E se a coragem tivesse um som?
Orquestra de Câmara Portuguesa
CCB• CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO ELÍSIO SUMMAVIELLE PRESIDENTE / ISABEL CORDEIRO VOGAL / LUÍSA tAVEIRA VOGAL / jOãO CARé . LUÍSA InêS fERnAnDES . RICARDO CERqUEIRA SECRETARIADO / DIREÇÃO DE ARTES PERfORMATIVAS PROGRAMAÇÃO AnDRé CUnHA LEAL . fERnAnDO LUÍS SAMPAIO DEPARTAMENTO DE OPERAÇÕES / COORDENADORA PAULA fOnSECA / PRODUÇÃO InêS CORREIA . PAtRÍCIA SILVA . HUGO CORtEZ . jOãO LEMOS . SOfIA SAntOS . VERA ROSA / DIREÇÃO DE CENA PAtRÍCIA COStA . jOSé VALéRIO . tÂnIA AfOnSO . CAtARInA SILVA ESTAGIáRIA / SECRETARIADO SOfIA MAtOS / DEPARTAMENTO TÉCNICO . COORDENADOR PEDRO RODRIGUES / CHEfE TÉCNICO DE PALCO RUI MARCELInO / CHEfE DE EQUIPA DE PALCO PEDRO CAMPOS / TÉCNICOS PRINCIPAIS LUÍS SAntOS . RAUL SEGURO / TÉCNICOS EXECUTIVOS f. CÂnDIDO SAntOS . CéSAR nUnES . jOSé CARLOS ALVES . HUGO CAMPOS . MÁRIO SILVA . RICARDO MELO . RUI CROCA . HUGO COCHAt . DAnIEL ROSA / CHEfE TÉCNICO DE AUDIOVISUAIS nUnO GRÁCIO / CHEfE DE EQUIPA DE AUDIOVISUAIS nUnO BIZARRO / TÉCNICOS DE AUDIOVISUAIS EDUARDO nASCIMEntO . PAULO CACHEIRO . nUnO RAMOS . MIGUEL nUnES / TÉCNICOS DE AUDIOVISUAIS / EVENTOS CARLOS MEStRInHO . RUI MARtInS / TÉCNICOS DE MANUTENCÃO jOãO SAntAnA . LUÍS tEIXEIRA . VÍtOR HORtA / SECRETARIADO DE DIREÇÃO TÉCNICA yOLAnDA SEARA
PARCEIRO MEDIA TEMPORADA 2017 APOIO PARCEIRO INSTITUCIONAL
E se a coragem
tivesse um som?
Orquestra de Câmara Portuguesa
19 março
2017
Grande Auditório / 17h / M/6
PROGRAMA
György Ligeti
Ramifications
frédéric Chopin
Concerto para Piano e Orquestra
n.º 2 em fá menor, op. 21
Ludwig van Beethoven
Sinfonia n.º 7 em Lá maior, op. 92
Pedro Carneiro
direção musical e apresentação
António Rosado
piano
Orquestra de Câmara pOrtuguesa • PEDRO CARnEIRO DIRETOR ARTíSTICO . tERESA SIMAS GESTÃO ARTíSTICA E COORDENAÇÃO PROjETOS SOCIAIS E PEDAGóGICOS ALEXAnDRE DIAS DIRETOR EXECUTIVO . jOSé AUGUStO CARnEIRO CONSULTOR . MADALEnA BRAnCO PRODUÇÃO jOP . DAVID COStA wEb MEDIA https://ocp.org.pt/
fOTOGRAfIA CAPA © PATRíCIA ANDRADE
RESIDêNCIA
TEMPORADA 2017 PARCEIROS jOP 2016/2017
APOIO jOP 2017 PARCEIROS OCPSOLIDáRIA
PATROCINADOR OCPSOLIDáRIA
NA CERCIOEIRAS PARCEIROS INSTITUCIONAIS PARCEIROS DE SETOR MEDIA APOIO
OCP: 10 anos // O Som da Coragem
Em 2017, a Orquestra de Câmara Portuguesa celebra 10 anos de existência
sob o lema:”Som da Coragem”.
