AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DOS PACIENTES ATENDIDOS NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE INDIANÓPOLIS – MG ATRAVÉS DO
QUESTIONÁRIO SF 36
AMARO, Jessica da S. Borges* LIMA, Marcos Alves**
*Acadêmica do curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Triângulo – UNITRI- MG Brasil.([email protected])
**Orientador e Professor do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Triângulo – UNITRI- MG Brasil.([email protected])
RESUMO
Introdução: A crescente preocupação com questões relacionadas à qualidade de vida vem de um movimento dentro das ciências humanas e biológicas no sentido de valorizar parâmetros mais amplos que o controle de sintomas, a diminuição da mortalidade ou o aumento da expectativa de vida. Objetivo: O objeto deste trabalho foi avaliar a qualidade de vida dos pacientes atendidos na Unidade Básica de Saúde do Município de Indianópolis, utilizando como instrumento o questionário SF 36. Metodologia: Tratou-se de um estudo qualitativo pautado na observação e aplicação do questionário SF36, foram aplicados 117 questionários aos pacientes atendidos na UBS Alex Fernandes em Indianópolis MG. Resultados: foram demonstrados os pontos obtidos pelos voluntários nos oito Domínios do Questionário de Qualidade de Vida SF-36, bem como os respectivos valores de médias e de desvios padrão. Conclusão Pode-se concluir com este estudo que, ao avaliar a qualidade de vida dos pacientes atendidos na Unidade Básica de Saúde do Município de Indianópolis, utilizando como instrumento o questionário SF 36, os resultados obtidos detectaram bons níveis de qualidade de vida na população, mas também apontou a necessidade de futuras análises principalmente nos domínios vitalidade e limitação por aspecto emocional.
Palavras chave: Qualidade de vida. Questionário SF-36. Pacientes
INTRODUÇÃO
A crescente preocupação com questões relacionadas à qualidade de vida vem de um movimento dentro das ciências humanas e biológicas no sentido de valorizar parâmetros mais amplos que o controle de sintomas, a diminuição da mortalidade ou o aumento da expectativa de vida. Assim, qualidade de vida é abordada, por muitos autores, como sinônimo de saúde, e por outros como um conceito mais abrangente, em que as condições de saúde seriam um dos aspectos a serem considerados(1).
Qualidade de vida (QV) é uma medida de desfecho que tem sido entusiasticamente utilizada por clínicos, pesquisadores, economistas, administradores e políticos. Não é um conceito novo, mas tem crescido sua importância por uma série de razões. A Organização
Mundial de Saúde (OMS), em 1948, definiu saúde como não apenas a ausência de doença ou enfermidade, mas também a presença de bem-estar físico, mental e social. Recentemente tem sido reforçado o uso da qualidade de vida como um conceito necessário na prática dos cuidados e pesquisa em saúde.(2).
Qualidade de vida é abordada, por muitos autores, como sinônimo de saúde, e por outros como um conceito mais abrangente, em que as condições de saúde seriam um dos aspectos a serem considerados. (1). A temática promoção de saúde, vem transpondo desafios para a ampliação das práticas buscando ressaltar os componentes socioeconômicos e culturais da saúde, como também a necessidade de políticas públicas e da participação social no processo de sua conquista.(3).
É importante destacar que a Política Nacional de Atenção Básica no Brasil, aprovada em 2006, vem gradualmente fortalecendo esse nível de atenção como porta de entrada preferencial e estruturante do Sistema Único de Saúde (SUS). Dessa forma, prevê a atuação em unidades de saúde e também junto à comunidade, desenvolvendo ações de promoção, prevenção e assistência.(4).
Os avanços na atenção primária à saúde no Brasil são inegáveis, com mais de 39 mil de equipes de saúde da família atuando em todo o país. Todavia, permanecem importantes desafios. Entre esses, destacam-se: a situação inadequada da rede física das unidades; o financiamento insuficiente; as dificuldades de integração da atenção primária à rede, com garantia da continuidade e coordenação do cuidado nas redes de atenção à saúde, e a incorporação de recursos humanos qualificados. Dentre os inúmeros desafios que precisam ser enfrentados para a construção de uma atenção primária à saúde de qualidade, resolutiva e coordenadora do cuidado, o presente artigo avalia a estrutura das unidades básicas de saúde (UBS) brasileiras.(5).
