INSTITUTO MINEIRO DE AGROPECUÁRIA – IMA Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves – Rod.
Prefeito Américo Gianetti - Bairro Serra Verde
Edificio Gerais - 10º andar - CEP: 31.630-901 - Belo Horizonte -
Avanços quanto a
harmonização das
legislações estaduais
Janaúba Unaí Uberaba Montes Claros Patos de Minas Uberlândia Curvelo Almenara Gov. Valadares Teófilo Otoni Bom Despacho Pouso Alegre Varginha Juiz de Fora Viçosa Oliveira Passos Belo Horizonte Patrocinio Guanhães Espinosa Pirapora Paracatu Além Paraíba Extrema Delta Conceição Alagoas Planura Fronteira Estalagem Divisa Alegre Borda da Mata Martins Soares Montes Claros Porto Alencastro/Carneirinho Nanuque Matias Barbosa Ceasa 15 09 08 07 06 10 18 13 17 04 12 05 03 02 14 01 11 16 02 01 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18
PRESENÇA
- 20 Coordenadorias Regionais - 212 Esc. Seccionais - 853 municípios - 16 barreiras sanitáriasESTRUTURA DE PESSOAL
• 121 Eng. Agrônomos (campo (
95
); CR (8); GDV (9); Cargos
na sede (9);
211
Técnico em Agropecuária
=
306 disponíveis p/ fiscalização vegetal
.
• 1.033 estabelecimentos comerciais de agrotóxicos
• 2.422 estabelecimentos comerciais de sementes e mudas
• 76 cursos realizados;
• 2.457 profissionais capacitados;
• 1.373 profissionais habilitados (1.239 ativos; 134 inativos).
Serra da Canastra - MG
O Velho Chico, um dos mais importantes cursos d'água do Brasil e da América do Sul. Nascente real e geográfica: Medeiros-MG; histórica: São Roque de Minas - MG. O rio atravessa o estado da BA, fazendo divisa ao norte com PE e a divisa natural entre AL e SE; deságua no Atlântico (Piaçabuçu-AL); drena uma área aproximada de 641.000 km². Seu comprimento a partir da nascente histórica é de 2.814 km e 2.863
Nasc Rio Moa - AC Ponta do Seixas - PB Arroio Chuí -RS Monte Caburai - RR
ENFISA.... 1995 ... 2002... 2013
Desconfianças
Medos
Incertezas
...
Conhecimento limitado
Vontade de fazer
ENFISA.... 1995 ... 2002... 2013
Eng. Agrônomo Nataniel Diniz Nogueira
ENFISA.... 1995 ... 2002... 2013
Vontade de fazer
Confiança
Maturidade
Parcerias
...
Troca de experiências
Segurança no fazer
ENFISA.... 1995 ... 2002... 2013
EFICIÊNCIA
IMPESSOALIDADE
MORALIDADE
PUBLICIDADE
LEGALIDADE
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - Princípios constitucionais
Eng. Agrônomo Nataniel Diniz Nogueira
- Razoabilidade - Supremacia do
interesse público sobre o interesse
HARMONIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS
Legislação (limitação)
Comércio interestadual
Receituário agronômico (venda e aplicação)
Fiscalização do comércio
Fiscalização do uso
Prestação de serviço de aplicação
Armazenamento
EPI (competências difusas)
Controle de estoque (quantidades)
Cadastro de agrotóxicos
Registro de estabelecimentos
Sistemas informatizados de controle
Realidades regionais
Priorizar a fiscalização no
comércio. Para errar menos
e ganhar mais.
ENFISA.... 1995 ... 2002... 2013
Cuidado!
Canja de galinha e bom senso
nunca fizeram mal pra
ninguém...
A fiscalização do uso deve ter como pano de fundo, primeiramente a
educação e a orientação.
Para contribuirmos com mudança de comportamentos e atitudes, é salutar executar
as fiscalizações de maneira setorizada, respeitando culturas, costumes e fazendo
adequações às realidades locais e regionais
(
diversidades cultural, ambiental, social...).Receituário agronômico, uma faca de dois gumes,
que tanto pode ajudar como prejudicar.
Ele é obrigatório na comercialização de agrotóxicos
para usuário e deve ficar pelo menos por 2 anos à
disposição da fiscalização.
A mesma obrigação não se aplica com relação ao uso.
Senão vejamos...