Do nascimento de uma orquestra de câmara, surgiram projetos como a jovem Orquestra
Portuguesa (que cumpre este ano a 4ª internacionalização consecutiva); a OCPsolidária
na Cercioeiras e as Sementes OCP; e OCPdois, com o lançamento da Orquestra
Académica da Universidade de Lisboa, ou os projetos de difusão com bandas filarmónicas.
Da urgência da sua criação, de moto próprio e afirmação contínua; passando
pela permanente ação de angariação de apoios junto da sociedade civil,
à perseverança de marcar a diferença pelo fulgor das suas interpretações,
a OCP celebra 10 anos, sob o lema: “O Som da Coragem”.
Sabendo que o simples ato de fazer Música é um acto de coragem,
lançamos ao nosso público os seguintes desafios:
. como soa a coragem de criar uma orquestra, em Portugal?
. como soa a coragem da criação dos compositores?
. como soa a coragem dos músicos em palco?
CHOPIN
Os dois concertos para piano de Chopin são as suas obras de maior envergadura envolvendo orquestra. Criações da juventude, datando ainda do seu período polaco, elas têm sido historicamente “acompanhadas” de reservas, mais ou menos abertas, à valia da contribuição orquestral nos mesmos, quer quanto ao material que lhe é confiado, quer quanto à forma como orquestra e solista se articulam. Abstraindo da pertinência de tais observações, convém não esquecer que Chopin tinha então 19-20 anos – idade em que beethoven tinha, nesse mesmo género – e tirando o obscuro woO 4 – composto apenas os andamentos 1 e 2 do futuro ‘Concerto n.º 2’ (e nem sequer na versão definitiva!)...
Seja como for, a escrita pianística apresenta tais riqueza e beleza, e anuncia já com tal eloquência o que será o Chopin universalmente celebrado, que eventuais deficiências no manejo de forma e na orquestração passam a um plano secundário. Isto é, há aqui tanto do que fez Chopin um compositor determinante na história do piano que estes concertos nunca poderiam ser subtraídos ao repertório canónico!
O Concerto em fá menor foi na verdade o primeiro a ser composto (eles diferem de apenas alguns meses), mas só seria publicado em 1836, três anos após o seu “companheiro”. A estreia, com o compositor ao piano, ocorreu no Teatro Nacional de Varsóvia, a 17 de Março de 1830, sob a direcção de Karol Kurpinsky, e foi um triunfo.
Em termos estruturais, o vasto ‘Maestoso’ inicial, em 4/4, articula-se numa forma-sonata com uma longa introdução orquestral na qual é apresentado o material temático, cujo potencial dramático é definido pelos saltos intervalares (6.ª maior, depois 5.ª diminuta, ambas descendentes) e pelos ritmos pontuados. Não existe ‘cadenza’ solística. O ‘Larghetto’ central (4/4), no tom relativo maior (Láb M), é uma declarada elegia de carácter nocturno em honra da jovem por quem estava na altura apaixonado: Konstancja Gladkowska, uma estudante de canto e colega no Conservatório de Varsóvia. A concluir, vem um ‘Allegro vivace’, em ¾, numa forma-rondó modificada com elementos de forma-sonata, inspirada em danças da música tradicional campesina polaca, designadamente as vivazes ‘mazurek’ e ‘oberek’.
bEETHOVEN
As sinfonias 7 e 8 de beethoven, se são certamente obras de arte plenamente autónomas, reflectem ainda assim, mesmo que inconscientemente, o tempo em que foram compostas. Elas deverão ter sido escritas em paralelo, sendo no caso da Sétima a data de conclusão aposta na partitura o dia 13 de Maio de 1812, isto é, um mês antes de Napoleão invadir a Rússia. Quando se deu a estreia, em Viena, a 8 de Dezembro de 1813, já os exércitos napoleónicos, em retirada após a catástrofe russa, haviam sido derrotados na chamada batalha das Nações, nas imediações de Leipzig (Outubro de 1813). Quando a partitura foi editada, em 1816, já o ex-Imperador estava em Santa Helena.
