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A identidade do professor do ensino superior

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(1)Revista de Educação Vol. 13, Nº. 16, Ano 2010. Julien Ariani de Souza Laudelino Faculdade Anhanguera Jaraguá do Sul [email protected]. Maria Aparecida Maes Faculdade de Tecnologia de Jaraguá [email protected]. A IDENTIDADE DO PROFESSOR DO ENSINO SUPERIOR. RESUMO No mundo corporativo globalizado, o professor é responsável na formação de futuros administradores que irão ocupar funções de destaque nas organizações. Quanto melhor preparados, mais habilidades disporão a utilizar no complexo e competitivo mundo empresarial, podendo projetar o seu sucesso profissional no conhecimento adquirido por meio das vivências, das práticas, experiências trocadas no decorrer da sua caminhada acadêmica. Diante desta situação, o estudo desenvolvido visa conhecer a identificação do professor dos cursos de ensino superiores adequado na formação de jovens. A pesquisa caracteriza-se como descritiva e documental, com abordagem qualitativa e quantitativa. Os resultados deste estudo confirmam como é importante o conhecimento adquirido e a maneira pela qual é transmitido aos acadêmicos. Palavras-Chave: identidade; profissão; professor.. ABSTRACT In the globalized business world, the professor is responsible for the development of future managers who will occupy prominent roles in organizations. The better prepared, will have more skills to use in complex and competitive business world, can design your professional success in the knowledge acquired through the experiences, practices, experiences exchanged during the course of their academic journey. In this situation, the study aims to know the identity of the professor of higher education courses appropriate training of young people. The research is characterized as descriptive and documentary, with qualitative and quantitative approach. The results of this study confirm the importance of the knowledge acquired and how it is transmitted to the academics. Keywords: identity; profession; professor.. Anhanguera Educacional Ltda. Correspondência/Contato Alameda Maria Tereza, 4266 Valinhos, São Paulo CEP 13.278-181 [email protected] Coordenação Instituto de Pesquisas Aplicadas e Desenvolvimento Educacional - IPADE Artigo Original Recebido em: 04/11/2009 Avaliado em: 19/02/2011 Publicação: 2 de março de 2012. 41.

(2) 42. A identidade do professor do ensino superior. 1.. INTRODUÇÃO Numa época de grandes mudanças na educação e a rapidez das transformações científicas e tecnológicas o ensino superior exige novas aprendizagens, gerando desafios a serem enfrentados no mercado educacional. Necessitam-se profissionais da educação capazes de administrar à teoria acadêmica e a teoria organizacional estimulando os alunos à procura de novos conhecimentos e implementação destes conhecimentos na sua realidade profissional. Neste sentido, o objetivo deste estudo é investigar a identidade do professor no ensino superior. Questões novas passam a ocupar lugar comum: qual é a identidade do professor universitário? Ele está preparado para acompanhar as mudanças decorrentes da globalização e os avanços tecnológicos? Os professores das instituições superiores estão preparados didaticamente para o exercício acadêmico? O professor é visto como modelo ideal perante a vida profissional do aluno? Espera-se que este trabalho possa contribuir na identificação de alguns fatores comportamentais que possam melhorar a relação aluno-professor e, por conseqüência, o processo de ensino-aprendizagem dos cursos superiores. E para atender o objetivo, o estudo foi elaborado utilizando-se de pesquisa descritiva com análise documental. Foram analisados os currículos Lattes de professores da mesma Instituição de Ensino Superior, do estado de Santa Catarina, na qual oferece cursos EAD, tecnólogos e bacharelados. Também será utilizada a pesquisa bibliográfica que dará suporte a pesquisa documental e auxiliará na interpretação dos resultados. A organização cria grandes expectativas nestes profissionais, sendo que cada vez mais são jovens que fazem parte deste mercado trazendo consigo um diferencial dos profissionais com mais tempo no mercado de trabalho por estarem com informações mais atualizadas e fazerem parte de uma geração totalmente tecnológica na qual possuem mais facilidade, habilidade e agilidade na busca da informação. Por isso a grande responsabilidade dos professores que compartilham seus conhecimentos científicos e organizacionais aos acadêmicos dos cursos superiores.. 2.. A PROFISSÃO PROFESSOR Cada profissão apresenta sua própria caracterização histórica, disciplinar, sócio econômico e política. Por isso a importância conhecer a sua história, assim é possível. Revista de Educação š Vol. 13, Nº. 16, Ano 2010 š p. 41-53.

