II INSTRUÇÕES ADMINISTRATIVAS

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Texto

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I – LEGISLAÇÃO NACIONAL LEI N.º 3-B/2010, DE 28 DE ABRIL

No passado dia 28 de Abril de 2010, foi publicada no Diário da República a Lei n.º 3-B/2010, de 28 de Abril, que aprovou o Orçamento de Estado para 2010, tendo entrado em vigor no dia 29 de Abril.

Para uma descrição detalhada das principais alterações em matéria fiscal introduzidas pelo Orçamento de Estado para 2010, poderão ser consultas as Edições Especiais da nossa Newsletter Fiscal relativas à Proposta de Orçamento de Estado para 2010 e próprio Orçamento de Estado para 2010, disponíveis em www.gpcb.pt.

II – INSTRUÇÕES ADMINISTRATIVAS DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DO PATRIMÓNIO

INFORMAÇÃO VINCULATIVA N.º 2009003451, DE 11 DE DEZEMBRO DE 2009

Na presente informação vinculativa, a Administração Tributária vem pronunciar-se sobre a tributação, em sede de Imposto do Selo, de um aumento de capital social por incorporação de reservas.

Recorde-se que o imposto do selo incide sobre todos os actos, contratos, documentos, títulos, livros, papéis e outros factos previstos na Tabela Geral, incluindo as transmissões gratuitas de bens, de acordo com o n.º 1 do artigo 1.º do Código do Imposto do Selo (“CIS”).

Da Tabela Geral de Imposto do Selo constam “os aumentos de capital social das sociedades de capitais mediante a entrada de bens de qualquer espécie, excepto numerário, sobre o valor real dos bens de qualquer natureza, entregues ou a entregar pelos sócios, após dedução das obrigações assumidas e dos encargos suportados pela sociedade”.

Nesse quadro, vem a Administração Tributário esclarecer que as operações de aumento de capital social das sociedades de capitais por incorporação de reservas – legais, de reavaliação e livres – estão excluídas da incidência do Imposto do Selo.

DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DO PATRIMÓNIO

INFORMAÇÃO VINCULATIVA N.º 2009003403, DE 11 DE DEZEMBRO DE 2009

Na presente informação vinculativa, vem a Administração Tributária esclarecer que a emissão de catálogos a publicitar os novos produtos de uma sociedade está sujeita a imposto de selo, no valor de 1 €, por cada 1000 exemplares ou fracção, nos termos do artigo 1.º, n.º 1, do CIS, em articulação com a verba 19.2 da

Abril 2010

I. LEGISLAÇÃO NACIONAL

II. INSTRUÇÕES ADMINISTRATIVAS

III. JURISPRUDÊNCIA NACIONAL

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Tabela Geral do Imposto de Selo, ainda que a maioria daqueles se destine ao mercado externo.

DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DO PATRIMÓNIO

INFORMAÇÃO VINCULATIVA N.º 2009003564, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2010

Estabelece o artigo 7.º, n.º 1, alínea l), do CIS que “os juros cobrados por empréstimos para aquisição, construção, reconstrução ou melhoramento de habitação própria” estão isentos de Imposto de Selo.

Questiona-se, no âmbito desta informação vinculativa, se esse benefício é aplicável, por um lado, aos casos de habitação secundária e, por outro, aos casos em que o imóvel se localiza fora do território português.

Quanto à primeira questão, a Administração Tributária vem reiterar o seu entendimento de que aquela isenção abrange “a casa onde o mutuário habita, permanente ou não, incluindo as casas de habitação secundária”.

Quanto à segunda questão, entendeu a Administração Tributária que aquela norma de isenção se aplica apenas aos juros devidos em resultado de um empréstimo associado a um imóvel sito em território português, pois só assim se assegura a devida conexão entre o benefício concedido e o interesse público prosseguido por aquela norma (i.e., o incentivo à aquisição de habitação própria pelo Estado Português, com vista, em especial, à defesa do direito constitucional à habitação).

DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DO PATRIMÓNIO

INFORMAÇÃO VINCULATIVA N.º 2009/3864, DE 22 DE JANEIRO DE 2010

A presente informação vinculativa tem por objecto o enquadramento, em sede de Imposto do Selo, dos empréstimos para habitação concedidos pela entidade empregadora do mutuário, ao abrigo do regime de benefícios sociais em vigor para os seus trabalhadores.

