********
CURSO
DE
JORNALISMOFLORIANÓPOLIS,
MAIO
DE2007
ANO
XXVBRUNA WAGNER
Juarez
Silveira:
I
íder
pol
ítico
e
do
marcado de
licenças
ambientais
PÁGINA
CENTRAL
HÉLIO
COSTA,
A APOSTA
DA
REDE RECORD
PÁG.3
IGUATEMI ABRE
APÓS
QUATRO
ANOS
OE
BRIGAS
JUDICIAIS
PÁG.
10
e11
VÔLEI
DE
SÃO
JOSÉ
SOFRE
COM CALOTE
DA
PREFEITURA
PÁG.14
AUDITORIA FAZ
VARREDURA
NAS CONTAS
DA
FEESC
PÁG.
12
e13
02
IIIOpinião
Floriar:tópolis,
20QIEmpolgados
dida dacoordenação
pelo
textodestededespe
jornal
laboratório - emque enfatiza os com
promissos
do ZEROcom a defesa dademocracia,
do Estado deDireito,
dos direitos e deveres do cidadão bem comodesualiberdadedeagir
epensar- a
equipe
doZEROapostou
empautas
queressaltassem averveprovocativa
delineadaem anos dededicação
pelo
mestreRicardo
Barreto,
oBlue. Não nos passavapela
cabeça,
porexemplo,
queaidéia derelembrarantigostextosde
destaque
dojornal
fosse resultaremdenúncia paraoMinistérioPúblico,
como namatériasobreoaqü
ífero dos
Ingleses.
Nossosrepórteres
foram os
primeiros
aflagrar
o desrespeito
àJustiça
eànaturezapor empresários que até a semana
passada
não viam barreiras ao seuapetite
voraz. Nãosetrataaqui
defazermosumacaça às bruxas mas deapontar
para ondealguns
fazem vista grossa. Nessecaso,umadasreservasmais
importantes
deágua
paraaregião
norte dacapital
se vênomeiodeumasituação
insólita:ou vira campo degolfe
e condomínio de luxo ou aterásuaágua,
que abastece cercade 40 milmoradores,
inutilizadapela favelização
cadavezmais presen-Finalmente
tegraças à ausência do
poder público.
A
questão
é que não há uma terceiravia,
a via doplanejamento,
da fiscalização
edaocupação
consciente. Esse vácuo dopoder público
é que acabaprivilegiando alguns
queseutilizamdofamoso
"jeitinho
brasileiro"parateremseus interesses
preservados
ou um belo saldonacontabancária. Oponto
éexatamente o mesmodo
qual
a ma téria de capasobreaOperação
Moeda Verde trata. Esse vazioespeculativo
epermissivo
dopoder público
consegue colocaracapital
dos catarinenses emdestaque
mais uma vez na mídia na cional por conta de escândalos onde sevê,
emtodasasesferas do governo, altos cargos sendovilipendiados
por pessoasindignas
do processo demo cráticodoqual
fazemparte.
Nesteano emqueoZERO
completa
25anos,aequipe
fazsuaestréia apon tando também paranossoumbigo.
A matériasobre asfundações
de ampa ro ao ensino e àpesquisa
vinculadas à UFSCapresenta
umpanorama claro dasituação
que levou àintervenção
daFeese,
pedida pelo
Ministério Público Estadual. Semperder
uma das suasprincipais
características que é a discussão sobre o
jornalismo,
trazemosnaentrevista desta
edição
ojornalista
HélioCosta, protagonista
de uma dascontratações
financeiras mais expres sivas daimprensa
catarinense. Elecomentasobrearealidadeda
profissão
e osplanos
daRecordemsuadisputa
de audiênciacom aRedeGlobo.Não posso finalizarsem
traçar
umacomparação
entre o movimento numcertodia de novembro de79e oatoem frente à sede da Polícia Federal daca
pital,
em5 de maio. Fruto daesponta
neidade do cidadão de NossaSenhorado
Desterro,
que bradou "finalmente" aosdesmandosdopoder
público
e re conheceuumainstituição
que nãotemsedobrado frenteaos envolvidos nos
escândalos que
investiga.
Quero
apenas
registrar
opovo. Não énegaroprogresso,masdevemos
aprender
com os errosdopassado
edo presente.Muitojá
foi varrido para baixo domangue.Nota: A
partir
de agora estamos corrigindo
o ano editorial doZERO,
quetevesua
primeira edição experimental
impressa
emtipografia
em setembrode 1982. Comisso
já
sevão25anosdasprimeiras
histórias contadas por profissionais que
hoje
ocupam as melho resredações
einstituições
dopaís.
Boaleitura!
ANDRESSA TAFFAREL
CHARGE LUCASNEUMANN
Palmas para
a
justiça
No
sábado do dia
5de
maio,
debaixo de
uminesperado
sol de
verão,
moradores de
Florianópolis
vestiram-se de
verde
etrocaramapraia.pelo
estacionamento
da
Polícia
FederaL. Cobertos por
umagigante
bandeira
do
Brasil,
segurando
faixas
ecartazes,
ospresentes
manifestaram
apoio
aostrabalhos
daPF,
quenaúltima
semanaexpediu
22
mandados de
prisão
contrapolíticos, empresários
efuncionários
públicos,
nachamada
Operação
Moeda Verde.
