CENTRO
SÓCIO
ECQNÔMICO
DEPARTAMENTQ
DE
CIÊNCIAS
CQNTÁBEIS
CoNCESSÃo
DE CREDITD
No
COMERCIO
VAREJISTA
TAIZA SILVEIRA
FLORZINO
Florianópolis
-
Santa Catarina
2002
CENTRO
sÓcIo-EcoNôMIco
DEPARTAMENTQ
DE
CIÊNCIAS
coNTÁBEIs
coNcEssÃo
DE CREDITO
No
coMÉRcIo
VAREJISTA
Trabalho
de
conclusão de curso submetido aoDepartamento
de Ciências Contábeis,do
Centro SócioEconômico
da
Universidade Federal de Santa Catarina,como
requisito parcial para a obtençãodo
grau de Bacharelem
Ciências Contábeis.Acadêmica:
Taiza
Silveira Florzino Orientador: Prof.Vladimir
Arthur
Fey,M.Sc.
Florianópolis
-
Santa Catarina
2002
TAIZA
SILVEIRA
FLORZINO
CONCESSÃO
DE CRÉDITO
NO
COMÉRCIO
VAREJISTA
Esta monografia foi apresentada
como
trabalho de conclusãodo Curso
de Ciências Contábeisda
Universidade Federal de Santa Catarina, obtendo a nota de ..fi,0..., atribuída pelabanca
constituída pelo orientador emembros
abaixo mencionados. .l/øéw
.Prof. Vladimir Aithur
Fe
, _ .scDepartamento
de Ciên”`as Contábeis,UFSC
Nota
atribuída ,..¡....fCompuseram
a banca:\&›`\à..
»-
`Prof.
E
es Ducati,M.sc
Departam
mode
Ciên /as Contábeis,UFSC
Nota
atribuídaga
Í ..Prof. Luiz
F
err `ra,M.sc
Departament
`ên 'as Contábeis,UFSC
Nota
atribuída . >›.Florianópolis,
novembro
de 2002.Prof. Luiz ,. : = eira,
Msc.
senso de direção e eficiência.
Dê
o seumelhor
hoje, e alcanceo
tesouroque
háem
cadamomento”
Ralph
S. Marston, Jr.Primeiramente agradeço a
Deus
porme
acompanhar
em
todos osmomentos
da minha
vida.
-
Agradeço, aos
meus
pais, Antônio e Maria,que foram
muito importantes durante estesanos de faculdade, pela dedicação, carinho e amor,
que
com
certezaforam fimdamentais
para a~
conclusao
de
mais esta etapa.Ao
meu
namorado,
Eduardo, pelas palavras de motivação e carinho.Aos meus
irmãos pelo incentivo.Ao meu
orientador, Professor Vladimir Arthur Fey, pelaboa
vontade e por todoo
esforço a
mim
dedicado.A
minha amiga
Jeaneque
foiminha
parceira desde o iníciodo
curso, participando de todas as alegrias e tristezas, e aosmeus
amigos
de faculdade,em
especial Adeli, Jaime,Marcos
eRodrigo
pelosbons
momentos
que passamos
juntos, pelacompreensão
e principalmente pelas amizadesque
conquistei nesses 5 anos,vou
sentir saudades.Aos
professoresdo
departamento, que contribuíram para aminha formação
acadêmica. Finalmente a todosque
colaboraram diretaou
indiretamente,meus
sinceros agradecimentos.A
pesquisa aqui conduzida teveo
objetivode
demonstrar quais os critériosque
ocomércio varejista utiliza
na
concessão de crédito.O
presente trabalho foi elaborado atravésde
uma
entrevistanão
estruturada realizadano
comércio.O
trabalho está organizado basicamente seguindo aordem
dos objetivos,onde
primeiramente construiu-se a Revisão Bibliográficaque
auxiliou
na
elaboraçãoda
metodologia de análise e interpretação dos resultados desta pesquisa.Em
seguida, apresenta-se todas informações que as lojas pesquisadas discursaram sobre oscritérios
que
utilizamna
concessão de crédito e verificou-seque
elasnão
utilizam amesma
terminologia dos autores.A
resposta a essa situação evidencia quena
realidade as lojas A,B
eC
aplicam as técnicas de julgamento dos C°sdo
crédito, visando obter dos clientes as informaçõesque
desejam,podendo
assim conceder o crédito, reduziro
risco e reduziro
nível de inadimplência.1
1NTRoDUÇÃo
... .. 1.1CQNSIDERAÇÕES
INICIAIS
... .. 1.2PROBLEMA
... _. 1.3OBJETIVOS
... ._ 1.4JUSTIFICATIVA
... .. 1.5METODOLOGIA
... _.1.5.1 Instrumentos utilizados
na
coleta de dados ... .. 1.5.2 Procedimentos utilizadosna
coleta de dados ... .. 1.5.3 Limitaçõesda
Pesquisa ... ..2
R1:vIsÃo
BIBLIOGRÁFICA
... ..2.1
CoMERCIo E
o
CRESCIMENTO
ECoNoMICo/soCIAL
2.2
INTRODUÇÃO
DA
HISTÓRIA
Do
RISCO
... .. 2.2.1 Conceituação de risco ... .. 2.3CoNCEITo
DE
CRÉDITO
... .. 2.3.1 “C°s”do
Crédito ... .. 2.3.1.1“C”
Caráter ... .. 2.3.1.2“C”
Capacidade ... .. 2.3.1.3“C”
Capital ... .. 2.3.1.4“C”
Condição
... .. 2.3.1.5“C”
Colateral ... _. 2.3.1.6“C”
Conglomerado
... ..3.
PESQUISA
DOS
DADOS
... ..3.1 Ficha de informações ... _.
3.2
ANÁLISE
E INTERPRETAÇÃO
Dos
DADOS
... .. 3.2.1 LøjaA
... .. 3.2.2LojaB
... .. 3.2.3 LojaC
... _.4
coNcLUsöEs
E
RECOMENDAÇÕES
... ..REFERÊNCIAS
... ..ANEXO A
... ..ANEXO
B
...1.1
CONSIDERAÇOES
INICIAIS
O
cenário econômico, nos últimos anos, passa por profundas transformações. Paraacompanhar
estas transformações as empresasdevem
estar preparadas para enfrentarum
ambiente turbulento e cheio
de
incertezas.Com
o intuito de se adaptarem a estas transformações, toma-se imprescindívelque
aempresa conheça
seus clientes, suas expectativas e necessidadescom
relação ao produto ofertado.Outro
fator a se analisar é a obrigatoriedade de se fazeruma
diferenciação entre os clientes,buscando
reter (conquistar) osbons
pagadores reduzindo a inadimplência. Paraque
assim reduza o riscona
hora de concedero
crédito.Para
que
as organizações semantenham
competitivas nestemercado
inconstante, deve-se criar estratégias visando atender as necessidades internas e externas, e possuir a consciência
que não
sepode
fornecero
créditosem
a perspectiva dequando o tomador
terá condições de cumprircom
o
acordado.Com
relação aos seus produtos e serviços, a organização precisa buscaro
máximo
de
qualidade,
menor
custo etambém
alcançar o retorno esperado, utilizando-se de estratégiasbem
fundamentadas
e sendo flexível quanto à necessidade de traçarnovos caminhos
a seguir, pois énos
momentos
de dificuldadesque
as empresas sesuperam
e criam oportunidades para entrarno
mercado.Com
o
aumento
da oferta eda
diversidade de formas de comercialização e pagamentos, éque
as empresas inseridasno
mercado,em
especial asdo
ramo
comercial, precisam reestruturarsua estratégia
de
concessão de crédito, satisfazendo os clientes e possuindo tranqüilidade deque
dentro
do cronograma
pactuado receberá ospagamentos
previstos.Para
que o
comércio tenha segurançaem
conceder o crédito é necessário saber se ocritério
que
utiliza para concedê-los está suprindo suas necessidades.A
partir daí consubstancia-se
o tema da
monografia
como
critérios utilizados para concessão de créditono
comérciovarejista.
