Relatório
e Contas
2020
1. Mensagem do Presidente do Conselho de Administração
Senhores Accionistas, Clientes, Colaboradores e Stakeholders em geral,
Quando um dia em retrospectiva pensarmos no ano de 2020, creio que todos iremos recordá-lo, como o ano da pandemia provocada pelo vírus SARS-CoV-2. Um ano que ficará na História Universal, como tendo sido profundamente marcado pelos níveis de instabilidade em termos socioeconómicos.
Caracterizado por um forte índice de globalização da economia e de uma vivência altamente inter-relacional dos países e pessoas, o Mundo conheceu dias dramáticos com uma expansão inesperada e galopante do referido vírus, arrastando a humanidade para um espaço de incertezas no que concerne à Saúde Pública e às infindáveis consequências daí provenientes.
Em resultado das inúmeras acções, medidas e restrições que na linha da defesa da Saúde Pública acabariam por ser mais ou menos rapidamente assumidas em todo Mundo, inevitavelmente os fundamentos, pilares e modelos económicos viriam a ser abalados. Neste contexto, e como é normal, o nosso País não fugiu à regra e acabaria também por sentir os efeitos e as consequências directas e indirectas que esta pandemia consigo acarretou.
Assinale-se, porém, que apesar do seu protagonismo e da importância que assumiu a nível mundial, esta pandemia não constituiu o único desafio que Moçam-bique viria a enfrentar ao longo deste exercício. Na verdade, há que recordar que o país ainda está por recuperar dos ciclones IDAI e KENETH, que devastaram as regiões do centro/norte em 2019, ciclo de ciclones, que viriam, infelizmente, a ser replicados por fenómenos idênticos em 2020.
No que concerne à conjuntura económica nacional, assistimos a uma evolução negativa do Produto Interno Bruto a partir do 2o trimestre do ano,
estiman-do-se, mesmo, que o PIB tenha registado uma contração (-1,28%) em relação ao ano de 2019. As exportações e o investimento directo estrangeiro também apresentaram uma evolução negativa.
Neste contexto de inúmeros desafios resultantes desta crise pandémica e não só, a evolução da actividade do sector financeiro acabaria, também, por ser afectada negativamente, sendo que de acordo com os dados reportados pelo INE a actividade dos serviços financeiros acabaria por conhecer uma contração nos primeiros três trimestres de 2020 (-1,9% no primeiro trimestre; -0,6% no segundo trimestre; -0,1% no terceiro trimestre).
Não obstante esta conjuntura e o momento desafiante que, sem excepção, todos os sectores da economia conheceram ao longo deste exercício, a activi-dade do Moza Banco, no seguimento de um percurso sustentado que abraçamos ao longo dos últimos anos, evidenciou uma evolução francamente positiva. Foi para nós um ano em que viramos mais uma página da nossa História.
Um ano em que apesar do contexto adverso, o Banco manteve o seu registo de recuperação e crescimento, fruto, aliás, da confiança que os Clientes e o Mer-cado têm vindo a reafirmar em relação à nossa actividade e desempenho.
E esta parceria que temos vindo a consolidar com os demais Stakeholders do Banco e consequente acolhimento com que o mercado nos tem acarinhado, fica evidenciada, por exemplo, nos índices de crescimento que o banco apresenta da sua actividade ao longo do exercício em apreço – crescimento do seu Activo em 14%, crescimento dos Recursos em 20%, e um ligeiro crescimento da Carteira de Crédito em 1%.
Nesta sequência, a trajectória estratégica que o banco tem vindo a desenvolver, acaba por ficar ainda, bem ilustrada no facto do Banco em 2020 – i.e. 3.5 anos apenas, após a operação de profunda reestruturação operacional, saneamento financeiro e reconfiguração da estrutura de capital, efectuado no seguimento da intervenção de que foi alvo por parte do Banco Central – ter logrado alcançar o seu Break Even.
É pois com muita satisfação, que sublinhamos que em 2020, não só foi possível manter a nossa representatividade significatica em termos de quotas de mercado – Activos 6,1%, Depósitos 6,1% e Crédito 10,3%, como alcançamos um resultado líquido de 146 milhões de meticais.
Sublinhe-se que o Resultado apurado, poderia ter sido ainda mais expressivo se não tivéssemos registado um impacto negativo nas contas por perdas de reavaliação cambial ao abrigo da nova norma de reporte financeiro IFRS 16, reflectindo os efeitos da depreciação do metical face ao dólar americano. De qualquer das formas, 2020 fica definitivamente assinalado como o exercício em que o banco alcançou o seu Break Even.
Um ano em que mais uma vez, demonstramos uma forte capacidade de ultrapassar dificuldades e que a nossa infra-estrutura está habilitada em ampliar a nossa geração de receitas, mantendo a solidez do balanço e uma situação de liquidez confortável.
E assim, em resultado da extraordinária evolução dos indicadores da actividade comercial e perfomance financeira que o Banco tem vindo a registar, da no-tável expansão da rede de balcões que temos vindo a concretizar e da qualidade de serviço que colocamos com a disponibilização de produtos e serviços de valor acrescentado para os Clientes, o Moza Banco foi distinguido em 2020 como o Melhor Banco Regional da África Austral, pela African Banker Magazine. Em 2020, e ainda com o objetivo de atenuar os efeitos da pandemia, procuramos estar na linha da frente com a definição de medidas concretas para apoiar os nossos Colaboradores e Clientes.
Ao nível dos nossos colaboradores, adoptamos um conjunto de medidas de foro social, por via da criação de um plano de rotatividade das equipas, um progra-ma de teletrabalho, o encerramento de alguprogra-mas agências bancárias, a disponibilização de produtos de higienização e protecção individual, a criação de equipas de apoio por forma a termos um acompanhamento adequado dos nossos colaboradores, apoiando-os sempre que necessário. Estas medidas que exigiram uma forte componente de investimento por parte do banco, foram assumidas com o propósito, não só de proteger os nossos colaboradores, afinal o nosso maior activo, como de assumirmos um comportamento exemplar e reponsável na defesa dos clientes, fornecedores e sociedade civil em geral.
Ao nível da relação com os nossos clientes, para além de outras medidas de âmbito mais genérico, concebemos e negociamos um vasto programa de mo-ratórias com um conjunto de Mutuários que mantém exposição de crédito connosco, aliviando por esta via, a pressão das tesourarias que as Empresas e os Particulares sentiram fruto da conjuntura vigente.
Neste exercício, ainda no quadro do nosso posicionamento no mercado e dando corpo à nossa missão e visão institucional enquanto instituição de raíz moçambicana e altamente comprometida com o desenvolvimento social e económico sustentável do País, mantivemos a nossa linha de apoio a projectos de âmbito social. Concedemos apoios a instituições envolvidas no combate à doença da Covid-19, para aquisição de material hospitalar, melhoria das condições de atendimento aos doentes e apoio aos sectores mais vulneráveis da sociedade.
Refira-se, contudo, que apesar do nosso maior foco em 2020, ter sido orientado para iniciativas de apoio ao combate da Covid-19, mantivemos o habitual apoio a diversos projectos de promoção de cariz cultural, bem como de benefício das populações mais carenciadas.
No que tange ao cumprimento das obrigações e deveres legais, regulamentares, normativos, operacionais, éticos e de conduta, também foi um ano desafian-te, não só pelo modelo de trabalho que vigorou e os desafios associados mas também para assegurar a implementação de diversas iniciativas neste contexto, com destaque para a reestruturação de métodos e processos internos para adequar o trabalho à distância e garantir que o Banco não estivesse a ser utilizado como um meio para Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo.
Destacamos como alguns dos aspectos positivos, as formações ministradas em regime on-line, a aprovação das Políticas de Denúncia e a de Conflito de Inte-resses, que configuram dois instrumentos importantes para o Banco, pois permitem fortalecer uma política de boa governação assente numa gestão o mais criteriosa. Igualmente, importa ressaltar a criação de um instrumento que permite que o Código de Ética e de Conduta seja divulgado e avaliado sem a condi-cionante presença física (e-learning), e a criação de uma matriz de riscos de compliance que visa permitir uma visão geral dos riscos de compliance existentes, e em função da sua classificação e implementação de estratégias de mitigação.
A estratégia na gestão de risco foi crucial para um ano extremamente desafiante a todos os níveis.
