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Brucelose.

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(1)

Empresa Brasileira d e Pesquisa ~ g r o p e c u á r i a - E M B R A P A Vinculada ao ~ i n i s t e r i o da Agric u! tura

Centro Nacional de Pesquisa de Coco-CNPCo Aracojrr - S E

B R U C E

L O S E

C e n t r o N a c i o n a l de Pesquisa d e Coc'o

-

C N P C o

Aracaju

-

SE 6

(2)

a -

--.

E . - . . . , . - ,

Empresa Brasileira de Pesquisa Agmpmuária

-

EMBRAPA

V i n c u l a d a a o M i n i s t e r i o d a A g r i c u l t u r a

C e n t r o N a c i o n a l d e P e s q y j - ç a d-e C a c o

-

CNPCo

A r a c a j u , S E

Arnaury

Apolonio

de

Oliveira

Pedro

Arle

Santana

Pedreira

C e n t r o N a c i o n a l de P e s q u i s a de Coco-CNPCo A r a c a j u , S E

(3)

Exemplares desta publicação ' . podem ser

solicitados

à

EMBRAPA-CNPCO

Av. Beira Mar, 3250

-

P r a i a 13 d e j u l h o

Telefone: ( 0 7 9 ) 224-7111 Telex: ( 0 7 9 ) 2378 Caixa P o s t a l no 44 49000

-

Aracaju,SE

Tiragem:

1.000

exemplares

O l i v e i r a , Amaury

Apolonio

de

Brucelose

por Amaury

Apolonio

d e

Oliveira

e

P e d r o

Arle

Santana Pedreira. Aracaju, EMBRAPA-CNPCo, 1986.

p . 12 (EMBRAPA-CNPCo. Documentos, 5 )

1. Bovinos

-

Brucelose.

2.

Brucelose.

I.

Empresa

Brasileira

de

Pesquisa

Agropecuária.

Centro

Nacional

de P e s q u i s a de Coco, Aracaju,SE. 11. T i t u l o . I1

I

Série.

CDD 636.0896957

(4)

Amaury Apolonio de

Oliveira

1

Pedro

Arle

Santana

Pedreira

I

A constante

industrialização

dos produtos de

o r i

gern ariirnal vem cada vez m a i s

estimulando

as

empresas

pe

cuárias do

p a í s a

manter

elevados

padrões

de

qualidade.

Para

ser

atendido e s t e o b j e t i v a é

imperiosa

a

necessida

-

de de

serviços

de p r o f i l a x i a

capazes

de

melhorar

a sua

eficiência

de forma a d i m i n u i r os custos

operacionais

e , conseqüentemente, aumentar

a

margem

de

lucros,

em ge

r a l ,

estabelecida

em n í v e i s

que

trazem

elevados

risco?

para

a

produção. É

imprescindível

que

se

faça a moderni

zação dos métodos empregados no combate às doenças de

forma a

disciplinar

os

serviços

de saúde

animal,

funda

mentados

principalmente,

no aumento de

produtividade

dos

rebanhos.

Com

relação

3

brucelose,

os

problemas

podem

ser

a

nalisados

d e n t r o de d o i s campos

d i s t i n t o s :

na medicina-

v e t e r i n á r i a ,

onde assume papel de

excepcional

i m p o ~ t â n -

tia

economica

para toda produção

pecuária;

como

zoonose de consequências

clínicas

irreparáveis

para a saúde do

homem.

O

estudo

da

brucelose

envolve, praticamente, t o

-

dos os aspectos de saijde

animal

e, para

compreendê-la

,

é

necessário um

conhecimento amplo e profundo dos f a t o

-

res

que condicionam a sua presença nos rebanhos. v .A

(5)

A

brucelose

confere pesado

t r i b u t o

à

pecuária,

cu j o s p r e j u í z o s estão

assim

estimados:

número de

bezerros

:abortados

-

40%; queda na produção

de

l e i t e

-

25%; repo

'sição

de fêmeas em rebanhos i n f e c t a d o s

-

30%; vacas

que

abortam

e se tornam

estéreis

-

26%;

aumento da

média

do

intervalo

entre

p a r t o s

-

70% (Santos, 1975).

