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Parte 01 - Versão 2.3 (Março de 2009)

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(1)
(2)
(3)

• Teorias clássica ou

neoclássica (liberalismo);

• Teoria keynesiana;

(4)

• Visão do capitalismo como capaz

de se expandir e se

auto-regular

– Concepção dominante: “mão

invisível” de Adam Smith:

capitalismo suave, eficiente e

harmonioso.

(5)

FAMÍLIAS

EMPRESAS

BANCOS

Depósitos e créditos

Compra e venda de bens e serviços Compra e venda de trabalho e insumos

(6)

P

Q

Preço de equilíbrio

Demanda Oferta

(7)

• As crises seriam fruto de

fatores

externos

ao funcionamento normal

da reprodução capitalista. Os fatores

responsáveis pela crise podem ser:

– A natureza (manchas solares, baixas nas safras etc.)

– A natureza humana (ciclos psicológicos de otimismo e desespero, guerras,

(8)

• As crises bancárias são

problemas de liquidez,

decorrentes de ondas

irracionais de pânico.

– Entre 1929 e 1933, cerca

de 10 mil bancos faliram

nos EUA, ocasionando a

“Grande Depressão”.

(9)

• A Grande Depressão foi um golpe

violento nas teorias clássica e

neoclássica.

– O colapso poderia ser facilmente explicado pela teoria neoclássica.

– O difícil era explicar o fato de que o sistema não parecia demonstrar nenhuma

tendência de voltar ao equilíbrio “normal” de pleno emprego. (10 milhões de

(10)

• Keynes atacou a lei de Say

(oferta gera sua própria

demanda)

–O nível de gasto em investimento,

planejado pelos capitalistas, seria

o fator crucial na determinação

do nível de produção e do

(11)

• Mas níveis de investimento dependem

das expectativas de lucros dos

capitalistas

– Expectativas são volúveis. É provável que a reprodução capitalista seja irregular;

– Não existe mecanismo automático que permita aos capitalistas planejar

exatamente a quantidade certa de

investimento de modo a assegurar o pleno emprego.

(12)

• Muito da estrutura interior da análise

de Keynes era a mesma da ortodoxia

que atacava:

– Divisão da sociedade em produtores e consumidores;

– Importância de predisposições psicológicas e às preferências; – Papel da oferta e da procura; – Crença na análise do equilíbrio.

(13)

• Estado manipularia a

demanda agregada,

mantendo o nível de

desemprego como zero e

baixa a inflação.

–As crises são vistas como como

uma série de erros de

(14)

• As crises são cíclicas e representam uma das fases do processo de acumulação do capital

Crise

Recessão

Recuperação Crescimento

Super-produção

(15)

• Anarquia do Mercado:

– O nível da produção é determinado pelo capital disponível para investimento, e não pela capacidade de consumo da sociedade.

• Queda da taxa média de lucro

– O capital promove o aumento ilimitado da produtividade do trabalho ao mesmo tempo em que reduz, em termos

(16)

Taxa Média de Lucro:

Mv

Cc

+

Cv

 Princípio geral:

 A concorrência força o capital a aumentar a sua

composição orgânica, para aumentar a produtividade do trabalho.

 Isso resulta na diminuição relativa do capital

variável, o único que produz mais-valia.

 Essa diminuição do capital variável pressiona a

(17)

• A taxa de lucro cai não porque o

trabalho se tornou menos produtivo,

mas porque se tornou mais produtivo.

• A taxa de lucro cai porque o capitalismo

“deu certo”.

(18)

20/5

• Contra-tendências:

– Aumento da mais-valia (absoluta e relativa); – Redução do salário abaixo de seu valor;

– Barateamento do capital constante;

• Redução do valor

– Superpopulação relativa (exército industrial de reserva)

– Comércio exterior (exportação de capitais)

• Relação entre EUA e China.

– Capital acionário

(19)

21/5

• Contra-tendências:

– Desvalorização do capital

–Monopólios

–Acumulação por apropriação

(Novo Imperialismo de Harvey)

–Privatização

–Apropriação dos fundos públicos

(dívida pública)

(20)

• A crise é a incapacidade do capital repor seus investimentos.

• Só existem crises de superprodução por que os salários são baixos?

– Tese do subconsumo

• Só existe superprodução por que se produziu mais do que as necessidades sociais?

– Tese do superconsumo

• Independente da capacidade de consumo, a produção tende sempre a ser maior do que ela.

