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DE NOVEMBRO DE 2014

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15 DE NOVEMBRO DE 2014 ARTIGOS DE ESTUDO 29 DE DEZEMBRO –4 DE JANEIRO A ressurrei ¸cao˜ de Jesus — o que significa para nos´ PAGINA 3´ ˙CANTICOS: 5, 60ˆ 5-11 DE JANEIRO

Por que devemos ser santos PAGINA 8´ ˙CANTICOS: 119, 17ˆ 12-18 DE JANEIRO Devemos ser santos em toda a nossa conduta PAGINA 13´ ˙CANTICOS: 65, 106ˆ 19-25 DE JANEIRO

“O povo cujo

Deuse Jeov´ a”´

PAGINA 18´ ˙CANTICOS: 46, 63ˆ 26 DE JANEIRO –1.° DE FEVEREIRO ‘Agora voces sˆ ao˜ povo de Deus’ PAGINA 23´ ˙CANTICOS: 112, 101ˆ

(2)

Esta publica ¸cao n˜ ao˜ e vendida. Ela faz parte de uma obra edu-´ cativa bıblica, mundial, mantida por donativos. A menos que haja´ outra indica ¸cao, os textos b˜ ıblicos citados s´ ao da Tradu ¸c˜ ao do˜ Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referencias.ˆ

A Sentinelae publicada quinzenalmente pela Associa ¸c´ ao Torre de Vigia de B˜ ıblias e Tratados.´ Sede e grafica: Rodovia SP-141, km 43, Ces´ ario Lange, SP, 18285-901. Diretor respons´ avel:´ A. S. Machado Filho. Revista registrada sob o numero de ordem 514.´ 5 2014 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania. Todos os direitos reservados. Impressa no Brasil.

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˙ November 15, 2014

Vol. 135, No. 22 Semimonthly PORTUGUESE (Brazilian Edition) ARTIGOS DE ESTUDO

ˇ A ressurrei ¸cao de Jesus — o que significa˜ para nos´

Veja por que podemos ter certeza de que Jesus foi ressus-citado e esta vivo hoje. Esse artigo tamb´ em mostra como´ a ressurrei ¸cao de Cristo para a vida celestial imortal deve˜ afetar a nos e nossas atividades como proclamadores do´ Reino.

ˇ Por que devemos ser santos

ˇ Devemos ser santos em toda a nossa conduta Esses artigos, baseados em grande parte no livro de Levıti-´ co, mostram por que Jeova requer santidade de seu povo e´ como podemos demonstrar essa qualidade. Tambem consi-´ deram como podemos ser santos em toda a nossa conduta.

ˇ “O povo cujo Deuse Jeov´ a”´ ˇ ‘Agora voces sˆ ao povo de Deus’˜

Algumas pessoas com quem estudamos a Bıblia acham dif´ ı-´ cil aceitar que Jeova tem apenas uma organiza ¸c´ ao na Terra.˜ Para elas, o que importa para agradar a Deuse ser sincero,´ independentemente da religiao a que pertencem. Esses ar-˜ tigos mostram a importancia de identificar o povo de Deus eˆ servir a Jeova junto com ele.´

TAMBEM NESTE N´ UMERO´

28 Perguntas dos Leitores

31 De Nossos Arquivos

CUBA

CAPA: Publicadores do Reino pre-gando em Santiago de Cuba, a se-gunda maior cidade da ilha, conheci-da por sua musica e dan ¸cas t´ ıpicas´

                                    POPULA ¸CAO˜

11.163.934

PUBLICADORES

96.206

PIONEIROS REGULARES

9.040

                                   

270

publicadores surdos usam a lıngua de sinais cubana´

(3)

POUCO tempo depois da morte de Jesus, o apostolo Pedro se´ viu diante de um grupo de homens amea ¸cadores e hostis. Eles eram lıderes religiosos judaicos — os mesmos que haviam tra-´ mado a morte de Jesus. Esses homens influentes exigiram uma explica ¸cao. Pedro havia curado um homem coxo de nascen ¸ca, e˜ eles queriam saber com que poder ou em nome de quem o apostolo tinha feito aquilo. Com coragem, Pedro respondeu:´ “No nome de Jesus Cristo, o nazareno, a quem pregastes numa estaca, mas a quem Deus levantou dentre os mortos, por essee´ que este homem esta aqui s´ ao em p˜ e diante de v´ os.” — Atos´ 4:5-10.

2Algum tempo antes, Pedro, tomado de medo, tinha negado a Jesus tres vezes. (Mar. 14:66-72) Agora que ele estava dianteˆ desses lıderes religiosos, o que lhe deu coragem? O esp´ ırito san-´ to teve um papel importante nisso, mas a certeza de Pedro de que Jesus havia sido ressuscitado tambem foi fundamental.´ Como esse apostolo podia estar t´ ao certo de que Jesus estava˜ vivo? E por que podemos ter essa mesma certeza?

1, 2. (a) O que alguns lıderes religiosos queriam saber, e qual foi a rea ¸c´ ao˜ de Pedro? (Veja a gravura no inıcio do artigo.) (b) Nessa ocasi´ ao, o que deu˜ coragem a Pedro?

A ressurrei ¸c

ao de Jesus

˜

O que significa para n

os

´

“Ele . . . foi levantado.” — MAT. 28:6.

SABE EXPLICAR?

Em que sentido a ressurrei ¸cao˜ de Jesus foi diferente das ante-riores?

Que provas existem de que Jesus foi ressuscitado e esta vivo hoje?´

O que a ressurrei ¸cao de Jesus˜ significa para voce?ˆ

(4)

3A ideia de que mortos podem voltar a viver nao era novidade para os ap˜ ostolos de´ Jesus; ressurrei ¸coes haviam ocorrido antes˜ de seus dias. Eles sabiam que os profetas Elias e Eliseu haviam recebido poder de Deus para realizar esses milagres. (1 Reis 17:17-24; 2 Reis 4:32-37) Um homem morto ate mesmo reviveu quando seu corpo tocou´ nos ossos de Eliseu ao ser jogado numa se-pultura. (2 Reis 13:20, 21) Os primeiros cristaos acreditavam nesses relatos b˜ ıbli-´ cos, assim como nos acreditamos que a Pa-´ lavra de Deuse verdadeira.´

4E bem prov´ avel que j´ a tenhamos ficado´ muito comovidos ao ler os relatos das res-surrei ¸coes realizadas por Jesus. Quando ele˜ trouxe de volta a vida o filho` unico de´ uma viuva, ela deve ter ficado maravilhada.´ (Luc. 7:11-15) Em outra ocasiao, Jesus res-˜ suscitou uma menina de 12 anos. Imagine a alegria e a surpresa de seus abalados pais quando sua filha voltou a viver! (Luc. 8:49-56) E pense na grande emo ¸cao que as pes-˜ soas devem ter sentido quando viram Laza-´ ro saindo vivo e saudavel do t´ umulo! — Jo´ ao˜ 11:38-44.

POR QUE A RESSURREI ¸CAO DE JESUS˜ FOI INCOMPARAVEL´

5Os apostolos sabiam que a ressurrei ¸c´ ao˜ de Jesus era diferente das outras que ja ti-´ nham ocorrido. Nessas ressurrei ¸coes, as˜ pessoas voltaram com corpos fısicos e com´ o tempo morreram de novo. Ja no caso de´ Jesus, ele foi ressuscitado com um corpo espiritual que era incorruptıvel.´ (Leia Atos 13:34.) Pedro disse que Jesus ‘foi mor-to na carne, mas vivificado no espırito’.´ Ele acrescentou: “[Cristo] esta´ a direita de` Deus, pois foi para o ceu; e foram-lhe´ 3, 4. (a) Que ressurrei ¸coes ocorreram antes dos˜ dias dos apostolos de Jesus? (b) Que ressurrei ¸c´ oes˜ Jesus realizou?

5. Em que sentido a ressurrei ¸cao de Jesus foi dife-˜ rente das que ocorreram antes?

sujeitos anjos, e autoridades, e poderes.” (1 Ped. 3:18-22) As ressurrei ¸coes anteriores˜ haviam sido impressionantes e milagrosas, mas nenhuma delas se comparava a esse milagre extraordinario.´

6A ressurrei ¸cao de Jesus teve grande im-˜ pacto em seus discıpulos. Embora seus ini-´ migos achassem que ele estava morto, Jesus estava vivo como uma poderosa pessoa es-piritual que nenhum humano podia preju-dicar. Sua ressurrei ¸cao provou que ele era o˜ Filho de Deus, transformando o profundo pesar dos discıpulos em grande alegria.´ Alem disso, o medo deles foi substitu´ ıdo´ pela coragem. A ressurrei ¸cao de Jesus foi de˜ importancia central para o propˆ osito de´ Jeova e para as boas novas que eles procla-´ mariam com coragem por toda a parte.

7Como servos de Jeova, estamos bem´ apercebidos de que Jesus nao foi simples-˜ mente um grande homem. Ele esta vivo´ hoje e orientando uma obra que afeta todas as pessoas na Terra. Como Rei do Reino ce-lestial de Deus, Jesus Cristo em breve elimi-nara toda a maldade da Terra e a transfor-´ mara num para´ ıso onde as pessoas viver´ ao˜ para sempre. (Luc. 23:43) Nada disso seria possıvel se Jesus n´ ao tivesse sido ressusci-˜ tado. Entao, que motivos temos para acre-˜ ditar que ele foi levantado dentre os mor-tos? O que sua ressurrei ¸cao significa para˜ nos?´

JEOVA MOSTRA SEU PODER´ SOBRE A MORTE

8Apos a execu ¸c´ ao de Jesus, os principais˜ sacerdotes e os fariseus foram a Pilatos e 6. Que impacto a ressurrei ¸cao de Jesus teve em˜ seus discıpulos?´

7. O que Jesus esta fazendo hoje, e que perguntas´ surgem?

8, 9. (a) Por que os lıderes religiosos judaicos soli-´ citaram que o tumulo de Jesus ‘fosse feito seguro’?´ (b) O que aconteceu quando duas mulheres foram ao tumulo?´

(5)

disseram: “Senhor, lembramo-nos de que esse impostor dizia, enquanto ainda estava vivo: ‘Depois de tres dias eu hei de ser le-ˆ vantado.’ Portanto, ordena que o sepulcro seja feito seguro ate o terceiro dia, para que´ nao venham os seus disc˜ ıpulos e o furtem,´ e digam ao povo: ‘Ele foi levantado dentre os mortos!’ e esta ultima impostura seja´ pior do que a primeira.” Em resposta, Pi-latos disse a eles: “Tendes uma guarda. Ide faze-lo tˆ ao seguro como sabeis.” Foi˜ exatamente isso que eles fizeram. — Mat. 27:62-66.