O Moza Banco procedeu, de forma contínua e prudente, ao controlo do seu perfíl de risco e do cumprimento dos limites definidos em relação aos riscos da actividade. Para dar resposta à cada vez mais exigente regulamentação e visando estar em linha com as melhores práticas, em 2020, o Banco levou a cabo uma série de acções, com destaque para o processo de elaboração e implementação de políticas sobre o Risco Social e Ambiental, a implementação da Framework de Gestão de Risco Operacional e o desenvolvimento do modelo sofisticado para a Gestão do Risco de Liquidez. É de destacar o projecto em conjunto com o ac-cionista Arise, de capacitação das equipas de gestão de Risco e Compliance com metodologias e ferramentas em linha com as melhores práticas internacionais. No quadro da gestão de risco de crédito, é importante realçar a rápida adaptação do Banco para responder aos desafios resultantes da actual crise pandêmica. Foi definido e criado o Grupo de Acompanhamento do Risco de Crédito, responsável pela monitorização, acompanhamento e controlo dos riscos de crédito, bem como das situações de incumprimento dos clientes ou em vias de incumprimento, garantindo assim, um acompanhamento mais próximo, dinâmico e proactivo, antecipando as necessidades dos nossos clientes.
Conforme já referido, 2020 foi um ano atípico para todos nós. Vivemos uma conjuntura adversa e de grande incerteza, mas mesmo assim continuamos a de-senvolver com afinco a nossa missão e fomos fiéis ao nosso “ADN”de banco relacional, apoiando com a nossa actividade as Famílias e as Empresas. Foi neste contexto, ainda, e no âmbito da parceria com o MADER, que prestamos mais uma contribuição no processo de aceleração da inclusão financeira no País, ampliando a nossa rede de distribuição, com a abertura de 11 novas agências em distritos até então não bancarizados.
Mas a nossa interpretação da banca relacional, vai mais longe no que concerne ao conceito de proximidade de mercado. Na verdade, se por um lado a crise pandémica assume o estatuto do flagelo cruel que abalou as nossas vidas e os pilares da nossa existência, por outro, teve o mérito de actuar como um acele-rador na adopção de tecnologias digitais, na busca de soluções de substituição que garantissem níveis de operacionalidade e funcionalidade na nova realidade das empresas e das pessoas.
Em Moçambique, torna-se importante ter em conta que cerca de 2/3 da população vive em zonas rurais, portanto, a tecnologia em geral, e a banca digital em particular, poderá ser uma alavanca para garantir o acesso a alguns serviços.
Foi tendo presente esta leitura da nova realidade, que consideramos urgente acelerar o nosso programa de banca à distância por via de um conjunto de novas iniciativas, bem como o lançamento de novos serviços, dos quais destacamos a interopabilidade das carteiras móveis e o POS virtual.
Em resumo e como corolário deste nível de desempenho, o Moza Banco apresenta em 2020 uma melhoria significativa dos índices de rendibilidade e eficiência comparativamente ao igual período de 2019. A rendibilidade de capitais próprios (ROE) e rendibilidade dos activos (ROA) situaram-se em 1,87% positivos (2019: 9,07% negativos) e 0,31% positivos (2019: 1,85% negativos), respectivamente.
Perspectivas 2021
Para 2021 o ambiente deverá permanecer muito em linha com as condicionantes observadas em 2020, perspectivando-se uma ligeira expansão da actividade económica nacional embora a um ritmo moderado. O quadro de incertezas da evolução da pandemia e o risco inerente ao nível da saúde pública aliado à perda do poder de compra dos consumidores, ao encerramento de algumas unidades empresariais ou mesmo à diminuição da capacidade produtiva das mesmas, irão caracterizar o ambiente económico no curto prazo.
O ambiente macroeconómico deverá, ainda, e em linha com a sua evolução nos últimos anos, ser caracterizado pela manutenção da depreciação do metical e uma política monetária algo mais restritiva como forma de suster a tendência de aumento da inflação.
O sector bancário, por seu turno, irá muito provavelmente conhecer um enquadramento idêntico ao do ano transato, centrando a sua atenção na monitoriza-ção e gestão das suas carteiras de crédito e conferindo uma importância fulcral à gestão da sua liquidez.
No que se refere à actividade do banco em 2021, a nossa orientação mantém-se com o foco estratégico orientado para a melhoria da satisfação dos clientes com o objectivo de incrementar os níveis de fidelização, fazendo com que o Moza Banco seja assumido como o Banco preferencial dos seus Clientes. Iremos redobrar esforços no sentido de potenciar o processo de transformação digital com o intuito de prestar um serviço cada vez mais completo e acessível a todos os clientes, e assim, por esta via, complementar a actividade conduzida através da nossa rede de agências posicionada em todo o país.
Procuraremos fazer com que em 2021 se consolide a dinâmica de crescimento que temos vindo a registar nos últimos anos. Trabalharemos ao nivel da dimen-são da nossa Insituição, da rentabilização dos nossos activos, mas também da relação com o mercado.
Para tal, precisamos de perceber e interpretar os tempos novos que vivemos, compreender os ajustamentos dos modelos de negócio que a economia está a registar e operando com os tradicionais, como também com novos canais de distribuição, adequar nossa oferta de produtos e serviços à nova realidade sócio-económica.
A certeza de que temos uma Equipa de Colaboradores devidamente preparada, com Quadros, Técnicos e Gestores estimulados e motivados, como demonstra
A terminar, e em nome do Conselho de Administração, devo manifestar o nosso reconhecimento e agradecimento a todos aqueles que têm contribuído para a consolidação e crescimento do Moza Banco, em especial aos Colaboradores, pela forma empenhada e profissional como têm conduzido a sua missão, aos nossos Clientes por manterem a sua confiança nesta Instituição, aos nossos Accionistas por todo o suporte que nos têm concedido e ainda às Autoridades de Supervisão e Governamentais pela disponibilidade e suporte no processo que o Banco tem vindo a desenvolver.
2. Principais Destaques
2.1. Principais indicadores
Principais Indicadores (em milhares de Meticais) 2019 2020 Var. % 2020 - 2019
BALANÇO
Activos Totais 41,817,315 47,533,516 14%
Crédito a Clientes (Líquido)1 23,875,241 24,410,709 2%
Recursos de Clientes 29,346,124 35,150,178 20%
Rácio de Transformação (Crédito/Depósitos) 98% 82% -15 pp
POSICIONAMENTO COMPETITIVO2
Quota de mercado no Crédito a Clientes 11.27% 10.30% -0,9 pp
Quota de mercado em Depósitos 6.24% 6.10% -0,1 pp
Quota de mercado em Activos 6.30% 6.10% -0,1 pp
RENDIBILIDADE
Resultado Antes de Impostos (570,318) 225,214
Produto Bancário 3,135,253 2,989,677 -5%
Rendibilidade dos Capitais Próprios (ROE) -9.07% 1.87% 10,9 pp
ROA -1.85% 0.31% 2,16 pp
LIMITES PRUDENCIAIS
Tier I 24.54% 19.09% -5,4 pp
Rácio de Solvabilidade - Moza Banco 23.84% 14.83% -9,00 pp
Rácio de liquidez 34.60% 42.53% 7,93 pp
QUALIDADE DOS ACTIVOS
Crédito Vencido >90 dias 3,405,832 4,385,832 28.8%
Crédito Vencido Total 3,603,457 4,445,372 23.4%
Imparidade do Crédito 4,763,077 4,529,768 -4.9%
Crédito Vencido >90 dias/Crédito a Clientes 12.06% 15.50% 3,44 pp
Imparidade do Crédito/Crédito Vencido > 90 dias 140% 103% -36, pp
Imparidade do Crédito/Crédito Vencido Total 132% 102% -30, pp
Imparidade do Crédito/Crédito a Clientes 16.86% 16.00% -0,8 pp
EFICIÊNCIA
Custos Operacionais 2,661,670 2,819,479 5.9%
Outros gastos operacionais 1,365,726 1,103,318 -19.2%
Gastos com Pessoal 1,295,944 1,716,161 32.4%
Custos Operativos/Activos Totais (%) 6.4% 5.9% -0,4 pp
Cost-to-Income3 84.9% 94.3% 9,41 pp FSE/Produto Bancário 43.6% 36.9% -6, pp RH/Produto Bancário 41.3% 57.4% 16, pp INDICADORES DE NEGÓCIO Agências Bancárias 62 70 13% No de ATMs 123 118 -4% No de Quiosques 21 21 0% No de POS 3,249 2,729 -16%
No de Colaboradores no final do Período 919 927 1%
No de Clientes 182,878 171,232 -6%
No de Cartões na Rede 116,836 110,952 -5%
1Carteira de crédito deduzido das imparidades
2Informação estatística do Banco de Moçambique, Dezembro de 2020 3Não inclui amortizações
pp = pontos percentuais
• Os Capitais Próprios do Banco apresentaram um Aumento de 2% comparativamente a igual período de 2019, resultante de incorpo-ração de resultados positivos do exercício
• O Moza continua a apresentar adequados ní-veis de solidez, face aos requisitos mínimos do Banco de Moçambique que situam-se em 12% e aos benchmarks do Mercado.