Existe consenso sobre a importância da Atenção Primária à Saúde (APS) na melhora dos indicadores de saúde de uma dada população. Ela funciona como porta de entrada do sistema de saúde ofertando serviços próximos ao local de moradia, favorecendo o acesso, o vínculo e a atenção continuada centrada na pessoa e não na doença. Estudos apontam que a APS tem capacidade para resolver 80% dos problemas de saúde de uma dada população e deve conciliar ações de assistência com prevenção e promoção da saúde além de coordenar a atenção prestada nos outros níveis do sistema, agindo como a base para o trabalho dos níveis secundário e terciário.(6).
A terminologia ideal para designar o primeiro nível de atenção à saúde frequentemente encontra espaço para discussões nos meios acadêmicos e profissionais. O termo “básica” pode
ser entendido como base, fundamental ou ao contrário, como básico e simples. Por outro lado, “primário” remete a primeiro, principal ou então elementar e rudimentar. No Brasil, a utilização do termo Atenção Básica (AB) refere-se à Atenção Primária em Saúde em seu sentido mais amplo e integral, proposto pelo Movimento Sanitário e diferenciando-se da proposta da Atenção Primária Seletiva com seu pacote de serviços de saúde restritos a algumas doenças e voltados à população mais carente.(7).
Ainda conforme Samoto (7), é notória a preocupação do Ministério da Saúde com a avaliação da AB no país, estando traduzida, por exemplo, pela constituição de uma Comissão de Avaliação da Atenção Básica pela Portaria GM 676 de 03 de junho de 2003 (MS, 2003a) e a criação de uma Coordenação de Acompanhamento e Avaliação da Atenção Básica no nível central.
De acordo com Ramos (8) é notório que algumas dificuldades de implementação da Política Nacional de Humanização passam pela mudança de cultura e comportamento várias dificuldades no processo de humanização nas UBS, especificamente dentro do Programa de Saúde da Família, entre elas: inadequação do número de famílias por equipe, precariedade no sistema de referência e contra referência, cobrança excessiva por produtividade partindo dos gestores e gerentes locais e pouca participação da equipe não médica na atenção à demanda espontânea.
O SF-36 é um instrumento do tipo genérico criado por Ware e Sherbourne, originalmente na língua inglesa norte-americana. No Brasil, teve sua tradução e validação cultural realizada por CICONELLI, FERRAZ, SANTOS, MEINÃO e QUARESMA (1999). O instrumento é constituído de 36 itens, fornecendo pontuação em oito dimensões da qualidade de vida: capacidade funcional, limitação por aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental. A pontuação varia de 0 (pior resultado) a 100 (melhor resultado).(1).
Diante do exposto o objeto deste trabalho foi avaliar a qualidade de vida dos pacientes atendidos na Unidade Básica de Saúde do Município de Indianópolis, utilizando como instrumento o questionário SF 36.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a qualidade de vida (QV) é definida como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”. A análise da QV dos pacientes tem sido um indicador clínico cada vez mais relevante em termos de avaliação de tratamentos, de intervenções e de melhorias da saúde(9).
A noção de Qualidade de Vida, apesar de ser polissêmica e de difícil conceituação, é um conceito dialético, sendo em parte objetivo e em parte subjetivo. No âmbito subjetivo, a Qualidade de Vida depende do contexto histórico e cultural do sujeito. Ela pode ser geral ou relacionada a uma dada enfermidade. Ela é a expressão no sujeito e na coletividade dos meios de produção e reprodução social. No âmbito objetivo, a Qualidade de Vida está relacionada com acesso à educação, saúde, moradia, saneamento básico, entre outros aspectos(10).
METODOLOGIA
O presente trabalho foi submetido ao Concelho de Ética e Pesquisa para avaliação de caráter ético, no que se diz respeito à proteção de seres humanos quando em situação de participação em pesquisas e foi aprovado no parecer número: 2.768.350. Constituiu em um estudo transversal com foco na qualidade de vida dos pacientes atendidos na UBS Alex Fernandes em Indianópolis MG. Passando, de maneira complementar, pelo conhecimento do serviços da Atenção Básica, as consultas oferecidas, a organização da gerência na unidade. Um estudo qualitativo pautado na observação e aplicação do questionário SF36.
A unidade de análise foi a Unidade Básica de Saúde do Município de Indianópolis, situada à Avenida Tiradentes/SN, Bairro Centro CEP 3849-000, um prédio com 446,73 m² de área construída ampla área de circulação, banheiros, salas de atendimento médico e odontológico, além de salas de atendimento do PSF -Programa de Saúde da Família.