Lei 7.802/89
Art. 13 - A venda de agrotóxicos e afins aos usuários será feita através de
receituário próprio, prescrito por profissionais legalmente habilitados,
salvo casos excepcionais que forem previstos na regulamentação desta
Lei.
Decreto 4.074/02
Art. 64. Os agrotóxicos e afins só poderão ser comercializados
diretamente ao usuário, mediante apresentação de receituário próprio
emitido por profissional legalmente habilitado.
Art. 65. A receita de que trata o art. 64 deverá ser expedida em no
mínimo duas vias, destinando-se a primeira ao usuário e a segunda ao
estabelecimento comercial que a
manterá
à disposição dos órgãos
fiscalizadores referidos no art. 71 pelo prazo de dois anos, contados da
data de sua emissão.
ENFISA.... 1995 ... 2002... 2013
Entre
8 e 80
existem 72
possibilidades
Comportamentos e
atitudes extremas
não conduzem a
resultados de
ganhos mútuos...
CARTA DE MINAS
CARTA DE MINAS I
CARTA DE MINAS II
ENFISA.... 1995 ... 2002... 2013
MARCA COMERCIAL
ING. ATIVO
INDICAÇÃO DE USO
Arsenal NA Imazapir (h) Aceiros de cerca, margens de rodovias, ferrovias, oleodutos, e terminais, linhas, subestações de alta tensão.
Blitz NA Fipronil (h) Aceiros de cercas, margens de rodovias, ferrovias, oleodutos, terminais, linhas e subestações de alta tensão.
Fluramin NA Sulfluramida (f) áreas não cultivadas, tais como: estradas de ferro e de rodagem, oleodutos e linhas de alta tensão.
Isca Tamanduá Bandeira - S NA
Sulfluramida (f) Áreas não agrícolas
Formicida Granulado Dinagro - S NA
Sulfluramida (f) Floresta naturais, ferrovias,
oleodutos e linhas de transmissão.
Formicida Granulado Pikapau-S NA
Sulfluramida (f) Áreas não agrícolas
Glifosato Fersol 480 NA Glifosato (h) Aceiros de estradas de ferro, estradas de rodagem, áreas sob redes de transmissão elétrica e cercas em áreas não urbanas.
PRODUTOS REGISTRADOS NO IBAMA (NA)
MARCA COMERCIAL
ING. ATIVO
INDICAÇÃO DE USO
Glifosato Nortox NA Glifosato (h) Aceiros, rodovias, ferrovias, faixa sob rede de alta tensão passagem de oleoduto.
Glifosato Nortox WG NA Glifosato (h) Aceiros de estradas de ferro,
estradas de rodagem, oleodutos, cercas e redes de transmissão de energia elétrica
Gliz 480 Glifosato (h) Estradas de ferro e de rodagem, oleodutos, cercas, aceiros e linhas de alta tensão.
Isca Formicida Atta-Mex-S Sulforamida (f) Áreas não agrícolas
Pilarsato N.A. Glifosato (h) Aceiros de cercas, margens de rodovia, ferrovias, faixa sob linhas de tensão e oleodutos.
Mirex-S Max NA Sulforamida (f) Áreas não agrícolas
Mirex-S NA Sulfluramida (f) Aceiros em rodovias, ferrovias, oleodutos e linhas de alta tensão.
MARCA COMERCIAL
ING. ATIVO
INDICAÇÃO DE USO
Krovar NA Diuron+Bromacil(i)
Ferrovias, rodovias, pistas de aeroportos, aceiros de florestas nativas, oleodutos e subestações elétricas.
Rodeo NA Glifosato (h) Aceiros de estradas de ferro, estradas de rodagem, oleodutos, cercas e linhas de alta tensão.
Roundup NA Glifosato (h) Aceiros de estradas de ferro, estradas de rodagem, oleodutos, cercas e linhas de alta tensão.
Scout NA Glifosato (h) Aceiros de estradas de ferro, estradas de rodagem, oleodutos, cercas e linhas de alta tensão.
Sonar AQ NA Fluridone (h) Controle das plantas aquáticas Egeria densa e Egeria
najas, em reservatórios de usinas hidrelétricas. Só pode
ser aplicado após Licença Ambiental. Aplicação especializada, sob responsabilidade da Sepro do Brasil Ltda. Requer um técnico responsável...
Trop NA Glifosato (h) Aceiros de estradas de ferro, estradas de rodagem, oleodutos, cercas e linhas de alta tensão.
Glifosato Atanor NA Glifosato (h) Leitos de ferrovias e acostamento de rodovias.