Nos termos do artigo 7.º, n.º 1, alínea j) do CIS, são isentos de Imposto de Selo “os mútuos constituídos no âmbito do regime legal do crédito à habitação até ao montante do capital em dívida, quando deles resulte mudança da instituição de crédito ou sub-rogação nos direitos adquiridos e garantias do credor hipotecário”. Este preceito deve ser lido em articulação com o disposto no art. 28º, n.º 1 do Regime Jurídico da Concessão de Crédito à Habitação (Decreto-Lei 349/98), que estabelece que, na vigência de empréstimos à aquisição, construção, conservação ordinária, extraordinária ou beneficiação de habitação própria permanente regulados naquele diploma, os mutuários podem optar por outra instituição de crédito mutuante, ao abrigo do mesmo ou de outro regime de crédito.

Questiona-se, no âmbito da presente informação vinculativa, se a isenção estabelecida no artigo 7.º do CIS cobre também o caso de o novo contrato de mútuo ser celebrado entre o trabalhador e a sua entidade patronal, ao abrigo de contratos colectivos de trabalho.

A este respeito, a Administração Tributária veio entender que, não se enquadrando esses mútuos no âmbito do regime legal do crédito à habitação, não beneficiam de tal isenção de Imposto do Selo.

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DIRECÇÃO GERAL DOS IMPOSTOS

INFORMAÇÃO VINCULATIVA N.º 3417/2009, DE 8 DE MARÇO DE 2010

Nos termos do artigo 83.º, n.º1 do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (“Código do IRC”), para a determinação do lucro tributável do período de tributação em que ocorra a transferência da residência de uma sociedade para fora do território português, constituem componentes positivas ou negativas as diferenças entre os valores de mercado e os valores contabilísticos fiscalmente relevantes dos elementos patrimoniais à data da cessação da actividade. Para determinação do lucro tributável daquele período concorrem, então, todos os resultados, sejam ou não mais-valias ou menos-valias.

Por seu lado, o artigo. 32.º, n.º 2 do Estatuto dos Benefícios Fiscais estabelece que as mais-valias e as menos-valias realizadas pelas SGPS (Sociedades Gestoras de Participações Sociais), pelas SCR (Sociedades de Capital de Risco) e pelos ICR (Investidores de Capital de Risco) de partes de capital de que sejam titulares e os encargos financeiros suportados com a sua aquisição não concorrem para a formação do lucro tributável, desde que detidas por um período não inferior a um ano.

Na presente informação vinculativa, vem a Administração Tributária esclarecer que o art. 32.º, n.º 2, do Estatuto dos Benefícios Fiscais se aplica também aos ganhos e perdas relativos a partes de capital apurados para efeitos do art. 83.º do CIRC, desde que preencham as condições legalmente exigidas, designadamente sejam detidas por período não inferior a um ano e não sejam reconhecidas pelo seu justo valor.

III – JURISPRUDÊNCIA NACIONAL TRIBUNAL CONSTITUCIONAL

ACÓRDÃO DE 3 DE MARÇO DE 2010 – PROCESSO N.º 653/09

No presente Acórdão, vem o Tribunal Constitucional (“TC”) apreciar a constitucionalidade, na sua aplicação ao caso concreto, da norma constante do art. 42.º, n.º 3 do Código do IRC, que estabelece que “a diferença negativa entre as mais-valias e as menos-valias realizadas mediante a transmissão onerosa das partes de capital (…) concorre para a formação de lucro tributável em apenas metade do seu valor”.

Esta norma foi introduzida pela Lei n.º 32-B/2002, não constando da versão originária do Código de IRC, onde apenas se estabelecia que as menos-valias realizadas se consideravam custos ou perdas.

No presente processo, estava em causa a aplicação daquela norma a uma alienação em 2003 (portanto, posterior à sua entrada em vigor) de participações sociais que tinham sido adquiridas antes da sua entrada em vigor.

