Sistema partidário
◦
O sistema de partido consiste no modo de
organização partidária de um país.
um partido único (
unipartidário)
unipartidário
dois partidos (
bipartidarismo)
bipartidarismo
três
ou
mais
partidos
É livre a criação, fusão, incorporação e
extinção de partidos políticos, resguardados
a soberania nacional, o regime democrático,
o
pluripartidarismo,
os
direitos
fundamentais
da
pessoa
humana
e
observados os seguintes preceitos (art. 17, CF/88
e art. 2º, Lei 9096/95):
caráter nacional;
proibição de recebimento de recursos financeiros
de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes;
prestação de contas à Justiça Eleitoral;
É livre criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos. Não pode existir somente um (pluripartidarismo é fundamento –
art. 1º);
Partidos não podem receber recursos de governos estrangeiros;
Após adquirirem personalidade jurídica, na forma do Código Civil (registro dos atos constitutivos no Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas), devem registrar seus estatutos no TSE;
Não podem utilizar organização paramilitar;
Eles têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao
rádio e à televisão.
É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento e para
adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária.
O partido político é pessoa jurídica de direito privado.
Em razão disso, eventuais litígios que envolvem conflitos entreesferas de diretórios - municipais, estaduais e nacional - de determinado partido se inserem no âmbito da competência da Justiça Comum.
A Justiça Eleitoral atua, em seara administrativa, no que tange à repartição do fundo partidário e do programa partidário.
No âmbito judicial, a competência da Justiça Eleitoral apenas se instaura dada em face do período eleitoral e da repercussão no âmbito dos processos atinentes a registros de candidatura.
CRIAÇÃO DO PARTIDO
CRIAÇÃO DO PARTIDO
POLÍTICO
POLÍTICO
CRIAÇÃO DO PARTIDO
CRIAÇÃO DO PARTIDO
POLÍTICO
POLÍTICO
CRIAÇÃO DO PARTIDO
POLÍTICO
CRIAÇÃO DO PARTIDO
CRIAÇÃO DO PARTIDO
POLÍTICO
POLÍTICO
CRIAÇÃO DO PARTIDO
CRIAÇÃO DO PARTIDO
POLÍTICO
POLÍTICO
CRIAÇÃO DO PARTIDO
POLÍTICO
CRIAÇÃO DO PARTIDO
POLÍTICO
Cancelamento do Registro do Partido
Político
◦ Fica cancelado o registro do partido que, na forma de seu estatuto, se dissolva, se incorpore ou venha a se fundir a outro (art. 27, Lei 9096).
◦ O TSE, após trânsito em julgado de decisão, determina o cancelamento do registro civil e do estatuto do partido contra o qual fique provado (art. 28, Lei 9096):
ter recebido ou estar recebendo recursos financeiros de procedência estrangeira;
estar subordinado a entidade ou governo estrangeiros;
não ter prestado, nos termos desta Lei, as devidas contas à Justiça Eleitoral;
Filiação Partidária
◦ Trata-se de uma condição de elegibilidade
◦ Só pode filiar-se a partido o eleitor que estiver no
pleno gozo de seus direitos políticos (art. 16, Lei
9096).
◦ Existem alguns cidadãos que estão impedidos de filiar-se:
militares, enquanto em serviço ativo membros do Ministério Público
Magistrados
membros do TCU
Filiação Partidária
◦
Considera-se deferida, para todos os efeitos, a
filiação partidária, com o atendimento das
regras estatutárias do partido (art. 17, Lei
9096).
Prazo de filiação partidária
◦ Para concorrer a cargo eletivo, o eleitor deverá estar filiado ao respectivo partido pelo menos um ano antes da data fixada para as eleições, majoritárias ou proporcionais (art. 18, Lei 9096).
◦ Na segunda semana dos meses de abril e outubro de cada ano, o partido envia, aos Juízes Eleitorais, para arquivamento, publicação e cumprimento dos prazos de filiação partidária para efeito de candidatura a cargos eletivos, a relação dos nomes de todos os seus filiados, da qual constará o número dos títulos eleitorais e das seções em que são inscritos.
Desfiliação Partidária
morte;
perda dos direitos políticos; expulsão;
outras formas previstas no estatuto
filiação a outro partido, desde que a pessoa
comunique o fato ao juiz da respectiva Zona Eleitoral. (Incluído pela Lei nº 12.891, de 2013)12.891, de 2013
Havendo coexistência de filiações partidárias,
prevalecerá a mais recente
prevalecerá a mais recente, devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais. (Redação dada pela Lei nº 12.891, de 2013
Dupla filiação partidária – ANTES DA
MINIREFORMA 2013
◦ Ausente a notificação da Justiça Eleitoral sobre a novel filiação partidária e constando o nome do agravante na lista de filiados de dois partidos políticos, configura-se a duplicidade de filiação a ensejar o cancelamento de ambas. (TSE, RESPE 34773, TERESINA-PI, Min. Rel. Felix Fischer, DJE 26.3.2009, Página 26)
STF, MS n. 26.603
A exigência de fidelidade partidária traduz e reflete valor
constitucional impregnado de elevada significação
político-jurídica, cuja observância, pelos detentores de
mandato legislativo, representa expressão de respeito
tanto aos cidadãos que os elegeram (vínculo popular)
quanto aos partidos políticos que lhes propiciaram a
candidatura (vínculo partidário)”
Fidelidade Partidária
◦ Tem status constitucional
◦ § 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus
estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária.
