e
"
CURSO DE JORNALISMO
DA
UFSC
•FLORIANÓPOLIS,
JULHO DE 2014
•ANO
XXXIII,
NÚMERO
4
.'
• I
•
quarela
sobre
papel,
OxO
cm)
Lentidão
nas
políticas
públicas
emperra
investimentos
na
Cultura.
A
consequência
é
um
artista
Insatlsfelto
e
com
pouco
espaço
para
mostrar
sua
arte. O
cenário
fica
ainda
pior
com a
incerteza
nas
datas dos
editais
e a
falta
de
investimentos
nas
produções
locais
Quando
se ouve
mais,
maior
é
a
chance de
acertar
o
tom
Nesta
edição
temática de
outubro,
aequipe
doZeroprocu
roumostrarondeestãoos
principals
problemas
eobstáculosparaodesenvolvimento da culturaem
Florian6po
lis.
Queremos
exporaburocraciaquedificultaeImpede
quenovasideiassetomem
projetos,
aausência deumapolítica
pública
consistenteemaisigual,
além da falta deespaçofísicoefinanciamento para muitos
projetos.
Percebemosadificuldade,
e ao mesmotempo
aimportância,
deenxergaroque existede novidadeartística
surgindo
naIlha,
assimcomo oque estáseperdendo
com otempo
edeveserconservado historicamente.Paraentendera
situação
deumamaneira maisampla,
oZeropromoveuumCafé reunindoartistasdediferentesáreasem
Flo-OMBUDSMAN
NILSON LAGE
rian6polis.
Em maisdeduashorasdeconversaedebateaberto,
aequipe
dojornal
teveaoportunidade
de ouviropiniões
muitodiferentes,
conhecer melhorotema,asdeficiências daculturae ocenário artísticoda
capital.
Além do conteúdo quevocê vaiencontrarnas
páginas
centraisdo
jornal,
oencontrofoiumaexperiência
quefavoreceutodasasreportagens
destaedição.
Vimos queosproblemas apontados
nopoder público
nãoImpedem
aclasseartísticadesemobilizarequehá,
sim,
interesseemmelhorarasituação
atual.Odiálogo
nospermitiuolharparaas
pautas
deoutramaneira,
abrindonovosquestionamentos,
nãosónaáreadacultura,
mastambémno nossotrabalho.Vunos que é
possível
pensaroutrosformatos deapuração
além daentrevista
individual,
eque abrirumdebateéumamaneiramuito
produtiva
de gerar conteúdo diferenciado.Durantetrêssemanas,conversamoscomrendeirase
pescado
res,ouvindosuas
tradições
ehist6riasaçorianas.
Acompanhamos
escolas desambana
preparação
do carnavalmanezinho,
alémde
questionar
osgrandes
eventoscomerciaisdacapital.
Olhamos tambémparaa nossapropria
Universidade,
com seusespaços,projetos
edificuidadesnapromoção
daculturaentreosacadêmicos. Sabemosqueumassuntocom oporte
da Culturanão iráseesgotar
naspáginas
queoleitortememmãos,
epor issooconvidamosa escreverparanossa
equipe
casosintafaltadealgum
temanãoabordadona
edição.
O feedbackserá muito bem vindo!bom conhecimento de leisemconcursopara
juiz
e,daí,
sejulga
capazdeimpor
acompradepróteses importadas
desnecessáriasou aadoção
detratamentoscaros e semeficácia
comprovada.
Issotudo deixaimensamentefelizesosgestoresde
pia
nosdesaúde,
clínicasparticulares,
terapeutas,charlatães etodos maisque,emlugar
de cuidar dasaúde,
comoédever do
Estado,
tratamdadoença,
queéoseunegócio.
Eles sabemquetêm
poderosos
aliadosnoserviço
pú
blico:
-osque lutam para preservarsuairracionalidade.
Nomais,otrabalhodareportagemfoi bom.Lamento
que,no
infográfico,
tenhamesquecido
asUPA maispertoaqui
decasa,umadasgrandes,
junto
àestação
de ônibusdoTrevodoRio Tavares.
Nilson
Lage
éjornalista,
teórico daárea,
ex-professor
daUFSCeUFRJ.
ERRATA
Na
legenda
da reportagem sobre olixo
hospitalar,
napágina
cinco daedição
desetembro,
o verbo "recorre" foi mal
empregado, pois
dá aentender que o
serviço
terceirizadoéinsuficientenos
hospitais públicos.
Aindanessamatéria o
primeiro
parágrafo
traz aafirmação
incorreta:"O último grupo passa porumtrata mentode 50minutosnaautoclave". Sendo que esses resíduos são cole
tados
pela
empresaProactiva,enãoprocessados pelo
HU.Namatériada
página
oito,sobre dependentes químicos,
otermo corretoé comunidades
terapêuticas
e nãoresidências
terapêuticas.
Quando
oprofessor
Tadeu Lemos citouaação
doEstado,
sereferiu "arede
pública
desaúde".-r
o
diagnóstico
Zero
das
doenças
da saúde
O
grande
méritodaedição
doZerodedicadaaoatendimento à saúdeem Santa Catarinaé queevidenciaos
principais
problemas
do setor, quesãotambémosdopaís.
Pode-seimaginar
umserviço
público
comfuncionários bem pagos,
concursados, diplomados,
estáveis,
segu ros,embaladosnoberço
dapátria-mãe
-sempre
dispos
tosacobrar os seusdireitose sem nenhuma
obrigação
que de fato lhes possasercobrada.
Nessaestrutura
ideal,
osservidoresnotopodacarreira, como acontece no
Judiciário,
determinarão salários emescala paratodos,
auxílios paramoradia, educação
dos
filhos, férias, qualquer
outraprenda imaginária.
Trabalharãoseishoraspor
dia,
comoqueremosservidores daUfsc. Porquenão cinco? Ou
quatro?
Ouapenas dois dias porsemana?Seráum
serviço
público
pequeno, voltadoparaafelicidade deseus
partícipes.
Infelizmente,
avidanãoéassim.É preciso
fazeralgo
quefuncione,
voltadoparaaquele
quenãofalagrosso:odoente.
Háenormedistânciaentremédicoseminíciodecar
reiraquenão aceitamtrabalharpor cincomil dólaresao
mêse acostureira quehámuito não consegue enfiara
pontada linhana
agulha
porqueprecisa
deumacirurgia
decatarata-procedimento
quegeralmente
nãoduramais quedez minutos, tem
pré
epós-operatórios
muitosimples.
