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A Escola Primaria, 1933, anno 17, n. 1, abr., RJ

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(1)

• •

N

º

: 1

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Nu

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m.

avulso

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1

.

$200

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- - .A.b

ri

1. d~

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1

.

933

..

.

• • REVIST~. MENSAL Direetor:

ALVI~1

Redaeção: RUA SETE DE SETE~IBRO 1 74

1

\SS

IGNATURAS

:

-

< • • • Para o l~rasil • a j u111 anno. . . • 12$000 1 6 mezes. . . 6$000 Unitio Pcstnl . .. -... ..• :· . .. -: ... · 15$000 . .. •

SUMMARIO

• .. Lourc11ço filho, ... . (}on1missão 8. de Eugenia ... . lr·ace•na R, A. Silva ... .

Alumnas da Escola R. G. do Sul

• •

uggestfio ~ligue] Conto

Jt~r uca.1:rto para urna oi v-i 1 isa(:ão

em mudan~a

.\ dcfini<:ão official cln pala

-vra cEugenia•

A Escola .. \ cLiYa

M~·nsagrm dirigida ás criant:as

uo Equador

,,

• •

<<1l'o

Brasil

l~a

1111, p1·oôle111a - o

~. Btlucaçao

Nacio,ial•, palav,·as

d

e

M(qziel

C,r,to,.

p1·0

je,·idas, lia

te,11po,

e,,i

r

·o11

fer

e

,z-cia,

qt1e fico,, 11,

e

lltoravel.

Affir111ozi o

e

11ii-,e,,te 111estre u,,,a

gra,zde ve,

1

dade,

que

r1i1li-6S se,ttia,,z,

111a.'J

q1le

1tiri,qzle111 ltavia

a,zt

es

rocltz1,1ado.

Agor·a,

por proposta ai,irla dt Mi

:

qz,el

(fouto,

e,tca,,iinl~ada

po,· inte,,,,iedio do

Co1tse-:lho

Nacio,zal

de

Edrzcaç,io, a

illtlt;/1-ie

Co11,-11iissão elabo11

adortl

do a11te-pro,j

ec

to

da

Co,zst:i-aiçcio

Brasileira,

i1iclz1,i1,t eni llltl

do

s

a,·ti-os da

"11fAG

1

VA CARTA,

u,,z dispo

si

ti

vo

que

ob,·iga

a

União

e

os Estado~, a

co1,si-.tJ1ta,, e11i

se11,s ,

·es

z;ectivos

01·ça11te1ztos,

ve,·ba

1illo

i1zferio1· a

20

0 / 0

tie szlas

e

,1.tlas

,

pa,·a

as

despesas

con.z

a

edti.-:açao

pop11

la, ..

Sercl essa, se,,,

dtioida

,

a 11ledida

11tais

1

Mestre Escola . . ... . .. ... . Trc:r-. palavrinhas

Josephina Dias da Silva ... . A. composição livre

M, Zozeli .> 8 , Castro ... . '

Deocreli de Alencar ... ... ... . Pratica ela };sr.ola Xova

Maria A. Christofaro ... . . ' ,. '

.

-' ••

effi

c

az

,

para

co

,J:zbat

e

o

a1tal1Jltabetls1110

·

e

a

ig1zo,,a1tcia, qzie

1z

os

enve,~go1zlia11i e

}t1lntil}ia11i

pet·a,zt

e

as cle11tais

,za

r,ões

civilizadas.

S1igge1·i1tdo s

e

11i

e

l!it1.1tt

e

p,~ovide,zcia} apon ..

J

ta o g1·a1zd

e

sabio

o

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elJzo

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a

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se

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,

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·

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11

p(t11a

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1

·a

1zcl

e

batallta.

A

illztst,

,e

Oo11z11iiss{lo

e

labo,·adora do

a11.te-p1·0.jecto d

e

Co1zstit11,ição,

fo1·1riada

po,~

p

e

so1zalirlad

es

das

11tai,

c; e

111 i1z

e

1ites

e

p1·esi-dida

pela .r;1·

_.

11

rle

figz11·a

de

Af1"'a1zio

de

lYlel-lo F,·a,z

co,

cta,zrlo

a 111e1'ecida

acoll,irla

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clicaçrio

1

1/z/Jtz

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01zto:

o

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e

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povo

bt·a-silei

,·o

-

o

q11e

elle

,,zai

s

rleseja e

precisa

!tora

JJt·ese,zte :

ESCOLAS.

.

·

-

---

- - - - ---

'"

""'_______

_

·

--

-Toda

~01·1·espondencia

deve

ser

dirigida

á

Redacção:

Rua

Setemb1'0, 174

...

(2)

'

2

A ESCOL:\

.

..

PRI?vl.

'

l

\RIA

.

,

• . . ' . .. '

- - - - -- - -- - - -- - - - -- - - -- - - -- - - -~

-•

Um Collegio de Agricultura no

·

Estado de New-York

'

1

• (Do livro «Aspecto an1ericanos ele EclncaçfLo, rie Anisio Sp.inola Tei,x eira).

Cl1eg·uei a ltl1aca pela n1,anl1ã de s.ab- j pelejá ,atl,letica lU11,a ,1tl1111ospl1era, 111ais ver

-ba,do, 22, e enoontrei lima cidade de. 12 dadeira e 1rr1ais se11tida. , :

a 15 mil habitantes transf,or1n·ada em· i,1ma ·~'-- · · . ., .

' ' '

cid~de de

mil h~bi_fantes. A.11tes d.o jogo, en1 compa11l1ia de L1111

F,ealizava-se nesse dia .o. e,11co11tro e1:· estt1dante b,rasileir-o, O. C., vis.itei os

dif-tre a Universí,c:1Jad1e d,e Princeton e a Uni- ferentes 1edificios de Co r·11 ell. A U11i vers·idi

t-ve rsid,ade Cornell ,em1 t1m jogo de. futeb ol de fica sob·re trma co lli"i,a e · goza

-

fama

que pro metti a s:er disputadissimo. de p.ossL1ir algu.ns dos ·111ais bellos . ,ca

n,-Cerca ,de 25.0UO visita11tes se acl1a- p,os 11niversitarios d·a A•m•eri ca . Não JJttde va•m 11a cidade para assisti~· a:o g rande I si11ão con fir1mar essa consagrad a im·JJres -j,og,o e po,r mais qLte m•e esforçasse, não 'são. Cor11 ell decora a b•ell eza dos ~e.L1S

mie foi possiv.el conta r co·m algL1 e1n 11esse ca•mrpos com alg·t1mas vistas sobre as

pla-dija, para ,outro intei;esse que não fosse ,o 11i cie.;; d10 estado d·e Ne\\·-Yorl,, q11e.

diffi'cil-d·e c,om11n entar ·e assistir á g·rande batall1a. 111ente s·e [J,O·d,em esqL1ecer.

Fazia :vi11te an 11,os que as d11as Un iver- 'l' e11min amos a 11ossa \iisita 11t11n dos

sidades, \1ell1as e permanentes rivaes, não I edific}.os qL1e s·e acaôã·m· de co11str11,i r; ,e.

se enoontravam 11 0 cam[J,O d•e fLttebol f?-, ' qL1e e e·1n parte 11m Mem,ori al-/1c1// e. e111

assi•m1. ,dlepressa 1ne c,011venci qL1e havia Bido pa rte L1·1n salão JJa ra actividad e social.

11,mia fort1111a cl1egar a Cor11 ell em 11m dia . N.o seLt estylo gotl1ico, esse salão

é

de tã.o grande aconteci·m,ento es·portivo. mais ~1 1n exem·pl.o des.s~ gôsto a111e1·icano

Ett perderia 11m:a das faoes n1ais ca- d_e alli ar ·? es~y lo reI1g1oso ª?s seus

sa-racteristicas ·dio collegio ctm·eri cano·, si 11 ã,o loes de u'.11ver~1dad,es, que resp1:aan o co

n-trotixesse tJara o Brasil outras i:mpres·.;5es cen tradl? id eal1s1111:o que e11tre 11.os some11te

dlo espo rte c,oll·egia l a·miericano, q11e. as co- as ig reJas P·OSSL1e1n.

11,idas em algL111s jogos mediocres de ini- ·· -

-cio dia estação eml N·evv-York. Na seg11ndla feira; 24, en1 comp·anhia

Não !mie deterei a descrever es~e jogo cl:o prof. BL1ttervvortl1, en trei' em• c,01,tact,o

cuja tecl1nica é lmt1ito mais compli cada de oom o pessoal do, c,oll egio de agri cultura

qtte a d,o 11osso, futeb J l e c11ja bellez<t só CL1ja visita co11s istia a f in alid ade especial

é verdla1deiralm·ente compreJ1e11dida cle1Jois de 1m1.11l1a visita a Co r11 ell.

qtte dto~s ,011 tres jog.os n,os fam-iliariza1n

com, os g,olpes ,de força, d,e destre.za e de

oorag·em, dess·e ,1iol,entissim o e.s·p.orte.

