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de notícias
A previsão de chuvas não é nada boa para o Estado até, pelo menos, o começo de 2016. O mau tempo se deve à permanência e, mais para frente, à acentuação do El Niño - fenômeno que provoca mudanças no sistema climático de distribuição das chuvas e de calor, intensificando a estiagem no Nordeste e tempestades no Sul do País. Com esse prenúncio, a secretaria-executiva de Recursos Hídricos do Estado, que integra a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, estuda a permuta de verbas já contratadas para salvar regiões sacrificadas pelo racionamento de água, como o Agreste. Durante o Fórum Permanente de Convivência Produtivas comas Secas, ontem, o secretário de Recursos Hídricos, José Almir Cirilo, revelou que projetos para duas alternativas serão desenvolvidos a partir deste semestre. “A primeira é a construção de uma adutora, saindo da barragem de Serro Azul, em Palmares, até Caruaru, de modo que aproveitemos trechos existentes e em construção, como os da Adutora do Agreste, para atender Santa Cruz do Capibaribe (direção norte) e as cidades até Pesqueira
(sentido oeste)”, detalhou. Para a empreitada, R$ 100 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento, que, a priori, deveriam ser designados a tratamento de esgotos, serão realocados. “Água, neste momento, é nossa prioridade”, ressaltou Cirilo. O sistema será capaz de captar 500mil litros de água por segundo e a previsão é que as cidades recebam a água até o final de 2016. A barragem de Serro Azul, no entanto, segue em fase de construção, atrasada desde dezembro de 2014, o novo cronograma deve ser concluído em meados do ano que vem. “A barragem está tendo continuidade, no que pode ser feita em função do período chuvoso. Quando chegar a fase seca, o ritmo vai crescer. Porém, vamos adiantar o projeto da nova adutora”,diz. A outra saída, de acordo com o secretário da pasta, é captar água da barragem de Igarapeba, que também está sendo construída, em São Benedito do Sul. Quando for concluída, o sistema orçado emR$ 60 milhões irá fortalecer o abastecimento em Caruaru. Esse recurso seria usado para construir de uma estação de tratamento em Jucazinho, que atende 14municípios do Agreste e que hoje está com menos de 5% da sua capacidade. De acordo com o presidente da Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe), Pio Guerra, o cenário atual é preocupante. “Em Pernambuco, há 60 anos temos redução de chuvas e evaporação das nossas águas. Os nossos reservatórios estão todos em base comprometida e temos uma precisão de que o fenômeno El Niño vai sem manifestar com mais intensidade em setembro”, explicou. Por isso, Pio acredita que o assunto seca deve ser discutido a longo prazo, de modo que a academia, o setor privado e o público trabalhem de forma articulada para trazer soluções.
06/07/2015
Baixas temperaturas e chuvas fracas a moderadas
registradas no Pajeú
Zona rural de Itapetim. Foto: Blog de Marcelo Patriota
As temperaturas caíram como costuma acontecer neste mês de julho. No fim de semana, Os pajeuzeiros surpreenderam-se com as quedas nas temperaturas.
Em algumas áreas na zona rural da região, puderam ser vistas belas imagens de névoa cobrindo serras importantes e áreas rurais de nossos municípios.
A mínima em algumas áreas beirou os 15 graus, muito frio para os padrões sertanejos.
Serra da Matinha. foto: Blog de Marcelo Patriota
As baixas temperaturas dessa vez vieram acompanhadas de chuvas em algumas cidades. Em Itapetim foram 23 milímetros. Também choveu em São.José do Egito (16 mm), em Tuparetama (10 mm), Brejinho, Afogados da Ingazeira e Carnaíba (27 mm).
Segundo a Compesa, o reservatório de Rosário registrou pequeno aumento no volume, nada que mude a situação de colapso no abastecimento. A luta é para conseguir abastecer Iguaraci, Tuparetama, Ingazeira, Jabitacá e São José do Egito até a conclusão de uma adutora que vai aproveitara a água da Adutora do Pajeú.
06/07/2015
Mulheres
sertanejas
apostam
em
sabonetes
fitoterápicos extraídos do bioma caatinga
O cuidado com o corpo é um dos princípios para o bem estar. Não é à toa que o país é o terceiro mercado mundial de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, conforme dados do Ibope para 2013. A recomendação do uso de sabonetes fitoterápicos é uma das formas de manter a higiene, provocar uma sensação de revitalização do corpo, e o mais importante - tudo natural. Em Iguaraci, Sertão de Pernambuco, o Grupo Guerreiras do Pajeú percebeu a oportunidade de trabalhar com esses produtos de bem com o semiárido. Há 6 anos começaram a produzir sabonete fitoterápicos extraídos do bioma caatinga. Fitoterápicos são produtos que possuem propriedades especiais derivados de vegetais. São caracterizados pelo conhecimento da eficácia e pela qualidade. Feitos de maneira especial e com todo o cuidado com a material prima, Lidiane Nobre, de 23 anos, conta que tudo é produzido de forma artesanal. "Uma vez por semana o grupo se reúne para produzir os sabonetes no fogão agroecológico, e utilizamos as plantas da caatinga para fazer os produtos, como o juá, a casaca da aroeira, casa de ameixa, do cajueiro roxo, entre outros", disse. Lidiane Nobre é uma das 210 mulheres que participam do Projeto Mulheres na Caatinga, executado pela Casa da Mulher do Nordeste, patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Mulheres na Caatinga é um projeto que visa fomentar ações de enfrentamento a desertificação, priorizando a preservação da biodiversidade da Caatinga e seu manejo sustentável. O grupo Guerreiras do Pajeú é formado por 20 mulheres agricultoras, e chega a fabricar 80 sabonetes em barra e 40 sabonetes
líquidos por mês. A única forma de adquirir o produto é na loja itinerante da Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú, que divulga os produtos das associadas. Neste mês, os sabonetes em barra e líquido estarão à venda na Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), até 12 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.
Legenda: Mulheres Guerreiras Pernambucanas, de Iguaraci, na produção de sabonetes.
07/07/2015
Menos burocracia para o agricultor vender produtos
em outros estados
Para reduzir a burocracia aos pequenos produtores que pretendem vender seus produtos de origem animal a outros estados, o Mapa descentralizou as ações de adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) e reconheceu de forma mais efetiva o papel de inspeção dos estados, Distrito Federal, municípios e consórcios de municípios. A medida foi tomada por meio de decreto presidencial, assinado em maio.
Com Isso o agricultor não precisará mais ter o selo do Sistema Federal de Inspeção (SIF), emitido pelo Mapa, para vender seus produtos a outras unidades da Federação. Basta estar em dia com a documentação junto ao seu estado, que por sua vez deve estar incluído no Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).
Caberá ao estado apresentar ao Mapa sua lista completa de estabelecimentos registrados e inspecionados. O Mapa, então, incluirá toda a lista ao Suasa de forma automática. Para agilizar os processos e reduzir a burocracia, o Mapa também simplificou a adesão dos estados ao Suasa. Os produtores interessados deverão procurar a Superintendência Federal de Agropecuária do seu estado.