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Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio Curricular – Escola Prática de Andebol (Moimenta da Beira)

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Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto

Instituto Politécnico da Guarda

Relatório de Estágio

André Alexandre da Mariana Proença

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ii Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto

Instituto Politécnico da Guarda

Estágio Realizado na Escola Prática de Andebol

de Moimenta da Beira

Relatório de Estágio apresentado no âmbito da Unidade Curricular de Estágio do curso de Desporto, nos termos do Regulamento de Estágio aprovado em 20 de outubro de 2010

Tutor de Estágio na Instituição: Dr. Jorge Proença

Orientadora de Estágio na ESECD: Professora Doutora Teresa Fonseca

André Alexandre da Mariana Proença

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Ficha Técnica

Instituição: Instituto Politécnico da Guarda

Escola: Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto Endereço: Av. Dr. Sá Carneiro 50, 6300-559 Guarda

Telefone: 271220135; Fax: 271220111; E-mail: [email protected]

Docente orientadora de estágio: Professora Doutora Teresa Fonseca E-mail: [email protected]

Discente: André Alexandre da Mariana Proença Nº de aluno: 5007417

Instituição de Estágio: Escola Prática de Andebol de Moimenta da Beira Endereço: Quinta do Salvador, 21, 3620-366 Moimenta da Beira

Telefone: 932 621 294

E-mail: [email protected] Tutor na Instituição: Dr. Jorge Proença

Duração do Estágio: 46 semanas (12 horas semanais) Data de Início: 19 de agosto de 2013

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Agradecimentos

Com a finalização deste relatório e após o términus do meu estágio numa instituição que me acolheu tão bem e sempre tão atenciosa e cuidadosamente com o meu trabalho, só lhes tenho a agradecer pela oportunidade que me deram e pela experiência que me foi solicitada.

Neste último ano pude contar sempre com o apoio de todos os elementos da instituição e sem eles possivelmente não tinha ganho tanta experiência. Assim tenho de agradecer a todos por me mostrarem os melhores caminhos para o sucesso

Quero agradecer à minha orientadora de estágio, Professora Doutora Teresa Fonseca pelo trabalho que desempenhou ao longo do meu estágio e pela ajuda que me deu.

Agradeço também aos elementos da instituição onde estagiei pois foram sempre muito criteriosos em todo o meu trabalho, onde pude desenvolver os meus conhecimentos com o trabalho de campo.

Agradeço também aos atletas com quem pude vivenciar todas as experiências de treino, pelas amizades que pude fazer ao longo deste ano, sem esquecer que a maior parte destes atletas eram para mim desconhecidos e que ao fim de um ano se tornaram como uma família.

Por fim quero agradecer à minha família e amigos pelo facto de estarem sempre presentes em todo o meu progresso deste o início do meu estágio, que serviram como pilares para aguentar todos os momentos ao longo deste ano, pois sem eles nada seria possível.

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Resumo

O relatório final de estágio, em causa, foi realizado no âmbito da Licenciatura em Desporto na Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto do Instituto Politécnico da Guarda.

O estágio foi realizado em Moimenta da Beira, na Escola Prática de Andebol de Moimenta da Beira, no corrente ano e época desportiva, com o objetivo de aprofundar ainda mais os conhecimentos da modalidade e tornar-me assim um futuro profissional do desporto.

Assim sendo apresento neste relatório todo o processo desenvolvido ao longo do estágio, todas as atividades que desempenhei ao longo do ano. Deste modo este documento visa retratar os vários processos pelos quais passei.

Falo, então, inicialmente um pouco do local do meu estágio, onde estagiei e como estagiei, depois refiro os meus objetivos como estagiário, os objetivos específicos e os objetivos gerais de estágio, abordando ainda vários temas, na revisão da literatura, dos quais irei destacar mais afincadamente temas do andebol. Referindo-me posteriormente às atividades desenvolvidas durante esta época de estágio

No estágio onde estive inserido tive vários momentos de observação, mas o objetivo principal foi o acompanhamento da equipa do escalão de juvenis de Moimenta da Beira que disputaram o campeonato nacional da primeira divisão, desse mesmo escalão.

O trabalho realizado ao longo do estágio teve por base a observação efetuada, seguindo-se a intervenção a nível prático e teórico dos conhecimentos adquiridos durante esse mesmo tempo.

Assim sendo foi através desses conhecimentos que senti poder evoluir como futuro técnico pois permitiram-me desenvolver certos domínios como o sócio afetivo, constituindo o suporte fundamental, que um bom técnico deve possuir, como profissional do desporto.

O estágio curricular teve como objetivo fomentar o desenvolvimento das minhas capacidades e conhecimentos melhorando assim a minha aprendizagem e competências como futuro profissional de desporto.

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Índice Geral

Ficha Técnica ... iii

Agradecimentos ... iv Resumo ... v Índice de Figuras ... ix Índice de Tabelas ... x Lista de Abreviaturas ... xi Introdução ... 1

1. Contextualização do Local de Estágio ... 3

1.1. Caraterização do local de estágio ... 4

Moimenta da Beira ... 4

1.2. Caraterização da Instituição ... 6

Escola Prática de Andebol de Moimenta da Beira ... 6

1.2.1. Corpo Técnico da Época Desportiva de 2013/2014 ... 6

1.2.2. Instalações ... 7 Pavilhão Municipal ... 7 Piscina Municipal ... 8 Ginásio ... 8 1.2.3. Recursos Materiais ... 9 Inventário ... 9

Treinos Realizados pela Escola Prática de Andebol ... 10

Horário Semanal de Treinos ... 10

Atividades Semanais ... 10

2. Revisão da Literatura ... 12

2.1. Caraterização dos Jogos Desportivos Coletivos ... 13

2.2. O Jogo de Andebol ... 15

2.3. Técnica e Tática do Andebol ... 16

2.4. Periodização do Treino... 17

2.5. Treino do Atleta ... 17

2.6. Caraterização dos atletas ... 18

2.6.1. Quando Começar a Treinar ou Fases de Iniciação ... 18

2.7. Caraterísticas e Objetivos do Treino ... 20

3. Atividades Desenvolvidas no Estágio ... 22

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vii Objetivos Gerais ... 23 Objetivos Específicos: ... 23 3.2. Objetivos do Estágio/Estagiário ... 24 Objetivos Gerais ... 24 Objetivos Específicos ... 25 3.3. Horário de Estágio ... 25 3.4. Planeamento Anual ... 26 3.4.1. Fases de Estágio ... 26 Fase de Observação ... 26 Fase de Colecionação ... 27 Fase de Lecionação ... 27

3.5. Caraterização dos Atletas/ atletas alvo ... 27

Escalão Juvenis Masculinos ... 27

Escalão Juvenis Femininos... 29

3.6. Plano de Treino ... 30

3.6.1 Exemplo Base de Planos de Treino ... 31

3.7. Atividades Complementares ... 35

Participação nos Torneios e Jogos Amigáveis ... 35

Jogo/Treino... 35

Torneio Kakygaia ... 35

Torneio de Andebol Praia ... 36

Torneio Garcicup... 36

3.8. Ações de Formação Complementares Realizadas Durante o Ano de Estágio ... 37

3.9. Perceções e reflexões das atletas. ... 37

3.10. Competências Adquiridas ... 39 4.Reflexão Final ... 40 4.1. Reflexão Final ... 41 Conclusão ... 43 Bibliografia ... 44 Anexos ... 47 Anexo 1 ... 47

Cronograma Geral de Estágio ... 47

Anexo 2 ... 48

Plano de Estágio ... 48

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Caraterização dos Atletas ... 49