• O rácio de liquidez fixou-se nos 42,5%, muito acima do mínimo regulamentar (25,0%), evi-denciando que o Banco encontra-se em con-dições de honrar todos os seus compromissos para com os clientes, fornecedores ou qual-quer outro stakeholder.
7.780 7.926
Capitais Próprios (Milhões de MZN)
+2% 2020 2019 -9 pp Rácio de Solvabilidade 23,8% 14,8% 2020 2019 7,9 pp Rácio de Liquidez 34,6% 42,5% 2020 2019 -776 146 +922 +11 pp
Resultado Líquido do Exercício (Milhões de MZN)
Rendibilidade dos Capitais Próprios (em %)
-9.07% 1.87%
2020
2019 2019 2020
Captados 25 mil novos Clientes
Aumento de niveis de utilizaçáo em 2% em 2020, face a 2019, em
Abertura de mais 11 agências Bancárias, perfazendo uma
Crescimento de transacções de 21% comparativamente ao Incremento de 20% face a
igual período de 2019 Crescimento de 1% face ao ano anterior Captação de Clientes
Mobile e Internet Banking Agências Bancárias USSD - Moza Já
Captação de Depósitos Crédito a Clientes
EVOLUÇÃO DO NEGÓCIO SOLIDEZ
RENDIBILIDADE
___________________________________________
Dr. João Figueiredo
Presidente do Conselho de Administração
3. Moza Banco
Breve Descrição
O Moza Banco, S.A. (doravante designado como Moza Banco, Moza ou Banco) é um Banco Comercial Universal de Retalho, que opera no mercado moçambica-no desde 16 de Junho de 2008, e presta serviços bancários ao longo de todo o País, com base numa rede de 70 agências bancárias (3a maior rede de agências
no sistema bancário moçambicano), oferecendo produtos e serviços para uma ampla gama de Clientes Institucionais, Empresariais, Individuais e de Retalho. A estrutura do capital do Banco é suportada por cinco accionistas, nomeadamente, a KUHANHA - Sociedade Gestora do Fundo de Pensões dos Trabalhadores do Banco de Moçambique, Arise B.V., Moçambique Capitais, S.A., Novo Banco Africa S.G.P.S, S.A. (Banco Português) e Dr. António Almeida Matos.
Posicionamento Competitivo
Não obstante 2020 ter sido um ano bastante desafiante tanto ao nível interno, assim como externo, resultante da eclosão, no 1o semestre, do surto do novo
Coronavírus, que se propagou rapidamente pelo mundo, afectando milhares de pessoas, o que levou a OMS a classificá-lo como uma pandemia, o Banco man-teve a trajectória de crescimento do seu balanço comercial, tendo a carteira de crédito registado um crescimento de 1%, o que permitiu ao Banco alcançar os objectivos definidos internamente. Apesar da ligeira redução da quota de mercado ao nivel de crédito em 0,09 pp, o Banco manteve a sua posição estratégica de quarto maior Banco em termos de Crédito a Clientes, com uma quota de 10.30% (2019: 11,27%).
Este marco evidencia o compromisso do Banco em manter um contínuo apoio às famílias e às empresas moçambicanas, tanto ao nível de uma concessão criteriosa de crédito, como também através da prestação de um serviço de assessoria financeira de forma a ajustar a oferta às necessidades de cada Cliente. Em termos dos Recursos de Clientes, o Banco registou um crescimento de 20%, permitindo ao Moza, mantêr a quota de mercado nos níveis de 6,1% (2019: 6,2%) . Em termos anuais, verifica-se que a carteira de recursos de Clientes do Moza Banco apresentou um crescimento superior comparativamente a média de crescimento do sector, traduzindo inequivocamente o reforço da lealdade e confiança do mercado no Moza.
Principais Marcos Históricos
• Em 2010, a Revista da KPMG sobre as 100 maiores empresas de Moçambique considerou o Moza Banco como a Instituição Financeira com o crescimen-to mais rápido em Moçambique em termos de volume de negócios;
• Em 2011, o Banco Espírito Santo África (BES África), actual Novo Banco África, integrou a estrutura accionista do Moza com 25,1% do capital social, tendo a Moçambique Capitais (accionista fundador) mantido a sua posição de principal accionista, com 51%. Ainda em 2011, a prestigiada revista e de renome, “The Banker”, classificou o Moza Banco como o quinto Banco em África com o mais rápido crescimento em relação aos activos;
• Em 2013, o accionista BES África (actual Novo Banco África) procedeu à aquisição de mais 23,9% do capital social do Moza, passando a deter 49% e foi aprovado um Plano Estratégico de 5 anos com objectivo de expansão do Moza Banco para um lugar cimeiro no sistema financeiro moçambicano. O Plano aprovado assentava em 4 blocos principais, nomeadamente, assegurar a excelência no serviço, posicionamento gradualmente universal, posição cimeira e rentabilidade alinhada ao mercado;
• Em 2014, a prestigiada publicação “Global Banking and Finance Review” premiou o Moza como o Banco comercial a operar em Moçambique com o mais rápido crescimento no ano de 2014;
• No início de 2015, a prestigiada revista, Banker Africa, considerou o Moza como “O Banco mais inovador da África Austral”. O Banco assegurou a total cobertura nacional, efectivando a presença em todas as províncias de Moçambique com um total de 45 Agências Bancárias, uma rede de 83 ATM’s e 1.587 POS’s, com 56.692 cartões (débito e crédito) e um total de 74.567 Clientes. Em finais de 2015, fruto da conjuntura e de um desempenho econó-mico adverso, o Banco apresenta os primeiros sinais de menor estabilidade da sua performance económica e financeira;
• Em Setembro de 2016, em resultado da contínua degradação dos indicadores económicos, financeiros e da situação prudencial do Banco, o Banco de Moçam-bique procedeu à intervenção no Moza Banco, com o objectivo de proteger os interesses dos depositantes e stakeholders, tendo designado um Conselho de Administração Provisório que empreendeu acções necessárias tendentes à recuperação da actividade e resgate da confiança do Banco no sector e mercado; • Em Junho de 2017, no âmbito do processo de recapitalização do Banco, a Kuhanha (Sociedade Gestora do Fundo de Pensões dos Trabalhadores do
Ban-co de Moçambique) passou a integrar a estrutura accionista do BanBan-co, tendo injectado o capital de MZN 8.170 Milhões. De referir que após o aumento do capital, o Moza Banco restabeleceu os níveis de rácios prudenciais, tendo o regulador no dia 28 de Julho de 2017 determinado o fim das providências extraordinárias de saneamento impostas ao Moza Banco.
• Em Dezembro de 2017, os Accionistas do Moza Banco realizaram mais uma operação de reforço do Capital Social no montante de MZN 3.542 Milhões, proporcionando assim uma maior resiliência e sustentabilidade ao modelo de negócio do Moza, em linha com o plasmado no Plano Estratégico 2017-2021; • Em Dezembro de 2018, a Arise B.V. passou a integrar a estrutura accionista do Moza, com uma participação de 29,80%. Ainda em Dezembro de 2018, o Moza Banco materializou o objectivo de aquisição de 100% das acções do Banco Terra, S.A. (BTM), perspectivando-se desta forma a fusão entre as 2 instituições; • Em Junho de 2019, é inaugurado por sua Excia o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, a nova SEDE do Moza Banco, representando um marco
inegável e decisivo para o reforço institucional do Banco;
• Em Junho de 2019, O Moza Banco foi reconhecido pela revista “The Banker”, propriedade do grupo Financial Times, com o prémio “Deal of the Year for Reestructuring in Africa”. Este prémio é o reconhecimento do sucesso da operação estruturada de aumento de capital que culminou com a entrada da ARISE, e a aquisição da totalidade das acções do Banco Terra, S.A. (BTM) pelo Moza Banco para posterior fusão;
• Em 23 de Agosto de 2019, após aprovação por parte das entidades Legais e Autoridade reguladora, foi concretizada a Fusão entre o Moza Banco e o Banco Terra, um passo importante na consolidação da instituição e do Sistema Financeiro moçambicano;
• Em Agosto de 2020, o Moza Banco foi eleito, pela prestigiada publicação African Banker Magazine, o “Melhor Banco” a nível da região Austral do continente africano. Pesou para esta distinção a extraordinária evolução dos indicadores da actividade comercial que o Banco tem vindo a registar, a expansão da rede de balcões, a qualidade de serviço prestado, consubstanciada pela disponibilização de produtos e serviços de valor acrescentado para os Clientes e o mercado alargado.