Ora, segundo o TC, não está em causa a violação da proibição de retroactividade na criação de impostos, consagrada no art. 103.º, n.º 3, da Constituição da República Portuguesa (“CRP”), na medida em que esse preceito tem em vista a chamada retroactividade autêntica, isto é, a aplicação de lei nova a factos tributários anteriores à sua entrada em vigor, o que não ocorre no presente caso. Recordando que o facto de não estar em causa a proibição de retroactividade não significa que uma situação como a presente não deva ser analisada à luz do

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princípio da protecção da confiança, o TC vem a concluir que também este não é violado.

Por fim, o TC veio considerar que a norma do Código do IRC em apreço não viola o princípio da tributação pelo rendimento real, consagrado no artigo 104.º, n.º 3, da CRP, uma vez que (i) não só não é constitucionalmente imperioso que o rendimento tributável consista sempre e apenas no rendimento real, tal como aparentemente resulta da contabilidade empresarial, mas também (ii) tal rendimento não é, em si próprio, uma realidade de valor fisicamente apreensível, mas antes um conceito normativamente modelado e contabilisticamente mensurado.

SUPREMO TRIBUNAL ADMINISTRATIVO

ACÓRDÃO DE 24 DE MARÇO DE 2010 – PROCESSO N.º 01216/09

Em sede do presente processo, vem o Supremo Tribunal Administrativo (“STA”) pronunciar-se no sentido de que as dívidas por coimas não podem ser exigidas, ainda que a título de responsabilidade subsidiária, ao gerente ou administrador de uma sociedade, ao abrigo do artigo 8.º, n.º 1, alínea a) do Regime Geral das Infracções Tributárias (“RGIT”), na medida em que este preceito deve ser considerado materialmente inconstitucional, por violação dos princípios da intransmissibilidade das penas (art. 30.º, n.º 3 da CRP) e da presunção da inocência (artigo 32.º, n.º 2 da CRP).

Estabelece o artigo 8.º, n.º1 do RGIT que “os administradores, gerentes e outras pessoas que exerçam, ainda que somente de facto, funções de administração em pessoas colectivas, sociedades, ainda que irregularmente constituídas, e outras entidades fiscalmente equiparadas são fiscalmente responsáveis: a) Pelas multas e coimas aplicadas a infracções por factos praticados no período do exercício do seu cargo ou por factos anteriores quando tiver sido por culpa sua que o património da sociedade ou pessoa colectiva se tornou insuficiente para o seu pagamento; b) Pelas multas ou coimas devidas por factos anteriores quando a decisão definitiva que as aplicar for notificada durante o período do exercício do seu cargo e lhes seja imputável a falta de pagamento”.

Sobre a constitucionalidade deste preceito já se havia pronunciado o Tribunal Constitucional no seu Acórdão de 12 de Março de 2009 (Processo n.º 649/08). Veio, então, o TC considerar que “a responsabilidade subsidiária dos administradores e gerentes assenta, não no próprio facto típico que é caracterizado como infracção contra-ordenacional, mas num facto autónomo, inteiramente diverso desse […]. É esse facto, de carácter ilícito, imputável ao agente a título de culpa, que fundamenta o dever de indemnizar e que, como tal, origina a responsabilidade civil”. Nesse sentido, concluiu o TC pela constitucionalidade do artigo 8.º, n.º1 do RGIT, por não considerar violado o artigo 30.º, n.º 3 da CRP (em virtude de não haver qualquer transmissibilidade da pena, mas apenas a extensão de uma responsabilidade de natureza civil), nem o artigo 32º, n.º 10 da Constituição (em virtude de não estarmos “perante uma imputação a terceiro de uma infracção contra-ordenacional relativamente à qual este não tenha tido a oportunidade de se defender, mas perante uma mera responsabilidade civil subsidiária que resulta de um facto ilícito e culposo que se não confunde com o facto típico a que corresponde a aplicação da coima”). Discordando deste entendimento do TC, vem, no presente acórdão, o STA considerar que o preceito em causa viola o princípio da intransmissibilidade das penas, na medida em que mesmo que “mesmo alicerçando na responsabilidade civil por factos ilícitos a responsabilização dos responsáveis subsidiários, (…) é uma realidade incontornável que quem faz o pagamento de uma sanção

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pecuniária é quem a está a cumprir, pelo que esta responsabilização se reconduz a uma transmissão do dever de cumprimento da sanção do responsável pela infracção para outras pessoas”. Mais refere o STA que, face à presunção legal de que a falta de pagamento que consubstancia a infracção fiscal é imputável aos gerentes, é violado o princípio da presunção da inocência consagrado no artigo 32.º, n.º 2 da CRP.