(3) Julien Ariani de Souza Laudelino, Maria Aparecida Maes. 43. compreender as transformações, tendências ao fortalecimento ou o desaparecimento. Nesse sentido, Carr e Kemmis (1998) comentam, para que o ensino chegue a ser uma atividade mais genuinamente profissional, devem acontecer três tipos de evolução. A primeira em que as atitudes e as práticas dos professores sejam profundamente ancoradas nos fundamentos da teoria e pesquisa educativa. A segunda, que se amplie a autonomia dos professores no sentido de serem incluídas nas decisões que se tomem sobre o contexto educacional mais amplo no qual atuam. A terceira, que se generalizem as responsabilidades profissionais do professor a fim de incluir as que têm face a outras partes interessadas da comunidade no geral, então, o tipo de conhecimento necessário à pesquisa não se limita às coisas que afetam a atuação na sala de aula e a técnica pedagógica, e sim deve incluir os conhecimentos orientados a facilitar a discussão cooperativa no grupo profissional como conjunto, e sobre o contexto amplo social, político e cultural no que age. Imberón (2000, p.21), explica sobre o olhar o professor como profissional: Implica em considerar o professor como um agente dinâmico, cultural, social e curricular, capaz de tomar decisões educativas, éticas e morais, de desenvolver o currículo em um contexto determinado e de elaborar projetos e materiais curriculares com a colaboração dos colegas, situando o processo em contexto específico controlado pelo próprio coletivo.. Segundo Pimenta e Anastasiou (2008), um físico, um advogado, um médico, um engenheiro, por exemplo, que são professores universitários ao preencherem uma ficha de identificação qualquer como se identificariam profissionalmente? Físico, advogado, médico e engenheiro, simplesmente; ou seguido de professor universitário, ou apenas professor universitário. Com certeza a primeira forma seria a mais comum. Já em seus consultórios, escritórios e outros, geralmente se identificam também como professores universitários, pois a titulação “professor universitário” lhe atribui uma clara valorização social. Porém, o título “professor” sozinho sugere uma identidade menor, pois socialmente parece se referir a professores primários e secundários. A identidade do professor para atuar nos cursos superiores oferecidos pelas novas Instituições de ensino, perante o cenário nacional demonstra avanços significativos na seleção destes profissionais e há necessidade de formação contínua mediante cursos, seminários, disciplinas de pós-graduação, palestras, estágios etc., para atuação imediata, com formação acadêmica nas diversas áreas. Com processo de globalização que se adentrou de forma acentuada no panorama nacional, a concepção de docência universitária está sofrendo modificações. Em geral a imagem de um professor universitário é de uma pessoa com mais idade e formação acadêmica em moldes mais antigos. Mas na realidade são jovens que Revista de Educação š Vol. 13, Nº. 16, Ano 2010 š p. 41-53.

