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14_BARREIRAS AO COMERCIO_031109

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(1)

BARREIRAS AO COMÉRCIO

INTERNACIONAL

(2)

Comércio Internacional

TEORIA E REALIDADE

Teoria do Comércio Internacional

“Cada país deveria especializar-se na produção

daqueles artigos que pudesse produzir de maneira

vantajosa, trocando, posteriormente, o excedente

dessa produção por artigos produzidos por outros

países.”

Políticas Comerciais Estratégicas

(promovem as exportações e desestimulam

aa importações em setores específicos)

(3)

Comércio Internacional

Políticas de “substituição de importações”

Limitações na especialização (garantia de

absorção pelo mercado externo)

Segurança nacional (produção de bens

estratégicos (alimentos, combustíveis,

armamentos,...)

Grupos de pressão (práticas restritivas ao

comércio exterior)

Os benefícios da industrialização (reação as

flutuações dos produtos primários)

(4)

Comércio Internacional

DIFERENÇAS entre o comércio interno e comércio externo:

Variações no grau de mobilidade dos fatores de

produção

Natureza do mercado (idioma, costumes, hábitos de

comércio, sistemas de pesos e medidas,...)

Longas distâncias (custo, tempo, perecibilidade)

Variações de ordem monetárias (câmbio: troca de

diferentes moedas, mudança de valor

Variações de ordem legal (regulamentos, tributos...)

Existência de barreiras tarifárias e não-tarifárias.

(5)

Comércio Internacional

Política Comercial Externa

Livre-Cambismo (Livre-Comércio): doutrina na qual o

governo deveria limitar-se à manutenção da lei e da ordem e

remover todos os obstáculos legais em relação ao comércio e aos

preços.

Protecionismo: doutrina na qual o Estado possui papel

preponderante no controle das atividades econômicas,

especialmente, no tocante ao controle das entradas e saídas de

mercadorias e fatores.

(6)

6

País exportador

País exportador

Falta de uma política de comércio exterior

• Excesso de regulamentações

• Falta sistema atualizado de identificação de

oportunidades de negócios

• Empresário exportador não preparado

BARREIRAS DA EXPORTAÇÃO

(7)

7

BARREIRAS DA EXPORTAÇÃO

BARREIRAS DA EXPORTAÇÃO

País importador

País importador

Cotas de importações

• Normas técnicas

• Localização geográfica

(custos transporte)

• Excesso de regulamentações

• Diferenças culturais

• Nível tecnológico

• Concorrência local

• Instabilidade econômica

•Embargos

•Custos elevados da promoção

do produto

•Formas de comercialização

diferentes das praticadas no país

exportador

•Dificuldades para conseguir

informações confiáveis

•Excessivo protecionismo da

(8)

barreiras aduaneiras e outras restrições

 Barreiras tarifárias

:

Tarifa: imposto cobrado quando um bem é importado.

• Direitos aduaneiros: tributos incididos, pelo Estado, sobre as

mercadorias que transpõem as fronteiras do território nacional

(entrada ou saída).

- Direitos de exportação (diminuem capacidade de exportação)

- Direitos de importação

(9)

barreiras aduaneiras e outras restrições

 Barreiras tarifárias

:

• Alguns motivo que levam os países a instituir os direitos

aduaneiros:

- Obtenção de novas fontes de receitas para o governo;

- Necessidade de equilibrar o balanço de pagamentos

internacionais;

(10)

barreiras aduaneiras e outras restrições

 Barreiras tarifárias

:

• Tipos de tarifas aduaneiras:

- Segundo a maneira de fixação dos montantes de direitos:

- Específica: características físicas do produto, quantidades,

peso, medidas, etc. (Ex.: US$ 10,00 por quilo)

- Ad Valorem: valor declarado das mercadorias importadas

(% do valor). (Ex.: 2% do valor de US$ 50.000 = US$ 1.000)

- Composta, mista ou combinada: combinação de tarifas

específicas e ad valorem. (Ex.: US$ 5,00/quilo(100Kg) + 2%

(US$ 50.000) = US$ 1.500)

(11)

barreiras aduaneiras e outras restrições

 Barreiras tarifárias

:

• Tipos de tarifas aduaneiras:

- Segundo o país de origem da mercadoria:

- Uni-linear ou autônomo: os mesmos direitos qualquer que

seja o país.