9O corpo de Jesus havia sido colocado num tumulo escavado em rocha maci ¸ca, fe-´ chado com uma enorme pedra. Era ali que os lıderes religiosos judaicos queriam que´ Jesus ficasse — naquele tumulo, morto para´ sempre. Mas nao era isso que Jeov˜ a tinha´ em mente para o seu Filho. Quando Maria Madalena e a outra Maria foram ao tumulo´ no terceiro dia, elas viram que a pedra ha-via sido rolada da entrada e que haha-via um anjo sentado nela. O anjo orientou as mu-lheres a olhar dentro do tumulo e ver que´ ele estava vazio. “Ele nao est˜ a aqui”, disse o´ anjo, “pois foi levantado”. (Mat. 28:1-6) Sim, Jesus estava vivo!

10Os acontecimentos nos 40 dias se-guintes deixaram bem claro que Jesus ha-via sido ressuscitado. Resumindo os fatos, o apostolo Paulo escreveu aos cor´ ıntios:´ “Eu vos transmiti, entre as primeiras coi-sas, aquilo que tambem recebi, que Cristo´ morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; e que ele foi enterrado, sim, que foi ressuscitado no terceiro dia, segundo as Escrituras; e que ele apareceu a Cefas, de-pois aos doze. Dede-pois disso apareceu a mais de quinhentos irmaos de uma s˜ o vez,´ a maioria dos quais permanece ate o pre-´ sente, mas alguns ja adormeceram na mor-´ 10. Como Paulo provou que Jesus havia sido res-suscitado?

te. Depois disso apareceu a Tiago, e entao a˜ todos os apostolos; mas, por´ ultimo de to-´ dos, apareceu tambem a mim, como a al-´ guem nascido prematuramente.” — 1 Cor.´ 15:3-8.

POR QUE TEMOS CERTEZA DE QUE JESUS FOI RESSUSCITADO

11Primeiro, temos certeza da ressurrei-¸cao de Jesus porque ela aconteceu “segundo˜ as Escrituras”.A Palavra de Deus predisse essa ressurrei ¸cao. Por exemplo, Davi escre-˜ veu que o principal servo “leal” de Deus nao seria deixado no Seol, ou sepultu-˜ ra.(Leia Salmo 16:10.) No Pentecostes de 33 EC, o apostolo Pedro aplicou esse vers´ ı-´ culo profetico a Jesus, dizendo: “[Davi] pre-´ viu e falou a respeito da ressurrei ¸cao do˜ Cristo, que ele nem foi abandonado no Ha-des, nem viu a sua carne a corrup ¸cao.”˜ — Atos 2:23-27, 31.

12Segundo, temos certeza da ressurrei-¸cao de Jesus por causa do testemunho de˜ muitas pessoas. Durante um perıodo de´ 40 dias, o ressuscitado Jesus apareceu a seus discıpulos no jardim onde estava seu´ tumulo, bem como na estrada para Ema´ us´ e em outros lugares. (Luc. 24:13-15) Nessas ocasioes, ele conversou com pessoas indi-˜ vidualmente — como no caso de Pedro — e com grupos de pessoas. Certa vez, ele apa-receu a uma multidao de mais de 500 dis-˜ cıpulos! O testemunho de tantas pessoas´ nao pode ser desconsiderado.˜

13Terceiro, temos certeza da ressurrei ¸cao˜ de Jesus por causa do zelo que seus discıpu-´ los mostraram ao divulgar essa verdade. Seu testemunho zeloso sobre a ressurrei-¸cao do Cristo resultou em persegui ¸c˜ ao,˜ 11. Em que sentido a ressurrei ¸cao de Jesus aconte-˜ ceu “segundo as Escrituras”?

12. Quem viu o ressuscitado Jesus?

13. Como o zelo dos discıpulos mostrou que eles´ tinham certeza da ressurrei ¸cao de Jesus?˜

(6)

sofrimento e morte. Se Jesus nao tivesse˜ sido levantado — se tudo fosse apenas uma trapa ¸ca —, entao por que Pedro arriscaria a˜ vida para falar dessa ressurrei ¸cao aos l˜ ıde-´ res religiosos, que odiavam Jesus e haviam tramado sua morte? Porque Pedro e os outros discıpulos tinham certeza de que Je-´ sus estava vivo e orientando a obra de pre-ga ¸cao. Al˜ em disso, a ressurrei ¸c´ ao de Jesus˜ garantiu a seus seguidores que eles tam-bem seriam ressuscitados. Por exemplo,´ Estevˆ ao morreu tendo a certeza de que ha-˜ veria uma ressurrei ¸cao dos mortos. — Atos˜ 7:55-60.

14Quarto, temos certeza da ressurrei ¸cao˜ de Jesus por causa das evidencias de que eleˆ esta governando como Rei e servindo como´ Cabe ¸ca da congrega ¸cao.˜ Em resultado dis-so, o cristianismo verdadeiro esta prospe-´ rando. Sera que isso estaria acontecendo se´ Jesus nao tivesse sido levantado dentre os˜ mortos? Na realidade, nos provavelmente´ nunca terıamos ouvido falar dele se ele n´ ao˜ tivesse sido ressuscitado. Mas temos fortes motivos para acreditar que Jesus esta vivo´ e nos orientandoa medida que proclama-` mos as boas novas em toda a Terra.

O QUE A RESSURREI ¸CAO DE JESUS˜ SIGNIFICA PARA NOS´

15A ressurrei ¸cao de Cristo nos d˜ a cora-´ gem para pregar.Por dois mil anos, os ini-migos de Deus tem usado todo tipo de ar-ˆ mas para tentar acabar com as boas novas — apostasia, zombaria, violencia de turbas,ˆ proscri ¸cao, tortura e execu ¸c˜ oes. Mas nada˜ — ‘nenhuma arma forjada contra nos’ —´ conseguiu parar nossa obra de pregar o Rei-no e fazer discıpulos. (Isa. 54:17) N´ ao te-˜ mos medo dos agentes de Satanas. Je-´ sus esta conosco, dando todo apoio, assim´ 14. Por que voce acredita que Jesus estˆ a vivo?´

15. Por que a ressurrei ¸cao de Jesus nos d˜ a coragem´ para pregar?

como prometeu. (Mat. 28:20) Temos todos os motivos para ser destemidos. Afinal, por mais que se esforcem, nossos inimigos nunca conseguirao nos silenciar!˜

16A ressurrei ¸cao de Jesus confirma tudo˜ que ele ensinou. Paulo escreveu que, se Cristo nao tivesse sido levantado dentre os˜ mortos, a fe crist´ a e a prega ¸c˜ ao seriam em˜ vao. Certo erudito b˜ ıblico escreveu: “Se´ Cristo nao foi levantado, . . . ent˜ ao os cris-˜ taos s˜ ao pessoas pateticamente ing˜ enuas,ˆ enganadas por uma grande fraude.” Se a ressurrei ¸cao de Jesus n˜ ao ocorreu, ent˜ ao os˜ Evangelhos nao passam de uma hist˜ oria´ triste sobre um homem bondoso e sabio´ que foi morto por seus inimigos. Mas Cris-to realmente foi levantado, o que confir-mou a veracidade de tudo que ele ensinou, incluindo o que ele disse sobre o futuro. —Leia 1 Cor ´ıntios 15:14, 15, 20.

17Jesus disse: “Eu sou a ressurrei ¸cao e a˜ vida. Quem exercer fe em mim, ainda que´ morra, vivera outra vez.” ( Jo´ ao 11:25) Essa˜ impressionante declara ¸cao com certeza se˜ tornara realidade. Jeov´ a concedeu a Jesus o´ poder de restaurar a vida nao apenas aos˜ ressuscitados para viver no ceu como cria-´ turas espirituais, mas tambem aos bilh´ oes˜ de pessoas que despertarao da morte com˜ a perspectiva de viver para sempre na Ter-ra. O sacrifıcio expiat´ orio de Jesus e sua´ ressurrei ¸cao significam que a morte deixa-˜ ra de existir. Saber isso nos fortalece para´ suportar qualquer prova ¸cao e at˜ e mesmo´ enfrentar a morte com coragem, nao con-˜ corda?

18A ressurrei ¸cao de Jesus nos d˜ a a garan-´ tia de que os habitantes da Terra serao jul-˜ gados segundo os amorosos padroes de˜ Jeova.´ Dirigindo-se a um grupo de homens 16, 17. (a) Como a ressurrei ¸cao confirma o que Je-˜ sus ensinou? (b) De acordo com Joao 11:25, que po-˜ der Deus concedeu a Jesus?

(7)

e mulheres na antiga cidade de Atenas, Paulo disse: “[Deus] se propos julgar emˆ justi ¸ca a terra habitada, por meio dum ho-mem a quem designou, e ele tem fornecido garantia a todos os homens, visto que o res-suscitou dentre os mortos.” (Atos 17:31) Sim, Deus designou Jesus como Juiz, e podemos estar certos de que seu julgamen-to sera justo e amoroso. —´ Leia Isa ´ıas 11:2-4.

19A cren ¸ca na ressurrei ¸cao de Jesus nos˜ motiva a fazer a vontade de Deus. Se nao˜ fosse pela morte sacrificial de Jesus e sua ressurrei ¸cao, continuar˜ ıamos condenados´ ao pecado ea morte. (Rom. 5:12; 6:23) Se` Jesus nao tivesse sido ressuscitado, pode-˜ rıamos muito bem dizer: “Comamos e be-´ bamos, pois amanha morreremos.” (1 Cor.˜ 15:32) Mas nossa vida nao gira em torno de˜ prazeres. Em vez disso, prezamos a espe-ran ¸ca da ressurrei ¸cao e temos todos os mo-˜ tivos para seguir a orienta ¸cao de Jeov˜ a em´ tudo que fazemos.

20A ressurrei ¸cao de Cristo d˜ a um teste-´ munho silencioso, porem incontest´ avel, da´ grandeza de Jeova, que “se torna o recom-´ 19. Como a cren ¸ca na ressurrei ¸cao de Cristo afeta˜ nossa vida?