(4) 44. A identidade do professor do ensino superior. estão atuando na carreira acadêmica e que foram formados nos novos modelos didáticos e curriculares, não especificamente para exercer a profissão professor. Por isso predomina os despreparo e até um desconhecimento científico do que seja um processo de ensino e aprendizagem pelo qual são responsáveis a partir do momento que ingressam na sala de aula. Geralmente, atuam em cursos aprovados em que já estabelecidas as disciplinas que ministraram, recebem ementas prontas, planejam individualmente e solitariamente e nesta condição que devem se responsabilizar pela aprendizagem do aluno. Como se percebe a questão da docência no ensino superior ultrapassa a sala de aula. Examinando o panorama atual da docência no ensino superior percebe-se que professores universitários de faixa etária jovem são respeitados e conseguem manter um excelente relacionamento com os alunos. Podem-se discutir diferentes características do professor como profissional para se pensar nos perfis docentes. Esse perfil inclui segundo Bar (1999, p.12): š Atitude democrática, convicção de liberdade, responsabilidade, respeito por todas as pessoas e grupos humanos; š princípios éticos sólidos expressos em autênticas vivências e valores; š sólida formação pedagógica e acadêmica; š ampla formação cultural com real compreensão do seu tempo e do seu contexto, que lhe possibilite enfrentar com acerto e segurança os diversos desafios culturais; š capacidade de inovação e criatividade.. Com relação às características relatadas por Bar, esse profissional da área de educação precisa ter uma sólida formação teórica, como ferramenta de reflexão e construção da prática docente. Para Cunha (1993), a excelência do desempenho dos professores universitários passa-se por algumas exigências, como um cidadão competente e competitivo; inserido na sociedade e no mercado de trabalho; com maior nível de escolarização e de melhor qualidade; utilizando tecnologias de informação na sua docência; reduzindo seu trabalho não mais de forma isolada, mas em redes acadêmicas nacionais e internacionais; dominando o conhecimento contemporâneo e manejando-o para a resolução de problemas, etc. Um professor que domine o trato da matéria do ensino, a íntegra ao contexto curricular e histórico social, utilize formas de ensinar variadas, domine a linguagem corporal/gestual. Segundo Moran (2008), estes profissionais são gestores e professores que buscam sempre soluções, alternativas, novas técnicas, metodologias. Procuram, em condições menos favoráveis, fazer mudanças (se motivam para continuar aprendendo) e diante de novas propostas ou idéias, fazem pesquisas, e procuram implementá-las e avaliá-las. Revista de Educação š Vol. 13, Nº. 16, Ano 2010 š p. 41-53.

(5) Julien Ariani de Souza Laudelino, Maria Aparecida Maes. 45. Algumas características deste professor universitário dependem muito da instituição de ensino superior a qual está inserido. Estas características são influenciadas por alguns fatores, como: missão, tipo de mantenedora e a classificação da organização acadêmica. Segundo Morosini (2000), no caso da Educação Superior, um dos condicionantes mais fortes da docência universitária é o estabelecimento em que o professor exerce sua atividade. Dependendo da missão da instituição e das conseqüentes funções priorizadas, o tipo de atividade do professor será diferente. Dependendo da mantenedora, governamental ou privada, com administração federal, estadual ou municipal, o pensar e o exercer a docência serão diferentes, com condicionantes diferenciados também. No Brasil, temos uma variedade de tipos de Instituição de Ensino Superior. Pela Lei de Diretrizes e Bases/96 (LDB), as IES se dividem, segundo a organização acadêmica, em: Universidades e Não-Universidades. Centros Universitários, Faculdades Integradas e Institutos ou Escolas Superiores. Além das características influenciadas pelas Instituições de ensino superior, estes possuem características adquiridas através de suas experiências acadêmicas e práticas, como: intelecto, inteligência abstrata, inteligência verbal, memória, observação, raciocínio lógico, rapidez e precisão de raciocínio, imaginação, discriminação, associação, orientação, coordenação e crítica. Vale ressaltar que o professor é o instrumento principal do processo de ensinoaprendizagem, sendo responsável pela instrução, orientação, comunicação e transmissão de conhecimentos. Faz-se necessário ainda, que o professor, se coloque numa atitude mais atenta, receptiva, praticando a empatia, aproximando-se de como ele vê, e modificando seus pontos de vista. Para Moran (2008) o professor deve colocar-se junto com o aluno como professorensinante e professor-aprendiz. Parece óbvio ou só um jogo de palavras, mas não o é e a mudança de atitude tem grandes conseqüências. Colocando-se, como professor, sempre e somente no lugar do aluno, trabalha com informações úteis para o aluno, adquirindo uma grande capacidade de senti-lo, de adaptar a própria linguagem, de sintonizar com suas aspirações e isso é bom. Ao mesmo tempo, que o professor pensa no aluno, também se pensa como aluno, além de adaptar-se ao outro, está aprendendo junto, está fazendo a ponte entre informação, conhecimento e sabedoria, entre teoria e prática, entre conhecimento adquirido e o novo. Com um olho se vê o aluno, com o outro se enxerga como aluno-professor. Revista de Educação š Vol. 13, Nº. 16, Ano 2010 š p. 41-53.

