DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS,
ECONÔMINCAS E DA COMUNICAÇÃO
CURSO DE PÓS GRADUAÇÃOLATO SENSU EM CONTROLADORIA
E GESTÃO EMPRESARIAL
A INFORMAÇÃO CONTÁBIL PARA TOMADA DE DECISÕES:
Um estudo sobre a percepção dos gestores de micro e pequena empresa do
ramo comercial da cidade de Ijuí/RS.
AUGUSTO RIEGER LUCCHESE
IJUÍ(RS)
2013
A INFORMAÇÃO CONTÁBIL PARA TOMADA DE DECISÕES:
Um estudo sobre a percepção dos gestores de micro e pequena empresa do
ramo comercial da cidade de Ijuí/RS.
Augusto RiegerLucchese1 Martinho L. Kelm2
Resumo
O presente artigo objetiva demonstrar diante de um conjunto de gestores de micro e pequenas empresas a percepção sobre as informações contábeis para a tomada de decisões. A informação contábil está voltada ao atendimento das necessidades de seu usuário principal, em decorrência do aumento da concorrência, acentuando-se a necessidade de informações que auxiliem os gestores e os empresários nas estratégias para a tomada de decisões. Neste sentido, levando-se em conta a relevância da informação contábil para o processo decisório, é de suma importância conhecer como os gestores estão utilizando as informações para o processo de gestão nas suas empresas, para que seja possível aperfeiçoar a geração de informações contábeis relevantes e também potencializar o desempenho das organizações. Os dados foram obtidos por meio de um questionário com perguntas fechadas enviadas a 32 gestores. Na busca deste objetivo, o estudo foi realizado em duas fases. Na primeira, realizou-se uma pesquisa bibliográfica sobre o tema da pesquisa. A outra parte constou de um estudo exploratório, tentando estabelecer um marco teórico do trabalho e a realidade empresarial. Dentre os resultados, pode-se destacar as seguintes características: as informações contábeis são utilizadas para atender o fisco e tomar decisões na maioria das empresas categorizadas como micro e pequeno porte, com relação as principais Demonstrações Contábeis, a Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados (DLPA) teve a maior representatividade em relação ao grau de importância e utilização para tomada de decisões, tanto entre as micro empresas como as empresas de pequeno porte.
PALAVRAS CHAVES: Informações Contábeis, gestores, tomada de decisão.
1Concluinte do curso de pós graduaçãolato sensu Controladoria e Gestão Empresarial pela Universidade
Regional do Noroeste do estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ). Bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ).
E-mail: [email protected] 2
Professor Dr. do Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação, orientador do estudo.
INTRODUÇÃO
Diante das contínuas mudanças tecnológicas e mercadológicas que vem ocorrendo na esfera empresarial nos últimos anos, cada vez mais, os gestores tem se utilizado da informação e do conhecimento nas organizações. Sendo assim, para a sobrevivência e o desenvolvimento das instituições, a informação assume um papel decisivo, não apenas sobre o ambiente interno, mas também sobre o ambiente externo.
Para se manter no mercado e obter retornos almejados, as empresas necessitam de controles eficientes possibilitando aos gestores dispor de melhores condições para enfrentar as ameaças e aproveitar as oportunidades do mercado.
Se os recursos informacionais passam a influenciar fortemente o desenvolvimento organizacional, por outro lado, a precariedade no aproveitamento da informação e a ausência de uma base de conhecimentos podem dificultar um desempenho satisfatório e agravar os problemas nas empresas.
Nesse contexto a contabilidade como sendo uma das principais fontes de informação financeiras e econômicas fornecem aos administradores as informações referentes ao patrimônio e aos demais usuários da informação contábil sobre alterações patrimoniais e econômicas da entidade.
A partir dessa premissa, a informação contábil vem tendo uma função decisiva no gerenciamento das empresas, onde, com um uso adequado, pode propiciar a redução das incertezas e dos ricos, conseqüentemente, ter um papel decisivo para o desenvolvimento e sobrevivência das organizações.
Com vistas a estes fatores, essa pesquisa buscou investigar se os gestores das micro e pequenas empresas da cidade de Ijuí/RS recebem, utilizam ou não as informações inclusas nos demonstrativos contábeis obrigatórios e qual é o seu impacto no processo decisório.
1. CONSIDERAÇÕES GERAIS A CERCA DA CONTABILIDADE
A Contabilidade não é uma ciência exata, mas uma ciência social, pois é a ação humana que gera e modifica a entidade patrimonial. Todavia,Iudícibus(2002) preceitua que a Contabilidade utiliza os métodos quantitativos (matemática e estatística) como sua principal ferramenta, para na seqüência ter seus resultados operados pelos sujeitos.
Iudícibus (2000, p. 80) conceitua Contabilidade sob três ângulos:
(1) sob o ponto de vista do acompanhamento das variações quantitativas e qualitativas do Patrimônio e, nesse caso, pode-se considerá-la como ciência, a definição preferida pelos Neopatrimonialistas, quando se refém ao objeto da Contabilidade; (2) sob o ponto de vista do usuário da informação contábil, o fato de ser ciência ou não pouco importa; interessa a ele que a Contabilidade, ou melhor, o sistema de informação contábil lhe entregue, a um custo razoável, as informações e análises que permitirão uma ágil tomada de decisão. Existe, todavia, outra visão da Contabilidade, qual seja a economia, que observa a Contabilidade como (3) a disciplina que permite avaliar os recursos escassos colocados à disposição das entidades, bem como inferir sobre a eficiência e eficácia com que os mesmos foram manipulados.
