proc. Civ II 5 ago
Rodrigo Gontijo.( [email protected]) 3324 7740. Bibliografia
Misael Montenegro Filho - curso de direito processual civil vol.iI - atlas.
Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart. Curso de processo civil vol. 2 e 3 Edit. Revista dos Tribunais.
Humberto Theodoro Jr. curso de direito processual Vol 1 e 2 Forense. Avaliação.
provas de 25 ptos prova de 2g ptos.
1 trabalho apresentado no valor de 20 ptos. Global 30 ptos
especial - prova única com matéria cumulativa
Recursos, ação rescisória, processo de execução e cumprimento de sentença. Proc Civil II 7 ago
RECURSOS. I. DEFINIÇÃO.
Segundo Luiz Guilherme Marinone e Sérgio Cruz "recursos são os meios de impugnação de decisões judiciais, voluntárias, internas à relação jurídica processual em que se forma o ato judicial atacado aptos a obter deste a anulação , a reforma ou aprimoramento".
para Amaral Santos: "Recurso é o poder de provocar o reexame de uma decisão, pela mesma autoridade judiciária, ou por outra hierarquicamente superior, visando obter a sua reforma ou modificação".
para Misael Montenegro Filho: "Recurso é o instrumento processual voluntariamente utilizado pelo legitimado que sofreu prejuizo decorrente da decisão judicial, para obter a sua reforma, a sua invalidação, o seu esclarecimento ou a sua integração com a expressa solicitação de que nova decisão seja proferida, que pode ou não substituir o pronunciamento hostilizado".
II. OBJETO.
O objeto do recurso é a decisão que causa prejuizo a uma das partes do processo, ou a ambas, não se prestando para o combate de pronunciamentos despidas dessa condição.
III. OBJETIVO
o objetivo dos recursos é a reforma, a invalidação do pronunciamento, a integração ou o esclarecimento do pronunciamento que foi desfavorável à parte.
- "error in judicando". É o erro que diz respeito à reforma da decisão. Entra na matéria, no mérito. Visa-se a reforma da decisão.
- "error in procedendo". Diz respeito à forma. Invalidação da Decisão. Modificação por causa de ausência de pressupostos.
Proc civil II 12 ago IV - PRINCÍPIOS
1. Duplo grau de jurisdição.
Revisão da decisão prolatada, ou pelo mesmo órgão ou por órgão de hierarquia superior. É a possibilidade de reexame da matéria cuja decisão me foi desfavorável.
Alguns autores não o consideram um princípio constitucional porque ele não está expresso na Constituição Federal. Outros o consideram princípo pois está implícito no contraditório e na ampla defesa.
Portanto, é uma garantia constitucional de que uma determinada situação jurídica possa ser reexaminada. Exceção ao princípio do duplo grau.
Art. 515 CPC A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada.
Parágrafo 3ro. Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito, o tribunal pode julgar desde já a lide, se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento. Se o juiz extinguir o processo sem resolução do mérito (quando existe algum vício), como é uma decisão, cabe recurso que é a apelação. Na apelação se pede ao tribunal que re analise a questão. Como o juiz de primeiro grau não entrou no mérito da causa, o correto, pelo princípio do duplo grau de jurisdição, seria o tribunal, achando que não era caso de extinção do processo sem resolução do mérito, cassaria a decisão e deveria devolver o processo à primeira instância pra que entrasse no mérito, porque se o tribunal entrar no mérito, estaria ferindo um direito do juiz de uma re análise da questão. Portanto, esse dispositivo que vimos é uma exceção ao princípio do duplo grau de jurisdição.
Mas, não é em todo caso. O dispositivo diz que apenas nas matérias que versem exclusivamente sobre direito.
Matéria de direito é a análise de um contrato, de uma lei. Matéria de fato é análise de provas, de testemunha, de culpa por exemplo numa batida de trânsito.
Nas situações de direito e o processo estiver maduro, ou seja, que já esteja instruído, que já tenha havido o contraditório, o tribunal pode julgar o mérito.
A regra é: se o processo foi extinto sem julgamento do mérito e se apelou dessa decisão, e o tribunal cassa a decisão, o tribunal, na grande maioria dos casos, devolve para a primeira instância para que o processo seja instruido, ou se já estiver instruido, dê a sentença de mérito. Se essa sentença for ruim. A parte pode apelar novemente mas aí ela irá apelar para analisar questões de mérito, de error in judicando e não error in procedendo.
Há recursos que vão para a própria instância, como os embargos Infringentes, que são interpostos mas quem os julgam são os desembargadores de mesma hierquia do tribunal.
2. Princípio da Taxatividade.
Somente pode ser considerado recurso aquele que a lei federal assim o define. Temos apenas 8 tipos de recurso no CPC. Não pode inventar recurso, eles estão elencados no CPC.
Apelação, Agravo (Retido, Instrumento, Legal, Regimental), Embargos de Declaração, Embargos Infringentes, Recurso Ordinário, Recurso Extraordinário, Recurso Especial, Embargos Divergentes.
3. Princípio da Unirrecorribilidade.
Diz que de cada decisão cabe apenas um tipo de recurso. Há exceções que são os Embargos de Declaração, Recurso Especial, Recurso Extraordinário.
De qualquer decisão cabem embargos de declaração e apelação. Interposição em conjunto dos recursos especial e extraordinário para acórdão que ferem tanto dispositivos constitucionais quanto infra constitucionais; neste caso eles são interpostos no memo prazo mas o recurso extraordinário fica sobrestado, esperando o julgamento do recurso especial pelo STJ. É exceção pois desse tipo de acordão cabem dois recursos.
4. Princípio da Fungibilidade.
É o aproveitamento de um recurso errôneo como se fosse o correto, para que haja economia processual e para que a forma não se sobreponha à finalidade.
a) existência de dúvida objetiva. No mundo jurídico deve haver uma discussão sobre qual recurso usar numa situação específica. Não pode ser uma dúvida individual. É uma dúvida jurídica.
b) inexistência de erro grosseiro. Não visa o tal princípio beneficiar profissionais inábeis. Entrar com um recurso errado.
c) prazo adequado. É muito criticado pois se soubesse qual o recurso correto usaria o recurso certo.
Exemplo de dúvida objetiva: temos um processo e quando a citação chega, você vê que o valor da causa foi colocado propositalmente errado para pagar custas processuais baixas e sucumbência baixa também. Você entra com um incidente de impugnação ao valor da causa. Esse incidente suspende o processo, que fica parado e o juiz abre prazo para a outra parte apresentar defesa, produzir provas. Produzidas as provas o juiz prolata a decisão que põe fim ao incidente de impugnação ao valor da causa. A lógica diz que cabe apelação mas o entendimento jurisprudencial diz que cabe agravo. Isso é um dúvida jurídica. Então, desde que se apele no prazo de 10 dias o juiz conhece da apleação pelo princípio da fungibilidade.
Outros tipos de dúvida, geralmente caem em erro grosseiro. 5. Princípio da Proibição da "Reformatio in Pejus".
A reforma da decisão não pode prejudicar a parte. Se eu recorro, em regra, esse recurso não pode agravar a minha situação. Exceto as matérias de ordem pública que todo juizo pode conhecê-la de ofício e em agindo assim, o juiz não feriria tal princípio. Não confundir com as decisões que julgam parcialmente procedente uma demanda e nessa situação as duas partes tem interesse recursal porque as duas perderam em parte. O manejo de recurso por parte de ambas pode acarretar mudanças que prejudiquem uma das partes. Mas isso só ocorreu porque as duas partes recorreram.
V. PRESSUPOSTOS RECURSAIS.
Pressupostos são requisitos básicos necessários que tem que ter uma petição para que ela cumpra sua função que é chegar ao resultaado e não seja declarada inépta.
1. Intrínsecos: dizem respeito à existência do direito de recorrer. São subjetivos, internos.
a) Cabimento. De cada decisão existe um meio específico de combatê-lo. Tem quase o mesmo sentido do princípio da irrecorribilidade. Alei diz que de decisão terminativa comporta apleação. De decisão interlocutória cabe recurso de agravo. Está ligado à essência de cada decisão.
b) Interesse Recursal. Não é qualquer parte do processo que pode recorrer só quem tem prejuizo da decisão. O intreresse de agir é medido pela necessidade e pela utilidade. O interesse recursal é a mesma coisa. Se o pedido é procedente não existe o menor interesse recursal.
