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Clube de Engenharia: uma visão particular da cidade do Rio de Janeiro (1880 - 1901)

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(1)

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C

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V. / V S*. i

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Sl

V A es»

Clube de Pnoenharia: uma visão particular

V

V

da cidade do Rio dn Janeiro (iñ flí~19Cl)

.

?

V

l-M

r

c

\s)

nurusto filarinho Baptista

r V

;

I

» - >

I

}

Universidade. Federal de Rio de Janeiro

Institute de Pesquisa e Planejamento Urbano

Curse de Pos

-

T.raduar.uo em

e Serional

"

Planejamento e

Uso

do Solo Urbano

"

-

*

l y h • „

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(A -A • * • i 13 ,A ; -i i » '

c

-

)

uto ...V 5 • Y),rJ'-

-,^ !

-/ « t Bulbo de 1903

>

(2)

J

É

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-O

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O

,

0

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Wm

«S

1

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*

6

'-j

Q

. m

o

Introducao: m

O

G

-O

r1;-. G/M

O

:

O

C impacto sentido pola cidado de Rio de janeiro

,

rcstade de século

quando da ex,

o

pansao das

rela

ções capitalistas, na 2ß VTV

/A4.A) provocou

o

urna s

é

rie de mudanç

as

e urn processo profunde,de transformação da cidade

.

Com o objetivo de organiza

-

la

,

tornou

-

se

essencial

para c desenvolvimen

-to das

rela

ções cap

IV

essas relações#

/ <v

ernplo: precarias condiçoes s

; mag.

,

alem disso, era fundamentalmente necessário repensa

O

*>

o

c

¿4\

\'/r.

alistas adequava cidade a nova realidade engendra

-Era preciso superar as deficiencias encentradas

estrutura f

í

sica ca

ó

*,"r •-U U

Ö

f-S ' kM

O

da por

1

O

(

por tica

,

etc

.

, nela rr.'s anitarias

,

O

o

__

! '

O

la enquanto

espaço cu local ideal de reprodução das rela

çõ

es

acreditamos

capitalis

-que um dos

reflexos

mais significati

\

O

'

0

m

E

nesse sentido

,

*N J‘

vos dessa necessidade foi a funda

ç

ao do

O

tas•

G

o

Clube

de Encenharia

.

• Pela ota de inaugura

çã

o do Clube em 24

/

12

/

1380

,

verificamos

O

o

i?

O

que

esta

associaçao organizada por engenheiros

,

nacionais e sstrangei

-como também por industriais e f

Î

O

abricantps ligados aos ramos da en

-.

.

. *A..

çennariãj "tinha corno objetivo transformar

-

sc D M ponto de toarvj.&o&e;

.

;

nuírhf

"

excelente

meio de facilitar ce negocios o ao

* técnicas ros

,

o

c

o

mesmo tempo, um foce

resultando

portanto o enclarecimen

-onde

c

I V

se discutirão

,

as

questses

te dé

las

,

de todo conveniente, principalmente cuando submetida.

à

opini

-ac publica

"

.

Sao muitas

"

as vantagens reais e patentes que urna associa

gao como esta poden resultar n

ã

o so para o engrandecimento

tamben para o hora

-

estar da

classe

dos engenheiros o para a prosperidade

dos ramos de com

é

rcio que mais intimamente achao lirados aos interesses

<* portanto

,

urna profunda inten

ção

do Clube de Enge

-

*

tornar

-

se uma associa

ç

ao

empenhada em favorecer o pleno desejn

volvimento

da atividade econ

ó

mica do pa

í

s

.

/ «V

janeiro

nesse

periodo

,

corn

a integração do

c

c

c

c

' 1

c

f s do paiG CGMO S-fi

c

Û

c

c

%

c

f É du enoenharia

"

.

Ka

,

!

c

8 nharia er;, *1

c

«

c

§

c

£ cidade do Rio de

c

I I

c

c

c

c

c

fi

(3)

G

) ' •ífc U,

G

UIA

^

-UVJW

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^

-

r

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V

&AÁ¿X.

-

f

e

** ¿AAA

T

&

O

¿

U

yboGU

Y

K

-M

*

OVAAÃtf

-

UA/a

Brasil na economia internacional

,

de forma dependente

,

foi palco da ex

-•V

atividades que pretendiam aperfeiçoar

,

se nao implan;en

natureza urbana essenciais para o dcsenvolvimen,

*

to da

economia

agro

-

exportadora sustentada pelo cafe

.

i

G

nansãà o cie varias

alguns serviços de

O

tar

,

(

Corn efeito, a in

G

y-~ IN# G

_

ternalizagao dos processes de comercializarão e da financiamento do ca

-fé

,

e nais a formanao de um mercado interne

,

estimularam a ampliação

\ / A

a

propria

dinámica da vida urbana

,

corno o sorvieo

• » **

da

gas

,

transporte urbano

,

saneamento

o edificação

.

"

/SI

t ^

formação íto Clubs do Engenharia ira significar a constitui

-ção da um organismo capaz de conhecer e de planejar o desenvolvimento' 9

o

c

1

G

dos serviços ligados T

O

»

*

c

1

*i

c

Sendo urna entidade composta

,

na sua maioria

,

por elementos’

dos de um conhecimento cientifico

,

adequado para intervir sobre

C

da cidade

.

C

dota

a

r

cidade

,

torneu

-

se utr

*

co

'

rporacao apta a indicar as formas

corretas

de su

do sanitario vivido pelo

t

N

'

O

peracao

do pessimo

esta

Rio de Janeiro

,

transfer

;

mando

-

ss nurna associaçac de apoio e propaga

çã

o da nova ordem

,

baseada 1

r s G »% » m m

nas relações capitalistas

.

r f *

t Clube do Engenharia se destacara no cenário politico

-

social

.

*

oa entao Corte do Imperio, e mais tarde Capital Federal

,

pela

de dois fatores

.

Em 12 lugar pela inoperancia

xidade na

elaborar

ão de projetos e obras de

melhoramento

para cidade

,

sendo

e

ï

e o principal responsável pala manuten

çã

o do

debate sobre

«•W +

e nao o poder publico

.

O

i ! reumao r G o ineficacia da rnunicipa

o

_

!