Salientarei SO'mlente o contraste., jJa ra

m:im, nessa tardle, tã.o frizante, e.ntre. esse

esp,orte i.nter-co,11-eg·ial da A·'711eri ca e as ·i1os

-sas rivalidlades de clt1b·es.

O CO LLEG IO DE .AGR ICULTURA

A U11ive rsi(lade de Coi·11 ell é ç:01

mpos-ta de ,oito ,collegio,s e de t1ma ep c.ola para

g radu ados. Um daquelles col legios

é

o

Co ll egio de Agric11ltL1ra . .

E·míb,ora te.nl1a existid10 de.,de a e,poca ·

. '

E' preciso. esta.r-se na A·n1,eri ca, 110s

ca11n:p.os d'e L1n1a U11iversidade. [Jara se

corn-prehend!er ,o s,entido dessas g·rand es festas

esp, ,ortivas qLte reun e1n d,ois grand es

coite-gios para L1,m1 jog.o qLt e é re.11l1ido, 111as ca

-1valheir,esco, e r(eal. Porq11e. não é a:1Jenas ill'n1

ienoontro de uml ter111z co.ntra c,L1tr,o tec1111,

mias ,d1e Lima Uni versidad e co11tra 0L1tra

U

11i versi,d!ade.

da fL1nd ação da Uni versidad e, ·eim1 18·62, · o .

set1 ·miaior desenvolvin1ent.o data . dre 1904, ·

qt1a11do o Estado de N evv-Yorl,., yota nd.o .

uma larga ve rba para a construcção pe

edifi ci.os e para a st1a 111a11uterição, r eso l

-vett co11sid:eral-o _ um•. coll egio es·tadL1al de

ag·ri cL1ltt1ra, semi ,o retirar, e,nt1-etartto, da .

A :musica, • • •

os 1nesaL1ec1ve1s

os l1ymnos u11iversitari os,

<<11e/ls,i, tLi'do cam•1nL1nica á

s11bordi11ação, ge ral á U11ivers id'ade . · ·

E1mí 1906, .o C.ongresso ,do, ·Estad o, 1

as-sirni d1efiniL1 ,o fim e as ,actividad es d'o Co

l-legio d·e Agri cL1 ltL1r. . a-: . . - . . . . .

A

,

ESCOLA

PRIMA'.RIA

3

- ~--- ~-= ~=· ~ - cc·~ -- - - - -- - -

-·,. · <<0 ,ob jei:tivo· dó dít'o C,b·ll egio de Agri- de que faz . do, coll egio

de

Àgricultt1ra ,de

.·. culh1rá. deverá ser o de traball1ar ,pelo , ltl,aca t111n· caso ctt rios o de admi11istraçãd,

acf1a11tarn1ent.o dos metl,.od os agri c,olas c,oln1b, a occ11rrenci,1 aind1a Lim a terceira ,auc

-d,o Estado desenvolv,er .o.s set1s rect1r- torld·ade, o Governo F•ederal. C,o•m e.ff eito

~os, comi ;r,odlucção · de .cu:tt1ras de t.o- o Coll egio ,d·e Agric11lt11ra, para ·receber

-da s,or te, ma11Lifactt1ra dos ·LJro,dL1 ct·),~ as subvenç·5es f·ederaes, sL1b,ordii1 a-se a L1m1

ruraes, 1tnielh,o,ra d:os meios de ad111i-

i

ce rto . contr,o,Ie d:o g,?.V·er11? da U11i~o'.

11istração e consecL1ção d,e 1n,ercali os I Se·m1elhante compl ex1d1ade, ser1a bas

-apropriatl'os, etc. ; e d·e aL1gme11ta r a J tante e·m n,osso paiz, pa.ra fazer ,dessa

insti-intelligencia ,e eleva r ·,os stc11zclrr,·cls 'de ' tL1içã,o 1tn1a instlti1içàb semi~rri,ort11, ,dJe tal

\1ida n,os districtos ruraes. m1od10 ella se ·v;eria p:eada e . . atada em fo

r-Pa~a a c,onsect1ção desses object i- n1alidades rnals ,tJ.u menos vans.

\ros, o co,ll egio ficà aL1ctori zad'o a dar Aq1.1i d contr,ole se exerce atravez de

i.11strL1 cção e1m• artes ·e praticas corre- L1•ma i11s·pecçã,o geral que se brl enta por

latas oülm· a agrici1 ltura, em cursos, Lr111 relatorio e uma prestação d1e co11tas,

e d·a 11naneira como 1n,ell1,c:,.r ve11 l1a a qL1e 'servem1 d,e base. para as fL1tl.1rás appr.

o-servir os interesses d,o Estado; a di- [Jri ações orça1n1enta1·Jas. Essas appro·

pria-rigi r o serviço de exte11são, afim de ções aos g lo.b·aes, cabenlio ao ooll•eglo ;i

disseminar ,o con l1 ecirn ento agrlco,la sua d·istrib1Ji ção pelos diversos

departamen-atravez d:o Estado pot m·ei o de ,expe- tos. '

rienclas e d1e•n1,011strações etn faze11- O.over110 Federal, Oo,verno EstadL1al, das e pa1n1ares, de in\1estigações das Consell10 UniversJtariti; ·esses tres poderes

c,011d,ições eco11 01nicas e sociaes da coo:p·eraim1 na ,d1recção, der· coll,egi.b sem cl1 0

-agri ct1lh1ra, c,011fere 11cjas, pt1blicações

I

qL1e e se;t11' attri cto sens1,1e.I.

d·e boletins e relatorios, e por todos ·

-

-·OS o.utros 11n!eios qL1e pareçam aco,

nse-lhaveis e ao alca 11 ce d'os sL1praci1to.s A . _ objectivos; a fazer ·pesqL1izas (resea

r-1 d ,orgdan.:zaça,ot d,od . co-ltl~gi,o compre

-. bl 1 · 1 · 1e11 e L1m .eao e res 1rec ores respec

ti-ch_s) s~~ rel ~ro emast . P~ 1)'ds'ico,s, .. e 11

1· va111e11te ,d:o ,ensin,o, do serviço, d~. extensãio

1m1cosi u10. o,g1cos e -011 ro,,, e agi 1cu - d . d · A t· 'd d d

lt !. ~ It d d I e o serviço ·e pesq111zas. ac 1v1 a e o

ct1 tira, e app 1car os re~LI a os es- II . , , · t -1 ci' d' 'd'd d

sas investigações na agricL1ltura d.o 00 eg·io .e, ·por OLI no a IO, tvi 1 a e·m ·

e-Esta,cUo e a , Ltblicar os rest1ltado·s t0 b- 1 pa_rta~ient,os, de_ accor~o co m ,qs . ra.mos

t 'dl p pr1nc1paes d•a vida agr1cola do Estado f:.

1

os>> . cada um1 désses depá:rtatnen·fos tem o seu

'l'rans ladei para aqL1i integraln11e11 te as pr,ofessot, o seLt :encarregad,o do servi ço de

pala~ras 'd1o acto q11e incorpor.ou o coll egio extensâ'.o ·e ·O seL1 encarregado do serviço'.

á actividlade d,o Estado de Ne\,v-Yo rk, tião d·e pesquizas. ·

só porque p·or ahi se pod,e vê r a trip•li ce 0 11tr,os collegios se d·ividem e1n tres

activid'ade de Lt,mJ co ll egio d·e AgricL1ltL1ra gra11d·es departamientos in'depende11tes, de ·

na A:m:erica - ensino, 'trabalho ,dle ~xtensão ensi110, d·e ·extensã,o e de lJesquiza.

e pesquiza, - co:m10 para dar trma ah1ostra

I

Aq11i essas tres divisõ,e·s estã,o

quan-d'a larg11eza colml qL1e· a lei lança as b,1ses to possível Ltnid1as e se auxilia:ml e

n111tua-91e tt1ma insti"tu içã,o ct1j os detalhes são ies- mente coop1eram trinas c,otn as outras.

tt1dados, transform·a b e a'pe rfeiço.a'd,os 11 a Por ot1tro lado, parece-m·e que assi,m

\'ida a:dm1i11istrati\1a diaria do estabeleci- se evita s,obr,eh1,d,o dL1plícidad,e de.

installa-m'ento. ções e .dle .esf,orços, ,e,m·bora se crie

algu-0 . çoll egio de AgricL1ltt1ré1 e1n Co rn ell ma 1naior complexid•ade administrativa.

Univers ity offe11ec.e alé111 disso a

pect1!iari-dade de s·e1· 1111n1a i11stitt1ição estadual s

u-bor,dinada a trma 11niversidade fJ rivada. Só

o bom senso a1nerica'.no garan te a ,essa o

r-ganização a tranqL1illidade1 a a11sencia de

oonffictos e a prosper.id~de de qL1e goza.

Mas, nã,o

é

só essa dt1pla

auctorida-ORG A!:-ii.ZÁÇÃO

bo

ENSINO

.