1.2
PROBLEMA
Atualmente
com
omundo
globalizado, asmudanças
estão ocorrendocom
uma
velocidade assustadora e as empresasvem
sofrendocom
a necessidade de estaremsempre
seatualizando e focando a redução
de
riscos.Antes, as organizações
podiam
sedar ao
luxo de ter sua estratégia voltada para avenda
dosp
rodutos lucros 2 a ora deve se reocup
arcomo
irá efetuar essas vendas 7ou
se`a J 7 deve sepreocupar qual a
forma
depagamento que
o cliente irá optar e se éum
clientebom
pagador.No
entanto 7 asem
resasalém
decon
uistaro
cliente, necessitam adotaruma
boa
política para conceder crédito aos clientes, reduzindo assim a inadimplência.
Pois muitas vezes,
o
comércio libera créditossem
se preocuparcom
a política creditíciada
empresa,pensando
apenasem
conquistar seu espaçono
mercado, nãomedindo o
riscoque
pode
sofrer.Mediante
isto,o
comércio deve se preocupar nasmedidas
que
utiliza para concedercrédito aos clientes.
Desta forma, a problemática desse trabalho é: Quais os critérios
que
as empresasdo
comércio varejista utilizam para a concessão de crédito?1.3
OBJETIVOS
O
objetivo geral deste trabalho consisteem
identificar os critériosque
as empresasdo
comércio varejista utilizam para aConcessão de
Crédito.Como
objetivos específicos pretende-seo
seguinte:O
Apresentarum
históricodo
comércio;O
Conceituar oque
é Risco;O
Conceituar Análisede
Crédito;O
Analisaro
critério utilizado para a Concessão de Créditono
comércio varejista;O
Mostrar os critériosque
as empresas utilizam para análise de crédito;1 .4
JUSTIFICATIVA
O
desenvolvimentodo
comérciode
mercadorias e serviços,que
vem
acontecendo aolongo
do
tempo, propiciouo
contato entre diferentes culturas eo
surgimento de novastecnologias. Esse
complexo
processo denomina-se de globalização e envolve principalmente países capitalistascom
políticas de liberação de seus mercados.A
globalizaçãopode
ainda ser entendidacomo
um
processo de integração de diferentespaíses
em
seus várioscampos,
tantoeconômico
e cultural, quanto politico e social epode
sercaracterizada
como
um
crescimentoda
competitividade considerando a questãoeconômica
epolítica, e
o
aumento
de investimentos estratégicos entre países e organizações.A
redução de custos, competitividade e continuidade nos mercados,implicam
um
entendimento de globalizaçãocomo
sendo aquelesque
incluem diferentesfenômenos
em
que:[...] polarizam-se algumas conquistas nas múltiplas maneiras de ser e de agir do
homem
contemporâneo [...]Os
fenômenos econômicos e sociais, que alcançam areestruturação dos ambientes de produção de bens e serviços por meio dos avanços tecnológicos que ampliam as formas de comunicação, exigem competência profissional nas mais diferentes áreas do trabalho [...] Essa
estágios da cultura humana, específicas e gerais que, ampliadas por diferentes
meios de comunicação, contribuem para configurar a maneira
como
cada ciência lidacom
seu objeto na busca deum
contexto específico e global, na perspectivade construção de
uma
sociedade maishumana
e integralmente includente. Laffin(2000, p.02).
A
essa aberturaeconômica
aque
estãosubmetendo
os países,em
decorrência destefenômeno,
tem
como
principal conseqüência oaumento
da concorrência, pois a globalização criadesafios
(conflitos) e por outro lado gera oportunidadescom
a possibilidadede
expandiro
comércio.Essa
mudança
comportamental decorrente dosfenômenos
relacionados a culturahumana
que
envolvem
a globalização exigeque o
profissionalda
contabilidade ao desenvolver atividadesrelacionadas à gestão das organizações, mais especificamente a análise de concessão de crédito,
necessita sustentar suas decisões e estratégias
em
consonânciacom
o
contextoem
que
está inserido.Devido
a essa globalização é que as empresas estão mais competitivastomando
o
mercado
cada vezmais
disputado.E
para se sobressaírem nestemercado
devem
contarcom
a eficiência eo dinamismo que
são pontos chaves para esta disputa.Devem
possuir competência diante das dificuldades decorrentesdo
dia a dia, diante das decisões, e principalmentedevem
serdinâmicos aos problemas decorrentes e ter
sempre
soluções imediatas.O
comerciante está percebendo a necessidade de ser eficiente e dinâmico, pois a concorrência está cada vez mais acentuada eo
comércio está investigandonovos caminhos
aseguir para conseguir seu
melhor
espaço.Para
que
consiga estemelhor
espaço o comércio deve analisar se asmedidas que
estão utilizandono
seu processode
gestão estão realmente lhe proporcionandobons
resultados.Primeiramente, pode-se revelar
que
os clientes estão exigindomelhor
tratamento, melhores condições de pagamento, e perante isto, o comércio para atender as exigências dos clientes e juntamente obter êxitoem
suas vendas,deve
analisar aforma que
está utilizando para concedercrédito aos clientes.