O

o

o sa

-c

M

neamento o. urbanizando do Rio de

Janeiro

,

Clube nao foi somente uma entidade profissional

,

G

EI. cm vAvS

I

2s lurar

,

o

uma associaoac de classe

,

i

mas sim

G

m

i

preocupada em dotar a cidade segunde seus in

-Ö3 m M teresses t &

c

dosso trabalho

é

uma tentativa de compreens

ã

o do panel do *

Clube de Engenharia na discuss

ã

o sobre a

necessidade

de

sanear

e

embelezar

a cidade do Rio de

Janeiro

parte apresentamos alguns pareceres

planes s projetos

elaborados

para

parte

,

nos dotemos mais especí

ficamente nas

discuss

õ

es

*

gresso de Engenharia e Industria

,

organizado pelo Clube

,

onde

tr

-

tou

-

sc

c

r

L

c

*

na virada dos soculos

XIX

e YV Na primeira

AA (

emitidos pelo Clube relativa aos f

a melhoria da cidade# 3a na segundai

ocorridas no Con

G

O

Rio de Janeiro

.

(4)

m

O

C

O

I

-

Part

í?

O

O

o

o

/ IV

G Clube de Engenharia funcionou corno

or

gao de consultoria

,po

-sicionando

-

se favoravelmente ou nao

,

quanto a aceitaç ao dos planos

Em

1082 o ulinisterio dos

envia ao Clube um pedido de consulta

,

no qual diz o

O

O

e

o

projetos relativos ao melhoramento da cidade

.

/ ^ Meçccics do Imperio

o

o

ft

o

inclusas propostas apresentada por

Bellis

-U

.

SG

.

sequinte,

"

remeto a

o

Cia

.

,

Guilherme Cones e Guilherme Greenhalgh para G saneamento ?

a firn de que o Clube de Engenharia sirvar

-z

sinr.o

o

'

o

da Lacoa Rodrico de Freitas

,

sc dar parecer sobre os planos a que elas sa referem

.

. * *

zelo

dppsa

corpora

Çác , pelos interesses públicos espero que prestara

(

Do reconhecido

*

O

o

habilitando o Governo para

resolver sobre aquele im

-mais este serviço

,

O

©

IV

A partir dessa colocaçao verificamos que o Clube 1

funcionou como uma

entidade

que emitia parecer sem ter vote deliberati

-vo

,

habilitando G governo sobre determinadas quest

õ

es, basicamente t

é

c

-nicas

,

para a implantarlo ou aperfeiçoamento de algumas obras necess

á

-

*

Nesse sentido

,

assim corno os medi.

portante assunto"

.

O

:

o

o

rias para c desenvolvimento do j

^

ais

.

cos higienistas

,

os engenheiros tamb

é

m pretenderam

colocar

-c

se como por

-tadoras de um

conhecimento cient

í

fico apto

*

sanitarias da cidade

,

medidas indicadas anteriormente pelos higienistas

.

das propor

çõ

es o Clube de Engenharia procurou desempenhar

uma atividade

A diferença con

a responderas

necessidades

nfc medida que somente eles poderiam realizar ás

-

Trar

-(

J

o

Guardando

as devi

-o

c

o

analoça a da Academia de medicina do Rio de Oaneiro

.

site que esta ultima procurou apontar as

_

_

Î

c

causas

da insalubridade prssejn

o modo de

execu

ç

ac

,

pia

-

'

e prazos das obras.; enfim

,

todos os

elementos

t

é

cnicos*

te na cidade

,

enquanto coube ao Clube orientar

c

( )

nos de crç^ment

o

necessários para realização de um projeto d estas duas associaç.oes preparam o governe

,

malhoràmento, Na verdade

,

e mais importante ainda

,

dire,

cienaram e impulserait! solu

çõ

es para o problema de saneamento da

cidade'

O

c

segundo seus interesses de classe

.

Nessa

sentido

,

la formaçao de uma nova mentalidade sobre o papel da cidade

,

ram seus interesses e projeto social para todo o

carioca

.

foram responsáveis pe.

G consacra conjunto da sociedade

'

O

o

o

o

n

(5)

w

O

o

o

0

r d e 1 8 8 3 o C l u b e d e E n g e n h a r i a d a p a r e c e r s o b r e o c n t a d o p o r P a u l o J o s e P e r e i r a

,

, s o c i o, a l i a s d e C l u b e

,

b a s i c a m e n t e

,

a r s e d i f i c aça o

,

p o r p a r t e

,

d a c i d a d e d o R i o d e / . ( »v a l a r g a n d o s u a s e s t r e i t a s r u a s e d a n d o a o s p r e d i o s d i s p o s iç õe s n o d e m o d o a p r o p o r c i o n a r

-

l h e s m e l h o r e s a c o m o d aço e s

,

s a t i s f a z e n d o a c G p r o j et o a r ire sen t u

,

a indu.

,

c a d a p r e d i o e m r e l aça o a s s u a s d i m e n

-P a r a r e a l i z a e a o d e s s e p r o j e t o o r e q u e r e n, t o o r g a n i z a r a u m a e m p r e s a

,

p a r a q u a i s o l i c i t a d i v e r s o s f a v o r e s a c c o v e r p r i v i l e g i o e x c l u s i v o p a r a o .s i s t e m a d e e d i f i c aç ão j / d o

,

d i r e i t o d e d e s a p r o p r i aç ão p o r u t i l i d a d e' .'p u b l i c a j d u r a n t e o p r a z o d e I D a 2C a n o s

.

«V IV / r i a o d a c o m i s são r e s p o n sáv e l p e l o p a r e c e r s o b r e c a o d o c i d a d e

,

o m e s m o c o m p r e e n d e um m e l h o r a m e n t o d e g r a n d e u t i l i d a d e a c i d a d e

,

c o i s o b j e t i v a p r o m o v e r a c o m o d i d a d e d e s e u s h a b i t a n t e s e

O

E m f ev e r e i1"0

O

VJ q u e p r o j e t e a p r e s

o

IV

O

p r e p o e

.

3a

-o

n e i r o

,

o

O

v a s

,

o

m e s m e t e m p o a s e x i g e n c i a s d a h i g i e n e

.

<v p a r t i c u l a r i d a d e n a d i s p o s iç ão c l a s s e p r aça s

.