- Geral-convencional/preferencial: considera valores

máximos e valores inferiores (variáveis) para países com os quais

existam acordos ou tratados.

- Máximo-mínimo: considera valores máximos (países sem

acordos) e valores mínimos (países com acordos).

(12)

barreiras aduaneiras e outras restrições

 Barreiras tarifárias

:

• Drawback: promoção ao incremento das exportações.

Retorno, total ou parcial, dos direitos cobrados sobre a entrada de

produtos estrangeiros no país:

- os quais serão objetos de reexportação no seu estado original;

- sobre a importação de matéria-prima ou produtos semi-manufaturados

que serão utilizados na produção de artigos manufaturados nacionais a

serem exportados.

Retorno de taxas e impostos internos cobrados sobre produtos

nacionais que serão objeto de exportação ou sobre determinadas

matérias-primas que entram em sua composição (drawback

verde-amarelo).

- Subvenção disfarçada à exportação, dada a dificuldade de determinar

(13)

barreiras aduaneiras e outras restrições

 Barreiras tarifárias

:

Portos Francos e Zonas Francas: facilitar o intercâmbio

internacional sem o perigo de contrabando e outras

fraudes.Conciliador de algumas vantagens do livre-cambismo com os

princípios protecionistas.

-- Zonas Francas: área geográfica, dentro de um país, livre para o

comércio exterior, com benefícios fiscais e aduaneiros.Também

criadas em aeroportos, terminais rodoviários e ferroviários e nas

fronteiras entre países.

-Porto Franco ou porto livre e porto seco livre: área livre para o

comércio exterior localizada na orla marítima de uma nação (ou no

interior do país), liberada de prerrogativas fiscais ou aduaneiras

(inspeção ou pagamento de direitos).

Ex.: portos de Cingapura, Hong-Kong, Ilhas Canárias, Gibraltar e

Aden.

(14)

barreiras aduaneiras e outras restrições

 Barreiras tarifárias

:

Vantagens das Zonas Francas:

- Diminuição na imobilização de capital de giro de estoques, por

parte dos importadores;

- Ganhos para o exportador, pela concentração de mercadorias em

uns poucos pontos;

- Atração de companhias de navegação, pela maior possibilidade

de obtenção de novos carregamentos;

- Maior rapidez nas operações de carga e descarga, pela ausência

de formalidades aduaneiras.

- Encorajam o desenvolvimento das atividades de beneficiamento,

processamento e transformação do produto estrangeiro no país;

- Podem constituir-se em fonte adicional de divisas, pela prestação

de serviços à países que não possuam saída para o mar (entreposto

ou depósito franco)

(15)

Barreiras não-tarifárias

São consideradas barreiras não-tarifárias as medidas

e os instrumentos de política econômica que afetam o

comércio entre dois ou mais países e que dispensam o

uso de mecanismos tarifários (tarifas ad-valorem ou

específicas).

(16)

barreiras aduaneiras e outras restrições

Barreiras não-tarifárias

(alguns tipos):

• Proibições a importações (geral, seletivo ou em função da

origem);

•Cotas de importação (limitações sobre quantidade ou

valor);

•Restrições/Limitações ou suspensões voluntárias da

exportações (normalmente solicitada pela país importador);

•Regulamentações sanitárias

•Normas de qualidade, etc.