Anexo 4 ... 50

Exemplar de Presenças ... 50

Anexo 4 ... 51

Plano Anual Juvenis 2013/2014 ... 51

Anexo 4 ... 52

Simbologia ... 52

Anexo 5 ... 53

Relatórios dos Jogos ... 53

Anexo 6 ... 54

Planos de Treino ... 54

Anexo 7 ... 56

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ix

Índice de Figuras

Ilustração 1. Mapa de Moimenta da Beira (Fonte:

http://viajar.clix.pt/mapas.php?c=111&lg=pt&w=moimenta_da_beira). ... 4

Ilustração 2. Pavilhão Municipal (Fonte: http://cmmoimenta.dev.wiremaze.com/) ... 7

Ilustração 3. Vista Interior do Pavilhão de Moimenta da Beira. ... 7

Ilustração 4. Piscina Municipal (Fonte: http://www.ruadireita.pt). ... 8

Ilustração 5. Interior do Ginásio Municipal (Fonte: http://cmmoimenta.dev.wiremaze.com/). ... 8

Ilustração 6. Jogo de juvenis masculinos contra antigos juniores masculinos... 35

Ilustração 7. Equipa juvenis femininos no torneio kakygaia. ... 35

Ilustração 8. Cartaz do andebol praia Viseu. ... 36

Ilustração 9. Equipa juvenil masculina no troneio Garcicup. ... 36

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x

Índice de Tabelas

Tabela 1. Inventário da Escola Prática de Andebol de Moimenta da Beira. ... 9

Tabela 2. Horário da Escola Prática de Moimenta da beira ... 10

Tabela 3. O meu horário ... 25

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xi

Lista de Abreviaturas

AAV - Associação de Andebol de Viseu

CMMB - Câmara Municipal de Moimenta da Beira

DASC - Divisão da Acão Social e Cultural

EPAMB - Escola Prática de Andebol de Moimenta da Beira

ESECD - Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto

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1

Introdução

No âmbito do último ano da Licenciatura em Desporto do Instituto Politécnico da Guarda, surgiu a realização de um estágio com a duração de dois semestres letivos, com o objetivo de instruir uma formação científica nas próprias experiências, tais como a de evolução na prática desportiva do andebol.

Com o objetivo de me vir a tornar um melhor profissional, este estágio permitiu-me desenvolver ainda mais a minha experiência profissional.

Os conhecimentos incrementados ao longo dos anos da licenciatura na área do treino desportivo, psicologia do desporto, pedagogia, gestão de organização de evento, foram importantes no estágio pois como ocorreu antes do estágio, permitiu-me assim adquirir competências suficientes para aplicar ao longo do mesmo. Foi uma excelente oportunidade poder estagiar na Escola Prática de Andebol de Moimenta da Beira pois o nível de profissionalismo nesta instituição é deveras muito bom. Creio também ser uma boa oportunidade para me instruir no mundo do trabalho, não só a nível dos conhecimentos gerais mas também dos específicos.

Relativamente à escolha do local de estágio, esta foi devido ao facto de ser especializado na área de treino, sendo que o andebol tem vindo a aumentar em Portugal ao longo do tempo. Cada vez mais os indivíduos do sexo feminino estão também a aderir à prática desta modalidade e a federação apoia bastante esta vertente. O andebol no género masculino também tem vindo a aumentar progressivamente mas não tão notório como no género feminino.

Como já tinha jogado a nível federado nesta instituição, pude também tirar mais proveito deste estágio, pois com a vivência que tinha tido e com os conhecimentos adquiridos, a forma de treinar e observar as equipas ajudou bastante nesse aspeto.

No decorrer do estágio pude fazer um planeamento e através das ajudas envolvidas, o planeamento foi estruturado em três fases, nomeadamente: as fases de observação, colecionação e lecionação.

As atividades realizadas ao longo do estágio curricular encontram-se descritas ao longo do relatório, e para facilitar um melhor visionamento este está dividido em quatro capítulos.

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O primeiro ponto dirigido à contextualização do local de estágio. É referida a vila onde estagiei e tive a oportunidade de crescer, com os recursos suficientes para aprender.

No segundo ponto está descrita a revisão da literatura que aborda temas como o jogo de andebol, o treino e tática do andebol, caraterização do atleta e a caraterização do treino.

O terceiro ponto é dirigido às atividades que desenvolvi ao longo do estágio nestes dois semestres. Apresento assim os meus objetivos, objetivos gerais e objetivos específicos, o planeamento, os atletas envolvidos e todas as atividades desenvolvidas.

O quarto ponto fala assim da minha reflexão sobre tudo o que realizei e presenciei no estágio, o que gostei e pude desenvolver ao longo dos dois semestres letivos deste último ano da Licenciatura em Desporto.

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1.1. Caraterização do local de estágio

Moimenta da Beira

De acordo com a informação disponibilizada no blog de Moimenta da Beira (s/d), é possível referir que o concelho de Moimenta da Beira localiza-se na região da Beira, distrito de Viseu, estando inserido numa zona plana dominada pelo Planalto da Nave. Ao longo deste planalto estende-se o rio Paiva e estende-seus afluentes que dominam grande parte da rede hidrográfica do concelho. Com uma área de 219.8 Km2 (dados INE), o concelho de Moimenta da Beira abrange na sua área administrativa vinte freguesias, fazendo fronteira a Norte com Armamar e Tabuaço, a Sul com Sátão, a Leste com Sernancelhe e a Poente com Tarouca e Vila Nova de Paiva.

O concelho de Moimenta da Beira é predominantemente agrícola, sendo que a grande maioria dos seus habitantes se dedica a este sector, destacando-se a fruticultura, a vinicultura e a produção animal. A construção civil, as oficinas do ramo automóvel, a serralharia e o comércio são outras atividades de grande peso para a economia concelhia (blog de Moimenta da Beira, Op. Cit.).

Um dos principais atrativos turísticos do concelho de Moimenta da Beira é a albufeira da barragem de Vilar onde se podem praticar várias atividades como o campismo, a pesca desportiva e a motonáutica. Um outro local também bastante procurado é a serra de Leomil, com excelentes miradouros e pontos de água de boa qualidade.

A nível cultural, o concelho dispõe de várias associações e coletividades que promovem ao longo de todo ano, as mais variadas atividades. As mais representativas entidades culturais de Moimenta da Beira é o auditório municipal P. Bento da Guia a Biblioteca Municipal, Capela de Mártir S. Sebastião, Convento de N.ª Sr.ª da

Ilustração 1. Mapa de Moimenta da Beira (Fonte: http://viajar.clix.pt/mapas.php?c =111&lg=pt&w=moimenta_da_be ira).

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Purificação, Capela de Mártir S. Sebastião, Casa da Moimenta, Solar das Guedes, Fonte da Pipa (blog de Moimenta da Beira, Op. Cit.).

O Auditório Municipal P. Bento da Guia é um espaço polivalente, concebido e destinado aos mais diversos eventos locais, possui 141 lugares, 1 palco com 8 metros de Largura por 6 de comprimentos, 2 camarins e serviço de bar. Está dotado do melhor equipamento Audiovisual, capaz de satisfazer as necessidades mais exigentes e de 2 telas de projeção, uma para Cinema e outra, mais pequena, destinada a outros eventos. As sessões de Cinema realizam-se quinzenalmente, às Quintas e Sextas pelas 21h15, filmes recentes por um preço quase simbólico, 2.5 €. A reserva dos bilhetes pode ser feita, de Segunda a Sexta, das 09h00 às 17h30, na Divisão da Acão Social e Cultural (DASC) pelo Telefone: 254 520 074 ou ainda na Bilheteira do Cinema, no próprio dia, a partir das 20h30 (blog de Moimenta da Beira, Op. Cit.).

A Biblioteca Municipal Aquilino Ribeiro é, indubitavelmente, um serviço público prestado pelo Município de Moimenta da Beira. Os seus objetivos primaciais, enquadram-se dentro dos princípios e missões preconizados e defendidos pela UNESCO para as Bibliotecas de Leitura Pública, nomeadamente:

 A informação: Assegurar o acesso de todos os cidadãos a todos os tipos de informação local, nacional e internacional, com profundidade e pertinência.