A Contabilidade é, objetivamente, um sistema de informação e avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de natureza financeira, econômica e de produtividade, com relação à entidade objeto de contabilização.
Além de ser um sistema de informação e avaliação, a Contabilidade possui as funções de registrar todos os fatos que ocorrem e podem ser representados em valor monetário, organizar um sistema de controle adequado à empresa, demonstrar a situação econômica, patrimonial e financeira com base nos registros realizados, analisar os demonstrativos e acompanhar a execução dos planos econômicos das organizações.
O principal objetivo da Contabilidade paraIudícibus (2002, p. 53) é “o de fornecer informações estruturadas de natureza econômica, financeira e, subsidiariamente, física, de produtividade e social, aos usuários internos e externos à entidade objeto da Contabilidade”.
Marion (2003, p. 26) afirma que o objetivo principal da contabilidade, “é o de permitir a cada grupo principal de usuários a avaliação da situação econômica e financeira da entidade, num sentido estático, bem como fazer inferências sobre suas tendências futuras”.
Beuren (2000, p. 30) alega que:
Se a contabilidade tem como uma de suas principais funções suprir de informações úteis os gestores, cabe a ela gerar informações que dêem o devido suporte ao processo de tomada de decisões em todos os seus estágios: no reconhecimento do problema, na identificação das alternativas possíveis e na escolha da melhor delas.
Portanto, a Contabilidade tem a função de controle de patrimônio e auxílio na tomada de decisão, onde todas as movimentações que acontecem no patrimônio de uma entidade são registradas pela contabilidade.
1.1 Informações Contábeis
Desempenhando um papel relevante no processo decisório, as informações contábeis organizam e resumem os dados das transações econômicas realizados por uma entidade.
Conforme Padoveze (2010, p. 63), “uma informação aproximada dentro do prazo é muito mais importante do que uma informação precisa atrasada”. Informações atrasadas perdem a sua validade.
De acordo com Padoveze (2000, p. 139) “a informação contábil, como toda informação, parte de dados coletados por toda a empresa, tratando-os conforme seus critérios, para dar formato denominado contábil que tem uma série de características e obedece necessariamente a uma metodologia”.
Para que a informação contábil seja aceita, ela necessariamente precisa ter algumas qualidades básicas que segundo Padoveze (2000, p. 145) descreve:
• A informação deve trazer mais benefícios que o custo de obtê-la;
• Deve ser compreensível;
• Deve ter utilidade para o decisor;
• Deve possuir relevância e confiabilidade;
• Deve ter consistência (possibilitar a comparabilidade).
A qualidade da informação está ligada a sua maior ou menor adequação ao uso no processo decisório, devendo ter um nível de confiabilidade, clareza e simplicidade na consulta e utilização.
Desse modo, Magalhães (2000) relata que para a informação contábil seja utilizada no processo administrativo, ela deve ser útil aos responsáveis pela administração da organização.
Portanto, de acordo com Magalhães (2000, p. 36) “a informação contábil sistematizada exige planejamento para produção dos relatórios, atendimento pleno aos usuários e construção de relatórios com enfoques diferentes aos diferentes níveis”.
Diante disso, a informação contábil sempre será um meio eficiente na tomada de decisão das empresas.Pois todas as atividades desempenhadas, sejam de caráter operacional ou gerencial, estão escoradas em alguma informação que precisou ser organizada, no formato adequado, a partir de dados coletados e compilados.
1.2 Relatórios Contábeis
Retratando a situação do patrimônio e as mutações ocorridas em um determinado período de tempo, os relatórios contábeis são os documentos gerados pela contabilidade que facilitam a visualização a nível econômico e financeiro da posição patrimonial da organização.
Marion (2003, p. 39) define relatório contábil como:
...a exposição resumida e ordenada de dados colhidos pela contabilidade. Objetiva relatar ás pessoas que se utilizam da contabilidade (usuários da contabilidade) os principais fatos registrados pela contabilidade em determinado período. Os relatórios contábeis são também conhecidos por informes contábeis. Entre os relatórios contábeis, os mais importantes são as demonstrações financeiras (terminologia utilizada pela Lei das Sociedades por Ações), ou demonstrações contábeis (terminologia preferida pelos contadores).
No que se refere as demonstrações contábeis das sociedades anônimas, aplicáveis extensivamente às demais sociedades, estabeleceu, de acordo com a Lei n° 6.404/76, no seu art. n° 176 que a cada exercício, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que exprimir com clareza a situação do patrimônio da entidade e as mutações ocorridas no exercício:
I – Balanço Patrimonial;
II – Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados; III – Demonstração do Resultado do Exercício;
IV – Demonstração das Origens e Aplicações de recursos; V – Demonstração de Fluxo de Caixa;
Com a criação da Lei 11.638/07 algumas informações contábeis sofreram modificações como o caso a exclusão da demonstração das Origens e Aplicações de recursos (até 31.12.2007 era obrigatória) e a inclusão da Demonstração do Valor Adicionado (se companhia aberta).
1.2.1 Balanço Patrimonial (BP)
Para Coutinho (2008, p. 49), “balanço patrimonial quer dizer apresentação dos bens, direitos e obrigações de uma forma equilibrada; portanto, a origem de recursos será igual às aplicações”. É uma das demonstrações mais completas mostrando a situação financeira e patrimonial da entidade.
Por sua vez Iudícibus (2010) define o balanço patrimonial como sendo a posição financeira de uma determinada organização em determinado momento, normalmente no fim do ano ou de um período prefixado.
1.2.2 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)
A Demonstração do Resultado do Exercício demonstra as receitas e as despesas em um determinado período de tempo, evidenciando o resultado que a empresa alcançou com o desenvolvimento de suas atividades.