O
comérciodeve
conhecer,confiar
nos clientesque
estácedendo o
crédito epara isso é preciso possuir
tempo
para tirar informações, necessitando conhecer cada vez mais seus clientes,como
forma de
aprimoraro
processo creditício.Ainda
em
se tratandoda
concessão de crédito,o
contato diretocom
o
cliente é fundamental, pois ajudao
comércio a apurar informações decomo
tal cliente secomporta quando
solicita crédito a outras instituições,ou
seja, é importante para o comércio saber quais outras lojasque o
clientecostuma comprar
a prazo ecomo
secomporta no pagamento
de suas obrigações.Em
relação a sua clientela,o
comércio deve terem
mente que
o cliente é a “chave”do
seu sucesso. Analisando, então, se os critérios que utiliza
como
forma de conceder crédito estásendo satisfatório, pois
não
adiantaem
nada
vender produtossem
possuiruma
boa
política para atenderbem
seus clientes e recebero
retorno.Então, todos esses aspectos
fazem
com
que o
comérciobusque
amelhor
maneira de obter informações dos clientes, para se chegar auma
definição decomo
satisfazer deuma
forma
racional, planejada e rápida as suas necessidades para conceder o crédito atendendo seus objetivos e obtendo mais segurança e
menor
risco.1.5
METODOLOGIA
De
acordocom
Ruiz
(1977, p.85) “[...]0
serhumano
é dotado de capacidade de conhecer e de pensar.Conhecer
e pensar constituemnão
somenteuma
capacidadecomo também
uma
necessidade parao
homem,
necessidade para sua sobrevivência.”O
serhumano
interpreta seumundo
de acordocom
sua tradição social e sua cultura.Durante as experiências
podem
surgir diversas dúvidas, e a partir destas dúvidaso
homem
~começa
a pensar para alcançaruma
resposta às questoesque vão
surgindo eo
único fatordeterminante para responder as dúvidas existentes é
o
conhecimento.Segundo
Barros e Lehfeld:[...] o valor do conhecimento reside pois nos seguintes fatores: 1) busca e
aquisição de informações para solução de problemas experienciais e vivenciais;
2) aplicação dos conhecimentos obtidos para promover o progresso material e
espiritual do
homem
e da sociedade; 3) fonte de invenções e criações técnico- cientificas capazes de beneficiar a vida humana. (1991, p.10)Na
medida
em
que o
homem
evolui seuspensamentos
e seus conhecimentos, sente-se a necessidade decompreender
edominar
seumundo,
em
seu próprio beneficio, possuindo a capacidade de reunir seus conhecimentos para transformaro meio
em
que
vive.A
partir destespensamentos
surge então a ciência.Goode
(1969APUD
FACI-UN,
1993, p.27) diz que a “[...] ciência é popularmentedefinida
como
uma
acumulação
de conhecimentos sistemáticos”, enquantoAnder
(1978APUD
FACHIN,
1993, p.27) dizque
a “[...] ciência éum
conjunto de conhecimentos racionais, certosou
prováveis, obtidos metodicamente, sistematizados e verificáveis,que
fazem
referência a objetosde
uma
mesma
natureza”.A
partir dessas considerações éque
se sentiu a necessidade de entender e explicar osfatos, utilizando-se
da
pesquisa.Segundo
Fachin (1993, p.lO1) “Pesquisa éum
procedimentointelectual para adquirir conhecimentos, através
da
realidade e busca de novas verdades sobreum
fato (objeto, problema)”.
De
acordocom
Gil a pesquisapode
ser definida:[...]
como
procedimento racional e sistemático quetem
como
objetivoproporcionar respostas aos problemas que são propostos.
A
pesquisa é requeridaquando não se dispõe de informações suficientes para responder ao problema, ou
então quando a informação disponível se encontra
em
tal estado de desordem que não possa ser adequadamente relacionada ao problema. (1994, p. 19)Pesquisa científica
também
é explicada por Lakatos eMarconi
(1990, p.148)como
sendo “[...]um
procedimento formal,com
método
depensamentos
reflexivo,que
requerum
tratamento científico e se constituino
carninho para conhecer a realidadeou
para descobrir verdades parciais”.A
pesquisapode
ser utilizadaquando
se quer buscar soluções para determinados problemas, pois ela proporciona aohomem
um
meio
de obter respostas as questões aque
sepropõe.
A
realizaçãoda
pesquisa é a busca de dadosem
determinados contextosque
evidenciam a teoria existente sobre determinado tema.Para realização
da
pesquisa é necessárioque
o pesquisador demonstre interesse pela temática e aomesmo
tempo
busque
em
diferentes autores conceitos e idéias para assim explicar os fatosque
são observados.A
pesquisa científicapode
ser desenvolvida pormeio
demonografia,
artigos científicos,informe científico e resenha crítica.
No
entanto,o
presente trabalho será desenvolvido pormeio
demonografia, que
é exposto pelo autor Inácio Filhocomo
sendo:[...]
uma
síntese de leituras, observações, reflexões e críticas, desenvolvidas defomia metódica e sistemática por
um
pesquisador que relata aum
ou maisdestinatários
um
determinado escrito que seja o resultado de suas investigações,as quais por sua vez
têm
origemem
suas inquietações acadêmicas. (1994, p.59)Segundo
Lakatos eMarconi
amonografia
trata:[...] de
um
estudo sobreum
tema específico ou particular,com
suficiente valorrepresentativo e que obedece a rigorosa metodologia. Investiga determinado
assunto não só
em
profundidade,mas também
em
todos os seus ângulos e aspectos, dependendo dos fins a que se destina. (1990, p.205)Portanto, pode-se dizer
que
amonografia
éum
trabalho acadêmico, dentro denormas
técnicas,
o
qual surge através deuma
dúvidaou problema
sobreum
determinado assunto.Ainda
em
se tratandoda
pesquisa para a elaboração destamonografia,
ela é subdivididaem
outrasclassificações
como:
em
relação a sua natureza, aforma
deabordagem
dos problemas, aos seusobjetivos, e aos procedimentos técnicos, isso faz
com
que
se obtenha melhores esclarecimentosdo
assunto abordado,que de
acordocom
essa pesquisa é estudar a temática da concessão decrédito.
De
acordocom
a natureza, essa pesquisa será definidacomo
uma
pesquisa aplicada,que
segundo Ander
(1978APUD
LAKATOS
E MARCONI,
1990, p.19) “[...] caracteriza-se por seuinteresse prático, isto é,
que
os resultados sejam aplicadosou
utilizados, imediatamente,na
solução
de
problemasque ocorrem na
realidade”.Vista
da forma
deabordagem do
problema, é definidacomo
uma
pesquisa qualitativaque segundo
Gil (1994, p. 19) “[...] consideraque
háuma
relação dinâmica entreo
mundo
real eo
sujeito, isto é,um
vínculo indissociável entre omundo
objetivo e a subjetividadedo
sujeitoque
não
pode
ser traduzidoem
números”. Portanto, ao interpretar os dados coletados, procurou-se daruma
qualidade às respostas.A
interpretação desses dados será a luzda
revisão bibliográfica construída para este estudo.Com
baseem
seus objetivos, seráuma
pesquisa exploratóriaque
segundoMedeiros
(1996, p.33) “[...] estabelece critérios,
métodos
e técnicas para a elaboraçãode
uma
pesquisa; pesquisaque
visa oferecer informações sobre o objetoda
pesquisa e orientar a formulação dehipóteses”.