'

O collegi6 die Agricttltttra offerece ttm

CLlrSO regLtlar d1e 4 annos q~ie co11dLtZ a'oi

diplon1·a de 1'.>·acl1arer

ein

scie11cias.

Sete11ta ou oit,enta por cento dos

(3)

4

A ESCOLA

PRIMARIA

1

·---

---

- - - -

-

- - - · - -- -·- --- -·

·

---duad,os ,do co,llegio, se d,edicam ao, traba !J10 ] Alé1n do directo r e do seu corpo, de agrícola. Ent retanto, alé•m d10 t rab·all1 0 de

I

especiali stas, ,o serviço die exte11são

com1-agrict1ltura ,o ooll egi,o prepara para um <11as- JJrehende t1•1n agen te agrí co la em cada 1n

u-to

nurm1er10 d1e p1·,ofiss,ões correlatas, taes / 11icipio. coill1IO a _man ufactu_ra ,dos product~s agr!c

o-1 Ini ciad,o o. a11110, esse agent~ reune

las, ensino ,d1e agr1 ct1ltura , extensao agr1co- , cs et1s faze.nde1ros ou ll1es e11via questi

o-la, etc. . 1 11arios i1Jdagando dos proble1n·as princiJ)aes

Durante os qtiatro a11nos de estag io, d,o a11n o. Fixa-se assim o program1na co,n1

o can,dlidato ao g rát1 de bacl1arel deve per- 'i ple11a e ,efficie11te c,ooperação dros faze11 de i-fa zer u·m: ce rto total ,dle h,oras de traball10 ros.

C01m1p•rel1en,didos ,os ct1rsos r,equericios ·

e os electiv,os; .e além· disto, cle.ve ter pelo, 1 Ei,tão ag<:_nte e co ll egio traba ll1a1n.

men,os ttm anno d'e pratica achia l de tra- iJàra a ex_ecuçao desse. progra1n11na .

To-balho ~grioola. do o serviço de exper1me11taçã,o, de de

-. , .. , mlonstração, d1e cserta1nes, de feiras, de ex

-. Essa

pTat

i

ca

e,_ ge ralmente, adqui ri- ! IJOsições é feito directan1e nte el

-d1a 11 as ferias de v,erao.

I

d t . . . . P 0: pro 0 , . . , d' t 1 1 1. Lt c ,ores co 1n a ass1 te.nc1a e d1recçao ,cios

. · curso e :organi za ·O com·.

ª

.e as 1- ' tecl1nicos dos serviços. ·

c1,dade, que a ~linl1a surpr,esa f,01 que !1ou-· , . . _

v:esse; ~diois ,estud antes q11e. tivessem· as ,n es- Al en1 do . serviço d~ . 1nformaçao- por mias materias. correspo.11d e11 c1a e por v1s 1tas pessoae.s, ,o

Os am,erican,os foram longe demais er,:1 iço de Ex~ensão mantem t11na . jJ

u~li-nessa fl exib,ilidlade de pr,ogra•mtmas, qtie caç~,o de bolet111s co111"[Jletos e mt1.1to 11 1-será util qua ndio o serviço de .ori e11tação telligei,te ·

e rdirecção do reshtdante for realmente ,cons- Ha t1m1a arte e ·pecia l d,e escrever

cienci,o,,o e ,d1etalhado. Mas isto nem, sem- esses boletins edt1cativos.

pre succedte. Dahi um1a certa tende11cia á. C, 11n10 me dizia o dr. Ladd , Ji ercto r

organiza•çãio l1de <<progrconzlmas c1.co1zsel lzctdos>> do serviço, o b letim1 te1n l1oje apenas 11n1

qt1-e enqua,d:r1em· n11mer,osos grttpos de es- objecti,1

0, dizer - co,110 se frtz tt lll(t cerfrt

tu,d1antes. roiisrt .

Os d'ifferentes cttrsos offerecidos nos E cama isso ten, obtido gran des re -qt1atr,o ann,os vão u1m1 po11co além de 400, st1ltad,os ! A p1·oct1 ra desses bo letins é cacla

inclt1idlos 10s de esp•ecialidade para e,stt1da n- ,,ez ·1n ais exte11sa .

tes gra,duad,os. Para se imag·ina r o que é l1oje a

Al ém• ,d'esses cursos r,egulares, o col- a1n1Jlitude de se serviç , basta tli zer-se qu e

legio offerece ttm ct1rso · de, 12 sema11as o serviço de •exte.11são em 1927 al ca 11 ço·u, para rapazes emipregad,os ·em acti vidades de diversos 1modos - ca rtas, visitas, ~te.,

agrícolas, ,d1e 1 ann,o para faze11dei1·0 , de a 442000 ·pessoas . (1 )

'2 seim1a11as para certos ,estt1 d1os es pe,ciaes e , Não deixa rcí de ser eltt cidativo di zer

varios otttros cursos mais breves. , e 1no se ma11tem esse serviço 1nt111i cipal ide

• SE RVI ÇO DE EX'l'ENSÃO

1 extens~o agrícola. ·

I

O serviço de extensão agrí cola é

ma11-I

tido pelo Estado e pelo g.over11 0 federal , mas as apr,op ri ações não são basta11tes para O serviço .de extens~o ag rí co la oc- todo O ser,,iço, s,obretudo na stia :0

rganiza-,cupa n,o_s ,co.ll eg1,os de agr1ct1ltt1ra 11m lo- cão loca l e da l, i a necessidade de outro,s ,'gar eqt11 yal e~te a.o dle nossa cl1 am:ada lns- ~Ltxil ios. '

pectoria Agr1cola.

O serviço de exte,1 ão é, eJ1treta11to,

t1m1 serviço de caract,er emi ne.nteme11te edu -catiVJO. e se rdjestina a tJr,estar ao adulto t1•ma/ assistencia qt1 e lhe falte, porq11e elle não

fr equentou o aolliegio, ,01.1 d!e qtte, elle pre

Pa r,1 set1 ctisto, poré1n , o orç,tm ent.o de Llm Ag,e11te Agrí co la Muni cipal é o se

-g1-1i11te. em· 111edi a :

-cise para se podler 1ma11ter ei;n dia co1n· os (1) ~Juitas deltas 1·epetida.s. O lJ&nie~·o !lad () ~e!n111

'pr1ogressos da agricultura. vi~a 1uais ti>;ar o trabalhe feito,

• ' '

A ESCOLA

PRI1v1ARIA

5

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·t~.'

-1

RECEITA

Estado

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1

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l. . .

~1unicipi®.

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ll/Iensa

lidad

es

de socios do

Btl·

' blicados e prestam auxilio ao obj·ectivo

ge-. $600. 00 1·al do col legio, - adianta1n1e11to. ,e

aperfei-$600 . 00 çoa·mento dos metl1o•dos agrícolas do Es~

$,3. 500. 00 tado.

*

reau Agr

í

co

l

a

~1t1nicipal.

$ 1. 500 . 00 * *

Antes d,e deixar o coll e,gio, percorri

~6 . ~00.00

"' de aut.amlov·e], ,em companl1ia do 01·. Hart,

- -

-tres ,oti qttatro fa2e.11das, dista11tes 1 O a

15 mill1as de Tthaca.

Salari o

do

age1J

t

e . .

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Sa

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o

do

este

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apl10 .

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Renda do predio.

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l.

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.

.

$2 . 91)0. 00 Alé·111 da impressão geral que deixam·

$ 1. 000 . 00 as fazendas de 11m Estado como Nev.r

-$ 1. 000.00 1 Yorl{, coll1i nessas visitas algum·as

informa-$ 1. 000. 00 (ÇÕes que dou lig,eira1m,e.nte em resttmo.

$1. 060. 00 O proble111a agricola nos Estados U

ni-- ni-- ni-- ni--- dos é 11m· problema ca.ttsado pela st

tper-6. 200. 00 prodttcção. Essa super-prodt1cção pr,ov1en1

Estive e1n· u1n desse Bt1reat1x Munici-tJaes Agri oolas ·en1 Co rtland· 20 mill1as

distante ,de I tl1aca, e ad111irei' a o rganiza-çã,o e a i11stallação 1noderna, o cinen1a to

' '

m1111eograp•l10, en1fin1 todos ,os 1neios ine-cl1anioos de efficie11cia bttrocratica e de se

r-•

\l'JÇO.

SERVIÇO DE PESQUlZAS

d,o esforço, feito durante a gt1e,rra, pela Aimerica, parà pro,1er de alimento a Eur,

o-pa inteira. A apparell1age111· agrícola ga-nl10Lt tal effici·encia, que nã é possível

di-hii11uir-ll1e a p r,odttcção. .

Mas não é só isto. O progress,o, d,o em·prego da .machi11a é co11tinuo. As seguin-tes cifras dão disto 11111a idéa bem clara.

E,m· 1917, ,c,om os 175.000 faze11deiros

do Estado de Ne\v-Y,ork, traball1avam ...

