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ÍNDICE DAS OBRIGAÇÕES LEGAIS DA MICRO E PEQUENA EMPRESA

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ÍNDICE DAS OBRIGAÇÕES LEGAIS DA MICRO E PEQUENA EMPRESA Para facilitar a consulta e localização dos assuntos tratados nas fichas de obrigações, este índice está dividido nas tres fases de existência de uma empresa:

ABERTURA

FUNCIONAMENTO BAIXA

Em cada fase, estão listadas no índice as obrigações legais de âmbito federal, do Estado do Rio de Janeiro e do Município do Rio de Janeiro.

Para consultar o índice, o usuário deverá, inicialmente, definir a fase e a obrigação que deseja pesquisar e, em seguida, procurar a página onde consta a respectiva ficha.

FUNCIONAMENTO

Obrigações Tributárias Federais

Simples Federal 112

Lucro Presumido - IRPJ e CSSL 116

Lucro Real - IRPJ e CSSL 118

Lucro Arbitrado - IRPJ e CSSL 121

PIS e COFINS 123

IPI 133

CIDE (Combustíveis) 138

Obrigações Acessórias Federais

Simples Federal 140

DPJ – Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica

Simples e Inativas 142

Lucro Presumido 143

Lucro Real 145

Retenção do PIS/COFINS/CSSL 146

IR/FONTE – Pessoa Física e Jurídica 148

Comprovante de Rendimentos 150

Arquivos Magnéticos 151

DACON - Demonstrativo de Apuração de

Contribuições Sociais PIS/COFINS 153

DCTF - Declaração de Débitos e Créditos Tributários

154

(3)

Informações Fiscais

DIF – Papel Imune - Declaração Especial de Informações

Relativas ao Controle do Papel Imune

158

Declaração de Compensação de Tributos 159 DIMOB - Declaração de Informação sobre

Atividades Imobiliárias 161

DIPJ - Declaração de Informações

Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica 162 DIRF - Declaração do Imposto de Renda Retido na

Fonte 163

DITR - Declaração do Imposto sobre a Propriedade 164 DNF - Demonstrativo de Notas Fiscais 165 DCP -Demonstrativo de Crédito Presumido 166

Obrigações Tributárias Estaduais – Rio de Janeiro

ICMS – Regime Simplificado Pagamento 167

ICMS – Regime Normal 169

Obrigações Acessórias Estaduais – Rio de Janeiro

ICMS – Regime Simplificado 173

ICMS – Regime Normal Escrituração 175

Declarações do ICMS 177

Obrigações Tributárias Municipais – Rio de Janeiro

ME/PP Demais Empresas - ISS 179

Obrigações Acessórias Municipais – Rio de Janeiro

Microempresas – Escrituração Fiscal 182

Demais Empresas – Escrituração 184

Obrigações Trabalhistas e Previdenciárias

Admissão de Empregados 186

Demissão de Empregados 188

Folha de Pagamento – Elaboração 192

Férias de Empregados 194

Décimo Terceiro Salário 196

Salário Maternidade 197

(4)

Vale Transporte 199

Adicional de Periculosidade 201

Adicional de Insalubridade 202

FGTS – Recolhimento 203

Contribuição Previdenciária – Pagamento 207 Retenção na Fonte s/ Mão-de-Obra e Empreitada 212

Contribuição Sindical Patronal 215

NR – Normas Regulamentadoras - Saúde e

Segurança do Trabalho 216

PPP Perfil Profissiográfico Previdenciário –

Elaboração 218

Programa de Alimentação do Trabalhador 221

RAIS 222

Registro e Informações 223

Afixação de Documentos 226

Obrigações Contábeis

Manutenção dos Registros 228

(5)

112

Obrigações Tributárias Federais

ME/EPP

Pagamento dos Tributos

SIMPLES Federal

Descrição As microempresas e empresas de pequeno porte enquadradas no SIMPLES estarão sujeitas à incidência, sobre a sua receita bruta mensal, dos seguintes tributos, que serão recolhidos de forma unificada:

Contribuição Social sobre o Lucro Líquido; Imposto de Renda de Pessoa Jurídica; Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI PIS/PASEP;

Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – COFINS;

Contribuição Previdenciária Patronal.

A receita bruta mensal, que servirá de base de cálculo do SIMPLES, é o faturamento de produtos, mercadorias ou serviços e não engloba outras receitas que tenham sido auferidas pela empresa.

ICMS e ISS

Se existir convênio entre a União e o Estado e/ou Município, na alíquota do SIMPLES serão incluídos os percentuais do ICMS e/ou do ISS.

Ato Regulador Leis 9.31796, 10034/2000 e 10833/2003 e Decreto 3.000/99

Órgão Competente Secretaria da Receita Federal

Periodicidade Mensal

Tratamento

Diferenciado ME/PP É o próprio SIMPLES

Prazo Até o décimo dia do mês seguinte

Responsáveis Titular ou sócios

Validade/Efetividade Muitos estados e municípios não celebraram o Convênio com a União para incluir o ICMS ou o ISS no SIMPLES, mas alguns criaram seus próprios sistemas simplificados de tributação para a ME e EPP.

Penalidade pelo

Descumprimento O pagamento em atraso do SIMPLES está sujeito aos seguintes encargos moratórios: juros calculados pela Taxa SELIC, acumulados a partir do mês seguinte do vencimento até o mês anterior ao pagamento;

1% de juros no mês do pagamento;

multa de 0,33% por dia em atraso, até o limite de 20% do imposto devido.

No caso de fiscalização, será cobrada a multa de ofício de 75% ou 150% sobre o valor dos tributos devidos, podendo ser elevadas para 112,5% a 225%, nos casos de não atendimento, pelo sujeito passivo, da intimação para prestar esclarecimentos ou apresentar arquivos e documentos

(6)

113 Custo/Incidência Para calcular o SIMPLES, é necessário determinar a alíquota a ser

aplicada mensalmente, considerando os seguintes fatores:

a atividade econômica da empresa, se está sujeita à tabela de alíquotas normais ou majoradas em 50%; e

a receita bruta acumulada até o mês da tributação.

O SIMPLES será calculado aplicando-se, sobre a receita mensal da empresa, a alíquota normal ou majorada em 50%, referente à sua atividade econômica e ao total de sua receita bruta acumulada até o respectivo mês.

TABELAS DE ALÍQUOTAS MAJORADAS EM 50%

Aplicável às empresas de ensino fundamental, Centros de formação de condutores de veículos automotores de transporte terrestre de passageiros e de carga, agências lotéricas, agências terceirizadas de correios e pessoas jurídicas que aufiram receita bruta acumulada decorrente da prestação de serviços em montante igual ou superior a 30% da receita bruta total acumulada

MICROEMPRESA

Receita Bruta Acumulada Contribuinte do IPI Não Contribuinte do IPI Até R$ 60.000,00 5,25% 4,5% De R$ 60.000,01 até 90.000,00 6,75% 6,0% De R$ 90.000,01 até 120.000,00 8,25% 7,5%

EMPRESA DE PEQUENO PORTE Receita Bruta Acumulada Contribuinte do

IPI Não Contribuinte do IPI

Até R$ 240.000,00 8,85% 8,1% De R$ 240.000,01 até 360.000,00 9,45% 8,7% De R$ 360.000,01 até 480.000,00 10,05% 9,3% De R$ 480.000,01 até R$ 600.000,00 10,65% 9,9% De R$ 600.000,01 até R$ 720.000,00 11,25% 10,5% De R$ 720.000,01 até 840.000,00 11,85% 11,1% De R$ 840.000,01até R$ 960.000,00 12,45% 11,7%

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114 De R$ 960.000,01 até R$ 1.080.000,00 13,05% 12,3% De R$ 1.080.000,01 até R$ 1.200.000,00 13,65% 12,9% Acima de R$ 1.200.000,00 16,38% 15,48%

TABELA DE ALÍQUOTAS NORMAIS

Aplicável às demais atividades, inclusive creches e pré-escolas

MICROEMPRESA Receita Bruta Acumulada Contribuinte do

IPI Não contribuinte do IPI Até R$ 60.000,00 3,5% 3,0% De R$ 60.000,01 até 90.000,00 4,5% 4,0% De R$ 90.000,01 até 120.000,00 5,5% 5,0%

EMPRESA DE PEQUENO PORTE

Receita Bruta Acumulada Contribuinte do IPI Não contribuinte do IPI

Até R$ 240.000,00 5,9% 5,4% De R$ 240.000,01 até 360.000,00 6,3% 5,8% De R$ 360.000,01 até 480.000,00 6,7% 6,2% De R$ 480.000,01 até R$ 600.000,00 7,1% 6,6% De R$ 600.000,01 até R$ 720.000,00 7,5% 7,0% De R$ 720.000,01 até 840.000,00 7,9% 7,4% De R$ 840.000,01até R$ 960.000,00 8,3% 7,8% De R$ 960.000,01 até R$ 1.080.000,00 8,7% 8,2% De R$ 1.080.000,01 até R$ 1.200.000,00 9,1% 8,6% Acima de R$ 1.200.000,00 10,92% 10,32% Além do ônus do pagamento do SIMPLES, a empresa arcará com os custos administrativos de emissão de notas fiscais e controles fiscal e

(8)

115

contábil do faturamento.