(6) 46. A identidade do professor do ensino superior. 2.1. Avaliação institucional como instrumento de conhecimento do perfil do docente universitário atual Atualmente as Instituições são amparadas por lei para que haja avaliações periódicas do corpo docente e dos alunos com isto facilita o acompanhamento do ensinoaprendizagem. Além da avaliação aplicada pelas Instituições de ensino, os alunos exigem que estes professores sejam bem sucedido na sua carreira profissional extra-universidade, considerando-se que, hoje os veículos de comunicação agem rapidamente nos meios o professor além de exercer outras funções profissionais, necessita de tempo para manter-se atualizado e trazer informações em tempo real dentro da sua disciplina para acompanhar a rapidez e troca de informações entre professor e aluno. O aluno torna-se um indicador para mensuração de conhecimento dos professores e da capacidade deste, na qual servem de exemplo para os acadêmicos que estarão rapidamente inseridos no mercado de trabalho, sendo futuros concorrentes de seus mestres. Assim, os professores universitários, podem usar como um dos métodos avaliativos dos seus alunos o conhecimento que ele busca para que haja troca de informações e experiências relacionadas nas áreas afins.. Sendo. que,. não. só. os. professores devem manter-se atualizados para o enriquecimento da aula, mas os alunos também. Dependendo da realidade, sócio econômico do aluno, ele é inserido no ensino superior e não tem hábito da leitura e da busca de informações para a adaptação das práticas didáticas e metodológicas utilizadas pelos professores, que tem como um dos seus objetivos torná-los cidadãos mais críticos e mais preparados para o competitivo mercado de trabalho. O professor em sua função acadêmica não é só responsável em transmitir o conhecimento científico, mas também em formar cidadãos capazes de gerenciar conflitos, comunicar-se de maneira clara e administrar equipes, sabendo lidar com as mais diversas personalidades e outros sentimentos. Diante disto, Gil (2005) afirma que [...] sob as formas tradicionais de educação o potencial dos alunos é aproveitado apenas em parte. Por considerar que cada aluno traz para a vida acadêmica suas próprias atitudes, valores e objetivos. Os ingressantes oriundos de diversas realidades muitas vezes não tem conhecimento do que é o ensino superior fazendo com que isso dificulte o processo. Revista de Educação š Vol. 13, Nº. 16, Ano 2010 š p. 41-53.