Segundo Coutinho (2008, p. 61) “a DRE demonstra o resultado (lucro ou prejuízo) do exercício, ou seja, se as aplicações em ativo trouxeram ou não retorno para a empresa”.
Observa-se que a partir da DRE é possível identificar as operações realizadas pela empresa, ou seja, demonstrar as contas de receitas e despesas em determinado período e apurar o lucro líquido do exercício.
1.2.3 Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)
Esta demonstração indica para onde está sendo destinado o lucro contábil da empresa. Segundo Iudicíbus (2010, p. 238) “a destinação (canalização) do Lucro Líquido para os proprietários (distribuição de dividendos) ou o reinvestimento na própria empresa (retenção do Lucro) será evidenciada na Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados, antes de ser indicada no Balanço Patrimonial”.
1.2.4 Demonstração de Origem e Aplicação de Recursos (DOAR)
A DOAR é uma peça contábil que auxilia os gestores a analisar a posição financeira a curto prazo da empresa.
Conforme Coronado (2006, p. 82) “o objetivo do DOAR é apresentar de forma ordenada as informações referentes às operações recursos ou financiamentos obtidos e os investimentos realizados pela empresa durante o exercício”.
1.2.5 Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC)
Pelo grau de informações que fornece para os tomadores de decisão, a DFC é muito importante para as empresas. Segundo Coutinho (2008, p. 84) a Demonstração de Fluxo de Caixa “é uma demonstração de caráter financeiro que evidencia as modificações ocorridas no saldo de caixa e “equivalentes de caixa” das companhias em um determinado período, por meio de fluxos de recebimentos e pagamentos”.
A DFC permite avaliar a capacidade da empresa em honrar seus compromissos e gerar futuros fluxos líquidos positivos de caixa.
1.2.6 Demonstração do Valor Adicionado (DVA)
Conforme Coutinho (2008, p. 98) a DVA “é de natureza econômica, onde a empresa apresenta o quanto de riqueza ela gerou nas suas atividades, e quanto desse valor foi distribuído em cada setor da sociedade”.
Portanto os relatórios contábeis devem contemplar a maior quantidade de informação, evidenciando-se o que for considerado importante para a tomada de decisões e a prestação de contas.
Sendo um grande banco de dados de extrema utilidade para os gestores de uma organização, a Contabilidade é um instrumento de registro de todas as transações, o que possibilita para os administradores uma administração mais clara, segura e participativa.
A Contabilidade além de gerar informações rápidas e precisas, explica os fenômenos patrimoniais e fornece a seus usuários informações econômicas, financeiras, de resultado e de produtividade relativos à empresa.
Marion (2003) considera a contabilidade como um sistema de informação, destinado a prover seus usuários de dados para ajudá-los na tomada de decisões. O usuário é considerado aquela pessoa dentro de uma entidade que tenha interesse em conhecer dados normalmente fornecidos pela contabilidade.
1.3 Sistemas de Informações
A utilização da informação e do conhecimento nas organizações tem se intensificado na sociedade atual, fazendo com que as empresas, diante de grandes mudanças tecnológicas, adotem formas alternativas de gestão. Desta forma, a informação obriga as empresas a se manterem informadas, tanto no seu ambiente interno como externo.
Para enfrentar as ameaças, diminuir riscos e incertezas e aproveitar as oportunidades que o mercado oferece, os administradores necessitam continuamente de dados e informações, onde analisando-os possam auxiliarem no processo decisório.
Diante deste contexto, primeiramente é necessário entender alguns conceitos referentes à dados, informações e sistema.
Segundo Oliveira (2010, p. 24) “dados é qualquer elemento identificado em sua forma bruta que, por si só, não conduz à compreensão de determinado fato ou situação”.
Com relação ao conceito de informação Oliveira (2010, p. 24) define que “informação é o dado trabalhado que permite ao executivo tomar uma decisão”.
Já Padoveze (2000) define que a informação “é o dado processado de forma a ser entendido pelo receptor”.
A informação é o produto do estudo dos dados existentes na organização, devidamente registrado e organizados, para gerar conhecimento necessário, correspondendo à matéria-prima para o processo de tomada de decisão.
Para que uma informação seja considerada adequada, devem-se preencher alguns requisitos como: conteúdo, precisão, atualidade, relevância, confiabilidade, entendimento, valor econômico entre outros segundo Padoveze (2000).
Portanto, dependendo da maneira com que essas informações são utilizadas pelos gestores, podem modificar ou afetar o comportamento existente na empresa, dificultar um desempenho satisfatório ou agravar os problemas nas organizações.
Cada vez mais, os gestores necessitam de informações mais completas, buscando para as tomadas de decisões, informações financeiras, gerenciais, mercadológicas entre outras relevantes do negócio.
Devido ao grande e crescente volume de informações que algumas organizações produzem, surgiu a necessidade da implantação de sistemas de informações, mas para que isso ocorra, elas devem a cada dia estarem abertas às mais novas tecnologias existentes.
Com a evolução dos negócios, associado ao mundo competitivo com este, a informação ocupa um papel fundamental no desempenho de uma empresa.
Um sistema é conceituado por Padoveze (2000, p. 42) como sendo “um conjunto de elementos interdependentes, ou um todo organizado, ou partes que interagem formando um todo unitário e complexo”.
Os sistemas são classificados como sistemas abertos e fechados, onde os sistemas abertos interagem com o ambiente externo e os sistemas fechados não interagem com o
ambiente. Sendo assim as empresas são consideradas um sistema aberto, pois há interação com o ambiente externo de acordo com Padoveze (2000).
