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ANTIMICROBIANOS-PUCGOIÁS-Profa.Alessandra

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Academic year: 2021

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(1)

ANTIMICROBIANOS

Profa. Alessandra Marques Cardoso

Mestre e Doutora em Medicina Tropical – Microbiologia (UFG) Curso de Especialização em Microbiologia Clínica

(2)

Antimicrobianos:

Histórico

(3)

Antimicrobianos - Histórico

"O homem e os microrganismos

partilham uma vida em comum que se

perde na sombra do tempo, e

certamente, desde a Pré-história os

micróbios provocam doenças no

homem"

(4)

Descoberta do DNA de Mycobacterium tuberculosis

(5)

Antimicrobianos - Histórico

No decorrer da história, os homens sempre

tentaram aliviar o sofrimento com o

tratamento da doença – frequentemente

ingerindo misturas de substâncias vegetais.

(6)

Antimicrobianos - Histórico

Embora os antigos egípcios usassem o bolor

do pão para tratar ferimentos, eles não

tinham conhecimento algum dos antibióticos

que o fungo continha.

(7)

Antimicrobianos - Histórico

 Apesar de sua reputação pelo uso de rituais

“irrelevantes” para a cura de doenças, os curandeiros tradicionais das sociedades primitivas são grandes

conhecedores das propriedades medicinais das

plantas.

 Seus conhecimentos têm sido transmitidos de geração a

(8)

Antimicrobianos - Histórico

 Pelo fato destes curandeiros estarem

desaparecendo, empresas farmacêuticas estão tentando aprender com eles, fazem registros escritos de seus tratamentos e estão testando as plantas que eles usam.

(9)

Antimicrobianos - Histórico

 Na civilização ocidental, a primeira tentativa

sistemática para descobrir substâncias químicas específicas para tratar doenças infecciosas foi

feita por Paul Ehrlich:

 Descoberta do Salvarsan, em 1910, para o

(10)

Antimicrobianos - Histórico

 Os progressos seguintes em quimioterapia foram o

desenvolvimento quase concorrente das sulfas e dos antibióticos.

 Gerhard Domagk, 1935: descobriu que corante vermelho

chamado prontosil era capaz de inibir o crescimento de G(+).

 Ernest Fourneau, 1936: descobriu que a atividade antimicrobiana

(11)

Antimicrobianos - Histórico

 Estas descobertas estimularam o desenvolvimento de um

grupo de substâncias denominado sulfonamidas ou

sulfas.

 Contudo, a utilidade das sulfas é limitada.

 As sulfas não têm ação contra todos os patógenos, e, às

(12)

Antimicrobianos - Histórico

 Em 1928, Alexander Fleming já havia observado

muitas vezes a contaminação de suas culturas bacterianas por um bolor identificado como

Penicillium.

 Esta observação levou Fleming a identificar o

(13)

Em 1928 Alexander Fleming observou a inibição do crescimento de Staphylococcus aureus pelo fungo Penicillium notatum.

(14)

Antimicrobianos - Histórico

 A idéia de Fleming não teve sucesso até o início de

1940 quando Chain e Florey finalmente isolaram a

penicilina e trabalharam com outros pesquisadores para desenvolver métodos de produção em massa.

 Esta produção em massa ocorreu durante a 2ª Guerra

Mundial e salvou a vida de muitas pessoas com ferimentos infectados.

(15)

Antimicrobianos - Histórico

 No período pós-guerra, a pesquisa continuou

rapidamente e novos antibióticos foram descobertos um após o outro.

 A introdução da penicilina e das sulfonamidas na

década de 1930 pode ser considerada como o marco da medicina moderna.

(16)

Antimicrobianos - Histórico

“Os médicos podiam agora curar as

doenças, e isto era espantoso,

principalmente para os próprios

médicos.”

(17)

Antimicrobianos - Histórico

 Chain e Florey, 1941: uso prático da penicilina em

1943, nos EUA.

 Waksman, 1943: estreptomicina (Streptomyces

griseus).

 Burkholder e Gottlieb, 1947: cloromicetina

(18)

Princípios básicos do uso

de Antimicrobianos

(19)

Princípios básicos do uso de Antimicrobianos

 Antimicrobianos são substâncias que provocam

morte ou inibição do crescimento de microrganismos.