(7) Julien Ariani de Souza Laudelino, Maria Aparecida Maes. 47. educacional, exigindo do professor, métodos e técnicas inovadoras para despertar o interesse da busca contínua do conhecimento. Inovações estas, que muitas ultrapassam os portões da universidade e os transportam as mais diversas realidades de mercado de trabalho. Por meio destas ferramentas inovadoras, é necessária a interação com outros profissionais renomados na área e essas informações podem chegar aos acadêmicos em forma de palestras, visitas técnicas, participações em eventos etc. Para Moran (2008), cada vez mais precisamos de educadores-luz, sinalizadores de caminhos, testemunhos vivos de formas concretas de realização humana, de integração progressiva, seres imperfeitos que vão evoluindo, humanizando-se, tornando-se mais simples e profundos ao mesmo tempo. A multiplicação acelerada de instituições de ensino superior dificulta a contratação de professores com as características ideais para trabalhar tudo que é necessário para o sucesso do aluno nos cursos superiores quando este sai para o mercado de trabalho e enfrenta as grandes diversidades e dele é exigido técnicas e conhecimentos essenciais para seu sucesso profissional, e é neste momento que o trabalho executado pelo professor deveria ser reconhecido, mas muitas vezes não é citado como referência nas organizações. Diante deste contexto, onde o professor assume um papel relevante na vida do aluno este também possui uma sobrecarga de outras atividades assumidas por serem professores do ensino superior. Atividades estas, muitas vezes, exaustivas, como participação de comissões, consultorias, a pressão institucional por publicação e pesquisa, de rendimento e melhoria na formação do aluno e do professor, a aprendizagem de novos recursos tecnológicos; a submissão a normas e regras técnicas da própria instituição de ensino e as governamentais (CNPq, MEC etc.). Tais atividades podem levar o profissional de educação à exaustão física e mental. Essa síndrome, ainda segundo França (1987, p.197), é caracterizada por: [...] sintomas e sinais de exaustão física, psíquica e emocional, em decorrência da má adaptação do indivíduo a um trabalho prolongado, altamente estressante e com grande carga tensional. Acompanha-se de sentimento de frustração em relação a si e ao trabalho. Embora já tenha sido descrita em várias e diferentes profissões, sua incidência é predominante entre os profissionais que trabalham na área de ciências humanas, particularmente, enfermeiros, médicos e assistente social.. Moura (2000, p.88) revela que a maioria das pesquisas não tem demonstrado as “repercussões do trabalho sobre o desempenho profissional e, principalmente, sobre a saúde física e/ou mental dos professores”. Com a primeira divisão social do trabalho,. Revista de Educação š Vol. 13, Nº. 16, Ano 2010 š p. 41-53.

(8) 48. A identidade do professor do ensino superior. separando o trabalho manual de trabalho intelectual, os professores foram diferenciados em relação aos outros trabalhadores, por exercerem um trabalho intelectual. É importante que o professor ao apresentar estes sintomas seja orientado para que o mesmo não reflita no andamento do curso, precisando muitas vezes este ser afastado de suas atividades profissionais, e servindo de exemplo para que os alunos não sejam influenciados pela exigência pessoal e profissional. Os exemplos positivos ou negativos deixados pelo professor são somente lembrados no andamento do curso, sendo o tempo responsável pelo esquecimento das experiências vividas curso entre professor e aluno.. 3.. MÉTODO E PROCEDIMENTOS DA PESQUISA Na seqüência, explica-se o delineamento da pesquisa, define-se a população e amostra do estudo e expõe-se a coleta de dados. Por último abordam análise de dados e interpretação.. 3.1. Tipo de pesquisa A pesquisa aplicada foi a descritiva do tipo documental. Marconi e Lakatos (2002, p.63), relatam que “a característica da pesquisa documental é que a fonte de coleta de dados está restrita a documentos, escrita ou não, constituindo o que denomina de fontes primárias”.. 3.2. População e amostra Segundo Gil (1999), população é um conjunto de elementos que possuem determinadas características. Silveira (2004) define a amostra como sendo uma parte escolhida conforme os critérios de representatividade da população. No presente estudo, com uma população total de 49 professores tendo uma amostra de 13 professores. A pesquisa foi realizada em uma instituição de ensino superior de Jaraguá do Sul e não permitiu sua identificação neste artigo, então se denominou como Instituição de ensino superior A.. Revista de Educação š Vol. 13, Nº. 16, Ano 2010 š p. 41-53.