Háséculos de retardona
concepção vigente
dehospi
taisemqueacomprade material deconsumo
depende
deburocracia
insuportável,
sobvigilância
deumaestruturade
fiscalização
gigantesca,
mais cara,além decastradora,
do quea
máquina produtiva.
É
difícilviversobopesodeumsistemade valoressegundo
oqual
osujeito
fazum cursodeDireito,demonstravocênãosabe
oque é ARTE!
/
D
E-mail-zeroufsc@gmail.
com Telefone-(48)
3721-4833 Facebook-jjornalzero
Twitter- @zeroufsc Cartas-Departamento
de Jornalismo - Centro deComunicação
eExpressão, UFSC,
Trindade, Florianópolis
(SC)
- CEP: 88040-900Na próxima semana, o leitor
poderáacessar oconteúdo dojor
nal com interatividade, materiais
extrasevídeos. É oZero+, aplica
tivo desenvolvido como atividade de extensão do projeto "Jornalis
mo para Tablet's", da professora
do curso de Jornalismo da UFSC,
Rita Paulino, com a participação
de bolsista e alunos voluntários.
Paranavegarpelo Zero+,bastaen
viarume-mail para rcpauli@gmail.
com, solicitandooaplicativo.
Arte:LuizFernandoMenezes
Zl80
JORNALLABORATÓRIOZEROAnoXXXIII- N°3- Junhode 2014REPORTAGEMAlineTakaschima,Ana
Domingues, AylaNardelli, DanielGarcía,DayaneRos,GuilhermeLongo,
Guilherme Porcher,luriBarcellos,JoãoVítorRoberge,KauaneMoreira,LuizeRibas,PrisciladosAnjos,RenataBassani,RicardoFlorêncio,Tamires Kleinkauf,ThalesCamargo
FOTOGRAFIAAlineTakaschima, Ana Domingues,Ayla Nardelli, Dayane Ros, Guilherme Longo, Luize Ribas, Renata Bassani, Ricardo Florêncio,TamiresKleinkauf
EDiÇÃO
Ana Domingues, Ayla Nardelli, Daniel García , Gabriel Shiozawa, Guilherme Longo,Guilherme Porcher,João VítorRoberge, Luize Ribas,Priscila dosAnjos, Renata Bassani,
TamiresKleinkauf, ThalesCamargo
DIAGRAMAÇÃO
Ana Domingues, Ayla Nardelli, Carlos Estrella,JoãoVitor Roberge, GuilhermePorcher, Luize Ribas, Priscila dos AnjosINFOGRAFIAGuilhermePorcherCAPA Julia FerrariPROFESSOR-RESPONSÁVELMarceloBarcelosMTbjSP25041MONITORIACaioSpechoto,GabrielShiozawaIMPRESSÃO
Gráfica GrafinorteTIRAGEM 5 milexemplares
DISTRIBUÇÃO
Nacional FECHAMENTO 15 deoutubro�
Melhor JornalLaboratório- I PrêmioFoca
SindicatodosJornalistasdeSC 2000
�
30 melhorJornal-Laboratóriodo Brasil EXPOCOM 1994
������
MelhorPeça Gráfica SetUniversitárioj
PUC-RS 1988, 1989,1990, 1991, 1992e 1998
Centro de Cultura
outros
teatros
Comumespaço cultural amenosnacidade,resta
às
produtoras disputar
osoutros teatrosde Florianó
polis.
Administradapela
Fundação
Catarinensede
Cultura,
aagenda
do AdemirRosa,noCentroIntegrado
deCultura(CIC),
estácompletamente
preenchida
atéodia20dedezembro,
quando
encerra ocalendário deeventos.O coordenador dolocal,
Osni
Cristóvão, explica
que atéassegundas-feiras,
diasemqueos
funcionários
têm
folga,
foramdisponi
bilizadas para atenderàgrande
procura. Outras 30produções aguardam
numalista de esperaem casode
cancelamentos. Já noTeatro
Álvaro
de Carvalho(TAC)
ademanda fazcom queproduções
vol tadasàscriançaS
e, outrasao
público
adulto,
sejam
realizadasno mesmodia
-algo.
que,segundo
Osni,procurava-se evitar.
Diferente
daJJFSC;
onde'o
aluguel
do espaçoparaeventosque cobram
ingres
socustaovalor fixodê
R$
.'
4
mil;
nosteatros daFCp
oprew da
10cMão va.ria
de
acordo
coma.bilheteria.:
'..
Grupos
catBrinenses
pagam ",
,
'5%
,da
arrecadação:
'ESse
<valôr êde
10%.'para
companhias
deoutrosestados.As
produções
que nãocobram
ingressos
pagam R$2 mil
-exceto
formaturas,
cuja
taxaé de R$ 10 mil. NoTAC são cobrados 50% de todosesses mesmospreços.
Emboratambém
sejam
espaçospúblicos,
nem noAdemirRosa,nem noTAC existem editais. Uma
co-licitação restringe
eventos
Shows
ou
peças teatrais
externos
à UFSC não
acontecem
há dois
anos
em a
liberação
de um edital�
paraa
ocupação
do Auditório]
z
Garapuvu,
2014 vaichegan-do ao fim sem que nenhum
grande
showou peça teatralprofis
sional tenha
passado pela
UFSC, Omaior teatro de
Florianópolis,
comcapacidade
para 1371 pessoas, hádois anos, não
pode
receberprodu
ções
externassemlicitação, Segundo
a Secretariade Cultura dauniversi
dade
(SeCult),
ocalendário do localestaria quasetodo dedicado asemi
nários,
palestras
e outrasatividadesacadêmicas,
inviabilizando umapublicação
dedicada à comunidadeem
geraL
Emdoisanosderestrição,
apenas seiseventossem
ligações
coma UFSC foram realizadosno local
-todosem 2013,ano emqueoúltimo editalexternofoi aberto.