 A educação: Promover e apoiar a educação individual e da comunidade local, e a autoformação, assim como a educação formal a todos os níveis.

 A cultura: Assumir o papel imprescindível como centro da cultura de Moimenta da Beira, promovendo o conhecimento sobre a herança cultural, o apreço pelas artes e pelos hábitos de leitura.

 O Lazer: Converter-se num espaço privilegiado de lazer, encorajando o aproveitamento construtivo dos tempos livres.

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1.2. Caraterização da Instituição

Escola Prática de Andebol de Moimenta da Beira

A Escola Prática de Andebol de Moimenta da Beira (EPDAMB) é uma associação do concelho, com o intuito de promover o desporto, mais particularmente o andebol.

A direção do clube é eleita anualmente em Assembleia Geral conforme os estatutos. Tem dirigentes experientes, alguns deles com formação superior e desportiva, destacados e responsáveis por cada escalão, que fazem o acompanhamento das equipas e a ligação com a Direção. Salienta-se o elevado esforço de formação, imposto pela própria federação que exige a participação regular em ações de formação específicas para a modalidade, bem como a participação frequente nas ações da autarquia, por parte dos dirigentes do clube.

1.2.1. Corpo Técnico da Época Desportiva de 2013/2014

Na presente temporada desportiva de 2013/2014 a EPDAMB conta com os seguintes técnicos:

 Treinador Principal Juvenis Masculinos: Sérgio Alexandre Rocha Pinto;

 Treinador Principal Juvenis Femininos: Jorge Duarte Costa Rodrigues Proença;

 Treinador Principal Iniciados Masculinos: José António Figueiredo Fonseca;

 Treinadores Infantis/Minis/Bâmbis: António Manuel Oliveira Rodrigues /Tânia Catarina Ferraz Martins;

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7 1.2.2. Instalações

Com o apoio da Câmara Municipal de Moimenta da Beira e com os acordos e protocolos realizados, com objetivo de fomentar a formação e a evolução dos jovens atletas, existe uma diversidade de espaços desportivos municipais ao dispor do clube/instituição.

Pavilhão Municipal

O pavilhão Municipal de Moimenta da Beira é utilizado como principal recinto para os treinos e jogos da equipa, existindo condições muito boas para a prática desportiva.

A modalidade de andebol é desenvolvida pela instituição neste espaço, que possui uma lotação da assistência de cerca de 550 lugares sentados e de 300 lugares em pé.

Ilustração 2. Pavilhão municipal (fonte:

http://cmmoimenta.dev.wiremaze.co m/)

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8 Piscina Municipal

No município também é disponibilizada a piscina municipal (como esta estrutura é coberta, é um meio de ajuda no treino, durante toda a época) com dimensões de 25 x 12,5 metros e é constituída por 6 pistas. A temperatura da água é controlada e monitorizada, assim como o ambiente. A profundidade chega até aos 2,05 metros sendo que a mínima é de 1,25 metros. A Escola Prática de Andebol utiliza esta piscina para alguns fins como o treino de resistência, flexibilidade e de relaxamento muscular.

Ginásio

No pavilhão municipal está inserido um ginásio com todo o tipo de equipamentos, aberto ao público e sempre disponível para os atletas, que o utilizam na pré época e durante a época. É acompanhado de um monitor, sempre presente, pronto a ajudar e com a devida formação.

Ilustração 4. Piscina municipal (fonte:

http://www.ruadireita.pt).

Ilustração 5. Interior do ginásio municipal (fonte:

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9 1.2.3. Recursos Materiais

Inventário

Como se pode verificar, pela informação apresentada na Tabela 1. a escola de andebol tem um vasto leque de materiais. Como possui na sua estrutura vários escalões a praticar andebol e alguns a treinarem no mesmo horário, os materiais têm de corresponder às necessidades do treino ou do treinador juntamente com os atletas, isto é, têm de ser em número suficiente para responderem às necessidades de funcionamento e de trabalho das diferentes equipas.

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10 Treinos Realizados pela Escola Prática de Andebol

Na Escola Prática de Andebol de Moimenta da Beira realizam-se treinos semanais, que decorrem de segunda a sexta-feira. Aos fins-de-semana realizam-se os jogos, pois são dias destinados às competições das equipas (de acordo com o quadro competitivo).

Às segundas e quintas, os treinos começam às 17h30 e às quartas às 18h00, sempre com os escalões femininos. A seguir aos treinos das equipas femininas treinam os juvenis masculinos por volta das 19h00.

Os tempos de treinos, na sua maioria, têm uma duração duas horas.

Tabela 2. Horário de Funcionamento da Escola Prática de Moimenta da Beira. Horário Semanal de Treinos

Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo

17h30 Juvenis Fem 19h00 Juv Masc 18h00 Minis/ Juv Fem 17h30 Juvenis fem 19h00 Juvenis fem 10h00 Bambis/

Minis/ Infantis Competição 19h00 Juvenis Masc 19h00 Juv Masc 19h00 Juvenis Masc 19h00 Juvenis Masc Competição Competição Atividades Semanais  Segundas-feiras

Às segundas-feiras treinam dois escalões no pavilhão municipal. O primeiro treino começa às 17h30 com o escalão dos juvenis femininos e logo a seguir treinam os juvenis masculinos.

 Terças-feiras

Às terças-feiras treina apenas um escalão pois a disponibilidade do pavilhão é muito escassa e na hora anterior está ocupado.

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 Quartas-feiras

Às quartas-feiras treinam em campos separados dois escalões femininos, o escalão feminino de minis e o escalão de juvenis femininos. Logo a seguir às 19h00 treinam novamente os juvenis masculinos.

 Quintas-feiras

Às quintas-feiras treinam dois escalões novamente, primeiro as juvenis femininas e depois às 19h os juvenis masculinos.

 Sextas-feiras

Às sextas-feiras treinam os juvenis femininos e masculinos em campos separados, com uma divisória a meio do pavilhão.

 Fim de Semana

Ao fim de semana apenas ocorre um treino ao sábado de manhã para as camadas jovens e de formação e durante todo o fim-de-semana o tempo de ocupação deste espaço é destinado à competição.

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2. Revisão da Literatura

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2.1. Caraterização dos Jogos Desportivos Coletivos

Segundo Teodorescu (1984), os Jogos Desportivos Coletivos (JDC) são uma forma de atividade social organizada, de prática de exercício físico, no qual os participantes estão reunidos em duas equipas numa relação de oposição não hostil, com vista à obtenção da vitória desportiva. Na opinião de Prudente (2006), tem sido uma preocupação de investigadores, treinadores e Federações nacionais e internacionais, entender os JDC, observando-os, analisando-os e criando bases de dados.

Segundo Bayer (1994), existe um conjunto de modalidades (JDC), que têm características comuns, tais como:

 Presença de uma bola, que pode ser jogada com a mão ou com o pé;

 Um espaço delimitado para ser realizado o jogo;

 Um objetivo atacante e outro defensivo Trabalho de equipa para vencer;

 Uma equipa adversária:

 Regras para serem cumpridas.

Os jogos desportivos coletivos são jogos exigentes que levam os jogadores a ter de ser inteligentes e perspicazes, de forma a tomarem as melhores opções durante o jogo. A ação de jogadores e equipas no seio de um jogo têm sido objeto de estudo, de modo a compreender e fazer evoluir os JDC (Garganta, 2007). Desenvolvem-se a partir de ações individuais e/ou coletivas entre os elementos da equipa, buscam a vitória desportiva mas sempre dentro das regras preestabelecidas.