20. De que maneira a ressurrei ¸cao de Jesus d˜ a tes-´ temunho da grandeza de Deus?

pensador dos que seriamente o buscam”. (Heb. 11:6) Pense no grande poder e sabe-doria que Jeova demonstrou ao ressuscitar´ Jesus para a vida celestial imortal! Deus tambem mostrou que´ e capaz de cumprir´ todas as suas promessas. Isso inclui sua promessa profetica de que um “descenden-´ te” desempenharia um papel de maxima´ importancia em resolver a questˆ ao da sobe-˜ rania universal. Para que essa promessa se cumprisse, Jesus teria de morrer e ser trazi-do de voltaa vida. — G` en. 3:15.ˆ

21Nao se sente grato a Jeov˜ a por nos ter´ dado a esperan ¸ca segura da ressurrei ¸cao?˜ As Escrituras dao esta garantia: “Eis que a˜ tenda de Deus esta com a humanidade, e´ ele residira com eles e eles ser´ ao os seus po-˜ vos. E o proprio Deus estar´ a com eles. E en-´ xugara dos seus olhos toda l´ agrima, e n´ ao˜ havera mais morte, nem haver´ a mais pran-´ to, nem clamor, nem dor. As coisas anterio-res ja passaram.” Essa perspectiva maravi-´ lhosa foi transmitida ao fiel apostolo Jo´ ao,˜ a quem tambem foi dito: “Escreve, porque´ estas palavras sao fi˜ eis e verdadeiras.” De´ quem Joao recebeu essa revela ¸c˜ ao inspira-˜ da? Do ressuscitado Jesus Cristo. — Rev. 1:1; 21:3-5.

21. Para voce, o que a esperan ¸ca da ressurrei ¸cˆ ao˜ significa?

A ressurrei ¸cao˜ de Jesus nos da´ coragem para pregar (Veja o paragrafo 15.)´

(8)

NO LIVRO de Levıtico, h´ a mais refer´ enciasˆ a santidade do`

que em qualquer outro livro da Bıblia. Visto que essa qualida-´

dee um requisito para todos os adoradores sinceros de Jeov´ a,´

entender e valorizar esse livro bıblico nos ajudar´ a a nos man-´

ter santos.

2O livro de Levıtico, escrito pelo profeta Mois´ es, faz parte´

de “toda a Escritura” que e proveitosa para ensinar. (2 Tim.´

3:16) O nome de Jeova aparece em m´ edia dez vezes em cada´

capıtulo desse livro. Entender Lev´ ıtico fortalecer´ a nossa de-´

termina ¸cao de n˜ ao fazer nada que traga desonra ao nome di-˜

vino. (Lev. 22:32) O uso frequente que o livro faz das palavras

“eu sou Jeova” nos lembra de que devemos obedecer a Deus.´

Neste artigo e no proximo, veremos algumas joias espirituais´

encontradas em Levıtico, um presente de Deus que nos aju-´

da a adora-lo de modo santo.´

A SANTIDADEE UM REQUISITO´

3Leia Lev ´ıtico 8:5, 6. Jeov ´a escolheu Ar ˜ao para servir como sumo sacerdote em Israel, e seus filhos serviriam como sacer-1. Como o livro de Levıtico pode nos ajudar?´

2. Quais sao algumas caracter˜ ısticas de Lev´ ıtico?´

3, 4. O que o banho de Arao e de seus filhos representou? (Veja a gravura˜ no inıcio do artigo.)´

Por que devemos ser santos

‘Voces tˆ em de ser santos.’ˆ — LEV. 11:45.

COMO RESPONDERIA?

Por que a purifica ¸cao de Ar˜ ao˜ e seus filhos deve ter grande significado para todos do povo de Jeova?´

Que rela ¸cao existe entre ser˜ obediente e ser santo?

Qual deve ser nossa posi ¸cao˜ em rela ¸cao˜ a lei de Jeov` a´ sobre o sangue?

(9)

dotes em benefıcio da na ¸c´ ao. Ar˜ ao repre-˜

senta Jesus Cristo, e os filhos de Arao re-˜

presentam os seguidores ungidos de

Je-sus. Entao, ser˜ a que o banho de Ar´ ao˜

representou uma purifica ¸cao de Jesus?˜

Nao, pois Jesus n˜ ao tinha nenhum peca-˜

do e era “sem macula”, n´ ao tendo assim˜

nenhuma necessidade de ser purificado.

(Heb. 7:26; 9:14) No entanto, a condi ¸cao˜

limpa de Arao ap˜ os o banho indica a con-´

di ¸cao pura e justa de Jesus. E o que o ba-˜

nho dos filhos de Arao representa?˜

4O banho dos filhos de Arao prefigu-˜

rou a purifica ¸cao dos escolhidos para ser˜

membros do sacerdocio celestial. Ser´ a´

que o batismo dos ungidos esta relaciona-´

do com a purifica ¸cao dos filhos de Ar˜ ao?˜

Nao, o batismo n˜ ao lava, ou elimina, os˜

pecados; em vez disso, simboliza uma dedica ¸cao incondicional a Jeov˜ a Deus. O´

banho dos ungidose realizado “por meio´

da palavra”, e isso requer que eles

apli-quem de todo o cora ¸cao os ensinamentos˜

de Cristo em sua vida. (Efe. 5:25-27) Eles´

sao assim santificados e purificados. Mas˜

que dizer das “outras ovelhas”? — Joao˜

10:16.

5Os filhos de Arao n˜ ao representam a˜

“grande multidao” das outras ovelhas de˜

Jesus. (Rev. 7:9) Mesmo assim, essas

pes-soas batizadas sao santificadas e purifica-˜

das por meio da Palavra de Deus. Quando

os que tem a esperan ¸ca terrestre apren-ˆ

dem na Bıblia sobre a import´ ancia e a efi-ˆ

cacia do sangue de Jesus, eles passam a´

ter fe nisso e prestam “servi ¸co sagra-´

do, dia e noite”. (Rev. 7:13-15) Por ‘man-ter uma conduta excelente’, os ungidos e os das outras ovelhas mostram que

estao sendo constantemente purificados.˜

(1 Ped. 2:12) Como Jeova deve ficar feliz´

5. Por que se pode dizer que as outras ovelhas sao˜ purificadas por meio da Palavra de Deus?

ao observar a pureza e a uniao entre˜

os ungidos e os das outras ovelhas, que escutam e seguem lealmente seu Pastor, Jesus!

6O requisito de que os sacerdotes de

Israel fossem puros em sentido fısico tem´

verdadeiro significado para o povo de

Jeova hoje. Os que estudam a B´ ıblia co-´

nosco geralmente reparam que nossos lo-cais de adora ¸cao s˜ ao limpos e que somos˜ bem-arrumados. No entanto, a pureza dos sacerdotes nos ajuda a reconhecer que qualquer pessoa que sobe ao monte

da adora ¸cao de Jeov˜ a deve ter um “co-´

ra ¸cao limpo”.˜ (Leia Salmo 24:3, 4; Isa.

2:2, 3.) Nosso servi ¸co sagrado a Deus deve ser prestado com a mente e o

cora-¸cao purificados e com o corpo limpo.˜

Para isso, devemos fazer com frequenciaˆ

uma autoanalise, e depois talvez seja pre-´

ciso fazer mudan ¸cas significativas para mantermos a santidade. (2 Cor. 13:5) Por

exemplo, alguem batizado que delibera-´

damente ve pornografia deve se pergun-ˆ

tar: ‘Posso dizer que sou santo?’ Daı, ele´

precisa buscar ajuda a fim de vencer essa pratica repulsiva. — Tia. 5:14.´

SEJA SANTO POR SER OBEDIENTE

7Quando o sacerdocio de Israel foi ins-´

tituıdo, devia-se colocar um pouco do´

sangue de um carneiro na orelha direita,

no polegar direito e no dedo grande do pe´

direito do Sumo Sacerdote Arao e de˜

seus filhos. (Leia Lev ´ıtico 8:22-24.) Esse

uso do sangue significava que os sacer-dotes obedientemente fariam o seu me-lhor para cumprir suas responsabilida-des. De modo similar, o Sumo Sacerdote Jesus deixou um exemplo perfeito para os 6. Que autoanalise´ e bom fazermos?´

7. De acordo com Levıtico 8:22-24, que exemplo Je-´ sus deixou?

(10)

ungidos e as outras ovelhas. Seus

ouvi-dos estavam atentos as orienta ¸c` oes de˜

Deus. Suas maos eram usadas para reali-˜

zar a vontade de Jeova, e seus p´ es nunca´

se desviaram do caminho da santidade. — Joao 4:31-34.˜

8Os cristaos ungidos e as outras ove-˜

lhas devem seguir o exemplo de integri-dade de seu Sumo Sacerdote, Jesus.

Todos os adoradores de Jeova devem obe-´

deceras orienta ¸c` oes encontradas na Pala-˜ vra de Deus e assim evitar entristecer seu espırito. (Ef´ e. 4:30) Eles precisam ‘endi-´

reitar as veredas para os seus pes’. — Heb.´

12:13.

9Veja as expressoes sinceras de tr˜ es ir-ˆ maos que t˜ em a esperan ¸ca terrestre e queˆ

trabalham ha d´ ecadas com membros do´

Corpo Governante. Um deles comentou: “Sem duvida, esse´ e um privil´ egio de ser-´ vi ¸co sem igual. Mas ao conviver com

es-ses irmaos˜ as vezes fica evidente que,`

apesar de serem ungidos pelo espırito,´

eles sao imperfeitos. Mesmo assim, um˜

dos meus alvos durante todos estes anos

tem sido mostrar obediencia aos que es-ˆ

tao na dianteira.” O segundo irm˜ ao decla-˜

rou: “Textos como 2 Corıntios 10:5, sobre´

ser ‘obediente ao Cristo’, tem me ajudadoˆ

a ser obediente e a cooperar com os que

estao na dianteira. Sempre procuro obe-˜

decer de cora ¸cao.” O terceiro irm˜ ao disse:˜

“Amar o que Jeova ama e odiar o que´

ele odeia, bem como sempre buscar sua

orienta ¸cao e fazer o que lhe agrada, en-˜

volve ser obediente a sua organiza ¸c` ao e˜

`

aqueles que ele usa para realizar seu pro-posito em rela ¸c´ ao˜ a Terra.” Esse irm` ao fi-˜ 8. O que todos os adoradores de Jeova devem fa-´ zer?

9. O que tres irmˆ aos que trabalham com membros˜ do Corpo Governante disseram, e como seus co-mentarios podem ajud´ a-lo a continuar a ser santo?´

cou muito impressionado com o exemplo

de obediencia do irmˆ ao Nathan Knorr,˜

que mais tarde se tornou membro do Corpo Governante. Ele soube que o

ir-mao Knorr tinha aceitado prontamente os˜

pontos mencionados no artigo

“Nasci-mento da na ¸cao”, publicado em A Torre˜

de Vigia (agora A Sentinela) em 1925, em-bora outros tivessem questionado esses

pontos. Refletir nesses tres comentˆ arios´

pode ajudar voce a ser santo por ser obe-ˆ

diente.