, 77.000 emp r1egados; l1oje, ne,ssas mesmas

~.'o lado •dor collegio, diversas estações fazendas, para ,o 1mes1no resulta·do traba

-cxper1mle.11tae.s constitt1em o laboratorio ll1am ape.nas 25.000. E além dessa~ mãos

para um• traball10 de pesqt1izas qt1e se não ' não l1a nessas faz·e.ndas otttras sinão a~

t

'

I >

exgo a. 1 dos setts donos servidas peJ.o.po,de.r 1

m'Ulti-Os rest1ltad,os desse serviço são ptt-

i

plicador da Jm'acl1ina ...

---'----

-l • • • f • ' '

ara 11ma c1v1 1sa ão

em mu

an a

(·P 1·efacio· ·ao livro ''Education for a

chan-ging· civilisation ', a ser ptlblicado con10

volume XVIII da ''Biblioteca de

Edu-cação''· Cia. Melhoramentos,

S.

Pa11Io).

.Até 11 a t11u sec11 lo, o I101nem ,1inl1a

1·e-peti11clo, co111 · va1·ia11tes a1)e11as sensive1s,

L11u;:i g·e1·ação após ot1t1·a, o.e; mesmo~

i11st1·u-m e11tos e r·ec111·sos com q11e, mill1a1·es de

a11os antr::;, já lavrava a te1·1:a, eo11st1·t1ia as

l1,1l1itac,:ões e t1·Ansport;:i,,a AS colI1citas. .A

~1111taqão e1·11 tâ(> le11la (]l1e não cl1 eg,1,·a. a

111fll1i r· 110s J1a.'bito,c; cl,1 viela c1ia1·i~t . Quas1 torla s 11s coissA, <le r1r10 o acll1lro se p11rles,;e

OC'llpa r, já ll1e c1·111i1 ff1111i li a1·es de::;cle a i11-fa11cia, co11l 1r.cil.l11 s "te sei.is pfti.· e, crue~i

sem-pre, el e sei1s a.vós. E ss~t lentidão do

p1·0-g-1 esso 111n te1·ial 11e1·111ilia uma relativa est,t-l1ilicl,1cle cl,1s co11cep~ões acc1·ca da vit1a e

elo 1111i,·e1·, o e. pois. u1na co11tin11a e tran -(] 11ila 1111ic1arle cs11i1·itual .

Ei s r1L1e, ele s11bito, o 1·itn10 se quebra.

Si>b rc n i11,rc11~ã<1 ela bt1ssola, c.l,1 polvºra e

<la imp1·rn'>a - q11e já l1a,,iam concorriclo pa1·a acc<'lerH1· o n1ovimento, mas 11ão de

n1oclo a 1·e,·o lL1ci11 oa1·, no c1ec11rso de poucas

~r1·1-1 c:õse. As co11 clições cl e cxistencia

huma-11 ;:i - ar1111111la1n-sc agoi·a as aplicações do

,,a11or. <la elet1·icidade e d0 pet1·oleo, o

np1·0,·eita111e11to ele tocl~1 llma série de raios

r cl r ondas, e a 11tilisação c1·escente das

clrscol)rrtas da qt1in1ica e ela . biologia. O. é!omi11io elas fo1·ças natt11·ais, dantes

(4)

p1·eca-6

rio e escasso, t orna-se preocupação abs

or-vente, p ela investigação cleliberada d[L ci- [·

encia. Experimenta-se, por t 0dos os aspe -tos uma nova técn.ica de vi,,er·. J

De fato , nos l1ltimos cem anos, as con-

i

clições da existencia l1umana varia1·a:ri1 \

mais, que no dilatado pe1·iodo, ele 1nilhares 1

'

ele anos, do· egipcios até ao come~o do se- 1

culo passado. Criaram-se n°vos meio · d e .

transportes, tanto p ara as coisas como para 1 o pensamento ; a. técnica de produção trans-1

formo11-se, rapidamente, revoll1Cionando ;.i

indl1stria n1a1111fatl1reira, e al can çan.do

n1es-mo a de p1·odução agrícola e p ecuar·ia; n°-

l

vas condições economicas surgi1·aro~ to- : 1

mando possiveis e necessar·ias, formas tam- !

bem r enovadas da existencia. social ... En1

breve, o movimento empolga t<)das _as

n1a-nifestações ele vida, e reelobra ele

1nte11s1-dade. Já em nossos dias, a pr0p1·ia 01·g·ani- 1 sacão da familia, as iaéa.s mora.is, e as fu11- 1

QÕ~s do E stado são atingidas em cheio. 1

Nas va1·iações d e forma e de conteudo,

q11e ensaiam , v emos abalarem-se as

instí-t11ições, q_ue, ainda ha vin.te anos, tínhamos 1

J)Or indestrl1ctiveis ot1 deiinitivamente es-

l

• • • , ~ - i

tab elec1das, para serv11·em a harm1n1a ôos

I

povos e á p er·feição da natureza h1Jmana ... 1

.E

o movin1ento d e r efo1·ma não se contem

l

dentro deste ou daquele pais. G1·aças

n

;

facilielaele dos transportes. ctu e êle mesmo

comeÇOll por incentiva1·, as novas icléas, !

quaisq11er que seJam , e o produto das mais !

recentes invenções, por tocla a pa1·te, se l

.

-

.

disseminam. Todas a/-l raças sao assim,

con-taminadas cl o n.n seio d e t1n1 a v iel ~t em no

-vos mºldes e em p1·incipios, que ui11guen1 sab e ai11da a o -cer·to quais sejam . . .

D e nada valeria discutir si essa

t1·ans-formação, tão a1npla e tão pr·ofunda, vem J

pa1·a m elhor ou para peio1·. 'foda a mucla11

-ça ten1 os set1s panegir·istas e eletractor es

No momento ha quem v1·oteste co11tr·a as

'

.

invenções n1eca,u icas, d esej ando o 1·et0r110 a

un1a vidêt mais simples . '' Láo-Tsé, c1u e ,,i

-ve11 seis seculos a11tes el e C1·isto, j(1

111·otes-ta,·n. tambem co11tra os caminhos, as pon

-tes, as embarcações, f(llC ll1e pa1:eciam c

oi-sas anti-11atl11·ais; e êle el eblate1·ava contra

a 1n11sicf1, q t1asi nos n1esmos te1·m0s co1u

c111c muitos, l1oje, se insurgem cont1·a o

ci-nema

.

1

..

''

D e nada valer·ia disct1tir .

Aele-mais, o julgamento só set·ia possível si se

A

ESCOLA PRIMARIA

conse1·vasse1n intacoto cer t os conceitos da

valor, 011 si êles pud essem guardai·, eu, 11ossa i11ter1)retação de momento, aquela

pt11·eza. e ac1t1ela f o1·ça da f:>'l.1a concep ção

or·i-gina.l. A verdade é q11e, para 11osso bel!t

ot1 para nosso mal, var·ianélo as co11clições

ele cx istencia, va1·ia o ho111e1n tambe1n.

Po-clt>-se ve1·ifica r, con1 efeito, q1.1e a mt1dan<:;a

ati11g·i11 t11clo, avassalou a totalidade d os sêres, os externos como os elo pen same11tu, a t (,c11ica elo tr·aballt o ccmo a concepção d <t

materia e tlo espi1·ito, <• mo1·al e a j11stiç~1., a arte, e a f ilosofia, a, te1·ra e os céus . ..

E

t11clo ,,rio co111 ta.l 1·apidez que o h0m en1 se

abismo11 no cáos de 11111a anà1·qt1ia espi1·1

-t11a·l, seu1 pr·ececlente~ . N ão fal ta' q11em afi1·

-me q11e o ciclo de civiliza.ção, q11e era o

nos-so, esteja ence1·1·ado . Dizen1 011t1·os ql1e es -tamo/oi dea11te de 111n mundo novo em

reco11-strttção . Ai11da, 011tros, qt1e esta ê ã. J1or1J

pi·o J)ec1et1tica do j11izo :fi11al ...

Sej i1. como fô1·, d eante de t al cs,petit·

c11lo. o ed11cado1· está p e1·ple:xo. À vell1a

eclttc: ação na cla mais significa . ]!:la não

po-de contin11a1· a ser· 11 per·tu1:badora de 1n-·

stitt1iões, como pretendia •· a defesa

orga-11 i:-;n <la doq Rcl11ltos, cont1·a as c1·ianç:a.s'' 11a

f1·Rse n1aliciosn el e B err1n1·cl Sha.,v, po1·c111e ftS i11stit1tições c1e hoj e estão e1n mutação

c<111sta11tr . Eln 11ão poele co11tin11a1· a se1·

n ·i 11 r·11l ct1 cl 01·a elo.· 1n es111os moclos ele

pe11-sa 1· e clC' c:;c11tir dos pais e <los m estr es,

p01·-CJllP 11 ovas co11cliçiíe: de ,,icl a e.·tão s111·giuelo.

e, c1n sfi. conscie11cia, não sal)cmos se se1·á

convrr1i e11tc c111e os nossos fill1os v enha.n1 í-1,

u sii r él.as mesmas soluçõe8, q11e tivemos d e

lR.11 0a1· n1ão pa1·a r·eso1ver os nosso' proble

-n1 ns .