Os JDC servem principalmente para praticar a atividade desportiva, para isso existe o confronto entre indivíduos (grupos ou equipas). Fazendo os membros da mesma equipa trabalhar em conjunto para contrariar as ações dos adversários, assegurando através da cooperação o sucesso da equipa. Estes pressupostos estabelecem um princípio de cooperação recíproca inter e intra equipas (Teodorescu, Op. Cit.). Ou seja, mostra a interação entre os participantes do jogo (companheiros ou adversários), as condições em que se traça o confronto e a relação intrínseca com os objetivos (Gréhaigne, 1992). Este confronto direto implica a ocupação de espaço de jogo, que define linhas de comunicação dentro da equipa e de interceção das linhas de comunicação do adversário, estas relações de comunicação e contra comunicação tem

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como origem uma atuação conjunta e coerente coordenada do núcleo básico de cooperação-oposição.

Não podemos esquecer a imprevisibilidade e a possibilidade estratégica são dois dos fatores que melhor caracterizam os JDC.

Segundo Garganta (1997), a identificação de comportamentos que testemunhem a eficiência e eficácia dos jogadores e das equipas nas diferentes fases da competição desportiva, esta proposta justifica-se pela questão de este tipo de jogos são muito variáveis e as ocorrências alteram-se rapidamente além de estarem interligadas.

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15 2.2. O Jogo de Andebol

Segundo Silva (2008), o andebol está num processo evolutivo contínuo, e este fator não se deve apenas à melhoria da condição física dos atletas, ao aumento da velocidade de jogo e às alterações das regras, mas também à evolução dos sistemas de jogo e ao aproveitamento de caraterísticas específicas de cada jogador num determinado sistema.

O jogo de andebol evidencia dois processos distintos. O processo ofensivo em que a equipa se encontra em posse de bola e tem como objetivo a obtenção de golo e o processo defensivo em que o objetivo é defender a sua baliza e recuperar a posse de bola. Todo este processo carateriza-se por 4 fases cíclicas: ataque, transição defensiva, defesa e transição ofensiva (Silva, Op. Cit.).

Depois da conquista da posse de bola e durante a fase de transição ofensiva a equipa pode optar, consoante o posicionamento dos seus jogadores e dos adversários, por utilizar: o contra-ataque direto, o contra-ataque apoiado e o ataque rápido.

Durante o ataque posicional a equipa pode apresentar-se em igualdade, inferioridade ou superioridade numérica absoluta, ou seja, o número efetivo de jogadores presentes em campo nesse determinado momento.

Para Antón et al. (2000), o que caracteriza o Andebol para a categoria dos jogos desportivos coletivos é o facto das ações do jogador de Andebol se desenvolverem numa situação dinâmica, em que as relações espaciais se alteram constantemente, bem como a exequibilidade da própria ação iniciada, sendo que todas as ações desenvolvidas nesta modalidade se definem como:

 Habilidades abertas: devem ser modificáveis durante a sua execução, pois durante uma situação de jogo em que esta se torna inviável, ou o jogador tem a capacidade de alterar, ou está condenada ao fracasso, pois já foi antecipada; De regulação externa: significa que o jogador não tem o controlo absoluto do tempo disponível e consequentemente do ritmo a que executa as suas ações, pois depende de uma situação em constante alteração;

 Predominantemente percetivas: para se adaptar, o jogador que realiza a ação com bola, deve conseguir desempenhá-la sem lhe dirigir toda a sua atenção, de

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forma a poder simultaneamente controlar todas as alterações permanentes da situação de jogo.

De acordo com isto, Cuesta (2001) refere-nos que os desportos coletivos, classe onde o Andebol está inserido, são modalidades muito abertas, nas quais a sua principal característica é o grande grau de incerteza acerca do que irá acontecer, pelo que, em cada situação, a melhor execução será sempre em função do que acontece ao redor do momento. Por assim ser, a qualidade do jogador dependerá da sua capacidade de análise e interpretação das situações de jogo, bem como a capacidade de adaptação às mesmas, o que deverá ser apelado aquando o treino da tática individual.

2.3. Técnica e Tática do Andebol

Todas as atitudes assumidas por uma equipa quando está de posse da bola, reúnem- se no conceito “ataques”. Todos os jogadores dessa equipa são avançados.

As atitudes assumidas por uma equipa quando não está na posse de bola reúnem se no conceito de “defesa”. Todos os jogadores dessa equipa são defesas.

A preparação física, a técnica, a tática e a psicológica, bem como as qualidades morais e volitivas são fatores cujo nível de desenvolvimento determina o rendimento do jogo.

Por técnica do andebol entendem-se todas as evoluções de movimentos, adequados e económicas que possibilitam o prosseguimento correto do jogo em qualquer situação que se apresente.

Para se abordarem todos os movimentos existentes no andebol subdivide-se esse grande domínio em técnica do defesa, tendo em conta, em primeiro lugar, a conceção do jogo.

Por técnica individual entendem-se as ações adequadas e económicas do jogador, ações essas que têm por objetivo a vitória sobre o adversário. Nesse âmbito incluem-se tanto a origem e a evolução, como as consequências de uma, várias ou todas as ações do jogador (Czerwinski, 1993).

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17 2.4. Periodização do Treino

Com base nas unidades curriculares de treino desportivo e planeamento do treino, pude assim ter uma ideia da área do treino.

Para se alcançarem rendimentos elevados são necessários anos de treino e de atividade desportiva ininterrupta. É normal subdividir o ano em períodos isolados de treino e de competição. São eles: o período principal ou período de competição, período preparatório e período de transição. Especificando, referimos o seguinte:

Período preparatório: O período preparatório situa-se no tempo, imediatamente antes do período principal. Tem como objetivo a preparação sob todos os aspetos. Pode dividir-se em três fases. Na primeira prevalece preparação básica, preponderantemente física, com carga crescente. Na segunda predominam a preparação física específica e preparação técnica, com alta carga e com carga máxima.

Período de competição: As datas dos jogos do campeonato, jogos de preparação, jogos decisivos e jogos da taça constituem para o estabelecimento da periodização. Estas datas devem conhecer-se a tempo. O período principal compreende o tempo que vai desde o primeiro jogo do campeonato até ao último, incluindo jogos importantes que se sigam. Os objetivos principais de cada uma das fases de treino durante este período são a preparação física geral, específica, técnico-tática individual, tática de grupo e tática de equipa.

Período de transição: Ao período de transição segue-se o período de transição. A extensão e intensidade do treino diminuem de modo a que os jogadores se possam restabelecer.

2.5. Treino do Atleta

O treino tem como objetivo principal facilitar as adaptações biológicas e ele exige a participação em programas de trabalho bem planeado, com vista a vários fatores como, frequência e na duração das sessões de trabalho, tipo de treino, velocidade,

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intensidade, duração e repetição da atividade, intervalos de repouso e competição apropriada.

O andebol necessita de uma adequada preparação, sobretudo nos escalões de formação. Considerada a fase com maior importância para a formação de um atleta de alto rendimento.

Deve ser realizada uma preparação coletiva e individual. Esta preparação, ou seja, o esforço aplicado durante o treino não deve, em virtude do que foi visto até ao momento, ser padronizado para todos os jogadores, devendo ser orientado para o desenvolvimento técnico, tático e físico que necessita a posição do jogador, uma vez que, a organização do jogo exige participação ativa diferenciada, com as posições exigindo características diferenciadas, por exemplo: nas posições extremas (os pontas) e pivô encontram-se jogadores com alta velocidade de execução e boa capacidade técnica, e nas posições de ala e central encontram-se jogadores potentes com boa capacidade de remate de meia e longa distância.

O treino deve ser voltado tanto para o metabolismo anaeróbio, que apresenta ser altamente relevante para a performance do jogador de andebol (Rannou et al., 2001), quanto para o metabolismo aeróbio importante para a recuperação (Santos, 1989) Uma boa capacidade aeróbia, na opinião de Delemarche et al. (1987), capacita o atleta a diminuir a formação de lactato e a tolerar altos níveis de ácido láctico.

Sendo o andebol uma modalidade desportiva coletiva caracterizada por trabalho intermitente, o treino intermitente deveria fazer parte da preparação física dos jogadores, uma vez que existem adaptações que melhor preparariam os atletas para o esforço físico do jogo Este trabalho poderia ser realizado também por meio das situações simplificadas de Jogo.