Rosemarda
Silva,
coordenadorada
SeCult,
diz que esse cenário sedeveàs
mudanças
nasregrasdeutilização
do espaço,propostasem outubro de2012
pela
Procuradoria daUFSC,
após
detectarirregularidades
em
produções
que aconteciam semcontratos.A
partir
daíaocupação
dolocalpassou a ser
regulada
pordoiseditais
lançados
anualmente:uminterno, destinado à
própria
universidadeeoutroexterno,
lançado
posteriormente para atendera
população
em
geral
com osdias excedentes.Noentanto,umrelatório
divulga
do
pela
Coordenadoria ---de Eventos da UFSC,
com todos os
projetos
realizados de
janeiro
aoutubro e os
previs
tosaté ofinal do ano,
mostraqueolocal
poderia
terrecebidomais
produções.
Nodocumento épossível
constatarquesefossecontabilizado apenas o
período
em que oúltimo editalliberou datas paraoseventos externos- entre
15 de abrile
20de dezembro de 2013- restariam 67 dias
disponíveis.
Uma das razões para tantos diasociosos
está noscancelamentos,
apontaaresponsável
pelo
setor,Thayse
Cherem.Outro motivoda falta de procura
do local foiofechamento doCentro
de Cultura e Eventos aos sábados e
domingos,
diasem que aprocurapelo
teatro aumentava.Destaforma,
amaiorpartedos dias excedenteses
tariaconcentradonoiníciodasema
na,
período
que,supostamente,seriademenorinteresseparaos
produto
resdegrandes espetáculos.
Trabalhando há 30 anos com a
realização
de eventos,LuizHenrique
Costa,diretor da C5
Produções,
expli
ca queasmelhores
arrecadações
de shows costumam acontecernosdiasÚltimoshowrealizado,semedital,noauditórioGarapuvufoi dacantora Maria Rita emsetembro de2012
úteis. Um
exemplo
disso foi a apresentação
deAngela
Maria eCauby
Peixoto,nodia 23 de
setembro,
terça-feira.
Já
oprincipal público
de peçasteatraisinfantissãoalunosdeescolas
quelotamosteatrosduranteasema na.
ParaLuiz
Henrique
Costaos dias livrespoderiam
serocupados
caso aUFSCadotasse as mesmas re gras deoutros teatros, onde a
licitação
Falta de edital
em
2014
impede
uso
do espaço
nãoé necessária: "Alei que espaços
públicos
devemserlicitados paraserem
ocupados,
de 8fatoexiste. Mastambémexiste
juris-t
prudência
quepermite
apenas um <f.contratodeusodo espaço.SenoBra-
�
:§ silinteiroéassim,porquenaUFSCé '"
diferente?"
Oeditalinterno paraa
utilização
do Centro de Cultura e Eventos em
2015 foi abertonoúltimo dia6eestá
previsto
paraencerrar no dia 14 de novembro.Já
aspossíveis
datasexcedentes serão licitadasem um edital
externoaindasem
previsão
paraserlançado.
Mas mesmo que destavezele
seja
publicado,
LuizHenrique
Costa e as demais
produtoras
dificilmente entrarão na
disputa.
Paraele,
o edital dificulta aparticipação
das empresas que trabalham com a
agenda
deartistasequeprecisam
de flexibilidade de datas.Além
disso,
casohaja
mais ínteressados em um mesmo
dia,
umaComissãode
Seleção
fariaaescolhabaseada em critérios que
priorizam
eventosde caráter
acadêmico,
científico, cultural, educacional, religioso
ouartístico. "Com tudoisso nãotem
como umshow de
humor,
porexemplo,
competir
com um seminário.Fizeram
algo
pra gentenem tentar,tanto que quase
ninguém
tentou"reclama o
produtor,
referindo-se àbaixa procuranoedital de 2013.
Em
outubro,
LuizHenrique
Costanão tem nenhum show marcado
para
Florianópolis,
devidoàfalta dedisponibilidade
nos outrosgrandes
teatros que a cidadedispõe (veja
abaixo).
"Temosumalista deeventospara passar por
aqui
masnãotemosonde fazer. O Centro de Cultura e
Eventos daUFSC seria um
comple
mentonecessário.
Quem
perde
comissoéa
população
que ficacom me nosopções culturais",
lamentaGuilherme Porcher
OS PRINCIPAIS TEATROS
DE
FLORlAN6POus
�'13,lt� t���oJeO.;>'l_,t,_ ���1ftfl<(.·1h"l<!to� '�""Ir�... ��� � c:rrll!ll�_Wbà.ae ��.f�e.t.$ 44L"'� �I":RII"'" .���.o-. .,_ '\"'�.Ú!;1iíIII.,. í.II'"
....
'lIIJMI...l,...· �,...�:t.� "L',!;��Cífd1_1IIt� ...�IO!.,.,....ZEBO,
outubro de 2014UFSCTock
aindamaisofestival.Deacordocom
Midiã,
dois estudantes do campus de Curitibanosjá
demonstraram interesse.Aindanãohá alunos de
joinvil
IeeBlumenau interessadosemlevar oUFSCTock paraseuscampi.
Ela destacaaindaa
importância
doeventoparaos
organizadores
eparaopúbli-co:além deser
Campus
de
Araranguá
realiza
festival
Estudantes buscam finaciamento alternativo para viabilizar
o
evento
na
cidade,
em
outubro
C
om a
quinta edição
programada parao início de no
vembro,
o UFSCTocktem seconsolidado como um dos
principais
festivais de música índependente
deFlorianópolis.
Aolongo
deuma semanasãorealizados sho
ws,
exposições,
oficinasedebates,
quecontamcom a
participação
de aproximadamente dez mil pessoas. Mas
em
2014,
ofestival, pela primeira
vez,nãose
restringirá
somenteaCapital.
Nosdias 17e18de
outubro,
Araranguá
também recebeoevento,organi
zado
pelos
estudantes do campus.Essa nãoéa
primeira
vezqueosalunos de
Araranguá
tentam preparar uma
edição
dofestival.Segundo
Midiã
Fraga,
estudante deDesign
emembro da comissão
organizadora
de
Florianópolis,
no anopassado
osestudantes
já
se mostraram interessados,
mas o tempo não era hábil paraorganizar
o UFSCTock. Diantedisso,
resolveram esperar até 2014.Umdos
grandes problemas
paraaorganização
éafalta deeventosculturais no campus.
Segundo
MarcioForbeci e Lucas
Ferreira,
estudantes deTecnologia
deInformação
e Comunicação
eorganizadores
do festivalem
Araranguá,
háumagrande
quantidade
de alunosapoiando
arealização
doevento,porém
estãoreceososporser a
primeira edição.