O STA relembra ainda, na linha do que já havido referido em Acórdão de 1 de Julho de 2009 – Processo n.º 031/08, que mesmo que se entenda, como o TC, que a responsabilidade dos gerentes pelas dívidas por coimas da sociedade reveste uma forma de responsabilidade civil extracontratual, o certo é que nesse caso a respectiva dívida não pode ser objecto de cobrança coerciva através do processo de execução fiscal. Com efeito, a cobrança de dívidas resultantes de responsabilidade civil não se inclui no âmbito da execução fiscal, tal como estabelecido no artigo 148.º do CPPT.

SUPREMO TRIBUNAL ADMINISTRATIVO

ACÓRDÃO DE 24 DE MARÇO DE 2010 – PROCESSO N.º 01241/09

No presente acórdão, vem o STA pronunciar-se sobre a exclusão de tributação em IRS dos ganhos provenientes da transmissão onerosa de um imóvel, destinado a habitação própria e permanente do sujeito passivo ou do seu agregado familiar, com base no reinvestimento do produto da alienação na aquisição de outro imóvel destinado aos mesmos fins.

Recorde-se que o artigo 10º, n.º 5, do Código do IRS estabelece que aqueles ganhos não são sujeitos a tributação no caso de o valor de realização ser reinvestido na aquisição de propriedade de outro imóvel destinado também à habitação própria e permanente do sujeito passivo nos 36 meses posteriores à alienação ou seja utilizado para pagamento de uma aquisição nos 24 meses anteriores àquela.

No presente acórdão, coloca-se a questão de saber se os ganhos provenientes de uma transmissão onerosa de um imóvel destinado a habitação do sujeito passivo, realizada em 1999, se encontram excluídos de tributação no caso de a aquisição do novo imóvel, igualmente destinado a habitação, ter sido efectuada, total ou parcialmente, com recurso a crédito bancário.

Vem o STA pronunciar-se no sentido de que o reinvestimento relevante para efeitos de exclusão da tributação por mais-valias é “tão só o reinvestimento do produto da alienação e não o investimento através de empréstimo bancário”, pelo que tendo, no caso concreto, o sujeito passivo recorrido totalmente a crédito bancário para a aquisição do novo imóvel, não pode ver as mais-valias excluídas de tributação.

Mais esclarece o STA que no caso de o novo imóvel ser comprado em parte com o produto da alienação do anterior imóvel e em parte com recurso a um empréstimo bancário, “estar-se-á perante um reinvestimento parcial, situação em que o benefício respeita apenas à parte proporcional dos ganhos correspondente ao valor reinvestido”.

TRIBUNAL CENTRAL ADMINISTRATIVO SUL

ACÓRDÃO DE 23 DE MARÇO DE 2009 – PROCESSO N.º 03512/09

No presente Acórdão, vem o TCA Sul considerar que “havendo lugar à liquidação de imposto (IVA) pela aquisição intracomunitária de bens e serviços por um sujeito passivo que não o liquidou atempadamente, são devidos os

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correspondentes juros compensatórios pelo atraso verificado, independentemente do direito à dedução que o mesmo teria e que não foi oportunamente exercido, já que esta (a dedução) só pode ter lugar depois de validamente se ter liquidado o que havia a liquidar”.

Relativamente ao actualmente disposto no artigo 78.º, n.º 14.º, do Código do IVA – “Nos casos em que a obrigação de liquidação e pagamento do imposto compete ao adquirente dos bens e serviços e os correspondentes montantes não tenham sido incluídos na declaração periódica, originando a respectiva liquidação e dedução ou o tenham sido fora do prazo legalmente estabelecido, a liquidação e a dedução são aceites sem quaisquer consequências, desde que o sujeito passivo entregue a declaração de substituição, sem prejuízo da penalidade que ao caso couber” –, o TCA Sul realça que do mesmo apenas se pode retirar que caso não seja entregue declaração de substituição, haverá lugar não só à penalidade devida em sede contra-ordenacional, como também à liquidação de juros compensatórios.