TOTAL OBEDIENCIAˆ A LEI` DE DEUS SOBRE O SANGUE

10Leia Levıtico 17:10. Jeov´ a deu aos is-´

raelitas a ordem de nao comer “qualquer˜

especie de sangue”. Abster-se de sangue´

— animal ou humano — tambem´ e um re-´

quisito para os cristaos. (Atos 15:28, 29)˜

Ficamos aflitos so de pensar na ideia de´

Deus ‘por sua face contra nˆ os’ e ‘nos de-´

cepar’ de sua congrega ¸cao. N˜ os o ama-´

mos e queremos obedecer-lhe. Mesmo

diante de uma situa ¸cao de vida ou morte,˜

estamos decididos a nao ceder aos apelos˜

eas exig` encias dos que nˆ ao conhecem a˜

Jeova e n´ ao fazem quest˜ ao de obedecer a˜ ele. Sabemos que podemos ser

ridiculari-zados por nos abster de sangue, mas nos´

escolhemos ser obedientes a Deus. ( Judas 17, 18) O que nos ajudara a ter “a firme re-´ solu ¸cao” de n˜ ao comer sangue ou de n˜ ao˜

aceitar uma transfusao? — Deut. 12:23.˜

11O uso de sangue animal pelo sumo

sacerdote no Dia da Expia ¸cao, uma oca-˜

siao anual, nos ajuda a entender o concei-˜

to de Deus sobre o sangue. O uso do

san-gue era restrito a um proposito especial:´

10. Quale a import´ ancia de obedecermosˆ a lei de` Deus sobre o sangue?

11. Por que podemos dizer que o Dia da Expia ¸cao˜ nao era um simples ritual?˜

(11)

fazer expia ¸cao dos pecados dos que bus-˜

cavam o perdao de Jeov˜ a. O sangue do no-´

vilho e o do carneiro deviam ser

aspergi-dos em dire ¸cao˜ a tampa da arca do pacto`

e diante da tampa. (Lev. 16:14, 15, 19) Essa

a ¸cao abria caminho para que Jeov˜ a per-´

doasse os pecados dos israelitas. Alem´

disso, Jeova decretou que, se um homem´

matasse um animal para comer, ele

deve-ria derramar o sangue e cobri-lo com po,´

“pois a alma de todo tipo de carnee seu´

sangue”. (Lev. 17:11-14) Sera que tudo isso´

era um ritual sem importancia? Nˆ ao. O˜

uso do sangue no Dia da Expia ¸cao e a or-˜

dem de derramar sangue no solo estao em˜

harmonia com a ordem que Jeova tinha´

dado a Noe e seus descendentes a respei-´

to do sangue. (Gen. 9:3-6) Jeovˆ a Deus ha-´ via proibido o consumo de sangue para sustentar a vida. O que isso significa para os cristaos?˜

12Quando o apostolo Paulo escreveu´

aos cristaos hebreus sobre o poder purifi-˜

12. Como a carta de Paulo aos cristaos hebreus re-˜ laciona o sangue ao perdao?˜

cador do sangue, ele explicou: “Quase

to-das as coisas sao purificadas com sangue,˜

segundo a Lei, e a menos que se derrame sangue, nao h˜ a perd´ ao.” (Heb. 9:22) Pau-˜

lo tambem destacou que sacrif´ ıcios ani-´

mais, embora tivessem algum valor, ape-nas lembravam aos israelitas que eles eram pecadores e precisavam de algo mais para remover os pecados completa-mente. De fato, a Lei era “uma

som-bra das boas coisas vindouras, mas nao˜

a propria subst´ ancia das coisas”. (Heb.ˆ

10:1-4) Como o perdao de pecados seria˜

possıvel?´

13Leia Ef ´esios 1:7. A morte sacrificial de Jesus Cristo, que voluntariamente ‘se

entregou por nos’, tem grande significado´

para todos que amam a ele e a seu Pai.

(Gal. 2:20) No entanto, foi o que Jesus fez´

apos sua morte e ressurrei ¸c´ ao que real-˜ mente nos libertou, possibilitando o

per-dao de nossos pecados. Jesus cumpriu o˜

que foi prefigurado na Lei mosaica no 13. Como voce se sente por Jesus ter apresentadoˆ o valor de seu sangue a Jeova?´

Voce estˆ a decidido a´ obedecera lei de Jeov` a´ sobre o sangue? (Veja os paragrafos 14 e 15.)´

(12)

Dia da Expia ¸cao. Naquele dia, o sumo sa-˜ cerdote levava um pouco do sangue dos

animais sacrificiais ao Santıssimo do ta-´

bernaculo — e mais tarde ao templo de Sa-´

lomao — e o apresentava perante Deus,˜

como se estivesse na Sua presen ¸ca. (Lev. 16:11-15) De modo similar, Jesus entrou

no proprio c´ eu com o valor de seu sangue´

humano e o apresentou a Jeova. (Heb. 9:6,´

7, 11-14, 24-28) Sem duvida, somos muito´

gratos por ter nossos pecados perdoados

e nossa consciencia limpa por exercermosˆ

fe no sangue de Jesus!´

14Voce acha que agora entende melhorˆ

por que Jeova ordena que n´ ao comamos˜

nenhum tipo de sangue? (Lev. 17:10) Con-segue compreender por que Deus consi-dera o sangue sagrado? Porque ele encara

o sangue como equivalentea vida. (G` en.ˆ

9:4) Voce concorda que devemos aceitar oˆ

conceito de Deus sobre o sangue e

obede-cera sua ordem de nos abster dele? A` uni-´

ca maneira de qualquer um de nos estar´

em paz com Deuse por ter f´ e no sacrif´ ıcio´ de resgate de Jesus e reconhecer que o sangue tem um significado especial para o nosso Criador. — Col. 1:19, 20.

15Qualquer um de nos, ou algum pa-´

rente ou amigo, pode se deparar com a questao de aceitar ou n˜ ao uma transfus˜ ao˜ de sangue. Numa situa ¸cao assim,˜ e preci-´

so tambem tomar decis´ oes sobre o uso de˜

fra ¸coes de sangue e procedimentos m˜ edi-´

cos. Por isso, e muito importante fazer´

pesquisas e estar preparados para uma

possıvel emerg´ encia. Esses passos, acom-ˆ

panhados de ora ¸cao, nos ajudar˜ ao a to-˜

mar uma posi ¸cao firme e a n˜ ao ceder nes-˜

se respeito. Sem duvida, n´ ao queremos˜

entristecer o cora ¸cao de Jeov˜ a por aceitar´

algo que e condenado em sua Palavra.´

14, 15. Por quee importante entender e obedecer´

`

a lei de Jeova sobre o sangue?´

Muitos profissionais daarea m´ edica e ou-´

tros que defendem as transfusoes de san-˜

gue fazem apelos para que as pessoas doem sangue na esperan ¸ca de salvar

vi-das. Mas o povo santo de Jeova reconhece´

que o Criador tem o direito de dizer como o sangue deve ser encarado. Para ele, o

sanguee sagrado. Devemos estar decidi-´

dos a obedecera sua lei sobre o sangue.`

Por meio de nossa conduta santa,

mostra-mos a Jeova que somos muito gratos pelo´

poder salvador do sangue de Jesus — o

´

unico sangue que possibilita o perdao de˜

pecados e a vida eterna. — Joao 3:16.˜

POR QUE JEOVA ESPERA´ QUE SEJAMOS SANTOS

16Ao libertar os israelitas da escravidao˜

no Egito, Deus lhes disse: “Eu sou Jeova,´

que vos conduzo para fora da terra do

Egi-to, a fim de me mostrar Deus para vos; e´

tendes de mostrar ser santos, porque eu sou santo.” (Lev. 11:45) Esperava-se que o

povo de Israel fosse santo porque Jeova´ e´

santo. Como Testemunhas de Jeova, n´ os´

tambem devemos ser santos. O livro de´

Levıtico n´ ao deixa d˜ uvida sobre isso.´

17Nossa considera ¸cao de alguns tre-˜

chos de Levıtico com certeza foi de muita´

ajuda.E bem prov´ avel que este estudo te-´

nha aumentado seu apre ¸co por esse livro

inspirado da Bıblia. Meditar em algumas´

das valiosas informa ¸coes encontradas em˜

Levıtico sem d´ uvida o ajudou a entender´

melhor por que devemos ser santos. Mas que outras joias espirituais podemos

en-contrar nesse livro bıblico? O que mais´

podemos aprender de Levıtico sobre o´

servi ¸co sagrado prestado a Jeova? Consi-´

deraremos isso no proximo artigo.´

16. Por que o povo de Jeova deve ser santo?´

17. O que voce acha agora sobre o livro bˆ ıblico de´ Levıtico?´

(13)

SOB inspira ¸cao divina, o ap˜ ostolo Pedro relacionou a santida-´

de enfatizada em Levıtico com a necessidade de ser santos em´

nossa conduta como cristaos.˜ (Leia 1 Pedro 1:14-16.) “O Santo”,

Jeova, espera que os ungidos e os das “outras ovelhas” fa ¸cam o´

seu maximo para ser santos em toda a sua conduta — n´ ao ape-˜

nas em parte dela. — Joao 10:16.˜

2Estudar outras joias espirituais encontradas em Levıtico´

sera muito ben´ efico, e aplicar o que aprendemos nos ajudar´ a a´ ser santos em toda a nossa conduta. Analisaremos perguntas

como: Que conceito devemos ter sobre transigir? O que Levıti-´

co nos ensina sobre defender a soberania de Jeova? O que po-´

demos aprender da oferta de sacrifıcios?´

CUIDADO PARA NAO TRANSIGIR!˜

3Para agradar a Jeova, devemos nos apegar firmemente´

`

as suas leis e princıpios. Sempre devemos encar´ a-los como´

algo santo e estar determinados a nao transigir. Embora n˜ ao˜

1, 2. (a) O que Deus espera de seu povo no que diz respeito a conduta? (b) Este artigo responde que perguntas?

3, 4. (a) Por que os cristaos devem se apegar firmemente˜ as leis e princ` ı-´ pios bıblicos? (b) Por que n´ ao devemos nos vingar nem guardar ressenti-˜ mento?

Devemos ser santos

em toda a nossa conduta

“Tornai-vos santos em toda a vossa conduta.”— 1 PED. 1:15.

COMO RESPONDERIA?

