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• • REVIST~. MENSAL • Direetor:ALVI~1
Redaeção: RUA SETE DE SETE~IBRO 1 74
1
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IGNATURAS
:
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< • • • Para o l~rasil • a j u111 anno. . . • 12$000 1 6 mezes. . . 6$000 Unitio Pcstnl . .. -... ..• :· . .. -: ... · 15$000 . .. •SUMMARIO
• .. Lourc11ço filho, ... . (}on1missão 8. de Eugenia ... . lr·ace•na R, A. Silva ... .Alumnas da Escola R. G. do Sul
• •
uggestfio ~ligue] Conto
Jt~r uca.1:rto para urna oi v-i 1 isa(:ão
em mudan~a
.\ dcfini<:ão official cln pala
-vra cEugenia•
A Escola .. \ cLiYa
M~·nsagrm dirigida ás criant:as
uo Equador
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<<1l'o
Brasil
sól~a
1111, p1·oôle111a - o~. Btlucaçao
Nacio,ial•, palav,·as
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Nacio,zal
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Brasileira,
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VA CARTA,
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Mestre Escola . . ... . .. ... . Trc:r-. palavrinhas
Josephina Dias da Silva ... . A. composição livre
M, Zozeli .> 8 , Castro ... . '
Deocreli de Alencar ... ... ... . Pratica ela };sr.ola Xova
Maria A. Christofaro ... . . ' ,. '
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Um Collegio de Agricultura no
·
Estado de New-York
' •
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• (Do livro «Aspecto an1ericanos ele EclncaçfLo, rie Anisio Sp.inola Tei,x eira).
Cl1eg·uei a ltl1aca pela n1,anl1ã de s.ab- j pelejá ,atl,letica lU11,a ,1tl1111ospl1era, 111ais ver
-ba,do, 22, e enoontrei lima cidade de. 12 dadeira e 1rr1ais se11tida. , :
a 15 mil habitantes transf,or1n·ada em· i,1ma ·~'-- · · . ., .
' ' '
cid~de de
1Õ
mil h~bi_fantes. A.11tes d.o jogo, en1 compa11l1ia de L1111F,ealizava-se nesse dia .o. e,11co11tro e1:· estt1dante b,rasileir-o, O. C., vis.itei os
dif-tre a Universí,c:1Jad1e d,e Princeton e a Uni- ferentes 1edificios de Co r·11 ell. A U11i vers·idi
t-ve rsid,ade Cornell ,em1 t1m jogo de. futeb ol de fica sob·re trma co lli"i,a e · goza
dâ
-
famaque pro metti a s:er disputadissimo. de p.ossL1ir algu.ns dos ·111ais bellos . ,ca
n,-Cerca ,de 25.0UO visita11tes se acl1a- p,os 11niversitarios d·a A•m•eri ca . Não JJttde va•m 11a cidade para assisti~· a:o g rande I si11ão con fir1mar essa consagrad a im·JJres -j,og,o e po,r mais qLte m•e esforçasse, não 'são. Cor11 ell decora a b•ell eza dos ~e.L1S
mie foi possiv.el conta r co·m algL1 e1n 11esse ca•mrpos com alg·t1mas vistas sobre as
pla-dija, para ,outro intei;esse que não fosse ,o 11i cie.;; d10 estado d·e Ne\\·-Yorl,, q11e.
diffi'cil-d·e c,om11n entar ·e assistir á g·rande batall1a. 111ente s·e [J,O·d,em esqL1ecer.
Fazia :vi11te an 11,os que as d11as Un iver- 'l' e11min amos a 11ossa \iisita 11t11n dos
sidades, \1ell1as e permanentes rivaes, não I edific}.os qL1e s·e acaôã·m· de co11str11,i r; ,e.
se enoontravam 11 0 cam[J,O d•e fLttebol f?-, ' qL1e e e·1n parte 11m Mem,ori al-/1c1// e. e111
assi•m1. ,dlepressa 1ne c,011venci qL1e havia Bido pa rte L1·1n salão JJa ra actividad e social.
11,mia fort1111a cl1egar a Cor11 ell em 11m dia . N.o seLt estylo gotl1ico, esse salão
é
de tã.o grande aconteci·m,ento es·portivo. mais ~1 1n exem·pl.o des.s~ gôsto a111e1·icano
Ett perderia 11m:a das faoes n1ais ca- d_e alli ar ·? es~y lo reI1g1oso ª?s seus
sa-racteristicas ·dio collegio ctm·eri cano·, si 11 ã,o loes de u'.11ver~1dad,es, que resp1:aan o co
n-trotixesse tJara o Brasil outras i:mpres·.;5es cen tradl? id eal1s1111:o que e11tre 11.os some11te
dlo espo rte c,oll·egia l a·miericano, q11e. as co- as ig reJas P·OSSL1e1n.
11,idas em algL111s jogos mediocres de ini- ·· -
-cio dia estação eml N·evv-York. Na seg11ndla feira; 24, en1 comp·anhia
Não !mie deterei a descrever es~e jogo cl:o prof. BL1ttervvortl1, en trei' em• c,01,tact,o
cuja tecl1nica é lmt1ito mais compli cada de oom o pessoal do, c,oll egio de agri cultura
qtte a d,o 11osso, futeb J l e c11ja bellez<t só CL1ja visita co11s istia a f in alid ade especial
é verdla1deiralm·ente compreJ1e11dida cle1Jois de 1m1.11l1a visita a Co r11 ell.
qtte dto~s ,011 tres jog.os n,os fam-iliariza1n
com, os g,olpes ,de força, d,e destre.za e de
oorag·em, dess·e ,1iol,entissim o e.s·p.orte.