Enquanto
algumas
pessoaschamavam
motoristas
epassageiros
dos
carrosque
paravamnosinal
da Avenida
Beira-mar
Norte paraparticipar,
outrosusavamapitos
paraanimar quem ia
:::hegando.
Além de
legitimaras
ações
da
PF,
ogrupo
queria
mostrarapreocupação
empreservar
aflora
efauna
da
Ilha
de
Santa
Catarina.
Após
muitos
gritos
de
"Júlia,
cadê você?
Eu
vim
aqui
praagradecer!",
adelegada
Júlia
Vergara,
que
comandou
aOperação,
apareceu pararetribuir
oreconhecimento da
população.
"Cenas
como essaestimulam
otrabalho
da
polícia", agradeceu.
ZERO
EDIÇÃO
REPORTAGEM PROFESSORCOORDENADOR *****
AndressaTaffarel·AnnelizeConti Ariela Diniz·AnnelizeConti lúcio
Baggio
MelhorPeçaGráficaBrunaWagner· Dalmo Borba Bruna
Wagner·
Daniela Kirst I, II, III,IVeXIDaniela Kirst· Guilherme Carrion Evandro
Bordignon
•Felipe
MonteiroINFORMAÇÕES
Set Universitário/
PUC-RS IsadoraPeron•Ivan Fávero Fernanda Fava•Fernanda Peres IMPRESSÃO:DiárioCatarinense 1988,89,90,91,92e98JORNAL
LABORATÓRIO
ZERO Priscila Grison•Taise Bertoldi Guilherme Carrion=HeitorCardoso CIRCULAÇÃO:NacionalCursodeJornalismoda UFSC Isadora Peron•Ivan Fávero DISTRIBUIÇÃO:
Gratuita
*
Florianópolis,
maiode2007EDITORAÇÃO
MuriloMellio· Patrícia Pratts
TIRAGEM:5.000
exemplares
30melhor
Ano XXV· Número1 AndressaTaffarel·GuilhermeCarrion Jonal-laboratório doBrasil
Priscila Grison •
Raquel
dos Santos TELEFONESFechamento:09de maio lucas Neumann•
Tiago Agostini
Talita Garcia EXPOCOM 1994Vanessa
Campos
+55(48)
3721.6599· 3721.9490REDAÇÃO
DO JORNALILUSTRAÇÃO
3721.9215•FAX:3721.9490*
Curso de Jornalismo FOTOGRAFIA JonathasMello· lucas Neumann
Andressa Taffarel· AnnelizeConti MelhorJornal-laboratório UFSC- CCE- JOR
NA INTERNET
IPrêmio Foca
Trindade
-Florianópolis,
SC BrunaWagner· Heitor Cardoso MONITORIA SITE:www.zero.ufsc.brSind. dos Jornalistas de Se,2000
CEP 88040-900 IsadoraPeron·Jonathas Mello
Tiago Agostini
CIRCULAÇÃO:[email protected]ZERO
Florianópolis,
maio de2007Entrevista
rs03
Hélio
Costa,
o novo
investimento da
Record
Contratação
do
jornalista
faz
parte
de
estratégia
da emissora
para
se
tornar
líder
de audiência
em
Santa
Catarina
ARIElA DINIZ
...
o
slogan
"a caminho daliderança"
define a
estratégia
da Rede Record:conquistar
oprimeiro
lugar
naaudiên cia.Investindoalto,
aemissoraaposta
emprofissionalismo
epraticamente
tira daprogramação
osvestígios
daIgreja
Universal do Reino de Deus.Dentro da nova
proposta,
a Recordjá garantiu
a exclusividade na transmissão das
Olimpíadas
de Londres em2012,
efez ofertas milionáriaspor torneiosde futebol.Depois
da compra da TVGuaíba,
de duas rádios edo
jornal
Correio doPovo,
noRio GrandedoSul,
o novoin vestimentoda emissoradobispo
Edir Macedo éoapresentadorHélío
Costa,
queacaba de voltarparaaRecordSC,
à frente do programaBalanço
Geral. Comos seus casospoliciais, já
conseguiu
superaremaudiênciaoJornal doAlmoço,
daconcorrenteRBS.Depois
de quase 30 anos de profissão,
HélioCosta tornou-seum dosjornalistas
mais bempagos de Santa Catarina.Começou
trabalhando emrádio,
maslogo
foi paraaTV. Consa grou-se na mídia local com um programa que toma
partido
e "não fazjornalismo
dechapa branca",
como ele mesmo diz.Depois
de insistentes
tentativas,
Hélio recebeuaequi
pedoZERO,
narádioGuarujá.
JONATHAS MELLO
RECONHECiMENTO Com 30anosde
profissão
esalário deR$
40mil,
Hélio Costa é umdosjornalistas
mais bem pagosdeSanta Catarina"
Várias
vezes
fiquei
nafrente do Jornal
do
Almoço,
tanto
na
Record
quanto
no
SBT.
Não existe mais
a
Globo
com
80%
da
audiência
e as
outras
emissoras
dividindo
o
restante."
