TÍTULO: A ESTRATÉGIA DA PEQUENA EMPRESA PARA ALAVANCAR RESULTADOS EM TEMPOS DE CRISE (UM ESTUDO DE CASO EMPRESA ESOC)
TÍTULO:
CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:
ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS ÁREA:
SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO SUBÁREA:
INSTITUIÇÃO: FACULDADE CRUZ AZUL INSTITUIÇÃO:
AUTOR(ES): SIDNEY RODRIGUES LIMA JUNIOR AUTOR(ES):
ORIENTADOR(ES): MAURO PASSETTI ORIENTADOR(ES):
COLABORADOR(ES): PRÓ-OCUPACIONAL PREPARAÇÃO DE DOCUMENTOS COLABORADOR(ES):
RESUMO
O objetivo, desse estudo de caso, é nortear e conscientizar o pequeno empresário em relação a uma visão holística de sua empresa dando a ele requisitos para implantar ferramentas, que bem utilizadas, irão corroborar com o crescimento, o desenvolvimento da empresa e alavancar resultados positivos. Trazer os principais problemas vividos e encontrados, na pequena empresa, contribuindo para a uma nova estruturação, transformando pessoas e processos. São essas pequenas diferenciações, que utilizadas com sensatez, trarão benefícios não só nos resultados, mas beneficiarão os processos e as pessoas garantindo uma vantagem competitiva e ao mesmo tempo, sua sobrevivência para um mercado que exige cada vez mais competência.
INTRODUÇÃO
Pretende-se demonstrar e conscientizar, por meio da análise de uma empresa de pequeno porte, como ela pode agregar valor e desempenho com o auxílio de algumas ferramentas e técnicas que a auxiliarão numa melhor administração, garantindo um melhor desempenho sem grandes custos. Técnicas essas disponíveis, porém, não percebidas, que auxiliarão no desempenho da empresa, tanto na mão de obra, em sua maioria despreparada, como em sugerir, ao empresário, novas perspectivas. A falta de preparo do pequeno empresário faz com que a sobrevivência de sua empresa seja consideravelmente afetada.
No início de 2015, que já começou com uma série de medidas econômicas, que segundo o governo, são necessárias para pôr a casa em ordem, nota-se que estas implicam em elevação de juros, impostos, tarifas públicas, aumento de taxa cambial e influenciam diretamente no mercado e na condução dos investimentos das organizações. Ainda mais, quando estas organizações são de pequeno porte.
Nesse ambiente de incertezas as empresas passam a se conscientizar que os gastos devem ser minimizados e com isso ficam mais receosas de assumirem novas dívidas. Com a percepção da escassez, também dos clientes, receosos e com dificuldades de assumirem dívidas, precisam buscar alternativas mais concretas e sólidas para permanecerem no mercado. A empresa deve saber que a diferença hoje está no que ela faz da porta para dentro e mais do que nunca o empresário deve estar preparado para se manter vivo e garantir o seu sucesso nos negócios, pois o grande responsável por toda essa mudança é ele mesmo.
Diante desse cenário, pretende-se demonstrar através de um estudo de caso, de como uma pequena empresa se beneficiará com a utilização de ferramentas e técnicas administrativas adequadas para a sua sobrevivência.
OBJETIVO
Constatar as falhas do pequeno empresário no processo de tomadas de decisões sugerindo a estas ferramentas administrativas e técnicas para a melhoria e alavancagem de resultados norteando-o para a tomada decisões mais acertadas. Percebe-se, que é uma questão de visão, agilidade e de como interpretar o ambiente econômico verificando as vantagens competitivas. Nota-se que há uma dificuldade em falar de vantagem competitiva para um empreendedor, um microempresário que em muitas vezes desconhece quais as melhores técnicas ou ferramenta a serem utilizadas, devido a falta de planejamento ou elaboração de um plano de negócios adequado visando uma melhor preparação para o mercado e para o entendimento do seu próprio negócio.
Tantos anos agindo com o mesmo modo operante deixou-o sem a capacidade de visualizar o que acontece ao seu redor. Mas, com uma visão míope de seu negócio, é assim que ele entende que tudo está certo, e que minimizar custos consiste em diminuir seu quadro de empregados e assim continuar nos negócios. O objetivo desse estudo, é mudar essa concepção de negócio trazida de geração para geração. Mudar exige tempo, disposição e principalmente resiliência e principalmente mudar a cultura empresarial, o modo de ver as coisas.