2.6. Caraterização dos atletas

2.6.1. Quando Começar a Treinar ou Fases de Iniciação

Silva et al. (2001) concluiu, no seu estudo, que os treinadores apontavam como idades propícias à iniciação de um desporto coletivo, as compreendidas entre os 9 e os 12 anos e que por parte dos autores consultados a média de idades indicadas se sistematizava ligeiramente mais cedo.

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19

Para Ehret (2002) a idade de iniciação, não corrobora os princípios defendidos pelo autor, pois defende que a faixa etária dos 10 aos 14 anos é vista para o treino do Andebol como o momento decisivo, pois este é o período da infância – visto de uma forma geral – mais apropriado para a aprendizagem de habilidades motoras, admitindo apenas um desfasamento entre os dois sexos, o qual concede vantagem de 18 a 24 meses às meninas. Na Opinião de Ehret (Op. Cit.), durante o período da primeira fase pubertária (12/14 anos), o treinador deve ainda estar atento às crescentes diferenças individuais entre os jovens, como por exemplo aqueles que, com crescimento acelerado, estão acima dos demais da sua faixa etária no que diz respeito ao desenvolvimento corporal, bem como às diferenças do foro da performance técnico-tática e condicional. Cuesta e Filin (1996, citado por Silva et al., 2001), apontam como idade de iniciação ideal, no caso específico do Andebol, os 9 anos de idade, defendendo que é ainda mais precoce do que a idade apontada por Ehret (Op. Cit.), a melhor altura para se iniciar o processo de aprendizagem no Andebol, pois alegam ser nesta idade que parece começar a desenvolver-se o processo de socialização das crianças. Antes disso elas encaram as suas atividades de uma forma essencialmente egocêntrica. Pelo contrário, a partir daqui, começam a aparecer os jogos de cooperação e de oposição, pelo que as crianças começam a dar sentido coletivo às ações, sentido este exigido pelas características da modalidade.

No entanto, Cuesta (Op. Cit.) esclarece que nesta idade não se deve tentar ensinar a modalidade em si, ou transportar para o seu jogo o jogo adulto, isto porque a etapa social inicia-se mas ainda não está consolidada, a capacidade motora e inteligência são diferentes do adulto e a maturação neuromuscular não se completa até aos 14-16 anos. Cuesta (Op. Cit.). propõe o ensino em três etapas: Período global (dos 9 aos 14 anos): Neste período defende que o método de trabalho mais importante deve incidir em formas de jogo que não imitem as dos adultos e que simultaneamente não imponham soluções fechadas, facilitando o desenvolvimento da criatividade.

Desta maneira dever-se-á começar por Incidir de forma fundamental em conceitos globais, que, segundo se vai avançando se tornam menos genéricos e mais concretos, valorizando neste percurso o “bem feito” e não o resultado. Período específico (dos 14 aos 18 anos): Neste período concebe já que os atletas conheçam e dominem os princípios do jogo adulto, pelo que o prescreve já como forma adequada de treino nestas idades. Assim, neste período é também mais procurada a eficácia e

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20

domínio do jogo individual e coletivo, pelo que a componente analítica do ensino na procura da eficácia dos gestos ganha uma importância muito maior neste período. Período de rendimento: Cuesta (Op. Cit.) divide este período em cinco fases, no entanto, todas elas partem já com o objetivo de especialização no entanto, o autor não considera que possa ser dada por terminada a formação do jogador, alegando que muito tem ainda para aprender.

Antón et al. (2000), distingue três etapas distintas da formação de um jogador: (1) Etapa de aprendizagem global (equivalente à faixa etária de Bambis e Minis); (2) Etapa de aprendizagem específica (equivalente à faixa etária de Infantis); (3) Etapa de aprendizagem específica (equivalente à faixa etária de Iniciados), fazendo ainda coincidir a sua opinião quanto à idade ideal para a iniciação de um jogador de Andebol com a posição apresentada por Cuesta (2001), discordando no entanto das idades inseridas em cada etapa, bem como não estendendo a sua análise das fases de aprendizagem até idades tão tardias como este autor.

A nível motor, o desenvolvimento dos aspetos coordenativos é prejudicial para os indivíduos que ainda não completaram o seu crescimento, mas benéfico para aqueles cujas estruturas já estejam a ser sedimentadas. Sanchez (2001) considera que, as melhoras ocorridas ao nível psico-motor permitem ao jovem destas idades atuar com mais rapidez em espaços cada vez mais reduzidos.

Para Sanchez (Op. Cit.) um dos aspetos mais positivos que caracteriza esta etapa, é o aumento da capacidade de análise.

Ao nível social, Sanchez (Op. Cit.) refere a mudança ocorrida relativamente ao carácter egocêntrico da etapa anterior. Por este motivo, o individuo está mais predisposto ao ensino do jogo coletivo.

2.7. Caraterísticas e Objetivos do Treino

O processo de treino nesta etapa, tem como objetivo a elevação do nível técnico-tático dos atletas, e o nível do esforço físico é cada vez maior devido às exigências da competição.

Sanchez (Op. Cit.) enuncia um conjunto de objetivos gerais que devem ser trabalhados neste escalão: início do trabalho com cargas máximas, especialização por

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postos específicos (mínimo de 2), otimização da técnica e tática individual especifica, iniciação ao jogo com sistema 6:6, importância dos aspetos psicossociais.

Cardoso e Pestana (2001) reforçam a importância do objetivo referido por Sanchez (Op. Cit.), acerca da especialização crescente dos jogadores, embora segundo este autor, se deva manter a mobilidade entre jogadores, de forma a garantir a sua polivalência. Cardoso e Pestana (Op. Cit.) advogam que essa mobilidade se obtém através da sistematização do processo ofensivo com a passagem sucessiva do sistema ofensivo 3:3 para 2:4.

Relativamente às ações e combinações a utilizar nesta fase, dever-se-á optar por cruzamentos, inversões do sentido de circulação de bola, principalmente dos bloqueios, possibilitando a finalização em espaços reduzidos (Cardoso e Pestana, Op. Cit.).

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22

3. Atividades Desenvolvidas no Estágio

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3.1. Objetivos da Escola Prática de Andebol de Moimenta da

Beira

Com uma nova época a começar, o trabalho da época passada tinha de ter continuidade, principalmente nos escalões onde muitos atletas iam transitar ou subir para o seu respetivo escalão.

Sendo assim, a época 2013/2014 teve início a 19 de agosto de 2013, iniciando-se assim a pré-época na Escola de Andebol de Moimenta da Beira (EPAMB). Os escalões para este ano foram definidos como Bâmbis, Minis, Infantis, Iniciados, Juvenis Masculinos e Juvenis Femininos, sendo que nos escalões de bâmbis e minis existem ambos os sexos devido à aleatoriedade de géneros nas competições.

Contudo a EPAMB também dispõe de atletas que se integram nas seleções, principalmente na seleção regional.

Objetivos Gerais

Manter os escalões da época passada em competição;

 Promover os alunos das escolas do concelho para um alargamento da base da formação de atletas de andebol nos escalões mais baixos (Bambis, Minis, Infantis e Iniciados);

 Participar uma vez mais nos “Festand’s” organizado pela Associação de Andebol Viseu para escalões de formação (bambis);

 Participar nas competições nacionais e torneios de forma manter a competição nos diversos escalões.