Um sistema de informação bem estruturado proporciona aos seus usuários decisões rápidas, seguras e eficientes, visto que, os sistemas processam dados e transformam em relatórios onde são destinados as pessoas que tomam decisões.
Diante de vários conceitos, Magalhães (2000, p. 26) define que:
...um sistema de informação consiste numa entidade (pessoa) com certas características psicológicas, que enfrenta um problema, em um contexto organizacional, para o qual necessita de dados, com a finalidade de obter uma solução. Esses dados são transformados em informações e divulgados mediante um modo de apresentação.
Padoveze (2000, p. 42) conceitua sistema de informação como:
...um conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros agregados segundo uma sequência lógica para o processamento dos dados e tradução em informações, para com seu produto, permitir as organizações o cumprimento de seus objetivos principais.
Todo o sistema de informação consiste de três componentes principais: entradas, processos e saídas, conforme ilustra a figura 01.
Figura 01: Sistema de Informações
Fonte: Moscove, Simkin, Bagranoff (2002, p. 23)
Em suma, um sistema de informação pode ser entendido como um conjunto de informações processadas, que tem propósito as operações de gestão de uma empresa.
Os sistemas de informações são classificados em sistema de informação de apoio às operações e sistema de informação de apoio à gestão conforme Padoveze (2000).
Sistema de apoio às operações consiste de acordo com Padoveze (2000, p. 42) em “auxiliar os departamentos e atividades a executarem suas funções operacionais (compras, estocagem, produção, vendas, faturamento, recebimento, pagamento, qualidade, manutenção, planejamento e controle de produção etc)”.
Já os sistemas de apoio à gestão é aquele que consiste nas informações para a gestão econômica-financeira da empresa. Segundo Padoveze (2000) os sistemas de apoio à gestão podem ser divididos em sistema de informação de apoio à decisão, onde consiste no auxilio direto à decisões gerenciais, sistema integrado de gestão empresarial, que engloba todas as informações necessárias para a gestão do sistema empresa e o sistema de informação contábil.
Entradas Processos Saídas
Dados/Informações de fontesInternas/Externas Classificar, Organizar, Calcular Informações para tomadores de decisões Internos/Externos
Desta forma, as organizações, com o auxilio dos sistemas de informações disponíveis, podem ter não só a redução de incertezas, mas um diferencial de atuação e uma vantagem competitiva.
2. MÉTODOS E PROCEDIMENTOS DE PESQUISA
O presente estudo caracteriza-se como uma Pesquisa Aplicada, classificando-se como uma Pesquisa Exploratória, Descritiva e Explicativa. Em relação aos Procedimentos Técnicos, a pesquisa classifica-se como: Pesquisa Bibliográfica, Documental e Levantamento.
Para a coleta de dados, o instrumento utilizado na pesquisa de campo foi um questionário aplicado a um conjunto de 32 empresários de micro e pequeno porte do ramo comercial da cidade de Ijuí/RS.
No caso desta pesquisa, foi utilizado um questionário fechado, com perguntas que possibilitam uma única interpretação, começando com perguntas mais simples e finalizando com perguntas mais complexas, as perguntas serão formuladas de maneira clara, concreta e precisa, onde as mesmas estarão somente relacionadas ao problema proposto.
Foram selecionadas empresas enquadradas como micro e pequeno porte, utilizando o enquadramento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (SEBRAE), que de acordo utiliza o conceito de número de funcionários nas empresas, onde uma microempresa na indústria e construção possui até 19 (dezenove) funcionários, no comércio e serviços até 09 (nove), na empresa de Pequeno Porte, as indústrias e construção vão de 20 (vinte) a 99 (noventa e nove) e no comércio e serviços de 10 (dez) a 49 (quarenta e nove) funcionários.
Depois de coletados os dados, estes foram analisados com o material obtido durante o processo de coleta, e transformados em informações que sustem o raciocínio conclusivo sobre o problema proposto (BEUREN, 2004).
Os dados coletados foram analisados de forma descritiva/qualitativa. Para melhor interpretação, foram elaborados textos e instrumentos para organizar, sumariar e relacionar estes dados.
3. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS
Este tópico apresenta os resultados obtidos na aplicação do questionário. Foi realizada a análise dos resultados conforme as questões estabelecidas. Primeiramente realizou-se uma descrição do perfil dos gestores e da empresa, identificando características como idade do empresário, escolaridade, tempo de atuação na área, número de funcionários etempo de existência da empresa entre outras. Posteriormente foi feita uma análise sobre a percepção dos gestores sobre utilização as informações contábeis no processo de gestão da empresa.
O questionário foi aplicado para empresas categorizadas com micro e pequenas empresas e como critério para separação foi utilizadoo número de funcionários cadastrados nas devidas empresas. Segue a tabela comparativa.
Tabela 1 – Número de funcionários
Micro Pequeno Porte
Até 09 funcionários 22
De 10 até 49 funcionários 10
Fonte: Elaborada pelo autor
Como se pode perceber na tabela 1, das 32 empresas questionadas, 22 (69%) estão categorizados como micro empresa por possuírem até nove funcionários no seu quadro funcional e 10 (31%) categorizadas com pequeno porte tendo entre 10 até 49 funcionários cadastrados.
3.1Perfil dos gestores e da empresa
Quanto à idade dos gestores ficou demonstrado que a maioria dos entrevistados respondentes das micro empresas (68,19%) e empresas de pequeno porte (70%) estão entre a faixa de 30 a 60 anos (Tabela 2).