ZERO: Emalguns
momentos,seu programa
atinge picos
de au diência e bate oJornal doAlmoço,
da RBS TV. Como vocêvê,
regio
nalmente,
essabriga
por audiência entreGloboeRecord?
Hélio Costa: Isso é bom para
quem trabalha no ramo da comu
nicação.
A audiênciatem quesedividirparadividiromercado. Acon
corrência
regional
é boa paraos futurosjornalistas;
tem que ter mais empresas investindo nesses seto
res. Váriasvezes
fiquei
na frente do Jornal do Almo ço, tanto na Recordquanto
no SBT. Não existe mais aGlobocom80% daaudiênciae asoutrasemissorasdividindoorestante.
Z:
Você,
como umcomunicadorpopular,
acredita queamídiaé maisinfluenteemveículos maispróxi
mosdapopulação
ou emgrandes
emissoras?HC: Claroque a
grande
mídiacomoRecord,
GloboeSBTtem
eficiência,
masacredito queojornalismo
lo caltemmaisinfluência. Ocidadão,
àsvezes,nãosabeoque aconteceno
Irã, Iraque
ou em NovaIorque.
Ele quer saberoque estáacontecendoperto dele,
nacidadeemqueviveou no
próprio
bairro. O noticiáriolocaltem mais
influência, principalmente
na mídiaimpres
sa.Vocênãovê,
porexemplo,
nocentrodeFlorianópo
lisaspessoas lendoFolha de S. PauloouEstadão. Você
vêocidadão lendoos
jornais
Notícias do DiaeHoradeSanta Catarina que são
jornais populares
eregionais.
Sãoos
jornais
locaisqueformamaopinião
do povo. Z: Você tem notíciasquentes
no seu programa.Comofuncionasua
relação
com asfontes?
, . '
HC: Ter boas fontes é resul
tado de
tempo
deserviço,
vocêadquire
credibilidade. O detalheé que a
gente
não fazjornalismo
de
chapa
branca,
minhaprodu
ção
não trabalha com releases. Claroquedamosatenção
aeles,
até porque temoscompanheiros
naassessoria deimprensa,
mas não é o nosso focoprincipal.
Quando
começamos o progra-mademanhã,
nós não olhamos paraa nossamesa.O programasepauta
sozinho. Nóstemos umtelefone com
interação
diretacom o telespectador.
Acomunidade équempauta
oprogramae issoé muitoimportante.
Z:
Qual
adiferença
entre umjornalista
e umapresentador
deTV?HC: Os dois passam a
informação.
O que difere é que umparticipa
da obtenção
dessainformação
e ooutro só apresenta, apenas lêo que está escritono TP
[teleprompter].
Isso tende adesaparecer
com otempo.
Hoje
oprofissional
devesercompleto, participar
de todas asetapas
daprodução.
Z: Em comunidadesdo Orkutdedica das a
você,
muitas pessoas reclamaram dasua ida para a Record sem aequipe
do programaantigo, principalmente
opersonagem Dedão.
Qual
foi o motivo paraosoutrosprofissionais
teremficadonoSBT?
HC:
Não
leveiaequipe
porqueoSBTpraticamente
dobrou o salário deto-dos. Podeescrever, oSBT
hoje
é quem pagamais. E o Dedão fui eu quem criei.Agora
eu vou criaroutro personagem para ter uma maior
interação
com opúblico.
Z: Foi
divulgado
namídiaqueseu novosalárionaRecord é de
R$
40mil,
umdos mais bempagosentreos
jornalistas
deSanta Catarina. Você acha que issopode
influenciaromercado?HC:
Espero
que sim. Narealidade acho que issopode
ser um começo davalorização
dojornalista
aqui
no estado. Não queseja
mal pago, opiso
sa larial dojornalista
não difere muito dopiso
de umengenheiro,
porexemplo.
Oproblema
é queo mer cado dacomunicação
em Santa Catarina ainda é pequeno secomparado
aosgrandes
centros. Exístem muitos
profissionais
para poucas vagas e isso desvalorizaacategoria.
JONATHAS MELLO
A
comunidade
é quempauta
o programa de Hélio Costa, t 'f'T
ill!
Zero
25
anos
Florianópolis,
maio de 2007W!1"����"1.�"M'·S m.·p]".% gJ�...i Wf'Wf® 'f$fl·YE����""""""",,-.. �
mm,.<m:.q-��
ZERO
Costão Golf
desrespeita
ordem
judicial
Empreendimento, quejá
foi
multado,
alega
que
caminhões
e
retroescavadeira
fazem apenas
manutenção
do local
EVANDRO BORDIGNON/ HEITOR
CARDOSO / IVAN
FÁVERO
/RAQl!f:L, .!)ANIº�
....A constru
ção
do Costão Golf está paralisada por de
terminação
daJustiça
Federal.O mega empre endimento é um
complexo
turístico no bairro
Ingleses
com residencial de 181 casas, 94apartamentos,
13 vilasevários campos degolfe
com o total571 milmetros
quadrados.
O motivo do
embargo
dajustiça
é de que o empreen dimentoapresenta
risco decontaminação
doAquífero
dosIngleses,
mas,aoque tudo indica, a obra
pode
ser concluídaembreve.
Na secretaria do Costão
Golf,
um cartazestipula
adata deinauguração:
novembro de2007.