A
pesquisa exploratória pode, ainda, assumir aforma
deuma
pesquisa bibliográfica,que tomará o
estudo mais claro para conclusões sobreo tema
abordado.Do
ponto de vista dos procedimentos técnicos seráuma
pesquisa bibliográfica.Segundo
Fachin a pesquisa bibliográfica:[...] diz respeito ao conjunto de conhecimentos
humanos
reunidos nas obras.Tem
como
base fundamental conduzir o leitor a determinado assunto e àprodução, coleção, armazenamento, reprodução, utilização e comunicação das
informações coletadas para o desempenho da pesquisa. (1993, p. 103)
Neste
presente estudo, esta pesquisa bibliográfica constitui a revisão bibliográfica destetrabalho,
onde
se realiza a investigação sobre os assuntos relacionados à concessão de créditocom
baseem
materiais publicadosem
livros, revistas, jomais, internet, etc.1.5.1
Instrumentos
utilizadosna
coletade
dados
Nesta
pesquisa oinstmmento
utilizado para coleta de dados foia
entrevistanão
estruturada,que
se caracteriza pela ausência deum
formulário prévio de questõesou
deuma
listade
tópicos.Para
Rauen
(2002, p.l93) “[...]o
entrevistador deve terum
maiordomínio
das técnicasde entrevista,
porque
há certas circunstânciasem
que
o pesquisador terá de teruma
sintoniafina
com
o
entrevistado.”Assim, nesta pesquisa
o
entrevistador estimulou o sujeitoda
pesquisa a falar livremente sobre os procedimentos utilizadosna
concessão de créditoem
suas organizações.Falar livremente durante a entrevista significaque não
haviaum
roteiro pré-determinado,mas
induziu-seo
entrevistado a responder ao
que
o
entrevistador se propôs.A
vantagem que
se observa nesse tipo de trabalho é pelo fatode que
o
entrevistadopode
revelar dados mais profundos sobre
o
assunto abordado, pois se fossem explicitadas as questõesbásicas,
o
entrevistador se prenderia a elas e talvez deixariade
apresentar informações importantes parao
estudo.1.5.2
Procedimentos
utilizadosna
coletade dados
Primeiramente o pesquisador se apresentou,
expondo
a idéiado
trabalhoque
pretende desenvolver eem
seguida questionouo
entrevistado para saber seo
mesmo
teria condiçoes de lhe esclarecer sobreo
assunto abordado.Após, apresentou-se
uma
ficha onde
constava a solicitação dos dados pessoais, dados residenciais, dados profissionais e dadosdo
cônjuge, para verificar se a loja pesquisada solicitava estas informaçõesdo
cliente.Os
entrevistadosforam
unânimes
em
afirmarque
estes dados são considerados essenciais para a concessão de crédito eque
asmesmas
os adotam.A
seguir fez-se alguns questionamentos aos entrevistadosque
falaramfluentemente
sobre
como
o
comércio varejista liberao
crédito aos clientes,expondo
as principais informaçõesque
solicitamdo
clientequando fazem
uma
venda
a prazo.A
partir destas informações, o pesquisador anotou os principais tópicosque o
entrevistadodo
comércio varejista considerana
concessãode
crédito.1.5.3 Limitações
da
PesquisaO
presente trabalho limita-se ao levantamento de dados, estesforam
obtidos através deuma
pesquisa realizadaem
três lojasdo
comércio varejista.Assim
é importante evidenciar que os resultados obtidos por este estudo servirão para serem aplicadosem
outras lojas.Outra limitação está
no
fatode que
o
processo de concessão de crédito estudado é aquele destinado a pessoas fisicas,não
se levandoem
consideração os critériosque
as empresas utilizamna
concessãode
crédito a pessoas jurídicas.A
última limitaçãoque merece
destaque, reside na ressalva deque
os resultados obtidoscom
a realizaçãoda
pesquisa,dizem
respeitosomente
as lojas pesquisadas, dentre as quais duas são deTubarão
euma
da
Grande
Florianópolis.A
busca de bibliografias especializadas para aprofundar conhecimentos e buscar conceitos e idéiasem
vários autores levou-nos a construção da revisão bibliográficaque
se segue.É
importante lembrarque
todo discurso tratade
uma
abordagem
conceitual sobre a concessão decrédito
no
comércio varejista.2.1
coM1í?.Rc1o
E
o
CRESCIMENTQ
EcoNôM1co/soc1AL
Segundo
Iudícibus eMarion
(1995, p.23) “[...] entende-se por comércio a troca demercadorias por dinheiro
ou
deuma
mercadoria por outra.”Logo
quando
efetuamos a troca estamos fazendouma
transação comercial. _Omesmo
autor (1995, p.23) ainda dizque
“A
atividade comercial é das mais importantes, pois permite colocar à disposição dos consumidores,
em
mercadorias fisicaou economicamente
delimitados, grande variedadesde
bens e serviços,necessários à satisfação das necessidades
humanas.”
Corrêa
também
dá
um
conceito de comércio, (2000, p.331) diz que:“Comércio
éo
atode trocar
ou
pennutar valores, produtos naturais, artificiaisou
industriais:compra
evenda
de mercadorias.”Segundo
Corrêao
Comércio pode
ser subdividoem
três categorias:Comércio
Exterior,O
Comércio
Exteriorsegundo
Corrêa (2000, p.331) é “[...] representado pelasexportações (transações
de
mercadorias para outros países) e importação (operação decompra
de produtosque
se fazno
estrangeiro).”Sobre
o Comércio
Atacadista omesmo
autor (2000, p.33l) explica que é “[...]transferência de mercadorias
em
grande quantidade deum
comerciante para outro de possibilidade mais limitada.”O
comércioque
será estudado neste trabalho seráo
Varejista,onde
Corrêa (2000, p.33 1)diz
que
o comércio varejista surge através da “Transaçãode
pequenas parcelas diretamente aoconsumidor”. '
O
comércio desde suas origenstem
sidoum
civilizador, constituindoum
processosocial, e
também
tem
influenciadono
aperfeiçoamentodo
homem
eno
processoda
sociedade. Corrêa (2000, p.337)complementa
dizendo que: “Pela sua própria natureza,0
comércio [...]contribuiu
com
a riqueza eo
conhecimento, congregando oshomens,
multiplicando contatos erelações,
promovendo
entendimento, e estimulando e favorecendo a paz”.Com
anova
economia,sem
barreiras de tempo, distância e localização, o comércio precisa ser ágil para saber aproveitar as oportunidades oferecidas pela evoluçãoda
economia, oportunidadesno
ramo
da
informação eda comunicação
com
omundo
global. Pois Corrêa (2000, p.343) diz:“A
tecnologiatem
um
papel fundamentalquando
se tratada
capacidade de reagir,com
rapidez e agilidade, àsmudanças
do
mercado, àsameaças
competitivas e às novas exigências dos consumidores”.É
atravésda
evoluçãoda
tecnologiaque
as empresas comerciais de .qualquertamanho
podem
conquistar seu espaçono
mercado
global, conseguindo atingir seus clientesem
qualquer hora e lugar, satisfazendo a necessidades de todos deforma
interativa e personalizada.A
comunicação
também
foium
meio que
facilitou a comercialização,o
desenvolvimento dela fezcom
que o
contato direto entre produtores e consumidores aumentasse sua amplitudede
alcanceetambém
fezcom
que o
comérciocomeçasse
ter maiscomunicação
com
o cliente, obtendo2.2
1NTRoDUÇÃo
DA
HISTÓRIA
Do
Risco
Para Bernstein (1997)
o
risco surgiu a milhares de anos, desde centenasde
anos antes deCristo.