PRODUTOS REGISTRADOS NO IBAMA (NA)
Os produtos para uso em jardinagem amadora não devem ser utilizados em culturas
agrícolas como hortas, pomares e plantações.
Esses produtos devem ser registrados na Anvisa e comercializados já na diluição de uso
ou na forma de dose única, com o objetivo de evitar ao máximo o contato manual do
aplicador com o produto.
A fabricação de embalagens para jardinagem amadora com conteúdo superior ao
permitido e o uso em hortas, pomares e plantações são proibidos, caracterizando
infração sanitária conforme estabelece a
lei 6.437/77.
Usados na agricultura, os produtos não têm eficácia, já que as pragas que atacam os
jardins são diferentes das que atacam as culturas agrícolas. Além disso, pode haver
riscos para o trabalhador rural, devido ao contato manual.
A Agência recebeu denúncias de que produtos aprovados para jardinagem amadora
estariam sendo comercializados com finalidade de uso em culturas agrícolas, o que é
proibido pela legislação.
A
Portaria nº 322/1997
do MS, regulamenta os produtos usados em jardinagem
1. Diferenças entre agrotóxicos e domissanitários.
AGROTÓXICOS (fitossanitários): tem como finalidade a “preservação da planta”, de forma a assegurar
seu pleno desenvolvimento (insumo de produção); tem como destinatário uma ou mais culturas
agrícolas que sofrem ação do agente nocivo, não podendo ser empregado senão para os casos
indicados; tem como alvo determinadas pragas, relevando-se agronomicamente eficaz no combate aos efeitos nocivos prestado àquilo que se destina.
DOMISSANITÁRIOS (saneantes): São destinados a processos de higienização, desinfecção ou
desinfestação, tendo como finalidade a limpeza de ambientes domiciliares, coletivos ou públicos ou mesmo o tratamento de água. Não se confundem, enquanto objeto, com os produtos agrotóxicos, pois se destinam a coisas e alvos diferentes e, o mais importante: o domissanitário não tem por finalidade a preservação da lavoura.
Não é pelo fato de utilizarem, em alguns casos, o mesmo princípio ativo, que um produto domissanitário poderá ser enquadrado como agrotóxico. São produtos de formulação, uso e sistema de registro diferentes, o que justifica a existência de duas leis federais distintas para regrar um e outro produto.
Resumo: Enquanto um produto domissanitário (inseticidas, raticidas, desinfetantes, detergentes) se
destina a ambientes domiciliares, públicos e lugares de uso comum, os agrotóxicos têm por finalidade preservar a lavoura da ação deletéria de seres vivos considerados nocivos.
MPF - Procuradoria Geral da República
Assunto: Registro irregular de agrotóxicos - 13/dez/2011
• Lei Federal nº 6.360/76, decretos e portarias do
Ministério da Saúde, a exemplo da RDC ANVISA nº
34/2010 (Regulamento técnico para produtos
saneantes) e da Portaria nº 322/97 (Norma gerais para
produtos para jardinagem amadora).
No Brasil, todos os produtos saneantes domissanitários devem, obrigatoriamente, ser registrados na ANVISA, que é também responsável pela regulamentação e fiscalização das atividades do setor, bem como pela autorização de funcionamento das empresas que produzem, importam, comercializam, transportam ou distribuem produtos de limpeza.
O registro de produtos saneantes domissanitários e afins, de uso domiciliar, institucional e profissional é efetuado levando-se em conta a avaliação e o gerenciamento do risco.
Além disso, as empresas fabricantes também deverão apresentar à ANVISA a avaliação toxicológica dos produtos, ... , o resumo das informações relativas aos cuidados com a saúde humana, com destaque para os primeiros socorros, tratamento médico e emergência, bem como o antídoto para cada formulação.
Qualquer modificação de fórmula, alteração de elementos de composição ou de seus quantitativos, adição, subtração ou inovação introduzida na elaboração do produto, dependerá de autorização prévia e expressa do MS e será desde logo averbada no registro.
O registro de saneantes será negado quando não forem atendidas as condições, as
exigências e os procedimentos previstos em Lei, regulamento ou instrução do órgão competente.
2.1. Registro
Quanto à venda e emprego, os saneantes podem ser de venda livre ao consumidor ou de venda restrita a instituições ou empresas especializadas prestadoras de serviços.
Produtos de venda livre ao consumidor são formulações de baixa toxicidade e considerados de uso seguro, de acordo com as recomendações. São comercializados já na diluição adequada e devem ter o ingrediente ativo na concentração necessária para assegurar ação eficaz.