(17)

Barreiras técnicas:

Segundo a OMC, são barreiras comerciais derivadas da

utilização de normas ou regulamentos técnicos

não-transparentes ou não-embasados em normas

internacionalmente aceitas ou, ainda, decorrentes da

adoção de procedimentos de avaliação da conformidade

não-transparentes e/ou demasiadamente dispendiosos,

bem como de inspeções excessivamente rigorosas.

(18)

Versão atual do Acordo sobre Barreiras Técnicas, usualmente

citado como TBT Agreement: algumas considerações.

O Acordo determina que cada país se responsabilize pela

manutenção de um centro de informações para disseminação das

notificações dos seus regulamentos e normas técnicas, assim como

de seus procedimentos de avaliação da conformidade.

No Brasil, o

Inmetro

exerce o papel de Ponto Focal de Barreiras

Técnicas às Exportações.

O Ponto Focal é uma fonte imprescindível de informações para os

empresários que desejam obter conhecimentos sobre os requisitos

técnicos cujo cumprimento é necessário para a exportação.

(19)

É importante salientar que no texto do TBT são feitas

observações quanto à

condição especial dos países menos

desenvolvidos

no comércio internacional. Esta condição especial

garante que estes países receberão um tratamento diferenciado

em função das suas dificuldades tecnológicas em adotar os rígidos

regulamentos técnicos, exigidos principalmente pelos países mais

desenvolvidos.

Adotando-se, stricto sensu, o conceito estabelecido pela OMC, não

podem ser consideradas barreiras técnicas muitas das

dificuldades técnicas encontradas pelas empresas que tentam

exportar, especialmente nos países menos desenvolvidos. Mas,

como se sabe, os empresários destes países encontram um enorme

obstáculo em superar estas dificuldades técnicas.

(20)

Com o intuito de superar estas dificuldades, os países mais

desenvolvidos se comprometeram, no TBT, a promover

programas de Cooperação Técnica com os países menos

desenvolvidos.

Estes programas possibilitam a transferência de tecnologia e

experiência nas áreas da metrologia legal e industrial.

Somente a partir da promoção destes programas é possível

conquistar um nível de confiança suficiente entre os países

para a assinatura de Acordos de Reconhecimento

Mútuos/MRAs dos procedimentos de avaliação da

conformidade.

(21)

Medidas de defesa comercial

Direitos corretivos:

- Anti-dumping: aplicados em relação a produtos que estejam

sofrendo dumping (tarifa igual a diferença calculada entre o preço

real e o preço “honesto”).

Dumping: lançamento, no mercado estrangeiro, de mercadorias

a preços menores do que os normalmente vigentes no mercado

interno (discriminação de preços), com o objetivo de eliminar a

concorrência, tanto de produtores do país importador, como de

outros produtores estrangeiros.

-Considerada uma prática “desonesta”, sujeita a regras e

penalidades especiais.

- Utilizada quando as vendas respondem mais fortemente ao preço

em um mercado do que em outro (elasticidade da demanda).

(22)

barreiras aduaneiras e outras restrições

 Barreiras tarifárias

:

• Direitos corretivos:

- Countervailing duties: aplicados à importação de produtos

que desfrutem de subsídios do país exportador.

- Compensatory duties: aplicados sobre a importação de certos

produtos manufaturados que concorram com similares nacionais.

(23)

Medidas de defesa comercial

Medidas anti-dumping

A empresa prejudicada deve endereçar petição a Secretaria de

Comércio Exterior (SECEX) solicitando ampla investigação.

Após confirmação, aplicam-se direitos anti-dumping.

Medidas anti-subsídios

É necessário demonstrar a nexo causal entre as importações do

produto subsidiado e o dano (material) à indústria doméstica.

Após confirmação, aplicam-se direitos compensatórios.

Medidas de salvaguarda

Solicitadas por grupo de produtores nacionais do mesmo

produto, prejudicados pelo aumento excessivo das importações

do produto estrangeiro similar.