MárcioeLucas criticamaatitude da
reitoria,
considerando o ato umboicote.
"Apresentamos
oprojeto
epediram
orçamento,cumprimos
opedido
e começaram a dizer que oproblema
eraoperacional,
mas aUniversidade é a mesma e ofestival o mesmo", afirmaram os estudan
tes. O fato de os
campi
do interior nãoestareminclusosnasresoluções
de festas também acaba sendo um
entravena
negociação.
"Não temosnenhum
apoio
porpartedareitoriae Secretariade Cultura daUniversi
dadequedeveriam
apoiar,
estimularCartaz doeventode Florianópolis
edar
condições
àexpressão
artística emtodososcampi",
afirmaLucas.Outro
problema
é aliberação
deverbas.Deacordocom os
estudantes,
haviaum
compromisso
firmadopela
reitoria para financiar o evento, o
que acabounãoacontecendo.A
equi-"Não
temos
nenhum
apoio
por
parte
da
reitoria da
UFst"
pe doZEROentrouemcontatocom o
gabinete
dareitora,
masatéofechamentodessa
edição
nãohavia recebi doresposta.Paraviabilizarofestival,
�
aorganização precisou
correr atrásde outros
patrocinadores
como oInstituto FederaldeSantaCatarina,
além daCasade Culturae aPrefei
turade
Araranguá.
No início de
2013, a
organi
zação
do festival,
também teveproblemas
com o financiamentovindo da
Adminís-tração
Central, quando
foi anunciado que não teria repasse de verbas
paraoUFSCTock.
Após
diversasmanifestações
de estudantes nas redessociaise
campanhas
com oscentrosacadêmicos, alguns
setores daUniversidade fizeram
doações,
oquetornouviáveloevento.
Para
2015,
háplanos
deexpandir
uma
opção
de cultura paraFlorianópolis
e um espaço dedivulgação
para artistasindependentes,
é ummodo deos estudantes apren
derematrabalharnaáreacultural.
GuilhermeLongo [email protected]
Verba
disponibilizada
não
é suficiente
Por
falta de
projetos
culturais
administração
central
e
secretarias
assumem
financiamento
"ArteseCiência":Essa
expressão,
lorrepassado pode
variar,de acordo localizadanobrasão daUFSCmostra comasdeterminações
doedital.Já
oduas áreas essenciais no conheci-
segundo
funcionacomo oedital damentohumano.Noentanto,areali- Pró-Reitoriade Extensãoe financia dade éafalta de
projetos
naáreade exclusivamenteprojetos
culturais. cultura e, mesmoquando
ocorrem, Para2015,
a SeCult templanos
denão são
divulgados
comfrequência
lançar
novoseditais:paraprogramas dentro daUniversidade.Para ameni-ligados
aoprojeto
Fortalezase para zar asituação,
órgãos ligados
aad- atividadesacadêmicas,
como Sernaministração
central têmajudado
no nas eCafés.financiamento
deprojetos.
Um dosprojetos
ligado
à Secre-APró-Reitoria deExtensãopossui
tariade Cultura é oFortalezas,
queatualmente dois editais que
possíbílí-
tem comofunção
manter, cuidartamofinanciamento de
projetos
de egerenciar
as quatrofortificações
cultura. O
primeiro
é oProBolsas,
localizadasnaIlha deSanta Catariemque
professores
responsáveis
por na earredores. Sãoelas: Santa Cruzprojetos
de extensão ativosrecebem deAnhatomirim,
Santo Antônio de bolsas quesão distribuídas aos alu- Ratones,SãoJosé
e São Caetano danos
ligados
àsiniciativas. O outroé PontaGrossa,construídasnoséculo oProêocíal,
criadoem2014.Segun-
XVIII para defenderSanta Catarinado Maristela
Bertolini, pré-reitora
ehoje
sãoprotegidos pelo Projeto.
adjunta
de extensão,explica
que o Consideradaspatrimônio
histórico edital foi criado paradisponibilizar
nacional,
elas "nãotemintervenção
verbas para
projetos,
epara compra nenhuma por parte do governo dode materiais de consumo e
equipa-
Estado parasuamanutenção
e resmentos.
Atualmente,
entreos158 pe-tauração",
comenta Roberto Tornedidosdeferidosno edital de ProBol- ra.Além
disso,
não existeumaverbasas,apenas 13sãoda área de cultura.
específica
paraoprojeto
porpartedaOutrofinanciador de
projetos
éa UFSC paraasfunções. Atualmente,
aSecretaria de Cultura
(SeCult),
porequipe
éformada porumcoordenameio de seu edital ProCultura e o ,
dor,
dois funcionárioseoitobolsistas.Bolsa Cultura.No
primeiro,
asinicia- ODepartamento
Artístico-Cultivas
contempladas
recebem verbas tural(DAC),
orgão
ligado
àSeCult,
paraa
realização
deatividades.Ova- atuaemdiversas áreascomíníciatí-Bolsa que alunos daOrquestradeCâmera recebem nâo é suficiente paraamanutençãodogrupoda UFSC
vas como o
Projeto
12h30eoFestivalFITA
Floripa.
Alémdestes,
oDACtambém é
responsável pelas
oficinase a
manutenção
da Galeria deArte,que atualmente está fechada devido àreforma doCentrode Convivência.
A
Orquestra
deCâmara,
o Madrigal
e oCoral da UFSC sãoalguns
dos
projetos
permanentesligados
aoDAC.
Atualmente,
os�sãocoorde nadospela
regente MiriamMoritz,
regente do Coral desde 2004. Além
deensaiossemanais,osgrupos reali
zam
apresentações
emFlorianópolis,
nosdemais
campi
daUniversidadeefrequentemente
recebemconvitesdeprefeituras
do estado para tocar. AOrquestra
e oMadrigal
sãoformados exclusivamente por estudantes degraduação, já
oCoraltemapresençade
professores,
servidores,
alémdacomunidadeexterna.