Existe um dilema jurídico de que se o réu num processo extinto sem resolução de mérito pode recorrer para que o juiz analise o mérito. A doutrina majoritária diz que o réu não tem esse interesse pois esse tipo de decisão é considerada ganho de causa e portanto não tem interesse recursal. O autor pode recorrer, desde que ele sane o vício que fundamentou a extinção do processo e também não haja nem decadência e nem prescrição; mas o réu não.
c) Legitimidade recursal. Os legítimados para propor o recurso são: - Partes.
- Terceiro Interessado. Sempre que a decisão que le não participou lhe cause prejuizo, mesmo que ele não tenha participado do processo de conhecimento (produção de prova).
d) Inexistência de fato extintivo do direito de recorrer: ex: Renúncia, aceitação expressa ou tácita.
Renúncia = Existe uma sentença, q vc sabia que ia perder. Resolve aceitar. Faz uma petição ANTES DO RECURSO dizendo que renuncia ao direito de recorrer. Isso é fato extintivo do direito de recorrer.
Aceitação Expressa = é muito parecido com a renúncia. Você é condenado a pagar R$ 1000 e nem espera o trânsito em julgado e diz para o juiz que aceita a sentença. A aceitação tácita é quando após a sentença ele vai lá e paga.
2. Extrínsecos: pertinentes ao exercício do direito de recorrer. Estão ligados à forma. a) Regularidade Formal. O recurso tem uma forma descrita na lei. Ver no gravador.
Se for por exemplo, um agravo de instrumento, temos que fazer uma petição escrita, pegar as peças obrigatórias, as peças necessárias, pagar as custas e tem que interpor diretamente no tribunal. Essa é a forma do agravo de instrumento. Se estiver tudo certo mas naõ entramos no tribunal e sim no juiz de primeiro grau, estaremos ferindo a regularidade formal e ele não será recebido como agravo de instrumento; quando muito, se o juiz quiser, pode recebê-lo na forma retida. Da mesma forma, você não interpôs no juiz de primeiro grau e foi corretamente direto no tribunal mas não fez o translado das peças obrigatórias, o relator não vai admitir o seu recurso por irregularidade formal.
b) Tempestividade. É o prazo do recurso. Se não tiver uma justificativa pertinente, será considerado intempestivo. Se for o ministério público ou a fazenda pública, ou litisconsórcio terá o prazo dilatado, dobrado. Se o prazo é de 15 dias tenho até 15 dias; assim posso entrar com 7, 8, 10. O que não pode é entrar no 10º dia e depois e depois vê que faltou uma coisinha, algum recurso formal, não adianta peticionar este detalhe pois não será recebido pelo juiz.
c) Preparo. Pagamento das custas. Se não paga é deserção. Se paga parcialmente o juiz intima a parte para complementar as custas. O preparo vai junto com o recurso e não pode ser mostrado depois. Não preciso recolher preparo o MP, defensoria Pública, justiça gratuita. Se o pedido de justiça gratuita for deferido não precisa recolher o preparo.
d) Inexistência de fato impeditivo do direito de recorrer ou do seguimento do recurso. Ex. Desistência, não pagamento de multa imposta (segundos embargos)
Desistência se dá DEPOIS DE ENTRAR COM O RECURSO. Se a outra parte entrou com o recurso adesivo e vc desistiu, o adesivo da parte cai também. Tanto a renúncia quanto a desistência não precisam da anuência da outra parte. Se você entrou com recurso, a outra parte entrou com as contra razões, entrou com o recurso adesivo dela mas ainda não houve julgamento e você pedir a desistência, o tribunal têm que conceder.
Não pagamento de multa imposta = é empregado, por exemplo, na multa por litigância de má fé, quando temos a possibilidade de entrar com embargos de declaração sanando uma obscuridade, uma omissão. O juiz fala que não há obscuridade. Mas é um fato muito importante e você quer pré questionar a matéria, aí você entra com o segundo Embargos de Declaração. O juiz então, aplica uma multa por litigância de má fé. Nesse caso ao recorrer, temos que pagar a multa antes de recorrer com apelação, se não o recurso não será conhecido por ausência de pressuposto extrínseco de existência de fato impeditivo do direito de recorrer. Temos que pre questionar a matéria infra constitucional que está sendo ferida, pois para entrar com recurso especial a matéria tem de estar pré questionada desde o começo se não o recurso não será conhecido por ausência de pré questionamento, por isso temos de bater. Mas temos que tomar cuidado para não inviabilizar a causa pois a multa é baseada no valor da causa e se este for muito alto trará um ônus muito grande para o cliente. Por isso temos que saber até onde podemos ir com essa situação.
proc Civil II 14 ago
a) Obstar a incidência da preclusão ou da coisa julgada sobre a decisão recorrida.
Isso quer dizer que, enquanto estiver correndo o prazo para interposição do recurso, não ocorre a preclusão ou o trânsito da coisa julgada.
O recurso de apelação, o prazo é de 15 dias. Durante esse prazo, de uma sentença terminativa ou de mérito, não poderá haverá nenhum ato nesse processo, com exceção, lógico se entrarmos com embargos de declaração no prazo de 20 dias, mas tirando essa hipótese, deve-se, obrigatoriamente esperar o prazo de 15 dias para testar o trânsito em julgado ou a preclusão da matéria.
No caso de apelação é coisa julgada e no caso de uma decisão interlocutória é preclusão.
Uma decisão em um processo em que indefere um requerimento meu de uma prova específica, o recurso é agravo, pois a decisão é interlocutória.
Se eu não agravo não poderei, lá na apelação discutir essa matéria alegando desrespeito aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Não pois haverá apreclusão da matéria. Essa é a regra.
A exceção é no caso dos juizados especiais. Como não é permitido nenhum tipo de recurso de decisões interlocutórias, o RECURSO INOMINADO pode atacar quaisquer questões, não só as questões da sentença mas as questões do decorrer de todo o processo.
b) Efeito devolutivo.
É o princípio do “tantum devolutum quantum apelatum”. Devolve-se a matéria para reexame.
No efeito devolutivo, somente se entrega para reexame a matéria que eu estou impugnando. Isso que r dizer que se no processo há vários pedidos e houve provimento parcial desses pedidos e eu recorro ao tribunal, de apenas de uma parte. O tribunal não poderá reanalizar a matéria toda. Ele tem que ficar adstrito àquilo que eu estou impugnando, aquilo que estou entregando para ele reanalizar. Esse é o efeito devolutivo. O efeito translativo é muito parecido com o devolutivo, só que o translativo é para matérias de ordem pública que o juiz pode declarar de ofício, sem requerimento da parte. Se não for de ordem pública o tribunal não pode entrar em questões que não foram impugadas para ele. Só pode falar dentro dos limites dados pela parte. Não são todos os recursos que têm efeito devolutivo. Os embargos de declaração não tem esse efeito. É o efeito devolutivo que faculta a instância superior a desconsiderar o princípio do juiz natural (juiz natural o juiz q julga o processo é o que julga as provas) para reavaliar aquela matéria.
O efeito devolutivo é a própria exteriorização do princípo do duplo grau de jurisdição. Que dá prerrogativa ao tribunal para reformar, confirmar ou invalidar a sentença impugnada.
c) Efeito Suspensivo.
Visa suspender não a decisão, mas seus efeitos.
Os recursos especial e extraordinário não tem esse efeito. Para que esses recursos tenham esse efeito tem de entrar com medida cautelar. Se o processo ainda estiver em juizo de admissibilidade no tribunal “a quo” (juizo que prolatoou a matéria que eu estou impugnando e “ad quem” é o juizo que eu quero que reexamine a matéria), ou seja, no tribunal, entro com a medida cautelar nele, pedindo o efeito suspensivo.
Agora, a partir do momento em que foi feito o juizo de admissibilidade e os autos foram enviados para Brasília, enho de entrar coma medida cautelar lá em Brasília.
As medidas cautelares existem para acautelar, assegurar os direitos de uma pessoa e precisa ter o fumus boni iuris e o periculum in mora.
A diferença da tutela antecipada da medida cautelar é que a tutela antecipada tem a verossimilhança da alegação (artigo 273CPC).
Tutela antecipada = verossimilhança é a legação do próprio direito, que tem de estar expresso, nítido, quase certo.
Cautelar = fumus boni iuris são apenas indícios de um direito alegado.
É muito mais difícil conseguir uma tutela antecipada do que uma medida cautelar pois esta visa primeiramente acautelar um direito, por isso que o perículum in mora é muito mais importante nas cautelares do que propriamente o direito. A cautelar não é uma decisão definitiva, depende de um processo principal. A tutela antecipada tem que ter a verossimilhança, é quase que o próprio direito. Como exemplo, nome indevido no SPC.