Objetivos Específicos:

Inscrição dos escalões nas competições nacionais;

 Os escalões Infantis, Iniciados e Juvenis começarem a pré-época a 19 de Agosto de 2014;

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Escalão de Infantis competir nos campeonatos regionais de infantis- PO 15

 Escalão de Iniciados competir nos campeonatos regionais de Iniciados e passar à próxima fase do campeonato complementar de Iniciados- PO 08

 Escalão de Juvenis Femininos competir nos campeonatos regionais de Juvenis Femininos- PO 009

 Escalão de Juvenis Masculinos competir nos campeonatos nacionais de Juvenis Masculinos e passar à 2ª fase- PO 06

3.2. Objetivos do Estágio/Estagiário

O estágio em si, tem como objetivo principal inserir um futuro profissional na sua área de trabalho, adequando-o e formalizando-o. Esta área de trabalho permite então desenvolver as habilidades que foram evoluindo ao longo da licenciatura, que conjuntamente com as capacidades do estagiário permitiu também consolidar, desenvolver e melhorar ainda mais os conhecimentos assim como a experiência de trabalho.

Os objetivos foram então divididos em objetivos gerais e objetivos específicos que se apresentam de seguida.

Objetivos Gerais

 Ajudar/ colaborar na escola de andebol de Moimenta da Beira;

 Promover na comunidade o andebol;

 Participar em todas as competições;

 Participar/Acompanhar as equipas;

 Adquirir autonomia em campo;

 Aplicar as competências adquiridas ao longo da licenciatura;

 Obter experiência profissional na área;

 Promover as capacidades de interação com os atletas;

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25 Objetivos Específicos

 Aplicar os conhecimentos adquiridos, sendo autónomo na elaboração dos treinos e da sua lecionação em campo;

 Elaborar planos de treino consoante o objetivo de treino;

 Adquirir conhecimento do jogo de andebol bem como os conceitos de treino ;

 Saber corrigir certas jogadas, lances decisivos e fatores de treino, ser assertivo no feedback fornecido aos atletas;

 Fazer avaliações físicas aos atletas.

3.3. Horário de Estágio

Comecei o meu estágio na escola prática de Andebol de Moimenta da Beira no dia 19 de agosto de 2013, ou seja, começou na pré época, terminando assim no dia 29 de julho de 2014 com o último torneio das equipas, que pude treinar no torneio de Estarreja (GARCI CUP). A duração do estágio foi de dois semestres letivos. Ministrei treinos às quintas-feiras a partir das 17h30 à equipa de Juvenis Femininos e logo de seguida às 19h00 à equipa de Juvenis Masculinos. Às sextas apenas dava treino à equipa de Juvenis masculinos a partir das 19h00. O fim-de-semana estava marcado para a competição, por isso os jogos foram os momentos que ocupavam mais tempo devido às viagens intermédias. Contudo é de referir que participava algumas vezes nos treinos de uma instituição, às sextas-feiras das 17h15 até às 19h00.

(38)

26 3.4. Planeamento Anual

No planeamento anual de estágio inserem-se todas as atividades, treino, jogos que realizei bem como as fases do meu estágio (ver Anexo I).

3.4.1. Fases de Estágio

Durante o estágio passei por três fases, sendo elas, a fase de observação, a fase de colecionação e a fase de lecionação.

Fase de Observação

Numa primeira fase, a fase de observação teve como objetivo o conhecimento dos espaços onde iria estagiar por um ano (mas como joguei e treinei naquele espaço durante dez anos não foi difícil a adaptação), bem como saber onde estariam os recursos materiais, o que permitiria uma boa organização logística do material de treino. Assim, ao chegar com antecedência ao treino já podia organizar o treino ministrado pelo treinador principal e ajudar na construção dos exercícios com material. No fim do treino os atletas recolhiam esse mesmo material, como forma de boa educação.

Nesta primeira fase de observação também tive o privilégio de conhecer os atletas. Já conhecia alguns atletas, o que ajudou no decorrer do estágio, na maneira de interagir com eles e tudo mais. Observei também os primeiros treinos e formas de jogar de modo a organizar os meus planos de treino e a forma de treinar de certos atletas.

Nesta fase também se inseriu a análise dos jogos que efetuei, sendo que esta mesma análise foi evoluindo nas três fases pois decorreu desde o início até ao fim da época, onde eu próprio analisei os resultados e as formas de jogar através da observação dos jogos.

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27 Fase de Colecionação

Na segunda fase, comecei a ministrar os treinos, pois com a fase de observação feita pude fazer os planos de treino de modo a participar nos mesmos, na forma de treinar e de interagir com a equipa. Pude também intervir nos jogos, falando e dando a minha opinião de como se desenvolvia o jogo. Nesta fase já comecei a ganhar mais confiança em mim próprio e também com os atletas, mostrando um certo afeto para com eles e boa disposição.

Quanto ao orientador e os restantes treinadores envolvidos, ambos nesta fase davam bastantes feedbacks suportados nas minhas intervenções para com os atletas e a forma de treinar, bem como saber lidar com certas situações e na manutenção da postura.

Fase de Lecionação

Na fase final, fase de lecionação, já tinha total liberdade para dar os treinos, do meu modo e do dos atletas. Dispunha de total liberdade com os atletas podendo desenvolver vários mini jogos e atividades. Também desenvolvi bastantes planos de treino, avaliações físicas sem a presença do orientador, onde pude demonstrar todos os conhecimentos que adquiri durante a licenciatura.

3.5. Caraterização dos Atletas/ atletas alvo

Escalão Juvenis Masculinos

Neste escalão inserem-se os jogadores com idades até 18 anos, ou seja, dos 15 anos até aos 18 anos. A maior parte frequenta o ensino secundário do 10º e 11º ano e 4 atletas o 12º ano, abandonando assim a equipa no próximo ano. Devo salientar que 5 atletas que praticam andebol são de fora da zona de Moimenta da Beira, dos quais 4 são de Vila Nova de Paiva e 1 de Sátão.

Neste escalão tive bastantes casos práticos, ou seja, presenciei os momentos dos atletas, onde eles me pediram opiniões sobre como treinar, o que treinar para melhorar a

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28

performance e até mesmo o tipo de alimentação. Estive presente nos seus testes da pré- época, bem como os aquecimentos e alongamentos.

Os exercícios de ativação funcional começaram a ser dados mais cedo por mim um pouco após a fase de observação, tal como os alongamentos.

Comecei então na pré-época por ajudar no treino de musculação onde os atletas adquiriram os níveis de força adequada. Auxiliei o trabalho da equipa durante esse período e acompanhei o seu desenvolvimento.

Este trabalho também foi importante para desenvolver as suas forças, devido ao tempo de ação no andebol, aos choques que daí provêm, etc.

Durante a época inteira elaborei relatórios dos jogos, e realizei os seus planos de treino, de modo a que no fim pudesse tirar o proveito desses mesmos resultados. Efetuei a observação e análise dos jogos, para assim analisar os pontos importantes a reter para o próximo jogo, a nível de tática de jogo e a parte física. No fim avaliávamos os resultados dessa análise e decidíamos a melhor solução.

No período de pré-época, época e pós-época também realizei exercícios específicos de flexibilidade, onde pude verificar que a maioria dos atletas tinha um défice neste tipo de treino, mas que mesmo assim tudo ajudou na interação eles mesmos.

O trabalho de recuperação de muitos atletas foi efetuado pelos fisioterapeutas, mas que mesmo assim alguns atletas puderam treinar na mesma, com moderação. Faziam exercícios não “tão forçados” e alongamentos. Ao longo da época ocorreram alguns inconvenientes, sendo que o cansaço e o desgaste físico prejudicaram a equipa. Também o número de treinos a que estes se submeteram igualmente influenciou bastante, pois devido a motivos das suas formações académicas e não só, muitos atletas faltaram aos treinos.

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29 Escalão Juvenis Femininos

Neste escalão, com o qual interagi no meu estágio, participei nos treinos (apenas à quinta-feira) e jogos ao fim de semana quando disponível, e pude desenvolver um pouco mais a minha experiência. Foi uma mais valia para perceber as diferenças entre o treino de equipas femininas e as masculinas. As equipas femininas, com menor experiência quando comparadas com os juvenis masculinos, desenvolveram bem as suas capacidades a nível do treino.