Marca Moza
A notoriedade da marca Moza Banco tem evoluído continuamente ao longo dos anos o que pressupõe que existe um elo com os nossos clientes e com o mercado, revelando reconhecimento e confiança.
Fruto dessa confiança, alicerçada por um serviço de qualidade superior, o Moza, foi em 2020 eleito o melhor Banco regional da África Austral num evento que premeia os melhores intervenientes do sector da Banca e Finanças no continente, em cada ano.
As distinções são promovidas pela African Banker Magazine com o alto patrocínio do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e visam fundamentalmente enaltecer as realizações de empresas e indivíduos que contribuem para a transformação e desenvolvimento do sector financeiro ao nível do continente africano. Ainda em 2020, contribuiu igualmente para a notoriedade da marca Moza, a exposição da mesma em vários autocarros de transporte público de passageiros em circulação pelas principais cidades e vilas do país com a marca Moza, no âmbito da parceria entre o Banco e o Fundo dos Transportes e Comunicações. Até Dezembro estavam em circulação cerca de 300 autocarros.
A expansão dos nossos serviços para mais pontos do País, através da implantação de novas agências em Distritos que até então não tinham cobertura ban-cária, contribuiu igualmente para fortalecimento da Marca Moza.
Facebook: 1o lugar na Banca
Outro feito digno realce é a excepcional performance do Moza nas redes sociais, no facebook em particular, onde a página oficial do Moza foi, no período de Agosto a Dezembro de 2020, líder do sector da Banca a nível de reacções (gostos, comentários e partilhas), num ranking que a compara com outras (6) pági-nas da concorrência, com presença expressiva pági-nas redes sociais.
4. Principais Eventos em 2020
4.1 Principais Eventos em 2020
As actividades desenvolvidas em 2020 e que de forma permanente ficarão marcadas na história do Banco, destacam-se as seguintes:
JANEIRO
Entrada em funcionamento das Agências Mapai e Chigubo
O Banco iniciou o ano de 2020 com a abertura ao público de duas novas Agências, nos Distritos de Mapai e Chigubo, ambas na província de Gaza.
A abertura destas agências enquadra-se na iniciativa presidencial “Um Distrito Um Banco”, que visa impulsionar a expansão da rede bancária no País, dotando to-dos os distritos com uma instituição financeira onde poderão realizar operações bancárias e encontrar as soluções financeiras adequadas às suas necessidades.
MARÇO
Estabelecimento de parceria comercial com o Grupo SEI
O Moza Banco rubricou, no mês de Março, um protocolo de cooperação institucional e comercial com o Grupo SEI - Sociedade de Ensino e Investigação. Com esta parceria, o Grupo SEI passa a beneficiar de condições especiais no acesso aos serviços e produtos que o Moza oferece ao mercado bancário nacional, desde a abertura de contas de todas as empresas que fazem parte do grupo, gestão do pagamento de salários dos quadros e fornecedores do ISCIM e do Grupo SEI, soluções de apoio a tesouraria, financiamentos, entre outros.
Abertura de mais duas Agências bancárias
Ao longo do mês de Março, entraram em funcionamento mais duas agências bancárias do Moza Banco, nas províncias de Tete e Manica, concretamente nos Distritos de Tsangano e Machaze, respectivamente, enquadradas na iniciativa presidencial “Um Distrito Um Banco”. Com estas novas agências, o Moza está em linha com o desenvolvimento local e sustentável das comunidades, promovendo a inclusão financeira e bancarização da economia através da expansão da sua actividade para os Distritos.
Recondução da Comissão Executiva por mais um mandato
O Conselho de Administração do Moza Banco, reuniu-se para nomear a Comissão Executiva do Banco tendo sido, uma vez mais, confiada a liderança do órgão a João Figueiredo. Os restantes membros que compõem o órgão são: Joana Matsombe, Manuel Duarte Emauz de Vasconcelos Guimarães, Sérgio Eduardo Ribeiro e Vítor Manuel Latas Brazão.
ABRIL
Entrada em funcionamento da Agência Ile
No dia 13 de Abril de 2020, a Agência do Moza Banco no distrito de Ile, por sinal a primeira agência bancária naquele distrito da Província de Zambézia, abriu as portas pela primeira vez ao público. Com a entrada em funcionamento desta Agência, igualmente enquadrada na iniciativa presidencial Um Distrito, Um Banco, o Moza reforçou o estatuto de Banco com a 3ª maior rede de balcões.
MAIO
Parceria com a Secretaria de Estado da Juventude e Emprego
O Moza Banco e a Secretaria do Estado da Juventude e Emprego juntaram-se para assegurar a inserção dos recém-formados na vida activa, através da dis-ponibilização de estágios pré-profissionais nas unidades produtivas do Moza Banco aos melhores jovens formados pelos institutos e centros de formação profissional. Para o efeito, as duas instituições rubricaram, no mês de Maio, um memorando de entendimento.
AGOSTO
Distinguidos como “O Melhor Banco regional da África Austral”
O Moza Banco foi eleito, pela prestigiada publicação African Banker Magazine, o “Melhor Banco” a nível da região Austral do continente africano. Pesou para esta distinção a extraordinária evolução dos indicadores da actividade comercial que o Banco tem vindo a registar, a expansão da rede de balcões, a qualidade de serviço prestado, consubstanciada pela disponibilização de produtos e serviços de valor acrescentado para os Clientes e o mercado alargado.
Inauguração de duas Agências na província da Zambézia
No âmbito da iniciativa presidencial Um Distrito, Um Banco, o Moza Banco inaugurou duas agências bancárias nos Distritos de Derre e Ile, na província da Zam-bézia. A inauguração destes balcões contou com a honrosa presença do patrono da iniciativa, S. Excia Filipe Nyusi, Presidente da República.
OUTUBRO
Celebração do mês da Poupança
No âmbito do dia Mundial da Poupança, que se assinala a 31 de Outubro, o Moza, enquanto Banco comprometido com a promoção da educação financeira, e apesar do cenário adverso que se vive actualmente causado pela pandemia da Covid-19, juntou-se ao movimento de celebração da data, liderado pelo Banco de Moçambique, desenvolvendo e associando-se a várias iniciativas com o objectivo principal de consciencializar as pessoas acerca da necessidade de poupar e adoptar hábitos sustentáveis.
NOVEMBRO
Abertura de duas novas Agências na Província de Niassa
As populações dos Distritos de Chimbunila e Majune passaram, desde Novembro de 2020, a contar com serviços financeiros do Moza Banco, em virtude da entrada em funcionamento das Agências Moza naqueles Distritos.
Embora o Moza Banco já estivesse presente na província do Niassa, estas duas agências bancárias são as primeiras nos respectivos distritos. As infra-estrutu-ras, erguidas de raíz, irão beneficiar a cerca de 100 mil habitantes, sendo 70 mil de Chimbunila e cerca de 30 mil do distrito de Majune.
Reforço da cooperação institucional com o FNDS ao abrigo do Projecto SUSTENTA
O Moza Banco e o Fundo Nacional do Desenvolvimento Sustentável (FNDS), instituição subordinada ao Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER), assinaram um Protocolo com vista a enquadrar a procura conjunta de soluções de financiamento que venham a beneficiar o sector primário da eco-nomia de uma forma consistente e verdadeiramente viável.
Nestes termos, as duas Instituições chegaram a um acordo para, ao abrigo do Projecto SUSTENTA, disponibilizarem um fundo que contempla uma Linha de Crédito destinada a apoiar o sector do Agro-Negócio, estando ainda acoplada de uma componente de subvenção não reembolsável e que se traduz numa comparticipação em fundos de apoio ao reforço dos capitais próprios daquelas unidades empresariais.
Participação na 1a Conferência Internacional de Investidores na província de Zambézia
Entre os dias 26 e 27 de Novembro, a cidade de Mocuba acolheu a primeira Conferencia Internacional de Investimentos da Província da Zambézia. O evento contou com o apoio do Banco, no âmbito do seu inabalável compromisso na promoção do desenvolvimento integrado e sustentável do País, através da dina-mização dos negócios e parcerias estratégicas. O mesmo consistiu numa montra para expor as potencialidades da província, e fomentar parceiras estratégicas e de negócio entre os participantes.
