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Academic year: 2021

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PROGRAMA

1. Introdução à Contabilidade de Gestão

• 1.1 Âmbito e objectivos da contabilidade de gestão • 1.2 A contabilidade de gestão vs contabilidade financeira • 2. Conceitos fundamentais

• 2.1 Conceitos e classificação dos custos • 2.1.1 Custos directos e indirectos

• 2.1.2 Custos necessários e desnecessários • 2.1.3 Custos incorporáveis e não incorporáveis • 2.1.4 Custos dos produtos e custos do período

• 2.1.5 Custos reais e custos pré-determinados. Desvios • 2.2 Contabilização dos custos internos

• 2.2.1 Determinação do custo da produção acabada • 2.2.2 Determinação do custo da produção vendida • 2.2.3 Determinação do custo total (absorção) • 2.2.4 Determinação das margens e resultados

operacionais

Ambiente empresarial

3. Os sistemas de articulação contabilística • 3.1 Sistemas tradicionais monistas e dualistas • 3.2 Sistemas múltiplos e outros

• 3.3 Planos de contas da contabilidade de custos • Ambiente empresarial

4. Os elementos básicos do custo de produção

• 4.1 Os materiais

• 4.2 A mão-de-obra directa

• 4.3 Os custos indirectos de produção •

5. Métodos de acumulação de custos

• 5.1 Regimes de fabrico

• 5.2 Métodos de acumulação de custos e determinação dos custos unitários

• 5.2.1 Método directo (ordens de fabrico ou encomenda) • Ambiente empresarial

• 5.2.2 Método indirecto (processos, fases ou departamentos) • Ambiente empresarial

6. Os custos indirectos e a departamentalização dos custos

• 6.1 Método das secções homogéneas • 6.2 Método das actividades ABC • Ambiente empresarial

7. Sistemas de custeio

• 7.1 Custeio total ou de absorção • 7.2 Custeio variável

• 7.3 Custeio racional

• 7.4 Análise comparativa dos sistemas face aos PCGA e à determinação do resultado

(3)

BIBLIOGRAFIA

• Cost Accounting – concepts and applications for managerial decision making

(Ralph S. Polimeni, Frank J. Fabozzi e Arthur H. Adelberg) - McGraw-Hill

• Introduccion a la Contabilidad de Gestion – Calculo de costes (José Álvarez Lopez, Joan Amat Salas, Tomás Balada Ôrtega, Felipe Blanco Ibarra, Emma Castelló Taliani, Jesús Lizcano Álvarez e Vicente Ripoll Feliu) – McGraw-Hill

• Contabilidad de costes – un enfoque gerencial Horngren, Foster e Datar

• Contabilidad de Gestión Avanzada – Pnanificación, control y experiencias prácticas

(José Álvarez Lopez, Joan Amat Salas, Oriol Amat Salas, Tomás Balada Ôrtega, Felipe Blanco Ibarra, Emma Castelló Taliani, Jesús Lizcano Álvarez e Vicente Ripoll Feliu) – McGraw-Hill

• Contabilidad de costos y estratégia de gestión (Mallo, Carlos, Kaplan, Robert S., Meljem, Sylvia e Giménez, Carlos)

• Contabilidade de Gestão (António C. Pires Caiado) • Contabilidde Gerencial – Um enfoque em sistema de

informação contábil - (Clóvis Luís Padoveze)

• Contabilidade Analítica ( Carlos Caiano Pereira e Victor Seabra Franco)

• AECA – Doc. 2 – La contabilidad de géstion como instrumento de control

• AECA – Doc. 4 – El proceso presupuestario en la empresa • AECA – Doc. 5 – Materiales: valorizacion, asignación y

control

• AECA – Doc. 6 – Mano de obra: valoracion, asignacion y control

• AECA – Doc. 7 – Costes indirectos de produccion: localizacion, imputacion y control