É possível portanto pensar nesta obra como uma Sinfonia celebrativa da luta e da vitória dos povos germânicos sobre a tirania de Napoleão. Nesta leitura, a sua “irmã”, a 8.ª Sinfonia (op. 93) seria por sua vez a sinfonia da Restauração do ancien
régime, mas beethoven, cuja consciência política era
aguda, nela infundindo sabiamente o “sinal” de que um simples regresso à ordem social pré-1789 era então já impossível.
Musicalmente, o traço todo-dominante da Sinfonia n.º 7 é a prevalência absoluta do elemento rítmico sobre a totalidade da obra. Digamos que beethoven retoma aqui preocupações da Quinta Sinfonia, mas enquanto esta é um “drama sobre um ritmo”, a nova sinfonia é uma “festa sobre um ritmo”, para tal amplificando também certos aspectos da Sinfonia ‘Pastoral’. O ‘Allegro’ de Sonata faz-se preceder de uma extensa Introdução lenta (‘Poco sostenuto’), com dois temas, ambos dados pelo oboé, mas já com um ritmo pulsante subliminar. Ela transita de modo notável para uma primeira iteração do tema principal do ‘Allegro’ (a 2.ª será a seguir dada ‘fortissimo’ pelo ‘tutti’). Mais que um 2.º tema, é uma ideia rítmica que se afirma como contrapartida ao 1.º tema. O Desenvolvimento ocupa-se do 1.º tema, sim, mas acima de tudo ocupa-se de ritmo. Na Coda, ressalta o pedal cromático (contrabaixos) mantido por 22 compassos.
O ‘Allegretto’, em Lá menor, foi desde sempre o andamento mais famoso da sinfonia e já na estreia o público pediu que fosse bisado (na altura, era costume aplaudir-se após cada andamento). A fama do tema principal, marcado pelo seu ritmo de marcha com algo de funéreo, passou mesmo já em variadas ocasiões para o cinema. formalmente, trata-se de uma forma--variação (dupla), com episódio contrastante (Lá M-Dó M), num esquema genérico AbA’b’A’’. De notar o tratamento ‘fugato’ e em ‘crescendo’
do tema em A’ e o carácter da melodia de b – uma daquelas em que beethoven parece abraçar a humanidade.
O ‘Scherzo’, um ‘Presto’ em fá M, retoma a energia vital do 1.º andamento, numa feição mais festiva. O Trio recorre, tornando o costumeiro AbA num mais extenso AbAbA. A parte A é toda ela rítmica, vigorosa e dançante. O Trio é confiado primeiro às madeiras, com um breve tema de carácter rústico, o qual passa em seguida ao ‘tutti’, aí se alcançando a máxima intensidade dinâmica do andamento. Interessante ainda, antes dos acordes finais, a breve referência ao tema das madeiras do Trio.
O ‘finale’ (’Allegro con brio’) leva o carácter dançante da Sinfonia na direcção de uma espiral endiabrada, dotado que é daquela energia e ímpeto como só beethoven sabia dar a um andamento sinfónico. formalmente, estamos perante uma forma-sonata, mas tal como no 1.º andamento, não há propriamente um 2.º tema, porque o ritmo toma por completo conta do discurso, definindo velocidade, brilho e provocando uma espectacular acumulação de energia. Um verdadeiro dínamo!
bERNARDO MARIANO
(o autor escreve de acordo com a antiga ortografia)
Notas ao programa
LIGETI
Ao longo da década de 60, György Ligeti (1923-2006) afirmou-se no panorama da música ocidental e dentro das correntes da vanguarda (embora ele tenha sido sempre um ‘outsider’ em relação a quaisquer estéticas normativas) com um conjunto de obras unificáveis ‘grosso modo’ sob o conceito de micropolifonia. Nesse conjunto, Ramifications, datada de 1968, assume-se como um fecho de capítulo na estética de um artista que foi sempre muito cioso da renovação da sua linguagem.
