3 21,6 21,6 10 19,8 19,9 24 24,1 12 21,2 21,7 26 26,7 14 22,6 23,3 27,6 28,6 16 23,9 24,4 28,9 29,4 18 25 25 30 30 De Viuniski (2001)

Segundo Negrão e Berretto (2006), a obesidade pode ser considerada como um acúmulo de tecido adiposo por todo o corpo e quando nos referimos à criança, a mesma é considerada obesa aquela que apresenta IMC, acima de 95% para a idade, e sobrepeso com IMC no intervalo entre 85 e 95%.

Os mesmos destacaram em seu trabalho que inúmeros fatores podem ser relacionados como causadores da obesidade infantil: doenças genéticas ou endócrino-metabólicas; alterações nos hábitos nutricionais com balanço energético desfavorável; falta de atividade física regular; fatores socioeconômicos; horas à frente de televisão, computadores, videogames e semelhantes e; horas de sono.

1.2 Obesidade Infantil: Fatores Relacionados

O excesso de peso se tornou um malefício cada vez mais frequente na vida contemporânea. As pessoas estão muito mais sedentárias e consumindo em grande quantidade alimentos ricos em gordura.

Fatores específicos também podem predispor, dentre eles, meio ambiente, padrões alimentares, o acondicionamento dos alimentos e a imagem corporal,

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incluindo também, diferenças na taxa metabólica do repouso, níveis de atividades espontâneas e outras tantas (FOX, et.al.,1991).

É bem verdade que diversos casos de obesidade são provocados, simplesmente, pelo comer em excesso, como resultado de maus hábitos alimentares; outros resultam de desequilíbrio herdado entre os centros da fome e da sociedade no hipotálamo. Portanto, quando uma pessoa obesa impõe-se uma dieta rigorosa e sem controle, até que haja uma grande redução no seu peso corporal, ela, automaticamente, passa a sentir mais fome, recuperando, dessa forma, o seu peso anterior. Uma vez atingindo esse nível, sua fome se normaliza (GUYTON, 1988).

Assim, “o sedentarismo e os distúrbios alimentares são hoje, sem duvida, os principais predisponíveis para a obesidade” (CYRINO; NARDO, 1996, p.16). Diante do exposto, constata-se que a principal causa da obesidade, refere-se à falta de atividade física, posto que, o aumento do peso corporal é em função de um desequilíbrio no balanço energético, sendo que a ingestão supera o gasto.

Desde modo, as pessoas de menor poder aquisitivo poderão apresentar excesso de gordura corporal, tendo em vista que, incluem proporção maior de gordura e de carboidratos na alimentação, em detrimento das proteínas e os nutrientes regulados, por se tratarem aqueles de alimentos de valores mais acessíveis à venda no mercado. Já no quesito cultural, acredita-se que os indivíduos com maior nível cultural tenham uma maior conscientização da necessidade de controlar o peso, bem como, dos efeitos da obesidade e da importância dese ter uma qualidade de vida. Cabe aqui apresentar a observação de que o organismo de uma pessoa responde de forma diferente em relação ao de outras (GUEDES; GUEDES, 1998).

Não há duvidas que esse consumo excessivo e o sedentarismo possam iniciar-se em fases muito remotas da vida, nas quais as influências culturais e os hábitos familiares possuem um papel fundamental. A obesidade, já na infância, está relacionada a várias complicações, como também a uma maior taxa de mortalidade. E, quanto mais tempo o indivíduo se mantém obeso, maior é a chance das complicações ocorrerem, assim como mais precocemente.

A Tabela 03 a seguir relaciona as principais complicações da obesidade: Tabela 03 – Principais Complicações da Obesidade

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Articulares

Maior predisposição a artroses, osteoartrite, alteração dos membros

inferiores

Cardiovasculares Hipertensão arterial

Hipertrofia cardíaca

Cirúrgicas Aumento do risco cirúrgico

Crescimento Idade óssea avançada, aumento da altura Menarca precoce

Cutâneas Maior predisposição a micoses,

dermatitese piodermites

Endócrino Resistência à insulina e predisposição ao diabetes,aumento do colesterol e

triglicerídeos

Gastrointestinais Aumento do risco para “pedra” na vesícula e fígado gorduroso Mortalidade Aumento do risco de mortalidade

Neoplásicas Maior frequência de câncer

deendométrio, mama, vesícula biliar, cólon/reto e próstata

Psicossociais Discriminação social e isolamento Afastamento de atividades sociais

Dificuldade de expressar seus sentimentos

Respiratórias Aumento do esforçorespiratório, apneiado sono,

Infecções e Asma

O sobrepeso e a obesidade são apontados como sérios problemas, “o que tem levado os especialistas da área da saúde a considerá-los como um dos principais problemas de saúde pública” (FARIAS, 2001, p. 35).

