CÂMPUS DE ILHA SOLTEIRA FACULDADE DE ENGENHARIA EDITAL 03-2017-DTA
CONCURSO PÚBLICO DE LIVRE-DOCÊNCIA.
Acham-se abertas as inscrições para o concurso público de títulos e provas para obtenção do título de Livre-Docente, na disciplina “Ovinocultura” do Departamento de Biologia e Zootecnia da Faculdade de Engenharia do Câmpus de Ilha Solteira.
1. Das inscrições: As inscrições serão recebidas no período de 23-01-2017 a 21-02-2017, de segunda a sexta-feira, em dias úteis, das 9 as 12 e das 14 as 16 horas, na Seção Técnica de Comunicações, à Av. Brasil Centro, 56, em Ilha Solteira -SP.
2. Condições para inscrição:
2.1. Poderão inscrever-se em concurso para obtenção do título de Livre-Docente na Unesp somente portadores de título de Doutor, obtido ou reconhecido em Programa de Pós-Graduação recomendado pela Capes, que tenha sido conferido pelo menos 6 (seis) anos antes da data de inscrição.
2.2. Além do título de Doutor, o candidato deverá comprovar 6 (seis) anos de atividades em ensino de graduação, após o doutorado. Deverá, também, satisfazer, no ato da inscrição, os seguintes critérios:
2.2.1. comprovar vínculo a Programa de Pós-Graduação stricto sensu, recomendado pela Capes, na Unesp ou fora dela, na qualidade de docente e orientador credenciado;
2.2.2. possuir, pelo menos, duas orientações concluídas em Programas de Pós-Graduação stricto sensu, recomendado pela Capes, mestrado ou doutorado;
2.2.3. possuir, pelo menos, 10 (dez) publicações científicas entre: artigos completos em revistas referenciadas em base de dados, indexadores e portais de periódicos com reconhecida qualidade na área, trabalhos completos em anais de eventos de âmbito nacional ou internacional de comprovada relevância na área de conhecimento, livros, capítulos de livros, partituras, obras artísticas e patentes concedidas;
2.2.4. ter coordenado, pelo menos, um projeto de pesquisa, extensão ou ensino com financiamento e avaliação externos à Unesp;
2.2.5. ter coordenado projetos de Núcleo de Ensino ou Programa de Educação Tutorial (PET);
2.2.6. ter coordenado projetos de extensão universitária credenciados em IES;
2.2.7. ter participado, como membro titular, de atividades administrativas ou de gestão acadêmica em pelo menos 2 (dois) órgãos colegiados da Universidade;
2.2.8. ter produzido material didático, demonstrativo, impresso ou por mídia eletrônica de comprovada qualidade editorial, que não os já apresentados no inciso III;
2.2.9. ter participado de Programa de Pós-Graduação lato sensu ou Programa de Residência;
2.2.10. ter orientado 6 (seis) alunos de graduação, sendo pelo menos 3 (três) com Bolsa de Iniciação à Pesquisa, Ensino ou Extensão;
2.2.11. ter participado de pelo menos 10 (dez) congressos científicos, com apresentação de trabalho em cada um;
2.2.12. ter realizado estágio de pós-doutoramento que totalize, pelo menos, 5 (cinco) meses; 2.2.13. ter recebido Bolsa de Produtividade do CNPq;
2.2.15. ter coordenado Projeto Temático ou similar;
2.2.16. ter obtido auxílio individual para pelo menos uma das seguintes finalidades: participação em congresso, realização de evento científico, publicação de texto, obtenção de bolsa de estudo, própria ou para orientados de Graduação stricto sensu e supervisão de Pós-Doutoramento, excetuando-se as previstas no inciso XIII, e despesas com professor visitante;
2.3. Os subitens 2.2.1 a 2.2.4 são compulsórios, sendo que o candidato em cuja Unidade não exista Curso de Pós-Graduação stricto sensu recomendado pela Capes, Mestrado ou Doutorado, em sua área de atuação, deverá ter no mínimo:
2.3.1. 15 (quinze) publicações científicas ou obras artísticas;
2.3.2. 2 (dois) projetos de pesquisa financiados por agência de fomento externa à Unesp; 2.3.3. orientado 10 (dez) alunos de iniciação científica com bolsa concedida por órgão de fomento ou da Unesp.