Os participantes da pesquisa foram recrutados na sala de espera, uma sala de 58,58 m², capacidade para 60 pacientes sentados, localizada entre o guichê de atendimento e o corredor de acesso às salas de consulta. Para a pesquisa foi adotada a amostragem não probabilística. Trabalhando com uma amostra por conveniência, aproveitando os indivíduos que se dispuseram voluntariamente a responder a pesquisa. A coleta de dados foi realizada no período de 01 de setembro de 2018 a 30 de setembro de 2018, no período vespertino.
A pesquisadora fez a entrega do questionário SF36, dotado de 11 questões fechadas. Sendo que participarão da pesquisa indivíduos atendidos na UBS Indianópolis, independente do diagnóstico clinico e que aceitaram a participar da pesquisa assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE, excluindo apenas os indivíduos que, por causa do diagnóstico clinico, estiveram impossibilitados de responder ao questionário, indivíduos menores de 18 anos e os indivíduos que não aceitaram participar da pesquisa. Os indivíduos tiveram uma cadeira, com braço, e receberam o questionário disposto em uma prancheta, com uma caneta azul para preencher.
Os indivíduos convidados foram informados dos objetivos da pesquisa, receberam esclarecimentos acerca do critério de sigilo, assim como da liberdade de não participar, sem nenhum prejuízo perante o vínculo estabelecido com a unidade, bem como a condição de assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
RESULTADOS
Participaram desta pesquisa, 117 voluntários, que responderam ao Questionário de Qualidade de Vida SF-36. Este questionário, depois de feitos os cálculos dos pontos obtidos pelos voluntários, classifica-os em oito Domínios, descritos na tabela 1.
SIGLAS DOS OITO DOMÍNIOS
SIGNIFICADO DOS OITO DOMÍNIOS
CF CAPACIDADE FUNCIONAL
LAF LIMITAÇÃO POR ASPECTOS
FÍSICOS
DOR DOR
EGS ESTADO GERAL DE SAÚDE
VIT VITALIDADE
AS ASPECTOS SOCIAIS
LAE LIMITAÇÃO POR ASPECTOS
EMOCIONAIS
SM SAÚDE MENTAL
Tabela 1 - Lista dos oito Domínios em que são classificados os voluntários, que responderam ao Questionário de Qualidade de Vida SF-36.
A tabela 2, aponta as frequências e porcentagens de indivíduos, de acordo com o gênero e com a faixa etária e resultados totais;
GRUPOS FREQUÊNCIAS PORCENTAGENS
MASCULINO Até 30 anos 15 31,25 Entre 31 e 49 anos 23 47,92 Acima de 50 anos 10 20,83 Sub-total 48 100 FEMININO Até 30 anos 23 33,33 Entre 31 e 49 anos 29 42,03
Acima de 50 anos 17 24,64 Sub-total 69 100 TOTAL Até 30 anos 38 32,48 Entre 31 e 49 anos 52 44,44 Acima de 50 anos 27 23,08 Total 117 100
Tabela 2 – Distribuição de frequências e porcentagens de indivíduos, de acordo com o gênero e com a faixa etária e resultados totais.
Na tabela 3, estão demonstrados os pontos obtidos pelos voluntários nos oito Domínios do Questionário de Qualidade de Vida SF-36, bem como os respectivos valores de médias e de desvios padrão.
DOMINIO CF LAF DOR EGS VIT AS LAE SM
MEDIAS 82,74 76,92 64,55 61,49 61,15 78,21 67,52 67,83
D. PADRÃO 21,34 32,19 21,66 15,87 20,83 23,57 38,02 20,73
Tabela 3 – Pontos obtidos pelos voluntários nos oito Domínios do Questionário de Qualidade de Vida SF-36, bem como os respectivos valores de médias e de desvios padrão.
Os pontos possíveis de serem obtidos, em cada um dos oito Domínios, variam de 0 – pior resultado, até 100 – melhor resultado, com média de 50.
Observa-se que as médias obtidas pelos voluntários, em todos os Domínios, superaram a média, indicando que se trata de um grupo com uma boa qualidade de vida.
A médias mais baixas situaram-se nos Domínios: Vitalidade e Estado Geral de Saúde e as mais altas, nos Domínios: Capacidade Funcional e Aspectos Sociais.
Com interesse em verificar a existência ou não de diferenças entre os resultados obtidos em cada domínio, pelos indivíduos do gênero masculino e gênero feminino, elaborou-se um gráfico, apreelaborou-sentado abaixo, apreelaborou-sentando a comparação em porcentagens:
Gráfico 1– Comparação dos domínios entre os sexos em porcentagens.