N r111 11ocl er emos, ru1 boa m ente cl izer si e»

-ses 111 esmos pr·oblemas a êles se apresent::i.

-r~.o, romo u1n elia , R 11ós se 110s ap1·esen.t a

-1· n 111 . . .

E no e11ta11to 11esta epoca en1 qtie os

' . '

,q11acl1·os sociai s rstal}1111, e a 01·ganisa('.~.o de

fan1ilia passa po1· 11111a c1·isc sem igL1al, de

nacla n1a.is ctt1·cce o m11rielo q11c de ecluca(,)ão .

Tfmfl rd11cação Pln 11ovos fundame11t,c,l-l. ,1n1a

ecl11c11ri'.ío , q11e r11 ca 1·e, f1 .. e11te · á frr11te. l\

m11<la11ca. 1\lfas , eclu. caGão, ai11el a .

O c111e o.· fatos, j[1 l10.ic, pa1·eceJn

de-1n o11Rt1·a1· é C[t1 e o 11er·i odo ele a11a1·c1l1ia mer,-ta l r 11101·[1 l, c1tJe inegavelme11te vivemos,

se1·n t a11to n1Ri · p1·olongaélo e cl1eio de

af1i-• ., • • •

A ESCOL,<\ PRIMARIA

7

-

---

- - - - -

- - - -

-

--

---~---

'

.

-

-l

·ões, em cael;:i, po,ro, c1t1anto me110,,;

prepa-çiio inte11cional, pa1·a afrontai· a m11elan ça. 1

Um mundo novo está a exigir novos deve. /

r13s aos que pretendem educar.

Estas 11ltin1a, · palavras pocle1·ia1n se1·vi1·

ele epigr·afe a o gr·a.nde pec1uenino livro, cor11 q11e se e111·ir111ece a Biblioteca el e E cl11caçã0, e rro cr1.1al ""\\Tilli an1 I-I ea1·cl I(ilpatr·i ck ofere- 1

ce a s11a vflliosa cont1·ibt1icào au , estt1d o cto

cn1polgante pr·oblema.

D o11d e vê111 , e111 cssf11cia, a

t1·a11sf<)1·ma-çâo das co11dições ge1·ais <la viela hu1nané1,

tc111to n1ater·ial como social.

t'

---s11a p e1·so11 ali clacle 110 t1·aball10, mais que

111111ca e.·1)ecialisaclo, o q1.1e ll1e ti1·a a 01

)01·-tL111icl<1cl e <le com1)1·ee11dc1· o po1·quê das ·coi

-sas . S111·ge facilmente 11111 i11divicl11alisii{o

est1·cit o e egoísta, e a 11oção de r esponsàbi

-li cl acl c t en.cl e a elesa1)a1·ece1·, pa1·a os qUfJ "'.i-,·errt 11 essas co11clicões . · · · '·'

-•

Ü fr11omeno se agr a,,a l)ela expans·ão

'

da tc11d.e11 ci" d r moc1·a.t icn . Essa tende11c'ià,

tRl co1r10 o a11to1· a e11tencle, não ·é apenâs

a ele 1·ep1·esentação política . E' mais là1:ga

e eJ1cer1·a tocl a 11111a f ilosofia sociti.1, porq:ge

baseRela 11estes, t1·es pl'Í11cipÍOS: 1( cada·

in-••

cli,•icltlO teJrt direito a fig11ra1· C01Il0 umà ·p gS

-80a, e a a,·si111 sr1· ti-atado 110 meio sôc'iàT;

2) o n11111elo r s11as instit11ições estão feitos para se1·vir ao l1omem; 3) co mo a p er s

or1à-lieléte l111111ana sõ se l'(~'irela, cm socieda.cl e,

R cn ele, :i11clivi110 s cl eve111 ofer cee1· as cori'

di-çõe 11eeess1-1.1·ias IJar· a se11 élesenvolvimento e

' rx1)1·rssão. l\'r11lt11m. hon1 em cl e,,e ficar · 'á

111a1·ge111 ... A ssi111 e11tendida, a deiuocraéia

e~

1uais el o q11e 11ma teo1·ia ele r ep1·ese

11'tã-ção política, ~ deve oferecei· ''igualdade d e

01101·t1111ielael r pa.r atodos'' , sinão 11a pa1·ti-ll1a elos lJer1s cl éL vida, ao m e11os 11 as conc:lições

el e conq1rista d esses b en.s . E, cori10 tal, ·

to1·-• •

11 a-se 11ma ·,e1·dadeira t eo1·ia mo1·al. · ' ·•;

01·a , essas tenel en cias c1;iam. pó~· ··

SI!~

,-rz, clois 1:es11ltados impo1·t.a11tissimos, e c11ie

8 ecl11cR ção 11ova t er á c111e considerar : o de-c li11i o

ao

a11to1·ita1·ismo , e o sentimento, càd.a

, ,r;,, 111nis Q"en e1·alisado. d e qt1e as coisas · mu-111r r n1e11os, e a t e111e1· de moclo clife1·ente . / da 111 i11eluta,,elme11te . · '

Pod e l~abit11a1·se, er11 :~1Jseql1encia, ao p~sc, J ICilpat1·i clc escla1·ece q11e o autotita'ris

-cl e ma 1 ci res 1·espo11sab1 l1 d ades . .As propr1as 1110 11ã o cl e,'e se1· conf11dido co1n a a11torí

-i 11st.it 11i·c:ões sociais, R 1·eli g-ião e os, costu -

!

dade. E sta . assevera êle, '' é a r egra que a m es, êle OS d ecla1·a )1o_jc '' r)rodutos da sua irtt eli•>'ei tCia aceita C[uando considera· a · SÍ

-I{il1Jat1·iclt vai 1:a clica-las ás p1·j1nei1·as

cl escob e1·ta.s ela cienci.a ex.p e1·.imental. Pa1·a

êle, o que car·acterisa o 111l111clo mocl e1·no f.>

e> p e11.sa1nento ·1Jaseaclo n a exper1n1entaçhu. o c1·ite1·io d e ce1·tcza 011 el e ,ralo1:· el o pe11s

a-n1e11to, só 1·econ 11 e ciclo p elos ef eitos de s1.1::i.

aplicR0ão . Foi a cien cia , 011 1nell101·, a té

-cnica cie11tif'ica , C[lle co11st1·11iu o 1111111clo d e

11 oje, rni n111clança serr1p1·e c1·escente. Com R. ciencia, alca n ço11 o l1on1en1 un1 in

espe1·a-clo elómi1110 sôbre as fôrças, r11;ltLtra.is, o. lo -g1·01t t11)1a 11ova atit11cle 1nent}tl, el ea11te dos fe11on1e11os : 1naio1· co11íiança en1 si, maior

es1)irit.o critico, ·mais ,,íva audacia . (J

mun-cl(l dr fo1· ças i11visi,reis, q11e o 1·odeava, 1·e-d.uzi11-se ele mlÚto. O. J1on1em l)assou a t e- 1

º f 1 ,.., ) (

111·opr 1a : abrica ção e, pois, s11jeit o,: á.;:; rc~- : t.11ação co1no é, sem precon.ceitós'' . · I11he

-gra~ :l e ,;·evi.

ã

.

o

e d e a~erfe~çoa.111ento cJ e se11 '. 1·e11 tc' ao -proprio fu11cionamento ela

condu-esp1r1to . Nacla 1110 e '.na1s elefeso 011 sa - tR , é aceita pelo individuo, con10 concliisã.o

~1·a elo . El e pode ex1)er1n1e11tar todo, para.\ s11a . l)ifer e elo a11torit.arismo q'11e é

â

í1tipô-Jt1lga1· _pelas cons~q1.1ettcl1;1s. si çã t) e• 11m.a ,,011tade extranha, alheia ao

Tnt,111an1e11 t e l1g8clof-'. a es. a no,ra at1- i11clivi cl110 . O p1·oblen1a a 1·es0lve1· é a. p'

as-t.udr 1n e11t.;_l. ou ,_ ao 111e11os, 1n_oclificados s11 g·e111 ele.'Scl ;111to1·id t1ele exter11a, eru · q1.1e

11or, ela,_ I:--1lpatr1 clc e11 eont1·a dois outros air1tlé1 J1oje basea1nos a educação, para •a

c_aracte1·1st1cos el e 11ossa e11ocR : o industria- auto1·idade i11terna que só encontr·a limites

lismo e a te11dencia cl e111 ocr atica. 11a ca1)acidade m en tal e na intima sinceri -. Os ef.ei

to:

·

ela priu1eir·a são b em con11e- da.el e cl o ed11 cando. I{il pat1·ick :rião esconde

ciclos : r11a1~1· 111teg1·ação social, ou seja, mais q11e li a 11m grand e pe1·igo nesta fase d e

11rem ente J.11terrleJ)ende11ci1:t dos l1om ens e n111danqa : o aba11dor10 ela at1to1·idac1e· exte

1·-clos po,·os, o q11e é u111 bem . i\ifas, po1· 011tro 11a sen1 a acq11isição i11te1·11a, aca1·1·etaRd'c,

lnçl o. a pe1·cla, po1· parte elo individt10, de 11111 p el'ioào ele verdadeiro c~os moral. '.'.