Documentação O valor devido em relação ao SIMPLES deverá ser recolhido, mensalmente, utilizando o formulário DARF SIMPLES, com o código 6106

O

Obbsseerrvvaaççõõeess A microempresa - ME que, durante o exercício, ultrapassar o limite anual de receita bruta de R$ 120.000,00, deverá aplicar, sobre a receita excedente, as alíquotas da empresa de pequeno porte – EPP.

A EPP que, durante o exercício, ultrapassar o limite anual de receita bruta de R$ 1.200.000,00, terá que aplicar, sobre a receita excedente, uma alíquota majorada em 20%. Neste caso, a empresa estará excluída do SIMPLES no ano seguinte.

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116

Obrigações Tributárias Federais

Demais Empresas

Lucro Presumido - IRPJ e CSSL

Descrição O Lucro Presumido é um sistema, opcional e simplificado, de cálculo do Imposto de Renda- Pessoa Jurídica-IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, devidos pelas empresas cuja receita bruta anual não supere o limite de R$ 48.000.000,00.

Apenas as empresas obrigadas a apurar o Lucro Real é que não podem optar pelo Lucro Presumido, ainda que sua receita bruta esteja situada dentro do referido limite.

O Lucro Presumido servirá de base de cálculo para a apuração do IRPJ e da CSLL devidos no trimestre e corresponderá à soma das seguintes parcelas:

valor resultante da aplicação, sobre a receita bruta da atividade da empresa, dos respectivos percentuais de lucratividade presumida;

ganhos de capital, os rendimentos e ganhos líquidos em aplicações financeiras, as demais receitas e os resultados positivos não incluídos na receita bruta.

Percentuais de Lucro Presumido para Cálculo do IRPJ

1,6%, no caso de revenda de combustíveis derivados de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural;

8%, no comercio, industria, serviços hospitalares e de transporte de carga e atividades imobiliárias;

16%, nos demais serviços de transporte ou para a empresa exclusivamente prestadora de serviços com receita bruta anual até R$ 120.000,00, exceto os de profissão regulamentada; 32%, nos serviços em geral.

Percentuais de Lucro Presumido para Cálculo da CSLL

32% no caso de receitas de serviços em geral, exceto serviços hospitalares e transportes;

12% para as receitas das atividades comerciais, industriais, atividades imobiliárias e serviços hospitalares e de transporte, inclusive de cargas.

Ato Regulador Lei 7.689/88 e Decreto 3000/99

Órgão Competente Secretaria da Receita Federal

Periodicidade Trimestral - a apuração do lucro presumido e o pagamento dos tributos

são realizados em relação a cada trimestre do ano.

Tratamento

Diferenciado ME/PP Não há

Prazo Opção pelo Lucro Presumido - deve ser realizada até o último dia útil

(10)

117 Pagamento do IRPJ e CSLL – pode ser realizado de uma só vez ou em

até três 3 parcelas mensais, iguais e sucessivas, vencíveis a partir do mês seguinte ao encerramento do respectivo trimestre

Responsáveis Titular ou sócios

Validade/Efetividade O Lucro Presumido é muito utilizado pelas pequenas e médias empresas que não estejam obrigadas ao Lucro Real ou que, também, não possam optar pelo SIMPLES.

Penalidade pelo

Descumprimento O recolhimento espontâneo, mas fora do prazo, do IRPJ e da CSLL está sujeito ao pagamento dos seguintes encargos: juros pela Taxa SELIC, acumulada a partir do mês seguinte ao do vencimento e até o mês anterior ao pagamento;

1% de juros no mês do pagamento;

multa de 0,33% por dia de atraso, até 20% do tributo devido. No caso de fiscalização, será cobrada a multa de ofício de 75% ou 150% sobre o valor dos tributos devidos, podendo ser elevadas para 112,5% a 225%, nos casos de não atendimento, pelo sujeito passivo, da intimação para prestar esclarecimentos ou apresentar arquivos e documentos

Custo/Incidência O IRPJ, devido no trimestre, será calculado aplicando a alíquota de 15% sobre o respectivo Lucro Presumido, sendo devido o adicional de 10% sobre o lucro que superar o valor de R$ 60.000,00 no trimestre. A CSLL, devida no trimestre, será determinada pela aplicação da alíquota de 9% sobre o respectivo Lucro Presumido, apurado pela forma citada no campo Descrição.

Documentação Para efetuar os respectivos recolhimentos deverá ser preenchido um DARF para cada tributo, com os seguintes códigos:

2089, para o IRPJ 2372, para a CSLL O

(11)

118

Obrigações Tributárias Federais

Demais Empresas

Lucro Real - IRPJ e CSSL

Descrição O Lucro Real é um sistema de cálculo do IRPJ e da CSLL, sobre os resultados apurados pela contabilidade da empresa, com base em documentação revestida dos requisitos legais.

Para atender às legislações comercial e tributária, que exigem o preenchimento anual da DIPJ – Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica, a empresa deverá levantar e escriturar, em seu Livro Diário, o Balanço Patrimonial, a Demonstração do Resultado do Exercício e a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. Os ajustes positivos ou negativos do lucro líquido do exercício, apurado na contabilidade serão escriturados no Livro de Apuração do Lucro Real.

Ato Regulador Lei 7.689/88 e Decreto 3000/99

Órgão Competente Secretaria da Receita Federal

Periodicidade A apuração do Lucro Real pode ser feita com periodicidade anual ou trimestral.

No primeiro caso, os tributos são pagos mensalmente, a partir de base de cálculo:

estimada sobre a receita bruta mensal; ou

real baseada nos resultados de Balanços ou Balancetes mensais.

Em ambos os casos, será exigido o ajuste anual para apuração da diferença a recolher ou a ser restituída, pois geralmente os pagamentos mensais são processados com valores maiores ou menores do que os efetivamente devidos.

Na apuração trimestral, os pagamentos são definitivos com base no Lucro Real do final de cada trimestre, não existindo ajustes posteriores a fazer.

Tratamento

Diferenciado ME/PP Não há

Prazo A opção pela periodicidade de apuração deve ser realizada nos seguintes prazos:

Lucro Real Anual: até o último dia útil do mês de fevereiro de cada ano Lucro Real Trimestral: até o último dia útil do mês de abril de cada ano

Os recolhimentos do IRPJ e CSLL serão realizados nos seguintes prazos:

Pagamentos Mensais: até o ultimo dia útil do mês seguinte

Pagamento do Ajuste anual: até o último dia útil do mês de março do

ano seguinte

Pagamentos Trimestrais: até o último dia útil do mês seguinte ao

encerramento de cada trimestre, permitido o parcelamento em até 3 parcelas mensais.

(12)

119 Validade/Efetividade O Lucro Real é um sistema que pode ser utilizado por qualquer tipo de

pessoa jurídica. No entanto, deverão apurar, obrigatoriamente, o Lucro Real, as empresas:

que auferirem receita total, no ano-calendário anterior, acima de R$ 48.000.000,00 ou do limite proporcional em função dos meses em atividade;

cujas atividades sejam de factoring ou de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta;

que, autorizadas pela legislação tributária, usufruam benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do imposto de renda; que, durante o ano-calendário, tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa do Lucro Real;

que obtiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital do exterior.