(24)

BARREIRAS TÉCNICAS

• Decorrentes de

razões oficiais: regulamentos técnicos

estabelecidos pelos poderes públicos (requisitos técnicos

para que produtos entrem no mercado; regras para

procedimentos de avaliação da conformidade)

Objetivos legítimos: garantir a segurança de pessoas e

bens, saúde, segurança sanitária e fitossanitária, prevenção

da concorrência desleal, proteção ao meio-ambiente,

segurança nacional,etc.

• Decorrentes de

razões voluntárias: estabelecidas pelo

mercado, relacionadas aos hábitos, culturas e/ou

necessidades e expectativas, que são normalmente

(25)

OUTRAS BARREIRAS

•Barreiras Ecológicas

•Barreiras burocráticas

•Barreiras contra drogas

•Dumping social

(26)

ORGANISMOS RELACIONADOS ÀS BARREIRAS

TÉCNICAS

Metrologia:

Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM);

Sistema Internamericano de Metrologia (SIM)

Metrologia Legal:

Organização Internacional de Metrologia Legal (OIML)

Normalização

Organização internacional para Normalização (IS0)

Codex Alimentarius (Fórum ligado a FAO e OMS)

Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)

Credenciamento

(27)

Produto

Barreira

Observação

Suco de

Laranja

Tarifa

•Em 2000, o suco de laranja concentrado

reconstituído foi objeto de tarifa específica de US$ 0,0785 / litro (equivalente ad valorem: 56%), estando prevista uma redução de 2,5% em 2001.

•Redução da participação brasileira no

mercado norte-americano de 91% para 71% entre 1992 e 1999.

Sem as restrições tarifárias, calcula-se que o Brasil ocuparia todo o mercado

americano e o ganho total seria de pouco mais de US$1 bilhão.

ESTADOS UNIDOS

Fonte: Barreiras às exportações brasileiras (SECEX, 2001)

(28)

Produto

Barreira

Observação

Açucar

Cotas

tarifárias

•Exportações de açúcar em bruto sujeitam-se a uma tarifa específica intraquota de US$14,60 / ton, cujo equivalente ad valorem estimado em até 10,1%. Os países da América Central e os Andinos estão

isentos de tarifas. As tarifas extraquota estão

sujeitas a US$338,70 / ton, que para preços entre US$200-250 / ton significam tarifas ad valorem de 140-170%. O México paga tarifa extraquota de

US$282,47 / ton, devendo ter livre acesso em 2008. •A quota brasileira para o ano fiscal de 2001/2002: é de 162.422,05 ton / ano.

•Com a introdução do sistema de quotas em 1982, as exportações de açúcar brasileiro para os EUA recuaram 60%.

•Por considerar que o Brasil possui vantagens comparativas nesse produto, ele é o único país latino-americano não beneficiado pelo SGP.

(29)

Produto

Barreira

Observação

Álcool

etílico

Subsídios

•As importações de álcool etílico são taxadas em 2,5% pelo imposto de importação e em US$0,54 por galão pelo imposto especial - excise duty.

Considerando-se o preço médio do álcool (atacado) em cerca de US$1,20 / galão, esses dois gravames representam um carga tributária de 50% sobre o preço do produto importado. O produtor interno não paga o excise duty, a título de incentivo ao uso de combustíveis oxigenados.

•O Brasil, no caso deste produto, não é beneficiado pelo SGP.

(30)

Produto

Barreira

Observação

Fumo

Apoio aos

produtores

internos

•Há determinação de que 75% do fumo utilizado na fabricação do cigarro norte-americano deve ser

produzido localmente.

•Quota brasileira anual: 80.200 toneladas métricas. •Tarifa intraquota: de US$ 0,386 a US$ 0,421 por kg (Posição NCM 2401.20 - 1999), equivalente ad valorem estimado em até 108,2%.

•Tarifa extraquota: até 350%.