• AECA – Doc. 12 – Costes estándares y análisis de desviaciones

• AECA – Doc. 18 – El sistema de costes basado en las actividades

(4)

1. Introdução à Contabilidade de Gestão

1.1 Âmbito e objectivos da contabilidade de gestão

1.2 A contabilidade de gestão vs contabilidade financeira

2. Conceitos fundamentais

2.1 Conceitos e classificação dos custos

2.1.1 Custos directos e indirectos

2.1.2 Custos necessários e desnecessários

2.1.3 Custos incorporáveis e não incorporáveis

2.1.4 Custos dos produtos e custos do período

2.1.5 Custos reais e custos pré-determinados. Desvios

2.2 Contabilização dos custos internos

2.2.1 Determinação do custo da produção acabada

2.2.2 Determinação do custo da produção vendida

2.2.3 Determinação do custo total (absorção)

2.2.4 Determinação das margens e resultados operacionais

Ambiente empresarial

3. Os sistemas de articulação contabilística

3.1 Sistemas tradicionais monistas e dualistas

3.2 Sistemas múltiplos e outros

3.3 Planos de contas da contabilidade de custos

Ambiente empresarial

(5)

• O QUE É UMA ORGANIZAÇÃO ? O QUE É UMA EMPRESA ?

► ENTIDADE (JURÍDICA) QUE REUNE RECURSOS, QUE OS COMBINA

(TRANSFORMANDO-OS OU NÃO). . .

. . . COM VISTA Á OBTENÇÂO DE BENS OU SERVIÇOS DESTINADOS Á SOCIEDADE

(MERCADOS / CLIENTES).

• COMO PODE SER GERIDA ? QUE REQUISITOS ?

 ORGANIZAR RECURSOS (PARA QUÊ ??) <> FAZER ALGO ? QUANDO ? COMO ? PARA

QUEM?

 FERRAMENTAS DE MONITORIZAÇÂO / GESTÃO

 VISÃO / MISSÃO / CULTURA

 OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS  ESTRATÉGIA

 PLANOS OPERACIONAIS / ORÇAMENTOS  FOLLOW UP / REPORTING

(6)
(7)

Enquadramento

EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE GESTÃO (1)

As alterações registadas na sociedade durante o século passado e inícios do

presente, influenciaram profundamente a evolução que se verificou nas

organizações tanto privadas como públicas;

Destas alterações destaque para:

– Evolução tecnológica

– Globalização das economias;

– Redução do ciclo de vida dos produtos;

– Primazia na satisfação do cliente e qualidade total;

– Crescente incorporação de intangíveis no valor final dos produtos (valor intrínseco vs

valor percepcionado) comparativamente com a incorporação de materiais;

A um longo período de lenta evolução em termos de variáveis associadas á

envolvente da empresa (que possibilitava a elaboração de previsões com elevada

precisão), seguiu-se o actual período em que emergiu e se instalou um contexto

turbulento , de características instáveis , impossibilitando a previsão das variáveis

externas.

A generalidade das disciplinas que tratam os temas relacionados com a direcção e

gestão das organizações, registaram um forte dinamismo tanto em termos

(8)

A contabilidade de gestão, sendo uma dessas áreas de conhecimento seguiu

naturalmente essa tendência.

É neste quadro de referência que se podem identificar quatro fases bem

diferenciadas:

1. Até 1950 <> foco na determinação dos custos e seu controlo;

(contabilidade é vista como uma actividade técnica necessária á prossecução dos objectivos

organizacionais),

2. Depois de 1965 <> foco na informação para o planeamento e controlo de gestão;

(contabilidade vista como uma actividade de produção de informação para apoio ao s

gestores no processo de decisão)

3. Desde 1985 <> foco na utilização eficiente dos recursos nos diferentes processos

empresariais;

(foco centrou-se na utilização eficiente e eficaz dos recursos e na criação de valor)

4.