Penalidade pelo

Descumprimento A empresa que adotar o Lucro Real e descumprir as normas previstas pela legislação tributária, terá o seu lucro arbitrado pela fiscalização. O recolhimento espontâneo, mas fora do prazo, do IRPJ e da CSLL está sujeito aos seguintes encargos:

juros pela Taxa SELIC, acumulada a partir do mês seguinte ao do vencimento e até o mês anterior ao pagamento;

1% de juros no mês do pagamento;

multa de 0,33% por dia de atraso, até 20% do tributo devido.

No caso de fiscalização, será cobrada a multa de ofício de 75% ou 150% sobre o valor dos tributos devidos, podendo ser elevadas para 112,5% a 225%, nos casos de não atendimento, pelo sujeito passivo, da intimação para prestar esclarecimentos ou apresentar arquivos e documentos.

Custo/Incidência O Imposto de Renda será calculado com a alíquota de 15%, aplicada sobre o Lucro Real apurado e, se este superar a R$ 60.000,00, no trimestre, ou R$ 240.000,00 no ano, será devido o adicional de 10% sobre o valor excedente.

A CSLL será calculada sobre o Lucro Real à alíquota de 9%.

Além do ônus do IRPJ e CSLL, a empresa arcará com os custos administrativos e contábeis para a apuração dos resultados e do Lucro Real que será utilizado como base de cálculo dos citados tributos.

Documentação Para efetuar os respectivos recolhimentos deverá ser preenchido um DARF para cada tributo, com os seguintes códigos:

IRPJ

Empresas não obrigadas ao Lucro Real - 2456 Entidades Financeiras - 2390

Demais empresas obrigadas ao Lucro Real - 2430 Ganhos em aplicações de renda variável - 3317

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120 CSLL

Entidades Financeiras - 6758 Demais empresas – 6773 O

Obbsseerrvvaaççõõeess O Lucro Real é determinado a partir dos registros contábeis e de controles extracontábeis complexos, exigindo da empresa uma estrutura administrativa sofisticada.

É necessário que todas as despesas e receitas sejam efetivamente comprovadas por documentos idôneos e consideradas necessárias às atividades da empresa, sob pena de serem questionadas e não aceitas pelo Fisco.

Como o custo administrativo do Lucro Real é elevado, esse sistema não é recomendado para as micro e pequenas empresas, exceto na hipótese em que a sua utilização represente economia tributária expressiva.

(14)

121

Obrigações Tributárias Federais

Demais Empresas

Lucro Arbitrado - IRPJ e CSSL

Descrição O Lucro Arbitrado é um sistema de cálculo do IRPJ e da CSLL utilizado pela empresa que não conseguir atender às condições exigidas para a tributação pelo Lucro Real, Lucro Presumido ou pelo SIMPLES.

Quando for possível determinar o montante das receitas auferidas, o Lucro Arbitrado, que servirá de base de cálculo para a apuração do IRPJ e da CSLL devidos no trimestre, corresponderá à soma das seguintes parcelas:

o valor resultante da aplicação, sobre a receita bruta da atividade da empresa, dos respectivos percentuais de arbitramento do lucro, fixados para determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSLL;

os ganhos de capital, os rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras, as demais receitas e os resultados positivos não incluídos na receita bruta total.

Percentuais de Lucro Arbitrado para cálculo do IRPJ

1,92%, no caso de revenda de combustíveis derivados de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural;

9,6%, no comercio, indústria, serviços hospitalares e de transporte de carga e atividades imobiliárias;

19,2%, nos demais serviços de transporte ou para a empresa exclusivamente prestadora de serviços com receita bruta anual de até R$ 120.000,00, exceto os de profissão regulamentada 38,4%, nos serviços em geral.

45%, para as atividades financeiras

Percentuais de Lucro Arbitrado para cálculo da CSLL

32% no caso de receitas de serviços em geral, exceto serviços hospitalares;

12% para as receitas das atividades comerciais, industriais e atividades imobiliárias e hospitalares.

Ato Regulador Lei 7.689/88 e Decreto 3000/99

Órgão Competente Secretaria da Receita Federal

Periodicidade A apuração do Lucro Arbitrado e do IRPJ e da CSLL é realizada trimestralmente

Tratamento

Diferenciado ME/PP Não há

Prazo O Lucro Arbitrado será apurado quando: houver notificação fiscal à empresa; ou

a empresa decidir pela adoção do sistema, apresentando sua opção até o último dia útil do mês de abril .

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122

O IRPJ e a CSLL devidos sobre o Lucro Arbitrado devem ser recolhidos até o último dia útil do mês seguinte ao trimestre de apuração, admitido o parcelamento em até 3 parcelas mensais, iguais e sucessivas.

Responsáveis Titular ou sócios

Validade/Efetividade A própria empresa pode apurar seu Lucro Arbitrado, desde que consiga reunir os documentos que comprovem as receitas auferidas no período. Caso contrário, o arbitramento será realizado pela fiscalização tributária..

Penalidade pelo

Descumprimento O recolhimento espontâneo, mas fora do prazo, do IRPJ e da CSLL terá os seguintes encargos: juros pela Taxa SELIC, acumulada a partir do mês seguinte ao do vencimento e até o mês anterior ao pagamento;

1% de juros no mês do pagamento;

multa de 0,33% por dia de atraso, até 20% do tributo devido. No caso de fiscalização, será cobrada a multa de ofício de 75% ou 150% sobre o valor dos tributos devidos, podendo ser elevadas para 112,5% a 225%, nos casos de não atendimento, pelo sujeito passivo, da intimação para prestar esclarecimentos ou apresentar arquivos e documentos.

Custo/Incidência O IRPJ será calculado aplicando sobre o respectivo Lucro Arbitrado a alíquota de 15%, sendo devido o adicional de 10% sobre o valor que exceder a R$ 60.000,00 no trimestre

A CSLL será calculada sobre o respectivo Lucro Arbitrado, à alíquota de 9%.

Documentação Os tributos devidos sobre o Lucro Arbitrado deverão ser recolhidos em DARF específico para cada um, com os seguintes códigos:

IRPJ – 5625 CSLL- 2372 O

Obbsseerrvvaaççõõeess O Lucro Arbitrado não representa uma punição para a empresa, mas um meio do Fisco exigir o tributo quando a empresa não atende às

condições para determinar o Lucro Real, Lucro Presumido ou a base de cálculo do SIMPLES.

No entanto, no Lucro Arbitrado, os percentuais de lucratividade utilizados para determinar a base de cálculo do Imposto de Renda são 20% superiores aos utilizados para o Lucro Presumido, o que pode tornar este sistema extremamente oneroso.

(16)

123

Obrigações Tributárias Federais

Demais Empresas

PIS e COFINS

Descrição O PIS - Programa de Integração Social e a COFINS - Contribuição para Financiamento da Seguridade Social são devidos nas seguintes modalidades:

PIS/COFINS - FATURAMENTO/RECEITA BRUTA , devidos pelas pessoas jurídicas de direito privado sobre o total das receitas mensais, nas modalidades:

o PIS e COFINS Cumulativos o PIS e COFINS Não Cumulativos

PIS/PASEP – FOLHA, devido pelas entidades imunes e isentas sobre a folha de pagamento. Essas entidades não pagam a COFINS, exceto em relação às receitas de atividades alheias aos objetivos estatutários.

PIS/PASEP- RECEITAS e TRANSFERÊNCIAS, devido pela pessoa jurídica de direito público interno.

PIS/IMPORTAÇÃO, devidos na importação de produtos e serviços do exterior.

SUBSTITUIÇAO TRIBUTÁRIA

O PIS e a COFINS são devidos também pelo sistema de Substituição Tributária, hipótese em que o cálculo e o recolhimento das contribuições dos comerciantes varejistas são realizados pelos:

fabricantes e importadores de cigarros.

fabricantes e importadores de veículos classificados nos códigos 8432.30 e 8711 da TIPI.

TRIBUTAÇAO MONOFÁSICA (Concentrada)

O PIS e a COFINS são devidos uma única vez pelos produtores ou importadores de combustíveis, gás natural e carvão utilizados pelas termoelétricas, nafta química, medicamentos e produtos de higiene pessoal, peças, máquinas e veículos pesados para agricultura, pneus novos e câmaras de ar de borracha e cervejas, refrigerantes e respectivas embalagens de alumínio ou PET.