 Podem ser produzidos por fungos ou bactérias;

(20)

Classificação dos

Antimicrobianos

(21)

Classificação dos Antimicrobianos

 Por microrganismos suscetíveis:

1. Antibacterianos; 2. Antifúngicos;

3. Antivirais;

(22)

Classificação dos Antimicrobianos

Por origem do Antimicrobiano,

Antibacteriano:

1.

Antibiótico;

(23)

Classificação dos Antimicrobianos

Fontes importantes de alguns antibióticos

Microrganismo Antibiótico

Bacillus subtilis Bacilos G(+) Bacitracina

Bacillus polymyxa Bacilos G(+) Polimixina

Streptomyces nodosus Actinomiceto Anfotericina B

Streptomyces venezuelae Actinomiceto Cloranfenicol

Streptomyces aureofaciens Actinomiceto Tetraciclina

Streptomyces erythraeus Actinomiceto Eritromicina

Streptomyces fradie Actinomiceto Neomicina

Streptomyces griseus Actinomiceto Estreptomicina

Micromonospora purpurea Actinomiceto Gentamicina

Cephalosporium sp Fungo Cefalotina

Penicillium griseofulvum Fungo Griseofulvina

(24)

Classificação dos Antimicrobianos

 Por efeito nos microrganismos, os antibacterianos podem ser: 1. Bactericidas;

2. Bacteriostáticos;

 Esses efeitos podem não ser absolutos:

1. Cloranfenicol (bacteriostático→bactericida): Haemophilus sp e

Neisseria meningitidis.

2. Cefaclor (bactericida→bacteriostático): algumas espécies de

(25)

Classificação dos Antimicrobianos

 O efeito bactericida máximo ocorre na fase exponencial de

crescimento (antibióticos que atuam na parede celular como os beta-lactâmicos).

(26)
(27)

Classificação dos Antimicrobianos

Coágulos, esquírolas ósseas e coleções

purulentas são barreiras que devem ser

removidas.

(28)

Propriedades gerais dos

Agentes Antimicrobianos

(29)

Propriedades gerais dos Agentes Antimicrobianos

 Toxicidade Seletiva;

 Espectro de atividade (ação);

 Mecanismo de ação;

 Efeitos colaterais;

 Resistência dos microrganismos;

 Vias de administração;

 Vias de eliminação;

(30)
(31)

Toxicidade Seletiva

 Esse termo significa que o fármaco é prejudicial

para o parasita, mas não para o hospedeiro.

 A toxicidade seletiva é relativa, ou seja, a droga,

numa concentração tolerada pelo hospedeiro, tem a capacidade de lesar o microrganismo infectante.

(32)

Toxicidade Seletiva

Alguns antimicrobianos são tóxicos demais

para serem administrados internamente (

uso

sistêmico

),

sendo

usados

apenas

em

(33)

Toxicidade Seletiva

 A maioria das infecções bacterianas pode ser tratada

pela interferência nas vias metabólicas não

compartilhadas pelo hospedeiro.

Penicilina síntese da PC Inibe a Não é tóxica às células humanas

(34)

Toxicidade Seletiva

Nefrotoxicidade

 Cefalosporinas de 1ª geração;  Penicilinas de 3ª geração;  Aminoglicosídeos;  Vancomicina;  Rifampicina;  Anfotericina B;  Aciclovir;

(35)

Toxicidade Seletiva

Neurotoxicidade

Cefalosporinas de 3ªgeração;

Metronidazol;

Aminoglicosídeos;

Vancomicina;

Etambutol;

Isoniazida;

(36)

Toxicidade Seletiva

Hepatotoxicidade

 Cefalosporinas;  Penicilinas (3ªgeração);  Aztreonam;  Quinolonas;  Tetraciclinas;  Clindamicina;  Imipenem;  Rifampicina;  Isoniazida;  Pirazinamida;  Anfotericina B;  Aciclovir;  Zidovudine;

(37)

Toxicidade Seletiva

Mielotoxicidade

Clindamicina;

Cloranfenicol;

Metronidazol;

Quinolonas;

Vancomicina;

Anfotericina B;

Cetoconazol;

Aciclovir;

Pirimetamina;

Pentamidina;

Primaquina;

Cloroquina;

(38)

Espectro

de Ação

(39)

Espectro de Ação

 Espectro de ação é a gama de diferentes

microrganismos contra os quais um agente antimicrobiano atua.

Amplo (ou largo) espectro Estreito (ou curto) espectro

(40)

Espectro de Ação

Exemplos de diferentes drogas antimicrobianas, classificadas de acordo com o espectro de ação.