Produtos de venda restrita à instituições ou empresas especializadas são formulações que podem estar prontas para o uso ou podem estar mais concentradas para posterior diluição ou outras manipulações autorizadas, em local adequado e por pessoal especializado da empresa aplicadora, imediatamente antes de serem utilizadas em sua aplicação.
• Lei nº 7.802, de 11.06.89, alterada pela Lei nº 9.974, de 06.06.2000
• Decreto nº 4.074, de 04 de janeiro de 2002.
• CR, art. 225, parágrafo 1º, V: incumbe ao Poder Público controlar a
produção, a circulação, a comercialização e o emprego de técnicas,
métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a
qualidade de vida e o meio ambiente.
• Portaria Normativa IBAMA nº 84/96.
3. Disciplina legal dos agrotóxicos
(fitossanitários)
3.1. Registro
Com a legislação, criou-se o modelo tripartite de avaliação dos fitossanitários nos Ministérios da Saúde (ANVISA), do Meio Ambiente (IBAMA) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDA).
Assim, o registro é realizado pelo Ministério da Agricultura, órgão que analisa a eficácia agronômica desses produtos. Porém, a anuência da Anvisa e do Ibama é requisito obrigatório para que o agrotóxico possa ser registrado.
A Anvisa realiza avaliação toxicológica dos produtos quanto ao impacto na saúde da população. Já o Ibama observa os riscos que essas substâncias oferecem ao meio ambiente.
3.2. Rotulagem
O rótulo do produto é a principal forma de comunicação entre o fabricante e os usuários.
As informações de rotulagem são resultados de anos de pesquisas e testes realizados com o produto, antes de receber autorização do MAPA para ser comercializado.
A boa utilização dos agrotóxicos traz benefícios para o
desenvolvimento das lavouras, já que impede a ação de seres nocivos.
Contudo, o uso inadequado do recurso causa contaminação ambiental
e da saúde de quem o manipula. Além disso, estuda-se que os
alimentos tratados à base de agroquímicos podem intoxicar pessoas
que fazem seu uso com frequência.
4. Uso indevido de agrotóxicos.
5. Informações da ANVISA sobre desvio de uso
Com base na legislação em vigor, a ANVISA tem realizado de forma satisfatória a fiscalização do mercado de agrotóxicos e de saneantes domissanitários.
Grande parte das ilicitudes está na adulteração da fórmula, sem que haja autorização do órgão competente, bem como na adulteração das datas de fabricação e de validade dos produtos.
Também há registros do chamado “desvio de uso” que ocorre quando empresas modificam a embalagem ou as informações de rotulagem e vendem produtos para finalidade diversa da original.
Foi verificada a venda de produtos registrados na categoria jardinagem amadora, ... para aplicação na lavoura, tudo em fuga à cadeia tripartite do MAPA, IBAMA e ANVISA, comprometendo a saúde da população diretamente exposta e o meio ambiente.
Diante da denúncia de suposta irregularidade, a Agência notifica a empresa e determina prazo para manifestação e adoção das providências cabíveis.
Quando não há respostas ou as determinações não são acatadas, é exarado Parecer de Risco Sanitário, enquadrando a conduta como leve, grave ou gravíssima e, em seguida, é aberto
Os desvios podem dar-se pelo usuário, pela revenda, ou pela indústria fabricante.
No primeiro caso, o usuário será responsabilizado e estará submetido às sanções aplicáveis.
No caso da indústria, esta será responsável pela comercialização ilegal de produto.
Conforme informações do Ministério da Saúde, foi realizada reunião em novembro de 2010, para discussão acerca da utilização indevida de produtos.
Na oportunidade estiveram presentes representantes da APROSOJA, ABRAF e da Frente Parlamentar da Agropecuária.
Segundo levantamento das associações, a utilização “equivocada” vem sendo recorrente, pois o uso de iscas formicidas, devidamente registrados na ANVISA e destinadas exclusivamente à jardinagem amadora, abastece 1/3 do mercado da agricultura e, a grande maioria desses, apresenta substâncias diferentes das declaradas no momento da regularização.
A ANVISA informou ter providenciado a publicação de alerta em seu sítio eletrônico com relação ao tema para chamar atenção das empresas e usuários. Além disso, declarou que realiza contato frequente junto ao MAPA para obtenção de orientações e verificação da possibilidade de ação conjunta voltada à coibição do desvio.