Ao mesmo tempo, é-nos impossível não ligar os universos sonoros concatenados por Ligeti nessa sua “fase” micropolifónica, por um lado, à música de estúdio/electrónica e, por outro, à exploração espacial que marcou essa década e que culminaria na alunagem de julho de 1969. Igual sentimento terá tido Stanley Kubrick ao colocar três obras de Ligeti – Requiem,
Atmosphères e Lux aeterna – em lugar de destaque
na banda sonora do 2001-Odisseia no Espaço, filme justamente de 1968.
Ramifications foi uma encomenda da fundação Musical
Koussevitzky e dedicada por Ligeti à memória do casal Serge (o famoso maestro da Sinfónica de boston) e Natalya Koussevitzky. A versão orquestral estreou em berlim Ocidental, a 23 de Abril de 1969, pela Orquestra da Rádio de berlim, sob a direcção de Michael Gielen; a da versão para ensemble aconteceu também na Alemanha, mas em Saarbrücken, a 10 de Outubro do mesmo ano, pela Orquestra da Rádio do Sarre, dirigido por Antonio janigro.
Peça breve (c. 8’-9’ duração), em Ramifications ressaltam os seguintes aspectos: escritura em cânone (em ‘stretto’) e orquestração em cascata (a combinação destes dois aspectos talvez explique o título…), a que se somam a utilização de micro-intervalos (menores que o meio-tom) e a utilização simultânea de duas afinações (ou dois diapasões, separados por um pouco mais de ¼ tom), provocando um som pairante, irisado, ondulante e refractado. Dentro desta atmosfera, a irrupção de gestos enérgicos (em três instâncias) não deixará de nos fazer lembrar a medida em que Ligeti sentia uma “dívida” para com o seu conterrâneo bartók…
Orquestra de Câmara
Portuguesa
A direção artística da OCP é assegurada por Pedro Carneiro, que lidera a mais recente e virtuosa geração de instrumentistas de Portugal. O Centro Cultural de belém acolheu a OCP, primeiro como Orquestra Associada, e depois como Orquestra em Residência. A OCP fez o Concerto Inaugural das temporadas CCb 2007/08, logo na sua estreia, e em 2010/11. A presença nos Dias da Música em belém tem sido uma constante, abrindo espaço a novos solistas como Pedro Lopes, Ricardo Gaspar, Miguel Costa ou Tamila Kharambura; e maestros como jan wierzba, josé Gomes, Pedro Amaral, Pedro Neves, Luís Carvalho e Alberto Roque. A OCP já trabalhou com os compositores Emmanuel Nunes e Sofia Gubaidulina, e tocou com solistas internacionais como jorge Moyano, Cristina Ortiz, Sergio Tiempo, Gary Hoffman, Carlos Alves, Heinrich Schiff, Thomas Zehetmair, António Rosado, Artur Pizarro, filipe-Pinto Ribeiro, entre outros. A internacionalização deu-se em 2010, no City of London festival, com 4 estrelas no The Times.
A OCP abriu o 1.º festival das Artes de Coimbra, apresentou-se em Almada, Castelo branco e Vila Viçosa, nos festivais de Alcobaça, Leiria, Paços de brandão e Setúbal, nos concertos de Natal nas Igrejas Lisboa, pela EGEAC, e no festival ao Largo do Teatro Nacional São Carlos. Em 2013, a OCP participou no ciclo de concertos da Direção-Geral do Património Cultural Música nos Mosteiros, em Alcobaça, batalha, jerónimos e Convento de Cristo.
A OCP tem por visão tornar-se numa das melhores orquestras do mundo, afirmando-se como um projeto com credibilidade e pertinência social e cultural, que nasce de uma ação genuína de cidadania proactiva. A OCP foi pioneira em modelos de Responsabilidade Social e desenvolve diversos projetos de Responsabilidade Social e Pedagógica: a jovem Orquestra Portuguesa (jOP), a OCPsolidária e a OCPdois.