(9) Julien Ariani de Souza Laudelino, Maria Aparecida Maes. 49. 3.3. Técnicas de coleta de dados Utilizou-se como instrumento de coleta de dados, documentos e os currículos Lattes da pasta dos professores esta instituição de ensino, previamente autorizada pela direção executiva, professores e departamento pessoal. Marconi e Lakatos (2002, p.32) explicam que coleta de dados é “a etapa da pesquisa em que se inicia a aplicação dos instrumentos elaborados selecionadas, a fim de se efetuar a coleta de dados previstos”.. 4.. DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS A análise de conteúdo aplicada de forma qualitativa, por meio de leitura e análise dos documentos contidos nas pastas dos professores que participaram da amostra da pesquisa. A análise qualitativa foi realizada da seguinte forma: a) Fazer a leitura do currículo da base Lattes de cada professor participante da pesquisa. b) Levantar e analisar a faixa etária de cada participante da mesma. c) Verificar a formação acadêmica destes professores. d) Analisar a experiência docente anterior. e) Investigar a sua carreira profissional em outras atividades organizacionais. Inicialmente foi feita a análise dos perfis dos professores quanto às questões relacionadas à faixa etária, a sua experiência anterior na atuação como professor no ensino superior, sua formação acadêmica para exercer a atividade como professora no curso de graduação e suas atividades extra-universidade.. Revista de Educação š Vol. 13, Nº. 16, Ano 2010 š p. 41-53.

(10) 50. A identidade do professor do ensino superior. FAIXA ETÁRIA DOS PROFESSORES. 10 8 6 4 2 0 25 - 35. 36 - 45. 46 - 60 Fonte: dados da pesquisa.. Gráfico 1. Faixa etária dos professores da Instituição de ensino superior A.. Observou-se conforme demonstra o Gráfico 1, que a faixa etária dos professores do da instituição pesquisa na sua maioria tem idade entre 36 e 45 anos.. FORMAÇÃO ACADÊMICA DOS PROFESSORES. 12 10 8 6 4 2 0 especilistas. mestres. doutores. Fonte: dados da pesquisa.. Gráfico 2. Formação acadêmica dos professores da Instituição de ensino superior A.. Constatou-se no Gráfico 2 que, pela faixa etária o grau de formação acadêmica concentra em maior número na titulação de especialistas. Talvez, por estes profissionais. Revista de Educação š Vol. 13, Nº. 16, Ano 2010 š p. 41-53.

(11) Julien Ariani de Souza Laudelino, Maria Aparecida Maes. 51. não terem como principal fonte de renda a docência, ainda não buscaram uma titulação mais avançada.. EXPERIÊNCIA ANTERIOR EM DOCÊNCIA. 12 10 8 6 4 2 0 SI M. NÃO. Fonte: dados da pesquisa.. Gráfico 3. Experiência anterior em docência na Instituição de ensino superior A.. Conforme dados constatados no Gráfico 2, referentes ao grande número de especialistas, no Gráfico 3, confirma-se a não experiência docente, sendo que estes profissionais no mundo acadêmico ministrando disciplinas de cursos tecnólogos e EAD.. CARREIRA PROFISSSIONAL EM OUTRAS ATIVIDADES ORGANIZACIONAIS 10 8 6 4 2 0 SIM. NÃO Fonte: dados da pesquisa.. Gráfico 4. Carreira profissional em outras atividades organizacionais.. Percebeu-se que grande parte dos professores pratica outras atividades profissionais os que são relevantes para troca de experiências entre professor-aluno, sendo. Revista de Educação š Vol. 13, Nº. 16, Ano 2010 š p. 41-53.