DEZEMBRO
Evento de apresentação do livro de MIA COUTO
No âmbito da parceria entre o Moza e a Fundação Fernando Leite Couto, iniciada em 2019, e que visa contribuir para o fomento da criação literária, através do apoio à edição de livros e outras actividades culturais de impacto social, teve lugar no dia 07 de Dezembro, no Edifício sede, a cerimónia de apresentação oficial do mais recente livro do consagrado escritor moçambicano Mia Couto, intitulado “O Mapeador de Ausências”, cuja edição contou com o patrocínio do Moza Banco.
5. Estrutura Accionista e Órgãos Sociais
5.1 Estrutura Accionista
Estrutura accionista
Durante o ano de 2020, não se registaram quaisquer alterações na estrutura accionis-ta do Moza Banco, no que concerne à sua composição e participação dos accionistas na sociedade, conforme ilustra a tabela abaixo:
Accionistas Número de Acções Valor Nominal(Em Meticais) Percentagem do Capital
Kuhanha, S.A 468,482 2,342,410,000 59.403%
Arise B.V. 235,000 1,175,000,000 29.798%
Moçambique Capitais, S.A 43,435 217,175,000 5.508%
NB ÁFRICA, SGPS, S.A 41,732 208,660,000 5.292%
António Matos 1 5,000 0.000%
Comité de Gestão de Activos e Passivos (ALCO “Assets and Liabilities Committee”)
Órgão de consulta da Comissão Executiva para a execução da política financeira definida para o Banco, sobre a forma de gestão integrada de activos e passi-vos, garantindo a implementação de acções no âmbito de normas e procedimentos visando a gestão efectiva dos riscos de mercado (cambial, taxa de juro, repricing) e de liquidez. Desempenha um papel activo na elaboração de propostas de política de preços, baseada na atempada avaliação dos desenvolvimen-tos em matéria macroeconómica interna e externa.
Comité de Risco
Órgão com funções consultivas responsável por assessorar o Conselho de Administração na gestão eficaz dos riscos, conforme as melhores práticas de organização neste domínio e as exigências do Aviso n.ª 4/GBM/2013 - Directrizes de Gestão de Risco, propondo políticas, metodologias e procedimentos de avaliação, gestão e controlo de todos os tipos de risco a que o Banco se encontra exposto.
Comité de Risco Operacional
Órgão com funções consultivas, delegado da Comissão Executiva, responsável pelo processo de gestão do risco operacional (interligando ao risco de com-pliance, reputacional e de tecnologias de informação) nas várias fontes apontadas pelo Aviso 04/GBM/2013 Directrizes de Gestão de Risco.
Comité Comercial e Negócios
Órgão responsável pelo acompanhamento da actividade dos diferentes segmentos (Retalho, Private, Corporate e Institucionais), coordenação das iniciativas correntes e pelo acompanhamento de projectos em cada segmento.
Comité de Projectos e Desenvolvimentos Informáticos
Órgão de carácter consultivo, com principal função de apreciação e debate dos assuntos relacionados com a gestão dos desenvolvimentos da componente in-formática do Banco, fazendo o alinhamento da capacidade do IT com os pedidos de negócio, permitindo maior controlo sobre os desenvolvimentos em curso. Tem como objectivo garantir que sejam atendidas as prioridades estratégicas do Banco em matéria de IT, fornecer ponto de situação e controlo das iniciativas em curso na DSTI, garantir o alinhamento entre iniciativas e visibilidade sobre o portfólio e ultrapassar barreiras na lógica da gestão corrente de IT (priorização).
Conselho de Crédito
Órgão responsável por decidir as principais operações de crédito em que o Banco intervém, de acordo com as políticas de risco e de crédito definidas interna-mente pelo Banco.
Comité de Auditoria
Órgão subordinado ao Conselho de Administração que tem por missão prestar serviços independentes e de avaliação objectiva, os quais se destinam a acres-centar valor e a melhorar as suas operações, assegurando e melhorando assim a eficácia e a adequação dos processos de gestão de risco, de controlo interno e de governação. Assiste o Banco na prossecução da sua estratégia e dos seus objectivos, através de uma abordagem sistemática e disciplinada de avaliação da sua actividade.
6. Visão, Missão e Estratégia
Visão e Missão
A Visão do Moza Banco é de ser o Banco de referência em Moçambique na prestação de serviços financeiros de qualidade aos segmentos Retalho, Private, Cor-porate e Institucional de acordo com os critérios de eficácia, eficiência e rentabilidade estabelecidos pelos seus accionistas e implementados pela sua gestão. A sua Missão consiste em providenciar produtos e serviços financeiros de alta qualidade e com elevados padrões de eficiência aos seus Clientes, alinhando as estratégias com vista a acrescentar valor para os mesmos, oferecendo produtos e serviços que vão ao encontro das suas necessidades.
Os valores do Banco estão assentes no Saber, Rigor, Transparência, Orientação para o Cliente, Integridade, Ética, Inovação e Vanguarda.
Estratégia
Em 2020, no âmbito de reestruturação do capital social os accionistas aprovaram um novo Plano Estratégico para o período compreendido entre 2019 e 2023. O referido plano, compreende três fases, nomeadamente:
• Primeira fase do ciclo, designada fase de Integração (2019), onde foi dada ênfase à integração do ex-BTM no Moza Banco, alavancando os activos de ambas as instituições, em particular o capital humano, promovendo a capacitação interna e orientação por objectivos, por forma a contribuir para o in-cremento da produtividade e internalização dos sistemas e processos, em detrimento de Outsourcing, reduzindo assim a dependência por fornecedores. Ainda neste contexto, está prevista a implantação de um conjunto de iniciativas com intuito de tornar o Banco mais eficiente, através da optimização de processos.
• Segunda fase de ciclo, designada fase do break-even (2020 a 2021), na qual o foco tem sido a continuidade ao desenvolvimento comercial, capitalizan-do a rede de balcões e o capital humano interno, fornecencapitalizan-do produtos e serviços de valor acrescentacapitalizan-do para o Cliente, ao mesmo tempo que o banco dá continuidade à optimização da estrutura operacional, dos processos e sistemas.
• Terceira fase do ciclo, designada fase de rentabilidade (2022 a 2023), nesta fase deverão ser atendidos os aspectos potenciadores do rigor, responsa-bilidade e cultura centrada no capital humano, para que se consolidem os níveis de produtividade obtidos, excelência operacional e inovação, contri-buindo para a consolidação da satisfação do cliente.
Ainda neste contexto, a estratégia de negócio do Moza assenta nos seguintes segmentos:
1. Banca de Retalho: o Moza pretende assegurar a diferenciação no mercado pela qualidade do serviço prestado e pela oferta de produtos e serviços inovadores no segmento de particulares, por um lado e por outro, pretende fidelizar as PMEs e promover uma forte captação de recursos.
2. Institucionais: o Moza pretende incrementar o portfólio de clientes do sector do Estado através da oferta de produtos/serviços à administração local e fundos sectoriais.
3. Corporate: neste segmento, o Banco pretende dinamizar uma oferta integrada de produtos e serviços multicanal de forma a fomentar uma relação de parceria e proximidade.
4. Banca de Investimento: o Moza impulsionará serviços de assessoria financeira para a estruturação de financiamentos adaptados às necessidades dos grandes projectos.
5. Recuperação: o Moza irá gerir a sua Carteira de Crédito vencido de forma integrada, proactiva e célere, diminuindo os custos com as imparidades e possibilitando a libertação de capital.
No que concerne ao nível de execução do Plano para a primeira fase do ciclo “Integração”, em linhas gerais, e não obstante a manutenção de uma conjuntura económica adversa, podemos afirmar que o Banco alcançou os objectivos. Estamos no decurso da segunda fase do Plano estratégico, caracterizada pelo Break-even (2020 à 2021). Realçar que já no primeiro ano deste ciclo, o banco regista um resultado positivo, ainda que esteja inserido num contexto muito adverso, devido à Pandemia da Covid-19, evidencia-se claramente o cumprimento do plano estipulado pelos Accionistas.
7. Resposta do Banco aos Impactos Negativos da Covid-19
Covid-19
Com o surgimento dos primeiros casos da Covid-19 em Moçambique e posterior decretação do estado de emergência em Março de 2020, o Moza Banco, em linha com os seus pares, através da Associação Moçambicana de Bancos, estabeleceu imediatamente um plano de emergência, tendo criado dois grupos de trabalho para responder aos desafios operacionais e financeiros.