É, no entanto, de realçar o voto de vencido apresentado por um dos Juízes Desembargadores, que veio considerar que os juros compensatórios pressupõem a existência de uma dívida tributária, não paga em tempo oportuno, o que não sucede no caso da liquidação de IVA pelo adquirente no âmbito de uma aquisição intra-comunitária de bens, já que existe um simultâneo direito à dedução.

IV – OUTRAS INFORMAÇÕES CONSELHO DE MINISTROS COMUNICADO DE 22 DE ABRIL

Foi aprovada a Proposta de Lei que, alterando o Código do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares e o Estatuto dos Benefícios Fiscais, introduz um regime de tributação das mais-valias mobiliárias à taxa de 20%, com isenção para os pequenos investidores, estando igualmente prevista a eliminação da exclusão de tributação em sede de IRS dos ganhos resultantes da alienação onerosa de acções detidas há mais de 12 meses e de obrigações e outros títulos de dívida.

Para uma descrição detalhada das principais alterações fiscais previstas na presente proposta de lei, poderá ser consulta a Edição Especial da nossa Newsletter Fiscal, disponível em www.gpcb.pt.

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CONTACTOS LISBOA

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CUATRECASAS, GONÇALVES PEREIRA & ASSOCIADOS, RL Sociedade de Advogados de Responsabilidade Limitada

A presente Newsletter foi elaborada pela Cuatrecasas, Gonçalves Pereira & Associados, RL com fins exclusivamente informativos, não devendo ser entendida como forma de publicidade. A informação disponibilizada bem como as opiniões aqui expressas são de carácter geral e não substituem, em caso algum, o aconselhamento jurídico para a resolução de casos concretos, não assumindo a Cuatrecasas, Gonçalves Pereira & Associados, RL qualquer responsabilidade por danos que possam decorrer da utilização da referida informação. O acesso ao conteúdo desta newsletter não implica a constituição de qualquer tipo de vínculo ou relação entre advogado e cliente ou a constituição de qualquer tipo de relação jurídica. A presente newsletter é gratuita e a sua distribuição é de carácter reservado, encontrando-se vedada a sua reprodução ou circulação não expressamente autorizadas.

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I – NATIONAL LEGISLATION LAW NO. 3-B/2010, OF APRIL 28TH

On 28 April 2008, Law no. 3-B/2010 was published in the Official Gazette, approving the State Budget for 2010 which has entered into force on 29 April 2010.

For a more detailed analysis of the main tax amendments introduced by the State Budget Law for 2010, please refer to the special editions of our Tax Newsletter regarding the 2010 State Budget Proposal Law and the State Budget for 2010, available at www.gpcb.pt

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II – ADMINISTRATIVE INSTRUCTIONS

DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DO PATRIMÓNIO (PROPERTY SERVICES DIRECTORATE) BINDING INFORMATION NO 2009003451, OF 11 DECEMBER 2009

With this binding information, the Portuguese Tax Authorities have expressed their view on the imposition of stamp duty on the increase of a company’s share capital by incorporation of reserves.

It should be recalled that stamp duty taxes all acts, contracts, documents, deeds, books, papers and other facts specified in the Tabela Geral do Imposto do Selo, including free of charge transfers of assets, in accordance with article 1(1) of the Portuguese Stamp Duty Code.

Among the taxable events foreseen in the Tabela Geral do Imposto do Selo are the “increases of the share capital of companies by means of the contribution of any kind of assets, except cash, on the actual value of any type of assets, provided or to be provided by the shareholders, after deduction of the liabilities assumed and charges borne by the company”.

In this context, the Tax Authorities clarified that increases of a company’s share capital through the incorporation of reserves – legal, revaluation and open reserves – do not fall within the scope of taxation of the Stamp Duty.

DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DO PATRIMÓNIO (PROPERTY SERVICES DIRECTORATE) BINDING INFORMATION NO 2009003403, OF 11 DECEMBER 2009

With this binding information, the Tax Authorities have clarified that the issuance, by a company, of catalogues to advertise new products is subject to Portuguese Stamp Duty in the amount of EUR 1.00 for each thousand or fraction of thousand copies, in accordance with Article 1(1) of the Portuguese Stamp Tax Code and item 19.2 of the Tabela Geral do Imposto do Selo, even if the majority of those products is destined to the external market.