Após 1995 <> Foco na criação de valor com a utilização eficaz dos recursos

(foco centrou-se na utilização eficiente e eficaz dos recursos e na criação de valor). Informação

em tempo real disponível para os gestores operacionais esbatendo-se progressivamente a

distinção com o pessoal de apoio)

Cada uma destas fases representa a adaptação da contabilidade de gestão à

evolução das organizações e das novas necessidades por estas requeridas em

termos de informação de gestão.

Enquadramento

(9)

O objectivo principal do processo de gestão é conseguir num ambiente de

instabilidade permanente assegurara a sobrevivência e sucesso da organização

para o que se torna necessário:

– Mobilizar as capacidades necessárias e assegurar a utilização eficaz e eficiente dos recursos;

– Definir claramente os objectivos estratégicos da organização;

– Assegurar adequadas estruturas organizativas;

– Desenvolver / Inovar e controlar.

Neste quadro a contabilidade de gestão é uma das componentes chave do processo de gestão

centrada na utilização eficiente e eficaz dos recursos e que por isso acrescenta claramente valor á

organização.

O ramo da ciência contabilística designado por contabilidade de gestão, deverá

abranger três níveis de actividades a saber:

– A contabilidade de custos;

– A contabilidade de gestão operacional;

– Contabilidade de gestão estratégica.

A que correspondem diferentes estádios de desenvolvimento das organizações.

Enquadramento

(10)

10

ALGUMAS DEFINIÇÕES

Conçalves da Silva

• Parte da contabilidade respeitante á função técnica ou industrial i.e. ao apuramento do resultado das operações internas da produção.

Rapin

• Técnica de análise de custos e proveitos com vista a : i)Valorizar os produtos fabricados e vendidos; ii) Controlar as condições internas de exploração.

Furlan

• Técnica administrativa respeitante á pré-determinação, verificação, relevação, imputação, controlo, análise e demonstração dos custos e resultados da gestão

Gonçalves da Silva

• Contabilidade industrial “lato senso” a toda a contabilidade da empresa industrial e em sentido restrito á das operações internas

Escola Francesa

• Contabilidade Analítica de Exploração

Escola Anglo-Saxonica

(11)

11

ÂMBITO / OBJECTIVOS

• Estabelecer preços de venda

• Valorizar elementos do activo imobilizado

• Controlar niveis das margens

Valorizar produtos

fabricados e vendidos

• Por comparação com períodos anteriores

• Por comparação com normas pré-estabelecidas

Controlar condições

internas de exploração

Fornecer elementos para

os orçamentos e seu

controlo

• Substituição de uma máquina

• Aceitar uma encomenda

• Lançamento de novos produtos

Fornecer informação

para decisão sobre

cenários alternativos

(12)

12

REQUISITOS DE IMPLEMENTAÇÃO

Fidelidade á realidade operacional

Obediência ao princípio de análise

Estruturação em função das necessidades

(13)

13

Contabilidade de gestão vs Contabilidade financeira

Contabilidade

de Gestão

Pessoal

Org.

financeiros

Estado

Org.

Sociais

Fornecedores

Clientes

Contabilidade Geral

 Contabilidade Geral: concepção de “empresa –

encruzilhada de trocas”

 Empresa não fechada sobre si própria, mas sim

empresa aberta ao exterior e comunicando com

os diferentes mercados e parceiros

 A empresa é também um lugar de transformações.

 A empresa transforma os recursos que adquiriu, junta-os e combina-os até obter produtos e serviços, a fim de serem colocados no circuitoeconómico

 O papel da contabilidade de gestão é precisamente dar conta dos processos de transformação internos;

(14)

• O resultado da exploração, tal como surge na contabilidade financeira, é

um resultado global

• Ao conhecer este resultado global, o responsável da empresa fica perante

duas interrogações:

– Que produtos / serviços contribuíram de forma positiva ou negativa para o

resultado

– Quais os centros de responsabilidade que funcionam eficaz ou ineficazmente

• É o sistema de informação interno, que constitui a contabilidade de gestão

que permite dar resposta a estas, entre outras questões

14

Resultados na Contabilidade gestão (detalhe) vs Contabilidade financeira (global)

(15)

Principais utilizadores destes sistemas de informação . . .

