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PrejoB das assignaturas para a edrte.Trimestre 5Ç000 Semestre 9§000 Anno 16ÜS000 Avulso 500 ts
N. 695
PUBLICA-SE TODOS OS DOMINGOS.Pregos das assignataras para as províncias.
Trimestre
Semestre 115P000
Anno 18$000
Avulso 500 rs.
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O OVO DE S»
A.SCO.A-Fe/Ao í/aüo.—0 que ha; moleque, de novo?Moleque.—Um gallo que poz um ovo: Do tal ovo sae um pinto, E d'este um anjo relinto. Velho gallo.— E do tal anjo?
Moleque. — Finuras, E carapuças futuras 1
5554 SEMANA ILLUtiTEADA.
SEMANA ILLUSTRADA
5ftliiíÉ^_J?y^ ^ 4í!!iÊÊfíJI?É
Eio, 5 db Abbil de 1874
Se eu fosse a dizer tudo o que tenho apontado no meu livrinho de lembranças, é provável que enchesse as columnas desta folha, e ainda assim não sei se aca-baria.
Por outro lado, o meu livro está já no prelo, e eu desejo dar algum trecho mais ao leitor da Semana, meu natural confidente, e única pessoa que sabe quem é o autor.do dito livro.
Opto pela publicação de um capitulo, que será o VI. Noticias semanaes sempre as havemos de ter, ao passo que não se publica todos os dias um livro como este que vou imprimir.
Vae pois o capitulo VI.
ESCAVAÇÕES HISTOEICAS
POE,
UM QUIDAM
VI
CHASIABIZ
E' tão curiosa e singular a origem deste vocábulo, que não me atrevo a contal-a por mim mesmo; acho melhor transcrever o texto em que a descobri. A obra é rara, e vem citada em alguns autores de nota. Chama-se Dis-cursos acerca ãaspálauras antiguas e modernas cuja óri-gem não é conlieeiãa. Obra escripta em latim e posta em lingoagempor Frey Ambrosio da Lapa. Coembba, 1674.
„ Sabido he que as palauras se nam inventam de si, e alguma resam ha pera que ellas naçam, ou por via de
composiçam dos lettrados e doutores, ou por motivo dalgum successo vulgar ou histórico, donde lhes vem o uso. E confesso que se eu quizesse pôr por escritura tudo o que hei desentranhado a este respeyto dos liuros e memórias de nossos antiguos faria mayor copia de obras do que as que arderam na celebre Alexandria ,• mas por me nam diuertir do assumpto, nem alongar demasiado este discurso direy somente o que basta pera a minha asserçam.
„ Antre os muytos mercadores que contava a Bahia na éra de 638, avia hum sogeyto, por nome Joam de Mariz, homem que polo airoso da figura e mais partes que nelle concorriam, fora escudeyro do conde de Gasparinho, quando este fidalgo residia na corte. O qual pola muyta finura que descubria no dito escu-deyro sohia dizer acs seos amigos:—Mate-me Deos se este Joam de Mariz nam é capaz de enganar a meo mundo. Capaz não foi elle de enganar a meo mundo, senam ao próprio fidalgo, cuja molher, senhora de alta linhage e rara fermosura, deitou olhos benignos pera o escudeyro, que sem aduertir na distancia que os sepa-raua, e com afronta da honra e do decoro e leys di-vinas e humanas, atreuesse a corresponder aos sinais de ternura que lhe ella dava.
„ Muytas pessoas ainda oje contam o que em aquella occasiam ouve, quando o conde teve noticia da payxam de sua rnolher ; cuja primeyra resoluçam foy matala e mais ao escudeiro, sendo dissuadido disso por toda a corte. Alcançou entam de Elrey que o dito Joam de Mariz fosse degredado pera o Brazil, que entam se achava a braços com os Olanueses, em cujas j maons o miserável escapou de cahir, e assy se fes, dez-embarcando Mariz na cidade da Bahia, pelos annos de 630.