, ... _,

·

-. .

(5)

8

A

ESCOLA

P

R

I

MARIA

- - -

- -

-

-

---

-

----

-

-

-

-O sentime11to cada vez mais

gene1·alí-sado da 1nudança deco1·1·e, e1n especial, do

numero semp1·e cresce11te de invenções . As

invenções modificam as condições d.a vida,

c a.cabe1n por crea1·, desse modo, 11ma

ati-tu de n1e11tal generalisa.da, pa1·a a facil

acei-tação de novas modificações. As in·ve11ções,

como é obvio, nascem da aplicação do

pen-san1ento baseado na exr1erimentação, da

cien cia, en1fim. A. mu(lança tende1·á, pois,

a c1·esce1· sempre, com o prog1·esso

ci\lnti-fico, e êste não apresenta, por 01:a, ql1alquer

sir1ton1a de estagnação. Ed11ca.r para a

mu-dança talvez seja, assiin, uma 11ecessidade

pe1·man_'e11te na vida futu1·a da humanida

-de.

Pode-se lembrar aqui, como faz Bcr

-t:l"a11 cl Russell, n11m recente estudo, sobre

iden tico assu11to, que a humanidade pod~

vir a. não s11porta1· o peso da compJicada

so-ciedade cientifica, e que a per·sistcncia ela

viel a h11mana depende1·á c1o retorno á

bar-ba1·ia . . . J\'.Ias IGlpat1·iclc não admite a

h1-potese . Passa, por isso, a verificar: no

~a-pit11J o segui11t0, q11ais as n.ova:::: ex1geuc1as

e111e a muda11ça vem impôr· ao t1·abftlho do

ed11cador. 1

E ssas exigencias são muitas e de

va-riada in1JJortancia. A primeria se1·ia a. de

q11e a escola 1·econl1ecesse a pi·op1·io mudar~-

I

ça, JJe1·mane11te, 1·apida e c1·escente .. O

di-1

1·eito que nos a1·1·oga1nos, de cleterm111ar <>

c111e as cT·ia11ças elevem pensar, 11ecess1ta

so-:f1·ei· 11n1a se11sivel modificação. ''Nosso

dc

-ver será o (le pi·epara1: a nova geraçao fl.

cr êr c1ue ela pode ·e deve pensar J)or si 1ne_s-·

1na, ai11cla q11e, sôb1·e ce1·tos po11tos, scJa

par cor1'igir e regeitar os 11ossos

pcnsa1neu-tof.l . Nossas 1nais caras convicções,

::i.c1·e-1;centa K ilpa.t1·icl~, te1·ão q11e s11bmeter-se a

essa p1·ova. Se foi·em dignas de sobreviver,

ter·ã.o p1·0 babilidades tle perpetua1·-se. Se

11ão o conseg11i1•em, então é que devem

desa-par ecer ''. Pa1·a isso, é bem c1e vêr, a

_ese.o-la cle,·e1·á p ercler o caracter de a1nb1ente

seg1·egaclo ela viela, que ainda l1oje 1na11tem.

D'eve t1:ansforma,1·-sc n11ma parcela de vi,,e1·

real , i:ia ra ensinar avida do momento, e tt

vid a do n1eio a CJtle deve servir . O ensi110

forn1al, rle outo1·s tempos, se1·ia

verdaeira-1ue11te ridic11lo pa1·a o momento que

atrave~-sa.-nos . Só der1tro da vida, e pelas

i·ealid~t-•

des da viela, se poderá api·endcr a v;ve1·

melho1· .

Reco11l1ecida essa exigencia, sei·á pre-<iiso (Jt1c1 a escola aclextre as c1:ianças no

ex01·cicio da 11111 vei·claéleii·o e11sino cienti-fico. Não 111.es cla1·emos mais form11las fei -tas, 111as l1avemos de fo1·necer-lhes os

ins-t , 11111entos pa1·a qi1e as fó1·mulas conv'eni-c11tcs sejan1 011conti·adas, c111ando necessa

-l"iaR. Se1:á preciso ei1sina1· a pensai·, mas

~ si11a1· ri pensai· justo e exato . E isso exi

-~e t11mbe111 u111a boa dos·e de senso ci·itico. Dadas a8 fo11tes de s11gestões lançadas ao

p;ra11de publico, com a i1nprnesa, o radio e o cinema, será preciso criai· espir·itos fortes, c111e a elas l'('Sistam. q11anrlo necessario. ''E' pi·eciso <1ue a socieclacle aprenda a resistir

ás tentacões , modernas''.

J\'Ias não é só. .A esses objetivos, da

no,,a ecl11cação escolai·, que poderiamos ain-da classificai· de formais, acrescem as exi-ge11cias <lecoi·rentes ela ind11Strialização. O

a11to1· aí consider·a, especialmente, tres

as-petos : a cBp0cialização de funções, no in.

-elivicl110; a tendencia á agregação, em g·1·11-pos cada vez mais nume1·osos; e a

integ1·a-ção elos g1·u1Jos, pelo t1·abalho em com11ni -clacle, 1111 resolução de problema<.; de m11t110

i11te1·esse . Toda esta parte é 111n solido

pro-g·1·a n1a él e ecl11cação n1oi·al, e111 novas bases.

~Ói.. CSJ)ecializar,ão no traball10 deforma a

n1011talidade elo traba111aelor, limita a sua ,,icla. e c1·ia O'l sentin11

ento,;' de revolta e ele onosição. Os g·1·11pos el e 11ma

especializa-Gão opõ01n-se, assi1n, facilmente, aos gi·11-J)Os

a

e out1·a especialização, J)o1·quanto

,,e111 a faltai·-ll1es a visão integral ele seu

t1·11 ball1 o e da l1a1;moi1ia social em q11e êle

cle,re

1·e

[)011sar. I{ilpat1·icl;: n iio escoilclc que

o problema é ele sol11ção elificil. Mas acre-elita c111e a escolha possa colaborar nela. A

tr11rlencia á agi·egação, 01·iginada pela. es-1:iecializaGão, elo traball10, tem que ser

en-r~rac1a ta1nbem })ela ed11ca<;ão, para que

alcancemos 11m melhor ec1uilibrio social.

Os se11s pi·oblemas estão ligados ao sentí

-me11to que a escola, poc1e e eleve dai·, de

mnis solielo esoii·ito ele cooperação e de

so-liclarieda c1e. Esse espírito deve ir, para

111 (>n1 elas f1·011teiras, e concorrer para a

for111acão elo fut11ro cidaclão d o 11niverso. '

'' A ,·ell1a 0scola, cliz Kilpat1:iclc, dividia 'l.

l111manidade. e o seu J)ftpcl estava

destina-elo a sei· esse. Alimenta,'a os odios e a

di-visão elos povos, e tal de,ria ser o seu

obje-ti,,o. J\fas essa atit11dc não convii·á mais

aos nossos filhos, 11a solução d os problemas

A

ESCOLA

PRIMARIA

c111e te1·üo ele enf1·entar. .A ge1·ação que 11asce ir[i enco11tra1· 111n inundo diferente,

j

11111 m11nelo i11te0'1·aliza(lo'', Se1·á a

democ1·a-ci,t c11t1·c o:; llO\' OS, cL ,le•sejaelc1, igual

opo1·-t1111 i(laelc pa1·ct to(los . . . J\fas, para que ela se tor11e I)Ossivel, ser·á necessai·io atendei· fts exigencias ela democ1·ac.ia

nu

organiza,

<;~to (lo p1·oprio país. .Ai:;:,im, a escola deve

1

e11sina1· a clemocr ,tcia, e ensina-la., fazendo- 1

~t })i·atica1· . .1\té ha pouco, a escola era au- ;

toc1·11tica,, já 110 se11 1·egimen, já 110s pro- : ePssoi:; c.le e11sino, baseados na i·epetição pas-siva da palav1·a do mest1·e. Todavia, não

}J,:1stará }l elemoc1·acia (los alui1os; será

ne-- cessa1·ia a elos mest1·es, 1Jo1· sucess·ivas

mo-elificações e.la a(lm1111st1·açâo escola1·. As

coi1sic.lera \)Ões expendid llh ace1:ca dês te as-

!

Sl111to, e

,i

conclt1são a lJl1e ci1ega em favor

ela a11tonomia didatica, co111 maioi·

respon-sa lJilidac.le c.la 1Jarte dos n1est1·es, sfto elas

111ais b1·il l1a11tes })ag·inas do liv1·0.

'l'L1cl o isso, co1no é bem de vêr, signit·

1-ca con1pl.eta 01·g·a111zação dos ob,1etivos e

elo 1·cgimc11 escola1· . Se1·{1 isso possível 1

Kil-1).-t t1·i ck 1)1·ocu1·a d.B1no11st1·a1· que sim. .