Com
o
passardo
tempo
o risco foi se moldando, e os pensadorescomeçaram
a mostrar parao
mundo como
compreender o
risco,como
medi-lo e principalmentecomo
avaliar suas conseqüências, e a partir desses princípios fazeremcom
que o
ato de correr risco fosseum
dosprincipais elementos
na
tomada
de decisão.O
mesmo
autor explica dizendo que:A
administração do risco nos guia poruma
amplagama
de tomada de decisões,da alocação da riqueza à salvaguarda da saúde pública, da condução da guerra ao planejamento familiar, do pagamento de prêmios de seguros ao uso do cinto de
segurança, da plantação de milho à venda de flocos de milho. (1997, p.03)
Logo,
com
o
surgimentodo
risco, ecom
a evolução decomo
administrar o risco éque
sefoi
conhecendo novos
caminhos.Por
isso deve-se consideraro
riscocomo
elemento chave
nastomadas de
decisões, principalmente seo
objetivo é alcançar resultados satisfatórios.2.2.1
Conceituação
de
risco~ _.
O
risco está presenteem
todas as situaçoes de nossas vidas,pode
ser a decisao mais insignificante,que
bem
analisada implicaráem
um
certo tipo de risco.Segundo
Michaelis (1987, p.8l3) “Risco é a possibilidade de perigo, incertosmas
previsíveis,que ameaça
dedano
a pessoaou
a coisa.”Para Bernstein (1997, p.O8)
“A
palavra “risco” derivado
italiano antigo risicare,que
significa “ousar”. Neste sentido,
o
risco éuma
opção, enão
um
destino.É
das açõesque ousamos
tomar,
que
dependem
de nosso grau de liberdade de opção,que
a históriado
risco trata”.Embora
os conceitos de risco sejam de fácil entendimento,não
é tão simples de se descrever.~
Ainda
em
se tratando de risco Securatoapud Galdao
eFama
define
o:[...]
como
a probabilidade de fracassoem
relação aum
objetivo prefixado.Dado
um
conjunto de eventos quepodem
ocorrer quando alguém se propõe a atingiratingir os objetivos e fracassos os eventos que não permitem atingir os objetivos.
(1993, p.2s-29)
Segundo
Solomon
e Pringle (1996APUD SECURATO
1996, p.2l) “[...] risco é0
grau de incerteza a respeitode
um
evento”, então pode-se dizerque
o risco está ligado aum
certo graude
incerteza, pois nastomadas
de decisões, tantonum
atoda
vida particular,como
na
vidaem
sociedade, as escolhas feitas pelos individuos, irá depender das atitudesque tomarão
em
relação ao risco esempre
surgiráuma
certa incertezaem
relação a decisão.Por
isso, aotomar
a decisão,deve-se analisar todos os pontos
que
serão atingidos, e a partir daí reduziro
nívelde
risco das~
decisoes tomadas.
O
riscoem
relação aomercado pode
ser dividido de acordocom
o
ambienteque
eleatua, por isso Duarte Jr. (2002, p.02) diz
que
“Risco éum
conceito “multidimensional”. Para esteautor
o
risco se divideem
quatro grandes grupos: riscode
mercado, risco operacional, riscode
crédito e risco legal,conforme
ilustradona
Figura 1”.Figura 1. Quatro
Grandes
Grupos
de RiscoRisco
de
Mercado
o
de
Crédito
Risco
Legal
FONTE:
DUARTE
JUNIOR,
Antonio Marcos. Risco: Definições, Tipos,Medição
eRecomendações
para o Gerenciamento. Disponível
em
<http://vvww.risktech.com.br/PDFs/risco.pdf>. Acesso em: 25/jun./2002.O
Risco demercado segundo
Duarte Jr:[...] depende do comportamento do preço do ativo diante das condições de
mercado. Para entender e medir possíveis perdas devido às flutuações do mercado é importante identificar e quantificar o mais corretamente possivel as
volatilidades e correlações dos fatores que impactam a dinâmica do preço do
ativo. (2002, p.O3)
Gitman,
também
enfocao
riscoem
relação aomercado
e explora as conseqüências queas
empresas
sofrerão senão
consideraremo
grau de risco nas suastomadas
de decisões,definindo-o como:
No
sentido mais básico, risco é a chance de perda financeira. Ativoscom
chances maiores de perda são vistos
como
mais arriscados do que aquelescom
chances menores de perdas. Colocando' formalmente, o termo risco é usado altemadamente
com
incerteza ao se referir à variabilidade de retomos associados aum
dado ativo. (2001, p.205)Risco Operacional para Duarte Jr (2002, p.O3): “[...] está relacionado a possíveis perdas
como
resultadode
sistemas e/ou controles inadequados, falhas de gerenciamento e erroshumanos”.
No
entanto, o risco operacional, é consideradoum
risco de perda diretaou
indireta, essasperdas são resultantes
de
falhas de processo intemo, falhas de pessoasou
também
de
sistemas inadequados.Risco Legal para Duarte Jr (2002, p.O3) “[...] está relacionado a possíveis perdas
quando
um
contratonão
pode
ser legalmente amparado. Pode-se incluir aqui riscos de perdas pordocumentação
insuficiente, insolvência, ilegalidade, falta de representatividade e/ou autoridadepor
partede
um
negociador, etc”.Pode-se dizer
que
os riscos legais são aquelesque não
podem
obrigaro cumprimento
deum
contratoque nao
esteja de acordocom
os bens legais. Este riscoexpõe
aempresa
a penalidades monetárias,pagamento de
danos e a anulaçãode
contratos.Risco de Crédito para Duarte Jr (2002, p.O3) “[...] está relacionado a possíveis perdas
quando
um
dos contratantesnão
honra seus compromissos.As
perdas aqui são relacionadas aos recursosque
não mais
serao recebidos”.Este risco está relacionado
com
o não
recebimentoda
relação entreo comprador
eo
vendedor,ou
com
o
receptor e cedente.Sendo
assim tanto as empresas comerciais,como
bancose até
mesmo
pessoas fisicas estão incluídas neste risco. Para melhor entender a expressão risco deque
poderão contribuir paraque
aqueleque
concedeuo
créditonão
recebado
devedoro
pagamento na época
acordada”.Para
melhor
atender as necessidades e objetivosque
desejam alcançar, Silva (1993) dividiuo
riscode
crédito,em
relação as empresas,em
duas categorias distintas: os riscos internosà
empresa
e os riscosextemos
à empresa.Os
riscos intemos à empresa, estão relacionados a problemasque ocorrem
internamente nas empresas, e osextemos
são riscosque
as empresas correm,sem
poder
se precaver, pois surge de fora para dentroda
empresa.Os riscos internos àempresa
são divididosem
cinco grupos, entre eles:Riscos ligados
à
produção
eao
produto: segundo Silva (1993, p.35) “[...] são aquelesdecorrentes de alterações
em
seu ciclo de produção, vinculados à falta de matéria-primaou
mesmo
à necessidadesde manutenção
de elevados estoques”. Logo, para reduzir estes riscos, aempresa
deve terum
controlena
idade de seus equipamentos,como
está a mão-de~obrade
seus funcionários e controlar os produtos existente.Riscos ligados
à
administraçãoda
empresa: neste Silva (1993) expõeque
a administraçãonão
deve depender apenasdo
seu dono, poisna
sua ausênciapode
fazercom
que
a~
estrutura
nao
consiga se manter, e sim possuiruma
equipeque
saiba administrarbem
os riscos.Riscos ligados
ao
nívelde
atividade: Silva (1993, p.35) esclareceque
“[...] empresascom
grande capacidade de produção ecom
elevados custosfixos
poderão encontrar sériasdificuldades, principalmente
quando
crescemcom
forte dependênciade
capitaisde
terceiros.”Por
isso as empresas
devem
controlar seus custos,mesmo
sabendoque
seu produto possuiboa
aceitação
no
mercado, poispode
surgir motivosem
que
aempresa não
consiga vendero
planejado, e por conseqüência poderá ter seu lucro reduzido devido aos altos custos
que
vem
trabalhando.