I. NATIONAL LEGISLATION

II. ADMINISTRATIVE INSTRUCTIONS

III. NATIONAL CASE-LAW

IV. OTHER

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DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DO PATRIMÓNIO (PROPERTY SERVICES DIRECTORATE) BINDING INFORMATION NO 2009003564 OF 12 DECEMBER 2010

In accordance with article 7(1)(l) of the Portuguese Stamp Duty Code “interest charged on loans for the acquisition, construction, reconstruction or improvement of the taxpayer’s residence” are exempt from Stamp Duty.

In context of this binding information, the Portuguese Tax Authorities were asked if this exemption is applicable to secondary residences, on the one hand, and to properties located outside the Portuguese territory, on the other.

With regard to the first question, the Tax Authorities confirmed that the exemption applies also to “the house where the borrower lives, whether permanently or not, including secondary residences”.

With regard to the second question, the Tax Authorities considered that the exemption only applies to interest payable under a loan associated to a property located in the Portuguese territory, as only in that case exists the adequate connection between the benefit granted and the safeguarded public interest sought by the provision in question (i.e., the incentive by the Portuguese State to the acquisition of a residence, aimed, in particular, to protect the constitutional right to housing).

DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DO PATRIMÓNIO (PROPERTY SERVICES DIRECTORATE) BINDING INFORMATION NO 2009/3864 OF 22 JANUARY 2010

This binding information seeks to establish the rules governing housing loans granted by an employer to its employee under a social benefits scheme, in accordance with the Portuguese Stamp Duty.

As set in article 7(1)(j) of the Stamp Duty Code, “loans taken out under the legal framework of housing loans” are exempt from stamp duty “up to the amount of the principal, where those loans provide for the change of the credit institution or transfer of the rights acquired and guarantees of the mortgagee”.

This provision should be read in connection with the provisions of Article 28(1) of the Regime Jurídico da Concessão de Crédito à Habitação (Decree-Law 349/98) (legal framework of housing loans), according to which, during the term of the loans for the acquisition, construction, ordinary or extraordinary renovation or betterment of permanent residences, ruled by such legislation, borrowers may choose another credit institution, under the same or a different loan scheme. The question raised in this binding information is whether the exemption provided for in Article 7 of the Stamp Tax Code also applies to cases in which the new loan agreement is concluded between the employee and his or her employer under collective employment agreements.

According to the Portuguese Tax Authorities, since the loans granted by the employer do not fall within the scope of the legal framework of housing loans, the same do not benefit from the referred Stamp Duty exemption.

GENERAL DIRECTORATE OF TAXES

BINDING INFORMATION NO 3417/2009 OF 8 MARCH 2010

According to Article 83(1) of Portuguese Corporate Income Tax Code, the assessment of a company’s taxable income of the tax year in which the company’s tax residence is transferred abroad, it should be considered the positive and

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negative components formed by the difference between the book value of the company’s patrimonial assets (relevant for tax purposes) and their respective market value at the date in which the company ceased its activity in Portugal. The determination of the taxable income of such year should, in this sense, take into account all income, whether or not capital gains or losses.

In addition, article 32(2) of Portuguese Tax Benefits Act foresees that capital gains or losses of SGPS (Portuguese holding companies), SCR (capital risk companies) and ICR (capital risk investors) related to shareholdings hold by those companies and the financial charges due for the acquisition of such shareholdings are not considered in the assessment of the taxable income, provided that such shareholdings have been hold at least for one year.

Thus, in this binding information, the Portuguese Tax Authorities have clarified that article 32(2) of Tax Benefits Act is also applicable to gains and losses related to shareholdings relevant in the context of Article 83 of Corporate Income Tax Code, provided that several legal conditions are met: in particular, shareholdings must be hold for at least one year and must not be valued by their fair value.