UíTíCí

o

QE

O

w s oe s n o s e n t i d L.

o

i1‘j'

o

*

o

n o; p r i m e i r o

,

s e o u nw

-o

e t e r c e i r o

,

g a r a n

-N a o n i

-O

7/0 e t i a d e j u r o s n a r a z a o d e

o

o

% o p l a n o p a r a r e e d i f i c a

-o

ï

o

o

p a r a

o

c o n c a r r e r a e n o r m e n t e p a r a s u a s a l uc r i d a d o

,

c o n s e q u ê n c i a d a s u p e r aç ão Mo e n t a n t o

,

a c o m i s são

ï

'

io s e u e n t e n d e r

,

o d e d e s a p r o p r i aç ão d o v e s e r c o n c e d i d o com c e r t a s r e s t r iç õe s

,

U J ) A IV d a s r i a s c o n d iço e s h i g ién i c a s n a s e d i f i c aç õe s, d i s c o r d a q u a n t o a o s a u x i l i o s r e q u e r i d o s a o g o v e r n o

.

O

o

M

c

I

-

*

-

» d i r a i t

-

p o i s

o

o

/V# c o n s t i t u i u m a e x c eç ão a o s a g r a d o d i r e i t o d e p r o p r i e d a d e

,

/ c o n s i d u r u q u e s o d e v a m s o r c o n c e d i d o s o s f a v o r e s d a q u a l d o i s s i n n a t a r i c G e rón i m o 3a r d i m e P e r e i r a P a s s o s

.

n e s s e

s e n t i d o

,

a p o n t a d o s p e l a G o m i s

-

' s d es te p a r a c e r pa r Q u a n t o o p r i v x l e n i o e x c l u

O

o

s a o d e l e i h o r a m e n t o d e 1

O

Cn.j7Ic>_),

,

C

» » * T 1 r»'r

-Va. a.yardin * :

,

( rsj siv.o r e f e r e n t e a o s i s t e m a d e r e e d i f i c aça o p r o p o s t o d o s p r e d i o s em r e l aç ão a s s u a s d i m e n s

õ

e s

,

p a r a a s d i s p o s iç õe s a c o m i s são n a o j u l g a 1

O

rw IV u m a o ^*\ oCX

O

i d e i a IV Corn r e l aç ão a g o r a r i noV« , dasaa mcdo

,

o e s a ccnse1h.a essa madid a,

o

IV tià dO j u r o s

,

"

p e n s a a c o m i s são q u e e s s e r e c u r s o d e v e s e r r e s e r v a d o a o s m e l h o r o

-

e n t a s d e o u t r o o r d e r n

,

O

co nce r n e n t&s a o de s onvo1v i m o nt o da n q u e

-o

o

z a p u b1f c p e r f e iço a m e n t o d o s m e i o s d e t r a n s p o r t e s

,

r a.l

,

o d o s s i s t e m a s cí ó p r o d u ç ão

.

p e i o C i q u a n d o d e i n

-u

O

(V /V» L i m i t a d o s corno s a o o s r e c u r

c a r e s s e

c v

c

^ ' -, r . n a o c l i c i t o

o

SCS 0 0 uSta 0-cü

,

ap1i.ca-1o s intl i s t i r)taniente a todos oc m e l h c

c

f M

r a m e n t o s c e q u e carece o p a i s cu c a d a urna nU-<-«w s u a c i r c u n s c r iç õe s: c u m p r e

O

o

o

c

(6)

lo?

o

*

«

*

Q

O

o

' ï

o

no seu desenvolvi

-

Í

aos que mais diretamente podem influir

ato desta comiss

ã

o nao ter considerado o saneamento

reserva

-

ros

O

vOV f

mento osral,T

.

C •O i

o

o

Corte como uma prioridade para c desenvolvimento geral do pu

quest

ã

o ainda

é

compreendida como um problema local

,

res.

Ü2

-S

,

d a

O

monstra que esta

trito a cidade do Rio de Daneiro

,

nao cabendo

,

desse modo ao governo e

conjunto do pais arcar corn

O

o

o

ï

as despesas para execunao das obras

No

entante

? a questão do sonsamente

r

Janeiro loco se

convertera

em objeto de interesse nacional

,

4 nem ac

o

nela cidade

.

de reformas exigicias

O

c

T dc Rio de

O

sua'

transfcrrnaçao representara

,

particularmente durante a reforma urba

-* elo prefeito Pereira Passos

,

nos primeiros anos do secu

-o

*

o

na empreendida P

O

/

pansac s desenvolvimento geral do pais

.

no

eixo

-

principal de

Tendo a Inspetcria

Geral

de

relatarlo nc qual procura identificar

os.

melhoramen

-lo . oy t \A¡f

O

L•A r m i s t e r i o do i g i e n e enviado ao l\ Ii ;

c

Imperio err 1oG6 um

ö

tas indispensáveis para o saneamento da cidade

,

*o

conselho

diretor do *

relatorio e

O

o

Clube de Engenharia loco

nomeou

um&acomissuo para estudar o

interpor part-cr sobre o melhor meio de sanear o Rio de Janeiro

.

Sec un

comissão do Clube

,

o trabalho proposto pela Inspetcria do Higiene1

O

do a

O

mostrou

todos os melhoramentos de que carecia a cidade

para

o

restabelje

cimento dc sou bem estado sanitario

.

Entretanto

,

observa a comiss

ã

o do

>V /

Clube qua nao sendo possivel a pronta, realizaçao de todos os melhora

-

'

O

*

!

O

o

mentes

,

era vista do estado precario das finanças de país

,

selecionar us obras mais indispensáveis

propces

-

se:

O

•a

O

e urgentes indicadas pela Inspe,

C prirneirc melhorament

. ^ ?

consista na complementarão das obras do abastecimento de agua

,

O

toria de

-

"irions fina aconselhado para esse ii L

-O

c

de modo’

O

a fornecer* diariamente um volume correspondente a 3ü01itros no mínimo

IV ^

^

Sao tamben urgentes o dessecamento dos pantanos

,

-O

por habitante«

_

I

O

o s¿

o

neamentc

das praias e da

Lagoa

Rodrigo de Froit&s

;

o arrasamento

morros do Castelo

,

Santo antonio e Senado

,

des

O

A

sein dispendio para o Estado

;

a

constru

ção dc um cais pelo literal da

baia

; o

alaraamento

e abertura’

O

o

o

esse fim

,

rw~îOf i rnas per empresas, orcanizadas para rriec!5.untB foyeres conce

-o

•v

o

didos pelo governo

.

De acordo com a corai®sao do Clube

,

basta tor em

O

/N*

vista H~ ventilaçue da parte oa cidade onde muxs s o condensa a popula

-: U.