O Grupo I - responsável por questões operacionais tem como missão, através da adopção de medidas apropriadas, garantindo a continuidade das ope-rações do Banco.
Grupo II – responsável por mitigar potenciais riscos de incapacidade dos clientes cumprirem com o serviço da dívida, através de um acompanhamento permanente dos clientes, o que permite ao Banco oferecer soluções atempadas e ajustadas às necessidades dos clientes.
Ao nível dos nossos clientes, o Banco acelerou o programa de moratórias de crédito tendo por objectivo dotar os clientes de um maior nível de liquidez, as-segurando deste modo a manutenção das actividades das empresas e da protecção dos empregos.
Medidas adoptadas pelo Banco para prevenção e mitigação
Enquanto Banco socialmente responsável, que valoriza, acima de tudo, a segurança e bem-estar de todos os seus stakeholders, incluíndo Colaboradores, Clientes, parceiros e Comunidade em geral, desenvolvemos proactivamente um conjunto de medidas visando minimizar o impacto da pandemia da Covid-19, com destaque para as seguintes acções:
• Divulgação de informação e medidas preventivas sobre a Covid-19 aos Colaboradores, Clientes, e Público em geral através dos vários canais de que o Banco dispõe;
• Reforço dos procedimentos de limpeza e desinfecção das nossas instalações, Agências, ATM´s e Quiosques; • Disponibilização de material de desinfecção e higienização em todas nossas Agências;
• Determinação de obrigatoriedade de uso de máscaras de protecção por todos os Colaboradores no atendimento aos Clientes, e luvas para manusea-mento de dinheiro;
• Doação de diverso material de higienização e de protecção ao coronavírus;
• Prorrogação do prazo de validade dos cartões bancários que expiravam durante o período em que vigorou o Estado de Emergência, permitindo que os A distribuição geográfica de acções manteve-se igualmente inalterada em 2020, sendo que o destaque continua a ser o peso dos Accionistas moçambicanos,
que representam 64,91% do número total de acções, demonstrando que o Moza continua a ser a única instituição financeira moçambicana cujo capital social é detido na sua maioria por entidades nacionais.
Origem Percentagem do
Capital 5.2 Órgãos Sociais e Modelo de Governação
São Órgãos Sociais do Moza Banco a Assembleia Geral, o Conselho Fiscal e o Conselho de Administra-ção. Os Órgãos Sociais do Moza são eleitos em Assembleia Geral de Accionistas.
Em Assembleia Geral de Accionistas do dia 30 de Março de 2020, foi eleito o novo Conselho de Admi-nistração para o quadriénio 2020-2023 e em Assembleia Geral de Accionistas do dia 15 de Setembro de 2020, foi nomeado o novo Conselho Fiscal.
A 31 de Dezembro de 2020, a composição dos Órgãos Sociais do Moza Banco era a seguinte:
Moçambique 64.911%
Holanda 29.798%
Portugal 5.292%
Total 100.000%
ASSEMBLEIA GERAL Modelo de Governação
A Assembleia Geral é o órgão máximo da sociedade que represen-ta a universalidade dos Accionisrepresen-tas, sendo que as suas delibera-ções são vinculativas para todos, Accionistas e a Sociedade em geral, quando tomadas nos termos da lei e dos estatutos. O Moza Banco adopta um modelo de governação em que a res-ponsabilidade pela condução da sociedade está atribuída ao Con-selho de Administração, o qual delega a gestão corrente da acti-vidade na Comissão Executiva, cabendo a função de fiscalização ao Conselho Fiscal. Actualmente, o Presidente do Conselho de Administração (Chairman) mantém as funções de um Executivo, presidindo igualmente à Comissão Executiva.
Em Conselho de Administração do dia 30 de Março de 2020, foi nomeada a Comissão Executiva, cuja duração do mandato coin-cide com a do Conselho de Administração que a nomeou. Assim, a 31 de Dezembro, a Comissão Executiva do Moza Banco era a seguinte:
Presidente Lourenço Joaquim da Costa Rosário
Vice-Presidente Maria Violante Jeremias Manuel
Secretária da Mesa Sara Mondego Marques
CONSELHO FISCAL
Presidente Irene Luzidia Maurícia
Vogal Anastácia Sebastião Chamusse Cuna
Vogal Bento Gonçalves João
Suplente Isaltina José Franco Mahumane Nhabinde
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Presidente João Filipe de Figuereido Júnior
Administrador não executivo Manuel Jorge Aranda da Silva Administrador não executivo Wilfred Jeroen Scheelbeek
COMISSÃO EXECUTIVA
Presidente João Filipe de Figuereido Júnior
Membro Joana David Matsombe
Membro Manuel Duarte Emauz de Vasconcelos Guimaraes
Membro Vitor Manuel Latas Brazão
Membro Sérgio Eduardo Ribeiro
Adicionalmente, compete ao Conselho de Administração designar o Secretário da Sociedade e a duração das suas funções coincide com o mandato do Conse-lho de Administração que o designar, e incumbe, entre outras actividades que lhe são atribuídas, orientar e apoiar os Órgãos Sociais do Banco em matérias de governação corporativa, legalidade e administrativa, para além do apoio às reuniões do Conselho de Administração e restantes Órgãos Sociais.
A Comissão de Vencimentos tem funções consultivas em matéria de política de remuneração a aplicar aos Órgãos Sociais do Moza. De salientar que a política remuneratória dos membros dos Órgãos da sociedade é anualmente revista.
A estrutura organizativa do Moza Banco, no final do exercício de 2020, apresentava a seguinte composição :
Assembleia Geral Conselho de Administração Comissão Executiva Comissão de Vencimentos Membros da Comissão Executiva Conselho Fiscal Comité de Auditoria Comité de Risco PCE
Dr. João Figueiredo Joana Matsombe
Sérgio Ribeiro Manuel Vasconcelos Guimarães Vítor Brazão
No que tange à repartição de competências e responsabilidades entre os membros da Comissão Executiva pelas diversas Direcções do Banco, a 31 de Dezem-bro, as mesmas estavam segregadas da seguinte forma:
Direcções Gabinetes e Departamentos Direcções de Coordenação Membro da Comissão Executiva Coordenação Financeira e Corporativa Coordenação Comercial Coordenação Suporte Direcção Auditoria Interna Direcção de Crédito Direcção Compliance Direcção Financeira Direcção Informação Gestão Gabinete Estudos Económicos Direcção Operações Organização e Métodos Equipa de Projectos Direcção Segurança e Continuidade de Negócio Direcção Sistemas Tecnologias e Informação Secretariado Geral da Sociedade Gestão Portfólio de Projectos Direcção Jurídica Gabinete Inovação e Transformação Direcção Marketing, Canais e Comunicação Protocolos e Gestão de Cross Selling Direcção Retalho Direcção Corporate e Institucionais Direcção Private Apoio à Rede Direcção Recursos Humanos Direcção Banca de Investimentos e Internacional Direcção de Gestão de Risco Direcção Administrativa e Património Direcção Recuperação de Crédito e Gestão de Activos Direcção de Qualidade Comissão Executiva PCE
Dr. João Figueiredo Joana Matsombe
Sérgio Ribeiro Manuel Guimarães Vítor Brazão
Direcções e Gabinetes Departamentos
Para apoiar na gestão corrente do Banco, no final de 2020, a instituição apresentava os seguintes Comités funcionais:
Conselho de Direcção
Órgão de carácter consultivo que tem como principal função apoiar a Comissão Executiva na avaliação do desempenho das actividades do Banco, procurando garantir o nível de cumprimento dos objectivos definidos e propor as devidas medidas estratégicas para o seu alcance. Este fórum congrega a totalidade da estrutura Directiva do Banco, promovendo uma gestão participativa e alargada.
8. Responsabilidade Social
8.1 Responsabilidade Social
A Responsabilidade Social tem, desde sempre, constituído uma prioridade no Moza Banco, enquanto instituição de raiz moçambicana, altamente comprome-tida com o desenvolvimento social e económico sustentável de Moçambique.
Não obstante o contexto adverso que marcou grande parte do ano de 2020, o Banco manteve a sua inabalável determinação de continuar a desenvolver e apoiar vários projectos sociais, alinhados com a Politica de Responsabilidade social vigente no Banco, e demais políticas sectoriais, procurando agregar valor às Comunidades e ao País no geral.