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A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica –ABESO (2006) destaca dentre as formas conhecidas de tratamento da obesidade: a cirúrgica, a farmacológica e a comportamental.

Dentre as mais citadas o tratamento comportamental é um dos mais importantes do ponto de vista preventivo e deve sempre acompanhar outros métodos, através da adoção de estilo de vida saudável, com a prática regular da atividade física e alimentação adequada.

O exercício é considerado uma categoria de atividade física planejada, estruturada e repetitiva. A aptidão física, por sua vez, é uma característica do indivíduo que engloba potência aeróbica, força e flexibilidade. O estudo desses componentes pode auxiliar na identificação de crianças e adolescentes em risco de obesidade. A criança e o adolescente tendem a ficar obesos quando sedentários, e a própria obesidade poderá fazê-los ainda mais sedentários. A atividade física, mesmo que espontânea, é importante na composição corporal, por aumentar a massa óssea e prevenir a osteoporose e a obesidade.

Hábitos sedentários, como assistir televisão, usar o computador e jogar videogame, contribuem para uma diminuição do gasto calórico diário. Klesges et al.1988, observaram uma diminuição importante da taxa de metabolismo de repouso enquanto as crianças assistiam a um determinado programa de televisão, sendo ainda menor nas obesas.

Então, além do gasto metabólico de atividades diárias, o metabolismo de repouso também pode influenciar a ocorrência de obesidade. O aumento da atividade física, portanto, é uma meta a ser seguida, acompanhada da diminuição da ingestão alimentar. Com a atividade física, o indivíduo tende a escolher alimentos menos calóricos.

O tratamento da obesidade é difícil porque há variação do metabolismo basal em diferentes pessoas e na mesma pessoa em circunstâncias diferentes. Assim, com a mesma ingestão calórica, uma pessoa pode engordar e outra não. Além disso, a atividade física de obesos é geralmente menor do que a de não-obesos. Difícil é saber se a tendência ao sedentarismo é causa ou consequência da obesidade.

Em relação à atividade física, geralmente a criança obesa é pouco hábil no esporte, não se destacando. Para a atividade física sistemática, deve-se realizar

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uma avaliação clínica criteriosa. No entanto, a ginástica formal, feita em academia, a menos que muito apreciada pelo sujeito, dificilmente é tolerada por um longo período, porque é um processo repetitivo, pouco lúdico e artificial no sentido de que os movimentos realizados não fazem parte do cotidiano da maioria das pessoas.

Além disso, existe a dificuldade dos pais e/ou responsáveis de levarem as crianças em atividades sistemáticas, tanto pelo custo como pelo deslocamento. Portanto, devem-se ter ideias criativas para aumentar a atividade física, como descer escadas do edifício onde mora, jogar balão, pular corda, caminhar na quadra, além de ajudar nas lidas domésticas.

O fato de mudar de atividade, mesmo que ela ainda seja sedentária, já ocasiona aumento de gasto energético e, especialmente, mudança de comportamento, de não ficar inerte, por horas, numa só atividade sedentária, como se fosse um vício.

A alimentação para ser saudável, deve fornecer a quantidade de calorias necessárias para manter as funções orgânicas e atividades físicas, sendo que os alimentos devem ter todos os macros e micros nutrientes necessários, além de água e fibras em quantidade adequadas.

Na nossa dieta, os alimentos encontrados são altamente palatáveis e contém uma elevada percentagem de açúcares simples e gorduras, tendo capacidade de produzir uma obesidade acentuada. Outro item importante, que influencia no desenvolvimento da obesidade, diz respeito ao tamanho e o número de refeições; sendo que refeições pequenas, mas frequentes resultariam num menor ganho de tecido adiposo.

1.4 Fatores que influenciam no Comportamento Alimentar

Entre eles fatores externos (unidade familiar e suas características, atitudes de pais e amigos, valores sociais e culturais, mídia, alimentos rápidos (fastfoods), conhecimentos de nutrição e manias alimentares) e fatores internos (necessidades e características psicológicas, imagem corporal, valores e experiências pessoais, autoestima, preferências alimentares, saúde e desenvolvimento psicológico).

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Dificuldade em estabelecer um bom controle de saciedade é um fator de risco para desenvolver obesidade, tanto na infância quanto na vida adulta. Quando as crianças são obrigadas a comer tudo o que é servido, elas podem perder o ponto da saciedade. A saciedade se origina após o consumo de alimentos, suprime a fome e mantém essa inibição por um período de tempo determinado. A fase cefálica do apetite inicia antes mesmo do alimento chegar à boca por sinais fisiológicos, gerados pela visão, audição e odor. Esses estímulos fisiológicos envolvem um grande número de neurotransmissores, neuromoduladores, vias e receptores. A distensão do estômago é um sinal importante de saciedade.