Segundo
aapuração
daequipe
doZERO,
nodomingo,
22 deabril,
algumas
pessoasjá
utilizavam ocampoparaa
prá
ticadoesporte.
Durante a semana, é pos
sível ver trabalhadores e ca minhões mexendo na terra e modificando o local. A secre tariado Costão afirmaque são
apenas obras de
manutenção,
permitidas
pelo juiz
federal ZenildoBodnar,
que autorizouatividades como
plantio
e irrigação
da grama para evitar a erosãodosolo. Naquarta-feira,
dia25,
havia até uma retroescavadeiranolocal.
O
empreendimento
foi mul tado em outubro de 2006 por desobedecerà decisãojudicial
deparalisação.
Fernando Mar condes deMattos,
oproprietá
rio,
disseemmatéria do DiárioCatarinense do dia
05/10/06
queaquelas
tambémeramape nasobrasdemanutenção.
A
Delegacia
de Crimes Ambientais da Polícia
Federal,
no entanto, constatou que na ocasião houve
construção
deedificações, colocação
deequi
pamentos
dedrenagem,
alteração
do relevoeterraplanagem.
Os
responsáveis
pagaramR$
200milpela
desobediência.Entendao caso
A
procuradora
daRepúbli
ca Analúcia Hartmann entroucom uma
ação
civilpública,
em abril de2005, pedindo
paralisação
total daconstrução,
alegando
que o uso de fertilizantes e
pesticidas
no grama dopode
afetar oaqüífero,
que abastece 130mil pessoas.A
solicitação
foi atendidaem
agosto
pelo
JuizFederal Jurandir
Borges
Pinheiro,
da Vara AmbientalAgrária
emFlorianópolis,
que
determinou a interrupção
da obraesuspendeu
alicença
e os alvarásexpedidos
pela
Fundação
do Meio Am biente(FATMA).
Um ano e meio
depois
doembargo,
a Procuradoria Ge ral do Estado de Santa Catarina entrou com
ação junto
aoTribunal
Regional
Federal da4ª
Região,
emPortoAlegre,
pe dindo a transferência do caso paraaJustiça
Estadual,
sobargumento
de queolocaldeveriaestarsob
jurisdição
do estado enãoda União.Em 13 de
Abril,
o site do TRF4 anunciou ojulgamentou
procedente
datransferência,
podendo
ainda o MinistérioPúblico Federalrecorrer aoSu
perior
Tribunal deJustíça.:
Segundo
a Procuradora asobrascontinuam suspensas. IVANFAvERO
OBRAS Mesmo suspensa
pela
justiça, construção
decampo continualAZER
Enquanto
oembargo
tramita najustiça, esportistas
se divertemno campo localizadonosIngleses
,/
qUI
,/ ® iii "
esta
SUjeito
a
cont
Técnicos
divergem
quanto
aosimpactos
que osprodutos
químicos
que seriam utiliza dos nocultivo dogramado
do Costão Golfpodem
acarretarao
aquífero.
Aprevisão
é de que serão30 toneladas depesticidas eherbicidastodoano.
Para Marciel
Stadnick,
Professor de
Fitopatologia
do Centro de CiênciasAgrárias
da Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC),
são ne cessáriasalgumas
precauções
para evitaracontaminação
depesticidas
e fertilizantes nolençol
freático.Segundo
ele,
a empresa
responsável pela
construção
do Costão Golfprecisa
de umagrônomo
queacompanhe
o uso deagrotó
xicos. "Oimportante
é usar oproduto
somente paracontrolara
irrigação
e aaltadocorteda grama. O técnico deve op
tar
pelos
menos
tóxicos".Mas de acordo com o ge
ólogo
e técnico analista emgestão
ambiental daFundação
do Meio Ambiente
(Fatma),
CíceroAugusto
de Souza Almeida,
oaqüífero
donorte da Ilha nãopossui
uma camadasuperior
impermeável
que re tém oslíquidos lançados
no solo. Isso otorna suscetível àGovernador
quer
golfe
em
se
É
de conhecimentopúblico
que LuizHenrique
da Silveiraquer ver o Costão Golf cons truído.
Após
ser reeleito no anopassado,
contando inclusive com a
doação
deR$
100 mil doCostãoparasuacampanha,
LHS intensificou as críti cas ao que considera exagero derestrições
ambientais aosempreendimentos
turísticos.O
governador,
de volta da suaviagem
àEuropa
emmarço desteano,reforçou
odiscursode que Santa Catarina sofre
entraves para
chegada
de no vos investimentosestrangei
rospois aqui
há"insegurança
jurídica"
e"eco-radicalismo".ti ,...,
maçao
contaminação,
inclusive poresgotos
provenientes
das fossasnegras.
A
procuradora
daRepúbli
ca, Analúcia
Hartmann,
queentrou com a
ação
civilpúbli
ca, defende que não há medi da que possa
proteger
o meio ambiente dosagrotóxicos
uti lizados. Ela tambémaponta
outros
problemas
ambientaisenvolvendo o
empreendimen
to, como a
proximidade
com área depreservação
perma nente,além dedeficiências nolicenciamento ambiental eau sência de Estudo de
Impacto
deVizinhança
(EIV).