Contabilidade de gestão

Contabilidade geral

Direcção geral

Todos os decisores

(a todos os níveis)

Excepcionalmente

Accionistas

Bancos

Fisco

Todos os interessados

Utilizadores internos

Utilizadores externos

(16)

A contabilidade geral e a contabilidade de gestão são dois sistemas alimentados por informações e

suportes de diferentes origens embora a informação de base “primária” assente nas mesmas

operações;

A contabilidade geral regista os fluxos externos, trata documentos de origem externa ou com

destino ao exterior

Os documentos de base nas duas contabilidades (.). . .

Facturas de fornecedores EMPRESA Facturas a clientes Diversos

(17)

• Enquanto que a contabilidade de gestão, regista os fluxos

internos, a partir de fluxos registados na contabilidade geral

– trata documentos internos criados pela própria empresa

• guias de saída de matérias-primas

• guias de entrega

• guias de produção

• folhas de mão de obra

Fluxos internos

17

Os documentos de base nas duas contabilidades (Cont.). . .

(18)

• A interpretação e o tratamento da informação são operações

onerosas.

• Convém por isso, relacionar o custo da informação com a

respectiva utilidade Informação. (análise custo / benefício)

18

Custo do tratamento da informação

(19)

1.

Contabilidade geral: rígida e rigorosa, por isso, é sujeita a normalização – Directivas

comunitárias e a nível nacional (POC) sendo que a partir de 2010 novo quadro

normativo (SNC).

A normalização visa:

– A melhoria, compreensão e controlo da contabilidade

– A comparação das informações contabilísticas (no tempo e no espaço)

– A consolidação das contabilidades ao nível dos grupos, sectores de actividade, regiões ou país

– A elaboração de estatísticas e sociais

2)

Contabilidade de gestão : como instrumento de controlo de gestão e de preparação

das decisões, é um sistema de informações que deve ser adaptado à estrutura

orgânica da empresa e às suas actividades de exploração

Não há um modelo de contabilidade de gestão que sirva para todas as empresas

Compete à empresa elaborar o seu plano de contabilidade de gestão, para dar resposta

às necessidades de informação expressas pelos responsáveis da empresa

19

Quanto á forma :

Contabilidade geral: rigidez e uniformidade

(20)

A contabilidade geral

é um instrumento “fundamentalmente” de conhecimento do passado

é uma dinâmica retrospectiva,

no sentido de que

– permite reconstruir a trajectória da empresa no passado

A contabilidade de gestão

é um instrumento para o conhecimento do presente

está virada para o futuro

é um meio para a acção e para a previsão

está ligada à gestão orçamental

(custos pré-determinados – custos comprovados = desvios)

é o “controlo” (domínio) da gestão por excelência

20

Horizontes temporais das contabilidades

(21)

Autonomia, coerência e complementaridade das contabilidades geral e de

gestão

Critérios de comparação

Contabilidade Geral

Contabilidade de Gestão

Face à lei

Obrigatória

Facultativa

Ponto de vista da empresa

Global

Pormenorizada

Horizontes

Passado

Presente e futuro

Natureza dos fluxos

Externos

Internos

Documentos de base

Externos

Externos e internos

Classificação dos custos

Por natureza

Por natureza / destino

Objectivos

Financeiros

Económicos

Regras

Rígidas e normativas

Maleáveis e evolutivas

Utilizadores

Terceiros e Direcção

Todos os responsáveis

Natureza da informação

Precisa - certificada - formal

Atempada - pertinente - aproximada

(22)

Contabilidade de Gestão

Já vimos que um dos objectivos da CG é o cálculo dos custos dos bens ou dos

serviços oferecidos pela empresa

22

• Em que consiste este objectivo ?