Exemplo de cautelar é na prática comercial na sustação de protesto. Na compra de um serviço você emite um cheque mas o serviço não é prestado, você susta o cheque e o prestador de serviço protesta o cheque
sustado no cartório que lhe notifica. Você tem três dias para efetuar o pagamento sob pena de seu nome ir para protesto. Você entra com uma ação cautelar de sustação de protesto explicando justamente que houve uma quebra na relação comercial e etc. mas não precisa explicar muito e pede ao juiz que suste os efeitos do protesto, pois o protesto já se efetivou. Geralmente se dá uma caução. Neste caso o juiz não analisa direito o que está fundamentando a sua solicitação. Ele vai analisar se existe o periculum in mora e um mínimo de plausabilidade na sua argumentação. Se a caução é em dinheiro o fumus boni iuris nem é analisado.
Agravo de instrumento CPC. d) Efeito Translativo.
É muito semelhante ao efeito devolutivo que devolve a matéria para o tribunal para ser reexaminada só que ao contrário do efeito devolutivo, por geralmente abarcar questões de ordem pública, o tribunal “ad quem” pode se manifestar mesmo sem a parte ter requerido. Isso não estaria ferindo o princípio da reformatio in pejus por ser matéria de ordem pública.
e) Efeito Substitutivo.
Se uma decisão do tribunal reformar ou invalidar uma decisão “ad quo”, obviamente estará substituindo tal decisão. Porém, o efeito substitutivo se dá também quando o tribunal confirmar uma decisão do juizo “ad quo” impugnada.
Por exemplo, na apelação, o tribunal nega provimento ao recurso mantendo a decisão impugnada por seus próprios fundamentos jurídicos. Ele não mudou nada mas mesmo assim opera-se o efeito substitutivo. Mas qual a pertinência desse efeito substitutivo? De que interessa manter a mesma decisão?
Quando estudarmos ação rescisória, ou mandado de segurança, este tipo de situação será muito pertinente, pois quem foi o prolator da decisão é quem vai determinar a competência, se vai ser no tribunal ou não, qual será o tribunal, se é corte especial, se é tribunal de Brasília ou não, tudo vai ser acordado a partir da última decisão do processo. Essa é a importância do efeito substitutivo.
Numa ação rescisória, por exemplo, a competência não será de uma turma qualquer do tribunal de justiça, será de uma turma especial.
Então a importância do efeito substitutivo é determinar a competência para alguma ações de competência originárias.
f) Efeito expansivo.
O efeito expansivo expande os efeitos da decisão para outros atos processuais que dela dependeram. Vimos que existe a reforma e a invalidadação de uma decisão pelo tribunal.
Numa decisão interlocutória, entramos com agravo retido de uma prova pericial requerida que foi indeferida. O processo andou até a sentença.
O agravo retido tem a seguinte tramitação: eu entro com ele no prazo de 10 dias no juizo prolator da decisão par que ele faça o juizo de retratação, mas se ele não fizer o juizo de retratação o agravo vai ficar quietinho no processo, portanto retido. Ai vem a audiência de instrução e julgamento, são ouvidas as testemunhas, o juiz pede para apresentar memoriais com as alegações finais e depois disso vem a sentença e esta é ruim pra mim que sou autor. O juiz entendeu que eu não provei a minhas alegações e julga improcedente os meu pedido por não conseguir provar as minhas alegações, portanto uma questão de provas. Entro com apelação e nela peço que o agravo retido seja apreciado antes do julgamento da apelação.Só será conhecido, julgado quando for feito o conhecimento da apelação ou das contrarrazões, pelo juizo. A apelação ou as contra razões deve solicitar ao juizo que análise o agravo antes da apelação. Isto é pré requisito. Nesse caso o juizo analisa o agravo retido e entende que realmente houve cerceamento de defesa e que a prova pericial era indispensável e caça a decisão interlocutória manda o processo voltar lá na decisão que indeferiu a prova. A sentença estava embasada na provas produzidas nos autos, então, a decisão interlocutória surtiu efeito na sentença. Todos os atos que se sustentaram na decisão que indeferiu a prova serão anulados. Os atos que não dependeram da decisão são aproveitados.
Este é o efeito expansivo, ele expande os efeitos da decisão para outros atos processuais que dela dependeram.
Explicação das contra razões:
A decisão interlocutória negou a prova pericial e eu entro com agravo retido. Vem a sentença. Só que a sentença, ao contrário, foi favorável a mim, porque o juiz entendeu que as outras provas produzidas foram suficientes para justificar os pedidos e pra que eu vou querer que analise o meu agravo retido? Então, eu não entro com apelação, mas a outra parte, a que perdeu, entra com apelação. Aí eu entro com as contra razões pra me defender. Aí eu peço, nas contra razões que seja apreciado o meu agravo retido, porque o tribunal pode mudar o mérito e a análise do meu agravo ajudará na decisão do tribunal de manter o mérito.
VII. RECURSOS EM ESPÉCIE: a) Apelação.
A apelação é o recurso mais importante porque é nela que se analisa o mérito, as questões fáticas, que se estendem até o tribunal. Os recursos que vão para Brasília tratam apenas de matéria de direito, ou seja de matérias que afrontam ou não a legislação infra ou constitucional. É na apleação que se encerra a discussão de quem tem ou não razão naquele processo.
Ela serve de subsídio para os demais recursos no que a lei é omissa. Ou seja, aplicam-se subsidiariamente as regras da apelação.
Conceito: "Classifica-se como espécie recursal que ataca a sentença, de mérito ou terminativa (um juizo pode prolatar uma sentença tanto por error in judicando quanto por “error in procedendo”, pode entrar no mérito ou não, mas ambas as decisões terminarão o processo), proferida em qualquer espécie de ação judicial (declaratória (declara uma situação específica), condenatória (impõe à parte um ônus, condena a pagar tantos reais), constitutiva (é aquela que constitui uma situação), executiva "latu sensu" (as que criam as obrigações de fazer, de não fazer, de dar ou não dar) e mandamental (são originárias do mandado de segurança pois determinam uma coisa)), com o propósito de alcançar a reforma (é mérito, error in judicando) ou a invalidação (erro processual, error in procedendo) do pronunciamento". (Misael Montenegro Filho). Objeto:
É a Sentença Judicial (art. 162, 1ro CPC) (Declaratória, Condenatória, Constitutiva, Executiva "latu sensu" e Mandamental).
pois tem os recursos ordinário e especial. Pois mesmo em ações de competência originária tem um recurso específico. Apelação é apenas de sentença.
Não confundir o recurso inominado de juizado especial com apelação. Toda apelação tem prazo de 15 dias e os recursos inominados tem prazo de 10 dias.
Prazo: 15 dias
Objetivo:
a) Reforma = Error in Judicando. Quando se referir ao mérito. Num acidente de trânsito,seu pedido foi julgado procedente, a outra parte apelou e quer que o seu pedido seja julgado improcedente. Isso é o mérito. Ela está discutindo que não foi o causador do acidente.
Se o juiz dá uma sentença dizendo que o meu direito está prescrito, ele está resolvendo o mérito. Portanto cabe apelação para reformar a sentença.
b) Invalidação = Error in procedendo. Quando ferir a forma. Quando o juiz extingue o processo por carência de ação. As condições da ação são: legitimidade das partes, interesse de agir, possibilidade jurídica do pedido. A sua apelação visa a invalidação da sentença terminativa.
a) Ausência de Citação.
O juiz quando recebe a inicial tem por função e dever analisar se a petição preenche os requisitos. O mandado de segurança exige que o seu direito seja líquido e certo e para isso a prova tem que ser pré constituida pois não comporta dilação probatória e por isso é direito líquido e certo. Vamos dizer que eu entre com um mandado de segurança e vou precisar de uma prova pericial. O juiz do caso o que fará? Vai indeferir a inicial pois o mandado de segurança não é a via eleita para produzir provas. Ela tem que ser pré constituida. Então ele vai indeferir a inicial antes mesmo de determinar a citação da outra parte. Existem vários casos que serão objeto de indeferimento da inicial. Mas qual importância disso?
Porque o indeferimento da inicial tem alguns requisitos diferenciados da apelação comum.
Não houve a citação da outra parte ainda. O que o juiz vai fazer? intimar a outra parte para apresentar contra razões? Há discussões sobre esse assunto e muitos entendem que ele deveria intimar a parte para apresentar as contra razões, mas a maioria entende que não pois como não houve a citação o processo ainda não foi formado. O entendimento da jurisprudência é que não haverá contra razões. Mesmo porque não vai precluir o direito do réu quando apresentar a defesa e alegar tudo de novo, em matéria preliminar. Não há desrespeito do contraditório porque o réu vai poder alegar, na sua peça de defesa, a matéria preliminar. Então não vai haver citação e a apelação vai diretamente ao tribunal sem contra razões.
b) Juizo de Retratação - 48 horas.