ZERO
Cidade
!105
Ilha
enfrenta
problema
de
cidade
grande
Congestionamentos
nas
principais
ruas e
avenidas de
Florianópolisjá
fazem
parte
do cotidiano da
população
DANIELA KIRST
PATRíCIA
PRATES...
Fernanda Friedrich éestu
dante da Universidade Fede ral de Santa Catarina
(UFSC)
e mora no bairro do
Campe
che. Parachegar
às aulas nohorário, precisa
sair de casa compelo
menos uma hora emeiade antecedência.Esseé o
tempo
queela levapra per correr de carro um caminho que normalmentedura cercade 15 minutos O
problema
não acontece só no
Campe
che. Fernanda ainda temque enfrentar ocongestionamen
to nos bairros
próximos
à Universidade.A cena tem se
repetido
comfreqüência
nasprinci
pais
vias deFlorianópolis,
sobretudo nos horários depico,
por volta das 7h30 e 18h30. Fernandaexplica
queno
Campeche
nãoexiste mais horárioespecífico
para co meçar ocongestíonamento.
"Sete da manhã começa forte oengarrafamento,
e fica pa rado.Demoroatéduas horas parachegar
naUFSC".Para o
engenheiro
espe cializado em trânsito e tráfego
urbano Severino Soares daSilva,
a intensamigração
para a ilha nos últimos anos e oconseqüente
aumentodo número de carros é a
principal
causa dos engarratarnentos atuais. Com 210 milveículos
-umautomóvel para cada dois habitantes
-a
capital
catarinense tema maior frota per
capita
dopaís.
O
tráfego
naspontes
queligam
a Ilha ao Continente tambémsofre com o excesso de automóveis.Diariamente,
150 mil veículos transitampela
Colombo Salles e PedroIvo
Campos.
O númeroequi
vale àquantidade
de carros que passam todos os diaspela
PonteRio-Niterói,
noRio de
Janeiro,
onde a população
é seis vezes maior quea da Grande
Florianópolis.
"Asituação
do sistema viário atual deFlorianópo
lisjá
égravíssima,
mas se continuarassim,
nospróxi
mos anos vai ser tornar insuportável"
afirma Soares. As estatísticas confirmam aprevisão.
Nospróximos
14 anos,segundo
as entidades deEngenharia
de Santa Catarina
-Conselho
Regional
deEngenharia,
Arquitetura
eAgronomia (CREA),
Sindicato dos
Engenheiros (Senge)
eAssociação
Catarinense deEngenheiros (ACE)
-o volu me de veículos na Ilha deve
dobrar.
Soares assegura quetanto
o
município
quanto
o estadojá poderiam
terprevisto
oproblema. "É
falta deplane
jamento.
É
falta realmente de sentar e discutir a questão, enxergar esse
problema
que está ocorrendo com aIlha
hoje
e que vai ocorrer nospróximos
anos. Será queFlorianópolis
agüenta
ummilhão,
doismilhões,
três milhões de
pessoas?
É
necessário encontrar um modelo deocupação
urbana que não tenha números ab surdos de habitantes comoestes, porque a cidade não
suporta",
alerta.A
prefeitura
se defende e diz quejá
tentou resolver o
problema
diversasvezes,além
de criarprojetos
para tentar amenizar a situação.
O maisantigo
delesremonta ao ano de 1976: a
construção
da PC3-amplia
ção
da Avenida Juscelinoprepostas
para
desafogar
otrânsito
Bondinhos-O processo de
licitação
parainstalação
de um bondinhono Morrodo
Mocotójá
foi
lançado.
Aprefeitura
deFlorianópolis
prevê
queoprojeto
facilitaráoacessodos
moradores atésuasresidências. Este
tipo
de
transportejá
é utilizado nacidade deSalvador,
Bahia.
Serãoconstruídos de
quatro
acinco
estações
paraembarque
edesembarque
depassageiros.
Teleféricos
- Discutidahoje
pordiversos
empresários
como umasolução
para o"caos dotráfego"
nas ruasdeFlorianópolis,
ainstalação
de
teleféricos naáreacentral,
atémesmonaLagoa
daConceição, já
foi
sancionadapelo ex-prefeito
EdisonAndrino
em 1987. Oautordoprojeto
de lei
éoex-vereadorRogério
Queiroz.
Em entrevistaaojornal
ANotícia de09denovembro de 2006,
Queiroz falou
nãoterobstáculos
legais
paraaconstrução
do
teleférico,
oquefalta
éinteresse
político
de
fazê-lo.te
público,
como o aumentodo número de horários e um
aprimoramento
naqualidade
das linhas. "Só que isso tudoimplica
quealguém
tem quesair do carro
'
e ir para o ôní
bus,
porque não adianta você melhorarotransporte
coletivo e não ter essa
contrapar
tida dousuário",
afirma.Soares acrescenta mais uma
possível solução
para oproblema
docongestiona
mento.