(21)
(22)

24/06

• A superprodução é uma

combinação entre:

–Superacumulação (queda

da taxa média de lucro)

–Crise de valorização (não

realização da mais-valia)

(23)

25

Super-produção

crescimento

Crise

(24)

• Crescimento

– Queda da taxa de lucro – Bolhas financeiras

– Expansão do crédito; – Inflação;

• Super-produção

– Além dos anteriores:

– Redução do ritmo e escala de acumulação;

– Crises localizadas

(25)

1950-70 1970-93

EUA

24,35

14,5

Alemanha

23,1

10,9

Japão

40,4

20,4

G7

26,2

15,7

(26)

25 24,6 16,6 14 13 6 12 8,4 1948-59 1959-69 1969-72 1973-79 1979-90 2000-01 2001-06 2007

Fonte: Elaborado a partir de BRENNER, Robert. O Boom e a Bolha. RJ, Record, 2003, pp. 59. e The Wall Street Journal.

(27)

• Crises comerciais e crises bancárias

– Problemas de solvência (“efeito dominó”)

• Desvalorização de capitais

– Desvalorização de mercadorias, meios de produção e capital variável

(desemprego e redução dos salários).

• Interrupção dos investimentos:

– Recessão

(28)

“(...) à primeira vista, a crise aparece como uma simples crise de crédito e de dinheiro. E na

realidade, trata-se apenas da convertibilidade das letras de câmbio em dinheiro. Mas estas letras representam em sua maioria compras e vendas

reais, as quais, ao sentir a necessidade de

aumentarem de forma ampla, acabam servindo de base para toda a crise. Mas, ao lado disto, há uma

massa imensa destas letras, que só representam negócios de especulação, que agora se põem a nu

e explodem como bolhas de sabão; além disso, especulações montadas sobre capitais alheios, mas

fracassadas; finalmente, capitais-mercadorias depreciadas ou inclusive impossíveis de vender ou

um refluxo de capital já irrealizável” (MARX, K. O Capital, Livro III, Cap. 30).

(29)

Crise 2000-01 • Redução da taxa de juros para 1% a.a • Gastos militares (guerras Afeganistão e Iraque) • Redução de impostos do grande capital 2002-2005 • Crescimento econômico • Boom imobiliário • Bolha financeira • Aumento das taxas de juros para 5,25% a.a (2004). 2006-2007 • Sinais de superprodução • Aumento da inflação • Crise do sistema imobiliário

(30)

• 1ª Fase - 2007:

– Eclosão da crise Imobiliária

• 2ª Fase - Fevereiro de 2008:

– A crise imobiliária é o estopim para crise financeira internacional

• 3ª Fase - Atualmente:

– Início da recessão econômica internacional

(31)
(32)

Pagamentos

regulares

“Famílias prime”

BANCOS

(33)

BANCOS

Pagamentos

Mensais

(34)

BANCOS

“Famílias

sub-prime”

“Famílias

prime”

(35)

BANCOS

“Famílias

sub-prime”

“Famílias

Prime”

(36)

BANCOS

Mutuários

BANCO de Investimento

BANCOS

Fundos de Pensão Seguradoras

Securitização dos

ativos (ex.: AIG)

Derivativos

(37)

• Lucro das grandes empresas

quadruplica no governo Lula

• 25 de outubro de 2006 às 06:00, A Tarde Online – "O lucro das empresas foi turbinado pela influência do

cenário internacional, que nunca esteve tão favorável ao mercado de commodities quanto nos últimos anos, diz Fernando Exel, presidente da Economática.

– As grandes companhias ganharam bastante dinheiro com o aumento da demanda e a valorização de

produtos com preços cotados no mercado internacional, como minério de ferro, celulose, aço, açúcar e soja,

entre outros.

– Só nos últimos três anos e meio, a cotação desses produtos subiu em média 87%

Fonte: Economática , a pedido do jornal O Estado de S. Paulo

Disponível em: http://www.administradores.com.br/noticias/lucro_das_

(38)

29,3 131 26,7 54,5 35 77,4 0 20 40 60 80 100 120 140

2o. Mandato FHC 1o. Mandato Lula

227 maiores Bancos

Petrobrás

Fonte: Economática , a pedido do jornal O Estado de S. Paulo

Disponível em: http://www.administradores.com.br/noticias/lucro_das_

(39)

676,5 493,1 222,6 0 100 200 300 400 500 600 700 800 Siderurgia e metalurgia

Energia Elétrica Papel e Celulose

(em %, setores selecionados)

Fonte: Economática , a pedido do jornal O Estado de S. Paulo

Disponível em: http://www.administradores.com.br/noticias/lucro_das_

(40)
(41)

Referências

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