(31)

Produto

Barreira

Observação

Frango

Subsídios

•O preço médio das exportações americanas,

US$ 700 / ton, é muito inferior aos preços

internacionais médios (nunca abaixo de US$

1.000 / ton). O quilo do frango cobrado do

consumidor norte-americano (superior a US$

2,00) é quase o dobro do que é praticado no

mercado brasileiro (R$ 2,00), mostrando a

competitividade do país nesse setor.

•O comércio de aves com os EUA é

prejudicado, também, pela falta de acordo

sanitário entre as partes, que também se

justifica pelo receio do Ministério da

Agricultura de que o mercado brasileiro seja

invadido pelas carnes de frango

norte-americanas, principalmente pedaços não

consumidos naquele mercado

(32)

Produto

Barreira

Observação

Carne suína Medidas

sanitárias

•A barreira é imposta devido ao registro, no

passado, de contaminação por aftosa e peste suína africana (1974) do rebanho suíno brasileiro.

•Não há, no momento, iniciativas concretas para entendimentos sanitários entre Brasil e Estados

Unidos. Não existe reconhecimento mútuo de áreas livres ou de baixa incidência de enfermidades.

•Há dificuldade em estabelecer equivalência de processos de verificação sanitária

(33)

Produto

Barreira

Observação

Carne

bovina

Falta de

acordo

sanitário

•Não há equivalência de processos de

verificação sanitária.

•Não há reconhecimento de áreas livres ou de

baixa intensidade de enfermidades.

(34)

Produto

Barreira

Observação

Siderurgia e

Ferro-ligas

Medidas

antidumping e

direitos

compensatórios

•O Brasil é um dos países mais atingidos pelas medidas de defesa comercial aplicadas pelos Estados Unidos.

•Sobretaxas vão de 6% a 142%

(35)

Produto

Barreira

Observação

Frutas e

vegetais

•Morosidade na

aplicação de

medidas

sanitárias e

fitossanitárias

•O órgão oficial americano (USDA) opera

de maneira vagarosa e burocrática na

realização de exames e provas para efetivo

controle de doenças e pragas, bem como as

análises de risco. Exemplo: mamão papaia

brasileiro teve processo de aprovação

iniciado em 1993 e concluído apenas em

1998.

(36)

Produto

Barreira

Observação

Carne suína Medidas

sanitárias

•A barreira é imposta devido ao registro, no

passado, de contaminação por aftosa e peste suína africana (1974) do rebanho suíno brasileiro.

•Não há, no momento, iniciativas concretas para entendimentos sanitários entre Brasil e Estados

Unidos. Não existe reconhecimento mútuo de áreas livres ou de baixa incidência de enfermidades.

•Há dificuldade em estabelecer equivalência de processos de verificação sanitária

(37)

Produto

Barreira

Observação

Soja

Subsídios

Ajuda

interna

OCM*

•Embora as importações de soja em grão

estejam sujeitas a tarifa zero, as de óleo de soja

em bruto são taxadas com alíquotas entre 3,8 a

7,6% e as de óleo refinado entre 6,1 a 11,4%.

•A UE subsidia diretamente os produtores de

grãos oleaginosos, mediante diversos

programas contidos na Política Agrícola

Comum.

•Valor destinado, como ajuda interna, a

sementes pela OCM em 2000: € 93 milhões.

UNIÃO EUROPÉIA

Fonte: Barreiras às exportações brasileiras (SECEX, 2001) - Tarifa Européia - Lista Consolidada OMC/UE

*OCM - Organizações Comuns de Mercado - políticas setoriais específicas financiadas pelo Fundo Europeu de Orientação e de Garantia Agrícola, mesmo fundo que financia a PAC - Política Agrícola Comum.

(38)

Produto

Barreira

Observação

Café

Isenções

concedidas

a terceiros

países

•Tarifas: 0% para café em grão e 9,0% para café solúvel.