– Repartir entre os diversos bens ou serviços oferecidos ao mercado /

clientes, os diferentes custos classificados por natureza na

contabilidade geral, de acordo com as principais componentes do

custo de um produto e que são:

• Matérias-primas

• MOD (mão-de-obra directa)

(23)

Porquê a importância da determinação do custo de produção dos bens e

serviços?

Sabemos que . . .

23

• Em economia de produção

Oferta < Procura

Basta produzir para vender

e

fixar os preços de venda de forma que dêem um lucro suficiente

(24)

Mas em economia de mercado a . . .

24

. . . Oferta > Procura

Não basta produzir para vender. Não basta saber vender.

Surgem novas preocupações de optimização das condições de

exploração, visto que o preço de venda constitui um elemento do

mercado e o custo um objectivo.

O sucesso depende:

• capacidade em adaptar a sua oferta à procura

• domínio das condições internas de exploração

• capacidade em prever acontecimentos, para uma mais fácil adaptação à constante

evolução

(25)

Numa economia de mercado . . .

25

• Há um maior desenvolvimento de estruturas de delegação e descentralização.

• O controlo é indispensável e pressupõe previsão.

• É, assim , que a Contabilidade de Gestão é um instrumento de previsão e de

controlo.

Este controlo pode ser feito:

– Por simples vigilância da evolução dos valores constatados

– Por comparação entre os valores constatados e os valores pré-determinados

Nesta perspectiva podemos dizer que cabe á Contabilidade de gestão

• Repartir os diferentes custos (consumos) da empresa

– pelos bens ou serviços resultantes da sua actividade

– e, simultaneamente, pelos centros de actividade consumidores

• Menos em constatar os custos (consumos) “a posteriori” e ,

• Mais em prevê-los e em controlá-los

(26)

O domínio da gestão . . .

26

. . . .Nesta perspectiva

– A função de uma moderna Contabilidade de Gestão

• Será o de constituir um sistema de informações de gestão

adequado que permita prever e controlar o contributo de cada

centro / segmento de negócio/ marca / produto / mercado etc

para a “performance” económica da empresa

– Alguns exemplos de questões que se colocam no domínio da gestão:

• Deve-se comprar, alugar ou fazer “leasing” para um dado equipamento?

• Deve-se preferir a solução dos carros de serviço em vez do pagamento ao km?

• Deve-se aceitar uma encomenda, de acordo com as condições exigidas pelo

cliente?

(27)

27

Objectivos da Contabilidade de Gestão:

Os responsáveis pela gestão da empresa têm necessidade de conhecer os custos, os proveitos

e os resultados associados aos diversos objectivos que prosseguem.

Exemplo:

(Fabricar um produto, fazer funcionar um departamento, é necessário dispor de informação

sobre os custos).

A Contabilidade Geral

apura aquelas grandezas económicas de um forma global, não

satisfazendo aquela necessidade.

(regista operações com terceiros, alterações de património e apuramento de resultados)

A Contabilidade de Gestão

abrange todos os aspectos referentes ao apuramento dos

custos de produção

(Custo Industrial)

e ainda todos os custos e proveitos respeitantes às

restantes áreas da empresa

(Comercial, aprovisionamentos e administrativa)

A Contabilidade de Gestão é, um sistema de medida de diferentes grandezas da empresa,

(28)

28

Os custos devem ser determinados sobre três ópticas diferentes:

-

Estrutura organizativa da Empresa

(analisar os custos dos diversos órgãos)

-

Actividades que desenvolve

(analisar os custos dos produtos)

-

Natureza dos custos

(29)

29

Características da Contabilidade de Gestão

:

-

Está organizada em função das necessidades específicas de cada empresa e não está sujeita

a qualquer constrangimento de forma.