„ Retrayo a pena e deixo de referir outros successos da vida deste mariola pera vir ao caso principal, e é o que dis respeyto á invençam dalgumas palauras. Antre as quais uma das mais galantes he chamariz, ainda nam usada no principio do presente século, posto que alguns autores pretendam o contrayro, e até ajam citado exemplos, que depois se prouou serem apocriphos.
„ Hora, é de saber que Joam de Mariz, passados. muytos trabalhos, acabou mercador de panoB, em a dita cidade da Bahia, revelando mais calidades pera o
SEMANA ILLUSTRADA.
5555
officio de vender que pera o de seruir, no qual foi
tredor e perverso, e naquelle fiel e honrado. E posto
que trabalhase muyto e fosse diligente em seruir os
compradores, nam lhe daua grande cousa a fazenda,
e pouco mais lhe ficaua de vinte crusados ao ano,
com os quais mal se podia mãter asy e á familia,
com-posta da molher e cunhados, que mais gaitavam num
dia que qualquer de nós em tres mezes.
„ As boas cousas queremse louvadas e engrãdecidas;
pur isso direy que Joam de Mariz, labutando sempre, e
com honra, chegou a aver vasto cabedal, e isto só com
um acrecentamento á sua fazenda, que foy a erva
chá-Pode-se dizer que este mercador foy quem introduziu e
dezenvolveu no Estado do Brasil o uso daquella bebida,
que ainda oje muyta gente no reyno avorrece e condena.
De maneyra que ao cabo dalgum tempo era manha
plebeya e roim nam usar da dita bebida naquella
ci-dade da Bahia e em todo o mais Estado.
„ Muytos outros mercadores imitaram a Joam de
Mariz, mandando vir erva chá pera vender em suas
casas, mais pola enueja que lhes causava a
prosperi-dade do riual que por amor de seruir ao publico.
Succedeu porem que este, já afeiçoado á mercadoria do
primeiro, fazia ouvidos de mercador ás sollicitaçoens
dos outros, e assy nobres como plebeos, ecclesiasticos
como seculares, todos enchiam a casa de Mariz e os
crusados lhe cahiam na algibeira.
„ A Lisboa chegou a noticia destas cousas, quando
Joam de Mariz, pera matar os seus contrayros,
es-creueu uma carta a D. Joam de Mello fidalgo de
anti-quissimo sangue, valido de El-rey, do qual alcançou
um Alvará do theor seguinte:
„ D. Felippe, por graça de Deus, Rey de Portugal e
dos Algarves daquem e dalem mar, em África
se-nhor de Guiné e da Conquista, Navegaçam, Commercio
de Ethiopia, Arábia, Pérsia e índia.
„ Faço saber aos que este meu alvará virem que
tendo sabido a diligencia, honradez e mais partes de
Joam de Mariz, subdito da minha coroa, e de presente
mercador de panos em o Estado do Brasil, a cujo zelo
se deue a introducçam do uso da erva do chá naquelle
Estado, com o que muyto vay acrecentando á minha
real fasenda e ao commercio das partes da índia, hei
por bem que o dito Joam de Mariz tenha priuilegio
pera vender aquella mercadoria no sobredito Estado,
nam podendo ninguém mais avela èinísuaT':-casa nem;
comprala emioutrá que nam seja a do dito Joam dè
Mariz." AAA:'r-X;.r^A'::.A..:'.'';-:-f.
„ Ordeno portanto aos meus Desembargadores,
Ou-vidores, corregedores e mais officiaes a quem constar
que alguém vende aquella erva façam logo seqüestro
na mercadoria, e abrindo devassa contra os infractorés
deBta minha determinãçam os prendam e castiguem
com um anno de desterro.
„ E outrosim me praz fazer mercê ao dito Joam de
Mariz do foro de fidalgo com dous crusados de moradia.