Além de estímulos mecânicos, estão envolvidos neurotransmissores e peptídeos, como colecistocinina, glucagon, bombesina e somatostatina. A colecistocinina tem sido considerada um hormônio mediador da saciação. No sistema nervoso central, principalmente no hipotálamo, encontram-se os sistemas serotonínicos do controle do apetite.

Outros peptídeos, como beta-endorfina, dinorfina e Obesidade Infantil de Mello e Meyer 2004 galanina, atuam no sistema nervoso central influenciando a ingestão e/ou a saciedade. O neuropeptídeo Y é o mais potente estimulador do apetite conhecido. A leptina, produzida no tecido adiposo, tem um papel central e periférico, participa do controle energético e, provavelmente, interage com o neuropeptídeo Y no controle do apetite e da saciedade. Assim, o tamanho do prato ou da porção servida não é o determinante da saciedade; a criança pode ter ficado satisfeita antes, ou então querer comer ainda mais.

Como os programas de intervenção ainda têm pouco consenso, a prevenção continua sendo o melhor caminho. Os esforços para a prevenção da obesidade na infância são provavelmente mais eficazes quando endereçados simultaneamente aos alvos primordial, primário e secundário, com metas apropriadamente diferentes.

A prevenção primordial visa prevenir que as crianças se tornem de risco para sobrepeso; a prevenção primária objetiva evitar que as crianças de risco adquiram sobrepeso; e a prevenção secundária visa impedir a gravidade crescente da obesidade e reduzir a comorbidade entre crianças com sobrepeso e obesidade. Dentro deste cenário, as prioridades básicas de ação podem ser identificadas, priorizadas e vinculadas às estratégias de intervenção potencialmente satisfatórias.

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As iniciativas de prevenção primordial e primária são as mais eficazes, provavelmente se forem iniciadas antes da idade escolar e mantidas durante a infância e a adolescência. Deve haver um esforço significativo no sentido de direcioná-las à prevenção da obesidade já na primeira década de vida.

A política da escola pode promover ou Obesidade infantil de Mello e Meyer, 2004desencorajar dietas saudáveis e atividade física. É muito importante que seja incorporado ao currículo formal das escolas, em diferentes séries, o estudo de nutrição e hábitos de vida saudável, pois neste local e momento é que podem começar o interesse, o entendimento e mesmo a mudança dos hábitos dos adultos, por intermédio das crianças e dos adolescentes.

1.5 Obesidade Infantil: Hábito Alimentar

Os hábitos alimentares da criança sofrem influência desde as experiências intrauterinas, ou seja, “o feto é exposto a uma variedade de estímulos sensoriais in

útero”, e isso desde a 7ª ou 8ª semana de gestação. As papilas gustativas

transmitem informações sensoriais ao sistema nervoso central desde o 6º mês de gestação, e é possível que isso interfira na preferência de sabores (VALLE; EUCLYDES, 2007, p. 04).

Já para o recém-nascido, conforme estudos revelam, existe preferência por sabores doces, como os de açúcares, indiferença aos salgados, como os de sais e repulsa aos azedos, como os ácidos cítricos. Após duas semanas de vida, há rejeição também aos sabores amargos, como a ureia e a quinina (BEAUCHAMP; MENELLA, 1999).

Na aleitação materna, a alimentação das mães interfere diretamente no sabor do leite, desta maneira a criança vai sendo introduzida na cultura alimentar da família. Essa herança de hábitos alimentares deste o feto, passando pela aleitação e o convívio familiar vai repercutir imensamente em toda a infância da criança e possivelmente também em toda a vida adulta (VALLE; EUCLYDES, 2007, p. 06).

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Na mudança de hábito alimentar da criança normalmente há resistência por parte dela, principalmente a alimentos novos, o que se chama de “Neofobia”, começando quando a alimentação deixa de ser exclusivamente o leite materno e passa a se compor de novos alimentos.

Portanto, a rejeição inicial de um alimento não deve ser considerada como algo anormal, ou ser extremada no sentido de que a criança nunca vá gostar daquele alimento, pelo contrário, a situação deve ser tratada com naturalidade, e o alimento deve ser novamente oferecido em outra oportunidade, de preferência em condições favoráveis com incentivo da família.

É necessário oferecer de 05 a 10 vezes um alimento para uma criança até ela parar de rejeitar o mesmo, e quando mais cedo isso for feito, melhores serão os resultados no combate a neofobia. Exceção à regra é o caso em que os alimentos novos provocarem reações alérgicas, náuseas ou vômitos na criança (IBIDEM).