2.1 Objetivo geral:
Identificar as possíveis falhas no processo interno de comando e com isso trazer para compreensão, do empresário, que essas mudanças proporcionarão métodos de controles e ferramentas que proporcionarão maior eficácia e eficiência dos seus objetivos.
2.2 Objetivos específicos
Conscientizar os diretores das pequenas empresas de que estes ou suas empresas, não são insubstituíveis ou jamais deixarão de existir. Num mundo corporativo, diferente da vida em sim, engana-se aquele que se acha insubstituível, pois aquele empresário que se acha único em seu ramo de negócios, esta cometendo um grande erro e, na pior das hipóteses, deixará de existir. Ser hábil em visualizar a concorrência, em criar inovações e principalmente administrar corretamente faz toda a diferença e dará subsídios, aos empresários das pequenas empresas, para que cresça não só no seu ramo de atividade, mas no seu potencial administrativo com resultados satisfatórios, pois é isso, que o manterá vivo e possibilitará vencer desafios de um mundo em constante transformação.
METODOLOGIA
O estudo de caso da empresa ESOC LIMITADA, visa entender as dificuldades do empresário, de pequeno porte, de conscientizar-se da importância de saber sobre o seu próprio negócio. Saber como tudo ou grande parte funciona dentro de sua empresa e com isso ter soluções para as disfunções existentes, com tomadas de decisões mais assertivas. Na empresa em estudo, ESOC LIMITADA, nota-se uma grande disfunção que é não reconhecer suas debilitações. Não veem os erros cometidos, as oportunidades perdidas, suas forças e fraquezas internas ou externas, e por não verem o que não existe, continuam errando. E nada melhor para descobrir erros ou situações, do que, controlar e mensurar valores em relação a um determinado fato ou processo.
DESENVOLVIMENTO Rompendo paradigmas
Para a pequena empresa significa romper com tudo o que ela tem acreditado até o momento, quando menciono a empresa refiro-me ao seu proprietário, e com tudo que ela acha que deu certo até o momento. Tudo mudou desde sua criação e o que não mudou, esta ficando para trás ou deixando de existir. Mudar significa tirar da vida da empresas alguns conceitos trazidos e mantido por seus antecessores ou, no que foi induzida a acreditar. O Paradigma tem a sua força naquele que acredita no que esta dito ou escrito.
Quadro 1: A força do paradigma
Fonte: FACULDADE INTERNACIONAL SIGNORELLI. Administração da Produção, Prof. Marcelo Lisboa Luz. Disponível em: < http://slideplayer.com.br/slide/1723738> acesso em 01 mai. 2016
Uma ferramenta útil e que permite a empresa verificar em que situação, ou cenário, se encontra é a Análise S.W.O.T. A palavra S.W.O.T. é de origem inglesa e significa S (Força), W (Fraqueza), O (Oportunidades) e T (Ameaças) e essa análise busca facilitar a visualização dessas características dentro da organização.
Chiavenato,(1987 p. 218) diz que:
A análise das condições internas da empresa e o seu correspondente diagnóstico é o processo pelo qual o estrategista examina os recursos financeiros/contábeis/mercadológicos/produtivos e humanos de toda a empresa como fatores conjuntos, para verificar com quais relativas forças e fraquezas ela pode explorar eficazmente as oportunidades e defrontar-se com as ameaças e coações que o ambiente lhe apresenta. É a análise dos fatores estratégicos, pois nenhuma empresa é igualmente forte em todas as suas funções e divisões.
Essa análise é demonstrada em uma tabela de duas linhas e duas colunas onde a empresa analisará o cenário encontrado ajudando ao empresário a ter clareza de seu negócio verificando quais pontos explorar e trabalhar. Essa ferramenta ajuda a determinar a posição atual e antecipar medidas futuras visando as oportunidades e precavendo sobre as ameaças.