Para os cristaos verdadeiros,˜ por que transigire um assun-´ to serio?´

Que rela ¸cao existe entre˜ a soberania de Jeova e a´ neutralidade crista?˜

Com base em Hebreus 5:7, 11-14, como devemos enca-rar nosso estudo da Palavra de Deus?

(14)

estejamos sob a Lei mosaica, seus

requisi-tos nos ajudam a entender o quee aceit´ a-´

vel ou nao para Deus. Por exemplo, os is-˜

raelitas receberam a seguinte ordem: “Nao˜

deves tomar vingan ¸ca nem ter ressenti-mento contra os filhos do teu povo; e tens

de amar o teu proximo como a ti mesmo.´

Eu sou Jeova.” — Lev. 19:18.´

4Jeova n´ ao admite que nos vinguemos˜

nem quer que guardemos ressentimento. (Rom. 12:19) Se ignorarmos as leis e os

princıpios divinos, estaremos agradando´

ao Diabo e poderemos trazer desonra a Jeova. Deus nos deu o privil´ egio de ser “va-´

sos de barro” que contem o tesouro do mi-ˆ

nisterio. (2 Cor. 4:1, 7) Mesmo que algu´ em´

nos magoe de proposito, n´ ao devemos nos˜

permitir ser “vasos” que contem ressenti-ˆ

mento, quee corrosivo como o´ acido. N´ ao˜ faria sentido armazenar no mesmo vaso

umacido e um tesouro.´

5Levıtico 10:1-11 descreve uma situa ¸c´ ao˜ que foi muito triste para a famılia de Ar´ ao.˜ Nadabe e Abiu, filhos de Ar´ ao, foram des-˜

truıdos por um fogo vindo do c´ eu enquan-´

to estavam no tabernaculo. Isso deve ter´

deixado sua famılia arrasada. Sem d´ uvida,´ foi um grande teste de fe para Ar´ ao e sua˜ famılia obedecer´ a ordem de Jeov` a de n´ ao˜ lamentar a morte deles. E no seu caso? Voce estˆ a agindo com santidade por n´ ao se˜ associar com um parente ou outras pessoas

que foram desassociadas? —Leia 1 Cor

´ın-tios 5:11.

6Pode ser que nao enfrentemos um tes-˜

te tao dif˜ ıcil como o de Ar´ ao e sua fam˜ ılia.´ 5. O que podemos aprender do relato sobre Arao e˜ a morte de seus filhos? (Veja a gravura no inıcio do´ artigo.)

6, 7. (a) Que pontos importantes devemos levar

em conta se formos convidados a participar de um casamento numa igreja? (Veja a nota.) (b) Como po-derıamos explicar a parentes descrentes nossa po-´ si ¸cao quanto a participar num casamento realizado˜ numa igreja?

Mas e se um parente descrente nos

convi-dar para seu casamento, que sera realizado´

numa igreja, e pedir que tenhamos uma participa ¸cao na cerim˜ onia? Na Bˆ ıblia n´ ao˜ existe uma lei especıfica que pro´ ıba aceitar´

um convite assim. Mas que princıpios b´ ı-´

blicos podemos levar em conta ao decidir o que fazer?1

7Nossa determina ¸cao de permanecer˜

santos para Jeova numa situa ¸c´ ao assim tal-˜ vez deixe nossos parentes descrentes intri-gados. (1 Ped. 4:3, 4)E claro que n´ ao que-˜

remos ofende-los, mas em geralˆ e melhor´

ser francos, porem bondosos, ao conversar´

com eles. Isso talvez possa ser feito bem antes do casamento. Podemos agradecer-lhes e dizer que ficamos felizes por terem

nos convidado a ter uma participa ¸cao na˜

cerimonia. Entˆ ao podemos explicar que, se˜

aceitassemos esse convite, isso poderia´

afetar a alegria desse dia tao especial, al˜ em´ de causar constrangimento para eles e seus convidados. Afinal, nos n´ ao participar˜ ıa-´

mos dos aspectos religiosos da cerimonia.ˆ

Essae uma maneira de evitar transigir em´

nossas cren ¸cas e em nossa fe.´

DEFENDA A SOBERANIA DE JEOVA´

8O livro de Levıtico destaca a soberania´ de Jeova. Ele faz mais de 30 refer´ encias aˆ

Jeova como o Originador das leis registra-´

das nesse livro. Moises sabia que essas leis´

vinham de Jeova e fez o que ele lhe orde-´

nou. (Lev. 8:4, 5) Nos tamb´ em devemos´

sempre fazer o que nosso Soberano, Jeova,´

quer que fa ¸camos. Para isso, temos o apoio

da organiza ¸cao de Deus. Mesmo assim, um˜

teste de fe pode surgir quando estamos´

sozinhos, assim como ocorreu com Je-1 Veja “Perguntas dos Leitores” em A Sentinela de Je-15 de maio de 2002.

8. Como o livro de Levıtico destaca a soberania de´ Jeova?´

(15)

sus quando foi tentado no deserto. (Luc. 4:1-13) Se sempre tivermos em mente a so-berania de Deus e confiarmos nele, nin-guem ser´ a capaz de nos fazer transigir por´ causa do medo. — Pro. 29:25.

9Como seguidores de Cristo e

Testemu-nhas de Jeova, somos perseguidos em v´ a-´

rios paıses. Isso´ e de esperar, pois Jesus dis-´ se a seus discıpulos: “Ent´ ao vos entregar˜ ao˜ a tribula ¸cao e vos matar˜ ao, e sereis pessoas˜

odiadas por todas as na ¸coes, por causa do˜

meu nome.” (Mat. 24:9) No entanto, dian-te desseodio, n´ os perseveramos na obra de´ pregar o Reino e continuamos a ser santos aos olhos de Jeova. Mas, se somos cidad´ aos˜

honestos, obedientes as leis e limpos em`

sentido fısico e moral, por que somos t´ ao˜ odiados? (Rom. 13:1-7) Porque decidimos

ter a Jeova como nosso Soberano Senhor.´

Prestamos servi ¸co sagrado “somente a ele” e estamos decididos a nunca transigir em suas leis e princıpios justos. — Mat. 4:10.´

10Alem disso, ‘n´ ao fazemos parte do˜

mundo’. Por isso, somos neutros no que diz respeitoas guerras e aos assuntos pol` ı-´ ticos do mundo.(Leia Jo ˜ao 15:18-21; Isa ´ıas

2:4.) Alguns que se dedicaram a Deus

tran-sigiram em sua neutralidade. Muitos deles se arrependeram e recuperaram sua rela-¸cao com nosso misericordioso Pai celestial.˜

(Sal. 51:17) Mas houve alguns que nao se˜

arrependeram. Um exemplo disso ocorreu na Hungria durante a Segunda Guerra

Mundial, quando muitos de nossos irmaos˜

estavam presos injustamente. Autoridades retiraram de todas as prisoes do pa˜ ıs 160 ir-´

maos que tinham menos de 45 anos. Da˜ ı,´

os reuniram numa cidade e ordenaram que eles prestassem servi ¸co militar. Os irmaos˜

fieis se mantiveram firmes em sua recusa,´

9. Por que o povo de Deuse odiado por todas as´ na ¸coes?˜

10. O que aconteceu com um irmao que transigiu˜ em sua neutralidade?

mas nove do grupo fizeram o juramen-to militar e aceitaram usar uniformes do

Exercito. Dois anos depois, um dos que ti-´

nham transigido foi colocado num pelotao˜

de fuzilamento que executaria as Testemu-nhas de Jeova fi´ eis. Seu pr´ oprio irm´ ao car-˜ nal estava entre elas! Mas, no fim das con-tas, essa execu ¸cao nunca ocorreu.˜

OFERE ¸CA A JEOVA O SEU MELHOR´

11De acordo com a Lei mosaica, os

is-raelitas deviam oferecer sacrifıcios espec´ ı-´ ficos. (Lev. 9:1-4, 15-21) Os sacrifıcios n´ ao˜ podiam ter defeito porque prefiguravam o sacrifıcio perfeito de Jesus. Al´ em disso, de-´

via-se seguir um procedimento especıfico´

para cada tipo de oferta. Um exemplo

dis-soe o que uma m´ ae precisava fazer depois˜

de ter um bebe. Levˆ ıtico 12:6 diz: “Ao se´

cumprirem os dias da sua purifica ¸cao por˜

um filho ou por uma filha, [a mae] trar˜ a´ a`

entrada da tenda de reuniao, ao sacerdote,˜

um carneirinho no seu primeiro ano, como oferta queimada, e um pombo novo ou uma rola, como oferta pelo pecado.”

Embo-ra os requisitos da Lei fossem especıficos,´

o amor e a razoabilidade de Deus ficavam

bem evidentes. Se uma mae n˜ ao tivesse˜

condi ¸coes de apresentar uma ovelha, ela˜

poderia oferecer duas rolas ou dois pom-bos novos. (Lev. 12:8) Mesmo sendo pobre,

essa adoradora era tao amada e valorizada˜

quanto outra que trouxesse uma oferta mais cara. O que podemos aprender disso?

12O apostolo Paulo incentivou seus ir-´

maos a oferecer a Deus “um sacrif˜ ıcio de´

louvor”. (Heb. 13:15) Damos louvor a Jeova´

por fazer declara ¸cao p˜ ublica do seu santo´

nome. Os irmaos surdos fazem isso por˜

meio da lıngua de sinais. Crist´ aos que n˜ ao˜ podem sair de casa louvam a Deus por es-crever cartas, dar testemunho por telefone 11, 12. O que podemos aprender dos sacrifıcios´ feitos a Jeova no passado?´

(16)

e pregar a pessoas que os visitam ou

to-mam conta deles. Nosso sacrifıcio de lou-´

vor — o louvor que damos a Jeova por divul-´

gar seu nome e proclamar as boas novas — deve ser proporcionala nossa sa` ude e cir-´

cunstancias. Deve ser o nosso melhor.ˆ

— Rom. 12:1; 2 Tim. 2:15.

13Nossos sacrifıcios de louvor s´ ao ofer-˜ tas pessoais que fazemos voluntariamente a Deus porque o amamos. (Mat. 22:37, 38) Ainda assim, espera-se que relatemos

nos-sas atividades no ministerio. Como deve-´

mos encarar isso? Existe uma rela ¸cao entre˜ o relatorio que enviamos todo m´ es e nossaˆ devo ¸cao piedosa. (2 Ped. 1:7)˜ E claro que´

ninguem deveria se sentir pressionado a´

trabalhar muitas horas no ministerio s´ o´

para relatar mais tempo.E exatamente por´

isso que um publicador do Reino que esta´

numa casa de repouso ou que tem algum tipo de deficiencia pode relatar perˆ ıodos´ de 15 minutos, em vez de horas completas.