Entre os fatores que influenciam na obesidade infantil, pode-se citar entre os principais: o Desmame Precoce, a Influência dos Meios de Comunicação e os Hábitos Familiares. Esses fatores podem causar a obesidade infantil, que já é um sério problema de saúde pública e vem aumentando nos últimos anos, atingindo um contexto de epidemia mundial.

Para Fisberg (2005), o desmame precoce e incorreto causa o aumento de obesidade em lactantes, especialmente quando o leite materno é substituído por alimentos ricos em carboidratos, com quantidades que excedem ao necessário naquela idade da criança, porém, há outros fatores que podem estar unidos a esse e causar ainda mais obesidade na criança, como: questões genéticas (casos de sobrepeso ou obesidade na família), alimentação excessiva, baixa condição socioeconômica e distúrbios alimentares.

Os hábitos alimentares familiares que impactam negativamente a alimentação da criança são: excesso de consumo alimentar, sedentarismo, relacionamentos familiares complicados (brigas, discussões), desmame precoce, introdução precoce de alimentos sólidos, substituir refeições por lanches e dificuldades de relacionamentos com terceiros.

A influência dos meios de comunicação, como televisão e computador, e dos meios de entretenimento, como videogames, podem trazer noções errôneas sobre alimentação, uma vez que, comerciais de fast foods, jogos em que personagens

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consomem alimentos gordurosos, refrigerantes e outros que não são saudáveis, impactam fortemente a mentalidade da criança, despertando o desejo de consumo dos mesmos.

O sedentarismo de assistir televisão, mexer no computador e jogar videogame, unido ao fato de quase não haver comerciais e propagandas sobre verduras, leguminosas e frutas, mas abundam os em que aparecem pizzas, xis, sanduíches e similares, é preocupante para a saúde pública, já que isso vai diretamente contra a conscientização sobre alimentação saudável.

Os hábitos alimentares familiares são compartilhados para a criança, que absorve o modo de se alimentar de seus familiares mais chegados, e se esses se alimentam de forma inadequada, a tendência é que a criança faça exatamente o mesmo.

Além de tudo isso, há ainda a influência familiar pelo que é falado sobre a alimentação, através da transmissão de ideias e conceitos de quais alimentos são “bons” e quais “não são bons”. Igualmente, ainda tem a parcela de participação dos amigos, colegas de escola e outros com os quais a criança convive, inclusive, aquilo que é socialmente considerado normal, sabendo-se que se uma criança falar não gostar de pizza ou algo parecido, isso a torna alguém anormal diante da sociedade.

A condição socioeconômica vai interferir nos hábitos alimentares infantis, tanto pela questão de comprar alimentos mais baratos, quanto pela questão de haver menos conscientização e preocupação com a saúde. Isso ficou evidenciado em uma pesquisa realizada com filhos de pais adolescentes de baixa renda, ou seja, com crianças em situação de vulnerabilidade (VIEIRA, et. al., 2003).

1.6 Obesidade Infantil e Atividade Física

Os programas indicados para as atividades físicas dos obesos devem conter exercícios impostos de forma progressiva, bem como, acompanhados de programa específico de atividade física (redução de peso corporal), de orientação nutricional e de suporte psicológico (GUEDES; GUEDES, 1994). Nesse sentido,

[...] a literatura tem apresentado estudos quanto à relação atividade física- redução de peso corporal. Seus resultados são muito claros: exercícios físicos regulares constituem-se no

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componente central dos programas de controle de peso corporal (GUEDES;GUEDES,1998,p.121).

O exercício deve ser de longa duração e baixa intensidade, para aumentar o dispêndio de energia e promover um “equilíbrio” calórico negativo. Isso equivale dizer que os exercícios devem ser aeróbicos e deverão promover a liberação e o metabolismo das fontes energéticas armazenadas da própria pessoa. Concomitantemente, as atividades programadas devem ser seguradas e levar em conta algumas preocupações e precauções específicas relacionadas com pessoas obesas (FOX, et.al., 1991).

Ainda no que diz respeito aos exercícios,

Os exercícios físicos mais indicados para combater a obesidade são os aeróbicos, de média ou longa duração, que envolvem grandes agrupamentos musculares. Tais exercícios como caminhar, trotar, correr, pedalar e nadar, são considerados os mais apropriados para esta finalidade (DAMASO apud CYRINO; NARDO, p.22).

Conforme Nahas,

Atividade Física inclui exercícios físicos e esportes, deslocamentos, atividades laborais, afazeres domésticos e outras atividades físicas no lazer. É importante destacar que a atividades físicas do ser humano tem características e determinantes de ordem biológica e cultural, igualmente significativas nas escolhas e nos benefícios derivados desse comportamento.