Ato Regulador Lei Complementar 70/91, Leis 9.701/98, 9.718/98 , 9.715/98, 10833/2003, 9.701/98, 10.147/2000, 10.548/2002, 10.865/2004 e 10925/2004, Medida Provisória 183/2004 e Decretos 4524/2002, 5062/2004, 5059/2004, 5127/2004, 5162/2004, 5164/2004 e 5171/2004

Órgão Competente Secretaria da Receita Federal

Periodicidade Apuração mensal

Tratamento

Diferenciado ME/PP

A ME e a EPP enquadradas no SIMPLES pagam o PIS e a COFINS incluídos na alíquota única, que engloba outros tributos e incide sobre a sua receita mensal.

(17)

124

quinzena do mês seguinte ao da apuração.

No caso de importação, o PIS e a COFINS devem ser pagos na data de registro da Declaração de Importação.

Responsáveis Titular ou sócios

Validade/Efetividade As prestadoras de serviços, que adotam o sistema do Lucro Real, foram mais oneradas pela nova sistemática da não cumulatividade do PIS e da COFINS, com majoração das suas alíquotas em 153%. No PIS, a alíquota passou de 0,65% para 1,65%, e na COFINS, de 3% para 7,6%. Estas empresas não têm muitos valores a se creditar, pois seus maiores gastos se referem a pagamentos de serviços a autônomos e de salários dos seus empregados, que não geram direito a crédito em relação ao PIS e à COFINS.

Penalidade pelo

Descumprimento O recolhimento espontâneo, mas fora do prazo, está sujeito aos seguintes encargos: juros pela Taxa SELIC, acumulada a partir do mês seguinte ao do vencimento e até o mês anterior ao pagamento;

1% de juros no mês do pagamento

multa de 0,33% por dia de atraso, até 20% do tributo devido. No caso de fiscalização, será cobrada a multa de ofício de 75% ou 150% sobre o valor dos tributos devidos, podendo ser elevadas para 112,5% a 225%, nos casos de não atendimento, pelo sujeito passivo, da intimação para prestar esclarecimentos ou apresentar arquivos e documentos..

Custo/Incidência O PIS e a COFINS são devidos a alíquotas variáveis:

SIMPLES - o PIS e a COFINS já estão incluídos na alíquota única

aplicável sobre a receita da empresa.

PIS- Folha de Pagamento

O PIS – Folha é devido à alíquota de 1% sobre o valor da folha de salários mensal das seguintes entidades:

templos de qualquer culto; partidos políticos;

instituições de educação e de assistência social, de caráter filantrópico, recreativo, cultural, científico e as associações, sindicatos, federações e confederações;

serviços sociais autônomos, criados ou autorizados por lei; conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas; fundações de direito privado ou fundações de direito público (instituídas ou mantidas pelo Poder Público);

Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e as organizações estaduais de cooperativas;

condomínios de proprietários de imóveis residenciais ou comerciais; e

cooperativas que excluírem da base de cálculo do PIS/PASEP-Faturamento ou da COFINS as receitas decorrentes das atividades com cooperados.

(18)

125 PIS e a COFINS Cumulativos

O PIS e a COFINS incidem sobre a receita bruta mensal, às alíquotas de 0,65% e 3%, respectivamente, sem qualquer direito a crédito sobre as entradas. No caso das instituições financeiras, seguradoras e assemelhadas, a alíquota da COFINS é de 4%.

Permanecem sujeitas ao sistema cumulativo:

empresas tributadas pelo lucro presumido ou arbitrado; pessoas jurídicas optantes pelo SIMPLES

empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores;

sociedades cooperativas, exceto as de produção agropecuária e as de consumo;

instituições financeiras e equiparadas;

pessoas jurídicas que tenham por objeto a securitização de créditos imobiliários e financeiros;

entidades de previdência privada e empresas de capitalização;

Sociedades Cooperativas

As sociedades cooperativas contribuem para o PIS e para a COFINS do seguinte modo:

sociedades cooperativas de produção agropecuária e de consumo que, a partir de maio/2004, podem adotar o regime não cumulativo.

demais sociedades cooperativas (exceto as de agropecuária e de consumo a partir de maio/2004):

o sobre as receitas totais, pelo sistema cumulativo,

o sobre as receitas com não cooperados e sobre a Folha de Pagamento.

PIS e COFINS Não Cumulativos

O PIS e a COFINS para as empresas no Lucro Real, são tributos não cumulativos, ou seja, poderão ser creditados os valores pagos em relação às referidas contribuições, nas etapas anteriores. Nesta hipótese, o PIS e a COFINS incidem sobre a receita mensal, às alíquotas de 1,65% e 7,6%, respectivamente.

O PIS e a COFINS não cumulativos não se estende às receitas:

de venda de produtos submetidos à incidência monofásica (concentrada no produtor, no distribuidor ou no importador), tais como auferidas na venda de:

o gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas correntes e gás liquefeito de petróleo - GLP derivado de petróleo e de gás natural, inclusive pelo importador e fabricante que optar pela tributação em regime especial.

o produtos farmacêuticos, de perfumaria, de toucador ou de higiene pessoal

o peças, máquinas e veículos pesados para agricultura, sendo facultada a opção pelo regime não cumulativo; o pneus novos de borracha e câmaras de ar

(19)

126

envasamento de água, refrigerante e cerveja

o água, refrigerante, cerveja e preparações compostas classificados nos códigos 22.01, 22.02, 22.03 e 2106.90.10 Ex 02, todos da TIPI, inclusive pela industria que optar pela tributação em regime especial

sujeitas à substituição tributária da (cigarros e veículos); de compra e venda de veículos automotores que optarem pelo sistema de venda em consignação;

decorrentes da venda de energia no Mercado Atacadista de Energia Elétrica – MAE

receitas decorrentes de venda de jornais e periódicos e de prestação de serviços das empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens;

da prestação de serviços de telecomunicações

relativas a contratos firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003 com prazo superior a 1 ano, de administradoras de planos de consórcios de bens móveis e imóveis ou de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços;

decorrentes de prestação de serviços de transporte coletivo rodoviário, metroviário, ferroviário e aquaviário de passageiros da prestação de serviço de transporte coletivo de passageiros, efetuado por empresas regulares de linhas aéreas domésticas, e as decorrentes da prestação de serviço de transporte de pessoas por empresas de táxi aéreo

de serviços prestados por hospital, pronto-socorro, clínica médica, odontológica, de fisioterapia e de fonoaudiologia, e laboratório de anatomia patológica, citológica ou de análises clínicas, bem como de diálise, raios X, radiodiagnóstico e radioterapia, quimioterapia e de banco de sangue

decorrentes de prestação de serviços de educação infantil, ensinos fundamental e médio e educação superior.

de venda de mercadoria nacional ou estrangeira, na Zona Franca de Manaus, a passageiros de viagens internacionais, saindo do País ou em trânsito, contra pagamento em cheque de viagem ou moeda estrangeira conversível

auferidas por pessoas jurídicas, decorrentes da edição de periódicos e de informações neles contidas, que sejam relativas aos assinantes dos serviços públicos de telefonia

receitas decorrentes de prestação de serviços com aeronaves de uso agrícola inscritas no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB);

decorrentes de prestação de serviços das empresas de call center, telemarketing, telecobrança e de teleatendimento em geral;

decorrentes da execução por administração, empreitada ou subempreitada, de obras de construção civil, até 31 de dezembro de 2006;

auferidas por parques temáticos, e as decorrentes de serviços de hotelaria e de organização de feiras e eventos, conforme definido em ato conjunto dos Ministérios da Fazenda e do Turismo.

(20)

127

atividade de desenvolvimento, instalação, suporte técnico e consultoria de software, até que seja criada uma contribuição sobre a folha de pagamento, ainda que optantes pelo lucro real, desde que:

o não detenham participação societária em outras pessoas jurídicas,

o nem tenham sócio ou acionista pessoa jurídica ou pessoa física residente no exterior.

o aufiram receita bruta igual ou inferior a R$ 1.200.000,00 ao ano, observados os valores proporcionais no caso de início e fim das atividades.

o as receitas decorrentes da prestação de serviços postais e telegráficos prestados pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos;

o as receitas decorrentes de prestação de serviços públicos de concessionárias operadoras de rodovias; o as receitas decorrentes da prestação de serviços das

agências de viagem e de viagens e turismo

Cigarros

A contribuição mensal devida pelos fabricantes e importadores de cigarros, na condição de contribuintes e de substitutos dos comerciantes varejistas, será calculada sobre o preço de venda no varejo, multiplicado por:

1,38, para o PIS; e 1,18, para a COFINS.