III – NATIONAL CASE LAW CONSTITUTIONAL COURT

JUDGMENT 3 MARCH 2010 – CASE NO 653/09

In this Judgment, the Constitutional Court examined the constitutionality, when applied to a specific case, of article 42(3) of the Portuguese Corporate Income Tax Code, which sets forth that “only half of the value of the negative difference between capital gains and capital losses resulting from the transfer of shares against payment (…) contributes to the formation of the taxable profit”.

This provision was introduced by Law no 32-B/2002 and did not exist in the original version of the Corporate Income Tax Code, which merely set out that the capital losses were considered tax costs or losses.

The present judicial procedure focused on the application of that legal provision to a sale of shares occurred in 2003 (i.e. after the entry into force of the referred provision of the Portuguese Corporate Income Tax Code) regarding shares acquired before the entry into force of that same provision.

The Constitutional Court began to observe that there was no breach of the prohibition of establishing retroactive taxes, enshrined in Article 103(3) of the Portuguese Constitution, since this provision relates to the so called authentic retroactivity, that is, the application of a new law to tax facts occurred prior to the entry into force of the new law, which did not occur in the case under consideration.

Despite not being in the presence of a case of prohibition of retroactivity, the Constitutional Court considered that the above described factual situation should be analysed in the light of the principle of protection of expectations. Notwithstanding, the Constitutional Court concluded that this principle is not breached either.

Finally, the Constitutional Court concluded that the tax provision at stake is not in breach with the principle of taxation based on real income (article 104(3) of the Portuguese Constitution), as (i) it is not constitutionally required that the taxable income is always and exclusively determined by the income assessed in the

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company’s accounting records and (ii) the real income is not a physically apprehensible reality but rather a concept developed by the law and which is assessed based on accounting methods.

SUPREME ADMINISTRATIVE COURT

JUDGMENT OF 24 MARCH 2010 – CASE NO 01216/09

In this case, the Portuguese Supreme Administrative Court ruled that the debts arising from tax penalties cannot be claimed, even on the grounds of secondary liability, from the manager of the company, in accordance with Article 8(1)(a) of the Portuguese General Regulatory Framework of Tax Offences (RGIT), inasmuch as this provision should be considered unconstitutional ratione materiae on the grounds of the violation of the principle of transmissibility of criminal penalties (article 30(3) of the Constitution) and the principle of the presumption of innocence (article 32(2) of the Constitution).

Article 8(1) of the RGIT sets out that “the directors, managers and other persons who perform, even if only de facto, management duties for corporate persons or companies, even if irregularly formed, and for other entities considered equivalent for tax purposes, are liable for tax purposes: a) for the fines and penalties applied to tax offences relating to acts performed during the period in which they exercised their duties or to facts occurred before if it was their fault that the assets of the company or corporate person became insufficient to pay those fines and penalties; b) For the fines or penalties relating to previous facts, where the final decision to apply those fines or penalties was notified while they were in office and where the lack of payment can be attributed to them”.

The constitutionality of this provision had already been the subject to judgment of the Constitutional Court (Judgement of 12 March 2009 – Case No 649/08). In that judgment, the Constitutional Court considered that “the grounds for the secondary liability of directors and managers are not the typical fact identified as misdemeanour but an autonomous fact which is completely different from the former […]. This unlawful fact of which the perpetrator is considered guilty is the basis of the duty to pay compensation and, as such, gives rise to civil liability”. Considering those basis, the Constitutional Court then concluded that article 8(1) of the RGIT was constitutional on the grounds that it did not violate article 32(3) of the Constitution (there was no transmission of a criminal penalty but only of civil liability) nor article 32(10) of the Constitution (no third party had been “charged with a misdemeanour against which it had had no chance to defend itself; rather it was merely a situation of secondary civil liability arising from an unlawful and culpable fact that cannot be mistaken with the typical fact to which the application of the fine corresponds”).

However, the Supreme Administrative Court came to disagree with this judgement of the Constitutional Court and considered that the provision in question violates the principle of non transmissibility of penalties, as “it is unquestionable that the person who pays the monetary penalty is the one complying with such penalty, meaning that this kind of liability works as a transmission of the duty to comply with the penalty that has been applied to a misbehaviour of another person”. Moreover, the Supreme Administrative Court observed that, considering the legal presumption that the failure to pay the penalty constitutes a tax infringement which is attributable to the managers, there is a violation of the principle of the presumption of innocence enshrined in article 32(2) of the Constitution.

