NTS 089
MANUSEIO, ESTOCAGEM E TRANSPORTE DE
MATERIAIS PARA REVESTIMENTO, TUBOS,
PEÇAS E EQUIPAMENTOS REVESTIDOS
Procedimento
São Paulo
Maio - 2001
S U M Á R I O
1 OBJETIVO... 1
2 REFERÊNCIAS NORMATIVAS ... 1
3 ARMAZENAGEM DE MATERIAIS PARA REVESTIMENTO ... 1
4 ESTOCAGEM DE ELEMENTOS REVESTIDOS ... 1
MANUSEIO, ESTOCAGEM E TRANSPORTE DE MATERIAIS PARA
REVESTIMENTO, TUBOS, PEÇAS E EQUIPAMENTOS
REVESTIDOS
1 OBJETIVO
Descrever os cuidados gerais referentes ao manuseio, estocagem e transporte de materiais para revestimento, tubos, peças e equipamentos revestidos.
2 REFERÊNCIAS NORMATIVAS
Os documentos relacionados a seguir contêm prescrições válidas para esta norma, e devem ser considerados em suas versões mais recentes.
NTS 036:1998 – Qualificação de produtos e materiais para revestimento NTS 084:2001 – Revestimento - Guia
NTS 085:2001 – Preparo de superfícies metálicas para pintura
AWWA C203:1997 – Standard for coal-tar protective coatings and linings for steel water pipelines – Enamel and tape-hot-applied.
3 ARMAZENAGEM DE MATERIAIS PARA REVESTIMENTO
a) Todos os materiais utilizados em revestimento devem ser armazenados de maneira a evitar danos, longe de eventuais fontes de calor e em suas embalagens originais.
b) Os materiais sujeitos à deterioração pelas condições atmosféricas devem ser mantidos em locais cobertos e afastados, no mínimo, 10 cm do solo.
c) Na estocagem os materiais para revestimento devem ser dispostos de tal forma que possibilitem o uso, primeiramente, daqueles com maior tempo de armazenamento.
d) Todos os materiais danificados, defeituosos ou fora de especificação devem ser identificados e segregados em local isolado.
4 ESTOCAGEM DE ELEMENTOS REVESTIDOS
a) O terreno destinado à estocagem de peças, tubos e equipamentos deve apresentar um índice de resistência igual ou maior que 1,0 kg/cm2.
b) Todas as peças e equipamentos revestidos devem ser estocados a uma distância mínima de 10 cm do solo.
c) A separação entre as peças e o solo pode ser feita por:
- quatro barrotes de madeira lisa, com 0,15 m de largura cada, distantes 2 m entre si. - três barrotes de madeira moldada (raio de curvatura igual ao tubo), com 0,10 m de largura cada, distantes 3 m entre si.
- três sacos de areia, com 0,2 m de largura cada, distantes 3 m entre si.
d) É permitido o empilhamento de tubos revestidos, observando-se os seguintes cuidados:
- a separação entre tubos deve ser feita com suportes de espuma de poliuretano ou sacos de areia, conforme indicado no item c.
- o número máximo de camadas de tubos revestidos empilhados deve ser determinado como segue:
N = K (D / P) + 1 onde:
N = número máximo de camadas de tubos empilhados
P = peso do tubo revestido – kg/m P é determinado como segue: P = p + 6,805.10-3.e (d + e)
p = peso linear do tubo sem revestimento – kg/m d = diâmetro externo do tubo sem revestimento – mm e = espessura do revestimento – mm
Tabela 1 – Valores do coeficiente “K”
TIPO DE REVESTIMENTO K
Coal tar enamel 1,025
Coal tar epóxi 1,48
Resina epóxi / tintas fenólicas e alquídicas 1,54
- para tubos com diâmetro maior ou igual a 500 mm, é obrigatória a instalação de cruzetas nas bocas.
e) Peças e equipamentos, mesmo que adequadamente revestidos, devem ser estocados em locais abrigados ou cobertos com lona impermeável.
f) A estocagem de tubos e peças revestidos deve seguir as seguintes recomendações: - os tubos devem ser posicionados, preferencialmente, na direção Norte-Sul.
- os apoios devem ser instalados de modo a garantir uma declividade mínima de 1% aos tubos, de forma a evitar a retenção de água em seu interior.