Os'estudantes que fazem parte
da
Orquestra
edoMadrigal
recebembolsas,
mas esseéoúnico auxílio financeiro queos
projetos
possuem.Osinstrumentosutilizadosna
Orquestra
sãodos
próprios
membros.Segundo
Miriam,afalta de verbapor parte da Universidade se toma
um
grande problema,
pois
os consertosdosinstrumentosacabam saindo
deseu
próprio
bolsooudosalunos.Quando
participam
de eventos emoutras
cidades,
o únicoauxílio querecebeméoônibus. GuilhermeLongo [email protected] DanielGarcía [email protected]
ZERO,
outubro de 2014Inovação
Novo
status
cultural
para
es
games
Grupo
da UFSC
produz
jogo
e
aposta
na
inserção
no
mercado,
em
expansão
no
Brasil
Desde
oinício dosanos
2000,
umdos mercados quevemtendoomaior crescimento
noBrasil éode games.Dos
R$
200bilhões queomercadomundial movimenta,
aproximadamente
R$
7 bilhões são mobilizadospelo
mercado brasileiro que é o maiorconsumidor da América
Latina,
segundo
dados deumapesquisa lança
da
pela
USP.Atualmente hácercade45milhões de
jogadores
nopaís,
tendoomaior crescimentonomercado
de
jogos
mundial.Santa Catarinaéoquartoestado
do
país
commaiornúmero de desenvolvedores,
atrás de SãoPaulo,
RioGrande do SuleRiode
Janeiro.
Florianópolis,
comseufortepólo
tecnológico
recebeu oapelido
de "Vale doSilíciobrasileiro".Na UFSCumgru
potemsedestacadonasáreasacadê
micae comercial. O
G2E,
ligado
ao cursodeDesign
deAnimação,
liderado
pela
professora
MônicaStein,
analisaomercadode gamesnoBra
sil,
além deproduzir
ojogo
indieTheRotfather. A
expressão
indie game,criadanosEstados Unidosnadécada
passada,
serefereajogos
produzidos
por indivíduos ou pequenos grupos
semauxíliofinanceiro de empresase com
distribuição
foeadanomeiodigital. Alguns
games,comoMinecraft,
BraideWorldofGoo são
exemplos
desucessonaárea.
Além de ser
comercial,
área que vem seexpandindo
nosúltimosanos nosetorbrasileiro,
ojogo
épolitica
mente incorreto. O game,
segundo
Mônica,
segueoconceitode metroídvania,
umgênero
deanimação
2D,
comfoconaestruturade
exploração
através da
ação
edaaventura.Parachegar
a esseconceito,
ogrupo pensou nos formatos favoritos de cada
membro,alémderealizarpesquisas
de
amostragem.
Adublagem
também foi decididaapós pesquisas:
chega
ramà conclusãodequeseriamelhor
fazerversõesem
português
e eminglês, pensando
emsuacomercialização
nomercado internacional.The Rotfathercontaahistória de AlCane,umratoque,nadécadade
1940,
descobreedominaumafábrica e ocomércio deaçúcar
nosesgotos,
noestilo deproduções
sobreamáfia.O
jogo,
criado paradesktops,
começaquando
um grupo debaratas,
mercenárias,
tentaassassinar Cane masnão tem sucesso. Com a
ajuda
deoutrosanimaiscomosaposecarpas,
ele volta parase
vingar
daqueles
quetentaramassassiná-lo. O
público-al
vodo
jogo
são pessoasfãsde gamesde
ação,
politicamente
incorretos eprincipalmente
nafaixa dos20anos."Estamos fazendo um
jogo
que nósqueremos
jogar",
afirma CarolinaLisboa,
estudante deDesign,
membro do grupo desde 2012 e diretora
dearte.
Aideia paraogrupo
surgiu
através da
sugestão
deumestudante,
pornãoteressaárea de estudonaUFSC.
Além dos games, o grupo passou a
analisar toda a
gestão
dedesign
e aprodução
transmídia envolvida(Histórias
emquadrinhos,
animações,
Fanfics,
entreoutros).
Porisso,a
produção
não envolvesomente ogame.Osmembros
desenvolvem,
simultaneamente,
animações,
actionfigures,
jogos
detabuleiroe livroseumatrilhasonora
original.
Primeiramente,
chegaram
apensaremfazerum
jogo
casualoueducativo,mas desistiram da ideia por
umavontade dos alunosem
produzir
umgame queseinserisseno merca
do. Ogrupo começou adesenvolver
o conceito final do The Rotfather
no
segundo
semestre de 2011 e noano
passado,
fizeram suaprimeira
apresentação
noSBGames,
um dosprincipais
eventosdosetornopaís
eforam bem recebidosaomostrarsua
produção
artística.A
equipe
contacom27 alunoseformados de diversos cursos como
Design,
Letras,
Sistemasde Informação,
alémde estudantes de MúsicanaUDESCe Publicidadee
Propaganda
naEstácio de Sá.
Porém,
onúmerodebolsas é pequenoeamaior
parte
doscolaboradores
participam
como voluntários. Eles são divididosemáreas
comoarte, que
produzem
cenários,
concept
art,animação
edesign
de game,roteiro,
áudio,
trilha sonorae
programação,
assumindofunções
verdadeiras da indústria. "Se o
jogo
Santa
Catarina
é
o
quarto
maior
estado
no
país
emnúmerode
desenvolvedores
de games,
atrás
de
SP, lU
e
RS
dercerto,todomundovaisebenefi
ciar. Seo
jogo
dererrado,
todomundo vai
perder",
afirmaaprofessora.
Afalta de verbas da Universidade tem
se mostrado um entrave. Com um
maior número de
bolsas,
segundo
Mônica,
oprólogo já
estariapronto.
Atualmenteérealizadono
país
oprincipal
festival dosetornaAméricaLatina:aBrasil GameShow.Seu
cres-Equipetrabalhapara finalizaroprólogoatéJulhoparaapresentaçõesemeventosnacionaiseInternacionais
cimento mostraa
importância
queaáreatem
ganhado
nopaís.
Em2009,
anoda
primeira
edição,
opúblico
foide4 mil pessoas.
Já
em2014,
maisde 250 mil entradasforamvendidas.
Alguns
dos motivosapontados
parao sucessodo mercado de gamesnopaís
éa
fidelização
dopúblico
e o acessoàconexõesdeinternetde melhor qua
lidade.Porisso empresascomo
Sony
eaMicrosofttêmfeitograndes
inves timentos poraqui.
Umexemplo
é acomercialização
do XboxOne,
consoleda Microsoft.Aempresa incluiu
o
país
entreosprimeiros
areceberoaparelho,
ainda em2013, enquanto
países
comoPortugal
eJapão
aindaesperampara iniciarsuasvendas.