A melhor forma de diminuir o sedentarismo e evitar a obesidade é iniciar a prática de atividade física, precocemente de forma preventiva, para que no futuro estas crianças não tenham problemas de saúde por estarem obesos ou sedentários. Para Reckziegel o período pré-escolar é o melhor momento para iniciar a prevenção, uma vez que os maus hábitos alimentares e de inatividade física ainda não estão totalmente sedimentados. Salientam-se dois componentes primordiais: estabelecer hábitos alimentares saudáveis e combater a inatividade física.

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2. METODOLOGIA

Este estudo se caracteriza como uma pesquisa descritiva segundo Gil (1991) visa descrever as características de um determinado fenômeno proporcionado uma maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo explícito. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como questionário e observação sistemática. Geralmente, assume a forma de levantamento, envolve a interrogação direta das pessoas cujo comportamento ou ações se deseja conhecer.

2.1 População

Crianças da cidade de Senador Salgado Filho – RS, matriculadas no ano letivo de 2015 na Escola Municipal de Educação Infantil Doce Infância.

2.2 Amostra

23 Crianças, 13 meninas e 10 meninos de 05 e 06 anos devidamente matriculados no ano letivo de 2015 da Escola Municipal de Educação Infantil Doce Infância.

2.3 Instrumentos de Coleta de Dados

1- Questionário de Atividades Físicas Habituais.

2-Anamnese Nutricional de Hirschbruch e Pereira. (s/d) 3- Balança para verificar a massa corporal.

4- Fita Métrica para verificar a estatura individual.

5- Tabela de IMC (Índice de Massa Corporal) da Organização Mundial de Saúde. 2.4 Procedimentos de Coleta de Dados

Inicia com a realização de um primeiro contato com a direção da Escola para que seja possível a realização da pesquisa na instituição, em seguida cada aluno de 05 e 06 anos matriculados recebem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para que seus pais autorizem a participação na pesquisa. Os alunos que forem autorizados por seus pais a participarem respondem ao questionário de Atividades Físicas Habituais, realizada pela pesquisadora.

(26)

2.5 Análise dos Dados

Os dados foram apresentados em forma de gráficos para uma melhor visualização, fazendo uso das estatísticas descritivas com frequência percentual, sendo posteriormente discutidos com a literatura da área.

2.6 Análise e Discussão dos Resultados

Este capítulo trata da analise dos dados em relação ao Índice de Massa Corporal (IMC), considerando as características da amostra e a avaliação da apresentação gráfica e percentual destes dados.

Gráfico 01: Percentual de Alunos de Cada Sexo Fonte: Pesquisa da Autora

O Gráfico 01 mostra a distribuição dos percentuais de alunos de ambos em cada sexo, pode-se perceber que o percentual de alunos do sexo feminino é maior que o percentual de alunos do sexo masculino.

Gráfico 02: Número de Alunos por Idade Fonte: Pesquisa da Autora

43% 57%

Alunos em Relação ao Sexo

Masculino Feminino

61% 39%

Número de Alunos por Idade

5 anos 6 anos

(27)

O gráfico 02 mostra os percentuais de alunos por idade. Percebe-se que o percentual de alunos de cinco anos é maior que o de seis anos.

Gráfico 03: Número de alunos em relação ao peso Fonte: Pesquisa da Autora

O gráfico 03 pode-se verificar os percentuais de alunos encontrados com peso normal, sobrepeso, obesidade e abaixo do normal, quando se relacionam os dados com a tabela de IMC proposta por Barbosa (2004). Verificou-se que o maior percentual está com peso normal, após vem o percentual de alunos com obesidade e, logo após, os alunos com sobrepeso e percentual igual à abaixo do normal.

Gráfico 04: Alunos do sexo masculino em relação ao peso Fonte: Pesquisa da Autora

Ao analisar o gráfico 04 verificou-se que o maior percentual de alunos encontra-se em nível de Normal, seguido do nível obesidade, e abaixo de peso e porcentual menor de sobrepeso.

9%

56% 9%

26%

Alunos em Relação ao Peso

Abaixo do normal Normal Sobrepeso Obesidade 9% 51% 0% 40%

Peso dos Alunos do Sexo Masculino

Abaixo do normal Normal

Sobrepeso Obesidade

(28)

Gráfico 05: Alunos do sexo Feminino em relação ao peso

Fonte: Pesquisa da Autora

Ao analisar o gráfico 05 verificou-se que o maior percentual de alunos encontra-se no Nível normal, seguindo por sobrepeso e obesidade e abaixo do peso. 2.7 Análise do Questionário Aplicado aos Pais

Com relação à atividade física:

Verificou-se que a maioria das crianças, conforme relatos dos pais realizam algum tipo de atividade física, na escola e na comunidade, também segundo respostas dos pais, eles são participantes ativos junto com os filhos, isso pode ser considerado um fator positivo, pois conforme Darwin (1995) o exercício físico auxilia na prevenção de doenças e outros fatores no desenvolvimento da criança.