-

É destinada a servir todos os responsáveis da empresa qualquer que seja a sua posição

hierárquica.

-

Utiliza as informações da Contabilidade Geral e os documentos que lhe servem de base, por

reclassificações ou por estudos técnico - contabilísticos, estatísticos, etc.

-

Deve estar actualizada e fornecer as informações rapidamente

-

Deve ser organizada para pôr em relevo as responsabilidades.

(30)

30

Uma questão se pode colocar

Qual é a causa da relevância da informação?

A resposta já foi dada no século IV A.C. por SUN TZU:

(estratega militar chinês autor de “A arte da guerra”)

• “Quem conhece o inimigo e se conhece a si mesmo, em cem batalhas

nunca será derrotado”;

• “Quem não conhece o inimigo, mas se conhece a si mesmo, terá iguais

probabilidades de vitórias e derrotas”;

• “Quem não conhece o inimigo, nem se conhece a si mesmo, será derrotado

em todas as batalhas”.

(31)

2.3 Exemplo (1)

(32)

2.3 Exemplo (2)

(33)

2.3 Exemplo (3)

(34)

1. Introdução à Contabilidade de Gestão

1.1 Âmbito e objectivos da contabilidade de gestão

1.2 A contabilidade de gestão vs contabilidade financeira

2. Conceitos fundamentais

2.1 Conceitos e classificação dos custos

2.1.1 Custos directos e indirectos

2.1.2 Custos necessários e desnecessários

2.1.3 Custos incorporáveis e não incorporáveis

2.1.4 Custos dos produtos e custos do período

2.1.5 Custos reais e custos pré-determinados. Desvios

2.2 Contabilização dos custos internos

2.2.1 Determinação do custo da produção acabada

2.2.2 Determinação do custo da produção vendida

2.2.3 Determinação do custo total (absorção)

2.2.4 Determinação das margens e resultados operacionais

Ambiente empresarial

3. Os sistemas de articulação contabilística

3.1 Sistemas tradicionais monistas e dualistas

3.2 Sistemas múltiplos e outros

3.3 Planos de contas da contabilidade de custos

Ambiente empresarial

(35)

35 CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS

POR NATUREZA (Exemplos)

MATÉRIAS PRIMAS

CUSTO DA MATÉRIA PRIMA = QUANTIDADE CONSUNIDA x PREÇO

Quando no período considerado, alguma MP tem vários preços, podem-se usar diversos métodos de valorização, entre os quais se destacam: FIFO, LIFO, CUSTO MÉDIO, NIFO, PADRÃO

SERVIÇOS EXTERIORES

O custo estima-se a partir das facturas dos fornecedores.

Nalguns casos (arrendamentos, telefones, água, gás, electricidade, seguros, etc.) há que calcular correctamente a parte do custo que corresponde ao consumo do período, para o que se tem de periodíficar, devido ao princípio da especialização.

PESSOAL

O cálculo do custo da mão de obra obtém-se a partir da contabilidade financeira (conta 64).

O custo/hora de um empregado é igual à soma de todos os custos do empregado, tais como: Salários, segurança social, plano de pensões, fardas, etc. , dividindo pelo número de horas efectivamente trabalha

FINANCEIROS

Terão que ser adequadamente periodificados AMORTIZAÇÕES / REINTEGRAÇÕES

Normalmente diferentes da contabilidade financeira, há que efectuar uma estimativa razoável e realista dos consumos e das perdas de valor que se produzem nos activos correspondentes.

(36)

36 CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS

O CUSTO DE OPORTUNIDADE

CONCEITO CHAVE DA ECONOMIA DAS EMPRESAS, MUITO EMBORA NÃO SEJA UM CUSTO HABITUALMENTE RECONHECIDO PELOS CONTABILISTAS...