•Os países da Comunidade Andina beneficiam-se de isenção tarifária ao café solúvel, devido aos benefícios concedidos pelo regime antidrogas. •Recentemente, Brasil e UE chegaram a acordo sobre o estabelecimento de quotas, para o café

solúvel brasileiro, de 10.000t, 12.000t e 14.000t no período 2000-2002, respectivamente, com 0% de imposto de importação. Após 2002, serão definidas as novas quotas.

(39)

Produto

Barreira

Observação

Carne

bovina

Medidas

sanitárias e

fitossanitá-rias; Tarifas

altas;

Quo-tas

tarifárias;

Subsídios;

Ajuda

inter-na OCM*

•Restrições à importação de carne bovina brasileira em decorrência da incidência de febre aftosa no Rio Grande do Sul.

•Tarifa: 12.8 + 221.1 €/100 kg/net, que corresponde à 114.52% ad valorem.

•Quota específica de 5.000t para carne bovina com 20% de imposto de importação.

•Subsídio às exportações consolidado na OMC: € 1.259,2 Milhões em 2000.

•Valor destinado, como ajuda interna, a carne bovina pela OCM em 2000: € 4.733 milhões.

(40)

Produto

Barreira

Observação

Frango

Tarifas

al-tas; Quotas

tarifárias;

Subsídios

Ajuda

inter-na OCM*

•Tarifa: 102.4 €/100 kg/net, que corresponde a 46,25% ad valorem.

•Quota de 7.500t para carne de aves, com tarifas 50% inferiores às normais - 23,12%.

•Subsídio às exportações consolidado na OMC: € 91,6 Milhões em 2000.

•Valor destinado, como ajuda interna, a suínos, ovos e aves pela OCM em 2000: € 236 milhões.

(41)

Produto

Barreira

Observação

Açucar

Quota

tarifária

Subsídios

Isenções

concedidas

a terceiros

países

Ajuda

inter-na OCM*

•Tarifas: 33.9 €/100 kg/net, cujo correspondente ad valorem é 66.39%

•Quota conjunta com Cuba e terceiros países de

23.930t com tarifa de 9,8 € / t, ou seja tarifa de 19% •Países signatários da Convenção de Lomé

possuem uma quota de 1,5t milhão, com o benefício da tarifa zero.

•Subsídio à exportação consolidado na OMC: € 497,0 milhões em 2000 .

•Valor destinado, como ajuda interna, ao açúcar pela OCM em 2000: € 1.873 milhões.

(42)

Produto

Barreira

Observação

Suco de

laranja

Quota

tarifária

Tarifas

médias

elevadas

•Tarifa: 33.6%.

•Quota, para o mundo, de 1.500t com tarifa de 13%.

(43)

Produto

Barreira

Observação

Fumo

•Tarifas

•Ajuda

interna

OCM*

•As tarifas aplicadas ao fumo variam de 3% a 32%, no caso de desperdícios de tabaco, havendo

estipulação de preço mínimo.

•Valor destinado, como ajuda interna, a tabaco pela OCM em 2000: € 978 milhões.

(44)

Produto

Barreira

Observação

Açucar

Escalada

tarifária •A estrutura tarifária japonesa apresenta certa progressividade à medida que os produtos adquirem maior valor agregado.

•As alíquotas para o açúcar vão desde 35,30 ienes/kg até 103,1 ienes/kg. Isso significa uma tarifa ad valoren que varia de 118,03% a 344,72%.

Soja

Escalada

tarifária •A estrutura tarifária japonesa apresenta certa progressividade à medida que os produtos adquirem maior valor agregado.

•Tarifa de importação de soja em grão é de 0% e o óleo de soja 20,7 ienes por quilograma.