(41)

Drogas de Amplo Espectro de Ação

 São eficazes contra um grande número de

microrganismos de uma ampla extensão de grupos taxonômicos, incluindo GP e GN.

 Útil quando um paciente está seriamente doente com

uma infecção causada por um microrganismo não

(42)

Drogas de Estreito Espectro de Ação

 São eficientes apenas contra um pequeno número de

microrganismos ou um único grupo taxonômico.

 Deve ser usada quando a identidade do microrganismo for

conhecida.

 São úteis para reduzir ao mínimo a destruição da microbiota

normal e diminuem o desenvolvimento de resistência microbiana à drogas.

(43)

Espectro de Ação

Microrganismos afetados Drogas de amplo espectro Drogas de estreito espectro Bacteroides e outros Anaeróbios Cefalosporinas Lincomicina

Bactérias Gram (+) Gentamicina e ampicilina Penicilina G e Eritromicina Bactérias Gram (-) Canamicina Polimixina

Estreptococos e algumas G(-) Tetraciclina Estreptomicina

Estafilococos, enterococos e alguns clostrídios

(44)

Mecanismo de Ação

dos Antimicrobianos

(45)

Mecanismo de ação dos Antimicrobianos

Os antimicrobianos podem atuar de diversas maneiras, interferindo em processos metabólicos ou em estruturas dos microrganismos.

(46)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

1. Inibição da síntese da parede celular;

2. Destruição da função da membrana celular; 3. Inibição da síntese de proteínas;

4. Inibição da síntese dos ácidos nucléicos; 5. Inibição de vias metabólicas;

(47)

Inibição da síntese da parede

celular

(48)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

(49)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

Inibição da síntese da parede celular

 Muitas bactérias apresentam paredes celulares externas

rígidas.

 A inibição da síntese da PC causa, seletivamente, danos às

células bacterianas e não às humanas.

 As G(+) apresentam elevada pressão osmótica interna. Sem

(50)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

Inibição da síntese da parede celular

 As drogas ß-lactâmicas apresentam uma estrutura química

denominada anel ß-lactâmico que se liga às enzimas que interligam os polipeptidoglicanos.

 Estes antibióticos, por interferirem nas ligações cruzadas dos

(51)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

Inibição da síntese da parede celular

 Beta-lactâmicos (penicilinas, cefalosporinas,

carbapenêmicos e monobactâmicos);

 Glicopeptídeos (vancomicina e teicoplanina);

(52)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

Inibição da síntese da parede celular

Penicilinas associadas à inibidores de betalactamases

 Amoxacilina-ácido clavulânico;

 Ampicilina-sulbactam;

 Ticarcilina-ácido clavulânico;

(53)
(54)

Destruição da função

da membrana celular

(55)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

Destruição da função da membrana celular

 Alguns antimicrobianos polipeptídicos, como as polimixinas,

atuam como detergentes e alteram as membranas celulares das

bactérias.

 Com essa alteração, a membrana deixa de ser regulada pelas

proteínas da membrana e o citoplasma e as substâncias celulares se perdem.

 Eficientes contra G(-) que possuem membrana externa rica em

(56)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

Destruição da função da membrana celular

 Os antimicrobianos polienos, como a Anfotericina

B, se ligam a determinados esteróis da membrana

(57)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

Destruição da função da membrana celular

 Polimixina B, Colistina (Polimixina E), Tirotricina, Nistatina,

Anfotericina B, Miconazol, Cetoconazol, Fluconazol, Itraconazol.

Fosfato e Glicerol

Proteína integral (porinas)

Proteína periférica (interior)

Proteína integral (glicoproteína) Glicolipídio

Proteína periférica (glicoproteína)

Ácido Graxo Bicamada

Fosfolipídica

Glicolipídio Glicolipídio

(58)

Inibição da síntese de

proteínas

(59)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

Inibição da síntese de proteínas

 Os aminoglicosídeos e as tetraciclinas atuam na

porção 30S dos ribossomos bacterianos, interferindo na leitura (tradução) da mensagem do RNAm, isto é, na incorporação dos aminoácidos corretos.

(60)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

Inibição da síntese de proteínas

 O cloranfenicol e a eritromicina atuam na porção 50S dos

ribossomos bacterianos, inibindo a formação do polipeptídeo em crescimento.

 Os ribossomos das células animais são constituídos de

subunidades 60S e 40S, logo essas drogas têm pequeno efeito nas células do hospedeiro.