Segundo
ele,
aprefei
tura deveria
planejar
a ocupação
e o usodo solonaIlha. "Na área central da cidadejá
deveriaserpensado
emproi
bir aconstrução
de edifícioscom garagem ou até dar um prazo para
daqui
uns cinco anos não se construir mais no centro". Se nenhuma pro vidência fortomada,
o enge nheiroprevê
que num prazo de dez anos não se transita mais nacidade.Projeto
de VLT paratráfego
na Avenida HercílioLuzKubitschek,
no bairro do Estreito. O
principal
motivo dealguns
dessesprojetos
aindanão terem saído do
papel
é a falta de recursos. "Nesteprojeto
daPC3,
porexemplo,
o que barra a suarealização
são asdesapropriações
no local que também necessitam de recursos. A
prefeitu
ra só tem dinheiro para fazer a obra de
ampliação
da avenida"explica
o diretor deoperações
do Institutode
Planejamento
Urbano deFlorianópolis
(IPUF),
CarlosEduardo Medeiros.
As obras queestãoem an
damentosãoas doselevados
do Itacorubi e de
Capoeiras.
Para ofuturo,
osprojetos
de maiordestaque
sãoaimplan
tação
de bondinhos no Morro do
Mocotó,
ainstalação
de teleféricosnaáreacentral da cidade e aconstrução
de um sistema de VeículosLe-VLT- VLT
(veículos
leves sobre
trilhos)
seria
umaalternativa encontrada
pelo
Governodo Estado
de
SantaCatarina
paraotransporte
naGrande
Florianópolis.
Ainda
emestudo,
aproposta
éque
estemeio de
locomoção
passepela
Ponte HercílioLuz,
que deveráserreinagurada
até 2010. Aidéiatem
vantagens
emrelação
aoônibus,
como maiorcapacidade
de
passageiros
e menortempo
de
viagem,
além
desernão-poluente, já
que émovido
àeletricidade.
Em Blumenaujá
existeumprojeto
de
trem urbanode forma
VLT.Projetos
emestudo- Aconstrução
deumaquarta
ponte
localizada
após
aponte
Hercílio
Luz,
unindo
a Beira-Mar NortecomaBeira-Mar
Continental. Aduplicação
do
númerode faixas
da ViaExpressa,
ficando
comquatro
pistas
emcada
sentido;
da AvenidaDeputado
Antônio EduVieira,
noPantanal;
eampliação
das rodovias SC401 eSC404,
que dãoacesso ao Norteeao Leste daIlha,
respectivamente.
Umtúnelno Morro daLagoa
nosentido
Lagoa-Centro,
ficandoaestrada atual
apenas paraosentido
Centro-Lagoa.
Eainda
aconstrução
de
umviaduto
aolado
do TerminalRodoviário Rita
Mariaede frente
paraoIntercity
Hotel.ves sobre Trilhos
(VLT),
na Ponte Hercílio Luz(ver box).
Alternativas
Não são apenas os
proje
tos de
ampliação
de aveni daseconstrução
deviadutos que resolveriamoproblema,
defendemSoareseMedeiros.
O estímulo ao uso do trans
porte
coletivo comoprinci
pal
meio delocomoção
estáentre as
principais
soluções
paraocongestionamento
emFlorianópolis.
Para
Soares,
asituação
atual dotransporte
público
dacapital
catarinense é pre cária. "Não temosmodelo detransporte
coletivodecente,
adequado,
como se tem empaíses
desenvolvidos.Assim aopção
passa a ser quase que totalmente automóvel. O sistema viário nãosuporta".
Medeiros também sugere
uma melhoria no
m
Política
Profissão Governador: futuro
garantido
Ex-governantes
recebem
remuneração
vitalícia
de
R$ 22,1
mil
por
mês,
mais
que
o
dobro
do salário
de Luis
Henrique
EDUARDO GUEDES DEOLIVEIRADALMO BORBA MURILO MELLIO
Imagine
que, ao se aposentar, você
passará
a ga nhar mais que o dobro de seusalário,
atéo fim da vida. De R$ 10mil,
sua renda irá para nada menos queR$
22 mil! Para realizar esse sonho você nãoprecisa
trabalhar durante décadas nemcontri buir com nenhumplano
deaposentadoria.
Tudo o que você tem de fazer é se tornar
governador
de Santa Catarina,
mesmo queseja
por menosde um ano.A
pensão
vitalícia é con cedida atualmente a noveex-governadores
-que re
cebem,
cada um, R$22,1
miltodo mês
-e existe há mais de 35 anos no Estado. O úl timo a receber o benefício foi o
ex-governador
Eduardo Pinho Moreira
(PMDB),
8ATE-BOCA Debate entreoposição
e governonoplenário
daAssembléiaLegislativa
não mudasituação
deprivilégios
paraex-governadores
que ocupou ocargo por oitomeses, de abril a dezembro de
2006, após
a renuncia deLuiz
Henrique
da Silveira(PMDB),
que deixou o cargo para concorrer àreeleição.
Por ter exercido mandato por um breveperíodo
e receber
integralmente
a gorducha
mesada,
asituação
de Pinho Moreira tem causadopolêmica
na Assembléia Legislativa
de Santa Catarina(Alesc).
O subsídio está
previsto
noartigo
195 da Constituição
do Estadoeequivale
aos vencimentos de Desembargador
do Tribunal de Justiça
que, desde2005,
é deR$ 22,1
mil. Comisso,
cadaex-governante
recebe doscofres
públicos
- ouseja,
denós - R$ 270
mil por ano.