Jeova valoriza esses minutos, encarando-´

os como a melhor oferta que esse

publica-dor pode dar. Ele tambem os v´ e como umaˆ

prova do amor dessa pessoa por Ele e do valor que ela da ao privil´ egio de ser uma de´ 13. Por que devemos relatar nossas atividades mi-nisteriais?

Suas Testemunhas. A situa ¸cao dos valiosos˜

servos de Jeova que t´ em limita ¸cˆ oes˜ e simi-´ lara dos israelitas que n` ao tinham condi-˜ ¸coes de oferecer os sacrif˜ ıcios mais caros.´

Apesar de suas circunstancias, eles aindaˆ

assim podem relatar suas atividades. E o relatorio que cada um de n´ os envia contri-´

bui para o relatorio mundial, que ajuda a´

organiza ¸cao a planejar atividades envol-˜

vendo a prega ¸cao do Reino. Ent˜ ao, ser˜ a´

que e pedir demais que relatemos nossa´

participa ¸cao na obra de prega ¸c˜ ao?˜

NOSSOS HABITOS DE ESTUDO´ E SACRIFICIOS DE LOUVOR´

14Depois de considerar algumas joias

espirituais de Levıtico, voc´ e talvez estejaˆ pensando: ‘Agora eu entendo melhor por que esse livro foi incluıdo na Palavra inspi-´ rada de Deus.’ (2 Tim. 3:16) Voce talvez es-ˆ teja agora mais decidido a se manter santo

nao apenas porque Jeov˜ a requer isso, mas´

porque ele merece os seus esfor ¸cos

since-ros para agrada-lo. O que voc´ e aprendeuˆ

sobre Levıtico nestes dois artigos provavel-´ mente aumentou seu desejo de pesquisar mais a fundo as Escrituras como um todo.

(Leia Prov ´erbios 2:1-5.) Examine com

ora-¸cao seus h˜ abitos de estudo. Voc´ e sem dˆ uvi-´

da quer que seus sacrifıcios de louvor´

sejam aceitaveis a Jeov´ a. Voc´ e costumaˆ permitir que programas de TV, videogames, esportes ou passatempos o distraiam e atrapalhem seu progresso espiritual? Nes-se caso, Nes-seria bom meditar em algumas de-clara ¸coes do ap˜ ostolo Paulo registradas no´ livro de Hebreus.

15Quando escreveu aos seus irmaos he-˜

breus, Paulo foi bem franco.(Leia Hebreus

5:7, 11-14.) O ap ´ostolo disse que eles

ha-14. Explique por que devemos examinar nossos habitos de estudo.´

15, 16. Por que Paulo foi tao direto quando escre-˜ veu aos cristaos hebreus?˜

O estudo da Bıblia e a Adora ¸c´ ao em Fam˜ ılia´ sao prioridades em sua vida?˜ (Veja o paragrafo 14.)´

(17)

viam ‘ficado obtusos’ no ouvir, ou seja,

va-garosos em entender. Por que Paulo foi tao˜

energico, t´ ao direto? Ele estava refletindo˜ o amor e a preocupa ¸cao de Jeov˜ a por aque-´ les cristaos que tentavam sobreviver˜ a base` de leite espiritual.E vital conhecer as dou-´ trinas fundamentais do cristianismo. No

entanto, para que o cristao se desenvolva˜

ate se tornar maduro em sentido espiritual,´

´

e necessario nutrir-se do “alimento s´ olido”.´

16Em vez de progredir a ponto de

ensi-nar outros, os hebreus precisavam que

al-guem os ensinasse. Por qu´ e? Porque elesˆ

nao queriam “alimento s˜ olido”. Pergunte-´

se: ‘Tenho a atitude correta em rela ¸cao ao˜

alimento espiritual solido? Estou me ali-´

mentando dele? Ou dou desculpas a mim

mesmo para nao orar e n˜ ao ter um estudo˜

profundo da Bıblia? Ser´ a que meus h´ abitos´ de estudo sao parte do problema?’ Al˜ em de´ pregaras pessoas, devemos ensin` a-las e as-´ sim fazer discıpulos. — Mat. 28:19, 20.´

17O estudo da Bıblia talvez n´ ao seja f˜ a-´ cil para muitos de nos.´ E claro que Jeov´ a´

nao tenta motivar seus servos a estudar por˜

faze-los se sentir culpados. Mas, nˆ ao im-˜ porta se somos servos dedicados de Deus

ja por anos ou por pouco tempo, devemos´

nos nutrir regularmente do alimento soli-´

do. Isso e essencial para continuarmos´

agindo de modo santo.

18Para ser santos, precisamos meditar

com aten ¸cao nas Escrituras e fazer o que˜

Deus pede de nos. Considere, por exem-´

plo, o relato sobre Nadabe e Abiu, filhos de´

Arao, que foram mortos por ter oferecido˜

“fogo ilegıtimo”, talvez quando estavam´

embriagados. (Lev. 10:1, 2) Note o que Deus disse entao a Ar˜ ao.˜ (Leia Lev ´ıtico

10:8-11.) Ser ´a que esses vers´ıculos querem

17, 18. (a) Por que devemos nos nutrir

regular-mente do alimento solido? (b) Como podemos en-´ carar o uso de bebidas alcoolicas antes das reu-´ nioes?˜

dizer que nao devemos tomar nenhuma˜

bebida alcoolica antes de ir a uma reuni´ ao˜ crista? Vejamos alguns pontos. N˜ os n´ ao es-˜ tamos sob a Lei mosaica. (Rom. 10:4) Em

alguns paıses, nossos irm´ aos tomam bebi-˜

das alcoolicas com modera ¸c´ ao em refei ¸c˜ oes˜ antes de assistir a uma reuniao. Na P˜ ascoa´ eram usados quatro copos de vinho. Quan-do Jesus instituiu a Celebra ¸cao de sua mor-˜

te, ele pediu que seus apostolos bebessem´

do vinho, que representava o seu sangue.

(Mat. 26:27) A Bıblia condena beber em ex-´

cesso e se embriagar. (1 Cor. 6:10; 1 Tim.

3:8) Por causa de sua consciencia, muitosˆ

cristaos talvez evitem bebida alco˜ olica por´ completo antes de participar em qualquer forma de servi ¸co sagrado. Mas as circuns-tancias variam de um paˆ ıs para outro, e o´ importante para os cristaos˜ e fazer distin-´ ¸cao “entre o santo e o profano” a fim de ter˜ uma conduta santa que agrade a Deus.

19Voce pode descobrir muitas joias es-ˆ

pirituais ao fazer pesquisas na Palavra de Deus. Use as ferramentas de pesquisa dis-ponıveis para deixar sua adora ¸c´ ao em fa-˜

mılia e seu estudo pessoal mais interes-´

santes. Aumente seu conhecimento sobre

Jeova e seus prop´ ositos. Achegue-se cada´

vez mais a ele. (Tia. 4:8) Ore a Deus como o salmista: “Desvenda os meus olhos, para que eu olhe para as coisas maravilhosas procedentes da tua lei.” (Sal. 119:18) Nun-ca transija com respeitoas leis e princ` ıpios´ bıblicos. Obede ¸ca de bom grado´ as leis su-`

premas de Jeova, “o Santo”, e participe´

com zelo na “obra santa das boas novas de Deus”. (1 Ped. 1:15; Rom. 15:16) Mantenha-se santo nestes crıticos´ ultimos dias. Que´

todos nos sejamos santos em nossa condu-´

ta, defendendo assim a soberania de nosso santo Deus, Jeova.´

19. (a) O que devemos ter em mente quantoa ado-` ra ¸cao em fam˜ ılia e ao estudo pessoal? (b) O que´ voce estˆ a decidido a fazer para se manter santo?´

(18)

MUITOS hoje reconhecem que as principais religioes — tan-˜

to as que se dizem cristas como as outras — fazem pouco para˜

ajudar a humanidade. Alguns concordam que essas religioes,˜

por meio de suas doutrinas e conduta, passam uma ideia dis-torcida sobre Deus e por isso nao podem ter a aprova ¸c˜ ao dele.˜

Mas eles acreditam que ha pessoas sinceras em todas as reli-´

gioes e que Deus as aceita como seus adoradores. Eles n˜ ao˜

acham que essas pessoas precisam sair das religioes falsas˜

para adorar a Deus como um povoa parte. Mas ser` a que Deus´

tambem pensa assim? Vejamos a resposta por analisar um´

pouco da historia dos verdadeiros adoradores de Jeov´ a, con-´

forme registrada na Bıblia.´

UM POVO PACTUADO

2No seculo 20 AEC, Jeov´ a j´ a tinha um povo na Terra.´

Abraao, chamado de “pai de todos os que t˜ em fˆ e”, era o cabe-´ 1. O que alguns acham da ideia de Deus ter um povo na Terra?

2. Quem se tornou o povo de Jeova (veja a gravura no in´ ıcio do artigo), e o´ que os distinguia dos outros povos?

“O povo cujo

Deus

e Jeov

´

a”

´

“Feliz o povo cujo Deus e Jeov´ a!”´ — SAL. 144:15.

SABE A RESPOSTA?

Quando Jeova come ¸cou a´ ter um povo na Terra?

Em que sentido os israelitas deviam ser uma na ¸cao de˜ testemunhas?

Como Israel se tornou um povo infiel, e o que Jeova´ predisse?

(19)

¸ca de uma grande famılia com centenas´

de servos. (Rom. 4:11; Gen. 14:14) Gover-ˆ

nantes em Canaa o consideravam “um po-˜

deroso maioral” e o tratavam com respei-to. (Gen. 21:22; 23:6, nota) Jeovˆ a fez um´

pacto com Abraao e seus descendentes.˜

(Gen. 17:1, 2, 19) Deus disse a Abraˆ ao:˜

“Estee o meu pacto que guardareis entre´

mim e vos, at´ e mesmo teu descendente´

depois de ti: Cada macho vosso tera de ser´

circuncidado. . . . E isso tera de ser-´

vir de sinal do pacto entre mim e vos.”´

(Gen. 17:10, 11) Obedecendo a essa or-ˆ

dem, Abraao e todos os do sexo masculi-˜

no de sua famılia foram circuncidados.´

(Gen. 17:24-27) A circuncisˆ ao era um sinal˜

fısico que distinguia os descendentes de´

Abraao como o˜ unico povo que estava´

numa rela ¸cao pactuada com Jeov˜ a.´ 3O neto de Abraao, Jac˜ o — ou Israel —,´

teve 12 filhos. (Gen. 35:10, 22b-26) Com oˆ

tempo, eles se tornariam os cabe ¸cas pa-triarcais das 12 tribos de Israel. (Atos 7:8)

Por causa de uma grande fome, Jaco e sua´

famılia se refugiaram no Egito, onde Jos´ e,´

um dos filhos de Jaco, era o administrador´

de alimentos e o bra ¸co direito de Farao.´

(Gen. 41:39-41; 42:6) Os descendentes deˆ

Jaco se tornaram muitos, uma “congre-´

ga ¸cao de povos”. — G˜ en. 48:4;ˆ leia Atos 7:17.