Sabe-se que

a

brucelose

pode

ser

causada

por

s e i s t i p o s

do

gênero

Brucella

sendo que somente a

-

Br.abortus

vem sendo

mais

estudada no País. A

Br.

rnelitensis

não

tem s i d o

diagnosticada

conforme d a d E do

B r a s i l ,

Minis

t é r i o

da

Agricultura,

( 1983)

.

A

Br

.

o v i s

e Br

.

neotomae

não

têm

sido

o b j e t o de

estudos

que p X t a m Ü m a avalia

ção mais

concreta.

Ainda dados do

Ministerio

da

Agricul

t u r a ,

(Tabela

1)

mostram

um

índice

decrescente da

bruce

lose

bovina

e um número cada vez

maior

de

bezerras

vacT

-

nadas.

Ressalte-se

que apesar do

esforço

ministerial

,

na

prática

as informações

oriundas

do campo são

i n t e i r a

. mente c o n f l i t a n t e s , não

permitindo

urna

análise

e x a t a d õ

problema

no

Brasil.

Quanto à

brucelose

suína, somente

10 Estados da Federação

apresentaram

estudos

s o b r e

o as sunto no

ano

de 1983,

igualmente

registrados

p e l o

MAS

(Tabela 2, 1983), onde

se

constata o

aparecimento

de

164 focos com uma porcentagem de

infecção

de 2 , 2 % . A bruce

lose

caprina

tem s i d o

assinalada,

conforme

trabalhos

de

Caldas

&

Nesti

(1958); Moura Costa (1980) e

Aquino

Vie

- gas e t

a l .

( 1980).

Em

países onde se

conseguiu

sistemático

controle

da

brucelose

bovina,

a

brucelose

suína,

causada p e l a Br.

suis,

vem se

constituindo

corno

p r i n c i p a l

agente das

E

fecLões

humanas.

Segundo

Busch & Parker ( 1 9 7 2 ) , em 1083

casos humanos

detectados

em A t l a n t a

-

EUA, 402 ( 3 7 % ) f o ram

de

orige111

suína, 192 (18%) de

origem

bovina

( ~ a b e l ã r \

Trabalhos

em

diversos

países têm s i d o

realizados

visando ao

controle

da

brucelose

nos

rebanhos. Dados da

Organização

Mundial

de Saúde,

citados

por

Leite

(1974),

indicam

que os í n d i c e s mais

a l t o s

ocorrem

em gado

l e i

-

(6)

t e i r o ,

especialmente

nos

rebanhos da

América

L a t i n a e

na

Asia

com

prejuízos

acima de 350

milhões

de

dólares.

0 s

problemas causados

por

brucelose

têm

levado

es

t u d i o s o s

de todo mundo

a

promoverem

a

implantação

de

sistemas

d e

c o n t r o l e ,

ou mesmo de

erradicação,em

função

dos aspectos

epidemiológicos

inerentes

as

áreas

t r a b a

lhadas.

Para que o

sucesso

s e j a

assegurado,

um programã

d e s t a

envergadura, naturalmente,

exige

i n f r a e s t r u t u r a

técnica

altamente

e f i c i e n t e

e

elevado

suporte f i n a n c e i

r o .

No

B r a s i l ,

e s t e s

fundamentos são d i f i c i e s

de

serem

conseguidos

p o r

razões

das m a i s d i v e r s a s . impedindo que

se

alcancem

resultados

mais d e s e j á v e i s . E

necessário

p o i s

uma

conscientização

que promova uma

rápida

assimi

l a ç ã o

dos conhecimentos

técnicos

que

e s t ã o

sendo

constã

-

temente

intrcduzidos.