Tabela 2 – Idade do gestor/administrador
Micro % Pequeno Porte %
Menos de 30 anos 5 22,72 3 30
Entre 30 e 60 anos 15 68,19 7 70
Mais de 60 anos 2 9,09 0 0
Total 22 100% 10 100%
Fonte: Elaborado pelo autor
Quanto ao nível de escolaridade dos respondentes, a pesquisa revelou que entre as micro empresas dos 22 entrevistados nove possuem ensino médio o que representou 40,91% e entreas empresas de pequeno porte, dos 10 entrevistados cinco possuem ensino médio o que representou 50% (Tabela 3).
Tabela 3 – Nível de escolaridade dos gestores/administradores
Micro % Pequeno Porte %
Ensino Fundamental 3 13,64 0 0 Ensino Médio 9 40,91 5 50 Sup. Incompleto 4 18,18 2 20 Sup. Completo 6 27,27 3 30 Total 22 100% 10 100%
Fonte: Elaborado pelo autor
Dos gestores de micro empresa entrevistados prevaleceu a maioria (86,36%) do sexo masculino, ou seja, dos 22 entrevistados, 19 são do sexo masculino e apenas três do sexo feminino. Já as empresas de pequeno porte ouve um equilíbrio em que das 10 entrevistas seis (60%) são do sexo masculino e quatro(40%) do sexo feminino (Tabela 4).
Tabela 4 – Gênero dos gestores/administradores
Micro % Pequeno Porte %
Masculino 19 86,36 6 60
Feminino 3 13,64 4 40
Total 22 100% 10 100%
Quanto ao tempo de atuação na área empresarial, os gestores menos experientes possuem menos de cinco anos na área empresarial e os mais experientes atuam há mais de 10 anos. Dos 22 empresários de micro empresa entrevistados, 14 (63,64%) possuem mais de 10 anos de experiência e apenas um (4,54%) possui menos de cinco anos. Em relação aos 10 empresários das empresas de pequeno porte, sete (70%) possuem mais de 10 anos de experiência e dois (20%) possuem menos de cinco anos (Tabela 5).
Tabela 5–Tempo de atuação na área empresarial
Micro % Pequeno Porte %
Menos de 5 anos 1 4,54 2 20
De 5 a 10 anos 7 31,82 1 10
Mais de 10 anos 14 63,64 7 70
Total 22 100% 10 100%
Fonte: Elaborado pelo autor
Quando questionados se tinham conhecimento na área de contabilidade, com relação aos gestores das micro empresas os dados relevantes foram que 12 (54,55%) responderam conhecimento razoável e oito (36,36%) responderam que tinham pouco conhecimento. Já com os empresários das empresas de pequeno porte, sete (70%) responderam que tinham conhecimento razoável, dois (20%) pouco conhecimento e um (10%) nenhum conhecimento em contabilidade (Tabela 6).
Tabela 6 – Conhecimento em contabilidade
Micro % Pequeno Porte %
Nenhum 1 4,54 1 10
Pouco 8 36,36 2 20
Razoável 12 54,55 7 70
Muito 1 4,54 0 0
Total 22 100% 10 100%
Fonte: Elaborado pelo autor
No que se refere ao tempo de existência, a maioria das empresas possuem acima de 10 anos. Das 22 categorizadas como micro empresas, 13 (59,09%) estão acima de 10 anos no mercado e apenas dois (9,09%) possuem até dois anos de existência. No caso das empresas de pequeno porte, das 10 empresas, oito (80%) estão enquadradas acima de 10 anos de atuação, um (10%) entre seis a 10 anos e um (10%) menos de dois anos (Tabela 7).
Tabela 7 – Tempo de existência da empresa no mercado
Micro % Pequeno Porte %
Até 02 anos 2 9,09 1 10
De 03 a 05 anos 3 13,64 0 0
De 06 a 10 anos 4 18,18 1 10
Acima de 10 anos 13 59,09 8 80
Total 22 100% 10 100%
Fonte: Elaborado pelo autor
Portanto, a pesquisa revelou que entre os 32 gestores questionados, a maioria possui idade entre 30 e 60 anos, possuem como nível de escolaridade o ensino médio, com relação ao tempo de atuação na área empresarial, a maioria possuem mais de 10 anos e também mais de 10 anos de tempo de existência da empresa no mercado, o que justifica que a grande parte possui razoável conhecimento em na área de contabilidade.
3.2 Informações específicas quanto ao objeto do estudo
Inicialmente os empresários/gerentes foram questionados sobre como é feito o processamento de dados na empresa. Das 22 empresas pesquisadas se classificam como micro empresa 12 (54,55%) fazem parte na empresa e parte no escritório, um (4,54%) faz na própria empresa e nove (40,91%) fazem no escritório de contabilidade terceirizado. Com relação asempresas de pequeno porte, das 10 pesquisadas, seis (60%) relatam que todo o processamento de dados é feito no escritório de contabilidade terceirizado e quatro (40%) fazem parte na empresa e outra no escritório (Tabela 8).
Tabela 8 – Processamento de dados na empresa
Micro % Pequeno Porte %
Escritório de contabilidade terceirizado 9 40,91 6 60 Na própria empresa 1 4,54 0 0 Parte na empresa e outra no escritório 12 54,55 4 40 Total 22 100% 10 100%
Fonte: Elaborado pelo autor
Quando questionados se recebiam os relatórios contábeis, a maioria dos gestores das micro empresas (77,27%) responderam que sim, enquanto cinco (22,73%) disseram que não. No caso das empresas de pequeno porte (100%) responderam que recebem os relatórios contábeis.
