TÍTULO: ANALISE DAS LEGISLAÇÕES VIGENTES REFERENTES AO GERENCIAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS EM BACIAS HIDROGRÁFICAS.
TÍTULO:
CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:
ÁREA: ENGENHARIAS E ARQUITETURA ÁREA:
SUBÁREA: ENGENHARIAS SUBÁREA:
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO INSTITUIÇÃO:
AUTOR(ES): VANDERSON WENDEL PRIARO AUTOR(ES):
ORIENTADOR(ES): LUCIANO FARIAS DE NOVAES ORIENTADOR(ES):
Vanderson Wendel Priaro
ANALISE DAS LEGISLAÇÕES VIGENTES REFERENTES AO
GERENCIAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS EM BACIAS
HIDROGRÁFICAS.
1. RESUMO
O presente trabalho visa fazer uma análise da vasta legislação existente, tendo como principal objetivo preservar, planejar e gerenciar de forma adequada os recursos hídricos e de meio ambiente.
Com a atual crise hídrica se faz necessária a elaboração de documentos contendo diretrizes de planejamento e gestão de recursos hídricos. Estas diretrizes foram oriundas de algumas leis e alteradas ao longo do tempo como: Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), estabelecido pela Lei Nº 9.433/97.
2. INTRODUÇÃO
Partindo do princípio de que água é algo vital para nós seres humanos, os animais e nos processos produtivos, ela pode ser então considerada como o ouro azul, sua qualidade deve ser mantida.
Com o constante desenvolvimento das cidades, a atual crise hídrica que afeta todo país nas mais diversas regiões, estabelecer procedimentos para o gerenciamento de recursos hídricos, a preservação do meio ambiente, fauna, flora, recursos naturais é de suma importância.
Neste trabalho foi analisado as legislações vigentes quanto ao Gerenciamento dos Recursos Hídricos, Áreas de Preservação Permanente e Planejamento urbanístico que envolve toda a sociedade, as comunidades, empresas privadas, órgãos públicos.
Foram Listadas a principais lei que regem as normas dos setores de:
Águas – Plano Nacional de Recursos Hídricos Lei Nº 1997/97
Meio Ambiente – Código Florestal Lei Nº 12.651/12
Planejamento Urbano – Estatuto da cidade Lei Nº 10.257/01
3. OBJETIVOS
O objetivo desse trabalho foi analisar e catalogar as legislações Federais e Estaduais sobre Recursos Hídricos tendo em vista gerar informações que auxiliem e direcionem o planejamento e gestão das cidades, dos Recursos Hídricos, Naturais, Preservação Ambiental e o desenvolvimento urbano sustentável.
4. METODOLOGIA
Foram consultados livros, códigos ambientais, e portais de entidades como a ANA.
5. DESENVOLVIMENTO
Este capítulo apresenta a revisão da literatura para as questões abordadas pelo presente trabalho.
O item 3.1 disserta sobre o Gerenciamento de Recursos Hídricos, Órgãos responsáveis pela gestão dos Recursos Hídricos, Política Nacional de Recursos Hídricos e as legislações estaduais.
O item 3.2 disserta sobre o as Áreas de Preservação Permanente e sua importância para a proteção e manutenção dos cursos hídricos, as resoluções do CONAMA quanto os limites das Áreas de Preservação Permanente e o Código Ambiental Brasileiro.
E o item 3.3 disserta sobre a necessidade do Planejamento Urbanístico, Estatuto das Cidades e de um Plano Diretor.
5.1. Gerenciamento de Recursos Hídricos
5. 1. 1. Competência e órgão responsáveis pela gestão dos
Recursos Hídricos.
Criada em 2010 pela Lei Nº 9.984 de 17 de julho de 2000 a Agência Nacional de Águas (Agência Nacional de Águas – ANA) é responsável pela implementação do Plano Nacional de Recursos Hídricos formulado pelo CNRH. A ANA compõe-se de 10 superintendências funcionais com funções administrativas e de implementação, chefiadas por um presidente e quatro diretores. A ANA é vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, mas tem independência financeira e administrativa.
O Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) é a organização mais alta na hierarquia do sistema. Tem por objetivo promover a integração do planejamento de recursos hídricos no nível nacional, regional e estadual e também entre os setores de usuários. O CNRH é composto de representantes dos ministérios do Governo Federal, além de representantes designados pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos e representantes dos usuários de água e organizações civis relacionados com a gestão de recursos hídricos. O Diretor Executivo do Conselho Nacional de Recursos Hídricos é o Ministro do Meio Ambiente.