No campo

irnunológico,

as

informações

geradas

per

m i tem c r i a r maiores

expectativas

para

b r u c e l o s e . ~ r a b á l h o s

realizados

p o r Espe (1966)

indicam

que apenas

cin

co

a

seis por

cem

mil

anirnai.~

vacinados

na i d a d e

6

t r &

a

o i t o

meses

poderão

eliminar

p e l o

l e i t e

germes de amos

t r a

v a c i n a l .

Na

p r á t i c a ,

porém, não

existe

evidência

d e

que

a Brucella

amostra

19 s e j a

transmitida

de bovinos

vacinados

p a r a não

vacinados.

De uma

maneira

g e r a l

a s

informações

de que se d i s

põe

a t é

o presente

indicam

que

a

vacinação d e

bezerra?

em i d a d e i n f e r i o r a

o i t o

meses

t r a z

vantagens

s e g n i f i

cantes p a r a

imunidade

do

animal.

Mantei

(1968),

c i t a

v 3

rios a u t o r e s

que têm demonstrado a

inexistência

de mar

c a n t e s

diferenças

no

grau

de

imunidade

de- fêmeas vacinã

d a s com

três

a

o i t o

meses de i d a d e . Há e v i d ê n c i a s

dF

que

a

prevalência

de

t í t u l o s

pós-vacinais

ocoi-rm

n m pe

r í o d o

inversamente proporcional

à

i d a d e de vacinaçáo

doS

a n i m a i s . De acordo com

citações

de Reis (1969),

animais

vacinados aos

t r ê s

meses tendem a

ser

t o r n a r

n e g a t i v o s

t r ê s

meses após; vacinados aos

quatro

meses de idade a presentarn

espaço

de

aproximadamente

cinco

meses para

se

(7)

de

idade

levarão cerca

de 12

meses

p a r a

eliminação

de

anticorpos

vacinais

persistentes.

Por

o u t r o

lado,

cresce

cada vez mais o número d e

informações

sobre vacinacão de

animais

adultos, de

modo

especial

para

rebanhos

de

elevado

índice de i n f e c ç ã o , porquanto

a

eliminação

de

animais reagentes se t o r n a de

d i f í c i l

execução-do

ponto

de

v i s t a

econômico. Sabe-se

que a grande d i f i c u l d a d e da vacinação de

adultos

reside na

persistência

de

anticorpos residuais.

Respondendo

a

e s t a

questão, Nicoletti

( 1978)

e

Deroye ( 1979)

v e r i f i c a

ram que doses ~Iienores de vacinas

antibrucélicas

prodÜ

zem

r á p i d o

declínio

dos

a n t i c o r p o s

aglutinantes.

Diver

sos

o u t r o s

estudos sobre

brucelose

t ê m

demonstrado

a

e

f i c á c i a

da

vacinação com

doses

reduzidas,

c u j a

p r o f e

ção a t i n g e o mesmo n í v e l das doses

completas.

E s t e s Fz

tos,

a l i a d o s

ao uso

de

métodos de

diagnóstico

suplernen -

t a r e s

m a i s

e f i c i e n t e s

t ê m

favorecido

a vacinação de ma

trizes

a d u l t a s

com 0 7 9 . Conforme R e i s ( S . d . ). A

~ s s o c i ã

ção

de

Saúde Animal- Estados Unidos da

América

dE

Norte

tem

procurado encontrar

soluções

adequadas p a r a

as

lirnitações.da

vacinação

de

animais

adultos. Rebanhos

a l t a m e n t e i n f e c t a d o s são

vacinados

observando-se

'crite

riosos

estudos. O método

não

s i g n i f i c a

a

solução

do?

problemas

e deve

ser

executado

a

p a r t i r

de p r o f u n d o cc

nhecimento de suas vantagens e d i f i c u l d a d e s ,

além

de

à

-

dequada

estrutura

de

l a b o r a t ó r i o

e

de campo.