E o que é juizo de retratação de 48 horas? Todo agravo de instrumento tem juizo de retratação. Mas existe apelação de um juizo de retratação? Não existe. Maw no caso específico de indeferimento da inicial o juiz poderá fazer juizo de retratação no prazo de 48 horas. E porque não há juizo de retratação em apelação? Existe um instituto no direito processual que diz que uma vez que o juiz prolata uma decisão exaure alí a sua jurisdição. Uma vez que ele deu uma decisão acabou, ele não pode mais se maifestar, somente num único caso de exceção que é nos Embargos de declaração que visa esclarecer uma omissão, uma obscuridade, uma contradição. se os embargos de declaração mudarem a visão do juiz, excepcionalmente ele pode mudar sua decisão. Isso e excepcional porque uma vez prolatada a decisão, exaure sua jurisdição e não pode mais modificar sua sentença. Então, exceção ao juizo de retratação é a apelação de um indeferimento a petição inicial.
E se o indeferimento da petição inicial vier não antes da citação mas já no final do processo, deposi que o juiz já instruiu o processo, já houve defesa, já houve tudo e el entendeu indeferir a inicial? Ele poderá fazer o juizo de retratação? Não pode pois etaria ferindo ete dispositivo.
c) Ausência de Contrarrazões.
O que acontece na prática é o seguinte: entro com uma ação, o juiz entende que a minha petição é inépta e indefere a PI. Nem manda citar a outra parte, que nem fica sabendo dessa ação. Se ela não foi citada o processo não está completo, não está formado.
Eu apelo, porém como ele ainda não apareceu no processo, a apelação sobe sem as contrarrazões. d) Desrespeito ao Duplo Grau de Jurisdição?
Suspensão da instância na hipótese do parágrafo 3ro. do art. 515 do CPC
Vimos que quando chega ao tribunal uma matéria que não foi apreciado o mérito, ou seja, preliminar, causa madura, matéria de direito, que é uma exceção ao princípio do duplo grau de jurisdição. Essa matéria é muito combatida e recebe críticas fortíssimas que este dispositivo fere o duplo grau de jurisdição.
Independentemente da causa estar madura ou não, a parte teria o direito de ter duas opiniões em seu processo. Uma do juiz de primeiro grau e outra da corte.
Então o que é que dá sustentação à supressão da hipótese prevista neste artigo? É o princípio da celeridade. Então, pra que é que o tribunal vai devolver pro juiz “a quo” prolatar a decisão e depois voltar pra ele? Ele vai resolver no segundo grau mesmo. Mas os doutrinadores continuam dizendo que isso fere o princípio do duplo grau de jurisdição porque mesmo que seja mais rápido, todos temos o direito de ter duas opiniões sobre uma determinada situação. O fato é que esse dispositivo não foi declarado inconstitucional e ele ainda está em vigor.
f) Causa Madura.
A causa tem de ter todos os elementos para o tribunal analisar. Não pode haver nenhuma produção de provas porque se tiver que produzí-las tem que devolver para o juiz. E a matéria tem de ser de direito.
Estamos falando de celeridade; e se uma causa de matéria fática, e que já produziu todas as provas, chegou ao tribunal, só que não é matéria de direito, é matéria fática. Será que pelo princípio da celeridade o tribunal pode analisar essa situação? Não, não pode. Mas existe uma parte da doutrina que acha errado este dispositivo quando fala dessa situação. Se estamos a falar de uma causa madura e se estamos dizendo que é o princípio da celeridade que faz com que ele não fira o duplo grau de jurisdição, qual é, então, a razão jurídica para que um matéria fática madura, não possa ser apreciada da mesma forma que uma matéria de direito? Ambas estão maduras, qual é o dispositivo que fundamenta isso? Não existe este dispositivo. A crítica doutrinária é pertinente, pois não há dispositivo que fale porquê uma causa madura tanto em matéria de direito quanto em matéria de fato, não possa ser apreciada pelo tribunal. Apenas as que versem sobre direito sobem.
A apelação diante do indeferimento da PI
1. Como ainda não formou o processo não haverá a citação do réu.
2. Força o juiz a fazer o “juizo de retratação” em 48 horas. É uma exceção ao “juizo de retratação”. 3. Vai para o tribunal sem as contra razões do réu.
4. é conhecida e resolvida pelo tribunal e não constitui desrespeito ao suplo grau de jurisdição em nome do princípio da celeridade do processo.
5. Só será conhecida pelo tribunal se a causa possuir todos os elementos e não precise nenhuma produção de prova para ser julgada.
Apreciação do Mérito pelo Relator. a) Súmula do STF e STJ. (Improvimento).
b) Jurisprudência dominante do próprio tribunal (Improvimento). c) Súmula do STF e STJ (Provimento).
Proc Civil II 19 ago Continuação:
No caso do indeferimento da PI, sem a citação da outra parte, não existe causa madura e, portanto, não se aplica essa regra da supressão da instância do 1515. E nesses caso, como não houve a formação do processo, não há que falar que o tribunal teria a faculdade de - uma vez vencida a questão preliminar que fez a extinção do processo - entrar no mérito porque não houve citação da outra parte. Então nesse caso não haverá supressão de instância. Mas, vão existir casos sim, da causa madura, um indeferimento, um caso de preliminar com extinção do processo sem resolução do mérito, que é o erro in procedendo, poderá vir na sentença, depois de todo o contraditório, depois de toda a produção de provas; esse processo estará maduro para poder ser mudado.
Essa supressão de instância é mais para essas causas quando o juiz, e eles fazem muito isso, para não dar uma decisão interlocutória, a maioria dos juizes muito raramente, na prática, saneiam o processo e se manifestam sobre as matérias preliminares alegadas na apelação. É muito raro. Deixam para analisar tudo isso na sentença para não ficar chegando recurso demais, pois provavelmente se ele indeferir ou deferir matéria preliminar, o que vai acontecer é que uma das partes vai agravar. E para evitar tumulto deixam para fazer isso na sentença, e é uma prerrogativa deles.
Vimos que todos nós temos direito à uma re análise da decisão judicial. Pelo menos duas decisões sobre matéria fática. Aí vem o legislador e altera o CPC e acrescenta o parágrafo 3º, no artigo 515,
a) Supressão da instância na hipótese do par. 3ro art.1515 do CPC.
Art. 515. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada.
§ 3o Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito (artigo 267), o tribunal pode julgar desde logo a lide, se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento.
Há um erro nesse artigo. Diz-se resolução de mérito e não julgamento de mérito.
Então, o tribunal diante de um error in procedendo de uma apelação, o juiz extinguiu o processo sem resolução do mérito por entender que a parte era ilegítima (carência de ação). O tribunal analisando a apelação percebeu que a parte é legítima sim. Nesse caso, o que acontece é que ele vai passar a decisão para o primeiro grau e a regra diz que ele deve devolver o processo para que o juiz de primeira instância entre no mérito da questão. Mas, pelo princípio da celeridade processual, o legislador disse que havendo, nesses casos de uma sentença que extinguiu o processo sem resolução de mérito e se for matéria de direito e o processo já estiver devidamente instruído, maduro, poderá o tribunal de plano entrar no mérito da questão.
Há críticas doutrinárias dizendo que isso é supressão de instância, que todos temos direito à uma dupla opinião, e que, no caso, se está desconsiderando a opinião de primeiro grau, etc.
O problema fica pior nos embargos infringentes. Para que possamos entrar com embargos infringentes, de uma decisão não unânime, ela tem que modificar a decisão de primeiro grau. Como fica essa questão em relação a esse artigo 1515, 3º? Não fica. Isso tudo é um remendo no CPC em nome da celeridade processual.
Como advogados, tendo cliente que teve processo extinto sem resolução de mérito contra ele. Podemos, na apelação, de plano, pedir para o tribunal cassar a decisão que fundamentou a sentença terminativa e entrar no mérito da questão.
- Matéria de Direito. - Causa Madura.
- Suspensão de Instância x Celeridade Processual.
b) Apreciação do mérito do recurso pelo relator. Art 557 CPC.
Art. 557. O relator negará seguimento a recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior.
§ 1o-A. Se a decisão recorrida estiver em manifesto confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior, o relator poderá dar provimento ao recurso.