Riscos ligados
a
sua
estruturade
capitais:Segundo
Silva (1993, p.36) “[...] empresascom
forte dependência de capitais de terceiros,mesmo com
lucro operacional (antes das despesas financeiras) positivo, poderão ter seus resultados corroídos pelos encargos financeiros”. Este segueo
mesmo
caminho do
anterior, sóque
aqui as empresasmesmo
vendendo
bem
seus produtos deve controlar as despesas financeiras para conseguir reduzir o seu risco.Riscos ligados
à
faltade
liquidezou
mesmo
à
insolvência: Silva (1993) após citados todos os riscos possíveis intemos deuma
empresa, poderão eles levar aempresa
a sériasdificuldades de liquidez,
não
podendo
assim cumprircom
seuscompromissos
pornão
possuírem recursos suficientes.Riscos
extemos
àempresa
são divididostambém
em
cinco grupos, sendo eles:Riscos ligados
a
medidas
políticas e econômicas: Silva (1993, p.36) diz que: “[...] aatividade política
assume
extrema relevância, pois suas decisõestêm
influência diretana
vidaeconômica
do
País, refletindono
poderde
compra
da população,no
preço devenda do
produto,na
estrutura dos custos,no
lucro, [...]”. Estes são riscosque
as empresasnem
sempre
irão poderter controle, pois
em
épocasde
turbulência as empresas passarão por maiores riscodo que
em
épocas de estabilidade.
Riscos ligados
aos
fenômenos
naturais ea
eventos imprevisíveis: Para Silva (1993) estes riscos estão ligados mais à aspectos meteorológicos,ou
seja, as secas influenciaram nas safras agrícolas, isto influi diretamentena
oferta ena demanda,
afetando toda aempresa
etambém
as empresasque
utilizam estes produtoscomo
matéria-prima.Riscos ligados
ao
tipode
atividade: estes estão ligados principalmente a atividadesque
são de curta temporada. Silva (1993, p.37) diz que “[...] esse tipo de atividade é indispensávelque
o
projeto apresenteum
pay-back curtíssimo”.Riscos ligados
ao
mercado: Segundo
Silva (1993, p.37) “[...] omercado pode não
abson/er a
produção
prevista,bem
como
os concorrentes poderão lançar produtos mais competitivos, trazendo sérios problemas para empresa”.Por
isso aempresa
deve estarem
constante renovação, para melhorar a qualidade de seus produtos, para estar
em
concorrênciacom
o mercado.Riscos ligados
ao
tipode operação de
crédito: Silva (1993, p.37)expõe que
“[...]o
prazo
de
uma
operaçãotem
peso significativono
riscodo
crédito, pois, àmedida que o
aumentamos,
o futuro torna-semais
incerto enovos
eventos poderão ocorrer emudar
o
rumo
da
empresa,do
paísou
mesmo
do mundo”, podendo no
transcorrer desses períodos, acontecerem eventosno mercado que
irão exigir novas readaptações nas empresas edependendo do
prazoNo
entanto, para as empresastomarem
boas decisõesno
transcorrer de suas operações,devem
analisar todos os riscos,mas
de acordocom
a concessão de crédito, o comércio deve darmaior
atenção ao risco de créditoque
poderá sofrerquando
conceder crédito aos seus clientes.2.3
coNcE1To
DE
CRÉDITO
O
crédito está presenteem
nosso dia a dia,quando
compra-se qualquer mercadoriaque
não
sejapaga
a vista, existe neste atouma
operaçao de crédito.O
autor Schrickeldá
um
conceito geraldo que
significa crédito:Crédito é
um
conceito presenteno
dia-a-dia das pessoas e empresas mais do que possamos imaginar a princípio. Todos nós, tanto pessoas, quanto as empresas,estamos continuamente às voltas
com
o dilema deuma
equação simples: a constante combinação de nossos recursos finitoscom
o conjunto de nossasimaginações e necessidades infinitas
-
“existem mais maneiras de se gastardinheiro, por exemplo, do que de ganhá-lo”- ou seja, a procura por Crédito, para
satisfazer ao elenco de necessidades, desde as mais elementares de
sobrevivência, até as mais ousadas e irnaginosas. (1997, p.11)
Para Silva (1998, p.63) “Crédito consiste
na
entrega deum
valor presente medianteuma
promessa
de pagamento”.Mais
adianteo
autor Schrickel (1999, p.21) aprofunda seu conceito decrédito dizendo
que
“[...] é todo atode
vontadeou
disposição dealguém
de destacarou
ceder,temporariamente, parte
de
seu patrimônio aum
terceiro,com
a expectativa deque
esta parcela volte a sua posse integralmente, após decorrido 0tempo
estipulado.”Pode-se inferir
do
expostoacima que
o crédito acontece a partir deuma
intermediaçãofinanceira, entre o cedente e
o
receptor, e paraque
este crédito seja cedidocom
segurança,o
cedente deve analisar os limitesque
possui para conceder este crédito. Para Blatt (1998, p.33)“Não
há fórmulas para se quantificar quanto crédito se deve dar a determinado cliente,porém
existem fatores determinantes
que
nospermitem
avaliar se a quantidadeque
se estádando
é tecnicamente explicável”.Por
issoque
para se conceder crédito deve-se levarem
consideração a possibilidadedo
risco, deve-se tentar minimizá-lo para possuir mais segurança e obter o retorno na data prevista.