JAPÃO

Fontes: Fonte: Barreiras às exportações brasileiras (SECEX, 2001) Trains / 2001 - UNCTAD

(45)

Produto

Custos no BR

Custos nos EUA

Carne de

frango

Custo de produção: •R$ 1,41/quilo ou •US$ 0,49/quilo Custo ao Consumidor final: •US$ 0,67/quilo Custo de produção: •R$ 3,87/quilo ou •US$ 1,34/quilo

Custo ao Consumidor final: •US$ 2,00/quilo

(46)

Produto

Custos no BR

Custos nos EUA

Aço

Custo de produção médio: Semi-acabado: •de US$ 135,00 a 171,00/tonelada(média 155,00) Laminado a frio: •US$ 310,00/tonelada

Custo de produção médio: Semi-acabado: •US$ 179,00 a 248,00/tonelada (média 214,00) Laminado a frio: •US$ 430,00/tonelada

(47)

Produto

Barreira

Observação

Carne

bovina

Quota tarifária •Quota para couros: 137.000 m2 ou 848.000 m2, conforme item tarifário (referente ao ano de 1998).. •Couro bovino: importações intraquota sujeitas a tarifas entre 6,8 e 9%, e extraquota de 30%

(referente a 1998).

Frutas

tropicais

Vegetais

•Medidas sanitárias e fitossanitárias

•Proibição de importação sob alegação de incidência de mosca da fruta mediterrânea, mariposa Codling e outras pragas.

•Exigência de inspeção fitossanitária in loco. •Falta de transparência no que se refere às exigências em matéria de fumigação.

(48)

Produto

Barreira

Observação

Calçados

Quota tarifária •Tarifa: 37,5% ou 4,425 ienes / par (o que for

maior). Estas taxas cairão para 30% ou 4,300 ienes por par em 2002.

•Quota para calçados: 6.955.000 pares, referente a 12 itens tarifários (1998). Os calçados da posição 6403.99, por exemplo, apresentam tarifa intraquota de 24,3% enquanto a tarifa extraquota é de 60% ou 4.800 ienes por par - o que for maior.

•Em princípio a tarifa acima da quota será reduzida em 50% e a taxa alternativa mínima em ienes 10% ao longo do período 1995/2003. Como na prática o que ocorre é a aplicação da taxa alternativa mínima, os efeitos da redução tarifária são anulados.

•Falta transparência no estabelecimento e administração das quotas.

(49)

INCENTIVO ÀS EXPORTAÇÕES NO BRASIL

Plano Real 1994: impacto negativo nas exportações devido a supervalorização do real

• Medidas fiscais: tentativa de desonerar as exportações de todos os

impostos indiretos (IPI, ICMS, IOF) e de todas as incidências "em cascata" (COFINS, PIS/PASEP); instrumentos de benefícios fiscais à exportação, tais como o PDTI (Programa de Desenvolvimento

Tecnológico Industrial) e o PDTA (Programa de Desenvolvimento Agropecuário).

• Mecanismos de financiamento das exportações, tais como a concessão

de empréstimos diretos aos importadores estrangeiro; as operações de desconto; a concessão de garantias e o seguro de crédito de exportação. Liberação cambial em 1999: favoreceu as exportações.

(50)

INCENTIVO ÀS EXPORTAÇÕES NO BRASIL

Liberação cambial em 1999: favoreceu as exportações e alavancou as políticas de incentivo.

• Medidas que visam desonerar os impostos das mercadorias exportadas:

· a) não incidência de IPI nas exportações;

· b) não incidência de ICMS nas exportações de produtos industrializados, semi-elaborados, produtos primários ou prestações de serviços;

· c) alíquota 0% de IOF nas operações de câmbio e de crédito vinculadas à exportação de bens e serviços;

· d) programa BEFIEX (benefícios fiscais para a importação de bens a serem utilizados na fabricação de produtos para exportação – fim em 1993 - Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial (PDTI) e Programas de Desenvolvimento Agropecuário (PDTA));

· e) exclusão das receitas de exportação da base d e cálculo da COFINS; · f) exclusão das receitas de exportação da base de cálculo do PIS/PASEP; · g) ressarcimento do COFINS e PIS-PASEP (sob a forma de crédito

presumido de IPI);

Referências

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