Um
trabalhador,
queganha
um salário mínimo e, atra
vés de
impostos,
contribuicom a
pensão
dos ex-governadores,
precisaria
de 59anos para receber o mesmo valor. E a tendência é que os
gastos
só aumentem. Acada
quatro
anossurge mais umex-governador
e, mesmoapós
o falecimento de umdeles,
ocônjuge
continua aembolsar o benefício.
Hoje,
o
gasto
anual com todas aspensôes
ultrapassa
osR$
2milhôes.
A
primeira
tentativa decancelar a mesada veio do líder do PT na
Alesc,
PedroBaldissera,
e dadeputada
federal Luci
Choinacki,
do mesmopartido,
que conseguiram
uma liminar da Justiça,
em2006,
suspendendo
opagamento.
Apensão
foi restabelecida por meio de recursojudicial
da Procuradoria Geral do Estado e dos
advogados
dos ex-governa dores.Descontente com a deci
são, a
Fundação
dasAssociações
de Moradores deSanta Catarina
,
(Famesc)
deuiní-eleitorado de cadaumdeles. Mesmo que esse número de assinaturas
seja
alcançado,
a
proposta
ainda deverá seraprovada
por trêsquintos
dosdeputados,
em duas votações.
O quesignifica
que,mesmo que mais de 100 mil
eleitores manifestem-secon
traas
pensões,
se osdeputa
dosdecidirem,
oscatarinen-no seu valor
atual,
defen deu que fosse de umterço
do salário de
governador,
esugeriu
também que o valorfosse
proporcional
ao tempo de mandato exercido. No
entanto, diante da propos
ta
apresentada pelo
PT em2005,
que instaurava a proporcionalidade
para o subsídio,
Agostini,
integrante
daComissão de
Constituição
eJustiça,
que analisava apro-Para
Andn,
pensão
beneftcia
o
povo
Para
osex-governador€s
de
SantaCatarina,
Esperidião
Amin
eEduardo Pinho
Moreira,
apensão
vitalícia dá
liberdade
para queo
governante
aja
comisenção
durante
osquatro
anosqueestiver à frente do
Estado.
Amin,
embora tenha
afirmado
não quereropinar
por
serumfavorecido,
disse
que um
subsídio
que
eanante,
emoenefí6ô.
que
garanteseguri:lnça
efnador
exercero:rnases continuarão
pagando.
Enquanto
isso,
o debate esquen ta na Assembléia. Odeputado
es-tadual OnofreAgostini
(OEM,
antigo
PFL),
porexemplo,
levou aoplenário
no dia 27 de março uma notícia dojornal
Folha de S.Paulo,
informando que apensão
vitalícia fora reinstituída no Mato Grosso doSul,
noperíodo
final do mandato doex-governador
Zeca doPT,
queagora goza do be nefício.
Agostini
fez isso para alfinetar os pe tistas que,emSantaCatarina,
defendem aanulação
do benefício. "Seestá errado
aqui,
estáerrado lá também."Em entrevista à
equipe
do
ZERO,
odeputado
afirmou ser contra a
pensão
posta,
votou contra.Se
cada
ex-prefeito
ou
ex-vereador
Dedicação
O
deputado
Agostini
defende a
pensão
com ajusti
ficativa de que homens quededicaramsuasvidasà popu
lação,
nãopodem
correr ris co de enfrentarsituação
debaixa renda
depois
de seusmandatos.
"Aqui
em SantaCatarina,
nós temos doisexemplos:
o Antonio Carlos Konder Reis e o ColomboSalles,
que sobrevivem dapensão.
São dois ex-gover nadores que se dedicaram à vidapública,
durante seusmandatos e não têm outra
fontede renda."
Para o
deputado
estadualJailson Lima da Silva
(PT)
apolítica
nãoéumaprofissão,
mas sim umaopção
de dedicação
pessoal.
"Se cada exprefeito
ou ex-vereador re queresseobenefício, quanto
teria que sair do bolso docidadão para custear tudo
cio,
nocomeço deabril,
a mais uma tentativa parapôr
fim ao que con sidera "umaprá
tica queindigna
apopulação
de Santa Catarina". Opresidente
daFundação,
AllanRodrigo
Alcan tara, começou,junto
com odepu
tado
Baldissera,
uma
campanha
deputado
estadualpelo para acabar com Partido dos Trabalhadores o benefício. Umatarefa que está
longe
de ser fácil.Somente para
apresentar
aproposta
naAssembléia,
se rão necessárias assinaturasde
2,5
% dos eleitores do Estado
-cercade 105 mil
-que
precisam
ser recolhidas em40
municípios,
compartici
pação
depelo
menos 1% dorequeresse
obenefício,
quanto
teria
que
sair do
bolso
do
cidadão
para
custear
tudo
isso?"
JAILSON LIMA DA SILVA
"
isso?",
pergunta.
ZERO
Florianópolis,
maio de2007Po
lítica
II!07
Desigualdade
animal
na
granja
de
Orwell
Em
Revolução
dos
Bichos,
escritor
britânico
utiliza
fábula
para
criticar
totalitarismo
eprivilégio
dos
governantes
A
Revolução
dosBichos,
fábula doinglês
George
Orwell sobre os
regimes
totalitários,
especialmente
o comunismosoviético,
escrita em
1945,
continua atual. Pode-se facilmenteencontrar em suas
metáforas
seme-lhanças
com nossademocracia mo derna.