De-}l<Jis el;:1 etiologia e elo cl iag11ostico, êle nos

i 11(lica a tC'1·apci1tica . J\. 01·ierttação a segL1i1:

é 11qt1elrt elo 1novi111ento da cl1amadft

''esco-l~t 110,,,1'', 110s pai.ses latinos, e '' eclucação

1)1·og·1:cssiva '', 11,t A1n01·ica, e que se vem

i1111J o11elo, j[t, ha algt.1ns l11st1·os, aos ecluca-cl(J1·cs me11os afer1·ac1os ao comodismo da

1·otina e ás fó1·m11las ,,asias . .A educação

110,·,t tleve ,,isa1· a n101·alisação inteligentci;

cn1 c1t1e o pensame11to esteja vigilante, par·a

C'.'<!)l ica1· a co11c111t,i, poi· s11as

consequen-c•ia.s, 11ão })ela i1n11osição de uma

auto1·ida-cle exte1·11a; deve visai· 11ão a ti·ans1nissão d~

co11!1eci111ento1:;1 111as o s111)1·imento e o

exe1·-eicio e.lo l1abitos el e 1Jensai·, com espírito

c1·itico; deve visai·, emfi1n, a fo1·mação de

ca1·acte1·es mo1·ais mt1ito foi·tes, pai·a q11e

o i11dividuo 11ossa opô1·, po1· si mesmo,

rP.-sistc11cia á 111a gnit11cle social, e ás tentaçõe~

!

da ,1ida moclei·11a. Tl1do isso, fii·mado sô- i

b1·e ci·itei·ios e atitt1des sociais de ext1·e1no '

lil)eralismo.

Tai icleal in11.+lic,t, por foi·ça de seu

p1·u-prio e1111nciaclo, n11111a co1npleta renovação

elo J)1·e11a1·0 elo p1·ofesso1·11rlo, ela

admi11ist1·a-•

9

t'

çào escolar, do sprogramas, dos ho1·a1·ios, e

cias técnicas didaticas tradicionais.

Kilpa-t1·iclr não esconde as dificuldades da ta1·e

-fa. Ele reclama valoi·es reais })ai·a as file

i-1·as elos eclucadores . E aci·edita t ambe1u

qi1e o i:;i1nples fato da pi·opagação ele uma

11ova filosofia educacional bast ai·á para

at1·ai1· a essas fileiras, um pouco fatigad as,

o sa11gue estua11te de novos pala dinos ...

'· :\!ais q11e pr·oventos rr1ateriais, - diz êle,

êlO fecl1ar o livr·o - uma m elh o1· filosofia

atraii·á l1omei1s e mulheres, ele ene1·gia e de

ca1·actei·, afin1 ele libertarem a edu cação do

Cêttiveiro intei·no, e afim de p e1·miti1· qu e a

ecl11cacão clespeada de p1·econceitos, i·e ali-,

'

:,;e a Sllêt ta1·eia ingente. Po1·(1ue só as:1m

Jibe1·ta(l11, e assim apoi-acla. a educação se

111ost1·ai·[L em toda a sua p11jança : uma e

s-•

t1 a teg·ict e 11m pocle1· c1·eaclo1· de eivilizac::ões

111ais elevaclas ''.

'l1

al é o li,,1·0 do grande mesti·e da

Ui1.i-vei·siade de Oolumbia, das mais autorida

-(las ile todo o ~11un(lo, em filosofia da edu

-caeão, . Clêtl'O está c1ue, ,risa11clo de modo

[)ai·tic11la1· os 111c1is ag11dos p1·oblemas da vi

-dei 1101·te-,1n1eric~tna de l1o~e, êste e~tudo

ca-1·ece ele sei· c1tidaclosamente medit ado, e

an11)la111e11tc c.liscutido, antes q ue nos

aba-lancemos 110 B1·asil, a copiar -]he t bdas as

. '

solt1~oe.- l)l'opostas . Sua leitui·a pa1·ece,

po-rem de 11m g1·ancle alcance e oport11r1idade

1Ja1·a os cducac.loi·es bi·asileJ ros, por

mos-t1·a1·-11os, ein oscala aument ada, males de

q11e já co1nec::an1os a sofrei·, e p er spectivas

ele 011t1·os, que talvez tenharrios tle

supor-tai', cm f11tu1·0 pi·oximo .

Be1n s1:1ben1os q11e m1útas das

afiJ:ma-~ões e po11tos ele vista elo autor· pode1·ão

cl1oci11· pl'flft111elame11te. Ac1·editamos

tam-]Jem <1t1c 111t.1itas objeções se p oderão

levan-• •

t,1i· cont1·a as p1·opi·1as premissas em que o

liv1·0 asse11ta .

.1\ pri111eii·ct ser·{t a de q11e o estt1do não

é co1n1>leto, 11ão enca1·a a mudança, em sua

gc11ese e c•in suas consee111encias, poi· ~odos

os ai,;petos. Kilpat1·iclc mesmo o confessa,

e 1·e1)etid11111e11te . Não p1·eten deu escrever·

11111 t.i·ataelc), nem cla1· a 11ltima p alavra

so-b1·e o ass11uto. Assim, passa cm silencio

sôlJ1·e a tese dos sociologos-antropologistas,

- A

(6)

' •

10

,

A

ESCOLA PRIMARÍÁ

....

____

_

--

-

-

- - ~-"-''--'-~ - - ~·'-'-·

- · ~ - - -

- - - -

- - · - - -

- -

-~--

-

-, ,.

1nome11to a.t11al tão so1ne11te u1n pe1·ioclo

. ele 1i1t1da11ça de civiljzação, ocasion ada 1Jela técníca, cientifica, 111as verdacl eira c1·ise, procluzid a l)Or 11111a te11der1cia ele r·eg·1·essão 1J.10logica . Citemos u111 só, d e11ti:·e êles, o

,._1--~- .

p'eofes. ·01· Lotl11·op Stocl cla1:cl e111 sua ob1·a

·,,A' 1·ebelclia co11tr a a civilização ''. Pa1·a

' >

cftt·e 'esse socio.logo, 11ossa civilização se coJn

-_plicou de tal forma, qt1e veio a torna1·-se 1 car ga clemasiaa pa1·a a maio1·ia dos ~om.ens , 1

;E

.

ab n1 esmo tempo, que se compl1co11,

fa-v,'91·e'ce1~, por· seleção n egativa, os debeis do .

f ísico_ e ela intelig·encia. Nossa civilização

i

"

.

'

.

,

ve ass1m o seu propr10 ocaso sang1·ento, a ·

fal.ta ae 11_m.a base euge11ica em que se s11s- 1

t e1:i.t e.

'

, ·, El ,:t s11btnergi1·á, como 011t1·a.s t êm s1,1lJ- :

l'l)fl!'giclo, JlO longo cami11l10 que, atravez li

ela.· iclacler, o l10111en1 vem p erco1·1·endo. . .

l

, E111 a.poio ainda a esta tese, ot1 m esmo, ,

sen1 que a aceitemos, pa1·a contrariai· ape- ,

na

sas gene1·alisaçõcs do a11to1·, pocl e1·ia1nos

l.e.mbra1~, con1 B e1·t1·a11cl Russell, e 011t1·os, ·

.qi1e o p e11sa111e11to cie11tifico, ou seja o p e11- '

s?111(l_nto basea do na e:s:1Je1•imentação, ''não · '

6 uma fo1·ma 11at1,11·al elo p en sa1nento .h1:i1n

a-110 '.'.. O 11om cn1 só é 1·acio11al, po1· exceção, 1

--0u, p elo .1uenos, p1·atica mais facilmente a

.log ica do sentinie11to c1t1e a logica inclu.ti- ·

,,a. .. . Não se1·á,, assim, o pe11sam enot basea- ·

elo 11a. e:x:1Je1·imentação 11n1a est1·11tu1·a só

possível ele sei· adq11i1·ida 1Jelos bem -dota

-d0.s,, 011 s_ej a p elos l10111ens e11ge11icamente

f:i 1:pe, riq1·es ~

:ICilpi;i, t1·iclc 11ão n ega c1t1c o pensan1ento

. . . -

.

.

.

sent1meJ1tal co11t1nt1e a cx1st11·, e t1ue

exis-tam, ai11da l1oj e, inu111e, as st1pe1·stiçõ es.

·P ec1c mcsn10 a atenção do edttcac1or para

esses casos, e cuidado especial 110 elesc11vol

-vimento elo espirito critico, unico escudo

com q1,1e o l10111em mocle1·no l)oderá resistir

as multiplas s11gestões c1a propaganda co

-,me1·cial, ou as d e qualqu.er out1·a ,~specie.

.'.Co11t11do, con tinua a acreelita1·, corr10 já o 1

,__ac1·edita,ra R enan, que '' os males da

cien-·Cia eve1u se1· c111·ados co1u 1nais e melhor

.. , , '

.. • , _. ' ' r

· -c1en,c1a . . .