Dentre as acções desenvolvidas ao longo de 2020 destacam-se as que se seguem:
Programa de aceleração de Negócios para Mulheres Empreendedoras
O Moza Banco associou-se à MUVA com vista a promover o empoderamento económico da mulher. MUVA é uma incubadora social que se tem destacado no desenho e implementação de projectos inovadores que ajudam as raparigas a prepararem-se para o mundo do trabalho, criando a confiança e visão de que necessitam para procurarem emprego e ou encontrarem soluções alternativas de trabalho ligadas às suas habilidades e aspirações.
No âmbito desta parceria, o Banco apoiou aquela entidade na realização do “Café Empreendedor”, uma plataforma que junta mulheres empreendedoras de diversos ramos de actividade, para partilha de experiências, networking e divulgação de oportunidades de negócio. A 1a edição do “Café empreendedor” 2020
juntou cerca de 100 Mulheres, entre os dias 20 e 21 de Fevereiro e teve como palco o Auditório Marrabenta, na Sede do Moza.
Movimento “Identidade para Todos”
O movimento “Identidade para Todos” é um projecto concebido e que está a ser implementado pelo Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religio-sos e parceiros, cujo objectivo é consciencializar a sociedade para a importância da identificação no processo do desenvolvimento económico e social equili-brado do país. A cerimónia central de lançamento da iniciativa teve lugar no dia 06 de Março, no Distrito de Tsangano, Província de Tete.
Sendo o Moza a única Instituição Banco com Agência Bancária naquele Distrito, associou-se ao projecto e concedeu apoio para a cerimónia de lançamento, tendo na ocasião reiterado o compromisso de redobrar esforços para a dinamização de emissão e atribuição de documentos de identificação, o que por seu turno, vai contribuir sobremaneira para a aceleração da tão desejada inclusão financeira.
Campanha de Emissão de BI´s para Clientes MOZA
Com vista a facilitar os seus Clientes, no processo de emissão ou renovação de Bilhete de Identidade, o Moza Banco em parceria com a Direcção Nacional de Identificação Civil lançou no mês de Março a Campanha de emissão de Bilhetes de Identidade, destinada a Clientes e seus familiares. Com esta operação con-seguimos com sucesso fortalecer o vínculo com os nossos clientes, possibilitando-lhes com maior conforto e flexibilidade, a obtenção de um documento tão essencial no exercício de cidadania. A Campanha teve, entretanto, de ser suspensa por conta das medidas preventivas a Covid-19.
Projecto “Recomeçar a vida criando auto-emprego para as famílias refugiadas em Cabo Delgado”
O Moza Banco juntou-se à iniciativa de apoio das pessoas afectadas pelos conflitos que têm lugar em Cabo Delgado desde o ano de 2017. A acção consistiu na oferta de kits de auto-emprego, em que o Moza Banco participou através da aquisição, para efeitos de doação, de máquinas de costura e respectivos kits para início da actividade dos beneficiários.
Trata-se de uma iniciativa da Câmara de Comércio Moçambique-Portugal, que visa apoiar o maior número possível das várias famílias deslocadas das suas zonas de origem devido aos ataques terroristas que assolar a província de Cabo Delgado.
O objectivo é ajudar as famílias a recomeçarem a vida de uma forma sustentável, daí denominar-se “Recomeçar a vida criando auto-emprego para as famílias refugiadas em Cabo Delgado”.
Educação Financeira
No âmbito o dia Mundial da Poupança, que se assinala a 31 de Outubro, o Moza, enquanto Banco comprometido com a promoção da educação e/ou literacia financeira, juntou-se a este movimento de celebração da data, liderado pelo Banco de Moçambique, desenvolvendo e associando-se a várias iniciativas com o objectivo principal de consciencializar as pessoas acerca da necessidade de poupar e adoptar hábitos financeiros sustentáveis.
Dentre as iniciativas destacam-se:
• Promoção de um concurso nas redes sociais sobre poupança, com premiação aos vencedores; • Participação em programas de Rádio e Televisão, abordando a temática de Poupança; Público Externo:
Clientes nesta situação pudessem continuar a transaccionar com os seus cartões para além da data de validade, sem a necessidade de se dirigirem às Agências para obter um novo cartão;
• Isenção de comissionamento em transacções efectuadas nos canais Digitais até ao montante de 5.000.00 Meticais Ainda no contexto das medidas contra a Covid-19, destacamos as seguintes acções e iniciativas:
Apoio ao ICOR no âmbito da prevenção e combate a Covid-19
O Apoio concedido ao Instituto do Coração (ICOR) visa reforçar a capacidade daquele Instituto de referência no País na área da saúde, no atendimento aos pa-cientes ligados à pandemia da Covid-19. No contexto do apoio, o Moza Banco doou cerca de 50 mil dólares, equivalentes a 3.340.000,00 meticais (ao câmbio na altura), valor que se destinava especificamente à compra de medicamentos e equipamentos de protecção dos técnicos de saúde, devendo também ajudar nas obras de requalificação da estrutura física para adaptar ao isolamento rigoroso dos doentes.
O Moza Banco no âmbito da sua Politica de Responsabilidade Social, que tem a área da Saúde como um dos seus principais focos, e ciente dos desafios que a situação originada pela Covid-19 impõe a todos nós, e particularmente às Unidades sanitárias, decidiu prontamente apoiar o ICOR nesta nobre causa.
Investimento na Saúde e desenvolvimento das Comunidades
No âmbito da inauguração da Agência Derre, na província da Zambézia, evento que contou com a honrosa presença de S. Excia Filipe Nyusi, Presidente da Repú-blica, o Banco procedeu à distribuição de material de higiene e protecção a Escola Secundária de Derre, empreendimento inaugurado também na mesma ocasião. O material era composto por máscaras de protecção facial, baldes de água e barras de sabão e visava apoiar os esforços empreendidos pelo sector da educa-ção com vista a assegurar a retoma segura às aulas presenciais.
A iniciativa visava igualmente contribuir para preservar a saúde e segurança da comunidade estudantil daquele estabelecimento de ensino bem como dos seus familiares e outras pessoas com quem interajam directamente, minimizando o risco de contágio pela Covid-19 e outras doenças infecto-contagiosas. Iniciativa similar teve lugar nos Distritos de Chimbunila e Majune, ambos na Província de Niassa, onde o Banco procedeu à oferta de kits de higiene e protecção, bem como insumos agrícolas às Comunidades daqueles Distritos.
Os kits eram compostos por dois tanques de água de 5 mil litros cada, máscaras de tecido, Caixas de sabão, baldes de 20 litros com torneiras, isto para o dis-trito de Chimbunila. Para Majune, o Moza Banco fez uma oferta de 300 quilos de sementes de milho, 200 quilos de sementes de gergelim e 200 enxadas com o objectivo de fomentar a produção e comercialização agrícola.
Campanha contra violência baseada no género
Foi a pensar no bem-estar dos moçambicanos e na melhoria das suas condições de vida que o Moza juntou-se à plataforma MUVA, programa financiado pela UKAID, para implementar uma campanha contra a violência baseada no género em tempos de confinamento em consequência do novo Coronavírus. Denominada “Género em Tempos da Covid-19” a campanha teve por objectivo transmitir às famílias que, ficar em casa, deve-se traduzir em mais união familiar e não à violência doméstica, seja ela verbal ou física.
Além do Moza Banco, o projecto contou com o apoio de parceiros, nomeadamente o MEPT, ALIADAS e MISAU, e visava sensibilizar as pessoas para a necessidade de união, prevenção e diálogo, como forma de prevenir o aumento de casos de violência doméstica, que aumentam em períodos de crises, como a que vivemos.
Investimento na Sustentabilidade do sector das Artes e Cultura
O sector das artes e cultura é um dos principais afectados pela pandemia da Covid-19, devido à interdição de realização de eventos presenciais, encerramento de locais culturais e de entretenimento, combinado com a redução de mobilidade de pessoas dentro e fora do país.
Neste sentido, o Moza Banco, dentre outros projectos que tem apoiado no âmbito da redução do impacto do coronavírus na vida da população moçambicana, desenvolveu uma iniciativa nas redes sociais, com vista a apoiar os artistas que perante a situação actual, encontram-se bastante limitados para expôr as suas peças e posteriormente vendê-las.
O projecto, implementado em parceria com o a Associação Núcleo de Arte, consistiu em promover nas redes sociais, com destaque para as páginas de face-book e instagram das duas instituições, obras dos artistas criando visibilidade para as suas obras e para os seus autores, de forma protegida e segura: através de plataforma digital.
Esta parceria serviu essencialmente para divulgar a arte e cultura nacionais e permitir que os artistas tenham algum retorno pela sua criatividade apesar da adversidade do actual contexto.