Análise S.W.O.T. AJUDA ATRAPALHA IN T E RN A (orga ni za çã o )
Força
Terceirização os trabalhos
Parcerias
Baixa Inadimplência
Alta renovação de contratos
Profissionais qualificados
Indicação de clientes (boca/boca)
Estrutura bem distribuída
Aquisição do SIGO
Presente na mídia (Blog, Twitter, site)
Reestruturação da equipe
Redistribuição de trabalhosFraqueza
Falta de controle trabalhos realizados,
Dificuldade em manter o controleemocional;
Financeiro melhorar controle
Falta de conhecimento do SIGO
Intriga internas
Motivação baixa
Falta programação de visitas aos clientes
Recepção: melhorar atendimento
Divulgação da mídia baixa
Demora na implantação de mudanças
Estrutura familiarE X T E RN A (A m bi ent e)
Oportunidade
Rápido atendimento ao cliente,
Parceiros bem qualificados
Atuação dos Órgãosfiscalizadores
Visão de novos negócios
Equipe enxutaAmeaças
Erros no custo operacional
Falta de profissionais
Expansão urbana descontrolada
Sistema de rede com baixa qualidade
Contabilidades com baixo conhecimento do trabalho realizado Fonte: Elaborado pelo autorFica claro que o empresário deve ter controle e saber as deficiências e grandezas de sua empresa em relação a si próprias e aos concorrentes e, através dessas informações estabelecer parâmetros para as futuras tomadas de decisões.
A importância de acompanhamento dos resultados
Para que o empresário possa ter uma definição do que fazer ou como proceder, ele precisa estabelecer referências que o ajudarão a acompanhar, avaliar e melhorar seu desempenho. Isso possibilitará uma tomada de decisão mais assertiva.
Antônio Carlos Aidar (2013) afirma que “o sucesso na gestão da estratégia organizacional depende da capacidade do gestor em reunir os principais projetos estratégicos, selecionar os indicadores de desempenho e comunicar os avanços. ”
Para isso é preciso manter o controle e solucionar todos os problemas quando surgirem. Uma forma de realizara isso é encontrar uma ferramenta que não onere os custos da pequena empresa, já tão atribulada com os afazeres rotineiros do dia a dia. Qual estratégia adotar?
Chiavenato (1987, p. 190) menciona sobre estratégia o seguinte:
A estratégia é levada a cabo através da ação empresarial, que, para ser eficaz, precisa ser planejada, organizada, dirigida e controlada. O Planejamento, a organização, a direção e o controle constituem o chamado processo administrativo. Quando considerados separadamente planejamento, organização, direção e controle constituem funções administrativas; quando tomados em conjunto na sua abordagem global para o alcance de objetivos, formam o processo administrativo.
Entre as várias ferramentas existentes destaca-se o P.D.C.A. (Planejamento, Do - Execução, Check – verificar, Ação) como forma de manter o controle e aprimoramento de todos os processos existentes na empresa, objetivando a melhoria contínua através de ações
corretivas.
Figura: Ciclo PDCA
Fonte: PORTAL DA ADMINISTRAÇÃO, Disponível em: < http://www.portal-administracao.com/2014/08/ciclo-pdca-conceito-e-aplicacao.html> acesso em 01 maio 2016
Essa ferramenta (P.D.C.A.) visa ordenar as coisas possibilitando medir resultados e objetivos estabelecidos pelo gestor da empresa, e com isso, garantir a eficácia e eficiência de todo o processo. É um método gerencial de tomada de decisão garantindo as metas e a sobrevivência da empresa. Questionada sobre o fluxo diário, mensal e anual de atendimento realizado, em relação ao número de empregados que são atendidos e encaminhados ao médico do trabalho, houve uma grande hesitação. Ninguém soube informar, pois esse tipo de questionamento nunca fora feito a ninguém. Essa foi a oportunidade necessária para que pudéssemos realizar uma pesquisa e quantificar os atendimentos realizados, estabelecendo um comparativo, entre os anos de 2014/ 2015 conforme demonstrado no gráfico abaixo. A planilha utilizada para a confecção do gráfico encontra-se mencionada no Anexo.
Para esse trabalho a metodologia utilizada foi o levantamento dos atendimentos realizados através do Sistema de Informação Gerencial Ocupacional (SIGO) utilizado pela empresa e que nos forneceu os dados necessários para a elaboração de estudo. Em poder dos dados coletados, dos valores obtidos e do gráfico ora apresentado, chegou-se a uma conclusão, que estarreceu ao empresário ao ser apresentada, pois ele não havia imaginado a proporção que seu atendimento havia diminuído. Ele percebeu que o atendimento diminuiu na recepção, mas intuitivamente, não parecia tanto.