O tribunal profere decisões colegiadas, acórdãos. Quando apelamos queremos que seja a matéria impugnada reexaminada por um colegiado. É o duplo grau de jurisdição.
O que diz o artigo?
O relator é um desembargador só e não um colegiado. Relator é o responsável, quando recebe o recurso, para fazer o relatório e o primeiro voto é o dele; depois é que votam os vogais. Haverá matérias que terão um revisor. Mas a maioria não tem e são apenas o relator e os dois vogais.
Portanto o relator é aquele juiz que é responsável por instruir o processo, fazer o relatório e fornecê-lo aos demais desembargadores para que votem, mas os votos sempre iniciam com o relator.
Esse artigo diz que a apelação tem juizo de admissibilidade e quem faz o primeiro juizo de admissibilidade de um recurso de apelação é o juzo “a quo”. Estando tudo certinho ele intima a outra parte para apresentar as contrarrazões. Apresentadas as contrarazões, ele faz um segundo juizo de admissibilidade e remete o processo completo para o tribunal. Lá ele é distribuido, cai em uma das câmaras e nessa câmara vai sernomeado um relator ára esse processo. Quando esse relator recebe esse recurso com o processo ele faz um terceiro juizo de admissibilidade porque o primeiro e o segundo juizo de admissibilidade não vinculam o tribunal. Então, se ele mesmo ver que não tem os pressupostos ele poderá indeferir a apelação.
Mas se a apelação estiver certinha, sem vícios nos pressupostos, com preparo, com interesse recursal, com parte legítima, tudo certo, esse artigo diz que o relator poderá, agora, conforme jurisprudência, conforme decisões dos tribunais, fazer duas coisas:
Primeiro negar provimento nas 3 situações abaixo
- Negar Provimento ao recurso - Decisões / Jurisprudência do Tribunal (tribunal como um todo do juiz relator e não da câmara).
- Jurisprudência ou Súmula do STJ. - Jurisprudência ou Súmula STF.
Negar provimento ao recurso significa que o relator vai manter a decisão de primeiro grau que está de acordo com o tribunal, com o STJ e o STF.
Para negar provimento ao recurso, a jurisprudência do tribunal ou do STJ ou STF tem de estar em conformidade com a sentença impugnada. E por isso ele vai negar provimento ao recurso que visava reformar a decisão.
Nesse sentido o tribunal estará fazendo Súmula Vinculante que são mais usadas nos países do common law onde os costumes é que regem o entendimento dos tribunais e esses entendimentos é que fazem as leis. A nossa civil law é codificado.
Então, nesses casos o relator poderá negar provimento. É uma decisão monocrática. Há o entendimento que essa decisão não fere o duplo grau de jurisdição porque a matéria está sendo analisada por um profissional hierarquicamente superior. O princípio do duplo grau não diz que tem que ser por um colegiado.
Da mesma forma, ele poderá dar provimento. Só que aqui não tem a jurisprudência do tribunal. Aqui, para que o relator dê provimento ao recurso de apelação deverá ser com base em contrariedade a súmula ou jurisprudência.
Nesses casos, havendo confronto da decisão recorrida com súmula ou jurisprudência dos tribunais especiais ou superiores ou do STF, ele poderá dar provimento ao recurso.
- Dar Provimento ao recurso - Confronto com súmula ou jurisprudência do STJ. - Confronto com súmula ou jurisprudência do STF
Dar provimento ao recurso significa que o relator vai cassar a decisão de primeiro grau que está em confronto com a súmula ou jurisprudência.
É o contrário da negação de provimento do recurso. A decisão de primeiro grau, agora, está em desconformidade com súmula do STF ou STJ. A minha apelação é para justamente isso, para dizer que a sentença de primeiro grau está em desconformidade. Nesse caso, o relator cassará a decisão, provendo o recurso falando que a sentença está em desconformidade com súmula do tribunal.
Isso também é Súmula Vinculante porque o tribunal superior deu uma decisão que está vinculando as instâncias ordinárias
Os requisitos para dar provimento são mais exigentes do que para negar provimento. - esse artigo fere ou não o duplo grau de jurisdição?
Não fere porque a decisão é re analisada por um magistrado com posição superior ao juizo monocrático"a quo".
Mas, e se o relator errar? Cabe recurso?
b1) Características do Agravo que combate a decisão do relator. - Agravo Legal - art. 557, 1ro CPC
- Juizo de retratação / Colegiado.
§ 1o Da decisão caberá agravo, no prazo de cinco dias, ao órgão competente para o julgamento do recurso, e, se não houver retratação, o relator apresentará o processo em mesa, proferindo voto, provido o agravo, o recurso terá seguimento.
Então, em qualquer das hipóteses de negar ou der provimento ao recurso, caberá recurso de agravo. Conhecido como Agravo Legal.
O relator poderá fazer o juízo de retratação mas se não o fizer, obrigatoriamente ele vai ter que colocar o processo para ser julgado pelo órgão colegiado que seria o responsável pelo julgamento da apelação.
Mas, e se o agravo legal for procrastinatório?
b2) Multa pela utilização procrastinatória (recurso para enrolar e ganhar tempo) do agravo legal. - Litigância de má fé - art. 557, 2do, CPC - 1 a 10% do valor da causa. C/c art 18 CPC
§ 2o Quando manifestamente inadmissível ou infundado o agravo, o tribunal condenará o agravante a pagar ao agravado multa entre um e dez por cento do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor.
Se entramos com um agravo legal sem a menor fundamentação, corro o riso de tomar uma multa por litigância de má fé. O pagamento dessa multa será condicionante para ajuizar o recurso extraordinário. Portanto não é interessante procrastinar.
c) Súmula Impeditiva do recurso de apelação
- art 518, 1ro CPC - juizo "a quo" "aproximação do comon law"
Art. 518. Interposta a apelação, o juiz, declarando os efeitos em que a recebe, mandará dar vista ao apelado para responder.
§ 1o O juiz não receberá o recurso de apelação quando a sentença estiver em conformidade com súmula do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal.
Esse juiz é o “a quo”. O do primeiro juízo de admissibilidade. Se ele entender que está havendo afronta a uma súmula do STJ ou STF ele vai negar de plano o seguimento da apelação. Esse é o mais flagrante exteriorização da súmula vinculante.
Mas, e se entrei com a apelação e ele negou seguimento com base no art. 518, 1º, o que fazer? lembremos que aqui não é tribunal e portanto não cabe agravo legal.
Não cabe agravo retido pois ele nem vai chegar no tribunal pois à apelação já foi negado seguimento. Então tem de ser agravo de instrumento que fica desvinculado à apelação e é interposto diretamente no tribunal. d) Dinâmica do Recurso de Apelação.
1. envio da PI ao “juízo aquo”. 2. primeiro juízo de admissibilidade.
3. Intima a outra parte para apresentar contra razões. 4. segundo juízo de admissibilidade.
5. Manda para o Tribunal.
6. Distribuído para uma das Câmaras. 7. Nomeia-se o relator.
8. Terceiro Juízo de admissibilidade pelo relator (afirma a independência deste, dos dois juízos anteriores). 9. Relator pede dia e data para julgamento. Neste dia o órgão colegiado julga o recurso.
Proc Civil II 21 ago b) Agravo.
O recurso de agravo é gênero, com as espécies do Agravo de Instrumento e do Agravo Retido, atacando decisão interlocutória proferida pelo juízo de primeiro grau de jurisdição (I). Após a aprovação e o início de vigência da lei 11.187, de 19 de outubro de 2005, o artigo 522 do CPC prevê o cabimento do recurso de agravo retido, como regra (II), remanescendo o uso do agravo de instrumento apenas para o combate de decisão que apresenta o condão de causar lesão grave e de difícil reparação para o agravante, de decisão que impõe a negativa de seguimento da apelação (III) e que deliberar a respeito dos efeitos em que o citado recurso é recebido (IV). Quando a decisão interlocutória é manifestada no ambiente da audiência de instrução e julgamento, o recurso adequado é o agravo retido oral, que deve ser interposto no momento da audiência, com suas razões constando do termo correspondente (V). (Misael Montenegro Filho).
(I) Os demais agravos atacam decisões a partir do juízo de segundo grau.
