• Teorias clássica ou
neoclássica (liberalismo);
• Teoria keynesiana;
• Visão do capitalismo como capaz
de se expandir e se
auto-regular
– Concepção dominante: “mão
invisível” de Adam Smith:
capitalismo suave, eficiente e
harmonioso.
FAMÍLIAS
EMPRESAS
BANCOS
Depósitos e créditos
Compra e venda de bens e serviços Compra e venda de trabalho e insumos
P
Q
Preço de equilíbrio
Demanda Oferta
• As crises seriam fruto de
fatores
externos
ao funcionamento normal
da reprodução capitalista. Os fatores
responsáveis pela crise podem ser:
– A natureza (manchas solares, baixas nas safras etc.)
– A natureza humana (ciclos psicológicos de otimismo e desespero, guerras,
• As crises bancárias são
problemas de liquidez,
decorrentes de ondas
irracionais de pânico.
– Entre 1929 e 1933, cerca
de 10 mil bancos faliram
nos EUA, ocasionando a
“Grande Depressão”.
• A Grande Depressão foi um golpe
violento nas teorias clássica e
neoclássica.
– O colapso poderia ser facilmente explicado pela teoria neoclássica.
– O difícil era explicar o fato de que o sistema não parecia demonstrar nenhuma
tendência de voltar ao equilíbrio “normal” de pleno emprego. (10 milhões de
• Keynes atacou a lei de Say
(oferta gera sua própria
demanda)
–O nível de gasto em investimento,
planejado pelos capitalistas, seria
o fator crucial na determinação
do nível de produção e do
• Mas níveis de investimento dependem
das expectativas de lucros dos
capitalistas
– Expectativas são volúveis. É provável que a reprodução capitalista seja irregular;
– Não existe mecanismo automático que permita aos capitalistas planejar
exatamente a quantidade certa de
investimento de modo a assegurar o pleno emprego.
• Muito da estrutura interior da análise
de Keynes era a mesma da ortodoxia
que atacava:
– Divisão da sociedade em produtores e consumidores;
– Importância de predisposições psicológicas e às preferências; – Papel da oferta e da procura; – Crença na análise do equilíbrio.
• Estado manipularia a
demanda agregada,
mantendo o nível de
desemprego como zero e
baixa a inflação.
–As crises são vistas como como
uma série de erros de
• As crises são cíclicas e representam uma das fases do processo de acumulação do capital
Crise
Recessão
Recuperação CrescimentoSuper-produção
• Anarquia do Mercado:
– O nível da produção é determinado pelo capital disponível para investimento, e não pela capacidade de consumo da sociedade.
• Queda da taxa média de lucro
– O capital promove o aumento ilimitado da produtividade do trabalho ao mesmo tempo em que reduz, em termos
Taxa Média de Lucro:
Mv
Cc
+
Cv
Princípio geral:
A concorrência força o capital a aumentar a sua
composição orgânica, para aumentar a produtividade do trabalho.
Isso resulta na diminuição relativa do capital
variável, o único que produz mais-valia.
Essa diminuição do capital variável pressiona a
• A taxa de lucro cai não porque o
trabalho se tornou menos produtivo,
mas porque se tornou mais produtivo.
• A taxa de lucro cai porque o capitalismo
“deu certo”.
20/5
• Contra-tendências:
– Aumento da mais-valia (absoluta e relativa); – Redução do salário abaixo de seu valor;
– Barateamento do capital constante;
• Redução do valor
– Superpopulação relativa (exército industrial de reserva)
– Comércio exterior (exportação de capitais)
• Relação entre EUA e China.
– Capital acionário
21/5
• Contra-tendências:
– Desvalorização do capital
–Monopólios
–Acumulação por apropriação
(Novo Imperialismo de Harvey)
–Privatização
–Apropriação dos fundos públicos
(dívida pública)
• A crise é a incapacidade do capital repor seus investimentos.
• Só existem crises de superprodução por que os salários são baixos?
– Tese do subconsumo
• Só existe superprodução por que se produziu mais do que as necessidades sociais?
– Tese do superconsumo
• Independente da capacidade de consumo, a produção tende sempre a ser maior do que ela.