- as bocas dos tubos sujeitas à insolação devem ser adequadamente protegidas afim de evitar a ação dos raios solares sobre o revestimento interno dos tubos (esta recomendação é indispensável quando o revestimento interno for em coal tar enamel). - curvas e peças especiais devem ser estocadas de forma a impedir o acúmulo de água no seu interior.
- é proibida a deposição de materiais estranhos no interior dos tubos durante todo o período de estocagem.
- tubos e peças com revestimento em coal tar enamel (simples ou duplo) devem ser caiados, imediatamente após a aplicação do revestimento e, periodicamente, sempre que essas peças fiquem sujeitas à insolação por um período superior a 30 dias, com um dos seguintes esquemas:
. Caiação conforme AWWA C-203 – sec. 2.11
- misturar 100 litros de água, 2 litros de óleo de linhaça, 30 kg de cal virgem ou cal hidratada e 2,4 kg de sal.
- mexer até formar uma mistura homogênea. - deixar em repouso por trinta dias.
Nota: caso seja utilizada cal hidratada não há necessidade do período de repouso.
- aplicar com pincel, trincha ou brocha em toda a superfície externa do revestimento. - inspecionar as peças caiadas a cada 30 dias e caso sejam detectados rachamentos, descascamentos ou desprendimento de pó da caiação, reaplicar a mistura.
. Emulsão aquosa de PVA conforme AWWA C-203 – sec. 2.12
- diluir a emulsão de PVA (tinta látex) em água, conforme instruções do fabricante. - aplicar com rolo, trincha ou pincel em toda a superfície externa do revestimento. - inspecionar as peças a cada 90 dias e reaplicar a tinta caso seja observada degradação da película protetora.
Notas:
1. a tinta deve ser de cor clara, preferencialmente, branco.
2. deve haver perfeita aderência entre a película protetora e o “coal tar enamel”.
3. a umidade relativa do ar no local de aplicação deve ser inferior a 85% e a temperatura ambiente ou do substrato deve ser superior a 5ºC.
5 TRANSPORTE E MOVIMENTAÇÃO DE PEÇAS REVESTIDAS
a) Peças, equipamentos e tubos revestidos devem ser transportados de forma a evitar-se danos ao revestimento.
b) O espaçamento entre peças deve ser feito conforme item 4d.
c) Os cabos de aço utilizados na amarração da carga devem ser protegidos com apoios almofadados, nos pontos de contato com o equipamento, e espaçados com a mesma distância dos suportes.
d) Qualquer movimentação de elementos revestidos só será permitida após a cura do revestimento.
e) Toda movimentação de peças revestidas deve ser feita obedecendo-se os seguintes cuidados:
- bombas, motores e demais equipamentos devem ser manuseados por cabos de aço, com ou sem ganchos, aplicados em olhais de içamento ou qualquer outro dispositivo adequado existente no equipamento.
- o manuseio de tubos e peças deve ser feito por meio de cintas, com largura mínima de 30 cm, fabricadas com borracha, plástico, couro ou lona, isentas de partes pontiagudas (parafusos ou rebites).
- admite-se o manuseio de tubos e peças por meio de cabo de aço ou corrente, desde que estes estejam protegidos com borracha e se apoiem nas extremidades não-revestidas.
- alternativamente, tubos e peças podem ser manuseados pelas extremidades através da instalação de patolas em cabos de aço. O ângulo máximo entre os cabos de aço é de 140º.
As patolas devem ter o mesmo raio de curvatura do tubo que se deseja movimentar, largura mínima de 100 mm e deve abraçar a superfície interna do tubo em, pelo menos 45º.
A superfície interna da patola que ficará em contato com o tubo deve ser protegida com material macio (bronze, borracha, etc.).
f)Todas as áreas revestidas de peças, tubos ou equipamentos que entrem em contato com os acessórios de movimentação, devem ser inspecionadas e reparadas, se necessário.
MANUSEIO, ESTOCAGEM E TRANSPORTE DE MATERIAIS PARA REVESTIMENTO, TUBOS, PEÇAS E EQUIPAMENTOS REVESTIDOS
Considerações finais:
1) Esta norma técnica, como qualquer outra, é um documento dinâmico, podendo ser alterada ou ampliada sempre que for necessário. Sugestões e comentários devem ser enviados à Divisão de Normas Técnicas - TDGN.
2) Tomaram parte na elaboração desta Norma:
ÁREA UNIDADE DE TRABALHO
NOME