Tabela 9–Recebimento dos relatórios contábeis
Micro % Pequeno Porte %
Sim 17 77,27 10 100
Não 5 22,73 0 0
Total 22 100% 10 100%
Fonte: Elaborado pelo autor
Com relação a utilidade das informações contábeis, a relevância foi que 14 (63,64%) dos gestores das micro empresas responderam que utilizam para atender o fisco e tomada de decisão gerencial, e nas empresas de pequeno porte sete (70%) responderam que utilizam as informações para atender o fisco e tomada de decisão e três (30%) responderam que utilizam somente para atender o fisco (Tabela 10).
Pode-se observar que de acordo com os gestores, a grande maioria utiliza as informações contábeis primeiramente para atender ao fisco, mas também para tomada de decisões na empresas.
Tabela 10 – Utilidade das informações contábeis
Micro % Pequeno Porte %
Para atender o fisco 7 31,82 3 30 Para tomada de decisão 1 4,54 0 0 Para atender o fisco e tomada de decisão 14 63,64 7 70 Total 22 100% 10 100%
Tendo como objetivo de investigar
gestores das micro e pequenas empresas da cidade de Ijuí, baseados em uma listagem
cinco, sendo: (1) “nada importante”; (2) “pouco importante”; (3) “indiferente”; (4) “importante” e (5) “muito importante”
Gráfico 01 – Grau de importância Fonte: Dados da pesquisa
Diante dos dados apresentados no gráfico 01
micro empresas consideraram como informações muito importante na ordem: a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados, demonstração de fluxo de caixa,
resultado do exercício e o Balanço Patrimonial
Gráfico 02 – Grau de importância Fonte: Dados da Pesquisa
A partir dos dados apresentados no gráfico 02, verificou contábeis listadas para os empresá
0 2 4 6 8 10 12 14 16 BP DRE 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 5 BP DRE
objetivo de investigar a importância das informações contábeis para os gestores das micro e pequenas empresas da cidade de Ijuí, os gráficos 01 e 02
fornecida no questionário, atribuindo-lhes em uma escala de um a , sendo: (1) “nada importante”; (2) “pouco importante”; (3) “indiferente”; (4)
e (5) “muito importante”.
Grau de importância das informações contábeis para os gestores das micro empresas
Diante dos dados apresentados no gráfico 01, verifica-se que a maioria dos gesto micro empresas consideraram como informações muito importante na ordem: a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados, demonstração de fluxo de caixa,
resultado do exercício e o Balanço Patrimonial
Grau de importância das informações contábeis para os gestores das empresas de pequeno porte
partir dos dados apresentados no gráfico 02, verificou-se que das seis
contábeis listadas para os empresários, as informações que mais obtiveram destaque foram
DLPA DOAR DFC DVA
DLPA DOAR DFC DVA
das informações contábeis para os os gráficos 01 e 02 a seguir es em uma escala de um a , sendo: (1) “nada importante”; (2) “pouco importante”; (3) “indiferente”; (4)
das informações contábeis para os gestores das micro empresas
se que a maioria dos gestores de micro empresas consideraram como informações muito importante na ordem: a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados, demonstração de fluxo de caixa, demonstração do
das informações contábeis para os gestores das empresas de pequeno porte
se que das seis informações ue mais obtiveram destaque foram o
Não Responderam Nada importante Pouco importante Indirente Importante Muito importante Não Responderam Nada importante Pouco importante Indirente Importante Muito importante
balanço patrimonial classificada como importante e a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados classificada como muito importante.
Para a elaboração dos gráficos 03 e 04
utilizavam das informações contábeis para o processo de gestão. Para iss
escala de um a cinco, sendo: (1) para informação “nunca”; (2) “de vez em quando” “freqüentemente”; (4) “muitas vezes”; (5) para a informação considerada “sempre”; e (A) para os que não marcaram alguma alterna
Gráfico 03 – Utilização das informações contábeis Fonte: dados da pesquisa
O Gráfico 03 demonstra que, em geral, os administradores consultados atribuem grau considerável de utilização a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados e a demonstração de fluxo de caixa, destacando
informação mais utilizada para esses gestores.
Gráfico04 – Utilização das informações contábeis referente as empresas de pequeno porte Fonte: dados da pesquisa
0 2 4 6 8 10 12 14 BP DRE 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 BP DRE
balanço patrimonial classificada como importante e a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados classificada como muito importante.
Para a elaboração dos gráficos 03 e 04, perguntou-se aos pesquisados o quanto eles utilizavam das informações contábeis para o processo de gestão. Para iss
, sendo: (1) para informação “nunca”; (2) “de vez em quando” “freqüentemente”; (4) “muitas vezes”; (5) para a informação considerada “sempre”; e (A) para os que não marcaram alguma alternativa.
Utilização das informações contábeis referente as micro empresas
demonstra que, em geral, os administradores consultados atribuem grau utilização a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados e a demonstração de fluxo de caixa, destacando-se a demonstração de lucro ou prejuízo a
tilizada para esses gestores.
Utilização das informações contábeis referente as empresas de pequeno porte
DLPA DOAR DFC DVA
DLPA DOAR DFC DVA
balanço patrimonial classificada como importante e a demonstração de lucros ou prejuízos se aos pesquisados o quanto eles utilizavam das informações contábeis para o processo de gestão. Para isso, foi utilizada uma , sendo: (1) para informação “nunca”; (2) “de vez em quando”; (3) “freqüentemente”; (4) “muitas vezes”; (5) para a informação considerada “sempre”; e (A)
demonstra que, em geral, os administradores consultados atribuem grau utilização a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados e a se a demonstração de lucro ou prejuízo a
Utilização das informações contábeis referente as empresas de pequeno porte
Não reponderam Nunca De vez em quando Frequentemente Muitas vezes Sempre Não reponderam Nunca De vez em quando Frequentemente Muitas vezes Sempre
Verifica-se que no gráfico 04 que a demonstração de lucro ou prejuízos acumulados também é a mais citada pelos entrevistados, mas um dado que também aparece é com relação aos que não marcaram, onde todas as informações contábeis foram citadas.