Abraham Sin Oih Yu (2011, p. 109) comenta sobre a intuição e a racionalidade dizendo:
Intuição ou racionalidade, qual o caminho a ser considerado na hora de se tomar uma decisão? Em geral, os executivos acolhem com mais facilidade a ideia de aplicar a intuição em suas tomadas de decisão enquanto os acadêmicos, em sua maioria, relutam em aceita-la, preferindo a decisão tomada com uma base analítica, racional. Assim, muitas vezes a decisão analítica é confundida com uma decisão racional, em contraposição à intuição. Na verdade, o que caracteriza a racionalidade de uma decisão diz respeito ao método de pensar que se utiliza e não às conclusões desse pensamento. Tanto para o pensamento como para as decisões, considera-se que o método racional é aquele que geralmente melhor consegue fornecer a uma pessoa o alcance de seus objetivos.
Gráfico 1: Comparativo atendimento 2014/2015
Fonte: Elaborado pelo autor
A satisfação
Esse capítulo tem por objetivo apresentar os dados questionados e realizado para um grupo de 30 empresas, independentes de seu porte, contratantes dos serviços da ESOC LIMITADA, objeto de estudo, verificando o nível de satisfação desses clientes. O modelo de questionário utilizado para a realização dessa pesquisa encontra-se disponível no setor de Anexo. Esse questionário foi elaborado e encaminhado para as empresas,por via eletrônica aos principais responsáveis ou gestores, possibilitando verificar de forma quantitativa a satisfação de algumas empresas. As perguntas foram realizadas de forma fechada objetivando um resultado simples e significativo e de fácil entendimento dos questionados.
Martin Christopher (2011) diz:
Uma das maneiras mais simples de descobrir a importância que o cliente dá para o nosso serviço ou produto é através de uma pesquisa, e para isso, nada melhor do que solicitar uma amostra dentre todos os clientes verificando o que eles acham mais importante ou menos importante e com isso garantir meios para aperfeiçoar os serviços oferecidos e a fidelização do cliente.
-0,9 -0,8 -0,7 -0,6 -0,5 -0,4 -0,3 -0,2 -0,1 0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez média
0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez média
Gráfico comparativo do atendimento na Recepção do ano de 2014 e 2015
Gráfico 2: Agendamento online
Fonte: Elaborado pelo autor
Percebe-se que no gráfico apresentado que no total de 30 empresas entrevistadas, 73% estão satisfeitas com o novo sistema agendado e apenas 27% demonstraram insatisfação ou dificuldades.
Gráfico 3: Acessibilidade a empresa
Fonte: Elaborado pelo autor
Percebe-se que no gráfico apresentado que no total de 30 empresas entrevistadas quanto a facilidade em acessar e contactar a empresa, 47% estão satisfeitas e 53% demonstraram dificuldades que deverão ser analisadas afim de dirimir essa disfunção.
RESULTADOS PRELIMINARES
A partir dos resultados obtidos, sobre a satisfação de seus clientes, a ESOC 73%
27%
Agendamento Online
Os agendamentos pelo novo sistema online estão satisfatórios? sim não 53% 47% Acessibilidade a empresa
O acesso ao contato com nossa empresa (fone, e-mail, Skype) é fácil?
sim
LIMITADA através de sua diretoria, definiu que é preciso mudar e focar nas análises dos processos da empresa não importando a concepção do produto ou serviços. É preciso ter algo mais, que faça a empresa se destacar, algo que a mantenha com agilidade, rapidez para tomar as decisões estratégicas e operacionais, que permitam alavancar resultados e dar sustentabilidade aos negócios.
No intuito de se manter no mercado e com possibilidade de crescimento, a empresa ESOC LIMITADA, adotou como prioridade a tecnologia da informação e com isso garantiu a minimização de custos maximizando resultados. Não foi fácil a integralização desse novo conceito, pois tudo que é novo é visto como um entrave para o crescimento, por falta ou despreparo da empresa em assumir uma nova postura. Essa nova postura possibilitou uma série de benefícios sendo o principal o fornecimento de informações rápidas e com qualidade, necessárias no dia a dia da empresa, e respaldando no suporte ao pequeno empresário uma tomada de decisão baseadas em fatos, dados, informação.