A Linklaters Portugal é o primeiro patrocinador privado da OCP, ao apoiar o lançamento da jOP, primeiro como OCPzero, entre 2010 e 2016. A jovem Orquestra Portuguesa é membro da EfNYO – European federation of National Youth Orchestras (sede em Viena), de 2013. Nos últimos três anos a jOP fez digressões à Roménia (2016) e Alemanha (2014 e 2015), onde regressa este verão para atuar de novo no Konzerthaus de berlim, no Young Euro Classic.
Os jovens membros da jOP têm participado no intercâmbio com outras orquestras congéneres europeias, sendo a jOP também a anfitriã de jovens músicos de países como Espanha, frança, Itália, áustria, Roménia ou finlândia. A internacionalização da jOP já teve o apoio financeiro e/ou logístico de entidades como a Secretaria de Estado da Cultura, o Município de Lisboa, a Escola Superior de Música de Lisboa, o Conservatório de Música de Coimbra, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Vieira de Almeida & Associados, e o Deutsche bank, além da Linklaters.
Em 2012, a fundação Calouste Gulbenkian associou-se à OCP, aprovando o patrocínio do projeto Notas de Contacto – a OCPsolidária na CERCIOEIRAS, renovado em 2016, através do programa PARTIS 2, prolongando-se então por três anos. No último trimestre de 2013 a OCP deu início ao programa OCPdois com o projeto A OCP t(r)oca música com miúdos e graúdos, em parceria com a Suggestus, envolvendo cerca de 140 músicos selecionados das bandas filarmónicas dos municípios de Gouveia, Ponte de Lima, Seia, Castelo branco e Pombal. Em janeiro de 2014, lançou novo projeto, a OCPdois@ UL, numa parceria entre a OCP e a Universidade de Lisboa (entre 2014 e 2016), para a constituição e desenvolvimento da Orquestra Académica da Universidade de Lisboa.
Desde 2012 e até ao fim de 2016, as atividades da OCP têm tido o apoio da DGArtes, no âmbito dos apoios bianuais, estando neste momento em fase de preparação de nova candidatura. Além da continuada e consistente parceria com o CCb, desde a fundação da OCP em 2007, no âmbito das parcerias de setor, a consultora everis Portugal acompanha de perto a OCP desde 2011; a PwC presta apoio pro bono como auditor, e desde janeiro de 2013, o Município de Oeiras, como Parceiro Institucional cedeu um espaço em Oeiras, onde a OCP tem a sua sede.
M Ú S I C O S :
flautas
Natália Monteiro - 1º Chopin Rui Maia - 1º beethoven
Oboés
bethany Carmo - 1º beethoven David Costa - 1º Chopin
Clarinetes
Miguel Costa - 1º Chopin Ana Santos - 1º beethoven
fagotes
Ricardo Santos – 1º beethoven Rafaela Oliveira - 1º Chopin
trompas
Rodrigo Carreira - 1º Chopin e beethoven Armando Martins
trompetes
Ricardo Carvalho - 1º Chopin e beethoven filipe Coelho trombone Gonçalo Galvão tímpanos Andreu Esteve Violinos 1
Pedro Lopes*, josefina fernandes* Rui Cristão*, Vasken fermanian* Matilde Loureiro, Maria Santos
Violinos 2
witold Dziuba*, Tiago Praxedes* berta Sequeira*, Tânia Gato Ana Damil
Violas
Hugo Diogo*, Miguel Erlich* joana Tavares, Gabriela barros
Violoncelos
Luís André ferreira*, César Gonçalves* Valter freitas
Contrabaixos
Romeu Santos, joão Panta Nunes * tocam Ligeti
António Rosado
Dele disse a revista francesa Diapason que é um “intérprete que domina o que faz. Tem tanto de emoção e de poesia, como de cor e de bom gosto.”