Neste escalão encontram-se atletas com idades compreendidas entre os 14 e 16 anos. Este facto é benéfico, pois assim nas duas próximas épocas a equipa ainda têm atletas suficientes para jogarem neste escalão.

Esta equipa não é tão homogénea como a do escalão masculino, pois saíram bastantes atletas o ano passado (quase a equipa toda), sendo que atualmente a maior parte iniciou a sua prática em setembro de 2013, um pouco depois da pré-época.

Do meu ponto de visto o grupo tem vindo a evoluir bastante, através do número de treinos e jogos em que participam.

Estive presente desde o início da pré-época até ao último torneio realizado por elas, passando também pela fase de observação, lecionação e colecionação. Participei e orientei sempre os alongamentos nos seus treinos e no treino de quinta-feira tentei sempre aproveitar o máximo de tempo possível, para lhes ensinar e orientar o treino o melhor possível.

Neste grupo não existiram muitas lesões (poucas ou nenhumas), promovendo assim uma maior disponibilidade para a competição.

Não participei tanto nos treinos das juvenis femininas como dos juvenis masculinos, mas tentei estar o máximo de tempo presente, acompanhando todas as fases do treino, tanto no treino específico como no geral.

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30 3.6. Plano de Treino

A maior parte dos planos de treino apresentava a estrutura apresentada na Tabela 4, como se pode visualizar adiante.

Tabela 4. Exemplo da Estrutura de uma Sessão de Treino.

Estrutura da Sessão de

Treino Descrição dos exercícios Duração Objetivos

Ativação Funcional

-Corrida à volta do campo;

-Alongamentos; -10’ - Ativar o organismo aos vários níveis para a realização das tarefas do treino;

- Táticas de jogo

- 30’

- Circulação de bola, posse de bola, desmarcações e

marcação individual

Parte Principal

Exercício de Circulação de

bola com finalização - 40’ - Potência Anaeróbia Alática; - Força Explosiva; - Velocidade de execução. - Jogo: Jogo campo inteiro ou

metade. - 30’ -Melhorar a funções táticas

Retorno à Calma

- Alongamentos - Fortalecimento Muscular Seletivo: Abdominais, dorsais, flexões.

- Conversa com os jogadores Fase de descompressão.

-10’

- Regresso do organismo ao seu estado base.

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31 3.6.1 Exemplo Base de Planos de Treino

Plano de treino de (Quinta-feira)

Local de treino: Pavilhão

 17:15 – Chegada dos jogadores e equipa técnica para equiparem;

 17:30 – Início do treino

 Palestra no balneário sobre:

o Falar da próxima jornada (para as jogadoras começarem a interiorizar a forma de jogo da equipa adversária que vamos defrontar no próximo sábado, lembrar com quem vamos jogar e definir os objetivos para esse mesmo jogo);

o Falar sobre os objetivos do treino e explicar os exercícios que vamos realizar;

o Saída das jogadoras para o treino.

Estrutura da Sessão de Treino

Descrição dos exercícios Duração Objetivos

Ativação Funcional

- Corrida à volta do campo; -Alongamentos;

-10 ‘; - Ativar o organismo aos vários níveis para a realização das tarefas do treino;

- Meinho de três equipas: Três equipas de 5 elementos, fazem posse de bola entre duas equipas e uma das equipas está no meio a tentar

recuperar a bola. Se ganharem a posse de bola quem a perdeu está no meio;

- 10’; - Circulação de bola, posse de bola, desmarcações, marcação à zona, contenção, apoios;

Parte Principal

Exercício de contra-ataque: O guarda-redes passa a bola para o lateral, este passa a bola para o outro lateral e desmarca-se, depois recebe a bola novamente e o outro desmarca-se, terminando com remate de quem chegar primeiro à baliza.

- 20’; - Potência Anaeróbia Alática; - Força Explosiva ;

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32 Variantes:

Poderá ser feito com um número mínimo de passes

- Jogo: jogo em meio-campo com a formação de duas equipas.

- 15’;

Retorno à Calma

- Alongamentos

- Fortalecimento Muscular Seletivo: Abdominais, dorsais, flexões.

- Conversa com os jogadores Fase de descompressão);

-5’ - Regresso do organismo ao seu estado base.

Plano de treino de (Quinta-feira):

Local de treino: Pavilhão

 19:00 – Chegada dos jogadores e equipa técnica para equiparem;

 19:15 – Início do treino

 Palestra no balneário sobre:

o Análise já mais pormenorizada do adversário seguinte e alertar para alguns factos e estratégias que devemos ter em conta, quando

defrontarmos o adversário no domingo. Reforçar os nossos objetivos para o jogo e como queremos que a equipa se apresente;

o Falar sobre os objetivos do treino de quinta-feira e explicar os exercícios que vamos realizar;

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33 Estrutura

da Sessão de Treino

Descrição dos exercícios Duração Objetivos

Ativação Funcional

- Corrida à volta do campo; -Alongamentos;

-10 ‘; - Ativar o organismo aos vários níveis para a realização das tarefas do treino;

- Jogo dos dez passes:

Formam-se duas equipas, a primeira a realizar dez passes ganha.

Variantes:

-Não deixar bater a bola no chão -Não devolver a bola a quem passou

- 10’ a 12’;

Parte Principal

Exercício de contra ataque 2:1:

Os jogadores fazem o contra ataque

em formações de dois sempre aos passes, até chegar á baliza, com oposição de um jogador.

Variante:

- Alternar entre o lado esquerdo e direito.

- 10’; - Desenvolver a potência anaeróbica, força rápida, passe, triangulação, finalização.

Situação 1:1:

Jogo dos 3 passes entre 2 jogadores, quem receber o terceiro passe remata à baliza passando pelo opositor

- 10’ (8 a 10 repetições); - Desenvolver e aperfeiçoar a velocidade de reação; - Desenvolver e aperfeiçoar a capacidade de finalização.

- Jogo: jogo em meio-campo com a formação de duas equipas.

(“peladinha”). - 20’; Retorno à Calma - Alongamentos - Fortalecimento Muscular: Abdominais, dorsais, flexões.

-10’; - Regresso do organismo ao seu estado base.

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34 Plano de treino de (Sexta-feira):

Local de treino: Pavilhão

 19:00 – Chegada dos jogadores e equipa técnica para equiparem;

 19:15 – Início do treino

 Palestra no balneário sobre:

o Análise da equipa adversária (Sistema tático e de jogo, análise dos jogadores);

o Referir quem é o árbitro do jogo e analisar como costuma gerir o jogo; o Falar sobre os objetivos do treino de sexta-feira e explicar os exercícios

que vamos realizar;

o Saída dos jogadores para o treino.

Estrutura da Sessão de Treino

Descrição dos exercícios Duração Objetivos

Ativação Funcional

- Corrida à volta do campo; -Alongamentos;

-10 ‘; - Ativar o organismo aos vários níveis para a realização das tarefas do treino;

- Mobilização Articular: Devido ao frio existente no pavilhão, fizemos duas filas e o respetivo aquecimento sem bola para a parte principal do treino;

-10’;

Parte Principal

- Jogo de Treino: Formação das duas equipas para o jogo de treino. Na 1ª parte do jogo normalmente,

colocamos sempre a defesa que vai jogar no fim-de-semana contra o ataque titular. Na 2ª parte

procedemos a alterações e, por vezes, pomos a equipa titular contra a equipa suplente.

-45’; - Análise e correção do que queremos para o jogo do fim-de-semana. Análise derradeira da equipa titular no domingo. Sistema tático aplicado no treino e que deve ser transportado para o jogo no domingo.

Retorno à Calma

- Alongamentos

- Fortalecimento Muscular: Abdominais, dorsais, flexões.

-10’; - Regresso do organismo ao seu estado base.

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35 3.7. Atividades Complementares

Participação nos Torneios e Jogos Amigáveis Jogo/Treino

 Jogo realizado entre a antiga equipa de juniores e a atual equipa de juvenis, feito num fim-de-semana de pausa da equipa juvenil masculina.