2.4. Dos subitens 2.2.5 a 2.2.16, o candidato deverá comprovar atividades em pelo menos 5 (cinco) deles.
3. Documentos necessários para a inscrição:
3.1. Requerimento dirigido à Congregação da Unidade indicando nome completo, número da cédula de identidade, data de nascimento, filiação, naturalidade, estado civil, residência, profissão e endereço eletrônico, instruindo-o com os seguintes documentos, originais e cópias simples:
3.1.1. cédula de identidade ou cédula de identidade de estrangeiro com visto permanente ou temporário, no caso de candidato estrangeiro;
3.1.2. comprovante de estar em dia com as obrigações militares, quando do sexo masculino; 3.1.3. comprovante de estar em dia com as obrigações eleitorais;
3.1.4. comprovante do título de Doutor;
3.1.5. comprovante de recolhimento da taxa de inscrição, a ser efetuado junto à Seção de Finanças, no valor de R$ 115,00 (cento e quinze reais);
3.1.6. comprovante de vínculo em Programa de Pós-Graduação stricto sensu, recomendado pela Capes, da Unesp ou fora dela, na qualidade de docente e orientador credenciado;
3.1.7. memorial circunstanciado, em 08 (oito) vias, que permitam a avaliação dos méritos do candidato, principalmente quanto às atividades relacionadas com o conjunto de disciplinas em concurso, antes e após a obtenção do título de doutor, devidamente documentadas e numeradas sequencialmente;
3.1.8. tese original e inédita, em 08 (oito) vias, versando sobre assunto de livre escolha, pertinente à área em concurso, ou de texto que sistematize criticamente a obra do candidato ou parte dela, elaborados após o doutoramento e por ele apresentado de forma ordenada e crítica, de modo a evidenciar a originalidade de sua contribuição nos campos da Ciência, das Artes ou das Humanidades;
3.2. Os candidatos estrangeiros deverão possuir cédula de identidade permanente e serão dispensados das exigências referentes a comprovação de quitação para com o Serviço Militar e para com a Justiça Eleitoral.
3.3. Os docentes pertencentes a esta Faculdade ficam dispensados da apresentação dos documentos referidos nos subitens 3.1.1. a 3.1.4.
4.
Das inscrições para candidatos com deficiência:
acordo com os padrões mundialmente estabelecidos e legislação aplicável à espécie, e que constituam limitação que implique em grau acentuado de dificuldade para integração social.
4.2. Em caso de necessidade de condição especial para realizar a prova o candidato deverá, especificar, na ficha de inscrição, o tipo de deficiência que apresenta e relatório médico, atestando a espécie, o grau ou nível da deficiência, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doença – CID, bem como a causa da deficiência, inclusive especificando os recursos necessários para assegurar a adaptação da sua prova, ficando sujeito à análise de razoabilidade e viabilidade do pedido.
4.3.O candidato que no ato da inscrição não declarar ser pessoa com deficiência ou aquele que se declarar e não atender ao solicitado no item 4.2 deste Capítulo, não será considerado pessoa com deficiência e não poderá interpor recurso em favor de sua situação, bem como não terá sua prova especial preparada ou as condições especiais providenciadas, seja qual for o motivo alegado.
4.4.O candidato com deficiência participará do certame em igualdade de condições com os demais candidatos, no que tange ao conteúdo e à avaliação da prova.
5. Deferimento e indeferimento de inscrições
5.1. Caberá à Congregação da Unidade deliberar sobre o cumprimento das exigências no ato de apreciação dos requerimentos das inscrições dos candidatos;
5.2. Será publicada no Diário Oficial do Estado – Poder Executivo - Seção I, a relação dos candidatos que tiveram suas inscrições indeferidas, por não se enquadrarem nas exigências estabelecidas neste edital;
5.3. O candidato poderá requerer à Congregação da Unidade, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, contados da data da publicação a que se refere o item anterior, reconsideração quanto ao indeferimento de sua inscrição.