Bebidas

As alíquotas do PIS e da COFINS serão de 2,5% e 11,9%, no caso de fabricante ou importador de água, refrigerante, cervejas de malte e sem álcool e preparados para elaboração de bebidas, não alcoólicas. Essas empresas também podem optar, até o último dia útil de novembro do ano anterior, pela tributação do PIS e da COFINS por preço fixo unitário, com direito ao crédito de igual valor sobre as embalagens que adquirir de terceiros, respectivamente em:

o água (TIPI 22.01) envasada em embalagens de capacidade nominal igual ou superior a 10 litros: R$ 0,0021 e R$ 0,0098 por litro do produto envasado o para demais águas e refrigerantes classificados nos

códigos 22.01 e 22.02 da TIPI, R$ 0,0170 e R$ 0,0784; o R$ 0,0202 e R$ 0,0935, para bebidas classificadas no

código 2203 da TIPI: e

o R$ 0,0629 e R$ 0,2904, para preparações compostas classificadas no código 2106.90.10, Ex 02, da TIPI, para elaboração de bebida refrigerante do Capítulo 22. As receitas decorrentes da venda e da produção sob encomenda de embalagens pelas pessoas jurídicas industriais ou comerciais e pelos importadores, destinadas ao envasamento desses produtos, sujeitam-se ao recolhimento da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS fixadas por unidade de produto, respectivamente, em:

lata de alumínio-Código 7612.90.19 da TIPI e lata de aço-Código 7310.21.10 da TIPI, ficam reduzidas,

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128

o água e refrigerantes classificados nos códigos 22.01 e 22.02 da TIPI, R$ 0,0170 (dezessete milésimos do real) e R$ 0,0784

o R$ 0,0162 e R$ 0,0748, por litro de capacidade nominal de envasamento de cervejas classificadas no código 2203 da TIPI;

embalagens destinadas ao envasamento de água e refrigerantes quando se tratar:

o garrafas e garrafões para água (TIPI 22.01), classificados no código 3923.30.00 da TIPI, com capacidade nominal igual ou superior a 10 litros: R$ 0,0046 e R$ 0,0212 por litro de capacidade nominal de envasamento

o de pré-formas classificadas no código 3923.30.00 Ex 01 da TIPI:

o R$ 0,0056 e R$ 0,0259, para faixa de gramatura de até 30g;

o R$ 0,014 e R$ 0,0647, para faixa de gramatura acima de 30 até 42g;

o R$ 0,0234 e R$ 0,1078, para faixa de gramatura acima de 42g;

embalagens de vidro não retornáveis classificadas no código 7010.90.21 da TIPI ficam reduzidas, respectivamente, para R$ 0,0162 e R$ 0,0748, por litro de capacidade nominal de envasamento de refrigerantes ou cervejas; e

embalagens de vidro retornáveis classificadas no código 7010.90.21 da TIPI ficam reduzidas, respectivamente, para R$ 0,1617 e R$ 0,748, por litro de capacidade nominal de

envasamento de refrigerantes ou cervejas.

Combustíveis Derivados do Petróleo

O PIS e a COFINS devidos pelas refinarias de petróleo, demais produtores e importadores de combustíveis são devidos uma única vez (tributação concentrada), às seguintes alíquotas:

5,08% e 23,44%, quando se tratar de receita bruta decorrente da venda de gasolinas, exceto gasolina de aviação;

4,21% e 19,42%, quando se tratar de receita bruta decorrente da venda de óleo diesel e nafta petroquímica utilizada na produção de gasolina ou diesel (a partir de 1/12/2004);

10,2% e 47,4%, quando se tratar de receita bruta decorrente da venda de gás liqüefeito de petróleo e dos derivados de petróleo e gás natural ;

5% e 23,2%, quando se tratar de receita bruta decorrente da venda de querosene de aviação; e

0,65% e 3%, quando se tratar de receita bruta decorrente das demais atividades.

No caso dos combustíveis mencionados, o fabricante e o importador, a partir de maio/2004, poderão optar pela apuração especial do PIS e da COFINS, considerando os seguintes preços:

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129

correntes;

R$ 26,36 e R$ 121,64 por metro cúbico de diesel e suas correntes;

R$ 29,85 e R$ 137,85 por tonelada de gás liquefeito de petróleo (GLP); e

R$ 12,69 e R$ 58,51 por metro cúbico de querosene de aviação.

Distribuidoras De Álcool Para Fins Carburantes

As alíquotas do PIS e da COFINS fixadas para distribuidoras de álcool para fins carburantes, exceto quando adicionado à gasolina, são de 1,46% e 6,74% , respectivamente.

Produtos Farmacêuticos, de perfumaria, de toucador ou de higiene pessoal

Na industrialização ou importação dos produtos farmacêuticos, as alíquotas do PIS e da COFINS são 2,1% e 9,9% e dos produtos de perfumaria, de toucador ou de higiene pessoal, de 2,2% e 10,3%.

Peças, Máquinas e Veículos Agrícolas

As alíquotas do PIS e da COFINS fixadas para as pessoas jurídicas fabricantes e as importadoras dos produtos classificados nos códigos 84.29, 8432.40.00, 84.32.80.00, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05 e 87.06 da TIPI, relativamente à receita bruta decorrente da venda desses produtos, são de 1,47% e 6,79% (até abril/2004) e de 2% e 9,6% (a partir de maio/2004), respectivamente.

Nas vendas de peças para máquinas e veículos pesados, as alíquotas devidas pelas pessoas jurídicas fabricantes e os importadores são de :

1,65% e 7,6% respectivamente, nas vendas para fabricante de veículos e máquinas classificados nos códigos 84.29,

8432.40.00, 84.32.80.00, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05 e 87.06

2,3% e 10,8% , respectivamente, nas vendas para comerciante atacadista ou varejista ou para consumidores de autopeças quando destinadas à fabricação de veículos mencionados;

Pneus e Câmaras de Ar

As fabricantes e as importadoras dos produtos classificados nas posições 40.11 (pneus novos de borracha) e 40.13 (câmaras-de-ar de borracha), da TIPI, relativamente à receita bruta decorrente da venda desses produtos, ficam sujeitas ao pagamento do PIS e da COFINS às alíquotas de 2% e 9,5%, respectivamente.

Alíquota Zero

As alíquotas do PIS e da COFINS estão reduzidas a zero, exceto no caso de empresas optantes pelo SIMPLES, quando aplicáveis sobre a receita bruta decorrente:

da venda de gasolinas (exceto gasolina de aviação), óleo diesel e gás liquefeito de petróleo, por distribuidores e comerciantes varejistas;

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130

gasolina, por distribuidores;

da venda de álcool para fins carburantes, por comerciantes varejistas;

da venda dos produtos farmacêuticos de higiene pessoal, pelas pessoas jurídicas não enquadradas na condição de industrial ou importador;

da venda veículos, por comerciantes atacadistas e varejistas, exceto pela empresa comercial atacadista adquirente dos produtos resultantes da industrialização por encomenda;

da venda de pneus novos de borracha e câmaras-de-ar de borracha, por pessoas jurídicas comerciantes varejistas e atacadistas;

da venda de nafta petroquímica às centrais petroquímicas; da venda de gás natural canalizado e de carvão mineral, destinados à produção de energia elétrica pelas usinas integrantes do Programa Prioritário de Termoeletricidade, dos valores recebidos pelos concessionários, pela intermediação ou entrega dos veículos;

da venda por comerciantes atacadistas e varejistas de cerveja de malte e refrigerantes, exceto empresas optantes pelo SIMPLES ;

da venda à industria de água mineral, refrigerantes e cerveja pela industria das matérias-primas e materiais de embalagem destinados à exclusivamente àqueles produtos.

papel destinado à impressão de jornais, pelo prazo de 4 anos a partir de 1/5/2004 ou até que a produção nacional atenda 80% do consumo interno, na forma a ser estabelecida em

regulamento do Poder Executivo;

papéis classificados nos códigos 4801.00.10, 4801.00.90, 4802.61.91, 4802.61.99, 4810.19.89 e 4810.22.90 d TIPI, destinados à impressão de periódicos pelo prazo de 4 anos a partir de 1/05/2004 ou até que a produção nacional atenda 80% do consumo interno. Após esse período serão devidos o PIS e a COFINS às alíquotas de 0,8% e 3,2%, respectivamente; produtos hortícolas e frutas, classificados nos Capítulos 7 e 8, e ovos, classificados na posição 04.07, todos da TIPI;

verniz, tipo pasta de alumínio e folha de alumínio troquelada gravada, classificados, respectivamente nos códigos 32099029 e 76071910, quando adquiridos por pessoa jurídica fabricante de latas de alumínio, classificadas no código 76129019. partes e peças da posição 88.03 destinadas aos veículos e aparelhos da posição 88.02 da NCM.