(II) O agravo retido já era previsto, só que o CPC, antes da lei 11.187 não dizia como deveria ser interposto o agravo, só dizia que exista a forma retida e a forma de instrumento. A maioria dos profissionais utilizavam o agravo de instrumento pela sua efetividade, pela possibilidade do efeito suspensivo. Quando o tribunal percebeu a chuva de recursos que vinham sempre por causa do agravo de instrumento, veio a modificação da regra. Sentença, o processo só tem uma e pra ela cabe a apelação, agora, decisão interlocutória podem haver várias durante o processo. Imaginemos se para toda decisão interlocutória a parte entra com um agravo. Isso engessa demais a segunda instância e as vezes o agravo não tem a urgência ou importância necessária para assoberbar tanto o tribunal. Então, houve modificação na lei para colocar o retido como regra e o de instrumento como exceção, porque se alguém manusear o agravo de instrumento, hoje, e não for um caso de urgência, o relator vai converter o agravo de instrumento em agravo retido (será que para essa decisão cabe recurso? Não. Não cabe nenhum recurso e os advogados ajuízam mandado de segurança).
(III) porque se o agravo retido for interposto será inócuo pois, como não haverá apelação, ele nunca será apreciado pelo juízo de segundo grau. Vimos que o agravo retido deve ser conhecido apenas no momento do julgamento da apelação, inclusive temos que alegar preliminarmente ao conhecimento da apelação, na petição de apelação ou na petição de contrarrazões, expressamente que queremos que o agravo retido seja julgado antes da apelação. Se isso não acontecer o tribunal vai interpretar que desistimos do agravo retido e entre logo no mérito da apelação.
(IV) já estudamos os efeitos dos recursos. Os principais são o devolutivo e o suspensivo. O devolutivo devolve ao judiciário a matéria que foi impugnada na primeira instância para que seja apreciada pela segunda instância sem afetar o princípio do juiz natural. O efeito suspensivo evita que aquela decisão possa ser julgada provisoriamente, ou seja, suspende os efeitos da decisão.
A apelação geralmente recebe os dois efeitos, o suspensivo e o devolutivo, mas em certos casos surtirá apenas um efeito que é o devolutivo. Mas, vamos supor, que o juiz analisando de forma equivocada um apelação, determina apenas o efeito devolutivo onde deveriam ocorrer também o suspensivo...nesse caso, a lei fala que o agravo a ser interposto é na forma de instrumento pela lógica da lesão. Se ajuizarmos um agravo retido e o efeito deva ser o suspensivo e o juiz não conceder tal efeito, a outra parte vai executar provisoriamente a decisão e haverá uma lesão a nós. Então, quando tivermos que combater o efeito como o qual o juiz recebeu a apelação, temos que ajuizar o agravo de instrumento.
(V) Por força de lei, toda decisão interlocutória proferida em audiência de instrução e julgamento deve ser combatida por agravo retido oral, cujo prazo é imediato. Se o juiz indeferir testemunha, você fala que quer agravar e você agrava de forma oral e pede provimento desse agravo e pede que ele seja conhecido antes do julgamento da apelação, e pede para reduzir a termo. O juiz abrir para que a outra parte faça a contra minuta (aqui é audiência) imediatamente, pelo princípio da isonomia.
Art. 522. Das decisões interlocutórias caberá agravo, no prazo de dez dias, na forma retida, salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação, bem como nos casos de
inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida, quando será admitida a sua interposição por instrumento.
Parágrafo único. O agravo retido independe de preparo.
2. Outras modalidades de agravo além do previsto no art. 522 CPC, que acontecem em decisões interlocutórias monocráticas em sede de tribunal.
a) Agravo Legal - par 1ro. Art 557.
Art. 557. O relator negará seguimento a recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior.
Ajuizamos agravo legal quando o relator negar seguimento ao recurso por questão de pressupostos de admissibilidade, ou quando o relator negar provimento, em razão de jurisprudência do tribunal ou de tribunais superiores, ao recurso de apelação e da mesma forma, a prerrogativa que o relator tem, de dar provimento, de plano, à apelação, sem levar para o colegiado, quando a sentença confronta súmula ou jurisprudência do STJ e do STF.
- Decisões isoladas do relator negando seguimento.(questão de pressupostos de admissibilidade). - Decisões isoladas do relator negando provimento.
- Decisões isoladas do relator dando provimento.
O princípio da fungibilidade diz que é possível o aproveitamento de um recurso. É possível aplicar esse princípio quando interponho um agravo com nome de regimental mas objetivando ser o agravo legal? Não, pois o princípio da fungibilidade não admite erro grosseiro. Não pode haver dúvida quanto ao tipo do agravo ser o legal pois está no artigo 557 do CPC.
b) Agravo de Instrumento específico para destrancar RESP e REXT - art 544.
Art. 544. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá agravo de instrumento, no prazo de dez dias, para o Supremo Tribunal Federal ou para o Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso. Quando, o tribunal de segundo grau negar seguimento de Resp e Rext., dizendo que não há o questionamento, ou que você está querendo discutir a matéria fática, que a matéria já é sumulada pelo tribunal, que esse recurso é procrastinatório, etc.
É um agravo de instrumento específico para subir o recurso especial e o extraordinário.
Esse agravo de instrumento é interposto no mesmo tribunal onde foi interposto o recurso especial ou extraordinário, no TJ, por exemplo. O TJ não pode fazer nenhum juízo de admissibilidade neste agravo de instrumento, só o STJ ou STF. Obrigatoriamente este agravo de instrumento deverá ser enviado ao STJ ou STF junto com o Text ou Resp. não é a corte, é o terceiro juiz de admissibilidade do tribunal de segundo grau. Se ele negar provimento cabe agravo de instrumento para destrancar os recursos, especial e extraordinário.
O agravo de instrumento tem prerrogativa de fungibilidade. O tribunal Superior, ao analisar o agravo de instrumento, em regra, vendo que diz respeito a um recurso especial manda subir os autos. O agravo de instrumento, pelo princípio da fungibilidade, pode ser transformado em recursos especial ou extraordinário, dependendo do tribunal.
Lembrar que o agravo de instrumento tem que sempre transladar peças obrigatórias. Aqui não são as mesmas peças do art 522, são específicas do 544, par. 1ro.
c) Agravo do art 545 CPC.
Art. 545. Da decisão do relator que não admitir o agravo de instrumento, negar-lhe provimento ou reformar o acórdão recorrido, caberá agravo no prazo de cinco dias, ao órgão competente para o julgamento do recurso, observado o disposto nos §§ 1o e 2o do artigo 557.
- contra decisão de relator que nega seguimento a Agravo de Instrumento do art 544. É mais ou menos parecido com o agravo legal, só que para agravo de instrumento.
Se interpormos o agravo de instrumento do artigo 544 e chega lá em Brasília, porque vimos que o tribunal aquo não pode de forma alguma se manifestar sobre o agravo de instrumento, chega lá e o relator do tribunal nega seguimento ao agravo do 544, é uma decisão interlocutória monocrática, temos que interpor um agravo de instrumento do artigo 545 para poder levar ao órgão colegiado a decisão da matéria desse agravo. É mais ou menos parecido com o agravo legal.
d) Agravo Regimental
Sabemos que todo tribunal tem regimento interno, TRF, TRT, TSE...todos. E no regimento interno, eles colocam as situações do dia a dia, competência do presidente, ao vice, às câmara julgarem, como é distribuída uma ação, os agravos regimentais, etc. Geralmente o prazo é de 5 dias.
O agravo regimental só pode ser interposto no tribunal cujo regimento interno prevê tal agravo. O agravo regimental não tem disposição no CPC.
- quando a lei não prevê nenhum recurso como o agravo legal, agravo do 545, o agravo regimental supre essa lacuna. Podem haver várias decisões do tribunal que serão necessários este agravo regimental.
- Previstos nos regimentos internos dos tribunais
Então, se a lei não prevê um tipo de agravo de instrumento para uma determinada situação e houver previsão regimental deste agravo no tribunal é possível o uso do agravo de instrumento.
Quando um recurso não é distribuído por sorteio?
Em regra, toda petição é distribuída por sorteio. Não será por sorteio quando for uma prevenção. Vamos supor que ajuizamos uma ação e o juiz indefere a inicial por falta de um documento qualquer e extingue o processo sem resolução do mérito. Em seguida você consegue o documento e ajuíza a mesma ação. O que acontece é que essa ação não será sorteada; ela vai para o mesmo juiz que a indeferiu. Da mesma forma funcionam os recursos nos tribunais.
Exemplo, o agravo de instrumento do 522 é para decisões interlocutórias, a chance de haver um agravo de instrumento no processo é muito grande pois há várias decisões ao longo do processo. Se entro com agravo de instrumento para uma antecipação de tutela que me for negada; aquela câmara colegiada vai se tornar preventa no recurso de apelação. Então quando entrarmos com a apelação, ou a outra parte, obrigatoriamente, cairá para essa câmara que julgou o recurso de agravo de instrumento anterior. Tirando essa situação, será por sorteio para a câmara.