As quais resoluçoens hei por bem, quero e mando
que se cumpram e guardem em tudo e por tudo sem
niingoa nem desfallecimento algum. E para tudo isto,
derogo quaesquer autos, Leis e Ordenuçoens, glosas e
costumes que em contrayro disto aja ou possa aver. "
„ Armado com este Alvará desbaratou Joam de
Mariz todos seus competidores, que nam tiueram mais
remédio que entregar ás justiças o cha que aviam
em suas casas. E porque o cha daquelle fidalgo ãas
ervas (ora o nome que por graça lhe danam) continuaua
a ser muy procurado, todos curvaram a cabeça a Joam
Mariz indo-lhe comprara elle pera vender em sua casa,
o que por outro Alvará se permittiu. De modo que o
meyo de uma casa se recomendar e chamar freguezes
era vender aquelle cha tam afamado, que teve o nome de
chá Mariz, e por isso todos se afanauam por avelo e
vendelo. Deste cha Mariz vem o chamariz que oje uzam
todos, mal sabendo o que dizem se lhe assinam outra
derivaçam. "
Creio que depois disto só a ignorância poderá
re-futar-me.
Db. Semana.
PASSOS PERDIDOS
Os vereadores da Illustrissima são nove, mesmo
sem noves fora e as ruas da cidade são mil já abertas, j
não poucas de abertura incompleta e outras muitas
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ENTRE A CRUZ E A CALDEIRINHA 4 Street Railway.—No momento em que se assenta a nova linha, vossê, Izabel, e vossê, TJiereza,
cahem sobre ella e eu hei de ajudal-as como convém a uma matrona da minha edade.
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Quer comprar estas acçoes Por duzentos e cincoenta?"
Tenho medo ás reocções, Que me podem dar na "venta.
Estás sentindo, ó querida Palpitar o coração?
Do coração nada sinto Mas sim da" bolsa... o cordão.
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EFFEITOS DOS BOiVZtô
Desde que temos bonds nas ruas da cidade, a minha casa está totalmente transtornadal
O
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os apitos, a Anuinha e a Clara gostam dos carros novos, e minha muUier, nao sei que
diabo lhe deu, parece gostar
dos... dos animaes 1 Emfim as janellas estão sempre cheias e a cozinha sempre vazia.
No Domingo de Ramos distribuiram-se na matriz da Gloria
Palmeiras, que como symboloda
concoráiaT^Zm entre os recebedores tanta discórdia que á sabida
do templo viam-se as palmas
5538 SEMANA ILLUSTRADA.
sem projecto, para execução do qual os projectante andam á espreita de opportunidade.
Além das ruas ha praças e praias em grande quan-tidade.
Paga a Illustrissima a fiscaes, a guardas, a empre-sarios de irrigação e de lixo.
Nenhuma destas despesas aproveita.
Dormem os fiscaes, resomnam os guardas, escon-dem-se os irfigadores e não apparecem os nocturnos da varredura.
Zangam-se os vereadores, grita o povo, clama a im-piensa, geme a higyene e folgam as epedemias.
Passos perdidos.
Houve e não se pôde assegurar que está extincta, uma ramificada associação de filantes de ãefuntos e ausentes, pessoas (os defuntos), que não dão com a lingoa nos dentes.
Policia e juizes, zelosos no cumprimento de seus de-veres e interessados em salvaguardar a propriedade alheia, tem colhido na rede da justifica alguns desses industrioso s de tão avelhaçad*. e perigosa procedência. Outros poseram-se do fresco,
Novos ares, novos climas. Foram longe respirar,
se é que não andam ahi por chácaras, ou fazendas próximas da Corte, vivendo vida alegre e folgada por milagre dos espólios espoliados.
Um terno delles, uma quadra, uma quina, ou uma sena, não é bem notório o numero, ja estájasendo debaixo do anno do nascimento.