receita bruta auferida por comerciante atacadista ou varejista, com a venda da venda de veículos e máquinas agrícolas receitas decorrentes da comercialização de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, produzidos na Zona Franca de Manaus para emprego em processo de industrialização por estabelecimentos industriais ali instalados e consoante projetos aprovados pelo Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA. adubos ou fertilizantes classificados no Capítulo 31 da TIPI, exceto os produtos de uso veterinário, e suas matérias-primas e de sementes para semeadura

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químicos e farmacêuticos, classificados nos Capítulo 29 a Nomenclatura Comum do Mercosul - NCM;

produtos destinados ao uso em laboratório de anatomia patológica, citológica ou de análises clínicas classificados nas posições 30.02, 30.06, 39.26, 40.15 e 90.18 da NCM

da venda, no mercado interno, de sêmens e embriões da posição 05.11 da NCM.

importação dos produtos farmacêuticos classificados nas posições 30.01, 30.03, exceto no código 3003.90.56, 30.04, exceto no código 3004.90.46, nos itens 3002.10.1, 3002.10.2, 3002.10.3, 3002.20.1, 3002.20.2, 3006.30.1 e 3006.30.2 e nos códigos 3002.90.20, 3002.90.92, 3002.90.99, 3005.10.10, 3006.60.00, todos da NCM

defensivos agropecuários classificados na posição 38.08 da TIPI e suas matérias-primas;

sementes e mudas destinadas à semeadura e plantio e produtos de natureza biológica utilizados em sua produção;

corretivo de solo de origem mineral classificado no Capítulo 25 da TIPI (sal; enxofre; terras e pedras; gesso, cal e cimento); produtos classificados nos códigos 0713.33.19, 0713.33.29 0713.33.99 (feijão) 1006.20, 1006.30 (arroz) e 1106.20 (farinha de sagu e tuberculos) da TIPI;

inoculantes agrícolas produzidos a partir de bactérias fixadoras de nitrogênio, classificados no código 3002.90.99 da TIPI; produtos classificados no Código 3002.30 da TIPI (Vacinas para medicina veterinária); e livros técnicos e científicos

semens e embriões da posição 05.11 da NCM.

aeronaves, classificadas na posição 88.02 da NCM, ou quando importadas, se utilizadas no transporte comercial de cargas ou de passageiros;

importação de partes, peças, ferramentais, componentes, insumos, fluidos hidráulicos, lubrificantes, tintas, anticorrosivos, equipamentos, serviços e matérias-primas a serem empregados na manutenção, reparo, revisão, conservação, modernização, conversão e montagem das aeronaves de que, de seus motores, suas partes, peças, componentes, ferramentais e equipamentos; receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus (ZFM), por pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM.

as receitas de máquinas e veículos classificados nos códigos 84.29, 8432.40.00, 84.32.80.00, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05 e 87.06 (veículos e máquinas agrícolas), exceto quando auferidas por pessoas jurídicas, exceto pela empresa comercial atacadista adquirente dos produtos resultantes da industrialização por encomenda;

aluguéis e contraprestações de arrendamento mercantil de máquinas e equipamentos, embarcações e aeronaves utilizados na atividade da empresa.

Importação de partes, peças e componentes destinados ao emprego na conservação, modernização e conversão de embarcações registradas no Registro Especial Brasileiro, quando os serviços forem realizados em estaleiros navais

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brasileiros;

importação de embarcações construídas no Brasil e transferidas por matriz de empresa brasileira de navegação para subsidiária integral no exterior, que retornem ao País como propriedade da mesma empresa nacional de origem, quando a embarcação for registrada no Registro Especial Brasileiro;

importação de máquinas, equipamentos, aparelhos, instrumentos, suas partes e peças de reposição, e películas cinematográficas virgens, destinados à indústria cinematográfica e audiovisual, e de radiodifusão;

receitas financeiras auferidas pelas pessoas jurídicas sujeitas, parcial ou integralmente, ao PIS/COFINS não-cumulativos, exceto receita de juros sobre capital próprio e decorrentes de operações de hedge.

Documentação A legislação do PIS e a COFINS não estabelece a obrigatoriedade de controle dos valores dos débitos e créditos utilizados na apuração dessas contribuições. No entanto, é recomendável elaborar de demonstrativos de apuração mensal, para sua comprovação e exibição ao Fisco, quando necessário. Este procedimento também facilitará o preenchimento, em cada trimestre, do DACON – Demonstrativo de Apuração do PIS e COFINS.

O Recolhimento do PIS e da COFINS é efetuado através do DARF. O

Obbsseerrvvaaççõõeess Empresas exportadoras : gozam de isenção do PIS e da COFINS

sobre a receita de exportação

Instituições Sem Fins Lucrativos : as entidades de educação,

assistência social e de caráter filantrópico contribuem para o PIS sobre a folha de pagamento, à alíquota de 1% e são isentas da COFINS.

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Obrigações Tributárias Federais

Demais Empresas

IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados

Descrição O IPI é devido sobre a venda de produtos industrializados, nacionais e estrangeiros e calculado às alíquotas fixadas conforme a

essencialidade de cada produto.

Ato Regulador Leis 4.502/64, 9363/1996, 10.833/2003, 10.637/2002 e 10684/2003, Medida Provisória 206/2004; Decreto-lei 34/66, Decreto 2.637/98 e Instruções Normativas 296/2003 e 429 SRF/2004 e ADI 16

SRF/2004

Órgão Competente Secretaria da Receita Federal

Periodicidade A apuração do IPI será:

Decendial - para os produtos classificados no Capítulo 22, no código 2402.20.00 e nas posições 84.29, 84.32, 84.33, 87.01 a 87.06 e 87.11 da TIPI,

Quinzenal - para os demais produtos, de 1º. de janeiro de

2004 a 30 de setembro de 2004

Mensal - para as microempresas e empresas de pequeno porte, para os produtos de procedência estrangeira, na importação e, a partir de 1º de outubro de 2004, para todos os produtos, exceto os classificados no Capítulo 22 da TIPI, nas posições 84.29, 84.32, 84.33, 87.01 a 87.06 e 87.11 e no código 2402.20.00.

Tratamento Diferenciado

ME/PP Empresas não-optantes pelo SIMPLES: A ME e EPP, enquadradas no Estatuto – Lei 9841/99, mas não optantes pelo SIMPLES, devem apurar IPI mensal, normalmente, e efetuar o recolhimento até o último dia útil do mês seguinte.

Empresas Optantes pelo SIMPLES

As microempresas e empresas de pequeno porte enquadradas no SIMPLES pagam o IPI às seguintes alíquotas, ainda que o produto seja isento, tributado à alíquota zero ou com suspensão do imposto:

0,75%, para contribuinte do IPI cuja receita bruta

acumulada da prestação de serviços seja igual ou superior a 30% da receita total ;

0,5%, para contribuinte do IPI nas demais situações No caso de excesso de receita, em relação aos limites de receita bruta fixados, o IPI incidirá às alíquotas de 0,9% e 0,6%, respectivamente.

O recolhimento do IPI deve ser realizado juntamente com os demais tributos integrantes do SIMPLES até o décimo dia do mês seguinte à apuração.

Prazo Para recolhimento do IPI:

no caso dos produtos classificados no capítulo 22 e no código 2402.20.00, da TIPI: até o terceiro dia útil do decêndio subseqüente ao de ocorrência dos fatos geradores;

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84.32, 84.33, 87.01 a 87.06 e 87.11 da TIPI: até o último dia útil do decêndio subseqüente ao de ocorrência dos fatos geradores; e

no caso dos demais produtos:

o em relação aos fatos geradores que ocorrerem no período de 1º de janeiro de 2004 até 30 de setembro de 2004: até o último dia útil do decêndio

subseqüente à quinzena de ocorrência dos fatos geradores; e

o em relação aos fatos geradores que ocorrerem a partir de 1º de outubro de 2004: até o último dia útil da quinzena subseqüente ao mês de ocorrência dos fatos geradores;

na importação: na data de registro da declaração de importação.