Com relação à alimentação:

Em geral a alimentação das crianças, não é muito saudável, poucos consomem verduras, frutas, em relação a carnes e pães consomem todos os dias. Com relação ao consumo de guloseimas:

Verificou-se que em geral os hábitos das crianças, segundo resposta dos pais, e de consumir refrigerantes e doces somente às vezes. Conforme as considerações de Mattos et al. (2003) crianças acima do peso não são necessariamente as que se superalimentam, porem o problema é que muitos dos alimentos que gostam contêm altos valores calóricos.

7%

61% 16%

16%

Peso dos Alunos do Sexo Feminino

Abaixo do normal Normal

Sobrepeso Obesidade

(29)

Com relação ao tempo de televisão:

Verificou-se que 60% das crianças, segundo seus pais, sempre assistam TV, tempo mínimo de três horas por dia, o que equivale de 12,5% do seu tempo diário, ou seja, 21 horas por semana, isso é considerado tempo elevado, pois conforme pesquisa da Associação Americana do Coração, em média as crianças assistam a 17 horas de televisão por semana. Outro estudo conclui que o risco da obesidade é 05 vezes maior em crianças que assistem a mais de 05 horas de televisão por dia, comparado as crianças que assistem a 0 a 02 horas por dia.

Com relação à renda e a escolaridade dos pais:

Verificou-se o que se refere à renda familiar, 70% (oitenta por cento) dos pais, estão inclusos no grupo que recebe de 1 a 2 salários mínimos. No que diz respeito à escolaridade 70% (setenta por cento) dos pais, estão inclusos no grupo que possuem ensino fundamental incompleto e ensino médio completo.

(30)

CONCLUSÃO

Após análise de dados, verificou-se que os objetivos propostos nos dão esse resultado. Constatamos o seguinte: o IMC (Índice de Massa Corporal)dos escolares na maioria está na zona considerado saudável,demonstrando que a hipótese levantada não se confirmou.

Com relação à análise do questionário aplicado com os pais conclui-se que grande número dos alunos tem uma alimentação normal, considerada saudável, praticam atividades físicas em horários diferenciados da escola, com incentivo de seus pais.

Assim concluiu-se que a prática de exercícios físicos para a saúde é muito importante para se obter qualidade de vida, como também cuidados com a alimentação, controle de estresse enfim vários benefícios. Porém, poucos realmente se dedicam tempo para a prática de exercícios físicos e para os demais cuidados relacionados com a saúde.

Para as crianças que iniciam sua vida escolar, as atividades físicas possuem uma grande importância. Sendo estas trabalhadas paralelamente com as atividades de sala de aula, a criança evolui com mais rapidez em diversos aspectos.

As brincadeiras viabilizam o crescimento corporal de força, resistência física, de coordenação motora. Consideramos então que a infância é o período onde se inicia a aprendizagem necessária á vida adulta. A brincadeira e a atividade física têm um importante papel na formação do individuo, integrando as várias dimensões de personalidade: afetiva, cognitiva e motora.

É indispensável que cada fase seja desenvolvida, olhando a criança como um ser em nível de maturação, de descobrimento e não como um atleta em que o objetivo é resultados em curto prazo. Criar oportunidades de crescimento e descoberta individual usando o esporte e a atividade física como ferramenta é o que cabe ao professor de Educação Física nas suas aulas. É muito comum vermos crianças obesas com uma alimentação totalmente imprópria e desequilibrada com uma rotina onde os computadores, o videogame, tornam o lugar do correr, saltar, brincar como era feito décadas atrás, onde ainda não tínhamos esse tipo de tecnologia.

(31)

Com base nesse estudo evidenciamos que a escola é um lugar de expectativas e de vivenciar novos e que cada dia se enfrenta e se busca novos desafios. E juntamente com a atuação da equipe pedagógica e com o profissional de educação da escola que pode se buscar alternativas de mudanças no cotidiano escolar.

(32)

REFERÊNCIAS

ABESO. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Disponível em: http://www.abeso.org.br/revista13/index.htm. Acesso em: 16 e 20 de abril de 2015.

BALABAN, G.; SILVA, G.A.P.Prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes de uma escola da rede privada de Recife. Jornal de Pediatria, 2004.

CYRINO, Edilson Serpeloni; NARDO JR, Nélson, Subsídios para a prevenção e controle da obesidade. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde. 1996. V. n.3.

DUNCAN, B.B; SCHMIDT, M.I; GIUGLIANI, R.J. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre. Artmed.3ªed.2004.