• O gráfico demonstra que 93,75% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio CF, enquanto na amostra feminina 85,5% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 85,41% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio LAF, enquanto na amostra feminina 82,6% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 89,58% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio DOR, enquanto na amostra feminina 78,26% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 77,08% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio EGS, enquanto na amostra feminina 81,15% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 83,33% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio VIT, enquanto na amostra feminina 72,46% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 91,66% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio AS, enquanto na amostra feminina 88,4% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 68,75% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio LAE, enquanto na amostra feminina 60,86% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 83,33% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio SM, enquanto na amostra feminina 70% apresentou pontuação acima de 50.
A seguir e inserindo uma análise de maior especificidade, foram analisados os domínios em porcentagem divididos entre três divisões de faixas etárias. O gráfico 2
apresenta uma comparação entre indivíduos do sexo masculino e feminino com idade até 30 anos:
Gráfic o 2 – Comparação dos domínios em porcentagens entre os sexos em indivíduos até 30 anos.
• O gráfico 2 demonstra que 100% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio CF, enquanto na amostra feminina 100% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 100% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio LAF, enquanto na amostra feminina 100% apresentou pontuação acima de 50.
• O gráfico demonstra que 100% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio DOR, enquanto na amostra feminina 95,65% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 100% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio EGS, enquanto na amostra feminina 86,95% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 86,66% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio VIT, enquanto na amostra feminina 68,18% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 100% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio AS, enquanto na amostra feminina 95,65% apresentou pontuação acima de 50.
• O gráfico demonstra que 73,33% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio LAE, enquanto na amostra feminina 56,52% apresentou pontuação acima de 50.
• O gráfico demonstra que 93,33% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio SM, enquanto na amostra feminina 78,26% apresentou pontuação acima de 50.
O gráfico 3, apresenta uma comparação na faixa etária pesquisada entre indivíduos do sexo masculino e feminino com idades entre 31 e 49 anos:
Gráfico 3 – Comparação dos domínios em porcentagens entre os sexos em indivíduos de 31 à 49 anos
• O gráfico 3 demonstra que 91,3% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio CF, enquanto na amostra feminina 85,71% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 95,65% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio LAF, enquanto na amostra feminina 85,71% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 91,3% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio DOR, enquanto na amostra feminina 82,14% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 86,95% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio EGS, enquanto na amostra feminina 82,14% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 95,65% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio VIT, enquanto na amostra feminina 67,85% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 95,65% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio AS, enquanto na amostra feminina 82,14% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 95,65% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio LAE, enquanto na amostra feminina 71,42% apresentou pontuação acima de 50.
• O gráfico demonstra que 95,65% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio SM, enquanto na amostra feminina 82,14% apresentou pontuação acima de 50.
O gráfico 4, apresenta uma comparação na faixa etária pesquisada entre indivíduos do sexo masculino e feminino com idades acima de 50 anos:
Gráfico 4 – Comparação dos domínios em porcentagens entre os sexos em indivíduos acima de 50 anos.
• O gráfico demonstra que 90% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio CF, enquanto na amostra feminina 70,58% apresentou pontuação acima de 50.
• O gráfico demonstra que 50% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio LAF, enquanto na amostra feminina 52,94% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 70% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio DOR, enquanto na amostra feminina 47,05% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 80% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio EGS, enquanto na amostra feminina 64,7% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 90% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio VIT, enquanto na amostra feminina 52,94% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 90% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio AS, enquanto na amostra feminina 88,23% apresentou pontuação acima de 50.
• O gráfico demonstra que 40% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio LAE, enquanto na amostra feminina 64,7% apresentou pontuação acima de 50. • O gráfico demonstra que 80% da amostra masculina apresentou pontuação acima de 50 no domínio SM, enquanto na amostra feminina 70,58% apresentou pontuação acima de 50.
DISCUSSÃO
O presente estudo se propôs avaliar a qualidade de vida dos pacientes atendidos na UBS Alex Fernandes em Indianópolis, através da aplicação do questionário SF-36, 117 indivíduos aceitaram participar da pesquisa, esta amostra apresenta, de uma forma geral, um resultado que assinala boa condição na maioria dos domínios, ou seja, boa qualidade de vida.