Fazel-os, porém, julgai perante o Jury, ahi é que existe o busilis
Os ausentes não apparecem, os defuntos não gritam e ainda que gritassem....
Passos perdidos. ¦*.
Mascarós y Cos, ocnlista capaz de enrouquecer as . cem bocas da fama velos que passou os mares, é posto em duvida por outros ophtalmistas de créditos nacio-naes e extranacionacio-naes, que o querem ver legalmente
habilitado e ás portas da Junta do Higyene com o di-ploma em punho, pedindo o vizo.
Clamam no deserto. Passos perdidos.
O illustre e patriota Dr. Maximiano Marques de Carvalho, fabricante de tempestades e de raios, con-forme consta em publico e razo, não obteve ainda o seu brevet ãHnvention e muito menos tem conseguido consumidores do produeto da sua scientifica e útil in-dustria, superior á do elixir da longa vida.
Este mundo é vasto ninho de ingratos. Paciência, meu doutor.
Passos perdidos.
Ninguém quer a honra de presidir á Locomotora* empreza a melhor aquinhoada na destribuição dos trilhos urbanos.
Sabe-se da razão ? Qual 1
Inquire-se, indaga-se, investiga-se e se mais syno-nimos houvera lá chegara a averiguação de facto tão fóra do commum.
Passos perdidos.
Muitos poetas e de estro de optimo lavor, pretendem engenhar acrosticos rivaes dos do nosso amigo o Sr. Alvares.
Ainda não fizeram um só. Passos perdidos.
Alleluia! Alleluia!
Brado de alegria e de indisivel praser, que repercute hoje em todos os ângulos do orbe catholico.
E' verdade : tudo é jucundidade em dia de tão grata recordação.
Mas o discipulo traidor, o Judas deicida, morreu de veras ou encarna-se todos os dias em Judas de diffe-rentes nacionalidades e condições ?
Não morreu, nem ha de morrer, infelizmente, para o gênero humano. Enforcou-se, é certo, mas legou o es-pirito a muita gente que, morrendo por seu turno, o vae transmittindo de geração em geração a outros her-deiros, sempre da mesma estofa do primeiro legatario.
Supprimir Judas não é possivel.
SEMANA ILLUSTRADA.
5559SABBADO DE ALLELUIA
No fim da quaresma ha em quasi todas as partes do mundo. seja velho ou novo, certos costumes que pela sua originalidade merecem ser conhecidos.
Na Rússia, por exemplo, ao meio dia da véspera daPaschoa, escondem-se os meninos e meninas a espera que alguém os pro-cure; este alguém é geralmente um pai feliz ou uma extre-mosa mãi, que trazem nas mãos docps e brinquedos.
Na Allemanha, ao som dos sinos de todas as igrejas, ao meio dia, reunem-sé os membros das famílias e o pai encerra a qua-resma, dando os primeiros golpes n'um liambre quentissimo, que ás vezes no domingo de Paschoa só apresenta um osso, tanta foi a abstinência e a soífreguidão com que o esperavam e sobre elle cahiram.
Na França vestem-se ambos os sexos com a roupa melhor que tem, e vão comprimentar-se mutuamente, levando presentes, caixinhas de amêndoas etc. etc, que ás vezes trazem escondidas no fundo cartinhas perfumadas e amorosas.
Na Inglaterra continua-se a viver depois do meio dia do sab-bado de Alleluia como alé então se viveu antes de tocarem os sinos as 12 badaladas.
Os Italianos, principalmente quando são lazzaronis, amolam as facas, comem seu macarrão e esperam o viajante na estrada, cantando um ave Maria.
Os Americanos do Norte não fazem caso do sabbado de Alie-luia, senão para impingir algum negociozinho menos licito em memória de J udas Iseariotes, que tambem vende useu mestre por 30 dinheiros.