BEAUCHAMP, Gary K.; MENELLA, Julie A. Períodos sensíveis no

desenvolvimento da percepção dos sabores e na sua escolha pelo ser humano. Anais Nestlé. Vol. 57, p.21 – 34, 1999.

FARIAS. JR, José Cazuza de. Associação entre nível de atividade física, composição da dieta e gordura corporal em adultos. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde. 2001. V. 6. N.3.

FILHO, Antônio Domingues Luiz. Obesidade & atividade física. Jundiaí: Fontoura, 2000.

FISBERG, Mauro. Atualização em Obesidade na Infância e Adolescência. São Paulo: Editora Atheneu, 2005.

FOX, E.L. Bases fisiológicas de Educação Física e desportos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1991

GUEDES, Dartagnan Pinto; GUEDES, Joana Elisabete Ribeiro Pinto Guedes. Controle de peso corporal: composição corporal, atividade física e nutrição. Londrina: Midiograf, 1998.

GUYTON, Arthur C. Fisiologiahumana.6.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 19988.

MELLO, E.D.; LUFT, V.C.; MEYER, F. Obesidade infantil: como podemos ser eficazes?.JPediatr. Rio de Janeiro, 2004.

MELLO, Elza D. de; LUFT, Vivian C.; MEYER, Flavia. Obesidade Infantil: Como Podemos ser Eficazes? Jornal de Pediatria - Vol. 80, Nº 03, 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/jped/v80n3/v80n3a04 Acessado em: 20/09/2015.

(33)

NAHAS,M.V. Atividade física, saúde e qualidade de vida: conceitos e sugestões para um estilo de vida ativo. 3ª edição. Londrina: Mediograf, 2003.

VIUNISKI,N. Pontos de Corte de IMC Para Sobrepeso e Obesidade em Crianças e Adolescentes. Revista Abeso. 3° Edição, 2001. Disponível

em:<WWW.abeso.org.br>Acesso em 06/11/2015.

VALLE, Janaína Mello Nasser; EUCLYDES, Marilene Pinheiro. A Formação dos Hábitos Alimentares na Infância: Uma Revisão de Alguns Aspectos Abordados na Literatura nos Últimos Dez Anos. Revista APS – Atenção Primária a Saúde, Vol. 10, Nº 01, p. 56-65, jan./jul. 2007. Disponível em:

http://www.ufjf.br/nates/files/2009/12/Hinfancia.pdf Acessado em: 29/11/2015. VIEIRA, M. L. F.; SILVA, J. L. C. P; FILHO, A. A. B. A amamentação e a

alimentação complementar de filhos de mães adolescentes são diferentes das de filhos de mães adultas?Jornal de Pediatria,v. 79, n. 4, 2003. Disponível em: http://www.scielo.br Acessado em: 29/11/2015.

NEGRÃO, C.E; BERRETTO,A.C.P. Cardiologia do exercício: do atleta ao cardiopata. São Paulo. Manole. 2° ed., 2006.

GOETTEMS, Keli. Obesidade em alunos de 1° a 4° série da rede de ensino estadual da cidade de Santa Rosa/RS. Monografia (Graduação em Educação Física) UNIJUI. Santa Rosa/RS, 2010.

WEGMANN, Mireille. Atividade Física e Obesidade Infantil. Monografia (Graduação em Educação Física) UNIJUI. Santa Rosa/RS, 2010.

TAVARES, Andréia. A obesidade Infantil em escolares de 6 a 9 anos de idade. Monografia. (Graduação em Educação Física). Ijuí/RS, 2007.

(34)
(35)

ANEXO I: TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Prezado Senhor (a);

Estou desenvolvendo uma pesquisa/estudo denominada Atividade Física e Nível de Obesidade Infantil. Este trabalho é parte dos estudos do Trabalho de Conclusão de Curso a será apresentado ao Curso de Educação Física da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - Unijuí - campus Santa Rosa, requisito parcial para obtenção do grau de Licenciada em Educação Física e tem como objetivo investigar o nível de obesidade em crianças de 04 e 05 anos da Escola Municipal de Educação Infantil Doce Infância de Senador Salgado Filho/RS. Sendo assim, estou convidando seu filho (a) para participar deste trabalho, através de entrevistas em forma de questionário e avaliação do índice de Massa Corporal (IMC).

A entrevista será transcrita e posteriormente analisada mediante as informações que você forneceu. O seu anonimato estás assegurado e suas informações/relatos serão tratados com sigilo absoluto, podendo você ter acesso a elas e realizar qualquer modificação no seu conteúdo, se julgar necessário. Você tem a liberdade para recusar participar da pesquisa ou afastar-se dela, em qualquer fase, sem que isso implique em danos pessoais. Está garantido que você não terá nenhum tipo de despesa material ou financeira durante o desenvolvimento da pesquisa, como também, nenhum constrangimento moral decorrente dela. Quanto à avaliação do (Índice de Massa Corporal (IMC), posteriormente será analisados e quantificados).