O

O

o

o

Q

(7)

o o

o o o

o o

o

oo

o

O

O

O

O

O

O

O O

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0

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O O

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_

CD o. o H* d Q. 0 ~b «O Cu

-

b a. o ex co o Pi cr a tv{ a o ; d d O a. c. ir © U c 0í GO H* CD 13 a G O) CD í. i O 0 en a X CO co (J) Q CD H

-

CX (D Oí 00 h~» te ir a o G d o d o < a. cu d en in H *o o « d o C/3 CO O o (

1 o i

i CD ct CD CD d ~ b C * en H

-

\ TJ Pb oj- eo CX H* H* n r o 13 CO H* G d* D) O o l

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-

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-

ro P1 CD C CO (;0 TJ O co CX d O P* ex CD 03 C

-

.

0 d íi 0 ro M w Ci

-

pj 3 CD CD X 03 CX V«

.

C .O O CD CL H* P n O 2 H

-

3 CX O CO Hj O H vi c¡* < a o co H rx H» io. n ex o o c X* o- 0 H! CX 0 CD ex a co P ca C* en o P t- . 0'' 13 G a

-

'-J H» CD O £ }-I. O O c O D c ^-IJ O »» to c !-

* GO TJ CD CL O O d D G D- O CO I C O TJ n O .G d cr d H < !-J» ri

-

0 TJ H* P d X a CD CO B a. G GO c:

_

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* O CD Q -b H Q. PJ D d 00 CX 0 ci- CO P‘ r-J !-* a* C 2 O P - O T) ri

-

0 O C n 0 p3 O CD H* et

-Tí 0 CO n> d

-

D 3 O d* 0 G Q\ pi C. H» Q 10 c+ Pet CO 0 o CL 00 00 d a 0v (0 h*4 d Q P-4 d CO * d

-

CL CO o>e Q n CG t G> n O V* W G> co %.. O c G H* r\ d O% '0 P D O C’ c. CX ::r P co co O 0. H* H

-

2 0 £ O H

-

J~î. d V« c CX G ¡..i. a V> -b H

-

OO cr a H» n

J :rJ c c D 0 CD c H« D O CX OD 2 CD (O d £ o LL D

_

CD d O O n h-4 00 0 oo 2 H r~ i en co a 2 en CD 2 C I > 0 c

-

O 3 H * C Di 00

-

D CO G I H» rr rr

n n. «o en 3 Ci CO ci* ex ri

-

cC ex rn a. w»s r* 0 D P G 2 CO CL P! en 3 en D G - n j œ c «2 O O CD H* O C G. I-4

-

2 H* G c+ n et 0> 0 O P* CD 2 C O . O D

-

-

•* CO 2 O G O 3 2 2 vi

-

ra Li H* rt* D- ex a. n H

-

G c * :

-

V* c î 0 Q D

_

CL ci

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P G- “b D CX T 2 n Q L3 P: c+ H O C D G C P 3 O 3 ri* r*. C c: c p G T D. h '* i-t P 2 O G i-J 0 CL CX 3 O G H

-

Cs C rr CO • 3 O O Vt G P 3

.

O G 3 rr O D

-

D D CO r* et O C

-

P o C G 00 G-' ¡ -Í T en 2 co CÍ

-

rr P 00 2 3 0 co 0 o ta co CD CO\ P co a* G 0 T co V* 2 P P G Qs hi TJ Q G 0 G2 H 0 H C C en 3 G r? G O 3 è-J p

.

2 D CX H* ri* rr rt

-

H* C-0 ct ti 3 Ci p) C+* P:% 2 tv xj P n H* d* D

-

î* 1 CD D cr O CO G CI) H

-

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.

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-

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-

3 C ri

-

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-

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_

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-

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-

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_

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_

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.

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-

CL 00 C G. r• G O 3 C G T l d H* C n H* 0

-

Q n C'- <D C G A G rn O 0 P * C' O G O T - en G cr N ex 2 Q n H* C 0 G d 00 <r. •v

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-

PJ O T H* a H* G H

-

ri

-

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.

G 13I O co P i

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O î-4 ç i co I ai 0 i

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-

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-

V G O CO H

-

et -j C H» P> ;-j. C0 C H 1-1 CO a CL CO G O

-* d P CO <D co o o 3 a 3 n et 0 G. CO o. "b G en Q en O T a a• r

-

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« G CD O O H

-

G O CD £1 CD d* XJ. C0 3 H

-r M O ex o V' î'*• G ' 1 -? H* CL hi H* eu 3 ex 3 C d* - g* G et C n ex n CD ry H f i. G. CD CO o: 3 ni i-j H* T G d O J o o c CD a CD en H* -b 0 P rr 0« a co G n 0 G ta "O C H d C l T œ 0 i- ca 0 co ~b H* 1-5 ri

-

cx C0 C\ hi H* V« C0 P H at c: G W H» CO G p

-

rr c * f- 10 T 13! CO 0 n et d pi CD 0 OO 3 TJ 00 c 3 et et 1-J o o n h** a G». c i-i 1-5

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# G H* Vu CX 00 2 in P

^

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-

H

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-

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-

r CL Q. h-» n H* a T o G a o C G +9 oo 3 Pi et h*» J-.4 co o f-j I

4 0 o £' ti et G a 3 3 • PJ ex o H* o CL O Or O f-J. ~h V» en a 1*5 ci

-

rr 0 a cr co a » 3 a /-»"V G 0 0- H

-

en o T* n rr.i a T hJ G G - C P 0 0\ rH i-i N PD i ex i--* co r: / G- C d T et en a -3 c t

4 * 1*5 0 a O a o (O ri* O G G d l

1

i O G r o o 3 t-j H* 0 00 cO P O \Ht

-

PJ î-5 < c H* co C co H» P\ P en CL 3 D

-

H» C. oo d c+ TJ 0 V)\ O d 33 rh Hj r: H. o P> œ et cr p.' “3 P e Hs > 3 d* V» G en d CO d* O\ p P

-G h-4 0 O p

.

CJ

.

o CD. d (O d d ‘G - T d

-

0) p) D) C a G O 00 e o en H» H* Q. o n c V* ro Pi c et en H* d N et TJ CT) \ 3 3 o n H* G 3 T .O CL P V* O C o H* l 4 p

.

Q P> O d D) P) 0 . p»4 d CL 0) • C 1 3 C |P X G CO G I G o ! IG P1 G 1(0 [G i a |H* I d en G ! Co «

-i -<*

(8)

(

5

W

O

>

\

(äM

S

in

^

O

US?