As Agências de Águas das Bacias Hidrográficas atuam como as secretarias executivas dos Comitês de Bacias Hidrográficas. Embora exista uma estreita relação entre as comissões e as agências, as últimas são bastante diferentes das primeiras. A principal diferença está na sua natureza e organização: enquanto os Comitês atuam segundo o que é denominado
"parlamentos da água" no Brasil, as Agências de Águas atuam mais como organizações executivas.
As Organizações Civis de Recursos Hídricos devem ser representadas no Conselho Nacional de Recursos Hídricos e devem participar do processo de tomada de decisões. Essas organizações podem ser quaisquer dos seguintes grupos: (i) consórcios intermunicipais, (ii) associações das bacias hidrográficas, (iii) associações regionais, locais ou setoriais dos usuários de água, (iv) organizações técnicas, acadêmicas e de pesquisa, e (v) organizações não-governamentais (ONGs).
5. 1. 2. Política Nacional de Recursos Hídricos Lei Nº 9.433/97
O primeiro Código das Águas foi instituído pelo Decreto Nº 24.643, de 10 de julho de 1934. Posteriormente Lei Nº 9.433, de 8 de Janeiro de 1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.
A Lei Nacional para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos define a Política Nacional de Recursos Hídricos brasileiros e cria o Sistema Nacional para o Gerenciamento de Recursos Hídricos. A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos (Capitulo I, Artigo 1º):
I - a água é um bem de domínio público;
II - a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico; III - em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais;
IV - a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das águas;
V - a bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos;
VI - a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público, dos usuários e das comunidades.
Capitulo II, Artigo 32 da Lei Nº 9.433, de 8 de Janeiro de 1997, estabelece os objetivos do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos:
I - coordenar a gestão integrada das águas;
II - arbitrar administrativamente os conflitos relacionados com os recursos hídricos;
III - implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos;
IV - planejar, regular e controlar o uso, a preservação e a recuperação dos recursos hídricos;
V - promover a cobrança pelo uso de recursos hídricos.
Integram o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos: - O Conselho Nacional de Recursos Hídricos.
- Os Conselhos de Recursos Hídricos dos Estados e do Distrito Federal.
- Os Comitês de Bacia Hidrográfica que decidem sobre o Plano de Recursos Hídricos (quando, quanto e para quê cobrar pelo uso de recursos hídricos. . - Os órgãos de governo cujas competências se relacionem com a gestão de recursos hídricos.
- As Agências de Água.
Figura 1 - Sistema Nacional de Recursos Hídricos
Fonte: Ministério do Meio Ambiente/Secretaria de Recursos Hídricos
5. 1. 3. Legislações estaduais
Vários estados, tendo em vista o fato de serem detentores de domínio sobre as águas, aprovaram suas respectivas leis de organização administrativa para o setor de recursos hídricos. Até o momento, 19 estados já contam com leis próprias (quadro 1). Como não poderia deixar de ser, na implantação dos sistemas de gerenciamento têm-se constatado que, frequentemente, as leis não estão adequadas às condições locais, suscitando ajustes e revisões.
A nova lei distrital consagra os comitês de bacia hidrográfica como a base do sistema de gerenciamento dos recursos hídricos. Desse modo, ficará garantida forte participação da sociedade como gestora dos recursos hídricos, tal como ocorre na Lei Federal no 9.433/97.
Quadro 1 – Leis estaduais de recursos hídricos.
ESTADO LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS
Estadual de Recursos Hídricos. institui o Sistema Estadual de Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos e dá outras providências.
BAHIA Lei n o 6.855, de 12/05/1995 – Dispõe sobre a Política, o Gerenciamento e o Plano Estadual de Recursos Hídricos e dá outras providências.