Para Schrickel (1997, p.35)
“O
risco significa incerteza, imponderável, imprevisível, e estes, aincerteza, a imponderabilidade e a imprevisibilidade situam-se, necessária e unicamente
no
eventos passados
do tomador de
empréstimos, e assim as decisões de créditodevem
considerar primordialmenteo
futurodo
mesmo
tomador
com
base nas informações passadas.O
risco é algoque
está presenteo
tempo
todoem
nossa vida, é algoque
está ligado ao futuro enao
ao passado.Ou
seja, só existe riscoem
decisõesque
aindavamos
tomar, nasdecisões já tomadas,
não
é relevante analisá-lo.Ainda
em
se tratando de crédito, pode-se dizerque
ele está associado ao dia-a-dia das pessoas e dasempresas
e possuium
papel fundamentalno
desenvolvimentodo
comércio. Silva contribui (1998, p.68) ao dizerque o
créditocumpre
um
papel importante tantoeconômico
como
social. Para
o
autoro
crédito “[...] possibilita às empresasaumentarem
seu nível de atividade;estimula
o
consumo
influenciandona demanda;
ajuda as pessoas a obterem moradia, bens e atéalimentos; e facilita a execução de projetos para os quais as empresas não
disponham
de recursos próprios suficientes.”No
entantoo
crédito facilita, na vida das pessoas, a obterem bens e secomprometendo
a pagarno
prazo, ena
vidado
comércio varejista, contribuina venda de
seus produtos,mas
o
crédito deve ser cedidoou
solicitado,quando
ambos
possuírem plenaresponsabilidade
de
suas atitudes, e segurançade que
conseguirá saldar a dívida,ou
recebero
valor cedido
no
tempo
que
foifixado
entre a aquisiçãodo
bem
e a liquidaçãoda
dívida.Para Silva (1998)
o
créditono
comércioassume o
papel de facilitador das vendas, poispossibilita
ao
cliente adquiriro
bem
para atender sua necessidade, eao
mesmo
tempo
incrementaas
vendas
do
comerciante.O
crédito cedido pelo comércio varejista, na maioria das vezes é concedido às pessoasfisicas, e pelo fato
de
ser apenasuma
pessoa, muitas vezesfica
mais dificil de se captar os verdadeiros dados, poispode não
se ter informações suficientesdo
cliente para se saber se éseguro conceder
o
crédito.Por
issoque
as lojasdevem
possuiruma
boa
políticade
concessão decrédito para se obter todas as informações seguras sobre determinado cliente. Schrickel (1999,
p. 162) diz
que o
emprestador deve fazer três perguntas básicas: “- Para quê? -Por
quantotempo?
-Como
vai repagar?”,mas
não
apenas isso, para o emprestador obtermais
segurança deveráobter
uma
ficha
onde
conste todos os requisitos necessários para identificação dos clientes.Segundo
Schrickeldeve
se fazer as seguintes perguntas:- Por quanto
tempo
o pretendente de crédito trabalha para seu atual empregador,à estabilidade funcional de pretendente; intervalo de tempo entre empregos
também
auxiliam nesta avaliação).- Qual é seu cargo atual? - Qual seu salário atual?
- Qual é o
número
de salários recebidos por ano? -Quando
são pagos estes proventos adicionais?- Qual é a politica de aumentos salariais da companhia? - Existem prêmios e giatificações?
-
Quando
são pagos estes beneficios?- Ele
tem
outras fontes de renda? Quais? Qual seu valor? Qual é sua freqüência? - Qual é o montante de comprometimento de sua rendacom
gastos atualmente(despesas fixas e compromissos temporários)?
- Ele
tem
seguro? Quais os valores, vencimentos e coberturas?- Ele
tem
algum plano de saúde que cubra gastos médicos inesperados? - Quais são seus bens pessoais e os respectivos valores?- Ele é casado? Qual é
o
regime de casamento? -O
cônjugetem
renda própria?- Etc. (1999, p.l63)
Mais
adiante se notaráque
estas questões muitas vezesficam
apenasna
teoria, pois seutilizassem isto
na
prática poderia se reduzir o riscoem
uma
operação de crédito e por extensão reduzir os índicesde
inadimplência.O
comérciocostuma
utilizar apenas alguns destes itens e poreste
motivo
deixa muitas vezes de obter informações importantes sobre o cliente.2.3.1
“C°s”
do
CréditoPara
melhor
se teruma
definição dos C°sdo
crédito, Silva e Schrickel,enumeram
edefinem
conceitos para cadaum
deles. Dentre os C°sdo
crédito alguns sãomais
utilizadosna
concessão a pessoas fisicas e outros são mais utilizados para pessoa jurídica, aqui serão destacados todos,
mas
cabe ressaltarque
aqueles que são ligados a pessoa fisica terão maisênfase, devido a se tratar
do
estudo proposto.Estudar os C°s
do
crédito facilitana
decisão, disponibilizando informações seguras sobreo
caráter, a capacidade,o
capital, a condição, o colateral eo conglomerado
dos clientes, ecom
isto conseqüentemente
o
comércio varejista conseguirá reduzir o risco e obter o resultado esperadoquando
for concedero
crédito.2.3.1.1
“C”
Caráter
Para se conceder crédito a clientes, a
empresa deve
investigar qual à intenção, adeterminação, e a vontade
que o tomador
possuiem
honrar suas dívidas. Para isso deve-seanalisar o Caráter
do
cliente, obtendo informações sobre a condutado
clienteno
que diz respeitoà pontualidade e constância
com
que
tem
liquidado seus títulos e obrigações.Segundo
Silva:O
caráter refere-se à intenção de pagar. Pode ser muito difícil identificar sealguém teve ou não intenção de pagar suas dívidas. [...] Cabe enfatizar,
entretanto, que
um
indivíduo ouuma
empresa pode atrasarum
pagamento, oumesmo
deixar de pagar,em
razão de não dispor de recursos, o que não é decorrência necessariamente do caráter. (1998, p.77)Schrickel (1997, p.50) corrobora
com
Silva ao afirmarque
“[...] conhecero
Caráter deum
potencialtomador
de empréstimos é realmente conhecer estetomador
na exata e nãomenor
medida
em
que deva
ser conhecido pelo emprestador. Isto porque é mais importante saberquem
ele é
do que
oque
ele faz.”O
caráter éum
dos mais importantes elementosde
uma
análise decrédito, sendo analisado tanto para a concessão de crédito à pessoa fisica quanto à pessoa
jurídica.
Logo, pode
se dizerque 0
Caráter refere-se à disposiçãodo
clienteem
pagar corretamente suas dívidas, está relacionadocom
as característicasda
personalidadedo
cliente,como
honestidade, integridade e outras.\
2.3.1.2
“C”
Capacidade
A
capacidade refere-se a habilidadedo
clienteem
pagar suas dívidas, e para isso, oemprestador deve analisar
como
o
indivíduo administra suas finanças para assim, saber se ocliente possui a capacidade
de
cumprircom
seus compromissos.Para
melhor compreender
Silva (1998, p.79) diz que:“A
capacidade, refere-se àprodução, administração e comercialização
da
empresa.”A
capacidade procura aferiro
potencialde geração de recursos
do
cliente, visando honrar oscompromissos
assumidos. Para se obter o resultado esperado, é feitauma
análise retrospectivado desempenho do
cliente, entre outros.O
Schrickel (1997) faz acomparação
entreo
“C”
Caráter eo
“C”
Capacidade, reforçando a necessidade denão
confundí-los, pois muitas vezes o cliente é honesto e possui dignidadeem
relação as suas contas,mas
pode
ocorrer, denão
possuir recursos para saldar suasdívidas, daí a necessidade
de
se verificar se o cliente possui a capacidade de saldar seus compromissos.Schrickel (1997, p.50)
afirma
“[...]pode o tomador
de empréstimo, literalmente, serhonesto, isto é, ele
tem
a inquestionável vontade (Caráter) de pagar suas obrigações.Porém,
sesua habilidade (Capacidade)
em
fazê-lo for considerada anormal (leia-se, se ele for incapaz depagar), sua vontade perde algo de valor”.