.

o

/

o

f rslatorioT se restringiu em acompanhar o C trabalho da comissão

o

veres*

o

da Inspetoria de Higiene

,

nada dizendo sobre o meio mais conveniente de

se realizarem as obras

,

seu custo e prazo de execução

.

Distinta e bem

: 4¡

O

\

o

«N*

O

discriminada

,

corno se acham as esferas de açao do higienista e do ojengs

-nheiro

em

questão de saneamento das cidades

,

cabendo ao primeiro estu

-

'

e ao outro

,

apresentar os meí

'V

deveria a comissão do Clube ter se ocupado dos

tres

O

o

dar e indicar as cousas de insalubridade

,

os de

removedlas

^

elementos que diretamente afetam a engenharia, isto

é

,

o plano

,

o

orça

-o

o

o

O

* /HJ

Ö

mento e o prazo para a realização dos melhoramentos apontados pela Ins

-a comissão mostrou

-

se bastante dogmática

r> fA

-

Para o critico

,

petori

divergir das medidas mencionadas no relatorio quanto ao canal do mangue

/ .

A

e recomendada, por varios engenheiros como

providencia urgente e indis

-

,'

*

pensavel para o

saneamento

da cidade,

rao dos cadáveres sobre a remoção dos cemit

érios

,

üG •

O

c

o

A respeito• da vantaoemW da crema

-O

c

afirma Ffianoel de

Car

-r

valho que a comissão

"

deixou completamente

- o terreno pratico

,

rw

que devem ser debatidas questões desta

natureza

,

parte de uma associa

çã

o de engenheiros

do do sentimentalismo

"

.

único

em

VJ

C

esqueceu

-

se que fazia

C

o deslizou

-

se pelo plano inclina.

Segundo

ele

seria bastante elevado

©

o custo pa

-\J

C

cencretixaçao dos melhoramentos apontados pela Inspetoria

,

implicando entre outras obras

,

' /

area

onde esta localizada a

ru e exigidos

O

par ^i o saneamento da cidade

,

no arrasa

-(

mente dos

morros

;

no

dessecamentc

de toda

cidade

;

na destruição do

vastos

quarteirões

comercio

,

onde a desapropriação

c

o

compreendidos no

centre

dc s

()

e oneresissima

,

para abertura de novas

L

.

c

e pra

ç

as bem orientadas

;

ruas ria

construi

;

ao de um cais bordando todo c

C

literal; no desenvolvimento

O

e correção da rede de esnoto,

cañáis;e na mudança dos hospitais

para fora da cidade

.

de

e remoraow

Dai resultaria a

de um local cheio

-

de defeitos e de grandes obs

naturais num terreno apropriado para se levantai' uma nova cida

*

o

transformação da cidade

,

O

o

taculc

O

Todavia

,

lembrar IT

.

anoel

dc Carvalho que

nem

mesmo

a propria Inspe

-toria de Higiene garants inteiramente que as epidemias desaparecer

ã

o

per completo

,

apesar dos altos recursos que seriam investidos na execu

-•'W Çào do seu plano

.

d e•

o

i a

O

Diante dessa incerteza, quanto a solução definitiva»

O

o

o

(9)

'-.I ;V

C

o

o

o

e p o r a c r e d i t a r q u e o m au e s t a d o * t íc p r o b l e m a d e s a n e a m e n t o d a c i d a d e

,

s a n i t a r i o d a C o r t e s e j a c o n s e q uên c i a d o g r a n d e a u m e n t o d e p o p u l aç a o

O

O d o

o

R i o d e C a n e i r o

,

b l a n cG1 d e C a r v a l h o p r o p o s a m u d a nça d a c a p i t a l d o I m p o r t c p a r a uma n o v a a r e a

.

E s s a s o l uç ão

,

d e a c o r d o com p i o

,

p r o p o r c i o n a r i a

O

o

urna

o

«V r e d uç ão d a p o p u l aç ão d a C o r t e

,

p o i s o b r i g a r i a o d e s l o c a m e n t o súb i t a d e *

O

d e ICC n i1 l i g a d a a a d m i n i s t r aç ão g e r a l p a r a n o v a C a p i t a l

,

s a n i t

á

r i a a

O

c e r c a p e s s o a s

o

d a c i d a d b

.

E s s a p r o n o s t a,^

e n t r e t a n t o

l o r e f o i c e n s u r a d aV-/ p o r» n a o c o n s t i t u i r um m e l h o r a m e n t o n a

-I

conscquente me1hora nas condicoes

e u m a

o

o

O

rã c s a n e a m e n t o d o R i o d e J a n e i r o

,

p o i s a c i d a d e n a o p o d e r i a d i s p e n s a r

,

* d o s m e l h o r a m e n t o s r e c l a m a d o s s a p o n t a d o s p e l a X n s p e t o r i a !

O

a i n d a 0.1oSd.mP

o

C e r a l d e h i g i e n e

.

í

O

Com o o b j e t i v o dc f i r m a r p a r e c e r d e um p r o j e t o d e m e l h o r a m e n

-/ / t o o r g a n i z a d o p o r R o s e B r a n t d e C a r v a l h o e F r a n c i s c o d e G o e s p a r a

O

cida

-c

V

.

o C l u b e d e E n g e n h a r i a c o n s i d e r o u e s t e b e t a d e l i m i t a d o

,

c o n q u a n t o t r a r o j e t e p a r c i a l q u e p r e t e n d e a p e n a s a a b e r t u r a d e um g r a n

-ate .b o u l e v a r d em l i n h a r e t a ccm 2D m e t r o s d e l a r g u r a e 1 5 3C d e c o m p r i m e n ri0;

O

t~r~s e d e um n «r

c

c

t o l i r a n d o c> C u r n n o d a A c l a m a r i a a C a i x w I W o. DTacwuá d e C s tüc iü d e S a

,

r e s p o j i d e p e r f e i t a m e n t e a n e c e s s i d a d e d e c o mo d i d a d e

,

d u h i g i e n e e d e o m b e l e z a

-c

m e n t o d a c i d a d e

,

s e m c o m p r o m e t e r a b s o l u t a m e n t e em n a d a a o r c a n i z a c a o

O

f u t u r a d e um. p l a n o m a i s c e r a l

.