Para
ajudar
a aquecerosetor, oBancoNacional de Desenvolvimento EconômicoeSocial
(BNDES) lançou
uma
pesquisa
emjulho
desse anofazendo umaanálise sobrea indús
triade gamesno
país
eapresentando
propostas
para incentivaraprodução
de
jogos originais,
partindo
tantodainciativa
pública
quanto
dapriva
da,
além desugerir
queasempresascriem mais
propriedades
intelectuais,
para queseusprodutos
possam ser comercializados no Brasil e nomundo.No ano
passado,
ojogo
Toren,
produzido pelo
estúdiogaúcho
Swordtales foi o
primeiro
aprovado
pela
Lei Rouanet paraacaptação
derecursos, sinalizandouma
mudança
nos
incentivos,
até entãofoeadosemjogos
educativos.ParaMônica,
essaé umadas razões para a
produção
transmídia:mostraras
possibilidades
de
movimentação
econômicaparaaindústria nacional. "O mercado de
games
hoje
é feito por pessoas quedecidemse reuniredesenvolverum
produto,
mas sãoproduções
pequenas.O mercado
aqui
noBrasil nãotem infraestrutura nem
dinheiro,
porque não évistocomo uma neces
sidade por
parte
dogoverno",
afirma.A
pesquisa
também determinouque, mesmo que
seja
oquarto
país
do mundoemconsumir
videogames,
épreciso
uma novapolítica pública
por
parte
do Governo para queoBra sil possasercompetitivo
nomercadoprodutor,
que édominadopelos
Esta dosUnidos, Canadá,
aChina,
Coreia do Sul eFrança.
Para aprofessora,
umasolução
paraocrescimentoda indústria nopaís,
seria acriação
de
clusters,
onde setoresdiferentes,
como games, cinema e musica se
apoiam
em umaregião
geográfica.
Outrabarreiraa ser
ultrapassada
pelo
mercado é a visão dos gamescomo elemento não-cultural. Isso
interfere diretamente com
possibili
dades de financiamento. Por serem
enquadrados
como"jogos ilícitos",
osjuros
deempréstmos
feitosnosban-cos
públicos
acabamsendomuitoaltos.
Assim,
sãocolocadosno mesmopatamar
deprodutos
como oscaça-níqueis.
Em
novembro,
os estudantesrealizarão uma
demonstração
naSBGamessobrecomofuncionaadinâ
mica do
grupo.Já
para2015,oplano
é finalizar o
prólogo
dojogo
paraapresentações
emfestivaisnoBrasile no mundo. A
partir
darecepção,
serádiscutidoaprodução
datrilogia
do
jogo.
Porenquanto,
sãorealizadostestes com o game em umaversão
beta
pelos
alunoseconvidados,
paraanalisaras
etapas
já
concluídas. Daniel García [email protected] GuilhermeLongo [email protected]í
ZERO.
outubrode 2014Educação
Falta
de verba
emperra
graduação
Criação
de
cursode
dança
naUdesc requer
R$
7 milhões para
serimplantado
nacapital
e emJoinville
primeiro
cursosuperior
de
dança
em Santa Catarina, está
próximo
a sairdo
papel, após
umaesperaque duramaisde20 anos,
quando
oprimeiro
pedido
foi encaminhado àadministração
da Udesc.Aimplanta
ção
depende
agora deumamudança
noartigo
171 da Lei daEducação
Superior,
quepermitiria
aoGovernodo Estado o repasse de verbas para
viabilizar,
fundare mantero curso.Caso a Assembleia
Legislativa
votefavorável à
alteração,
aprevisão
édequeo
próximo
vestibularjá ofereça
aLicenciaturaem
Dança
paraoiníciodas aulasem2015.
Aluta
pela
criação
docurso começouem
1991,
quando
aprofessora
de Teatro da
Udesc,
SandraMeyer,
iniciouum
projeto
pedagógico
comoapoio
dealguns profissionais
e acadêmicos da área das artes cênicas.
Na
época,
aadministração
priorizou
outroscursos commais
demanda,
e adança
ficounafila. Sóem2005oprojeto
foi finalizadoeencaminhadopara a universidade que demorou
mais oitoanosparaaprovaro curso.
No ano
passado
o Secretário deEducação,
EduardoDeschamps,
secomprometeua
apoiar
o curso com averba necessária. "Mas nodia 11de fevereiro deste ano,ele disse que
aSecretaria nãotinhamais
verba",
Aulas de trabalho
corporal
supremparcialmente
alacuna lembra Sandra.Deschamps
foiprocurado por duas semanas para fa
lara
respeito
com aequipe
doZero,
porém
não mostroudisponibilidade
paraaentrevista.
Para o assessor da Reitoria da
Udesc, Thiago
Augusto,
a demora noprocesso do repasse de verba estádentro do
esperado quando
são criadosnovos cursos."O
projeto
docursode
dança
segueatramitaçãonormale,como osdemais
projetos
denovoscursos,
precisa
dagarantia
derecursosparasua
implementação".
Ocaminho paraa
graduação
emdança
noEstadonãoficourestritoaFlorianópolis.
Em fevereiro do anopassado,
o diretorgeral
do Centrode Ciências
Tecnológicas
(CCT)
daUdesc,
LeandroSwirkz,
demonstrouinteresse na
graduação
emdança
tambémem
Joinville.
Apartir disso,
foi acordado quea busca por verba
junto
aogoverno,novalor deRI
7 milhões ao ano, financiaria a implantação
docurso emFlorianópolis
eJoinville.
O Governo defende queumrepassenovalor de
RI
4 milhõesEm
junho
desteano,opro-reitor
dagraduação
daUFSC,
Rogério
LuizdeSouza,convocou
algumas
pessoas interessadasnacriação
deumCentrodeArtesnauniversidade.Oresultadoda
reunião,
queteveapresença de
representantes
doCDS, CCE,
SeCultePROGRAD,
foiapromessa,porpartedo
pró-reitor,
deumFórumdasArtespara chamaratenção
da comunidade universitáriaeentãoanalisarapossibilidade
da
criação
deumprojeto
paraapresentaràAdministração
Central.A
criação
deumCentrodeArteexigiria
maisverba,
servidores técnico-administrativos,
professores
einfraestrutura,
afirmaopro-reitor.