3. Objeto do Agravo do 522.
- Decisões Interlocutórias proferidas em primeira instância. 4. Objetivo
- Modificação de decisão Interlocutória (error in procedendo)
É sempre para error in procedendo. Vamos supor que peço tutela antecipada. Vimos que tutela antecipada é uma forma de antecipação dos efeitos da própria tutela preventiva. Então antecipação de tutela é antecipação de mérito. Peço e o juiz não concede; ou o contrário, eu sou o réu e entro com o agravo para derrubar a decisão que concedeu a tutela antecipada. Aqui será erro in procedendo também pois o que se discute não é a tutela antecipada e sim os pressupostos da tutela antecipada que são o periculum in mora e a verossimilhança da alegação.
- Agravo de Instrumento - Agravo Retido.
6. Do Agravo Retido do 522;
Numa audiência de conciliação que é uma audiência preliminar. Saneamento de um processo nunca é feito numa audiência de instrução e julgamento e sempre na audiência preliminar.
Saneamento de um processo é quando o juiz analisa o processo e vê se existe irregularidades, marca os pontos controvertido e pede para as partes identificarem as provas. Essa é a audiência preliminar.
Então o juiz decide que a sua prova não é cabível, por exemplo você pediu prova pericial. Ele indefere a sua prova. O agravo tem de ser oral ou escrita? Como é audiência preliminar pode ser feito por escrito e juntar ao processo pois a lei fala que o agravo retido será na forma oral quando a audiência for de instrução e julgamento; qualquer outra audiência existe a possibilidade de fazer escrita. A grande diferença é que o retido oral tem de ser feito na hora e o escrito tem prazo de 10 dias.
a) Escrito.
Qualquer outra audiência que não seja de instrução e julgamento existe a possibilidade de fazer o agravo retido na forma escrita.
É feito no aconchego do escritório. Tem prazo de 10 dias.
- procedimento.
- não tem de ser imediato - prazo de 10 dias. Dirigir a petição ao juizo a quo.
Juiz pode se retratar ( e a retratação não existe na apelação) e, se entender que não: Intima parte para fazer a sua contra minuta, também no prazo de 10 dias.
Apresentada a contraminuta, agravo e ela vão ficar quietos no processo e o juiz dá continuidade ao processo. Não tem efeito suspensivo.
Não tem preparo (pagamento) nem na forma escrita e nem na forma oral. b) Oral = imediato.
Quando houver decisão interlocutória em audiência de instrução e julgamento e só nessa situação. - quando ocorre? Somente na audiência de instrução e julgamento.
- procedimentos.
Quando o juiz dá a decisão e abre a palavra para você.
Na própria audiência você faz as Razões e quase sempre você alega matéria constitucional (cerceamento de defesa, princípio do contraditório).
O juiz abre a palavra para o réu fazer a contra minuta (que são as contra razões dele) Juiz encerra o termo da audiência.
Quando você apelar ou fazer as suas contra razões de apelação deve pedir que o agravo retido oral seja conhecido anteriormente à apelação ou às suas contra razões.
Esse é o procedimento do agravo retido oral. - Agravo de Instrumento
Tem preparo (pagamento).
Em regra tem efeito apenas devolutivo mas pode ter efeito suspensivo se a decisão trouxer alguma lesão, pelos motivos do artigo 558.
Art. 558. O relator poderá, a requerimento do agravante, nos casos de prisão civil, adjudicação, remição de bens, levantamento de dinheiro sem caução idônea e em outros casos dos quais possa resultar lesão grave e de difícil reparação, sendo relevante a fundamentação, suspender o cumprimento de decisão até o pronunciamento definitivo da turma ou câmara.
Quando entramos como o agravo do 544? Ele tem um objeto específico.
Vimos que o agravo do 545 é específico para tribunais superiores. Os principais recursos para Brasília são o Resp e o Rexp, para o STJ e para o STF. O Resp é para decisões que ferem lei federal e o Rext é para decisões que ferem a Constituição. Sempre devemos entrar com Resp ou Rext no tribunal e nunca para juiz de primeiro grau. Quando interpomos tais recursos, se for de decisão de tribunal de segundo grau, é no próprio tribunal (juízo a quo); se for uma decisão da 11ª Câmara Civil do TJMG que prolata um acórdão contra mim que fere matéria Constitucional e infraconstitucional e que também já entramos com embargos de declaração pré questionando a matéria, entramos com a petição do Resp e do Rext no TJMG, para 3º vice presidente; quando ele recebê-los vai fazer o juizo de admissibilidade e se negar seguimento caberá agravo de instrumento do artigo 544 que é o agravo que destranca Resp e Rext. Esse vice presidente não faz juízo de admissibilidade e determina sua remessa para Brasília.
O agravo chegando em Brasília é distribuído para um relator que vai fazer o juizo de admissibilidade. Se ele negar seguimento a esse agravo de instrumento, entramos como o agravo do 545 que só tem essa função, e se for utilizado para outra matéria será erro grosseiro. Quem o analisará é a turma que analisará o mérito do Resp e do Rext.
Qualquer tipo de agravo do 522 combate decisão interlocutória monocrática. O que define se o agravo vai ser retido ou de instrumento é a urgência do caso. Se não houver urgência é o retido que fica parado nos autos e será julgado antes da apelação ou nas contrarrazões da apelação. Se não pedir para ser conhecido, no corpo da apelação, ele não será conhecido. Hoje, a regra é o agravo retido.
O agravo somente será na forma de instrumento se a decisão a ser combatida puder causar lesão grave ao meu cliente, ou quando ele não puder ser de outra forma. Vimos como exemplo, de uma decisão que indefere a apelação num primeiro juízo de admissibilidade que se fizermos na forma retida ele será inócuo, portanto nesse caso, não há perigo lesão irreparável ao cliente.
O agravo retido será oral nas audiências de instrução e julgamento (AIJ). No prazo imediato. I. Dinâmica do Agravo retido.
Oral:
O juiz, na AIJ, deu uma decisão que indeferiu a oitiva de uma testemunha que foi devidamente arrolada. Eu impuguino essa decisão, dizendo ao juiz que gostaria de agravar.
O juiz abre a palavra pra mim e o que eu disser será reduzido a termo.
Após o agravo oral o juiz abre a palavra para a outra parte para as contra minutas que serão imediatas pelo princípio da isonomia.
A partir desse momento o meu recurso de agravo retido fica constando nos autos.
Uma vez, sendo interessante apelar, ou se a outra parte apelar e se eu quiser que seja julgado o meu agravo retido oral, terei que pedir na apelação que o meu agravo seja conhecido anteriormente à apelação.
Toda decisão de agravo é passível de juízo de retratação, ao contrário da apelação que só é possível a retratação nos embargos de declaração e quando o juiz indefere a petição inicial antes de citar a outra parte ele tem 48 horas para se retratar.
II. Dinâmica do Agravo de Instrumento.
O agravo de instrumento tem efeito apenas devolutivo e os autos do processo não sobem junto com o agravo para o segundo grau. Como ele não tem o efeito suspensivo, o processo continua com sua marcha no primeiro grau..
- Traslado de peças (art 525).
É de instrumento porque existe a junção de algumas peças obrigatórias e outras facultativas que devem ser anexadas ao instrumento para que seja analisado pelo tribunal, sem que o processo principal seja interrompido.
- Informe Agravo.
A peça é dirigida diretamente ao tribunal e isso causa uma conseqüência que é o risco do meu agravo nem ser reconhecido. Para que isso não aconteça, obrigatoriamente tenho que entrar com o Informe Agravo para o juízo a quo saiba que existe o agravo e possa fazer o juízo de retratação. No prazo de 3 dias.
O juiz de segundo grau, ao receber o agravo de instrumento, oficia o juiz de primeiro grau pedindo esclarecimentos e perguntando se o agravante o informou quanto ao agravo
- Liminares ou Tutelas antecipadas. "inaudita altera pars".("antes de ouvir a outra parte").
Vamos ver que a lei dispõe como deve ser feito o agravo de instrumento e lá fala que temos que informar o nome e endereço e cópia das procurações do advogado da outra parte por que quem vai ser intimado é o advogado para apresentar as contrarrazões.
Há decisões do juiz que deferem ou indeferem Liminares ou Tutelas antecipadas “inaudita altera pars” (antes de ouvir a outra parte). Se não houve a citação da outra parte ele não pode deferir ou indeferir. Mas se a outra parte ainda nem foi citada ela não terá advogado. Aí eu posso pensar, bom, se a outra parte não tem advogado, por óbvio eu não posso colocar nome e endereço no agravo de instrumento. Porém o agravo não será conhecido se isso acontecer.