Gráfico 05 – Frequência de utilização dos relatórios contábeis no acompanhamento das receitas, custos e despesas da empresa.
Fonte: Dados da pesquisa
No Gráfico 05 constata-se que com relação afrequência em que são utilizados os relatórios contábeis no acompanhamento das receitas, custos e despesas os gestores das micro empresas estão divididos, onde 27% sempre utilizam, 18% muitas vezes utilizam, 23%frequentemente, 23% de vez em quando e 9% marcaram que nunca utilizam as relatórios no acompanhamento.
Dentre as respostas obtidas com os gestores das empresas de pequeno porte, 50% responderam muitas vezes, 30% responderam frequentemente e 20% responderam de vez em quando.
A Tabela 11 expõe o resultado referente ao controle de estoque da empresa, onde a maioria das micro empresas (72,73%) e (70%) das empresas de pequeno porte, responderam que controlam seus estoques por sistema informatizado.
Tabela 11 – Controle de estoque
Micro % Pequeno Porte %
Contagem manual 6 27,27 3 30
Sistema informatizado
de controle 16 72,73 7 70
Não é feito controle de
estoque 0 0 0 0
Total 22 100% 10 100%
Fonte: Elaborado pelo autor
A grande maioria dos gestores questionados possuem interesse em conhecer mais sobre as informações contábeis, pois de acordo com a Tabela 12, dos 22 micro empresários 21 (95,45%) marcaram possuir interesse e apenas um (4,55%) não possui interesse. Já dos empresários de pequeno porte 10 (100%) disseram possuir interesse.
9% 23% 23% 18% 27% 0% 20% 30% 50% 0% Micro Pequeno Porte
Tabela 12 – Interesse sobre as informações contábeis
Micro % Pequeno Porte %
Possui interesse 21 95,45 10 100
Não possui interesse 1 4,55 0 0
Total 22 100% 100 100%
Fonte: Elaborado pelo autor
Existem várias formas de aprofundar os conhecimentos sobre as informações contábeis, e de acordo com os empresários de pequeno porte sete (70%) afirmaram que gostariam de receber o Contador na empresa, um (10%) através de palestras e dois (20%) com cursos. Os gestores das micro empresas 11 (50%) gostariam de visita do Contador a empresa, um (4,55%) através de palestras, sete (31,82%) com cursos e três (13,63%) informativos.
Tabela 13 – Forma para aprofundar os conhecimentos sobre as informações contábeis
Micro % Pequeno Porte %
Através de visita do contador a empresa 11 50 7 70 Palestras 1 4,55 1 10 Cursos 7 31,82 2 20 Informativos 3 13,63 0 0 Total 22 100% 10 100%
Fonte: Elaborado pelo autor
Fazendo uma comparação entre as micro e pequenas empresas, pode-se verificar através das tabelas e dos gráficos, que diante da importância das demonstrações contábeis, os empresários de um modo geral dão importância à todas as demonstrações, mas relacionando com a frequência de utilização, as que obtiveram maior relevância foram a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados e a demonstração de fluxo de caixa.
CONCLUSÃO
Este artigo objetivou a verificação da percepção dos gestores de micro e pequenas empresas do ramo comercial da cidade de Ijuí sobre as informações contábeis retratado em seus demonstrativos, no processo de gestão. A partir do referencial teórico e da pesquisa de campo realizada, pôde-se chegar a algumas considerações sobre o tema, apresentadas na sequência.
A metodologia de pesquisa empregada no trabalho consistiu basicamente de um estudo exploratório, sendo a população constituída de 32 gestores entre empresas categorizadas em micro e pequeno porte. O instrumento de pesquisa utilizado foi um questionário com perguntas fechadas.
Com base no estudo, observou-se que dos 32 gestores questionados, 22(68,75%) responderam que possuíam até nove funcionários, categorizaram-se como micro empresários e 10 (31,25%) responderam que possuíam de 10 até 49 funcionários, onde categorizaram-se como empresários de pequeno porte.
Numa visão geral, observou-se que os gestores em sua maioria possuem entre 30 e 60 anos de idade e que praticamente a metade dos questionados possuem como nível de formação até o 2° grau.
Verificou-se também que a grande maioria possuía mais que 10 anos de atuação na área empresarial, e mais de 10 anos de tempo de existência da empresa no mercado. Desta
forma pôde-se explicar a pergunta feita com relação ao conhecimento que o questionado tem sobre a contabilidade, onde mais da metade responderam que possuíam razoável conhecimento.
Com relação a utilidade das informações contábeis, a maioria das micro e das empresas de pequeno porte responderam que utilizam as informações contábeis para atender o fisco e tomar decisões.
Outra questão importante estava relacionada ao julgamento dos gestores em relação a importância que representavam algumas demonstrações contábeis no processo decisório. Observou-se que a maioria os gestores das micro empresas consideraram a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados muito importante seguido da demonstração de fluxo de caixa. Nas empresas de pequeno porte o resultado evidenciado foi que a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados foi considerada muito importante e o balaço patrimonial importante.