P r e o c u p a d o em e s t i m u l a r p r o j e t o s d e me

-c

c

rw I b e r a m e n t e como c o n d iç ão p a r a s u p e r aç ão d a s d e f i c i e n c i a s é d o s v i c i o s * e n c o n t r a d o s n a c i d a d e

,

o s r e s p o n sáv e i s p e l o p a r e c e r a p o i a m a i n t e r v e n

O

_

T

O

o

„a o d a i n i c i a t i v a p a r t i c u l a r n e s t a a r e a

,

p o i s q u e c o n s i d e r a m •u n t e, "n e c e s

O

s i d u d e e u r g e n t e i r p o u c o a p o u c o c o r r i g i n d o

,

d e a c o r d e com «s i d e i a s * O m o d e r n

-

s

,

o s e r r o s a c u m u l a d o s n a

c o n s t r u

ç ão d a n o s s a c i d a d e peia i c n o A f A r a n c i o d e s t n e s t r e r d e

-

o b r a s

,

a v i d e z d e s p r o p r i e tár i o s e n i g l i g e n c i a d a s tv * * n a o h a n e g a

-

l o j A I V c o m p e t e n c i a e t a c d e s n a t u r a d a s e a c h * b e m e q u e a i n i c i a t i v a

O

__

I

u

O

n os sa s m u n i c i p a l i da u es

,

j a q u e o G o v e r n o c a r e c e f *V e n t r e n o s a i n s t i t u iç ão m u n i c i p a l

,

n e s s a o b r a d c me

-d e

c

o

,

O

cl

O

p a r t i c u l a r a e l a s e s u b s t i t u a

,

com q u e t a n t o e i n c e s s a n t e, s e p r e o c u p a m a s t a m bém n e s s a p a s s a r e m a n r e o a s c a u s a s p r e j u d i c i a i s

,

r e

.

o

o

I b e r a m e n t e e a f o r m o s t a m e n t o

,

, * \ c a p i t a i s e u r o p e i a s"

.

c u p a n a o d o s a u t o r e s d o p a r e c e r em i d e n t i f i c a r

O

<§) E i n t e r e s s a n t e n o t a r

O

o

c

o

/n

na

o

i2m

(10)

D

f

O

r%0

*Sd

O

lativO. C construção que

oresidiram

. a formanao e desenvolvimento da ci

-‘ >

refere

-

se ao eniprero dos iV:estre

-

de

-

obras na d ade

.

primeira causa

,

serení dotados do conhecimento

-

frientificc para

proprio aos engenheiros e arquitetes

,

foram 1

/ >V

os responsáveis pelas imperfeições e degradações

n secunda causa, trata

-

se da avi

jetivande tirer maior lucro possível

construçãoj estes por nao

exercerem essa atividade

,

.

0

estiomatizados como

O

o

<v existentes na cidade

.

das construções

'

dez dos proprietaries que o1

cons

t-/

>

-truiram habitações

,

destinadas principalmente a população mais

carente

»

/

t 'V ^

pele

menor

custo possível

,

resultando dessa equaçac,

constru

çõ

es sem

D

O

O

rã A

oualquer condição higiénica ou de comodidade

,

o que contribuiu em muito

L

como

uxtima

causa

para a péssima*

da cidade

.

para c

estado

insalubre

situação sanitaria da cidade

,

atribuiu

-

se ac desleixo da municipalidade

(W f

ac nao fazer cumprir um codinc de postura concernente as questecs de

7

construção

D

Quando solicitado pelo snrer heiro rthur Sauer a dar parecer

sobre seu projeto de

saneamento

dus habitações de oper

á

rios

,

i»

O

prcleta

-

*

a Clube considerou uma necessi

improscendivol a substituição dos cortiços e

rios e empregados subalternos

,

na cidade

,

dado publica i IV

o

estalaeens

da

O

Corte

,

por out

cas

habitaçõ

es

-

salubres

,

bem divididas e orientadas

,

como

lube, a censtruç ao de *

trara

grandes vantagens

O

o

também

,

ádequatí

amente

' agrupadas,

sãs perfsitamente higié

nicas

,

Conforme o rU. Cu

por baixo prego

,

!

O

para a classe pobre

,

c

cor

trtbuindò

em

muito

com

a melhoria das

cort

íi

-c

goes sanitarias da- cidade

.

Apesar de fazer

algumas

pequenas restrições

o Clube de Egenhuria se posiciona

favoralmente

a

O

técnicas

,

aprevaçao do

O

©

o

projeto

.

*v

Em

13G8 foi formada uma comissão no Clubs de Engenharia para

« respeite do projeto de postura sobre

O

emitir parecer

constru

ções

,

re

c de daneiro

,

elaborado

-

»

O

constru

çõ

es

e aformoseamento d a cidade d u

la Corrdssac de Saude

p

-

»*

iX mim

s Cbras da

Camara

hunicipal

.

Segundo a comissão

ou

-

ubs

,

c piQjöbo de pos'cura ten, corno objetivo

principal favorecer a

vsntij.ag.ao dos edificios

,

urna das ccndiçoes

necess

árias para garantir a

O

c

O

(11)

HZ'

o

~

0. F

.

d TECA I P P U £

O

s a

ú

d e p u b l i c a d a c i d a d e; t o d a v i a d i s p o s iç õe s c o m o a d e i n d e f e r i r p e cíi

-o

«*/

o

l i c e nça p a r a

c o n s t r u

ç ão d c c a s a c e m m e n o s d e 12 m e t r o s d e f r e n t e c o n d i

ç õ

e s a q ue s e d e v e m s u b o r d i n a r o s a l i c e r c e s

,

d u s d e

O

c u û d o d e t e r m i n a r a s

o

IV r e o r a s d e h a b i tí áb d l i d a d e e o u t r a s m a i s, * p u b l i c a

,

a s d i m e n sõe s d a s o r e a s

,

a s a Cü

-n a m e d i d a e m

^

l e

-

O

c a m o r o i u d i c u n d o n a p r a t i c a a p r o p r i a s a u d e v a n d e e x t r a o r d i n a r i a m e n t e o p r eço d u s c o n s t r uç õe s e r e c o n s t r uç õe s

,

p r o

-v o c a r

á

o a u m e n t o d o s a l u g u e i s

,

o u a f u g a d e s c a p i t a i s q u e b u s c a m c o l o c a.

O

/w

O

o

o

»V o q u e d e t e r m i n a r a d e u m a m a n e i r a o u d e o u t r a

,

f r j a c o n s t r u i d a s d e v i d o ç a o n e s s a a t i v i d a d e; n a

c

A »V rN# d e g r a d a g a o d a s c e n d iço e s h i g ién i c a s d a s c a s a s a o

o

s s o a s n e l a s

.

l u b e

,

m a s s o c i a i s d e v e

-

s e p r o c u r a r c p o s s i v e l e m a c o i d e a l o u a f a n t a s i a

.