Para sanar esse vício tenho que pedir uma certidão na secretaria do primeiro grau, dizendo que ainda a outra parte não foi citada e que por isso não tem advogado. Junta a certidão e encaminha ao tribunal só assim seu agravo será conhecido.
Então toda vez que agravarmos uma liminar ou tutela antecipada inaudita altera pars temos de tomar o cuidado de falar para o tribunal que não está fornecendo procurações, nomes e endereços do advogado da outra parte porque ela ainda não foi citada e que está juntando uma certidão da secretaria atestando isso. - Concessão de Efeito Suspensivo. Art 558
Art. 558. O relator poderá, a requerimento do agravante, nos casos de prisão civil, adjudicação, remição de bens, levantamento de dinheiro sem caução idônea e em outros casos dos quais possa resultar lesão grave e de difícil reparação, sendo relevante a fundamentação, suspender o cumprimento de decisão até o pronunciamento definitivo da turma ou câmara.
O agravo em regra não tem efeito suspensivo pelo princípio da celeridade processual, porque se o tivesse, pararia toda hora pois a toda hora sai uma decisão interlocutória e assim, o agravo poderia ser usado de má fé para procrastinar o processo.
Sabemos que o agravo de instrumento não possui o efeito suspensivo. Se, para entrarmos com agravo de instrumento é necessário lesão grave e de difícil reparação e se para ter efeito suspensivo é necessário também lesão grave de difícil reparação, então, por dedução lógica, o agravo retido sempre deveria ter o efeito suspensivo. Mas não é isso o que acontece. Isso é para pensarmos.
- Tutela Antecipada Recursal.
Qual é a interferência do efeito suspensivo com a tutela antecipada recursal?
Estudamos a questão do efeito suspensivo ativo que foi uma construção jurisprudencial. O que faz o efeito suspensivo? Suspende o efeito de uma decisão.
Por exemplo, pedimos uma tutela antecipada para retirar o nome do cliente do cadastro restritivo de crédito e tem todos os documentos que comprovam que o cliente pagou o débito. Apesar de autêntico o pedido, o juiz não entendeu que deveria concedê-la e não conhece o meu pedido de tutela antecipada.
O que temos de fazer?
Agravar com agravo de instrumento com efeito suspensivo, pois há perigo de lesão, pedindo que o nome do cliente seja retirado do cadastro restritivo de crédito.
O que vai causar o efeito suspensivo? vai suspender a decisão impugnada.
Mas, a suspensão da decisão não trará benefício nenhum para o cliente, pois suspender uma decisão que negou o seu pedido de retirada do nome do cliente do cadastro restritivo de crédito não tem a menor utilidade.
Nesse sentido, a jurisprudência começou a trazer o efeito suspensivo ativo, que é um comando determinando uma situação e nesse caso, o tribunal determinaria que o nome do cliente fosse retirado do cadastro restritivo de direito. Uma decisão é omissiva e a outra é comissiva.
O efeito suspensivo, em tese, é comissivo, deixar de fazer. o efeito ativo é comissivo, ou seja, tire o nome do fulano do cadastro.
A doutrina foi evoluindo e o legislador quando modificou o CPC modificou esse dispositivo e acharam por bem que esse não seria caso para efeito suspensivo ativo e assim criaram a tutela antecipada recursal. Veremos que a tutela antecipada recursal pode ser total ou parcial, conforme o caso analisado.
Não confundir tutela antecipada do processo com a tutela antecipada recursal. A tutela antecipada recursal, o próprio nome dela já diz que é a tutela antecipada do recurso.
Quando entramos com um agravo de instrumento o objetivo é invalidar uma decisão interlocutória, e a tutela antecipada desse pedido é o provimento do próprio agravo e não provimento do processo. Lá na tutela antecipada no processo se quer que antecipe o mérito. Aqui não, é um erro in procedendo que motivou a tutela, então pede-se a tutela antecipada do recurso, quero antecipar os efeitos do que estou pedindo no recurso e não na ação.
III. Recurso de Agravo no âmbito dos Juizados Especiais Cíveis.
Não é aceito o agravo de instrumento nos juizados especiais pois, a lei 9099, por ser um microsistema, ela define quais são os recursos possíveis no seu processo. E para dar a celeridade necessária, ela decidiu que não haverá recursos de decisão interlocutória.
Pela lei 9099, nos juizados especiais só cabem 3 recursos:
Recurso Nominado, Embargo de Declaração o Recurso Extraordinário (por causa da Constituição). Pelo princípio da especificidade a lei 9099 prevalece sobre o CPC.
A não possibilidade de recurso de agravo de decisão interlocutória no juizado especial causa dois efeitos: 1. Nenhuma matéria decidida no juizado especial causa preclusão. Vimos que o primeiro efeito da preclusão é evitar a coisa julgada. Então, nenhuma decisão proferida no juizado preclui. Portanto, quando entrarmos com recurso nominado podemos alegar uma afronta a uma decisão proferida lá atrás na audiência de conciliação, pois não preclui.
2. Se for uma decisão teratológica, ou seja, absurda, uma aberração jurídica, que me cause lesão, devo entrar com mandado de segurança que não é recurso mas um remédio constitucional, uma ação mandamental.
DO AGRAVO
Art. 522. Das decisões interlocutórias caberá agravo, no prazo de dez dias, na forma retida, salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação, bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida, quando será admitida a sua interposição por instrumento.
Portanto, a regra é sempre o agravo retido e o de instrumento só nos casos de combate a lesão grave e de difícil reparação, ou indeferimento da apelação e também de decisões de apelação de processo de execução.
Parágrafo único. O agravo retido independe de preparo. Pois fica quieto no processo. O de instrumento precisa de preparo pois dá mais trabalho no processo.
Art. 523. Na modalidade de agravo retido o agravante requererá que o tribunal dele conheça, preliminarmente, por ocasião do julgamento da apelação.
Vimos que se não houver o pedido quando da apelação ele não será conhecido porque o tribunal vai entender que você desistiu de apreciá-los.
§ 1o Não se conhecerá do agravo se a parte não requerer expressamente, nas razões ou na resposta da apelação, sua apreciação pelo Tribunal.
§ 2o Interposto o agravo, e ouvido o agravado no prazo de dez dias, o juiz poderá reformar sua decisão. § 3o Das decisões interlocutórias proferidas na audiência de instrução e julgamento caberá agravo na forma retida, devendo ser interposto oral e imediatamente, bem como constar do respectivo termo (art. 457), nele expostas sucintamente as razões do agravante.
Fala-se o porque se está recorrendo daquela decisão proferida em AIJ e em quase todas colocaremos cerceamento de defesa que está ferindo o princípio do contraditório e a ampla defesa. Pelo indeferimento de oitiva de testemunha minha.
Art. 524. O agravo de instrumento será dirigido diretamente ao tribunal competente, através de petição com os seguintes requisitos:
I – a exposição do fato e do direito; (Causa de pedir e o porque estou recorrendo). II – as razões do pedido de reforma da decisão; (as razões do erro in procedendo).
III – o nome e o endereço completo dos advogados, constantes do processo. Para que os advogados sejam intimados para apresentar as contra razões.
Art. 525. A petição de agravo de instrumento será instruída:
I – obrigatoriamente, com cópias da decisão agravada, da certidão da respectiva intimação (tempestividade) e das procurações outorgadas aos advogados do agravante e do agravado (legitimados);
II – facultativamente, com outras peças que o agravante entender úteis (mandar o processo na íntegra). § 1o Acompanhará a petição o comprovante do pagamento das respectivas custas e do porte de retorno, quando devidos, conforme tabela que será publicada pelos tribunais.
§ 2o No prazo do recurso, a petição será protocolada no tribunal, ou postada no correio sob registro com aviso de recebimento, ou, ainda, interposta por outra forma prevista na lei local.
Art. 526. O agravante, no prazo de três dias, requererá juntada, aos autos do processo, de cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição, assim como a relação dos documentos que instruíram o recurso.
Parágrafo único. O não cumprimento do disposto neste artigo, desde que arguido e provado pelo agravado, importa inadmissibilidade do agravo.
Proc. Civil II 28 ago Avaliações:
Prova 1 = 18 set 25 ptos. Prova 2 = 16 out 25 ptos. Reavaliação = 23 out 25 ptos. Global = 20 nov 30 ptos Especial = 25 nov 30 ptos.
Responda e elabore a peça processual: 1 caso.