Responsáveis Titular ou sócios

Validade/Efetividade

Penalidade pelo

Descumprimento O recolhimento espontâneo, mas fora do prazo, está sujeito aos seguintes encargos: juros pela Taxa SELIC, acumulada a partir do mês seguinte ao do vencimento e até o mês anterior ao pagamento; 1% de juros no mês do pagamento;

multa de 0,33% por dia de atraso, até 20% do tributo devido. No caso de fiscalização, será cobrada a multa de ofício de 75% ou 150% sobre o valor dos tributos devidos, podendo ser elevadas para 112,5% a 225%, nos casos de não atendimento, pelo sujeito passivo, da intimação para prestar esclarecimentos ou apresentar arquivos e documentos.

Custo/Incidência As alíquotas do IPI variam de zero a 330%, conforme o produto. Como se trata de imposto não cumulativo, o contribuinte poderá descontar o IPI pago, nas operações anteriores:

pelo próprio contribuinte quando da importação; ou por outro contribuinte quando da aquisição no mercado interno.

Documentação O recolhimento do IPI deve ser realizado através do DARF. O

Obbsseerrvvaaççõõeess Crédito Presumido do IPI para Ressarcimento do PIS e COFINS na Exportação

Empresa Tributada pelo Lucro Presumido

A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais, tributada pelo Lucro Presumido, faz jus a um crédito do IPI como ressarcimento das contribuições para o PIS e COFINS.

O crédito é calculado à razão de 5,37% sobre a diferença entre a receita de exportação e o custo de aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, sendo opcional o uso de formula alternativa instituída pela Lei 10.276/2001, que é bem mais complexa.

Empresa tributada pelo Lucro Real

Até 2001, o crédito presumido sobre o IPI era concedido também às empresas tributadas pelo lucro real. A partir de 2002, deixou de ser

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aplicado a estas empresas, em relação ao PIS, porque este passou a ser não cumulativo, mas foi mantido o crédito de 4,04% como ressarcimento da COFINS.

A partir de fevereiro/2004, as empresas tributadas pelo Lucro Real também não terão mais direito ao crédito presumido do IPI para ressarcimento da COFINS, tendo em vista a não cumulatividade dessa contribuição.

Quando a pessoa jurídica auferir, concomitantemente, receitas sujeitas à incidência não-cumulativa e cumulativa, fará jus ao crédito presumido do IPI apenas em relação às receitas sujeitas à cumulatividade do PIS e da COFINS.

SUSPENSÃO DO IPI

Terão o direito à suspensão do IPI:

bebidas alcoólicas nacionais (Códigos TIPI 22.04, 22.05, 22.06.00 e 22.08), acondicionados em recipientes de capacidade superior ao permitido para venda a varejo, destinados a industrias, atacadistas, cooperativas de produtores e engarrafadores que os utilizem como insumo na fabricação dos mesmos produtos.

óleo de menta em bruto, produzido por lavradores, com emprego do produto de sua própria lavoura, quando remetido a industrias, diretamente ou por intermédio de postos de compra;

produtos remetidos para exposição em feiras de amostras e promoções semelhantes;

produtos remetidos para depósitos fechados ou armazéns-gerais e os devolvidos ao remetente;

produtos industrializados com matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, importados pelo regime de drawback – suspensão e isenção, quando remetidos diretamente a industrias exportadoras para produção de mercadorias a serem exportadas direta ou por intermédio de empresa comercial exportadora;

produtos que saiam do estabelecimento industrial, com o fim específico de exportação, para empresas comerciais exportadoras, recintos alfandegados ou outros locais onde se processe o despacho aduaneiro de exportação; matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagem destinados à industrialização, desde que os produtos industrializados sejam devolvidos ao

estabelecimento remetente;

produtos industrializados e em cuja operação o executor da encomenda não tenha utilizado produtos de sua

industrialização ou importação, remetidos ao

estabelecimento de origem e desde que sejam por este destinados a comércio ou a emprego em nova

industrialização que dê origem a saída de produto tributado; matérias-primas ou produtos intermediários remetidos para emprego em operação industrial em outro estabelecimento, quando o executor da industrialização for o próprio

remetente daqueles insumos;

veículo, aeronave ou embarcação das posições 87.02, 87.03, 87.04, 87.05, 88.02, 89.01, 89.02, 89.03 e 89.06 da

(29)

136

TIPI, que deixar o estabelecimento industrial exclusivamente para emprego em provas de engenharia pelo próprio fabricante, desde que a ele retorne no prazo de trinta dias, salvo motivos de ordem técnica devidamente justificados; componentes, chassis, carroçarias, acessórios, partes e peças, adquiridos para emprego na industrialização dos produtos autopropulsados classificados nos Códigos 84.29, 84.32, 84.33, 87.01, 87.02, 87.03, 8704.10.00, 8704.2, 8704.3, 87.05, 8706 e 87.11 da TIPI;

matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos por estabelecimento industrial fabricante de partes e peças destinadas à fabricação de aeronaves e aparelhos espaciais, e suas partes;

produtos remetidos, para industrialização ou comércio, de um para outro estabelecimento, industrial ou equiparado a industrial, da mesma empresa;

bens do ativo permanente (máquinas e equipamentos, aparelhos, instrumentos, utensílios, ferramentas, gabaritos, moldes, matrizes e semelhantes), remetidos pelo

estabelecimento industrial a outro estabelecimento da mesma empresa, para serem utilizados no processo industrial do recebedor;

bens do ativo permanente, remetidos a outro

estabelecimento para utilização no processo industrial de produtos encomendados pelo remetente, desde que retornem ao estabelecimento encomendante após o prazo fixado para a fabricação dos produtos;

partes e peças destinadas ao reparo de produtos com defeito de fabricação, quando a operação for executada gratuitamente por concessionários ou representantes, em virtude de garantia dada pelo fabricante; e

matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem, de fabricação nacional, vendidos a

estabelecimento industrial para industrialização, em outro estabelecimento da mesma empresa ou de terceiro, de produto destinado à exportação.

A suspensão abrange também:

as saídas de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, destinados a estabelecimento que se dedique, preponderantemente, à elaboração dos produtos classificados Capítulos 2 a 4, 7 a 12, 15 a 20, 23 (exceto códigos 2309.10.00 e 2309.90.30 e Ex-01 no código 2309.90.90), 28 a 31 e 64, no código 2209.00.00 e 2501.00, e nas posições 21.01 a 2105.00 da TIPI.

as saídas dos seguintes produtos de estabelecimentos industriais fabricantes:

o componentes, chassis, carroçarias, partes e peças de máquinas e aparelhos, material elétrico, e suas partes;aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e som e de televisão, e suas partes e acessórios

(30)

137

e aparelhos espaciais, e suas partes

as saídas de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem de adquiridos por empresas preponderantemente exportadoras.

(31)

138

Obrigações Tributárias Federais

Demais Empresas

CIDE - Combustíveis

Descrição A CIDE - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico é devida pelo produtor, formulador, importador de gasolina e suas correntes,

diesel e suas correntes, querosene de aviação e outros querosenes,

óleos combustíveis (fuel-oil), gás liquefeito de petróleo (GLP), inclusive o derivado de nafta, e álcool etílico combustível.

Ato Regulador Leis 10.336/2001 e 10485/2004, Decreto 5060/2004 e Instrução Normativa SRF 422/2004

Órgão Competente Secretaria da Receita Federal

Periodicidade Apuração mensal, quando incidir na comercialização no mercado interno;

Apuração por operação, na importação ou na aquisição, no mercado interno ou não, de nafta petroquímica destinada à produção de gasolina.

Tratamento

Diferenciado ME/PP Não há

Prazo A CIDE - Combustíveis deve ser paga até o último dia útil da primeira quinzena do mês seguinte ao fato gerador, exceto no caso de

importação, quando deve ser paga na data do registro da operação.

Responsáveis Titular ou sócios.

A empresa, que importar produtos por intermédio de importadora, é solidariamente, responsável pelo recolhimento da CIDE.

A cooperativa, que receber para comercialização a produção de seus associados, também é responsável pelo recolhimento da CIDE.