UM POVO RESGATADO

4Os descendentes de Jaco continua-´

ram no Egito por pouco mais de dois se-´

culos. Eles moravam em pequenas cida-des e cuidavam de seus rebanhos numa

regiao do delta do Nilo chamada G˜ osen.´

(Gen. 45:9, 10) Por cerca de cem anos,ˆ

3. Como os descendentes de Abraao chegaram a˜ ser um povo numeroso?

4. A princıpio, como era a rela ¸c´ ao entre os eg˜ ıpcios´ e os descendentes de Jaco?´

houve paz entre eles e os egıpcios. Eles´

haviam sido bem acolhidos por Farao, que´

conhecia Jose e o valorizava. (G´ en. 47:1-6)ˆ

Mas o povo egıpcio tinha um profundo´

desprezo por pastores de ovelhas. (Gen.ˆ

46:31-34) Mesmo assim, eles tinham de tolerar os israelitas.

5Mas a situa ¸cao do povo de Deus mu-˜

daria radicalmente. “Com o tempo se

le-vantou um novo rei sobre o Egito, que nao˜

conhecia a Jose. E ele passou a dizer a seu´

povo: ‘Eis que o povo dos filhos de Israel

´

e mais numeroso e mais forte do que nos.’´

Por conseguinte, os egıpcios fizeram os fi-´

lhos de Israel trabalhar como escravos sob tirania. E amarguravam-lhes a vida com

dura escravidao, em argamassa argilosa e˜

em tijolos, e com toda forma de

escravi-dao no campo, sim, com toda sua forma˜

de escravidao em que os usavam como es-˜

cravos sob tirania.” —Exo. 1:8, 9, 13, 14.ˆ

6Farao chegou a ordenar que todos os´

bebes hebreus do sexo masculino fossemˆ

mortos ao nascer. (Exo. 1:15, 16) Foi nessaˆ

´

epoca que Moises nasceu. Quando tinha´

3 meses de idade, ele foi escondido por

sua mae entre os juncos do Nilo, onde a˜

filha de Farao o encontrou. Mais tarde ela´

o adotou. Deus manobrou os assuntos

para que Moises, nos seus primeiros anos´

de vida, fosse criado por sua mae, Joque-˜

bede, e ele se tornou um servo leal de Jeova. (´ Exo. 2:1-10; Heb. 11:23-25) Jeovˆ a´ viu o sofrimento de seu povo e decidiu

li-berta-los de seus opressores por meio da´

lideran ¸ca de Moises. (´ Exo. 2:24, 25; 3:9,ˆ 10) Desse modo, eles se tornaram um

povo resgatado, ou ‘remido’, por Jeova.´

—Exo. 15:13;ˆ leia Deuteronomio 15:15.ˆ

5, 6. (a) Como a situa ¸cao do povo de Deus no Egi-˜ to mudou? (b) Como a vida de Moises foi poupada,´ e o que Jeova fez em favor de Seu povo?´

(20)

UM POVO SE TORNA UMA NA ¸CAO˜

7Embora Jeova ainda n´ ao tivesse orga-˜ nizado os israelitas como na ¸cao, ele os re-˜ conhecia como seu povo. Vemos isso nas palavras de Moises e Ar´ ao a Fara˜ o: “Assim´

disse Jeova, o Deus de Israel: ‘Manda em-´

bora meu povo, para que me celebrem

uma festividade no ermo.’ ” —Exo. 5:1.ˆ

8Foi so depois de dez pragas e da´

destrui ¸cao de Fara˜ o e seu ex´ ercito no´ mar Vermelho que os filhos de Israel fo-ram libertados da opressao eg˜ ıpcia. (´ Exo.ˆ 15:1-4) Menos de tres meses depois, Jeovˆ a´ concluiu um pacto com os israelitas no monte Sinai e lhes fez esta promessa

his-torica: “Se obedecerdes estritamente´ a`

minha voz e deveras guardardes meu

pac-to, entao vos haveis de tornar minha pro-˜

priedade especial dentre todos os outros

povos, . . . uma na ¸cao santa.” —˜ Exo.ˆ

19:5, 6.

9Enquanto estavam no Egito, antes de

se tornarem escravos, os hebreus eram uma sociedade tribal, administrada por

chefes de famılia, ou patriarcas. Esses´

chefes de famılia, assim como os servos´

de Jeova que viveram antes deles, agiam´

como governantes, juızes e sacerdotes´

para suas famılias. (G´ en. 8:20; 18:19; Jˆ o´ 1:4, 5) No entanto, isso mudou quando Jeova, por meio de Mois´ es, deu aos israe-´

litas um codigo de leis que os distinguiria´

de todas as outras na ¸coes.˜ (Leia

Deutero-n ˆomio 4:5-8; Sal. 147:19, 20.) A Lei

es-tabeleceu um sacerdocio separado, e a´

justi ¸ca passou a ser administrada pelos

“anciaos”, que eram respeitados por seu˜

7, 8. Como o povo de Jeova se tornou uma na ¸c´ ao˜ santa?

9, 10. (a) De acordo com Deuteronomio 4:5-8,ˆ como a Lei distinguia os israelitas dos outros po-vos? (b) Como os israelitas mostrariam ser “um povo santo para Jeova”?´

conhecimento e sabedoria. (Deut. 25:7, 8) A Lei regulamentou as atividades

religio-sas e sociais daquela na ¸cao rec˜ em-for-´

mada.

10Pouco antes de os israelitas entrarem

na Terra Prometida, Jeova repetiu suas´

leis a eles. Moises os lembrou de que ha-´

viam prometido a Jeova que se tornariam´

“seu povo, uma propriedade especial”, e que ‘observariam todos os seus

manda-mentos’. Jeova, por sua vez, os elevaria´

“acima de todas as outras na ¸coes que fez,˜

resultando em louvor, e em fama, e em be-leza” ao passo que se mostrassem “um

povo santo para Jeova”. — Deut. 26:18, 19.´

ESTRANGEIROS SAO ACOLHIDOS˜

11Embora Jeova agora tivesse uma na-´

¸cao escolhida na Terra, ele permitiu a pre-˜

sen ¸ca de nao israelitas entre o seu povo.˜

Ele deixou que “uma vasta mistura” de nao israelitas, incluindo eg˜ ıpcios, acom-´ panhasse seu povo quando os libertou do

Egito. (Exo. 12:38, nota) Alguns “dentre osˆ

servos de Farao”, ao saberem que haveria´

uma setima praga, ‘temeram a palavra de´

Jeova’. Eles pelo visto estavam entre os´

que saıram do Egito com os israelitas.´

—Exo. 9:20.ˆ

12Pouco tempo antes de os israelitas

atravessarem o Jordao para tomar posse˜

de Canaa, Mois˜ es disse que eles deviam´

“amar o residente forasteiro” que havia entre eles. (Deut. 10:17-19) O povo esco-lhido de Deus devia aceitar em seu meio estrangeiros que estivessem dispostos a

seguir as leis basicas dadas por Mois´ es,´

como os Dez Mandamentos. (Lev. 24:22) Alguns residentes forasteiros se

torna-ram adoradores de Jeova, demonstran-´

11-13. (a) Quem passou a se associar com o povo

escolhido de Deus? (b) O que um nao israelita pre-˜ cisava fazer se desejasse adorar a Jeova?´

(21)

do os mesmos sentimentos da moabita

Rute, que disse a israelita Noemi: “Teu`

povo sera o meu povo, e teu Deus, o´

meu Deus.” (Rute 1:16) Esses estrangeiros

eram chamados de proselitos, e os do´

sexo masculino eram circuncidados. (Exo.ˆ

12:48, 49) Jeova os acolhia como membros´

de seu povo escolhido. — Num. 15:14, 15.´

13Quando o templo de Salomao foi de-˜

dicado a Jeova, a ora ¸c´ ao de Salom˜ ao dei-˜

xou claro que os adoradores nao israelitas˜

tambem seriam beneficiados: “[Com res-´

peito] ao estrangeiro que nao faz parte do˜

teu povo Israel e que realmente vem duma terra distante por causa do teu grande

nome, e da tua forte mao, e do teu bra ¸co˜

estendido, e eles realmente vem e oramˆ

em dire ¸cao a esta casa, ent˜ ao que tu mes-˜

mo ou ¸cas desde os ceus, do teu lugar es-´

tabelecido de morada, e teras de fazer se-´

gundo tudo aquilo pelo qual o estrangeiro te invocar; para que todos os povos da ter-ra conhe ¸cam o teu nome e te temam assim como teu povo Israel faz, e para que sai-bam que o teu nome tem sido invocado sobre esta casa que construı.” (2 Cr´ o. 6:32,ˆ

33) Mesmo nos dias de Jesus, qualquer nao israelita que desejasse adorar a Jeov˜ a´ precisava se associar com Seu povo pac-tuado. — Joao 12:20; Atos 8:27.˜

UMA NA ¸CAO DE TESTEMUNHAS˜

14Os israelitas adoravam seu Deus,

Jeova, ao passo que as outras na ¸c´ oes ado-˜

ravam suas proprias deidades. Quem era´

o Deus verdadeiro? Nos dias do profeta

Isaıas, Jeov´ a desafiou os deuses das na-´

¸coes a apresentar testemunhas que pu-˜

dessem confirmar sua divindade, como se estivessem num tribunal. Ele declarou:

“Sejam reunidas todas as na ¸coes num s˜ o´

lugar e sejam ajuntados os grupos nacio-nais. Quem [dos deuses deles] pode con-tar isso? Ou podem fazer-nos ouvir mes-mo as primeiras coisas? Forne ¸cam as suas testemunhas, para que sejam declarados

justos, ou ou ¸cam e digam: ‘E verdade!’ ”´

— Isa. 43:9.