Depois
de uma vitoriosa e sangrenta
revolução
dos animais de umagranja
contraos
déspotas
humanos, os animais esperavam viver em
igualdade
e har monia.Afinal,
erao leite que as vacas
produ
ziam e asmaçãs
que caíamdas
árvores,
que iam única e exclusivamente para a alimentação
dos porcos.Pois,
segundo
eles,
o leite e amaçã
(está
pro vadopela
ciência,
camaradas)
contêm
substân-"
Todos
ciasabsoluta-os arumais
_. .
sao
iquais.
Mas
alguns
mente necessá rias à saúde dos porcos.
"Nós,
os porcos, somos trabalhadores intelectuais. Aorganização
e adireção
dessa . .-arumais sao
.. .mais
iquais
do
que
os
outros."
granja
sam sobrerepou-nós.Dia e noite
ve-GEORGE ORWEll
o que dizia o séti- autor de A
Revolução
dos Bichosmo e último
man-damento da então por vossa causa
recém-nomeada
Granja
dos que bebemosaquele
leite e Bichos: "Todos os animaislamas por vos so bem-estar.
É
são
iguais".
Pouco a pouco os porcos se tornavam autoritários e
requisitavam
cada vez maisprivilégios
para elespró
prios,
legitimados
por leis eresoluções
que eles mes mo criavam.Começou
comcomemos
aquelas
maçãs.",
dizia o leitão
propagandista
Garganta.
Assim,
osprivilégios
dos suínoseramjustificados pela
árdua
tarefa,
diziameles,
de governar. Issose deu deuma forma que os sete manda mentos, nofim,
se tornaramum só: "Todos os animais são
iguais.
Masalguns
ani mais são maisiguais
doque os outros".
O
professor
de Ciências Sociais ePolíticas daUFSC,
Remy
Fontana,
comentaque "soa estranho" os ex
governadores
receberempensões
vitalícias deR$
22,1
mil,
"porque
está na contramão dasprerrogativas
igua
litárias que estão na lei."Segundo
ele,
"uma legislação
quepermite
es ses acúmulos abusivos de valores é umalegislação equi
vocada,
e confi gura um estado de deboche para a sociedade."
Assim,
paraele,
aaposentadoria
de um cidadão comumapontaria
"para
um direito e o subsí dioaponta
para umprivilé
gio".
Ouseja,
para os meros"animais" eleitores restam
os
direitos, enquanto
que com os"porcos"
ficam osprivilégios.
tradição
Pensão
vitalícia é
costume
na
maior
parte
do
país
Não é só em SantaCatarina
que os exgovernadores
recebem
pensão.
Dos 27estados
brasileiros,
deacordo
com
reportagem
da
revista
Istoé,
19 pagamo
benefício. Todos
osmeses, mais de
R$
3milhões saem
dos
cofres
públicos
parabancar
asgordas
aposentadorias.
Asituação
maispeculiar
éde Pedro
Pedrossian
que recebeduas
pensões.
Governador
do
MatoGrosso entre1966 e
1971, ele voltou
ao cargo à
frente do
recém-criado
Mato Grossodo
Sul,
em 1980.Hoje,
acumula
maisde
R$
30 mil por mês.No mesmo Mato
Grosso
do
Sul,
o exgovernador
Zecado
PTgarantiu
odireito de
receber
obenefício
atravésde
votação
naAssembléia
Legislativa.
Apensão
fora
extinta
em1989,
mas opetista conseguiu
restituí
la
pedindo apoio
aos seusaliados
noLegislativo
.Dos 19
estados,
apensão
foiextinta
emseis.
Mas os queforam
beneficiados
antes daextinção
continuam
arecebê-la.
Apenas
SãoPaulo,
Tocantins,
Amapá
e o Distrito
Federal
nuncapagaram. Paraa
pensão
vitalíciarecebida
pelos ex-governadores seja
extinta,
háquatro
maneiras deserevogaro
artigo
195 daConstituição,
queprevê
o benefício:.
AROS
proposta
de
umterço
dósdeputados
da Alesc.
Do Governador
do Estado
.De
mais da metade
dasCâmaras.
Munkipais
do
EstadQ,
manifestando-se,
cada
Umadelas,
pela
maioria
relativa de.
seusintegrantes
. De
pelo
menos2.,5%
por centodo
eleitora(fo
estadual.
distribuído pornomínimo 40municípios;
comnão menosde
10/0dos eleitores de
cada
umdeles.Após qualquer
umadessassituações,
paraseraprovada.
umaemenda
constitucionalprecisa
servotada emdoisturnose, nosdois,
seraprovada
porpelo
menostrêsquintos
dos
deputados.
Antônio Cados
KonderReis
(1966-1971
e1994-1995)
(assi Ido
João
Maldaner
(1990-1991
)
Eduardo Pinho
Moreira
(2006)
Esperidjão
Amil1
(1983-1987
e1999-2093)
Pauló
Afonso
Eva
ngelista
Vieira
(1995-1999)
Ivo
SiLveira
(1966
..1971)
Jorge
Bornhausel1
(1979-198.2
)
'"As esposas de Pedro