Validade/Efetividade São isentas da Cide-Combustíveis:

a nafta petroquímica destinada à elaboração, por central petroquímica, de produtos petroquímicos;

as vendas para empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação;

a partir de 1/5/2004, a receita da comercialização dos gases propano (Código NCM - 271112) butano (Código NCM - 271113), e a mistura desses gases, quando destinados à utilização como propelentes em embalagem tipo aerosol. Não há incidência da CIDE:

nas exportações,

na importação e comercialização de "normal-parafina", não destinada à formulação de gasolina ou de diesel (Códigos NCM 2710.19.99 ou 2712.20.00), e de butano de pureza igual ou superior a 95% em n-butano ou em isobutano, (Código NCM 29.01)

Penalidade pelo

Descumprimento O recolhimento espontâneo, mas fora do prazo, sofre os seguintes encargos: juros pela Taxa SELIC, acumulada a partir do mês seguinte ao do vencimento e até o mês anterior ao pagamento;

(32)

139

1% de juros no mês do pagamento;

multa de 0,33% por dia de atraso, até 20% do tributo devido. No caso de fiscalização, será cobrada a multa de ofício de 75% ou 150% sobre o valor dos tributos devidos, podendo ser elevadas para 112,5% a 225%, nos casos de não atendimento, pelo sujeito passivo, da intimação para prestar esclarecimentos ou apresentar arquivos e documentos.

Custo/Incidência A CIDE, devida na importação e na comercialização no mercado interno, será determinada com base nos seguintes valores :

R$ 280,00 por metro cúbico de gasolinas e suas correntes; R$ 70,00 por metro cúbico de diesel e suas correntes. Estão reduzidas a zero as alíquotas aplicáveis a:

querosene de aviação; demais querosenes;

óleos combustíveis com alto teor de enxofre; óleos combustíveis com baixo teor de enxofre;

gás liquefeito de petróleo, inclusive o derivado de gás natural e de nafta; e

álcool etílico combustível.

Deduções na Comercialização

O comerciante de combustíveis no mercado interno pode deduzir o valor da CIDE incidente em operação anterior que foi pago:

pelo próprio contribuinte quando da importação; ou

por outro contribuinte quando da aquisição no mercado interno.

Documentação O pagamento é realizado através do DARF O

Obbsseerrvvaaççõõeess

(33)

140

Obrigações Acessórias Federais

ME/PP

Simples Federal

Descrição As empresas enquadradas no SIMPLES são obrigadas a: afixar placa indicativa da opção em local visível;

comunicar a sua exclusão ou a modificação da categoria de seu enquadramento;

escriturar o Livro Registro de Inventário;

manter escrituração contábil completa, que pode ser substituída pelo livro Caixa;

emitir Notas Fiscais nas vendas e prestação de serviços; levantar inventário físico dos estoques no final do ano; guardar os documentos e os livros;

Ato Regulador Leis 9.317/96 e Lei 8137/90

Órgão Competente Secretaria da Receita Federal

Periodicidade Afixação da placa indicativa: permanente Comunicação da exclusão: eventualmente

Escrituração do Livro Diário ou do Livro Caixa: diariamente

Escrituração do Livro Registro de Inventário: em 31 de dezembro de

cada ano

Emissão de Notas Fiscais: por ocasião da venda ou da prestação dos

serviços

Inventário Físico dos Estoques: no final de cada ano Guarda de Livros e documentos: permanentemente Tratamento

Diferenciado ME/PP O próprio SIMPLES

Prazo Afixação da placa: imediatamente após a opção

Escrituração do Livro Diário ou do Livro Caixa: 30 dias encerrado o

mês

Comunicação do desenquadramento como ME e EPP:

por excesso de receita no ano de início de atividades: até o último dia útil do mês seguinte;

por excesso de receita de empresa já existente: até 31 de janeiro de cada ano;

por outras situações: até o último dia útil do mês seguinte ao fato de exclusão .

Escrituração do Livro de Inventários: até o último dia útil do mês de

janeiro

Emissão de Notas Fiscais: no ato da venda ou da prestação dos

serviços

Guarda de documentos e livros: até 10 anos Responsáveis Titular ou sócios

(34)

141 Validade/Efetividade

Penalidade pelo

Descumprimento Falta de comunicação da exclusão ou da modificação da categoria de seu enquadramento: exclusão de ofício e multa de 10% sobre o

valor dos tributos devidos no mês de ocorrência do fato que levou à exclusão

Falta da Placa Indicativa: multa de 2% sobre o valor dos tributos

devidos em cada mês que a empresa permanecer sem a placa

Falta de Nota Fiscal: caracteriza a omissão de receitas, punida com

multa de ofício de 75% a 150% sobre o valor dos tributos devidos

Falta de escrituração e da guarda dos documentos e livros: enseja o

arbitramento do lucro, além da multa de ofício de 75% a 150% sobre o valor dos tributos devidos.

No caso de evidência de fraude: as penalidades podem ser

agravadas.

Custo/Incidência Custos administrativo e contábil para emissão de documentos fiscais, escrituração dos livros fiscais e comerciais.

Custo dos livros e documentos fiscais

Documentação Os citados na descrição acima O

(35)

142

Obrigações Acessórias Federais

ME/PP

DPJ – Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica

Optantes pelo SIMPLES e Inativas

Descrição A DPJ deve ser entregue pelas pessoas jurídicas enquadradas no SIMPLES, para informar os tributos devidos, e pelas empresas que ficaram inativas no ano anterior.

Ato Regulador Decreto 3000/99

Órgão Competente Secretaria da Receita Federal

Periodicidade Anual

Tratamento

Diferenciado ME/PP A própria declaração

Prazo Até o último dia útil do mês de maio de cada ano

Responsáveis Titular, sócios e contabilista

Validade/Efetividade Penalidade pelo Descumprimento

Falta ou atraso da DPJ: multa de 2% ao mês ou fração sobre o Imposto

de Renda devido no ano, observado o valor mínimo de R$ 200,00, limitada a 20% do imposto devido.

Informações inexatas ou omitidas: multa de R$ 20,00 para cada grupo

de 10.

Custo/Incidência Custo administrativo e contábil para preencher a DPJ e transmitir pela Internet

Documentação Arquivo gerado através do Programa DPJ e Recibo de entrega

O

(36)

143

Obrigações Acessórias Federais

Demais Empresas

Lucro Presumido

Descrição As empresas optantes pelo Lucro Presumido são obrigadas a:

escriturar o Livro Registro de Inventário, com base no inventário físico ao final de cada ano;

manter escrituração contábil completa, que pode ser substituída pelo livro Caixa, apenas para efeitos fiscais;

emitir Notas Fiscais;

guardar os documentos e os livros.

Ato Regulador Decreto 3000/1999

Órgão Competente Secretaria da Receita Federal

Periodicidade Inventário físico dos estoques e escrituração do Livro Registro de Inventário: em 31 de dezembro de cada ano

Emissão de Notas Fiscais: por ocasião da venda ou da prestação dos

serviços

Guarda de Livros e documentos: permanentemente Escrituração contábil ou do livro Caixa: diariamente Tratamento

Diferenciado ME/PP Não há

Prazo Inventário físico dos estoques: 31 de dezembro de cada ano Escrituração do Livro Registro de Inventário: até último dia útil do

mês de janeiro

Emissão de Notas Fiscais: por ocasião da venda ou da prestação dos

serviços

Guarda de Livros e documentos:

para o IRPJ, a CSLL e a COFINS: até 5 anos, contados do ano seguinte ao fixado para entrega da Declaração de IRPJ; para o PIS: 10 anos, contados conforme o prazo anterior.

Escrituração contábil ou do livro Caixa: até o último dia útil do

trimestre seguinte ao da apuração do IRPJ e da CSLL.

Guarda dos arquivos e sistemas de processamento de dados que geraram a escrituração ou outros documentos: guarda pelo prazo de

10 anos à disposição da fiscalização

Responsáveis Titular, sócios e o Contabilista

Validade/Efetividade Penalidade pelo Descumprimento

Pela falta de Nota Fiscal, que caracteriza a omissão de receitas:

multa de ofício de 75% a 150% sobre o valor dos tributos devidos

Pela falta de escrituração e da guarda dos documentos e livros, que enseja o arbitramento do lucro: multa de ofício de 75% a 150% sobre

o valor dos tributos devidos.

No caso de evidência de fraude as penalidades podem ser agravadas.

Referências

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