(12) 52. A identidade do professor do ensino superior. este na sua maioria está atuante no mercado de trabalho, precisando assim de informações em tempo real para a sua melhor formação.. 5.. CONSIDERAÇÕES FINAIS O propósito deste estudo foi investigar a identidade do professor universitário em instituições de ensino superior. Com relação aos questionamentos abordados na introdução, como “quem é o professor universitário? Ele está preparado para acompanhar as mudanças decorrentes da globalização? O docente está preparado didaticamente para o exercício acadêmico? O professor é visto como modelo ideal perante a vida profissional do aluno? Verificou-se nos dados coletados e no levantamento bibliográfico que os professores da Instituição pesquisada é jovem tanto na vida acadêmica como na sua carreira profissional. Diante destas características ele está inserido no contexto de globalização e possui sim habilidades didáticas para o exercício acadêmico, em virtude disto,ele é considerado modelo ideal para motivação dos alunos em seu projeto de vida. A pesquisa possibilitou constatar que as instituições de ensino superior têm responsabilidade da boa formação acadêmica, da contratação de professores capazes de administrarem de maneira exemplar suas aulas e sua carreira profissional em outras atividades. O professor passa a ser um formador de opinião e necessita de habilidades para gerenciar conflitos emocionais e pessoais. Conclui-se que os professores participantes desta pesquisa conseguem conciliar a sua carreira profissional em outras atividades, a docência, a sua atualização e a vida social e pessoal.. REFERÊNCIAS BAR, G. Perfil y competencias del docente en el contexto institucional educativo. Ponencia presenteada en el seminario taller sobre perfil del docente y estrategias de formacion. Lima, Peru, 1999. BRASIL. Lei nº 9394, 20 de dezembro de 1996. In: SAVIANI, Dermevel. A nova lei da educação: LDB trajetória, limites e perspectivas. Campinas: Autores Associados, 1997. ______. Ministério da Educação. [Classificação das instituições de ensino superior]. 2005. Disponível em: <http://www.mec.org.br>. Acesso em: 15 ago. 2009. CARR, W.E.; KMMIS, S. Teoria crítica de la enseñanza: la investigacion – acción en la formación del profesorado. Barcelona, jun. 2000. CUNHA, Maria Isabel. O bom professor e sua prática. Campinas: Papirus, 1993.. Revista de Educação š Vol. 13, Nº. 16, Ano 2010 š p. 41-53.

(13) Julien Ariani de Souza Laudelino, Maria Aparecida Maes. 53. FRANÇA, H.H. A síndrome de burnout. RBM- Revista Brasileira de Medicina, v.44, p.197-199, 1987. GIL, Antonio Carlos. Metodologia do ensino superior. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2005. IMBERNÓN, F. Formação docente e profissional. Formar-se para a mudança e a incerteza. São Paulo: Cortez, 2000. Coleção questões da nossa época. MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 2002. MORAN, José Manuel. Educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. São Paulo: Papirus, 2008. MOURA, E.P.G. Esgotamento profissional (burnout) ou sofrimento psíquico no trabalho: o caso dos professores da rede de ensino particular. In: SARRIERA, Jorge Castellá. Psicologia comunitária: estudos atuais. Porto Alegre: Sulina, 2000. PIMENTA, Selma Garrido; ANASTASIOU, Lea das G. Camargo. Docência no ensino superior. São Paulo: Cortez, 2008. Julien Ariani de Souza Laudelino Graduação em Ciências Contábeis pelo Centro Universitário de Jaraguá do Sul (2000). Mestre em Ciências Contábeis com ênfase em Controladoria FURB/SC. Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em Contabilidade, estágio supervisionado, orientação monografias e procedimentos acadêmicos. Maria Aparecida Maes Possui graduação em pedagogia pela Universidade do Vale do Itajaí (1985). Atualmente é professora do Instituto de Tecnologia de Santa Catarina, professora-coordenadora de curso da Faculdade de Tecnologia de Jaraguá, professor titular da Faculdade de Tecnologia de Jaraguá e professor titular da Universidade AnhangueraUniderp.. Revista de Educação š Vol. 13, Nº. 16, Ano 2010 š p. 41-53.

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