Promoção de Live Shows nas redes sociais
Em parceria com o Instituto Camões, o Moza Banco promoveu nos meses de Abril e Maio, uma série de live shows conduzidos pelo músico e embaixador cultural do Moza Banco, Stewart Sukuma. Os mesmos faziam parte do projecto “Estamos Juntos em Casa”, cujo propósito era incentivar as pessoas a ficarem em suas casas, cumprindo com o distanciamento social recomendado, enquanto disfrutam de bons momentos de entretenimento, para além de contribuir no combate à Covid-19, promovendo e apoiando medidas preventivas ao vírus. A iniciativa visava igualmente apoiar e promover a cultura e os artistas, que se encontram num sector severamente afectado por esta crise.
• Publicação, nas redes sociais, de dicas sobre como poupar.
• Oferta de mealheiros para fomentar, nas crianças, o hábito de poupar.
Clube Moza
Com o objectivo de dinamizar um conjunto de actividades nas frentes culturais, desportivas e sociais beneficiando todos os colaboradores, cônjuges e filhos (sempre que aplicável), o Banco instituiu o Clube Moza em 2016 tendo desde a sua criação, se destacado na implantação de diversos projectos.
Principais projectos desenvolvidos em 2020:
Apoio solidário à Beira (IDAI)
Apoio voluntário com participação de todos colaboradores do Moza em acção de solidariedade à Beira. Esta operação teve como objectivo, não só a solidarie-dade, como também fazer acreditar aos colaboradores o espírito de ajuda e compaixão pelo próximo.
Operação B.I. Novo
Esta acção tem como objectivo facilitar os colaboradores, seus cônjuges e filhos na renovação, troca e aquisição do Bilhete de Identidade. Com apoio da Di-recção Nacional de Identificação Civil, foi possível concretizar a emissão de 214 Bilhetes de Identidade, de entre colaboradores, cônjuges e seus dependentes. Com esta acção, conseguimos fortalecer a capacidade de exercício de cidadania dos nossos colaboradores.
8.2. Patrocínios
A política de Responsabilidade Social do Moza tem como uma das directrizes, promover o envolvimento com o público externo através de patrocínios e inves-timentos sociais, a serem realizados prioritariamente em regiões onde haja presença comercial do Moza Banco.
Neste contexto, é de realçar os seguintes patrocínios concedidos ao longo de 2020:
Homenagem ao músico moçambicano Moisés Mandlate
O Moza Banco prestou tributo a vida e obra do músico moçambicano Moisés Mandlate, que completou 100 anos de idade, no dia 4 de Fevereiro de 2020. A cerimónia de homenagem ao autor da música Elisa We Gomara Saia foi organizada pela Universidade Pedagógica de Maputo, e decorreu na Biblioteca daquela instituição.
A associação do Moza a esta iniciativa enquadra-se no apoio que o Banco concede à cultura moçambicana. Mais do que homenagear Moisés Mandlate por completar 100 anos de vida, pretendia-se enaltecer o seu assinalável contributo para a popularização da Marrabenta, o principal ritmo musical em Moçambique e que representa a nossa identidade.
Edição do livro “Os sobreviventes da noite”
O apoio à cultura é um dos pilares de actuação do Moza, enquanto Banco verdadeiramente moçambicano, comprometido em preservar e promover os valores da moçambicanidade.
Neste contexto, o Banco apoiou em 2020, a edição da obra “Os Sobreviventes da Noite” do conceituado escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa. O objectivo é podermos incentivar a criação artística pelos escritores nacionais, bem como promover o gosto pela leitura nas camadas mais jovens.
Fundação Fernando Leite Couto
No âmbito da parceria entre o Moza e a Fundação Fernando Leite Couto, iniciada em 2019, e que visa contribuir para o fomento da criação literária, através do apoio à edição de livros, o Moza Banco patrocinou a edição de duas obras literárias, sendo uma do renomado escritor Mia Couto, intitulada “O Mapeador de Ausências”, e a segunda de uma jovem escritora nacional, a ser lançado ao longo do ano 2021.
1a Conferência Internacional de Investidores na província de Zambézia
Entre os dias 26 e 27 de Novembro corrente a cidade de Mocuba, acolheu a primeira Conferência Internacional de Investimentos da Província da Zambézia. O evento contou com o apoio do Moza, no âmbito do seu inabalável compromisso na promoção do desenvolvimento integrado e sustentável do País, através da dinamização dos negócios e parcerias estratégicas.
O Moza Banco foi a única instituição bancária presente, tendo concedido apoio com diversos materiais de comunicação a pedido do Governo da Zambézia, entidade organizadora.
9. Enquadramento Macroeconómico
9.1 Economia Mundial
Evolução do PIB (Produto Interno Bruto)
Em 2020, a Covid-19, doença causada pelo vírus SARS-CoV-2, ou simplesmente novo coronavírus, provocou uma crise sanitária severa com proporções ad-versas no desempenho da economia mundial.
Desde a sua eclosão, na cidade de Wuhan, na China, em Dezembro de 2019, o novo coronavírus já é responsável por mais de 104 milhões de infectados e 2.2 milhões de óbitos. No dia 11 de Março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a Covid-19 uma pandemia, assinalando a primeira vez que uma pandemia é causada por um coronavírus.
A pandemia da Covid-19 provocou uma recessão global em 2020, afectando virtualmente todos os sectores de actividade económica e cuja severidade foi apenas superada pelas crises observadas nas duas guerras mundiais e na Grande Depressão, eventos ocorridos no século passado.
A eclosão da pandemia suscitou a introdução de medidas restritivas na movimentação de pessoas e bens, provocando a depressão transversal da procura e oferta mundial. Consequentemente, antecipa-se um crescimen-to negativo do producrescimen-to interno brucrescimen-to (PIB) mundial em 2020. De acordo com o Fundo Monetário Internacional, a economia global deverá registar um crescimento real negativo de -4,3%, reflectindo uma recessão transversal observada nas economias avançadas, emergentes (com excepção da China) e em vias de desenvolvimento.
Evolução da Inflação
A recessão da economia mundial suscitou a depressão transversal do nível geral de preços, com excepção da região da África Subsaariana. A inflação anual nos países desenvolvidos reduziu de 1,4% em 2019 para 0,8% em 2020. Nos mercados emergentes da Ásia, a inflação anual reduziu de 3,3% para 3,2% no mesmo período. Nos mercados emergentes da Europa, a inflação anual variou de 6.6% para 5,2% entre 2019 a 2020, respectivamente. Por outro lado, na África Subsaariana, a inflação observou uma tendência mista, contudo, passando de 8,5% em 2019 para 10,6% em 2020. A aceleração do nível geral de preços em África deve-se essencialmente a depreciação substancial das moedas africanas durante a pandemia, situação provocada pela queda das exportações num contexto de fraca procura internacional e queda das cotações das commodities (ex: Angola, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial, Sudão do Sul, Nigéria, Gana, Senegal) como também pela redução do turismo (ex: Cabo Verde, Etiópia, Maurícias, Seychelles). Por outro lado, houve registo de economias africanas que manifestaram níveis baixos de inflação devido a depressão substancial da procura interna (ex: Moçambique, África do Sul, Quénia).
Todavia, independentemente do grau de pressão inflacionista verificada nas diversas economias, houve uma tendência mundial de adopção de políticas mo-netárias acomodativas para estimular as economias.
As políticas monetárias recorridas pelos bancos centrais foram multidimensionais, desde a redução das taxas de politica monetária, injecção de liquidez nos bancos comerciais, redução dos coeficientes de reservas obrigatórias à intervenções nos mercados cambiais (mercados emergentes).
2,4 1,8 1,5 EUA 1,8 1,2 0,4 EURO 2,5 1,8 0,8 UK 3,7 3,7 2,7 Brasil 2,1 2,9 2,9 China 8,4 8,5 10,6 África Sub-Sahariana 3,9 2,8 3,5 Moçambique 2,9 4,5 3,2 Rússia 1,0 0.5 -0,1 Japão 2018 2019 2020 E Inflação (%) Nota: E-Estimativa
Fonte: FMI - World Economic Outlook, January 2021 3.0 3.0 2.0 1.0 -5.0 4.0 -3.0 -4.0 -5.0 -6.0 -1.0 -2.0 Mundial (Global)
Economia s Desenvolvidas (ED)
Economia s Emergentes e em Desenvolvimento (EMED)
2018 2019 2020 E
2.3
-3.5 Crescimento Económico Global (%)
Nota: E-Estimativa
Fonte: FMI - World Economic Outlook, January 2021 Público Interno: