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QUALIDADE DE VIDA EM ACADÊMICOS COM DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR DO TIPO SEVERA

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1 QUALIDADE DE VIDA EM ACADÊMICOS COM DISFUNÇÃO

TEMPOROMANDIBULAR DO TIPO SEVERA

GOMES, Mariana Andrade¹; MAKHOUL, Kelly Duarte Lima².

¹ Acadêmica do curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Triângulo – UNITRI MG, Brasil ([email protected]).

² Orientadora e professora do curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Triângulo – UNITRI MG, Brasil ([email protected]).

RESUMO

Introdução: A Articulação Temporomandibular (ATM) é o elemento do Sistema Estomatognático capaz de realizar movimentos complexos dos quais resulta a mastigação, fonação e deglutição. A Disfunção Temporomandibular (DTM) é uma patologia que envolvem os músculos mastigatórios, a Articulação Temporomandibular (ATM) e estruturas associadas. Um estudo concluiu que 37,5% da população apresentavam ao menos um sintoma de DTM. Entre estudantes universitários, estima-se que 41,3 a 68,6% apresentem algum sinal ou sintoma de DTM. Mulheres apresentam maiores prevalências de estados dolorosos do que nos homens. Os graduandos constituem um potencial grupo de risco para o desenvolvimento da DTM. Foi utilizado o Índice Anamnésico de Fonseca para classificar o grau de disfunção temporomandibular e o questionário SF-36, para a percepção do indivíduo sobre seu estado de saúde. Objetivo: Avaliar a qualidade de vida em acadêmicos do curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Triângulo – UNITRI que apresentam a DTM severa e correlacionar com o grupo sem DTM. Método: A pesquisa foi realizada com alunos matriculados no curso de Fisioterapia, no 1º semestre de 2018, através de dois questionários: SF-36 e Índice Anamnésico de Fonseca. Resultados: Participaram desta pesquisa 84 alunos, que se submeteram a um Questionário de Qualidade de Vida – SF-36 e ao Índice Anamnésico de Fonseca. Foi dividido em dois grupos, o grupo sem DTM obteve frequência de 59 alunos (23,41%), e o grupo com DTM severa apresentaram 25 alunos (9,92%). Conclusão: De acordo com os dados que foram obtidos neste estudo, conclui-se que os acadêmicos que apresentaram DTM severa 25 (9,92%), apresentam comprometimento na qualidade de vida quando comparado com indivíduos sem DTM.

Palavras-chaves: Qualidade de vida; Disfunção temporomandibular; acadêmicos; severa.

INTRODUÇÃO

A Articulação Temporomandibular (ATM) é o elemento do Sistema Estomatognático capaz de realizar movimentos complexos dos quais resulta a mastigação, fonação e deglutição. É considerada uma articulação do tipo sinovial (PEREIRA, 2017).

Uma condição bastante desconfortável para qualquer indivíduo é conviver com processos dolorosos. A dor prejudica a função física e mental, e resulta em tratamentos

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2 onerosos, redução da produtividade e da qualidade de vida. A Disfunção Temporomandibular (DTM) é uma patologia que envolvem os músculos mastigatórios, a Articulação Temporomandibular (ATM) e estruturas associadas. Nesta disfunção ocorre hiperfunçãomuscular ou hipofunção, lesões traumáticas, influências hormonais e alterações articulares. O sintoma mais comum é a dor, que pode ser pré-auricular, na ATM ou nos músculos mastigatorios, e é agravada pela mastigação ou outra função da mandíbula, podendo também restringir funções do sistema estomatognático,como diminuição da amplitude de movimento mandibular, ruídos articulares associados com função (clique, estalo ou crepitação), e uma limitação funcional (bloqueio) ou desvio de abertura da mandíbula (BASTOS, et al 2017).

Alguns estudos epidemiológicos estimam que 40 a 75% da população apresentem ao menos um sinal de DTM, como ruídos na ATM e 33%, pelo menos um sintoma, como dor na face ou na ATM. No Brasil, poucos são os estudos que verificaram a prevalência de sinais e sintomas de DTM em amostras populacionais. Um estudo concluiu que 37,5% da população apresentavam ao menos um sintoma de DTM. Entre estudantes universitários, estima-se que 41,3 a 68,6% apresentem algum sinal ou sintoma de DTM (OLIVEIRA, 2017).

As evidências demonstradas nos últimos anos indicam substanciais diferenças de gênero nas respostas clínicas e experimentais de dor. Mulheres apresentam maiores prevalências de estados dolorosos do que nos homens, incluindo tanto a dor orofacial como outros sintomas de DTM, com proporções que variam de 2 a 6 mulheres para cada homem, geralmente com idades entre 20 e 40 anos (FERREIRA et al, 2016). Esta maior prevalência de mulheres acometidas por DTM é provável devido à influência do comportamento hormonal, anatômico e fatores psicossociais. Uma das explicações seria a de talvez as mulheres se preocuparem mais com a saúde do que os homens, procurando atendimento para o seu problema (SANTIAGO, 2016).

Os profissionais de saúde possuem uma rotina estressante, que pode ser observada desde os anos de graduação e que se perpetua durante a sua vida profissional. Os graduandos constituem um potencial grupo de risco para o desenvolvimento da DTM, devido aos altos níveis de ansiedade gerados quando passam por períodos de provas, seminários e a rotina clínica (PINTO, 2016).

Para cada uma das questões do questionário de Fonseca são possíveis três respostas (sim, não e às vezes) para as quais são preestabelecidas três pontuações (10, 0 e 5, respectivamente) (Quadro 3). Com a somatória dos pontos atribuídos obtém-se um índice anamnésico que permite classificar os voluntários em categorias de severidade de sintomas:

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3 sem DTM (0 a 15 pontos), DTM leve (20 a 45 pontos), DTM moderada (50 a 65) e DTM severa (70 a 100 pontos) (CHAVES et al, 2008).

O Questionário SF-36 é um instrumento de avaliação genérico, multidimensional, constituído por 36 itens englobados em oito domínios: capacidade funcional, estado geral da saúde, dor, vitalidade, limitações por aspectos emocionais, limitações por aspectos físicos, aspectos sociais e saúde mental. O resultado desse questionário dá- se através da atribuição de uma nota para cada questão, posteriormente transformada em uma escala de zero a 100 por domínio, onde zero corresponde a um pior estado de saúde e 100 a um melhor. Cada domínio do questionário é avaliado em separado e não existe um único valor que sintetize toda a avaliação (MIRANDA et al, 2014).

Muitos são acometidos pela DTM severa, com a presença de sinais e sintomas, porém, no entanto desconhecem a sua existência. Analisando este assunto torna-se relevante o conhecimento de diagnóstico para este tipo de disfunção temporomandibular do tipo severa, agregando os dados com foco na qualidade de vida dos estudantes, já que os estudos tratam a disfunção de forma globalizante ou não propagam apenas um tipo em específico, como foi realizado nesse estudo para DTM do tipo severa, justificando a realização do presente estudo. Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade de vida em acadêmicos do curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Triângulo – UNITRI que apresentam a DTM severa e correlacionar com o grupo sem DTM.

METODOLOGIA

Realizou-se uma pesquisa de campo com alunos maiores de 18 anos, do 1º ao 8º período (diurno) do curso de graduação em Fisioterapia, do Centro Universitário do Triângulo (UNITRI), no período de março a abril de 2018.

Foram incluídos na amostra: todos os alunos matriculados no curso de Fisioterapia, estudantes com idade superior a 18 anos, que não necessitaram de ajuda para o preenchimento dos questionários e que assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Foram excluídos da amostra: os alunos com idade inferior a 18 anos; alunos que não foram encontrados em sala de aula no período da coleta de dados; os que não assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido; e os que não estavam devidamente matriculados no referido curso, alunos de outros cursos e alunos de outras instituições. A pesquisa é de caráter quantitativo, com a utilização de dois questionários como instrumento para coleta de dados. Sendo eles, o SF-36 e o Índice Anamnésico de Fonseca.

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De acordo com Miranda et al, 2014 o questionário SF-36 possui 11 perguntas fechadas avaliando em 8 domínios, com pontuação de 0 a 100, onde zero é o pior estado de saúde e 100 um melhor, para a percepção do indivíduo sobre a sua saúde. Chaves et al, 2008 nos traz que o questionário Índice Anamnésico de Fonseca, possui 10 perguntas e três tipos de respostas (sim/ às vezes/ não), com pontuação de 10, 5 e zero através da soma pode-se classificar a severidade dos sintomas em indivíduos: sem DTM (zero a 15 pontos), DTM leve (20 a 40 pontos), DTM moderada (45 a 65 pontos) e DTM severa (70 a 100 pontos). Vale ressaltar que os instrumentos citados foram impressos em folha de papel sulfite A4 e entregue ao aluno, e poderia ser respondido com caneta esferográfica de cor azul ou preta.

No momento da abordagem, foi explicado ao aluno o objetivo da pesquisa e para aqueles que concordaram em participar foi solicitado assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, no qual estão documentados os objetivos deste estudo.

Todos os participantes da pesquisa receberam duas cópias do Termo citado, em conformidade a Resolução n. 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS, 2012). Cada um dos respondentes ficou com uma cópia do referido documento, ao passo que a outra permaneceu com o pesquisador. O projeto foi enviado ao Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário do Triângulo-UNITRI, tendo sido aprovado sob o parecer 132539/2017.

A coleta de dados foi realizada dentro das salas de aula do curso, no Bloco C da referida instituição, em momento propício para o preenchimento do questionário e com a prévia autorização da gestora do curso e do professor presente no local. Após a aplicação dos questionários, realizou-se a análise dos mesmos separando-os em dois grupos, um grupo dos que “apresentaram disfunção temporomandibular do tipo severa” e o outro “sem disfunção temporomandibular”.

Vale destacar que, após a aplicação dos questionários, os dados foram tabulados para triagem das respostas através dos seguintes registros: graduandos com comprometimento da função mandibular, ruídos na articulação, fadiga muscular, dor de cabeça, tensão na abertura mandibular. Posteriormente foram caracterizados como DTM do tipo severa e comprometimento na qualidade de vida dos acadêmicos, de acordo com o Índice Anamnésico de Fonseca e SF-36.

Cumpre salientar também que a realização deste estudo não ofereceu riscos físicos. Para evitar qualquer constrangimento por parte do voluntário devido a dúvidas em relação ao preenchimento do questionário, o pesquisador esteve presente durante toda a coleta de dados.

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5 RESULTADOS

Participaram desta pesquisa, 252 alunos, que se submeteram a um Questionário de Qualidade de Vida – SF-36 e ao Índice Anamnésico de Fonseca, para a verificação do grau de DTM. Desses 252 alunos que responderam os questionários, foram separados em dois grupos, sendo sem DTM e com DTM severa. Desta forma participaram da pesquisa 84 alunos.

O grupo sem DTM obteve frequência de 59 alunos (23,41%), e o grupo com DTM severa apresentaram 25 alunos (9,92%). O grupo sem DTM obteve 46 mulheres e 13 homens, e o grupo com DTM severa apresentaram 23 mulheres e 2 homens. A média de idade encontrada foi de 23 anos e 9 meses para os estudantes do sexo masculino e 22 anos e 8 meses para as estudantes do sexo feminino.

No quadro 1, estão demonstradas as legendas relativas aos Oito Domínios do Questionário de Qualidade de Vida - SF - 36.

Quadro 1 – Legendas relativas aos Oito Domínios do Questionário de Qualidade de Vida SF – 36. Legendas Significados

CF Capacidade Funcional LAF Limites Aspectos Físicos

Dor Dor

EGS Estado Geral de Saúde Vit Vitalidade

AS Aspectos Sociais AE Aspectos Emocionais

SM Saúde Mental

Na tabela 1, estão demonstradas as frequências e porcentagens de alunos, de

acordo com os Graus de DTM apresentados e resultados totais.

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6 Tabela 1 – Distribuição de frequências e porcentagens de alunos, de acordo com os Graus de DTM apresentados e resultados

totais.

Graus de DTM Frequências Porcentagens Sem DTM 59 23,41 Severo 25 9,92

Total 84 33,33

Na tabela 2, estão demonstrados os valores de médias e de desvios padrão, obtidos nos oito Domínios do Questionário de Qualidade de Vida SF – 36, considerando-se o grau sem DTM e DTM severa.

Na tabela 2, estão demonstradas as frequências e porcentagens de alunos, de acordo com os Graus de DTM apresentados e resultados totais.

Tabela 2 – Valores de médias e desvio padrão.

CF LAF Dor EGS V AS AE SM

Sem DTM Médias 89,92 86,02 77,69 69,68 64,24 84,75 72,88 73,36 D. Padrão 17,63 21,41 17,97 11,98 19,00 20,38 36,87 14,81 DTM severa Médias 81,80 65,00 47,16 46,52 35,60 53,65 46,66 50,08 D.Padrão 17,79 32,27 16,27 13,78 15,37 23,45 43,03 14,57

Como demonstrados na tabela 2, o valor obtido na média para o grupo sem DTM, o domínio de vitalidade (64,24), houve menor valor quando comparados entre os outros domínios e um valor mais elevado para a capacidade funcional (89,92). No desvio padrão o menor valor encontrado é para o domínio de estado geral de saúde (11,98), e um valor mais elevado quando comparados aos outros domínios para aspectos emocionais (36,87).

O valor obtido para o grupo com DTM severa, a média alcançada para o domínio de vitalidade (35,60), houve menor valor quando comparados entre os outros domínios e um valor mais elevado para a capacidade funcional (81,80). No desvio padrão, destaca-se com menor valor o domínio de estado geral de saúde (13,78), e um valor mais elevado quando comparados aos outros domínios para aspectos emocionais (43,03).

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7 Análise Estatística dos Resultados

Com o objetivo de verificar a existência ou não de diferenças, estatisticamente significantes, entre os valores obtidos nos oito domínios do Questionário de Qualidade de Vida – SF – 36, foi aplicado o teste U de Mann-Whitney (SIEGEL, 1975), aos dados em questão comparando-se os resultados obtidos com o grau de DTM severa e sem DTM.

O nível de significância foi estabelecido em 0,05, em um teste bilateral. Os resultados estão demonstrados na tabela 3.

Tabela 3 – Probabilidades encontradas, quando da aplicação do teste de Mann-Whitney aos valores obtidos nos oito

Domínios do Questionário de Qualidade de Vida - SF-36, considerando-se os resultados obtidos no grau sem DTM relacionados com a DTM do tipo severa.

Variáveis Sem x Severa CF 0,0026* LAF 0,0021* Dor 0,0000* EGS 0,0000* VIT 0,0000* AS 0,0000* AE 0,0070* SM 0,0000* (*) p < 0,05

A tabela 3 nos mostra as probabilidades encontradas na aplicação do teste de Mann-Whitney considerando sem DTM x DTM severa. Nos domínios observa-se que o maior valor encontrado é para o domínio de aspectos emocionais 0,0070, enquanto a capacidade funcional apresenta 0,0026 e limites aspectos físicos 0,0021. Os resultados para dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais e saúde mental apresentaram 0,0000.

De acordo com esses resultados foram encontradas diferenças, estatisticamente significantes entre os valores, e quanto menor o valor encontrado, maior é o comprometimento na qualidade de vida.

DISCUSSÃO

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8 Fisioterapia, com a presença da disfunção temporomandibular do tipo severa. De acordo com os resultados obtidos, os domínios relacionados com a disfunção temporomandibular do tipo severa obteve médias abaixo de 50.

Analisando o grau de DTM verifica-se que 23,41% dos participantes não apresentaram DTM e 9,92% apresentaram DTM severa, valores próximos dos encontrados por Queiroz et al, em 2015 que em sua pesquisa tiveram por objetivo avaliar a prevalência da DTM em alunos do curso de Fisioterapia, utilizando o questionário preconizado por Fonseca. Porém para o grupo sem DTM encontraram menor valor quando comparados com este trabalho que, embora tenha encontrado resultados próximos à deste estudo, sua amostra total é composta por 60 alunos, sendo menor quando comparada a esta pesquisa.