I

,,· Obj eção 1nais p1·of u11da pode1:-se-á pre- i

'::t 11d.e1· cont1·a a base 1uesma el o l)ensamen- 1

i

-

to do ·auto~·, p1·ocuran.d9-se

i

d emonst1·ar

:,que as ver ela des ela ciencia são sim_ples ins

-.:-t.ru.m e11tos, des1Jrovidos do cal o1· da

inspi-, ,j:ação h11mana, 0u c1c q11alqt1e1· sentielo filo

-so.fico. Eles pe1·mite1n agi1·, 111as 11unca

es-coll1e1· 011 01·ienta1· a ação. E' tese especial

-1r1er1 te cara á filosofia alem.ã, e, nela,

ul-ti1ua 1ner1te 1·0110,,acla 1)01· vVindelba11d e

R-iclce1·t . E ' a t.ese de Be1·gson, em seu

ul-tin10 livr·o '' I..JeS el eux sot11·ces el e la mo1·ale

et ele l a 1·eligio11'', en1 que acentua que a

obrigação mo1·al nt1nca 110s se1·á f o1·necicla

pela ciencia. '' J amais, nos momentos d e

tentação, diz B e1·gso11, sac1·ifica1·emos ás

n ecessielael es d e coe1·e11cia logica, o 11ossô . ·

i11teresse, a 11ossa paixão ou :-1 n.ossa

vaida-•lf1cl e . Po1· isso c111e a razão pode interv11 , eomo 1·eg11laclo1·a, ni11u sê1·, 1·acional, para a.ssegt11·a1· ess,a coe1·encia e11t1·e r·eg1·as 011

m aximas ob1·i g·ato1·ias, a, filosofia q1,1iz v êr

nela 11 n1pr·i11cipio da obrigação . Se1·ia o

n1es1TI0 q11e ac1·edita1· q11e é o volante q11 e

f . . ''

• az g11·a r·a 1naqu1na ...

l\'Ias a objeção seria inepta. ICilpat1·ick

11.ão n eg r. o valo1· da filosofia, e se comp1·az 111esmo em sei· u111 alto filosofo . . .

Den1ons-J-1·ando cr11e o p e11s~1111e11to baseado na ex

-pe1·i1uentação é o CJt1e ca1·acte1·isa o munclo

11locle1·no, e salicrí:ta11do o valor· ela ciencia

ria educação 1·e11ovada, de mod o algum êle

1)1·esci11tle el e 11n1a filosofia ge1·al e ele uma

fi losofia ela ed11cação . L eiam-se as ultimas

pa l'):i11.as elo ,,0It1n1e . Ele aí i11siste na

neces-siclade ele 11n1a filosofia ed11caional, e, l)Or

toclo o l.i,,1·0, emite os se1,1s conceitos de boa

e sã fil o:ofia . O que cleseja é q11e e,:se

es-t.l1(1o p e1·c11. o se11 car ater aprio1·istico, l)a.1:a

c1tte ,,c11l1.a a acla1)ta1·-se ta1nbem ás

neces-...

-

. .

sielacles ela m11dança. E' questao

1nte11·a-u1e11te cli,,e1·s,1, con10 se vê

E' pc11a c1t1e o auto1· não tenha

rlesen-,,olvido n1ais os .to1)i<:os em que, i11cident

e-111e11tc, se 1·e•f cre ao pa1)el ela 1·eligião 11a

co11clutêt l111111ana .. E' fo1·çoso conf:essa1· q11e

se11 p e11sa111.e11to não fico11 ele torlo cla1·0,

11.essas pa.ssagens.

E

ser·ia opo1·tuno deba ..

te-lo, por·que, a aceita1·-se a r eligião, ao

n1e-110R, '' co1no 11mê1. 1·eação clefe11siva ela

natu-1·eza co11t1·a tuclo qt1anto possa l1a'i1

er de

de-p1·i1ne11te p a1·a o i11dividuo, e de dissol

ven-te Jlêtr·a. a sociedacl e, 110 e:x:er·cicio ela

inteli-ge11cia'1, como q1,1er· B e1·gso11, êL filosofia, éla

111.11cl a 11 Çêl 11ão pode deixar ele e11cara-la.

Q11aisc1ue1· q11e seja111, porém, os pontos

ele ,riRt a, 011 as con,rições con1 q11e leiamos

est e Jiv1·0, êl e 110s será sempre 11til . E' um Ji,11·0 q11e faz pensai·, é 11m liv1·0 q11e nos

,

'

A ESCOLA

PRIMARIA

11

- - · -- - - -

-oc11pará o JJensa,m ento com as mais fecun- Reunida emf 14 de o utubro de 1904 ,

claR e 11ob1·es cogitações . .. E neste momen- após longa discussão, fico u a ssentada a

t o, de ·tão p1·of11ndas e 1·apidas transforma- seguinte definição, que d ife re da que fo i

çoes, e111 qt1e a l1urna11ielad·e sofre, esmaga- 1 apresentada por Galton, po rém aceita por

da ao l) êso dêl 1J1·opria civilização qt1e creou êle : ·

o 1Je:Usame11to do edi1caelores, assim enca- « O termo «Eugen ia»

deve se

de

fini

d

o

n1i11l1a n clo, não r epresenta só 11ma 11eces-

co1

110

o

es

fttdo dos

fator

es

qzte

,

sob

o co

ntrol

e

siclacle, 111.as 11n1 el ever.

social,

JJos

s

a11t

nz

e

llz

o

ra

,

· oit p

ejz

,

d

icar a

s

(Diretor elo

LOURENÇO FILHO

T11stit11to de E él1,1cação do

R,io de J a11ei1·0)

qztalidades

,·aciais das gerações

f

u

t,,ra

s

,

qzte

1· /i.

,

ica, qu

e

,· ,,i

e

ntalniente

,

.

.

Os eugenistas, ad otando a definição

acima, devem esforçar-se para que P.

ciencia de Galton não perca o seu caráter

essencial , e impedir q ue os interessados

em assuntos correlat o s nãs deturpem o

A

defl

·n,·ça-o of,·cial

da

sentid? da palavra «e~ge nia »J para

me-ll _ lhor firmar o que deseJam. Ha quem

con-''

Eugen,·a

,,

funda eugenia com ed ucação tis ic3 , com

palavra

. plastica, com educaçã o sex11al, com

birth-co

11t1

·ol

ou a considere um s imples ramo

A Comissão Central Brasileira de da higiene.

Engenia, no intuito de evitar interpreta- Eis a razão porque a Comissão Cen~

ções erroneas s obre o verdadeiro sentido trai Brasileira de Euge nia, cujos propo

-da ciencia de Gal1on, resolveu d ivulgar, sitos já foram largame nte divulgados pela

por meio de jo rnais e revistas, a definiçâo

!

impre11sa, julga util to rna r publico a

refe-da palavra Euge ni a, oficia lmente ado-! rida definição oficial a dotada pela Fe

-tada e proposta pelo seu proprio fun- 1 deração Internacional d as Associações

dador. Eugenicas.

Em out ubro de 1904, Galto11 d irigiu Um grande pensados d e no ssos dias,

u n1a ca rta á U n iverdidaq e de Londres o conde Keyserling, disse «a era atual é

dizendo qt1e já era tempo de se fazer um a era da e11genia» . Não se compreende,

estudo exa to sobre a s ignificação da pa- pois, q11e na era da e u g enia , sejam con ·

lavra ~Eugen ia ,, ,

a

seu vêr ~compreende 1fundidos os seus desig nios claros

e

in-o

co

,itrol

e

:;ocial das in flL1enci as das quais cisivos. A eugenia, firmada nas leis

da

dependem as cond ições do povo, as quais hereditariedade, tem in tt1ito de conservar

se dividem em duas classes: 1 ) as qt1e . e favorecer o genero hu mano, fomentando

afetan·1 o povo em s i ; 2 ) as que afetam Ia reprodução dos mel hores elementos e

o sattde do me smo». , restringindo a fer tilidade dos inferiores e

A Universida d e nomeo u uma comis- incapazes.

são pora estu d ar o asst1nto, compo s ta de Em termos mais s imples , -- aplica as

Galton, Pearson

e

de ou tros cientistas de leis da l1ereditariedade para o

aperfeiçoa-renome mu n d ial . mento integral da h umanidade .

,!l!ll~ll.lllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll!llllllllllllllllll lllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll~llllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllUa -

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LA

PRIMARIA

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ê . . De co11for m idade com o aci:ordo estabelecido e ntre a Directoria de ;;

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~ Instrucção M u nicipal e a Admi11istração desta revista, todos os direct ores de ~

~ gru p os escolares, escolas (Jr imarias e cursos lJOpttlares nocturnos receberão ~

ê um exemplar de cada numero d'«A Escola Primaria », e q u a l deverã o conser-

=

~ var na « Bib lio t heca Escolar », como propriedade do estabeleci m ento que dirigem.- ~

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Red.

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Referências

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