Diante do quanto os gestores utilizavam as demonstrações contábeis para o processo gerencial nas empresas, a maioria deles responderam que sempre se utilizam da demonstração de lucros ou prejuízos acumulados.
Assim, pode-se concluir que para a amostra objeto de estudo, as informações contábeis, de modo geral, são relevantes no processo decisório das organizações e que o uso das demonstrações contábeis, principalmente, a demonstração de lucro ou prejuízos acumulados e demonstração de fluxo de caixa são uma constante no apoio às decisões das empresas pesquisadas.
Entretanto para futuros estudos, sugere-se a exploração mais específica da relação das demonstrações de lucros ou prejuízos acumulados e demonstração de fluxo de caixa para o auxilio no processo de gestão das organizações. Adiante, também podemos expandir a pesquisa para outros segmentos como prestação de serviços e indústria. Por fim, outro assunto que pode ser desenvolvido é fazer um estudo correlacionando as informações recebidas pelos gestores das empresas, com a formulação de informações recebidas pelos contadores.
REFERÊNCIAS
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______.Sistemas de Informações Contábeis: fundamentos e análises. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
UNIVERSIDADE REIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL - UNIJUÍ
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS,
ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM CONTROLADORIA
E GESTÃO EMPRESARIAL - 3ª EDIÇÃO
QUESTIONÁRIO DE PESQUISA
Este questionário tem a finalidade de coletar dados para a elaboração de um Artigo enquanto requisito para conclusão no curso de Pós-Graduação em Controladoria e Gestão Empresarial do acadêmico Augusto RiegerLucchese, orientado pelo Prof. Dr. Martinho LuisKelm.
1. Qual a idade do empresário? ( ) menos de 30 anos ( ) entre 30 e 60 anos ( ) mais de 60 anos 2. Qual a escolaridade? ( ) Ensino Fundamental ( ) Ensino Média ( ) Superior incompleto ( ) Superior completo
3. Qual é o gênero dos gestores. ( ) Masculino
( ) Feminino
4. Qual é o tempo de atuação na área empresarial? ( ) menos de 5 anos
( ) de 5 e 10 anos ( ) mais de 10 anos
5. Qual é o conhecimento em contabilidade? ( ) Nenhum
( ) Pouco ( ) Razoável ( ) Muito
6. Qual é o numero de funcionários na empresa? ( ) até 09 funcionários
( ) de 10 até 49 funcionários
7. Qual é o tempo de existência da empresa no mercado? ( ) até 02 anos
( ) de 03 a 05 anos ( ) de 06 a 10 anos ( ) acima de 10 anos
8. Com é feito o processamento de dados na empresa? ( ) escritório de contabilidade terceirizado
( ) na própria empresa
( ) parte na empresa e outra no escritório
9. O empresário/gestor recebe os relatórios contábeis processados? ( ) Sim
( ) Não
10.Qual é a utilidade das informações geradas pela contabilidade na empresa? ( ) para atender o fisco
( ) para tomada de decisão
( ) para atender o fisco e tomada de decisão
11.Dentre as informações contábeis abaixo e com relação à importância nas decisões da empresa, em uma escala de (1) nada importante; (2) pouco importante; (3) indiferente; (4) importante e a (5) muito importante, marque o grau de relevância:
a) Balanço Patrimonial: ( 1 ) ( 2 ) ( 3 ) ( 4 ) ( 5 )
b) Demonstração do Resultado do Exercício (DRE): ( 1 ) ( 2 ) ( 3 ) ( 4 ) ( 5 )
c) Demonstração de Lucro ou Prejuízos Acumulados: ( 1 ) ( 2 ) ( 3 ) ( 4 ) ( 5 )
d) Demonstração de Origem e Aplicação de Recursos: ( 1 ) ( 2 ) ( 3 ) ( 4 ) ( 5 )
e) Demonstração de Fluxo de Caixa: ( 1 ) ( 2 ) ( 3 ) ( 4 ) ( 5 )
f) Demonstração do Valor Adicionado: ( 1 ) ( 2 ) ( 3 ) ( 4 ) ( 5 )
12.Diante das respostas anteriores, responda numa escala de (1) nunca; (2) de vez em quando; (3) frequentemente; (4) muitas vezes e (5) sempre, quanto você utiliza ou dispõe das informações abaixo:
a) Balanço Patrimonial: ( 1 ) ( 2 ) ( 3 ) ( 4 ) ( 5 )
( 1 ) ( 2 ) ( 3 ) ( 4 ) ( 5 )
c) Demonstração de Lucro ou Prejuízos Acumulados: ( 1 ) ( 2 ) ( 3 ) ( 4 ) ( 5 )
d) Demonstração de Origem e Aplicação de Recursos: ( 1 ) ( 2 ) ( 3 ) ( 4 ) ( 5 )
e) Demonstração de Fluxo de Caixa: ( 1 ) ( 2 ) ( 3 ) ( 4 ) ( 5 )
f) Demonstração do Valor Adicionado: ( 1 ) ( 2 ) ( 3 ) ( 4 ) ( 5 )
13.Qual é a frequênciacom que os relatórios contábeis são utilizados no acompanhamento das receitas, custos e despesas:
( 1 )Nunca
( 2 )De vez em quando ( 3 )Frequentemente ( 4 )Muitas vezes ( 5 )Sempre
14.Com relação ao interesse no conhecimento sobre as informações contábeis: ( ) Possui interesse
( ) Não possui interesse
15.Se possuir interesse no conhecimento sobre as informações contábeis, qual é a melhor forma para aprofundar esses conhecimentos?
( ) Através de visita do contador a empresa ( ) Palestras
( ) Cursos ( ) Informativos