No
entanto, a Capacidade está intimamente relacionadacom
o
históricodo
cliente,ou
melhor,
com
o
currículodo
cliente, pois se o cliente possui capacidadede
administrar seusrecursos,
de permanecer
em
um
emprego
ede
conseguir atingir seus objetivos, consequentemente este clienteao tomar
um
empréstimo, se preocupará sempreem
possuir recursos para saldar suasdívidas.
2.3.1.3
“C”
CapitalO
“C”
Capital é mais utilizadoquando
o empréstimo é cedido as empresas, poissegundo
Schrickel (1997, p.52)
“Nos
casos das pessoas fisicas, afigura do
capitalnão
fica, talvez, tão_. ~
evidente, eis
que
os empréstimos pessoaisnao
sao,em
geral, fundamentalmente respaldadosem
Capital,
mas
em
sua única rendaou ganhos
mensaisdo
indivíduo.” Já Silvaafirma
que
este émesmo
mais utilizado nas empresas:[...] o Capital refere-se à situação econômico-financeira da empresa, no que diz
respeito aos seus bens e recursos possuidos para saldar seus débitos. Portanto, o
C
capital é medido mediante análise dos indices financeiros, tendoevidentemente,
um
significado muito mais amplo do que aquele que é dado à conta de capital na contabilidade. (1998, p.87)O
“C”
capital é analisado principalmentecom
base nas demonstrações contábeis eem
setratando de cliente empresa, este procura medir os investimentos,
o
retorno, o endividamento etambém
o
Patrimônio Líquido.Em
se tratando de cliente pessoa fisica, este“C” compreende
em
analisar a situação financeira, verificando assim o capitalque
possui para saldar suas dívidas.Logo,
pode-se dizerque
este“C”
é mais relevanteem
relação a ceder crédito a empresa, pois para se saber0
Capital, analisa-se todoo
patrimônio da empresa.Em
relação a pessoa fisica,fica
dificil de analisaro
patrimônio, por isso que atravésda
declaração de imposto de renda, érealizada a avaliação
do
capital deum
cliente pessoa fisica. Estas análises são feitas para se verificar seo
tomador
possui recursos e bens para poder ser utilizadona
honra de suas dívidas.Mas,
pode-seafirmar que
em
relação a pessoa fisica este“C” não
possui grande peso, pois parase saber se a pessoa fisica possui recursos para saldar suas dívidas, é mais relevante utilizar o
estudo dos outros C°s já
mencionados
anteriormente.2.3.1.4
“C”
Condição
O
C
condição está ligado aos fatores externos,como
fatoreseconômicos
e setoriais,podendo
assimaumentar ou
diminuiro
riscodo
cliente, etambém
prejudicaro tomador
em
honrar seus compromissos.Segundo
Silva (1998, p.83) “[...] as condições,no
entanto,englobam
fatores extemos,que
em
princípionão
estão sobo
controle da empresa”.Ao
se analisar a condição,não dá
paraincluir todos os riscos
que
poderão surgir, pois existem muitos fatoresque
afetam a condição,tanto
da empresa
quantoda
pessoa fisica para saldar suas dívidas. Estes fatores muitas vezes são~
imprevisíveis e
não
sao controláveis pela empresa.Ainda
em
se tratandodo
C
condição Schrickel fazuma
comparação da
condição deuma
empresa
e deuma
pessoaem
pagar suas dívidasexemplificando
da seguinte maneira:Se o ciclo operacional de
uma
empresa é de 180 dias, pouco provavelmente ele terá condição de saldar compromissosem
45 dias.O
mesmo
ocorrecom
aspoderá assumir compromissos de
R$
500,00 para pagar nofim
do mês. (1997, p.54)No
entanto,o
“C”
Condição
envolve toda a conjunturaeconômica
e variáveis externas,podendo
muitas vezes afetar a capacidade depagamento do
cliente.A
não
serque
otomador
possua outras fontes segurasde
recursosou
bens para poder saldar sua dívidano
prazo acordado.2.3.1.5
“C”
ColateralO
“C”
colateral éuma
espécie de segurança adicional à operação de crédito.É
Luna ~garantia
dada
a mais pelotomador
para aumentar 0 grau de segurança da operaçao e muitas vezes para fortaleceralgum
dos outros fatoresda
análise. .O
“C”
colateral para Silva (1998, p.96) “[...] refere-se à capacidadedo
clienteem
oferecer garantias complementares.
A
garantia éuma
espécie de segurança adicional e,em
algunscasos, a concessão de crédito precisará dela para
compensar
as fraquezas decorrentes dos outrosfatores de risco”.
Segundo
SchrickelO
colateral [...] serve para contrabalançar e atenuar [...] eventuais impactosnegativos decorrentes do enfraquecimento de
um
dos três elementos:Capacidade, Capital e Condições. Este enfraquecimento implica maior risco e o
Colateral presta-se a compensar esta elevação do risco, das incertezas futuras
quanto ao repagamento do crédito. (1997, p.55)
Diante
do
exposto pode-se inferirque o
“C”
colateral possuicomo
maior objetivoavaliar os ativos
que o
clientepode
oferecer,como
forma
de lastrearo
seu crédito. Pode-se dizerainda
que
estudaro
“C”
colateralquando na
concessão de crédito a pessoa ñsica, é se ter outras fontes de recursos para saldar suas dívidas,ou
seja, solicitardo
clienteum
avalista é maisuma
garantidaque
o emprestador possuiráem
relação ao tomador.Mas
ébom
deixar claroque não
se deve ceder empréstimo aotomador
se este apresentar~ L ›
restriçoes aos outros C's, pois
o
“C” colateral surgiu paracomplementar
à garantiade
conceder2.3.1.6
“C”
Conglomerado
O
“C”
conglomerado
significa analisarnão
apenas aempresa que
está solicitando o crédito,mas
todo oconglomerado
de empresas,ou
grupoeconômico
na qual aempresa
está inserida.Segundo
Silva esteC
refere-se:[...] à análise não apenas de
uma
empresa específica que esteja pleiteandocrédito,
mas
aoexame
do conjunto, do conglomerado de empresas no qual apleiteante de crédito esteja contida.
Não
basta conhecer a situação deuma
empresa, é preciso que se conheça sua controladora (ou controladoras) e suas controladas e coligadas para se formarmn
conceito sobre a solidez doconglomerado. (1998, p.88)
Pode-se analisar
que
este“C”
é utilizado apenasna
concessão de crédito as pessoasjurídicas, logo
não
será relevante aprofundar-se sobre este tópico.A
decisão de conceder crédito a pessoa fisicavem
a partirdo
emprestador,que
aqui neste estudo éo
comércio varejista. Este deve analisar toda a situaçãodo
clientena
hora de concedero
crédito, visando reduziro
risco e a inadimplência, para obtero retomo no
prazo acordado.Essa
decisão sedá
mediante a análise de todos os C”s.De
acordocom
os dois autorescitados, Silva e Schrickel vê-se
que
elesdão
maior importância aos dois primeiros C's - caráter ecapacidade
uma
vezque
eles sao os requisitos fundamentais para a concessao de crédito aum
solicitante.
2.3.2 Crédito