"Tenhoreceioemmobilizaraspessoasenãorecebernada do governo.
Oorçamentodestinadoaesse anofoio mesmodoano
passado,
e ascoisasficammaiscaras acadaano",
complementa.
ParaSouza,a
ampliação
dasartes naUFSC teriaumpapel
fundamental para
aproximar
aspessoasediminuiradiscriminação
queexiste:"Ocentro
tecnológico
eoscentrosde humanastemrixahámuito
tempo,
eaarteiriainfluenciaressecomportamentoao serespalhada
pelos
espaços daUFSC. Aarte temoobjetivo
deajudar
acompreender
as
situações
vividas".ao ano
poderia
serfeito, garantindo
ao menos o curso noNortedo Estado.No entanto, nem a reitoria da
Udesc,
nem o grupo deprofessores
que idealizaram o
projeto
original
pretendem
que ocursofique
sóemJoinville.
Para SandraMeyer,
a capital
temasededoCentrodeArtes(Ceart)
daUDESC,oqueproporciona
umaligação
maiorentre as outrasartes, fortalecendoocenário artístico ecultural da cidade. ''Temosa
pre-ocupação
de queo curso existaemJoinville,
éclaro,
masémuitoimpor
tante que ocorra
aqui
também. Foiem
Florianópolis
queadança
começou, queos
primeiros
grupos foramcriados.Tem muitahistória
aqui,
hátradição
e umaprocuragrande."
AnaDomingues
João VítorRoberge
Curso
de
Cinema reivndica
melhores
condições
Apesar
das
mudanças conquistadas,
ainda
faltam
espaços
adequados
para
sua
formação
profissional
Ao entrarna sala do
Cineclube,
projeto
deextensãodocursodecinemadaUFSC,é
impossível
não reparar noseu mau-cheiroAsensação
é dequemorreu
alguém
ali dentro.Quem
seatreveaentrarnelasedepara
com umporta-arquivos
cinzae umvelho,
porém
bemconservado,
sofábege.
Ochão,
bastantesujo,
acabou de sertrocadonumareformarecente.
Nele,
encontram-sepedaços
caídos doninho que um
pássaro
construiu emcimadoarcondicionado
split.
Investigando
aáreaemvolta,
descobre-seomotivodomaucheiro: háum
pás
saro marrommortoali.
Esse é um
exemplo
extremo dasituação
em que estava o curso deCinemaatémaiodesteano.Foines
sa
época
que os alunos decidiramorganizar
umagreve estudantil.Pordez
dias,
elesparalisaram
as atividades da
graduação
com oobjetivo
de resolver três
grandes problemas:
falta deprofessores,
falta de labora tórios e a ausência de um servidortécnico-administrativo
especializado
na área.Porcausa dessas
questões,
haviaaameaça docurso serfechado
pelo
MEC,
pois
osrequisitos
mínimosdefuncionamentonãoestavamsen
do atendidos.
Nos meses
após
a greve, a situação
do curso melhorou bastante."Todas as nossas
reinvindicações
foram
atendidas",
comemora CarolMorgan,
do Centro Acadêmico deCinema. "A greve foimuito ativae
contríbuíu para que tivéssemos su cesso emtãopouco
tempo", completa
Helena
Sardinha, presidente
do CA.Novos
professores
foramcontratados,
eosdocentes ainda
ganharam
umasala
-algo
quenãopossuíam
antes.Neste ano, foram contratadas
duas novas
professoras
através deconcursos,para dar aulas de
direção
cinematográfica
emontagem."Todas asnossasdemandas decontratações
de
professores
foramresolvidas",
dizacoordenadora docursodeCinema,
Aglair
Bernardo.Anoquevemaindaserá realizado um novo concurso,
paraaárea deroteiro.
Felipe
Gomes é o novo servidortécnico-administrativo do Cinema.
Com seu estilo meio Steve
jobs
deusar
óculos,
camiseta pretaecalça
jeans,
ele trouxe um conhecimentotécnico que estava faltando para a
parte administrativa do curso. Ele
ajuda
aidentificarquais
equipamen
tos
precisam
sercomprados
emfuturas
licitações,
além de queosalunosganham alguém
aquemrecorrer nahora deusar ascâmerasemicrofo
nes.
A
situação
do espaço físico éumpouco maisdelicada.
Hoje,
não há nenhum estúdio para queosalunosde Cinema possam usar para gra
var seustrabalhos.-O
ideal, segundo
Felipe
Gomes,
é que ainda houvesseumlocal exclusivo parasetrabalhar comáudio. Porenquanto,osalunos
improvisam
usando o Laboratóriode Estudos deCinema
(LEC),
e realizando as atividades de
fotografia
]
analógica
naUniversidade do Estado� de Santa Catarina
(UDESC).
Para]
completar,
sãotrêssalas de aula para�
ocursointeiro.Um novo
prédio
de4,6
mil mZ,quecustoucercade
RI
16milhõesefarápartedo Centrode
Comunicação
e
Expressão
(CCE),
está sendoconstruído.A
expectativa
éde que eleresolvaesses
problemas.
Oedifício teráumestúdio
multiuso,
que será usadoem
conjunto
pelos
alunos deCinemaedeArtes
Cênicas,
e umestúdio paragravações
de áudio. Oproblema
é queaconstruçãosó deveficarprontaem2015.Casooprazo
seja
cumprido,
só
poderão
haver aulas nelenopri
meirosemestrede2016.Até
lá,
ojeito
é
improvisar.
Carlos Estrella [email protected] Suelen Rocha [email protected]ZERO,
outubro de2014+-Políticas
públicas
Falta
espaço
e
verba
para
atividades
Em
Florianópolis
oinvestimento
naárea
de cultura
é
tão
baixo
que
chega
a menosde
umreal
por
habitante
da
cidade
Salas do
CIC
que
antes
serviam
para oficinas de
teatro
e
artes
hoje
sãe
usadas
como
depósitos
de materiais
Documentos
antigos,
tro
féus,
cadeiras e armários velhos dividem espaçocomlivros didáticosecobertores na Galeria dos ImortaisCatarinen
ses,noCentro
Integrado
de Cultura(CIC).
Olocal éamplo
efoiconstruído para
abrigar
exposições.