B u s P a r a a c o m i s são d o m a i o r a c u m u l o d e r* i: n a s r e f o r

-r->e> L

.

hC 4

O

% A. o b e m p e r

e s t a

u l t i m a f o r m a e p r e p a r a r a d i f u s a o d e: m a l

"

.

c o n c l u i q u e e s t e p r o j e t o d e p o s t u r C o r n e f e i, n a o m o r e n o a p r o v aç ão p o r s e r e x , c e s s i v o

,

i n e f i c a z

,

a n t i

-

e c o n o m.íc o e s e m g a r a n t i a p a r a o d i r e i t o

,

e m m u i c a r n* <V •t-r~. 5

O

O

t a s d a s s u a s d i s p o s iç õe s

.

P e r s e g u i n d o s u a p r e t e nça e d e r e s o l v e r o s p r o b l e m a s r e l a t i v e s »

O

O

a o m e l h o r a m e n t o d o R i o d e d a n e i r c

,

o C l u b s d e E n g e n h a r i a i n d i c o u, c o r n o ^ P p r o v i d e n c i a i n d i s p e n sáv e l ryt a s u b s t i t u i r s e d o c a lça m e n t o p r e s e n t e n a c i d a a o e x p r i m i r p a r e c e r s o b r e o p r o j e t o d e c a lça m e n t o a r i a C o s t a e m

10.93

,

m a n i f e s t o u

-

s c f r a c a m e n t e f a v e r

á

-a s f -a l t o p r o p o s t o p e l o r e q u e r e n t e, 'a p e s a r q u a n t o a o m e l h o r s i s t e m a d e c a l ça m e n t o p a V a c r e d i t a a c c m i s s a o r e sp o n, c a i r a m e n t e d e a s f a l t o s a i t r i u n f a n t e d e- t o d a s r,a u o b s t a r t e

,

d e

.

n n v

_

a« o p r e s e n t a d o p o r v e l a a d oç a o d c c a lça m e n t o d e d e h a v e r m u i t a s c o n t r o v e r s i t

O

A/

O

o

.as

O

r a c i d a d e

,

dév i d e a s i t u a r a o d o s e u s u b s o l o

,

r s^v e l p e l o p a r e c e r q u e o

O

o

I

o

a s p r o v a s

,

"

q u e r s o b o p o n t e d e v i s t a e s tét i c o

,

q u e r s o b o p o n t o d e v i s

.

* o l a d o téc n i c o o u o l a

O

o

/» A t a h i g i e n i c e

,

q u e r s o c o n s i d e r o ÜL o c ei o m i c o d a

O

~

q u e s t a o"

.

A/ s istornA•de ca1rani o ntc s u s t n a a a p t a a s c o n d i c o e s d e s p aís e s c e r a a r e l a e C u1 n a o s o T c o r.i c g a n h& o e l a s t i c i d a d e n e c e s s s

-s o t

a a g a o d o a l t a s t e m p e r a t u r a s; !

O

t r o p i c a l p e r d e a p r o p r i e d a d e d o i n f l a m a r

-

s e

,

O

5, n a m e d i d a PíA q u e o a s f a l t o m i s t u r a d o

O

O

V n a p a r o d i l a t a r

O

sem

f e n d e r

-

s e

.

r\

G

A/ d o st e p a r c c i-r

,

a q u e s t a o d o m o l h o r s i s t e m a d e c a l ç

a m e n t o

m u i t a s d i s c u s sõe s

,

r*> r' *“**•*> a C u U i p a r o c i

-d a -d e c o n t i n u a G wüd u m o t i v o d e

O

a l i a s e s s e s e n um d o s

c

o

o

_

(12)

KJ

O

o

G

O

r

pontos debatidos pelo

Coneresso

de Engenharia e Industria unos mais tar

i

'

O

de

.

o

,.

c

C Presidente de Clube dr; Engenharia

,

Oliveir

-

Bulhoes pronun

-A

cicu una

conferencia

,

na qual ele question

O

os encargos necessários pu

-O

c

<v

O

ra realxzucao dos meios indicados para o saneamento da cidade

,

elabora

o

dos por una comissão nomeada pelo Prefeito

do Distrito Federal err

.

1896

.

O

\

A# K.t

Ma sua opinião

,

a sugestão de emprestimor.exterior na ordern de 6.000

.

ODO

»V Ai

esterlinos proposto pela comissão

,

corn u garantia da Uniao

,

auxiliando

-«•A» *

se o pagamento dos juros e amortizaç ao desse omprestimo com novos impes,

tos sobre a propriedade prédial

,

implicara num elevado custo a socieda

-o

o

c

o

c

o

,

!ant; s do propor o lunnumerto

de orando emprestir

.

no, antes ce aumer.

-dc:

o

O

tar os impostos a população

,

ja tao sobrecarregada

,

deveria

uvaliur os recursos municipais existentes

,

.

/

'

tremas des grandes e onerosissimos emprestirnos

,

a Cümissao

c

recorrer

as medidas ex,

existera recursos pura '

ir suesssivurnente realizando alo•**uns dos melhoramentos urcantesw/ de

(

convera dize

-

lo

)

jato

,

e ant.es devora ser feitos- cautelosamente

,

•a exemplo Ido que se sen¡ ®•

O

Ö

o

que

c

nao podem ser executados de um

O

carecemos, os quais so

o

tem

O

praticado'

e continua a fázer

-

se em todas as grandes capiteis do mundo

O

(§> civilizado"

.

O

E

sugue dizendo

,

"

nao

cansaremos

de repetir que o sansa

-

1

O

mente

do Rio

de Faneire

,

devendo ser constituido por varias obras

,

tra

-balhos a medidas de policia sanitaria

,

N /

nao pecamos escapar -as indispensavei

independentes urr

.

-

s das

outras

,

• ‘

«-f ''S*,

interrupta fis

-a principiar pelas mais simples e

elementares

.