Como pesquisadora, assumo toda e qualquer responsabilidade no decorrer da pesquisa e garanto-lhe que suas informações somente serão utilizadas para o estudo acima mencionado. Se houver dúvidas quanto a sua participação, poderá solicitar esclarecimentos.

Eu____________________________________________RG______________ ciente das informações recebidas, autorizo em meu filho(a) _______________________________________________a participar da pesquisa, concedendo entrevista e aplicando avaliação do IMC a pesquisadora Cláudia Jardim Dorneles Fone: (99927529), autorizando-a a utilizar as informações, sem restrições de prazo ou citações, a partir da presente data, desde que seja garantido o sigilo e anonimato.

_______________________________________________ Assinatura dos pais ou responsáveis

(36)

ANEXO II: MODELO DE ENTREVISTA

Ao responder estas perguntas você estará colaborando para a obtenção de dados, que proporcionarão realizar um trabalho de pesquisa para a conclusão do curso de Educação Física.

1. Seu filho (a) realiza algum tipo de atividade física? ( ) Sim ( ) Não ( ) Às vezes

2. Na comunidade, de qual atividade física ele (a) participa mais? ( ) Futebol de Campo ( ) Atividades Recreativas

( ) Voleibol de Areia ( ) Nenhuma

3. Ele (a) pratica atividade física na escola? ( ) Sim ( ) Não ( ) Às vezes

4. Das atividades realizadas nas aulas de Educação Física, de qual ele (a) participa mais?

( ) Futebol de Campo ( ) Exercícios Físicos ( ) Voleibol de Areia ( ) Nenhuma

5. Em sua opinião, a Escola onde seu (a) filho (a) estuda, incentiva a prática de atividade física?

( ) Sim ( ) Não

6. Você incentiva seu (a) filho (a) a praticar atividades físicas? ( ) Sim ( ) Não

7. Seu filho (a) costuma comer verduras durante as refeições? ( ) Sempre ( ) Às vezes ( ) Nunca

8. Com que freqüência o seu (a) filho (a) come frutas? ( ) Sempre ( ) Às vezes ( ) Nunca

(37)

9. Seu (a) filho (a) tem hábito de comer carne?

( ) 1 vez ao dia ( ) 2 vezes ao dia

( ) Mais de 2 vezes ao dia ( ) Nenhuma vez ao dia

10. Quantos pães ele (a) come por dia?

( ) Meio pão ( ) 1 pão ( ) 2 pães ( ) 3 pães ( ) Mais de 3 pães ( ) Nenhum

11. Com que freqüência, o (a) seu (a) filho (a) come guloseimas (salgadinhos, bolachas recheadas, chocolates)?

( ) Sempre ( ) Ás vezes ( ) Nunca

12. Com que freqüência, seu (a) filho (a) toma refrigerante? ( ) Sempre ( ) Ás vezes ( ) Nunca

13. Seu (a) filho (a) assiste televisão?

( ) Sempre ( ) Às vezes ( ) Nunca

14. Qual a escolaridade da mãe ou do (a) responsável pelo adolescente? ( ) Não alfabetizado (a) ( ) Ensino Fundamental Completo ( ) Ensino Fundamental Incompleto ( ) Ensino Médio Completo

( ) Ensino Médio Incompleto ( ) Ensino Superior

15. Qual a renda da família?

( ) Menos de 1 salário ( ) 1 Salário ( ) 2 Salários ( ) Mais de 2 salários.

(38)

ANEXO III

MENINOS

PESO (KG) IMC ALTURA (mt) IDADE

30 19,60 1,24 6 anos 24 15,68 1,24 6 anos 27 18,49 1,21 5 anos 18 13,43 1,16 5 anos 19 15,70 1,10 5 anos 18 14,63 1,11 5 anos 25 16,89 1,22 5 anos 17 15,74 1,04 5 anos 23 18,69 1,11 5 anos 25 20,66 1,10 6 anos

(39)

ANEXO IV

MENINAS

PESO (KG) IMC ALTURA (mt) IDADE

19 14,17 1,16 5 anos 27 18,24 1,22 5 anos 25 16,55 1,23 6 anos 20 13,51 1,22 6 anos 18 14,04 1,12 5 anos 23 18,69 1,11 5 anos 16 14,81 1,04 5 anos 19 14,17 1,16 5 anos 28 19,44 1,20 6 anos 21 17,07 1,11 6 anos 21 17,07 1,11 6 anos 19 16,96 1,06 6 anos 24 17,64 1,17 5 anos

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