6. Das provas:
6.1. julgamento de memorial circunstanciado contendo informações que permitam a avaliação do mérito acadêmico do candidato, principalmente quanto às atividades relacionadas com a disciplina ou conjunto de disciplina em concurso, em sessão pública – peso 2;
6.2. defesa de tese original e inédita ou de texto que sistematize criticamente a obra do candidato ou parte dela, elaborados após o doutoramento e por ele apresentada de forma ordenada e crítica, de modo a evidenciar a originalidade de sua contribuição nos campos da Ciência, das Artes ou das Humanidades, em sessão pública - peso 2;
6.3. didática - será pública e terá a forma de aula, com duração de, no mínimo, cinquenta e no máximo sessenta minutos, cujo ponto será sorteado com vinte e quatro horas de antecedência, de uma lista de dez pontos organizada pela Comissão Examinadora a partir do programa do concurso;
6.4. escrita - versará sobre ponto sorteado de uma lista de dez pontos organizada pela Comissão Examinadora, a partir do programa de concurso, terá a duração de cinco horas, podendo uma hora ser destinada à consulta de material e organização de roteiro e as quatro horas restantes destinadas à redação. Concluída a prova escrita, o candidato procederá à leitura de texto em sessão pública perante a Comissão Examinadora.
6.5. Na avaliação dos candidatos será adotado o critério de notas de zero a dez em todas as provas. Serão considerados aprovados os candidatos que obtiverem média final igual ou superior a sete com, pelo menos, três examinadores, de acordo com o inciso VI do Artigo 128 do Regimento Geral da UNESP.
7. Do memorial:
7.1. O memorial deverá ser elaborado de modo que resultem nítidas e separadas as atividades desenvolvidas pelo candidato antes e após a obtenção do título de Doutor. Para efeito de atribuição de nota, serão consideradas preferencialmente as atividades desenvolvidas pelo candidato após a obtenção do título de Doutor, e na seguinte ordem decrescente de valores:
7.1.1. atividades de ensino: graduação, pós-graduação e extensão; 7.1.2. atividades de pesquisa;
7.1.3. atividades de extensão universitária;
7.1.4. atividades de gestão acadêmica e administrativa relacionadas ao ensino, à pesquisa e à extensão.
8. Das disposições gerais:
8.1. Quando os prazos previstos para inscrição e/ou recursos terminarem em sábado, domingo, feriado ou dia em que não houver expediente ou que o expediente for encerrado antes do horário normal, estes ficarão automaticamente prorrogados até o primeiro dia útil subsequente.
8.2. Será eliminado do concurso público o candidato que não comparecer na sala ou local de sorteio/prova no horário estabelecido.
8.3. O resultado final do concurso será publicado no Diário Oficial.
8.4. Caberá recurso à Congregação, sob os aspectos legal e formal, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, contados da data de divulgação do resultado final do concurso, com efeito suspensivo. A Congregação terá o prazo de 10 (dez) dias úteis para responder o recurso impetrado, a contar da data do protocolo do recurso.
8.5. O candidato será responsável por qualquer erro, omissão e pelas informações prestadas no ato da inscrição.
8.6. O candidato que prestar declaração falsa, inexata ou, ainda, que não satisfaça a todas as condições estabelecidas neste Edital, terá sua inscrição cancelada, e em consequência, anulados todos os atos dela decorrentes, mesmo que aprovado e que o fato seja constatado posteriormente.
8.7. A inscrição implicará no conhecimento deste Edital e no compromisso de aceitação das condições do concurso, nele estabelecidas.
8.8. Os questionamentos relativos a casos omissos ou duvidosos serão julgados pela Banca Examinadora ou pela Administração, conforme for o caso.
8.9. A denominação do título a ser expedido no diploma será de Livre-Docente em “Ovinocultura”.
8.10. A aprovação não implica o aproveitamento obrigatório do candidato como docente da Unidade.
8.11. Aplicam-se ao presente concurso as normas estabelecidas pela Resolução UNESP 27, de 15-4-2009, alterada pela Resolução UNESP 42, de 02-06-2016 e as disposições Estatuárias, Regimentais e Deliberativas da UNESP. Proc. 2787-2015.