AntesdareformadoCICem
2009,
elaserviaparaoficinasdeteatroeartesecum
pria
comasuafinalidade.Hoje
éumdepósito,
umaespécie
degalpão
ondesão
despejados
materiaisantigos,
quenão tem mais serventia. Esteéore
tratodeumadas salas sob responsa
bilidade da
Fundação
Catarinensede Cultura(FCC),
localizadanaalanãorestaurada do CIC.
A reforma em infraestrutura
já
custou
aproximadamente
R'
17milhõesaoscofres
públicos.
Emagosto,o
jornal
Diário Catarinenseobteveumrelatório da
museóloga
UzandraFelisbino,
com críticas à infraestruturado Museu da
Imagem
edoSom(MIS).
Cercade2.433
itens não estavam
catalogados,
de um total de
3.800peças- en
tre
filmes,
fotografias,
discos eequipamentos
antigos.
Umadas doações,
de discos devinil,
foi feita há15 anos, um ano
depois
da fundação
do museu.Ositens seriam
enca-minhados
irregu-larmenteaSãoPaulo.A
mobilização
gerada pelo
vazamentodas íníormações
aumentouointeresse parasaber oquesefezcom odinheiropúblico
destinado a
manutenção
do CIC.Somente em
2014,
trêspresidentes
assumiram a
Fundação
Catarinensede Cultura.OZeroentrouemcontato
com aFCCparaconversarcom apre
sidenteMariaTeresinha Debaltine o
diretor de
Preservação
do PatrimônioCultural,
VanderleiSartori,
masatéofechamento do
jornal
nãoobteverespostadaassessoriade
imprensa.
A cada ano, o investimento na
área cultural vem diminuindo. Em
2012,
o sistema de financiamento culturallançou
oedital deApoio
àCultura
garantindo R$
1,2 milhão,
porem
entre2013e atéoinício deoutubro de2014nãoabriramnovos
editais.Nocomeço do
mês,
aSecreta riade Cultura deFlorianópolis
propôs
lançar
umedital deApoio
àCul-turanovalor de
R'
380mil para 17 áreas artísticas. O subsídio é concedi dopelo
FundoMunicipal
deCultura,
�_5
quecontacom
R'
650
miledeveser-aplicado
prioritariamente
aosproje
tosculturais da
sociedade,
conformeapontaoGuiade
Orientações
paraosMunicípios
do Sistema Nacional de Cultura.A setorial de audiovisualedoteatrosãocontraaproposta,
pois
acreditam queovalor é insuficiente.
OConselho de Política Cultural está dividido. "Contando que
Florianópo-lis
possui
421 milhabitantes,
o município
investemenosdeumrealemCultura por
pessoa",
afirmaodiretor,
dramaturgo
e membro do ConselhoSetorial de
Teatro,)ucca Rodrigues.
FátimaLima,
professora
de Teatro daUniversidade do Estado deSantaCatarina,
avalia queoPrêmioElisabete Anderle deIncentivo à
Cultura,
criadopelo
Estado,
e o PrêmioFunarte de Teatro
Myriam
Muniz, dogoverno
federal,
é quemovimentamocenário culturalem Santa
Catari-na."Osartistasdo Estado não têm
salário,
não temcomosobreviver".
Osecretáriode Cultura de Floria
nópolis,
LuizEkkeMoukanel,
desta-ca que oobjetivo
do setor éplane
jar,
coordenar e avaliar aspolíti-cas emCulturano
município.
Comoprioridade,
a pasta está realizando ummapeamentoculturalda cidadepor meiode uma
platafonna
colaborativae
digital.
Através do idCultFlorípa
(Sistema
Municipal
de Indicadores e
Informações
Culturais),
a Secretaria indica onde estão os
artistase
quais projetos
estãosendorealizados.
De acordo com o relatório de
2013 daSecretariade
Cultura,
apastarealizoul.088atividadesculturais
-
165
pagase923
gratuitas
-, com opúblico
total estimado em427.360
pessoas. FátimaLimaavalia quenão
háincentivoa
produção
esimumapolítica
deeventos.JuccaRodrigues
concordaediz que "a cultura ainda
nãopassouafazerparteda
política
de estado".Para
ele,
aMaratonaCul turalexemplifica
asituação.
Criadoem
2011,
o evento é realizado poruma
instituição
privada
sem finslucrativos
e
contacom osubsídio daprefeitura,
do Estadoedepatrocínio
da iniciativa
privada.
Em2014,
oprojeto
teve o orçamento reduzido.NoCIC,aGaleria dosImortais Catarlnenses divide espaçocomtroféus,documentosecobertores
Recebeu
R'
250 mil da �prefeitura
eR'
300 milj'
depatrocínio privado.
�
DeacordocomoSiste-i
maEstadual deIncen tivoà
Cultura,
Turismoe
Esporte
e oConselho Estadual deCultura,
"há
pendências
naprestação
de contasdesde a
primeira
edição".
Porcontadisso,
aMaratona nãorecebeu
orepasse de
R'
627milqueeram
esperados
doGoverno do Estado.
"Não adianta gastar
rios de dinheiro para
comprar talheres de
ouro sefaltaovospara
fritar", avaliaJucca.
Segundo
odiretor,
falta
diálogo
entre opoder
público
eosartistas. "Não háumaescutasensível dosgovernantes.
Oqueexisteé
aquela
visãoemapresentar
algo
pronto".
Ele admite queoConselho
Municipal
deCultura,
composto
por 30 membros da sociedade civiledopoder público,
éimportante
paraosetor. Noentanto, afinna que
ogrupo é pouco ouvido.
Cornoforma de
protesto,
oFórumSetorialPennanentedeArtesCênicas
organizou
uma "Invasão Teatral" emfevereiro desteano. Nosprimei
rosoitodias do
mês,
28espetáculos
entraramem
putaz
nosespaçoscul-(
-r-,'",:,:::!iI.:;;',,':"�
�.,.-/�
Centro Iniciou refonnaaindanão concluídaem2009;valoré deR$17milhões
turaisda cidade contandocommais
decincomil
espectadores.
"Nem todo mundoconseguiu
ter um retomoda
bilheteria,
mas ao mesmotempo
nós lemosummanifesto
explicando
aação,
queagenteconsegueentrarem cartaze quetem
público
afimde
assistir",
explica
BarbaraBiscaro,
integrante
do Fórum Setorial deArtesCênicas. AllIe TakaIhIma [email protected] RIcardo FIcrincIo [email protected]