24/06
• A superprodução é uma
combinação entre:
–Superacumulação (queda
da taxa média de lucro)
–Crise de valorização (não
realização da mais-valia)
25
Super-produção
crescimento
Crise
• Crescimento
– Queda da taxa de lucro – Bolhas financeiras
– Expansão do crédito; – Inflação;
• Super-produção
– Além dos anteriores:
– Redução do ritmo e escala de acumulação;
– Crises localizadas
1950-70 1970-93
EUA
24,35
14,5
Alemanha
23,1
10,9
Japão
40,4
20,4
G7
26,2
15,7
25 24,6 16,6 14 13 6 12 8,4 1948-59 1959-69 1969-72 1973-79 1979-90 2000-01 2001-06 2007
Fonte: Elaborado a partir de BRENNER, Robert. O Boom e a Bolha. RJ, Record, 2003, pp. 59. e The Wall Street Journal.
• Crises comerciais e crises bancárias
– Problemas de solvência (“efeito dominó”)
• Desvalorização de capitais
– Desvalorização de mercadorias, meios de produção e capital variável
(desemprego e redução dos salários).
• Interrupção dos investimentos:
– Recessão
“(...) à primeira vista, a crise aparece como uma simples crise de crédito e de dinheiro. E na
realidade, trata-se apenas da convertibilidade das letras de câmbio em dinheiro. Mas estas letras representam em sua maioria compras e vendas
reais, as quais, ao sentir a necessidade de
aumentarem de forma ampla, acabam servindo de base para toda a crise. Mas, ao lado disto, há uma
massa imensa destas letras, que só representam negócios de especulação, que agora se põem a nu
e explodem como bolhas de sabão; além disso, especulações montadas sobre capitais alheios, mas
fracassadas; finalmente, capitais-mercadorias depreciadas ou inclusive impossíveis de vender ou
um refluxo de capital já irrealizável” (MARX, K. O Capital, Livro III, Cap. 30).
Crise 2000-01 • Redução da taxa de juros para 1% a.a • Gastos militares (guerras Afeganistão e Iraque) • Redução de impostos do grande capital 2002-2005 • Crescimento econômico • Boom imobiliário • Bolha financeira • Aumento das taxas de juros para 5,25% a.a (2004). 2006-2007 • Sinais de superprodução • Aumento da inflação • Crise do sistema imobiliário
• 1ª Fase - 2007:
– Eclosão da crise Imobiliária
• 2ª Fase - Fevereiro de 2008:
– A crise imobiliária é o estopim para crise financeira internacional
• 3ª Fase - Atualmente:
– Início da recessão econômica internacional
Pagamentos
regulares
“Famílias prime”
BANCOS
BANCOS
PagamentosMensais
BANCOS
“Famílias
sub-prime”
“Famílias
prime”
BANCOS
“Famílias
sub-prime”
“Famílias
Prime”
BANCOS
Mutuários
BANCO de Investimento
BANCOS
Fundos de Pensão SeguradorasSecuritização dos
ativos (ex.: AIG)
Derivativos
• Lucro das grandes empresas
quadruplica no governo Lula
• 25 de outubro de 2006 às 06:00, A Tarde Online – "O lucro das empresas foi turbinado pela influência do
cenário internacional, que nunca esteve tão favorável ao mercado de commodities quanto nos últimos anos, diz Fernando Exel, presidente da Economática.
– As grandes companhias ganharam bastante dinheiro com o aumento da demanda e a valorização de
produtos com preços cotados no mercado internacional, como minério de ferro, celulose, aço, açúcar e soja,
entre outros.
– Só nos últimos três anos e meio, a cotação desses produtos subiu em média 87%
Fonte: Economática , a pedido do jornal O Estado de S. Paulo
Disponível em: http://www.administradores.com.br/noticias/lucro_das_
29,3 131 26,7 54,5 35 77,4 0 20 40 60 80 100 120 140
2o. Mandato FHC 1o. Mandato Lula
227 maiores Bancos
Petrobrás
Fonte: Economática , a pedido do jornal O Estado de S. Paulo
Disponível em: http://www.administradores.com.br/noticias/lucro_das_
676,5 493,1 222,6 0 100 200 300 400 500 600 700 800 Siderurgia e metalurgia
Energia Elétrica Papel e Celulose
(em %, setores selecionados)
Fonte: Economática , a pedido do jornal O Estado de S. Paulo
Disponível em: http://www.administradores.com.br/noticias/lucro_das_