(61)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

Inibição da síntese de proteínas

 Aminoglicosídeos (neomicina, canamicina, amicacina,

gentamicina, tobramicina, netilmicina, estreptomicina, espectinomicina);

 Tetraciclinas;

 Cloranfenicol, tiafenicol;

 Macrolídeos (eritromicina, azitromicina, claritromicina,

(62)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

Inibição da síntese de proteínas

 Lincosaminas (Lincomicina e clindamicina);  Rifampicina;

 Arbecacina;

 Oxazolidinonas (Linezolida) – MRSA;

(63)

Inibição da síntese dos ácidos

nucléicos

(64)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

Inibição da síntese dos ácidos nucléicos (A.N)

 As diferenças entre as enzimas utilizadas pelas

células bacterianas e animais para sintetizar os A.N

proporcionam um meio para a ação seletiva dos agentes antimicrobianos.

 Ligam-se a enzimas bacterianas envolvidas na

(65)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

 Quinolonas;  Metronidazol;  Novobiocina;  Griseofulvinas;  Flucitocina;  Ribavirina;  Vidarabina;  Aciclovir;  Ganciclovir;  Zidovudina (AZT);  Didanozina (ddL);  Zalcitabina (d4T);  Lamivudina (3TC);  Nevirapina;  Delavirdina;

(66)

Inibição de Vias

Metabólicas

(67)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

Inibição de vias metabólicas

 Os processos metabólicos normais das células

microbianas envolvem uma série de compostos

intermediários denominados metabólitos, que são

essenciais para o crescimento e a sobrevivência celular.

(68)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

(69)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

Inibição de vias metabólicas

 Ác. p-aminobenzóico (PABA): metabólito essencial!

Sulfonamidas (antimetabólito):

 Análogos estruturais do PABA (mimetismo molecular);  Entram na reação no lugar do PABA;

 Formam-se análogos não funcionais do ácido fólico;

Trimetoprim (antimetabólito):

 Inibe a enzima ácido diidrofólico-redutase (competição);

(70)

Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos

Inibição de vias metabólicas

 Sulfametoxazol-Trimetoprim (Cotrimoxazol),

Sulfonamidas, sulfonas, trimetoprim, pirimetamina, primaquina, inibidores da síntese da Protease do HIV (Indinavir, Saquinavir, Ritonavir, Nelfinavir, outros).

(71)

Novos antimicrobianos

 Glicilglicina (Tigeciclina): inibe síntese protéica (30S),

atua em anaeróbios, CGP (MRSA, VRE), BGN (exceto

P. aeruginosa e P. mirabilis) inclusive ESBL e algumas

BGN-NF;

 Gemifloxacina (FQ): inibe síntese de ácidos nucléicos,

atua em Haemophilus influenzae, Mycoplasma pneumoniae, Legionella pneumoniae.

(72)

Novos antimicrobianos

Drogas que inibem a síntese de ácidos graxos;

Drogas que inibem quorum-sensing;

(73)

Efeitos

Colaterais

(74)

Tipos de Efeitos Colaterais

1.

Toxicidade

2.

Alergia

(75)

Efeitos Colaterais

Alergia

 É uma condição em que o sistema imunológico do indivíduo

responde a uma substância estranha.

 As reações alérgicas podem ser limitadas a exantemas e

coceiras na pele, ou podem ameaçar a vida.

 Choque anafilático: quando o indivíduo é submetido a uma

substância estranha à qual seu organismo já se tornou sensibilizado.

(76)

Efeitos colaterais

Destruição da Microbiota Normal

 Antibióticos de amplo espectro podem destruir microrganismos

que habitam normalmente a pele, os tratos digestivo, respiratório e urogenital.

 Quando esta microbiota é perturbada, microrganismos não

suscetíveis ao agente antimicrobiano invadem sítios não ocupados e crescem rapidamente (superinfecção).

(77)

Efeitos colaterais

Destruição da Microbiota Normal

 Após uso prolongado de...