ANEXO I
Programa do Concurso:
01 – Ovinocultura no Brasil e no mundo
02 – Iniciando a criação de ovinos com estratégia
03 – Controle zootécnico e o gerenciamento da criação de ovinos 04 – Instalações e equipamentos para criação de ovinos
05 – Manejos alimentar e nutricional de ovinos 06 – Manejos do rebanho ovino
07 – Raças ovinas e aptidões 08 – Reprodução de ovinos
09 – Produção de ovinos em pasto 10 – Confinamento de ovinos
11 – Comercialização e qualidade dos produtos provenientes da ovinocultura ANEXO II
Referências Bibliográficas
:
LIVROSAISEN, E. G. Reprodução ovina e caprina. São Paulo: MedVet, 2008. 203 p.
BERCHIELLI, T. T.; PIRES, A. V.; OLIVEIRA, S. G. Nutrição de ruminantes. 2. ed. Jaboticabal: FUNEP, 2011. 615 p.
CARVALHO, E. B. et al. Base para criação de ovinos no Estado de São Paulo. São Manuel: ASPACO, 2001. 81 p.
CEZAR, M. F.; SOUSA, W. H. Carcaças ovinas e caprinas: obtenção, avaliação e classificação. Uberaba: Agropecuária Tropical, 2007. 147 p.
DIAS, J. G. G.; BERNHARD, E. A.; GRAZZIOLIN, M. S. Guia Prático do ovinocultor. Pelotas: Seriarte, 2013. 120 p.
FONSECA, J. F. et al . Biotecnologias aplicadas à reprodução de ovinos e caprinos. Brasília, DF: Embrapa, 2014. V. 1, 108 p .
GONZALEZ, C. I. M.; COSTA, J. A. A. Reprodução assistida e manejo de ovinos de corte. Brasília, DF: Embrapa Gado de Corte, 2012. 176 p.
NATIONAL RESEARCH COUNCIL (NRC). Nutrient requirements of small ruminants. Washington: The National Academies Press, 2006.
RIBEIRO, L. A. O. Medicina de ovinos. Porto Alegre: Pacartes, 2011. 195 p.
SILVA SOBRINHO, A. G. et al. Nutrição de ovinos. Jaboticabal: FUNEP, 1996. 258 p. SILVA SOBRINHO, A.G. Criação de ovinos, 2. ed. Jaboticabal: FUNEP, 2001. 302 p. SILVA SOBRINHO, A. G. et al. Produção de carne ovina. Jaboticabal: FUNEP, 2008. 228 p. SALTOS, R. A criação da cabra & da ovelha no Brasil. Uberaba: Agropecuária Tropical, 2004. 496 p.
SELAIVE, A. B; OSÓRIO, J. C. S. Produção de ovinos no Brasil. São Paulo: Roca, 2014. V. 1. 656 p.
VOLTOLINI, T. V. et al. Produção de Caprinos e ovinos no semiárido. Petrolina: Embrapa Semiárido, 2011. 568 p.
PRINCIPAIS PERIÓDICOS
ARQUIVOS BRASILEIRO DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais,
2007-FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS – FAO. Lanham: Food and Agriculture Organization of the United Nations, 1963-
JOURNAL OF ANIMAL SCIENCE. Champaign: American Society of Animal Science, 1942-LIVESTOCK SCIENCE. Amsterdam: Elsevier BV,
1974-MEAT SCIENCE. Barking: Applied Science,1977-
NEW ZEALAND SHEEPBREEDERS ASSOCIATION. Christchurch:
1895-REVISTA BRASILEIRA DE ZOOTECNIA. Viçosa, MG: Sociedade Brasileira de Zootecnia,
1971-SMALL RUMINANT RESEARCH. Amsterdam: Elsevier Science,
1988-TROPICAL ANIMAL HEALTH AND PRODUCTION. Edinburgh: Scottish Academic, 1969-Publicado no Diário Oficial de 21/01/2017 – Executivo I – Pág. 281.