CEARÁ Lei n o 11.996, de 24/07/1992 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos, institui o Sistema Integrado de Gestão de Recursos Hídricos – SIGERH e dá outras
providências. DISTRITO
FEDERAL
Lei n o 512, de 28/07/1993 – Dispõe sobre a Política de Recursos Hídricos no Distrito Federal, institui o Sistema de Gerenciamento integrado de Recursos Hídricos – SGIRH–DF, e dá outras providências. Lei n o 2.725, de 13 de junho de 2001 – Institui a Política de Recursos Hídricos do Distrito Federal, cria o Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Distrito Federal e dá outras providências ESPÍRITO SANTO Lei n o 5.818, de 30/12/1998 – Dispõe sobre a Política
Estadual de Recursos Hídricos, institui o Sistema Integrado de Gerenciamento e Monitoramento dos Recursos Hídricos, do Estado do Espírito Santo – SIGERH/ES, e dá outras
providências.
GOIÁS Lei n o 13.123, de 16/07/1997 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e dá outras providências. MARANHÃO Lei n o 7.052, de 22/12/1997 – Dispõe sobre a Política
Estadual de Recursos Hídricos, institui o Sistema de
Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos e dá outras providências.
MATO GROSSO Lei n o 6.945, de 05/11/1997 – Dispõe sobre a Política
Estadual de Recursos Hídricos, institui o Sistema Estadual de Recursos Hídricos e dá outras providências
MINAS GERAIS Lei n o 13.199, de 29/01/1999 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e dá outras providências PARAÍBA Lei n o 6.308, de 02/07/1996 – Institui a Política Estadual de
Recursos Hídricos, suas diretrizes e dá outras providências. PARANÁ Lei n o 12.726, de 26/11/1999 – Institui a Política Estadual de
Recursos Hídricos, cria o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências.
PERNAMBUCO Lei n o 11.426, de 17/01/1997 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e o Plano Estadual de Recursos Hídricos, institui e Sistema Integrado de
Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências. PIAUÍ Lei n o 5.615, de 17/08/2000 – Dispõe sobre a Política
Estadual de Recursos Hídricos, institui o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências. RIO DE JANEIRO Lei n o 3.239, de 02/08/1999 – Institui a Política Estadual de
Recursos Hídricos, cria o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta a Constituição Estadual em seu artigo 261, § 1º, inciso VII, e dá outras providências
RIO GRANDE DO NORTE
Lei n o 6.908, de 01/07/1996 – Dispõe sobre a Política
Estadual de Recursos Hídricos, institui o Sistema Integrado de Gestão de Recursos Hídricos – SIGERH e dá outras
providências.
SUL Recursos Hídricos, regulamentando o artigo 171 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul.
SANTA CATARINA Lei n o 9.748, de 30/11/1994 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e dá outras providências. SÃO PAULO Lei n o 7.663, de 30/12/1991 – Estabelece normas de
orientação à Política Estadual de Recursos Hídricos bem como ao Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos. SERGIPE Lei n o 3.870, de 25/09/1997 – Dispõe sobre a Política
Estadual de Recursos Hídricos, e institui o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras
providências.
6. RESULTADOS PRELIMINARES
Ressaltar que qualquer modificação na legislação vigente deve ser respaldada pelo conhecimento cientifica, contemplando as particularidades apresentadas por cada região do país, de forma a definir limites e restrições de uso
adequadas.
7. FONTES CONSULTADAS
ANA – Agência Nacional de Águas. Legislações de interesse. Disponível em:
<http://www2.ana.gov.br/Paginas/institucional/SobreaAna/legislacao.aspx>
Acesso em: 10 de jul de 2015.
BRASIL, Decreto Nº 24.643 de 10 de julho de 1934. Decreta o Código de
Águas. Disponível em: <
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d24643.htm> Acesso em:10 de jul
de 2015.
BRASIL, Lei Nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9433.htm.> Acesso em: 17 de jul de 2015.
BRASIL, Lei Nº 9.984 de 17 de julho de 2000. Dispõe sobre a criação da Agência Nacional de Águas – ANA, Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9984.htm> Acesso em: 17 de jul de 2015.
Brasileiro. Disponível em: <
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/d23793.htm> Acesso em: 17 de jul de 2015.
BRASIL. Agência Nacional de Águas. A evolução da gestão de recursos
hídricos no Brasil. Brasília: ANA, 2002.
Introdução ao Gerenciamento de Recursos Hídricos. 2ed. Brasília 2001.
MILARÉ, E. Direito do Ambiente: a gestão ambiental em foco: doutrina,
jurisprudência, glossário. 6ed rev. atual. e ampl. São Paulo; Revista dos
tribunais.
TUNDISI, J. G.; TUNDISI, T M. Recursos Hídricos no século XXI. São Paulo; Oficina de textos 2011.