 Ampicilina: desenvolvimento excessivo de clostrídios

produtores de toxinas;

 Penicilinas ou aminoglicosídeos: colonização do intestino por

G(-) e fungos resistentes (Candida sp);

 Cefalosporinas, tetraciclinas e cloranfenicol: superinfecção

(78)

Vias de

(79)

Vias de Administração

Oral (preferencial)

 Infecções: entéricas, buco-dentais, auditivas, garganta;

 O antimicrobiano deve ser resistente ao baixo pH gástrico;

 Não deve ser administrada em pacientes com náuseas, vômitos e diarréia;

 Não há necessidade de seringas, ausência de dor;  Fácil administração pelo próprio paciente;

(80)

Vias de Administração

Intramuscular

 Infecções de gravidade mediana;

 Necessidade de seringa e profissional;

 Reações dolorosas e desconforto;

 O antibiótico é absorvido pelos capilares sanguíneos e linfáticos;

(81)

Vias de Administração

Endovenosa (anfotericina B e vancomicina)

 Utilizada em casos graves (alcança a corrente sanguínea de imediato);

 Necessidade de rápidas e mantidas concentrações da droga;

(82)

Vias de Administração

Tópica (polimixina, neomicina)

 Infecções: dermatológicas, oftalmológicas,

otológicas e ginecológicas;

(83)

Vias de

Eliminação

(84)

Vias de Eliminação

 Após a absorção e difusão nos tecidos os antibióticos

são eliminados:

 Fezes: Infecções no TGI;  Suor: Infecções de pele;  Urina: Infecções no TGU;

(85)

Escolha dos

Antimicrobianos

A seleção racional dos agentes antimicrobianos depende de vários fatores...

(86)

Escolha dos antimicrobianos

 Existe infecção? É bacteriana?

 Qual a sua localização?

 Quais os microrganismos provavelmente envolvidos?

(87)

Escolha dos antimicrobianos

 Qual a situação do paciente?

 Quais são os dados epidemiológicos? cidade,

região...

(88)

Escolha dos antimicrobianos

 Quais são as técnicas de coleta recomendadas?  Tempo e temperatura de transporte da amostra.

 Características dos meios de cultura para semeadura inicial.  Exigências ambientais de crescimento.

(89)

Escolha dos antimicrobianos

 Houve fornecimento de informações corretas ao

laboratório?

 Microrganismo patogênico ou colonizador?

(90)

Escolha dos antimicrobianos

 Qual a droga de escolha?

 Existem efeitos indesejáveis?

 Quais são os custos do tratamento?

(91)

Escolha dos antimicrobianos

 Existe disponibilidade no mercado?

 Quais as vias de administração?

 Quais as doses e particularidades

(92)

Escolha dos antimicrobianos

 Bactericida X Bacteriostático.

 Amplo espectro X espectro limitado.

 Combinação de drogas.

(93)

Escolha dos antimicrobianos

Drogas que atuam predominantemente sobre

GN.

Combinadas serão sinérgicas?

(94)

Emprego dos Antimicrobianos

• Depende das interações:

Antimicrobiano

Hospedeiro

Ambiente Microrganismo

(95)

Qual é o

antimicrobiano

ideal?

(96)

O antimicrobiano ideal

 Deve ter ação antimicrobiana seletiva e potente;

 Deve ser bactericida;

 Deve exercer sua atividade na presença de líquidos

do organismo;

(97)

O antimicrobiano ideal

 Não deve perturbar as defesas do hospedeiro;

 Não deve lesar os tecidos do hospedeiro;

 Mesmo nas doses máximas não deve produzir

(98)

O antimicrobiano ideal

 Não deve produzir fenômenos de sensibilidade

alérgica;

 Não deve provocar o desenvolvimento de resistência

pelos microrganismos;

 Deve atingir rapidamente níveis bactericidas no

(99)

O antimicrobiano ideal

 Deve ser eficaz para todas as vias de

administração;

 Deve poder fabricar-se em grande quantidade e

(100)

Seminários para o próximo

módulo

(101)

Seminários

1. Mecanismos de recombinação genética bacteriana:

transformação, conjugação e transdução.

2. Resistência microbiana mediada por genes cromossômicos e

extracromossômicos;

3. Mecanismo de resistência bacteriana I: Alteração do sítio-alvo

(102)

Seminários

1. Mecanismo de resistência bacteriana II: Alteração da

permeabilidade da Membrana e Bomba de efluxo;

2. Mecanismo de resistência bacteriana III: Produção de

enzimas capazes de inativar antibióticos;

3. INFECÇÕES HOSPITALARES: uso indiscriminado de

(103)

Seminários

 Apresentações dos grupos 1, 2 e 3: sexta noturno;  Apresentações dos grupos 4, 5 e 6: sábado matutino;

 Tempo: 30 minutos por grupo. Apresentação em Powerpoint.  Discussão e correlação com o conteúdo ministrado.

Referências

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