Finally, the Supreme Administrative Court also reminded that, in line with its Judgment of 1 July 2009 – Case No 031/08, even considering, in accordance with

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the referred judgement of the Constitutional Court, that the managers’ liability for company’s debts arising from the failure to pay fines is a form of non-contractual civil liability, the fact remains that, in those cases, the debt cannot be collected through tax enforcement proceedings. As a matter of fact, the collection of debts arising from civil liability does not fall within the scope of tax enforcement proceedings, set in accordance with article 148 of the Portuguese Tax Procedural Code.

SUPREME ADMINISTRATIVE CODE

JUDGMENT OF 24 MARCH 2010 – CASE NO 01241/09

In this judgment, the Supreme Administrative Court expressed its views on the exemption from Personal Income Tax of income deriving from the transfer for valuable consideration of real property destined to the personal and permanent residence of the taxpayer, on the grounds of the reinvestment of the proceeds of the sale in the purchase of another property for the same purpose.

It should be reminded that in accordance with Article 10(5) of the Personal Income Tax Code, that income is not subject to tax where the amount of the proceeds is reinvested to acquire ownership of another real property, also intended for personal and permanent residence of the taxpayer, within 36 months from the sale or is used to pay for a purchase in the 24-month period prior to the same.

In this judgment the question raised was whether the income arising from the transfer for valuable consideration of a real property destined to the personal and permanent residence of the taxable person, concluded in 1999, is excluded from taxation where the acquisition of the new property, also destined to the taxpayer’s residence, is totally or partially concluded by means of a bank loan.

According to the Supreme Administrative Court, the reinvestment that is relevant for the purpose of the exclusion of taxation of capital gains is “only the reinvestment of the proceeds and not investment through a bank loan”. Therefore, since in the case under consideration, the acquisition of the new property was entirely concluded through a bank loan, the capital gains resulting from the sale of the old property cannot be excluded from taxation.

The Supreme Administrative Court also clarified that, where the new property is bought partly with the proceeds of the sale of the previous property and partly with the a bank loan “there is a partial reinvestment, in which case the benefit only relates to the proportional part of the proceeds that correspond to the reinvested value”.

SOUTH CENTRAL ADMINISTRATIVE COURT

JUDGMENT OF 23 MARCH 2009 – CASE NO 03512/09

In this Judgment, the South Central Administrative Court ruled that “in case of additional VAT assessment for the intra-Community acquisition of goods and services against a taxable person who failed to assess that tax at the proper time, compensatory interest are due for the assessment delay, irrespective of the right to deduction to which such taxable person would be entitled and which was not exercised on time, since such deduction can only occur after all necessary assessments have been made”.

In what regards to article 78(14) of the Portuguese VAT Code, currently in force, - “where the burden to assess and pay the tax is on the acquirer of the goods and services and the corresponding amounts were not included in the tax returns,

(13)

giving rise to the relevant assessment and deduction or where they were not included in the period established in the law for that purpose, the assessment and deduction are accepted with no consequences, provided the taxable person files replacement returns, without prejudice of any penalty that may be applicable” –, the South Central Administrative Court considered that in case no replacement return is presented, not only administrative penalties for tax offences may be found due, but compensatory interest may also be additionally assessed.

However, noteworthy is the dissenting vote of one of the Judges, who considered that compensatory interest imply the existence of a tax debt that was not paid in due time, which does not occur in case of VAT reverse charge in the context of an intra-community acquisition of goods, as there is a right to simultaneous deduction.

IV – OTHER INFORMATION COUNCIL OF MINISTERS ANNOUNCEMENT OF 22 APRIL

The Council of Ministers approved a legislative proposal amending the Personal Income Tax Code and the Tax Benefits Act which introduces a 20% taxation regime applicable to capital gains arising from the sale of securities, yet providing for an exemption applicable to small investors. Moreover, it also foreseen the repeal of the Personal Income Tax exemption on capital gains arising from the sale of shares held for more than 12 months, as well as from the sale of bonds and other debt securities.

For a more detailed description of the main amendments foreseen in this legislative proposal, please referrer to the Special Edition of our Tax Newsletter, available at www.gpcb.pt.

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