Os do Sul, e principalmente os brazileiros fazem justamente o contrario ; castigam o Judas, queimam-no, e depois de tanto sacrificio da quinta e sexta-feira sancta rendem o seu obulo aos deuses e deusas da Mythologia.
E assim mais mil outros povos com iguaes mil outros cos-tumes.
TRISTEZA
Já o sol se escondeu; que tristes cores Vão cobrindo o horizonte! As brandas notas da harpa melancholica
Do anjo da saudade
Já ahi vêm a soar... Já tristes sombras Vêm os montes descendo lenlo e lento. E eu tenho o rosto macerado e pallido, Estou triste lambem... Sombras como estas, Ai que vão por minha alma! o sol risonho
De doirados prazeres
Da desventura o hálito embaçou-m'o; E um raio de alegria * Tentam debalde desferir ainda Meus olhos encovados! Oh linda flor, oh rosa delicada, Como fechando agora as tenras folhas, Dobras o cálice, enfraqueces, murc6as! Como estás tambem triste! como embalde Tentas provar um ultimo surriso
Que em teu deliquio, namorando o prado, Diga saudoso adeus á luz que expirai
Eu te amo, oh flor singella Que a sentida mudança de minha- alma
Tam;.flel symbolisas! no meu peito D'almas delicias a vergontea tenra Foi descaíndo-assim,entre, meus lábios O riso - da. alegria assim -murchou-se.
Mas em breve do "ofvalhofas "frescas pérolas '" Virão com beijos alentar-te a vida.??5'°-Jfif E o brando raio da gentil aurora fifiíl;'
Te aquecerá bondoso. *7 - :'*fiíí 0 meu porém, o sol dos meus inicántoSfi
Abysmou-se de todo;
E nunca mais no ceo dos meus amores Fagueiro brilhará; que o veo da morte, ,,..¦-."• Qual muralha de bronze, ergueu-sé ante elíé. Ah! quebra-te no marmor solitário
Do duro desengano,
Oh ultima esperança de minha alma! Não na verão jamais meus olhos tristes. Mandou-m'a Deus para doirar-me a vida, Cobrir-lhe a senda de suaves flores, Abrir meu coração, encher-lhe o cofre
De cândidos amores.
Foi ella a estrella de sonhadas noites Que viu meu pensamento; ella, só ella Quem doces auras de delicias puras Deu-me a beber nos suspirados dias, Que eu a seu lado consumi ditoso. Por mão de archanjos fabricada e posta Era a cadeia poderosa e rija
Que ligou nossas vidas, nossas almas, Que os nossos sentimentos
Fundiu todos no amor mais puro e santo. Oh Deus, porque roubaste-m'a? Acaso os meus afagos
A angélica pureza nodoavam-lhe? Era um anjo talvez... era, e da morte Subiu nas azas á mansão dos anjos. E quando lasso do lidar do dia, Venho á noitinha passear no campo,
Lembro-me d'ella e choro! então minha alma Veste-se n'estas sombras, e de súbito
As flores do passado vè caídas No pó de negra terra. Oh linda estrella rútila da noite,
Que mágica linguagem Na tua luz meu coração intende! Prazer de que gozei, doce ventura Que da morte ao bafejo te esvaiste! Porque ainda hoje acenas-me surrindo Entre as sombras da pallida tristeza,
Como este raio tremulo O crepúsculo rompendo ? Lembram-me as horas de suave enlevo Que tantas vezes, ao cair da tarde, Com ella a par de mim, feliz, contente, Vi rápidas passarem como um sonho; Lembrão-me as doces phrases de ternura, O gesto, o riso, o olhar, os modos delia
Que á minha alma, imbebida em sonhos de oiro, Copia fiel do ceo tornava a terra.
Oh tempo que já foste e que tam cedo Do passado no abysmo te perdeste!
Oh saudade! saudade!...
Ribeiro. Tvp. no Imperial Inst. Artístico—Rua Primeiro de Março n. 21.
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