Consulta n. 1398, o DEM formulou a
seguinte pergunta:
◦ “Os partidos e coligações têm o direito de preservar a vaga obtida pelo sistema eleitoral proporcional, quando houver pedido de cancelamento de filiação ou de transferência do candidato eleito por um partido para outra legenda?”.
◦ Res.-TSE nº 22.526/2007 - estabeleceu que o mandato adquirido por meio do sistema proporcional pertence à legenda partidária.
◦ Posteriormente, ao responder à Consulta nº 1.407, rel. Min. Carlos Britto, esse entendimento foi estendido aos cargos majoritários (Res.-TSE nº 22.600/2007).
Fidelidade
Partidária
–
hipóteses
permissivas de desfiliação:
I – incorporação ou fusão do partido;
II – criação de novo partido;
III – mudança substancial ou desvio reiterado do
programa partidário;
Legitimidade para a propositura da
ação por infidelidade partidária
◦ Art. 1º - O partido político interessado pode pedir, perante a Justiça Eleitoral, a decretação da perda de cargo eletivo em decorrência de desfiliação partidária sem justa causa.
◦ § 2º - Quando o partido político não formular o pedido dentro de 30 (trinta) dias da desfiliação, pode fazê-lo, em nome próprio, nos 30 (trinta) subseqüentes, quem tenha interesse jurídico
Competência
◦ Art. 2º - O Tribunal Superior Eleitoral é competente para processar e julgar pedido relativo a mandato federal; nos demais casos, é competente o tribunal eleitoral do respectivo estado.
◦ Presidente e Vice-Presidente, Senador e Deputado – Tribunal Superior Eleitoral
Art. 121 da CF – competência da Justiça
Eleitoral – Lei Complementar
Art. 21 da CF – competência em matéria
processual União
Criação de causas de perda de cargo eletivo
Legitimidade do MP para causas de
Pessoa jurídica pro tempore (com existência limitada ao período eleitoral) formada pela união de diversos partidos políticos
Tem personalidade jurídica distinta dos partidos que a compõe, devendo funcionar como um só partido no relacionamento com a Justiça Eleitoral e no trato dos interesses partidários
Somente admitir-se-á a atuação isolada da partidos políticos coligados nas hipóteses de dissidência interna ou de discussão sobre a validade da coligação.
A formação da coligação partidária poderá
ser feita pelos partidos, de forma
facultativa, no período das convenções
partidárias
A partir do momento da deliberação entre
os partidos, surgirá a coligação partidária
como pessoa jurídica, não dependendo de
qualquer homologação a ser feita pela
Justiça Eleitoral
Verticalização
◦ Res.-TSE n. 21.002/2002:
Consulta. Coligações.
Os partidos políticos que ajustarem coligação para
eleição de presidente da República não poderão formar coligações para eleição de governador de estado ou do Distrito Federal, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital com outros partidos políticos que tenham, isoladamente ou em aliança diversa, lançado candidato à eleição presidencial.
Art. 17. Omissis
§ 1º É assegurada aos partidos políticos
autonomia para definir sua estrutura interna,
organização e funcionamento e para adotar os
critérios de escolha e o regime de suas
coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de
vinculação entre as candidaturas em âmbito
nacional, estadual, distrital ou municipal,
devendo seus estatutos estabelecer normas de
disciplina e fidelidade partidária. (Redação dada
pela
Emenda Constitucional nº 52, de 2006)
Emenda Constitucional nº 52, de 2006
Após a formação da coligação, os partidos que a integram
devem designar um representante, que terá atribuições equivalentes às de presidente de partido político, no trato dos interesses e na representação da coligação, no que se refere ao processo eleitoral
A coligação terá denominação própria, que poderá ser a
junção de todas as siglas dos partidos que a integram
A denominação da coligação não poderá coincidir,
incluir ou fazer referência a nome ou número de candidato, nem conter pedido de voto para partido político
O art. 6º, IV, da Lei nº 9.504/97 estabelece que a
coligação será representada perante a Justiça
Eleitoral pela pessoa designada na forma do inciso
III ou por delegados indicados pelos partidos que a
compõem, podendo nomear até:
a) três delegados perante o Juízo Eleitoral;
b) quatro delegados perante o Tribunal Regional Eleitoral;