OS NEGÓCIOS ENVOLVEM SEMPRE A REALIZAÇÃO DE OPÇÕES E A TOMADA DE DECISÃO ENVOLVE A SELECÇÃO DE ALGUMAS OPORTUNIDADES E A REJEIÇÃO DE OUTRAS... O

CUSTO DE OPORTUNIDADE

(OPPORTUNITY COST) SERÁ, ENTÃO,

O CUSTO DE NÃO

FAZER QUALQUER COISA...

LOGO,

“SE A ESCOLHA RESIDIR ENTRE A PRODUÇÃO OU A COMPRA DE DUAS

MERCADORIAS, O VALOR DE UMA É AVALIADO PELO SACRIFÍCIO DE PASSAR

SEM A OUTRA”

(DAVENPORT)

.

SERÁ, ASSIM, A RECOMPENSA QUE DEVERIA SURGIR DO MELHOR CURSO DE

ACÇÃO QUE O NEGÓCIO NÃO SEGUIU...

(37)

37 CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS

CUSTOS POR FUNÇÕES

Custos relacionados com as principais áreas funcionais da empresa:

Aprovisionamento

Produção

Comercialização

Administração

Investigação e desenvolvimento

Direcção

(38)

38 CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS

CUSTOS DIRECTOS E INDIRECTOS

Trata-se da possibilidade de atribuir os custos aos designados objectos de custos (alvos),

ou seja:

Directos

São os custos que podem ser atribuídos de forma inequívoca e directa ao objecto de custo, portanto são afectados ao

objecto de custo.

Indirectos

São os custos que precisam de critérios de repartição subjectivos para poderem ser atribuídos, por isso, imputados. São consumidos simultaneamente por dois ou mais objectos de custo.

Um custo pode ser indirecto em relação aos produtos, mas directo em relação a um centro de

responsabilidade.

38

CUSTOS

Actividades

Centros de custos

Produtos ou serviços

(39)

39 CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS

CUSTOS HISTÓRICOS E CUSTOS FUTUROS

HISTÓRICOS

São custos históricos os que já têm ocorrido no passado e dos quais é útil

o seu cálculo

Para conhecer o valor de um produto ou serviço

Para avaliar acções passadas na empresa

FUTUROS

São custos futuros os que ainda não ocorreram e que se calculam

Para antecipar os sucessos que se prevêem surgir na empresa

Para a tomada de decisões correspondentes.

Os custos futuros podem configurar dois tipos

Custos padrões – que se referem a uma unidade de produto

Custos orçamentados – que se referem a centros de custo

(40)

40 CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS

CUSTOS NECESSÁRIOS E CUSTOS DESNECESSÁRIOS

CONCEITO

Encontra-se associado a uma adequada e eficaz utilização dos recursos

necessários á prossecução de uma determinada finalidade.

(41)

41 CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS

CUSTOS RELEVANTES E CUSTOS NÃO RELEVAANTES

RELEVANTES

Custos relevantes são custos relativos ao futuro e que podem

ser afectados pela decisão em análise.

NÃO RELEVANTES

Custos irrelevantes são os que não são afectados pela decisão

que se vai tomar.

Exemplo

Se a empresa tem que decidir entre dois processos de fabrico que

utilizam máquinas diferentes, mas que consomem as mesmas

quantidades de matérias-primas, as matérias-primas são irrelevantes

para a decisão

(42)

42 CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS

CUSTOS CONTROLÁVEIS E CUSTOS NÃO CONTROLÁVEIS

CONTROLÁVEIS

Correspondem aqueles custos que podem ser influenciado

por acções do respectivo responsável;

NÃO CONTROLÁVEL

Corresponde aos custos cuja acção do responsável não tem

qualquer tipo de influência no comportamento do mesmo.

Exemplo

Se o gerente de uma agência bancária tem capacidade de decisão

sobre os tipos de taxa com que retribui os seus depositantes, as taxas

que ele paga são custos controláveis

Se são repercutidos na agência os custos da administração e dos

serviços centrais, estes são incontroláveis para o gerente da agência.