Esse estudo de caso, contribuiu para uma mudança comportamental da empresa em relação aos seus clientes e com as perspectivas que estes, os clientes, esperam da empresa. A empresa, deve levar em consideração todos os aspectos demonstrados para uma tomada de decisão mais objetiva e uma reestruturação de sua filosofia de trabalho. Mais do que nunca, ouve a conscientização do empresário em manter a qualidade e mudar certos padrões, que foram adquiridos ao longo do tempo e pela falta de ferramentas adequadas para alcançar resultados melhores.
Saber, que as ferramentas utilizadas são uma necessidade para diagnosticar os processos realizados, e, com os resultados obtidos, sejam através de gráficos, de relatórios que quantificam valores e processos, formalizar e adequar sempre um novo procedimento a partir do que foi mensurado e assim sucessivamente. A empresa mudou, e o seu gestor, reconheceu que é preciso mudar. Sair de seus costumes e partir para uma visão geral, de todo o contexto empresarial, significa crescer e obter resultados cada vez melhores.
5 CONCLUSÃO
Diante da problemática apresentada inicialmente: a) “Como a pequena empresa pode melhorar sua competitividade de forma eficiente e comprovar os resultados? ” Pode-se concluir que para melhorar a sua competitividade de forma eficiente e comprovar seus resultados a empresa deve realizar mudanças. E as mudanças só foram possíveis quando as pessoas se reuniram, pensaram sobre o que faziam, sobre as razões por que faziam e compartilhando seus conhecimentos e experiências acabaram por descobrir que as mudanças devem ser feitas, sejam
boas ou ruins.
Antes, da nova visão, não havia na empresa ou em seus processos qualquer ferramenta capaz de verificar os resultados ou falhas ocorridas em seu modo operacional. Não tinham relatórios gerenciais, não havia um sistema capaz de auxiliar e fornecer os relatórios necessários com a exibição de gráficos ou planilhas para consulta e assim facilitar qualquer processo de decisão a ser tomada.
Tudo era informal, ou seja, nada era escrito, documentado, relatado para a gerência ou em reuniões assegurando a autenticidade dos fatos ocorridos, e com isso, abrir a possibilidade de mudanças. Não havia um controle fidedigno para auxiliar e o que existia era totalmente ineficiente em atender as necessidades da empresa e dos negócios. O cliente, principal fonte de renda, nunca fora consultado sobre suas necessidades ou reclamações quanto aos serviços realizados ou fornecer sugestões de novos negócios. Simplesmente cumpri seu papel de pagador.
Com a nova visão, investiu-se em um Sistema Interno de Gerenciamento Ocupacional garantindo a eficiência e rapidez dos serviços contratados, os prazos de execução e entrega controlados, emissão de relatórios operacionais e gerenciais desde uma simples lista para consulta até relatórios complexo como a rotatividade financeira anual. Outro grande avanço foi a implantação do agendamento online garantindo a satisfação do cliente, antes não ouvido, e que agora é atendido com rapidez e eficiência
A qualificação profissional dos trabalhadores foi outro fator de grande importância e que minimizou erros e possibilitou melhores resultados em todos os setores. Hoje os treinamentos, as reuniões, as discussões sobre os processos realizados e as opiniões de melhorias são uma constante na empresa. O gestor compreende que deve estar aberto as informações, sistemas e outras inovações, que sejam capazes de identificar disfunções provenientes de seus processos internos e externos, e que, essas mudanças alavancarão resultados que garantirão sua permanência no mercado.
Ainda existem coisas a serem aprimoradas como a interpretação dos fatores contábeis e seus significados, mas diante de tantas melhorias obtidas, conclui-se que, toda empresa necessita de agentes estimuladores para o seu crescimento cultural, filosófico e empresarial. Esse estudo de caso, possibilitou a empresa e a seus gestores uma visão melhor de seus processos e contribuiu para o seu crescimento não só econômico financeiro, mas o crescimento intelectual.
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Tomada de decisão nas organizações: uma visão multidisciplinar / Abraham Sin Oih Yu.