14-16. (a) Em que sentido os israelitas deviam ser uma na ¸cao de testemunhas a favor de Jeov˜ a? (b) As-´ sim como os israelitas, o que o povo de Deus nos tempos modernos tem a obriga ¸cao moral de fazer?˜

Os israelitas amavam os residentes forasteiros (Veja os paragrafos 11-13.)´

(22)

15Os deuses das na ¸coes n˜ ao consegui-˜ ram apresentar nenhuma prova de sua

di-vindade. Eles nao passavam de˜ ıdolos mu-´

dos que precisavam ser carregados por alguem. (Isa. 46:5-7) Por outro lado, Jeov´ a´

disse ao seu povo Israel: “Vos sois as mi-´

nhas testemunhas, . . . sim, meu servo a quem escolhi, para que saibais e tenhais

fe em mim, e para que entendais que eu´

sou o Mesmo. Antes de mim nao foi for-˜

mado nenhum Deus e depois de mim

continuou a nao haver nenhum. Eu˜ e que´

sou Jeova, e al´ em de mim n´ ao h˜ a salvador.´

. . . Portanto, vos sois as minhas testemu-´

nhas, . . . e eu sou Deus.” — Isa. 43:10-12.

16Nesse caso jurıdico universal sobre a´

questao “Quem˜ e o Deus Supremo?”, o´

povo escolhido de Jeova devia declarar´

com convic ¸cao que Jeov˜ a era o´ unico Deus´ verdadeiro. Ele havia formado esse povo “para que narrassem o [seu] louvor”. (Isa. 43:21) Eles eram o povo que levava o seu

nome. Resgatados do Egito por Jeova, eles´

tinham a obriga ¸cao moral de apoiar Sua˜

soberania diante dos outros povos da

Ter-ra. Sua posi ¸cao devia ser semelhante˜ a`

descrita mais tarde pelo profeta Miqueias, quando se referiu ao povo de Deus nos tempos modernos: “Todos os povos, da

sua parte, andarao cada um no nome de˜

seu deus; mas nos, da nossa parte, anda-´

remos no nome de Jeova, nosso Deus, por´

tempo indefinido, para todo o sempre.” — Miq. 4:5.

UM POVO REBELDE

17Infelizmente, Israel nao foi fiel ao seu˜

Deus, Jeova. Eles se deixaram influenciar´

por na ¸coes que adoravam deuses de ma-˜

deira e de pedra. No oitavo seculo AEC, o´

profeta Oseias escreveu: “Israele uma vi-´

17. O que fez com que Israel se tornasse para Jeova´ ‘uma videira estrangeira em degenera ¸cao’?˜

deira em degenera ¸cao. . . . Multiplicou os˜ seus altares . . . Seu cora ¸cao tornou-se hi-˜

pocrita; agora ser´ ao achados culpados.”˜

(Ose. 10:1, 2) Cerca de um seculo e meio´

depois, Jeremias registrou estas palavras

de Jeova ao Seu povo infiel: “Eu te tinha´

plantado como videira seleta de casta tin-ta, toda ela de semente verdadeira.

Por-tanto, como e que te transformaste para´

mim em varas degeneradas duma videira

estrangeira? . . . Onde estao os teus deu-˜

ses que fizeste para ti? Que se levantem,

se e que te podem salvar no tempo da´

tua calamidade. . . . Meu proprio povo´

— [eles] esqueceram-se de mim.” — Jer. 2:21, 28, 32.

18Em vez de produzir frutos de

exce-lente qualidade por praticar a adora ¸cao˜

pura e agir como testemunhas fieis de´

Jeova, Israel produziu o fruto podre da´

idolatria. Por isso, Jesus disse o seguinte

aos hipocritas l´ ıderes judaicos de seus´

dias: “O reino de Deus vos sera tirado e´

sera dado a uma na ¸c´ ao que produza os˜

seus frutos.” (Mat. 21:43) Apenas os in-cluıdos no “novo pacto”, predito por Jeov´ a´ por meio de seu profeta Jeremias, pode-riam fazer parte dessa nova na ¸cao, o Israel˜ espiritual. A respeito dos israelitas

espiri-tuais que seriam incluıdos no novo pac-´

to, Jeova profetizou: “Vou tornar-me seu´

Deus e eles mesmos se tornarao meu˜

povo.” — Jer. 31:31-33.

19Assim, depois que o Israel carnal se

tornou infiel, Jeova fez do Israel espiritual´

seu povo no primeiro seculo. Mas quem´ e´

o seu povo na Terra hoje? Como pessoas sinceras podem identificar os verdadeiros

adoradores de Deus? Essee o assunto do´

proximo artigo.´

18, 19. (a) Como Jeova deixou claro que produzi-´ ria um novo povo para o seu nome? (b) O que sera´ estudado no proximo artigo?´

(23)

O PENTECOSTES de 33 EC foi um marco na historia do povo´

de Jeova na Terra. Nesse dia, houve uma grande mudan ¸ca.´

Por meio do seu espırito, Jeov´ a produziu uma nova na ¸c´ ao — o˜ Israel espiritual, ou “o Israel de Deus”. (Gal. 6:16) Pela primei-´ ra vez desde os dias de Abraao, a circuncis˜ ao f˜ ısica n´ ao seria˜ mais um requisito para o povo de Deus. Paulo escreveu o

se-guinte sobre os membros dessa nova na ¸cao: “A sua circunci-˜

sao˜ e a do cora ¸c´ ao, por esp˜ ırito.” — Rom. 2:29.´

2Os primeiros membros da nova na ¸cao de Deus foram os˜

apostolos e mais de cem disc´ ıpulos de Cristo que estavam´

reunidos num sobrado em Jerusalem. (Atos 1:12-15) O esp´ ı-´

rito santo foi derramado sobre eles, tornando-os filhos de

Deus gerados pelo espırito. (Rom. 8:15, 16; 2 Cor. 1:21) Isso´

provou que o novo pacto, mediado por Cristo e validado pelo

seu sangue, havia entrado em vigor. (Luc. 22:20;leia Hebreus

9:15.) Aqueles discıpulos se tornaram assim membros da´

nova na ¸cao, ou povo, de Jeov˜ a. O esp´ ırito santo os habilitou a´ 1, 2. Que mudan ¸ca ocorreu no Pentecostes de 33 EC, e quem passou a fa-zer parte do novo povo de Jeova? (Veja a gravura no in´ ıcio do artigo.)´

‘Agora voc

es s

ˆ

ao

˜

povo de Deus’

“Vos, outrora, n´ ao˜ ereis povo, mas agora´

sois povo de Deus.”— 1 PED. 2:10.

SABE RESPONDER?

Quem se tornou o novo povo de Jeova no primeiro s´ eculo?´

Como os cristaos verdadeiros˜ do primeiro seculo deviam´ mostrar que eram ‘um povo para o nome de Jeova’?´

Queme o povo de Jeov´ a hoje,´ e o que as “outras ovelhas” devem fazer para ser protegi-das durante a “grande tribula ¸cao”?˜

(24)

pregar nas varias l´ ınguas faladas pelos ju-´

deus e proselitos que tinham vindo de´

todo o Imperio Romano a Jerusal´ em para´

celebrar a Festividade das Semanas, ou Pentecostes. Essas pessoas puderam ou-vir em sua propria l´ ıngua “as coisas mag-´ nıficas de Deus” ensinadas pelos crist´ aos˜

gerados por espırito. — Atos 2:1-11.´

O NOVO POVO DE DEUS

3Jeova usou o ap´ ostolo Pedro para´

abrir o caminho para que judeus e prose-´

litos se tornassem membros daquela na-¸cao rec˜ em-formada, a congrega ¸c´ ao crist˜ a.˜ No dia do Pentecostes, Pedro disse deste-midamente aos judeus que eles deviam aceitar a Jesus, o homem que eles haviam pregado “numa estaca”, porque “Deus o fez tanto Senhor como Cristo”. Quando a

multidao perguntou o que eles deviam fa-˜

zer, Pedro respondeu: “Arrependei-vos, e

cada um de vos seja batizado no nome de´

Jesus Cristo, para o perdao de vossos pe-˜

cados, e recebereis a dadiva gratuita do´

3-5. (a) O que Pedro disse aos judeus no dia do Pentecostes? (b) Que acontecimentos contribuı-´ ram para o crescimento da nova na ¸cao de Jeov˜ a du-´ rante os primeiros anos de sua existencia?ˆ

espırito santo.” (Atos 2:22, 23, 36-38) Na-´

quele dia, cerca de 3 mil pessoas foram acrescentadasa nova na ¸c` ao, o Israel espi-˜ ritual. (Atos 2:41) Depois disso, a prega-¸cao zelosa dos ap˜ ostolos continuou a pro-´

duzir frutos. (Atos 6:7) A nova na ¸cao˜

estava crescendo.

4Mais tarde, a prega ¸cao se estendeu˜

aos samaritanos, com bons resultados. Muitos foram batizados pelo

evangeliza-dor Filipe, mas nao receberam o esp˜ ırito´

santo de imediato. O corpo governante

em Jerusalem enviou a esses samaritanos´

convertidos os apostolos Pedro e Jo´ ao,˜

que “impuseram-lhes entao as suas m˜ aos˜

e eles come ¸caram a receber espırito san-´

to”. (Atos 8:5, 6, 14-17) Assim, esses

sa-maritanos tambem se tornaram membros´

do Israel espiritual, ungidos por espırito.´

5Em 36 EC, Pedro foi novamente usado

para estender a outros a oportunidade de fazer parte do Israel espiritual. Isso

acon-teceu quando ele pregou ao centuriao ro-˜

mano Cornelio e´ a sua fam` ılia e amigos.´

(Atos 10:22, 24, 34, 35) A Bıblia diz: “En-´

quanto Pedro ainda falava . . . , caiu o

es-pırito santo sobre todos os [n´ ao judeus]˜

que ouviam a palavra. E os fieis que ti-´

nham vindo com Pedro, que eram dos circuncisos, ficaram pasmados, porque a

dadiva gratuita do esp´ ırito santo estava´

sendo derramada tambem sobre pessoas´

das na ¸coes.” (Atos 10:44, 45) A partir de˜

entao, os gentios incircuncisos que se tor-˜

navam crentes podiam ser membros da nova na ¸cao do Israel espiritual.˜

“UM POVO PARA O SEU NOME”

6Numa reuniao do corpo governante˜

do primeiro seculo, realizada em 49 EC,´

6, 7. O que os membros da nova na ¸cao deviam fa-˜ zer para agir como ‘um povo para o nome de Jeova’, e at´ e que ponto fizeram isso?´

Pedro pregou a Cornelio e aos de sua casa´ (Veja o paragrafo 5.)´

Referências

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