(43)

43 CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS

CUSTO MARGINAL E DIFERENCIAL

CUSTO MARGINAL

É o aumento de custo pelo fabrico ou venda de uma unidade adicional de

output.

CUSTO DIFERENCIAL

É o aumento de custo pelo fabrico ou venda de um conjunto adicional de

unidades de output.

(44)

44 CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS

CUSTO VARIÀVEIS E FIXOS (1)

Encontram o seu conceito associado aos níveis de actividade e ao

comportamento que os custos em apreciação assumem face a oscilações nos

níveis de actividade .

Custos

Actividade

Fixo

Variável proporcional

Variável degressivo

Variável progressivo

Semi-fixo

Semi-variável

(45)

CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS

CUSTO VARIÀVEIS E FIXOS (2) <> REPRESENTAÇÂO GRÁFICA

FIXOS

VARIAVEIS

45

Custos

Actividade

Custo fixo

unitário

Custo fixo

global

Custos

Actividade

Custo variável

global

Custo variável

unitário

(46)

CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS

RELAÇÃO ENTRE CUSTOS DIRECTOS E INDIRECTOS, VARIAVEIS E FIXOS (…SE

O ALVO FOR O PRODUTO)

46

Variáveis

Fixos

Directos

Indirectos

Matérias-primas

Comissões

Energia

Chefes de produto

Amortização

da maquinaria

Remuneração da

administração

Amortização do edifício

Matérias subsidiárias

(47)

CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS

CUSTOS DO PRODUTO E CUSTOS DO PERÍODO

• Os custos do produto são os correspondentes à produção, os restantes

custos são do período.

Exercício exemplo:

Matérias-primas

300 u. m.

Mão-de-obra directa

100 u. m.

Outros custos de produção

100 u. m.

Custos de administração e direcção

300 u. m.

Produção

50 unidades

Vendas

40 unidades ao pv de 20 u. m.

Ei = 0 unidades Ef = 10 unidades

Elabore a Demonstração dos resultados.

(48)

CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS

CUSTOS DO PRODUTO E CUSTOS DO PERÍODO

48

RESOLUÇÃO

Demonstração dos resultados

Vendas

40 un. x 20 u. m.

800 u. m.

Custo das vendas

40 un. x 10 u. m.

-400 u. m.

Custos do período

-300 u. m.

(49)

49 Matérias primas

CUSTOS DE

PRODUÇÃO

EXISTÊNCIAS

Mão de obra directa GGF Processo de fabrico

Não consumidas

Matérias primas Produtos em Vias de fabrico Produtos acabados

Aplicadas

Produtos acabados vendidos

CUSTOS DE PERIODOS

CUSTOS DO PRODUTO / CUSTOS DE PERÍODOS

(50)

21-10-2009 50

CUSTOS REAIS E CUSTOS PRE-DETERMINADOS

Custos reais

 São os que realmente se verificam

 Custos históricos, definidos à “posteriori”

Custos PRE-DETERMINADOS (também ditos básicos)

São custos teóricos, definidos à “priori” para valorização interna de matérias,

produtos e serviços prestados.

 Tipos de custos básicos:

 Custos padrões - consideram as normas técnicas dos factores da

área fabril. Não têm em linha de conta a situação actual das

instalações.

 Custos orçamentados – obtidos em consequência da elaboração do

orçamento. Têm em linha de conta as condições normais de

exploração.

(51)

51

FORMAÇÃO DO CUSTO DOS PRODUTOS

MP + MOD Kd Custo Primo Primário Ou Directo GGF Ki Custo de Produção GDV + GA Custo Total Comercial Ou Complexivo Gastos Figurativos Custo Técnico ou Económico

PV

Lucro Puro Lucro Insuficiente Preço Compra Gastos Adicionais Compra Preço da Mat. Prima quando entra no armazem Preço de Compra das

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2.3 Análise económica e tomada de decisão

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Exercicio 1

Referências

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