Os dados encontrados foram baseados em 84 alunos que participaram da pesquisa. A maior prevalência se dá ao sexo feminino, pelo curso de Fisioterapia ter maior concentração de mulheres, corroborando com os dados encontrados por Pinto et al, 2015 que realizaram um estudo para analisar a prevalência de DTM e relacionar com a qualidade de vida em alunos do curso de Fisioterapia, com uma amostra total composta por 732 voluntários, e obteve maior prevalência no sexo feminino. No presente estudo, nos mostra que quanto maior o grau de severidade, pior será a qualidade de vida dos acadêmicos participantes da amostra, dados concordantes foram encontrados na pesquisa realizada pelo autor citado que constatou que a qualidade de vida é inversamente proporcional ao nível de DTM.

O grupo com DTM severa, de acordo com os resultados encontrados na pesquisa atual, as médias para o domínio de dor (47,16), estado geral de saúde (46,52), aspectos sociais (53,65), aspectos emocionais (46,66) e o desvio padrão de dor (16,27), estado geral de saúde (13,78), vitalidade (15,37), aspectos sociais (23,45) e aspectos emocionais (43,03). Embora Silva et al, 2016 tenham utilizado Índice de Mobilidade Mandibular e Índice de Hélkimo para diagnosticar o grau de DTM e uma população diferente do nosso estudo, observa-se que quando comparados, os resultados encontrados nesta pesquisa estão próximos dos resultados encontrados pelo referido autor, quando comparados com o grupo portador de algum grau de DTM. Para avaliar o impacto na qualidade de vida, Silva et al, 2016, utilizaram o questionário SF-36, concordando com os resultados encontrados neste trabalho, que a DTM interfere na qualidade de vida.

KUROIWA et al, em 2011, realizaram um estudo sobre o questionário SF-36, descrevendo o que pretende avaliar em cada um dos domínios. Capacidade funcional avalia como o indivíduo realizou suas tarefas diárias habituais. Aspectos físicos avalia como a saúde física interferiu nas atividades domésticas ou profissionais. O domínio de dor avalia a

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9 quantidade de dor que o indivíduo sentiu nas últimas quatro semanas e as limitações que ela provocou. Estado geral de saúde avalia a percepção que o indivíduo tem de sua própria saúde e sua expectativa em relação ao futuro. Vitalidade avalia o grau de energia e disposição do indivíduo para realizar suas tarefas diárias. Aspectos sociais avalia o quanto as atividades sociais habituais do indivíduo foram afetadas por seu estado físico ou emocional. Aspecto emocional avalia como o estado emocional interferiu nas atividades diárias domésticas ou no trabalho. E por último, a saúde mental avalia quanto tempo o indivíduo tem se sentido ansioso e deprimido ou feliz e tranquilo no seu cotidiano. O questionário SF-36 foi utilizado para avaliar a qualidade de vida, avaliando em 8 domínios diferentes. O autor citado enfatiza que a utilização do questionário é para a percepção do indivíduo sobre seu estado de saúde.

Foi utilizado neste trabalho o questionário Índice Anamnésico de Fonseca para a avaliação da DTM. O estudo realizado por Chaves et al, 2008 relataram que, este instrumento é disponível em língua portuguesa, e é possível caracterizar o grau de severidade e a simplicidade favorece o seu uso.

No estudo realizado por Nunes et al, 2016, com o objetivo de conhecer a prevalência dos sinais e sintomas relacionados a DTM em estudantes do curso de Fisioterapia, apresentaram valores mais altos para a prevalência de não portadores de DTM e um resultado mais baixo para a DTM severa, quando comparados a este estudo. De acordo com o autor citado e Medeiros et al, em 2011 a prevalência é maior no sexo feminino, pelo fato das mulheres procurarem mais tratamento, logo sendo mais cuidadosas com a sua saúde, por terem maior percepção a estímulos dolorosos, variações hormonais, estrutura muscular e limiar baixo de dor.

CONCLUSÃO

De acordo com os dados que foram obtidos neste estudo, conclui-se que os acadêmicos que apresentaram DTM severa 25 (9,92%), apresentam comprometimento na qualidade de vida quando comparado com indivíduos sem DTM.

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