Num

esforço

para d i f e r e n c i a r , n a imunidade hurno -

r a l ,

os

anticorpos

v a c i n a i s

dos

anticorpos

virulentos

,

R i c e & Boyes (1971) e Beh &

Lascelles

(1973) desenvolve

ram

estudos

quantitativos

de

anticorpos

de i m u n o g l o b u l r

nas

e s p e c í f i c a s .

Estes

a u t o r e s

observaram

que a

distri

-

buição

dos

anticorpos

IgM, IgG1 IgG2 dos

animais

vaci -

nados

diferem

marcantemente

daq;eles

i n f e c t a d o s com

Br.

abortus

ativa, cuja

presença

de

a n t i c o r p o s no

s o r o

-

praticamente

e s t á

relacionada

com IgG1. Deve-se

conside

rar

também o papel da

imunidade

passiva

p o i s

embora nãò sejain

elevados

os

t í t u l o s

dos

anticorpos

a g l u t i n a n t e s

(8)

ses

de i d a d e .

Experiências

citadas

p o r Sutherland (1980),

indi

cam que vasto campo da

imunologia

tem demonstrado que

n í v e i s elevados de a n t i c o r p o s

circulantes

não são

i n d i

cadores precisos de

boa

imunidade.

Este f a t o é

evide:

ciado quando o processo de imunização

a t i v a

apresentã

d e c l i n i o

dos

a n t i c o r p o s

aglutinantes

sem

que

i s t o s i g n i

fique

a

diminuição

da

resistência animal.

Como

resultã

do,

métodos

suplementares de

diagnóstico

comprovadamen

t e

e f i c i e n k s d e v e r n

ser

empregados

nas

avaliações.

Embora

muitos

estudos

componham um

f a r t o

acer

vo

técnico-científico,

a

brucelose

permanece

ainda

com5 grande

problema

da

medicina-veterinária,

t a n t o pelos p r e j u í z o s

elevados

que determina quanto

pelos

aspectos

a

saúde pública,

verificando-se

cada

vez mais a necessi dade de

se

buscar um

maior aperfeiçoamento

das

tecnolõ

gias

usuais

como também de se

continuar

estudando medr -

(9)

. . .

w o m m o n c o v i i n ~ ~ o Q) P - O N N ~ Y O N I ~ ~ N ~ ~ ,N P i W O U l ú i r N ~ v m O 3 m . . I * . . , . r r r r r . ? N r r N

(10)

I o 4a Ir LtY C -4 U =i rl rn m O k O (0 O VI O 3 .rl .H @ .rl cn O A I R : 0 : > .r( 4) ..i V1 O a Ln O * i ,ri 01 0, vi 1 cn ;E m O > .ri *i m w 2 . in 4i E rd X LJ

, X

8 Li UI O 2 sl UI W

(11)

Tabela 3 - ocupaçâo profissional e f o n t e s de i n f e c ~ ã o m a i s p r o v í v e l d e casos de brucelost humana nos Estados U n i E o s

F o n t e s de I n f e c ç ã o mais Prováveis

Ocupação Su ino Produtos Acidentes

Ovino lácteos com c u l t r i

Suano Bovino o, OU não pas- r a de- Outras T o t a l %

Bovino Caprino t e u r i z a - B r u c e l l a f o n t e s

Manipu lasore s de carne

Manipuladores de vlsceras O u t r o s da i n d ú s t r i a d a carne Criadores de gado Comerciantes de gado v e t e r i n á r i o s Dom&ticas E s t u d a n t e s / Ã r e a Agrícola O u t r a s Percentagem -

(12)

AQUINO

VIEGAS,

E . DE;

AQUINO

VIEGAS, S.A.R.; CALDAS,

E . b F A R I A A.F.

Investigação

sorolóqica

para

b ~ u ~ e l o s e

em

c a p r i n o s

e

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da

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Agricultura.

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de

aglutinação

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-

Mercaptoe

t a n a l em

s o r o s

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Referências

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