António Rosado tem uma carreira reconhecida nacional e internacionalmente, corolário do seu talento e do gosto pela diversidade, expressos num extenso repertório pianístico a solo, em música de câmara e com orquestra.
Estudou no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, partindo aos dezasseis anos para Paris onde foi discípulo de Aldo Ciccolini no Conservatório Superior de Música e nos Cursos de Aperfeiçoamento em Siena e biella (Itália). A sua versatilidade permitiu-lhe apresentar, pela primeira vez em Portugal, destacadas obras como as Sonatas de Enescu ou Paráfrases de Liszt, sendo também o primeiro pianista português a realizar as integrais dos Prelúdios e Estudos de Debussy. A sua discografia contempla ainda obras marcantes do repertório para piano de Debussy, Enescu, Vianna da Motta, Liszt, Schumann, brahms, Mozart, Rachmaninov, fernando Lopes-Graça, Armando josé fernandes e Luís de freitas branco. Laureado pela Academia Internacional Maurice Ravel e pela Academia Internacional Perosi, António Rosado foi ainda distinguido pelo Concurso Internacional Vianna da Motta e pelo Concurso Internacional Alfredo Casella de Nápoles. Em 2007, o Governo francês concedeu-lhe o grau de Chevalier des Arts et des Lettres.
Pedro Carneiro
É cofundador, diretor artístico e maestro titular da Orquestra de Câmara Portuguesa e da jovem Orquestra Portuguesa. Considerado pela crítica internacional como um dos mais importantes percussionistas e dos mais originais músicos da atualidade, toca, dirige, compõe e leciona.
Estudou piano, trompete e violoncelo, foi bolseiro da fundação Calouste Gulbenkian na Guildhall School, em Londres, em percussão e direção de orquestra. Seguiu os cursos de Direção de Emilio Pomàrico, na Accademia Internazionale della Musica de Milão.
Em colaboração com a Companhia Nacional de bailado dirigiu a Orquestra de Câmara Portuguesa, na produção Giselle, e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, na produção A Bela Adormecida.
Enquanto solista colabora com algumas das mais prestigiadas orquestras internacionais como Los Angeles Philharmonic, a bbC National Orchestra of wales, Vienna Chamber Orchestra, sob a direção de maestros como Gustavo Dudamel, Oliver Knussen, john Neschling ou Christian Lindberg. Pedro Carneiro é solista/diretor com diversas orquestras nacionais, como a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa, e internacionais, como a Orquestra Sinfónica da Estónia, e no Round Top festival, no Texas, EUA. É professor convidado do Zeltzman festival, colabora regularmente com o realizador joão Viana, o encenador jorge Silva, enquanto compositor.
Recebeu vários prémios, destacando-se o Prémio Gulbenkian Arte 2011.
biografias
já A SEGUIR
26 março
2017
Grande Auditório
17h / M/6
coprodução CCB/Metropolitana I N D I V I D U A L#ccbelem
#amigoccb
Mahler: A Trompa
Mágica do Rapaz
Orquestra Metropolitana
de Lisboa
Des Knaben Wunderhorn (A Trompa Mágica do Rapaz) é uma compilação de poemas tradicionais alemães livremente recriados e publicados no início do século XIX. Logo se tornou numa referência da literatura germânica. Sensível a temáticas como a ingenuidade das crianças ou o destino trágico dos soldados, Mahler pegou nesses textos em 1892 para compor uma série de canções para voz – soprano ou barítono – e orquestra. A familiaridade do maestro Michael Zilm com a música de Mahler, que já tivemos oportunidade de apreciar por diversas vezes em concertos da Metropolitana, conta desta vez com as belíssimas vozes de Iwona Sobotka, soprano polaca que foi recentemente solista na 9.ª Sinfonia de beethoven com a filarmónica de berlim e o maestro Simon Rattle, e do barítono português que todos conhecemos, Luís Rodrigues. O programa completa-se com a Sinfonia Trágica de Schubert, a mais “intensa” das primeiras seis do compositor austríaco.