'

c

) necessidades de i S o

c

calizaçao e

conserva

ção

,

U

O

apesar disso

,

considerou de;todas as obras de melhoramentc sanitario,

o:

-

nstru

çâ

o de um cais bordando o litoral da a

C

drenagem do subsolo

#V

dado pura suprimir a infoaguo das praias

,

c a

ci

-o

o

de urgente e ebrinatori« exe

-corrigir os défaites de

O

cuc'¿o üesmo verificando a necessidade

de ex

-o

*tpu Vaso.m erreo du s ení anamoí¡ios cia

C

oí¡\pai>hi City

Irn

prcvai

n

ents

,

criticou

a 'U

O

•N*

a posiere da comissão de condonar em absoluto

quase que completa

.

e propor sua renovarac

o

Segunde

ole

-

,

C u

.

i C i i'j G S S a n i t a r i a s d a C1d

cH.'Q*

O

OGsu medidw. agravara

ainda

mais

f

o

o

o

o

o

o

o

ü

(13)

Parte

< ;

24

/

12

/

19CC r

G Congresso de Engenharia e Industria reunido de

cidade du Cio de Janeiro

,

evento

organizado pelo Clube

_

nr

â Zt:/u.

de Engenharia corn objetivo de incentivar o progresso do pais

,

IV f A #

importantes questões técnicas

,

industriais

,

económicas

,

financeiras e administrativas que niais perto e diretamente interessem *

questão do

saneamento

e embele

-abordcu e

deliberou sobre

ao desenvolvimento material do pais

.

n

da Capital .Fédéral foi urna das principais preocupações discuti

-/ / r IV

alias

,

nossa analise se concentrara

,

tao somente

zarriento

das no Congresso

.

?so

-brs esta tema

.

/ *V '

Responsável pela exposição introdutória

,

Castro Garbosa mi

-

'

sua palestra destacando a importancia da cidade do Rio de Janeiro

M0 Rio de Janeiro e nao so a capital politics

*

de industria

,

de

Corn efeito

,

o progresso do pa

í

s est

á

direta

seu sa

-pelo contrario

,

coj:

cia

para o conjunto do país,

de nossa patria

,

como

o seu maior emporio

,

de comercio

,

« /3

riqueza e de civilizacao

"

.

mente associado com a melhoria das condiç

oes

de vida da cidade

,

»V» / /V

neamento

nao e encarado mais

corno

uma questão local

,

responderte agora a

"

um problema

quanto principal centro do pais

,

a politica de

neiro materializará todos os interesses e

urn dever

,

um compromisso nacional

"

.

En

}

saneamento do Rio de 3a

-vontades de civilizar

-

se*

rw

de urna sociedade

,

então

,

profundamente marcada pela herança colonial s

£

r

E cabera a engenharia urn papel relevante dentro deste çontex

.

to

,

na medida ern que ela possibilitara

ries para transformação da cidade

,

de mode a garantir o conforto e como

cratista

.

a execução dos trabalhos necessa

•v

.

dic'wde exigidos por urna

orar

de capital

.

Messe

momento

,

a engenharia c

£

cientifico

me

ç

ara

a consolidar

-

se

como

un conhecimento capaz de inter

-

»VI

vir Contudo

,

isso nao significara

,

mente

,

no afastamento dos medicos higienistas e do seu conhecimento es

-sobrs o espaço urbano

.

necessaria

-pecificc sobre a cidade

,

mas sim uma etapa-posterior ao processo de di

-A»

agnósticasb.o

ponsabilidade agora do engenheiro:,realizar,

os

trabalhes

»V*

por

eles

ofetuudc e SUaS assocXaçOSS

,

na qual

sera

res

necess

ários pa

(14)

.1

)

o

o

superação das

causas

de insalubridades apontadas pelos médicos

.

Pois*

sanear uma cidade ou uma regiao e efetuar na

mesma

os

trabalhos

exici

-circunst

â

ncias locais

,

intervindo

o ramo cie

ra

o

o

la hiniene e pelas

nhecimentos t

é

cnicos atinentes ao caso

"

,

compreendidos nos muitos ramos cc dos nía 1 '^

©

o

Mo

entanto

,

• para Castro Barbosa ha limites na e

-e arte da engenhara.

•V

laboranao de

exigidos para o desenvolvimento das condições de conforto e higiene

era que algumas'

obras sao urgentíssimas e outras de

consequência do acumulo de constru

çõ

es ir

/ /

distribuidas sem qualquer criterio quando da sua

*

cendrando- muitos obstáculos que impedem o livre curso c

desembara

ço das

o.

um plano único capaz de atender

aos

diversos melhoramentos

<v da

O

o

cidade

,

na medida e.

c

lenta

.

ad £quãtíaS X8eueao mais >

o

na cidade

,

formasac

,

sn

O

o

o

aguas pluviais

,

do ar e a distribuição da

a introdução de quaisquer melhoramentos

.

dificultando sobremodo

,

luz

,

o

o

n principal preocupação

Castro Barbosa para o saneamento da cidade refere

-

se ao

abastecimento

de

O

o

O

JG acua potável para popularao

,

no sou entender sao muitos os benefir !

C

cies que resultaram par a vida e riqueza da cidacío

.

Sua recularizacao

a lavagem dos esgotos

* a conservação1

C

-o

alem dp

outras

ceis-as

,

rermi ra,

o

U*-I

-o

«•+*

dos parques

,

a manuténrso dos jardins particulares

,

bem

-

estar domestico

o principalmente o

Resolver c problema da umidade

O

da população•

uso o

o

o

proveniente do solo

,

realizando

ventil ar.ao

-w

o enxugo do mesmo pela drenagem

,

e

co no titu1rarn

-

se tarnbeni urna que5:,t¿\o 1mportantc

a

o

da cidade

,

pa

-o

c

ra o saneamento uria

-

, capital

.

Sugeriu ainda, o desvio das acuas pluviais

c

para certos pontes do litoral

,

dada do acumule de

de modo a preservar a parto plana da

cariai do mangue na parte mais

ci

o

ss

âs aguas

,

o atejfrc do

O

o

próxima da Praga

XV

,

reduzindo a parte restante a galeria coberta

desti

nada principalmente a receber as infiltra

ções

O

do solo adjacente

,

e

1 ccncervanao de ruas estreitas que se entrelucao nu

dads comercial o vista corno um crime

,

tornando

necess

á

rio.,como

,

uma das *

O

a

o

circunvalarw.ao

Cl

-O

h,

O

principais medidas para a

melhoramento

-

do

R

3,o prolongamento ate o mar*

Garbosa pr

£

por a

reserva

de

arcas

em varios

arrabaldes

para futuros parques e avo

-c

o

da rua KARGdial Floriane c o prolongumBNte de outras

.

Castro

o

O

O

»V

nid

-

-:; i a desapropriação

,

por utilidade public..

-

.

,

da alte dos

morros

:a forma

o

c

o

o

c

n

Referências

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