Torneio Kakygaia

 Torneio realizado em Gaia

Torneio realizado na época natalícia de 26 a 30 de dezembro de 2013, onde a Escola Prática de Andebol de Moimenta da Beira participou com a equipa juvenil feminina.

Ilustração 6. Jogo de juvenis masculinos contra antigos juniores masculinos.

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36 Torneio de Andebol Praia

 Torneio realizado em viseu

Torneio de andebol de praia realizado em Viseu no fim-de-semana de 14 a 15 de junho, onde a Escola Prática de Andebol de Moimenta da Beira participou com duas equipas do escalão juvenis masculinos. Obtivemos assim a melhor classificação onde as duas equipas ficaram nos dois primeiros lugares.

Torneio Garcicup

 Torneio realizado em Estarreja

Este torneio foi realizado nos dias 25 a 29 de julho. Para findar o meu estágio curricular, a Escola Prática de Andebol de Moimenta da Beira participou no torneio GARCICUP 2014, como forma de terminar a época desportiva da melhor forma. A melhor classificação foi obtida pela equipa de juvenis masculinos, ficando em 6º lugar num total de 18 equipas. Parabéns a todos os participantes.

Ilustração 8. Cartaz do andebol praia viseu.

Ilustração 9. Equipa juvenil masculina no troneio garcicup. Ilustração 10. Equipa juvenil feminina no

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37 3.8. Ações de Formação Complementares Realizadas Durante o Ano de

Estágio

Ao longo dos 2 semestres fui assistindo a algumas formações, eventos desportivos e torneios.

Estive presente no “ I Congresso Ibérico de Andebol” no qual estiveram bastantes treinadores e alunos a assistir, contando com a presença de figuras importantes da modalidade de andebol. O congresso ocorreu no Instituto Politécnico da Guarda. A palestra teve como público os alunos do IPG, alunos do Politécnico de Guarda professores, preletores, treinadores e aspirantes a treinadores assim como outras pessoas interessadas neste congresso.

Estive também presente numa formação para árbitros de andebol praia que se realizou em Viseu no dia 19 de abril de 2014, com o intuito de formar ainda mais os árbitros a nível nacional e claro esclarecer certas dúvidas a alguns treinadores que estiveram presentes. Para demonstrar a prática do jogo de andebol de praia, a única equipa que esteve presente foi a equipa de Moimenta da beira.

3.9.Perceções e reflexões das atletas.

Atendendo à pertinência das reflexões dos atletas e do bom agrado quanto ao trabalho desenvolvido algumas atletas deixaram os seus registos que aqui ficam expressos.

Inês Moutinho 30-12-2013

“MOIMENTA!

Apesar de tudo o que a equipa passou e passa, temos que estar unidas do início ao fim! Com colaboração especial dos dirigentes Nádia, Juliana e André agradecemos todo o apoio e ajuda que nos têm dado!

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Francisca Salgueiro 14-06-2014

“Boa noite meninas e meninos.

A época está terminar e não podia deixar de agradecer por tudo desde o inicio, principalmente pela coragem de muitas atletas em terem entrado e permanecido. Obrigado por todos os momentos, sejam eles bons ou maus. Somos uma família e a maior alegria é partilhada em conjuntos, dentro do balneário e dentro de campo. A garra, motivação e vontade de vencer faz-nos maiores, fomos uma equipa com uma grande evolução por parte de todas.

Amanhã será o nosso último jogo da época (sem contar com o torneio), Canelas é uma equipa difícil mas não impossível de vencer, precisamos de lutar com garra e vencer com ousadia. Joguem como se fosse a vossa última oportunidade para mostrar o que valem, para mostrar o que sabem, aprenderam e evoluíram.

"O talento vence jogos mas só o trabalho em equipa ganha campeonatos" Motivem-se umas às outras e acreditem em vocês próprias.

Aproveito isto, já que estou numa maré de escrever, para agradecer ao Prof. Jorge e ao André pela paciência, pelos ouvidos sempre disponíveis, por se importarem connosco e quererem o nosso bem-estar. A equipa evoluiu sim, mas não foi só graças a nós, foi graças a vocês que nunca desistiram daquilo que no início era "praticamente nada".

Juntas crescemos e tornámo-nos numa família top. Obrigado e amanhã já sabem.

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39 3.10. Competências Adquiridas

Com a finalização do estágio curricular pude assim perceber que evoluí no conjunto de conhecimentos, nas competências e claro na forma de ver as coisas, como o jogo de andebol.

Fiquei assim mais instruído para a lecionação, tal como a forma como participar e dar os treinos, pois também ganhei outra maturidade.

A comunicação e a forma como falei com os atletas foram deveras importantes, pois a forma como se transmite as ideias e objetivos tem de ser clara e concisa.

Também tive a possibilidade e a disponibilidade para saber ouvir os atletas, interessei-me pelas suas opiniões e a partilha de ideias foi bastante importante, para o desenvolvimento da performance da equipa.

Para existir uma boa coesão e entreajuda na equipa tem de existir um bom relacionamento entre os atletas, a coesão tem de ser forte para se chegar ao sucesso e para isso também é preciso criar e fazer com que os atletas se motivem.

Saber como os atletas reagem psicologicamente, saber os seus problemas e tentar ajudar os atletas, foi bastante importante para assim poder ajudar e perceber melhor os seus comportamentos dentro e fora do campo.

Para que tudo corresse em conformidade tive de mostrar os meus conhecimentos quanto à modalidade, saber aplicar as formas específicas e gerais do treino, como os aspetos táticos e técnico. Sei que para se adquirir mais conhecimentos também temos de partilhar os nossos e perceber os dos outros.

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4.Reflexão Final

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4.1. Reflexão Final

Findo assim o meu relatório com uma reflexão acerca do que presenciei ao longo do estágio curricular descrevendo os aspetos positivos e menos positivos, pois nem tudo tem nem teve de ser mau, existindo momentos a serem melhorados, sendo que todas as experiências vividas serviram para aumentar as minhas competências.

Ao longo deste estágio curricular também tive o apoio dos docentes, tal como dos técnicos envolvidos na Escola Prática de Andebol.

Penso que cumpri com todas as tarefas definidas e que alcancei os meus objetivos, tendo exercido a minha tarefa como estagiário, estagiário e treinador no decorrer do estágio.

Antes de fazer o estágio e de entrar no curso de desporto na Guarda já tinha vivenciado a prática de andebol na Escola Prática de Andebol de Moimenta da Beira, ou seja, já tinha um bom conhecimento da instituição, sendo fundamental para tirar o melhor partido do estágio. Contudo ganhei bons conhecimentos, tanto a nível técnico e tático da prática de andebol como a nível dos tipos de pedagogias utilizadas com os atletas, os métodos de treino na instituição e a forma como tudo funciona. Aprendi a gerir o tempo, mesmo com os planos de treino nunca podemos prever como será o treino a 100% pois existem sempre contratempos, ou atletas que faltam ao treino influenciam no decorrer temporal do treino.

Com os conhecimentos desenvolvidos na licenciatura pude também aplicar de uma forma mais profissional e motivadora os processos de treino tal como os fatores.

No desenrolar do estágio consegui desenvolver também muitas das minhas capacidades, a capacidade da comunicação, sendo esta essencial. A comunicação e a interação com os atletas é importante, a forma de falar com eles é um dos principais fatores para se estabelecer um melhor contacto. Desenvolvi assim a minha experiência profissional e pessoal de forma positiva, de maneira a preparar-me para um futuro melhor, pois trabalhei em algo que gosto e pratico, e a forma como o fiz trouxe-me bastante motivação.

Penso que a forma como se ensina vem dos tipos de pedagogia, pedagogia esta que aprendi na licenciatura, onde a forma de treinar, de fazer aprender e ensinar é essencial para o decorrer das aprendizagens motoras e psicológicas dos atletas.

Referências

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