Quando analisados os dados relativos à frequência, a amostra feminina aparece em maior quantidade, totalizando 69 indivíduos entrevistados. No grupo etário os indivíduos com idade entre 31 e 49 anos representaram a maioria. Poucos autores trabalharam com o SF 36 de forma genérica, os autores (ALMEIDA BRASIL) (15) e (GHOLAMI) (16) destacam que a maioria dos estudos sobre QV foi realizada em populações específicas, como idosos ou indivíduos com algum perfil de saúde definido, sendo escassos estudos realizados na população geral atendida em serviços de APS.
A análise do gráfico 2 apresenta resultados muito próximos para a amostra masculina e feminina, sendo que os domínios CF e LAF exibiram o mesmo resultado, além disto chama a atenção o aspecto LAE que apresenta os menores resultados em ambos os sexos apresentando ainda uma diferença significativa entre os escores masculino e feminino demonstrando que as mulheres apresentaram mais sintomas de estresse. Ainda em relação ao sexo outros autores apresentam resultados parecidos ao desta pesquisa (ALMEIDA BRASIL) (15), as mulheres apresentaram pior percepção da QV do que homens em todos os domínios, mas apenas para o psicológico a diferença foi significativa, (GHOLAMI) (16),e a relação entre sexo feminino e fatores psicossociais é bem relatada em estudos da literatura, nos quais as mulheres reportaram ter mais sentimentos negativos, baixa autoestima e depressão do que homens.
A análise do gráfico 3, que representa os domínios comparando homens e mulheres, permite constatar que o nível da qualidade de vida das mulheres é inferior à dos homens, na faixa etária situada entre 31 e 49 anos de um modo bem expressivo no aspecto VIT no qual a discrepância apresenta 27.8 pontos de diferença entre os gêneros.
Os dados apresentados na mostra de indivíduos acima dos 50 anos apresentam o domínio LAF como sendo o de menor escore entre os pesquisados masculino e feminino. Já
os aspecto DOR apresenta a maior discrepância entre os gêneros 70% dos entrevistados teve pontuação acima de 50 já entre as entrevistadas apenas 47,05% apresentou pontuação acima de 50. Outro ponto que chama a atenção nos entrevistados acima de 50 anos é o domínio LAE único ponto em que a amostra feminina apresentou pontuação maior que a amostra masculina em todos os domínios e faixas etárias.
Neste sentido, o autor (VIEIRA, et al) (17),assegura que a sintomatologia do processo do envelhecimento masculino apresenta uma relação inversamente proporcional com os domínios da qualidade de vida. Indivíduos que possuem menores escores no domínio psicológico e físico, em geral, são aqueles que apresentam maior ocorrência de sintomas psicológicos e somáticos, respectivamente.
Este resultado pode estar relacionado a alguns fatores que devem ser levados em consideração, por exemplo as ações da Atenção Básica, que acontecem objetivando o trabalho de prevenção e recuperação de doenças e tratamento dos agravos ampliam, no Município, a expansão da melhoria da QV. Em relação aos resultados da pesquisa pode-se verificar que os usuários da UBS Indianópolis, mantiveram-se um bom índice na QV, sendo o domínio da Capacidade Funcional o que aparece com maior escore, nele 82,74% dos entrevistados assinalaram possuir ótima aptidão.
De acordo com Camacho et al (18) capacidade funcional, especialmente a dimensão motora, é um dos importantes marcadores de um envelhecimento bem sucedido e da qualidade de vida dos idosos. A perda dessa capacidade está associada à predição de fragilidade, dependência, institucionalização, risco aumentado de quedas e problemas de mobilidade, trazendo complicações ao longo do tempo e gerando cuidados de longa permanência e alto custo.
Outro fator que abonaria o resultado apresentado pode ser justificado pela faixa etária da maioria dos voluntários estabelecida entre 31 e 49 anos, uma vez que, a concepção de que jovens adultos encontram-se na fase da vida na qual se atinge o pico funcional da rede de relacionamentos, enquanto que a entrada no mercado de trabalho, o casamento e os filhos tomam um tempo que antes era dedicado às amizades, sendo que o lazer de adultos mais velhos envolve mais a família do que os amigos (SOUZA LK)(14).
CONCLUSÃO
Pode-se concluir com este estudo que, ao avaliar a qualidade de vida dos pacientes atendidos na Unidade Básica de Saúde do Município de Indianópolis, utilizando como
instrumento o questionário SF 36, os resultados obtidos detectaram bons níveis de qualidade de vida na população, diante do resultado obtido recomenda-se mais estudos sobre o tema.
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