Salientarei SO'mlente o contraste., jJa ra
m:im, nessa tardle, tã.o frizante, e.ntre. esse
esp,orte i.nter-co,11-eg·ial da A·'711eri ca e as ·i1os
-sas rivalidlades de clt1b·es.
O CO LLEG IO DE .AGR ICULTURA
A U11ive rsi(lade de Coi·11 ell é ç:01
mpos-ta de ,oito ,collegio,s e de t1ma ep c.ola para
g radu ados. Um daquelles col legios
é
o
Co ll egio de Agric11ltL1ra . .E·míb,ora te.nl1a existid10 de.,de a e,poca ·
. '
•
E' preciso. esta.r-se na A·n1,eri ca, 110s
ca11n:p.os d'e L1n1a U11iversidade. [Jara se
corn-prehend!er ,o s,entido dessas g·rand es festas
esp, ,ortivas qLte reun e1n d,ois grand es
coite-gios para L1,m1 jog.o qLt e é re.11l1ido, 111as ca
-1valheir,esco, e r(eal. Porq11e. não é a:1Jenas ill'n1
ienoontro de uml ter111z co.ntra c,L1tr,o tec1111,
mias ,d1e Lima Uni versidad e co11tra 0L1tra
U
11i versi,d!ade.da fL1nd ação da Uni versidad e, ·eim1 18·62, · o .
set1 ·miaior desenvolvin1ent.o data . dre 1904, ·
qt1a11do o Estado de N evv-Yorl,., yota nd.o .
uma larga ve rba para a construcção pe
edifi ci.os e para a st1a 111a11uterição, r eso l
-vett co11sid:eral-o _ um•. coll egio es·tadL1al de
ag·ri cL1ltt1ra, semi ,o retirar, e,nt1-etartto, da .
A :musica, • • •
os 1nesa• L1ec1ve1s
os l1ymnos u11iversitari os,
<<11e/ls,i, tLi'do cam•1nL1nica á
s11bordi11ação, ge ral á U11ivers id'ade . · ·
E1mí 1906, .o C.ongresso ,do, ·Estad o, 1
as-sirni d1efiniL1 ,o fim e as ,actividad es d'o Co
l-legio d·e Agri cL1 ltL1r. . a-: . . - . . . . .
•
A
,
ESCOLA
PRIMA'.RIA
•3
- ~--- ~-= ~=· ~ - cc·~ -- - - - -- - -
-·,. · <<0 ,ob jei:tivo· dó dít'o C,b·ll egio de Agri- de que faz . do, coll egio
de
Àgricultt1ra ,de.·. culh1rá. deverá ser o de traball1ar ,pelo , ltl,aca t111n· caso ctt rios o de admi11istraçãd,
acf1a11tarn1ent.o dos metl,.od os agri c,olas c,oln1b, a occ11rrenci,1 aind1a Lim a terceira ,auc
-d,o Estado desenvolv,er .o.s set1s rect1r- torld·ade, o Governo F•ederal. C,o•m e.ff eito
~os, comi ;r,odlucção · de .cu:tt1ras de t.o- o Coll egio ,d·e Agric11lt11ra, para ·receber
-da s,or te, ma11Lifactt1ra dos ·LJro,dL1 ct·),~ as subvenç·5es f·ederaes, sL1b,ordii1 a-se a L1m1
ruraes, 1tnielh,o,ra d:os meios de ad111i-
i
ce rto . contr,o,Ie d:o g,?.V·er11? da U11i~o'.11istração e consecL1ção d,e 1n,ercali os I Se·m1elhante compl ex1d1ade, ser1a bas
-apropriatl'os, etc. ; e d·e aL1gme11ta r a J tante e·m n,osso paiz, pa.ra fazer ,dessa
insti-intelligencia ,e eleva r ·,os stc11zclrr,·cls 'de ' tL1içã,o 1tn1a instlti1içàb semi~rri,ort11, ,dJe tal
\1ida n,os districtos ruraes. m1od10 ella se ·v;eria p:eada e . . atada em fo
r-Pa~a a c,onsect1ção desses object i- n1alidades rnals ,tJ.u menos vans.
\ros, o co,ll egio ficà aL1ctori zad'o a dar Aq1.1i d contr,ole se exerce atravez de
i.11strL1 cção e1m• artes ·e praticas corre- L1•ma i11s·pecçã,o geral que se brl enta por
latas oülm· a agrici1 ltura, em cursos, Lr111 relatorio e uma prestação d1e co11tas,
e d·a 11naneira como 1n,ell1,c:,.r ve11 l1a a qL1e 'servem1 d,e base. para as fL1tl.1rás appr.
o-servir os interesses d,o Estado; a di- [Jri ações orça1n1enta1·Jas. Essas appro·
pria-rigi r o serviço de exte11são, afim de ções aos g lo.b·aes, cabenlio ao ooll•eglo ;i
disseminar ,o con l1 ecirn ento agrlco,la sua d·istrib1Ji ção pelos diversos
departamen-atravez d:o Estado pot m·ei o de ,expe- tos. '
rienclas e d1e•n1,011strações etn faze11- O.over110 Federal, Oo,verno EstadL1al, das e pa1n1ares, de in\1estigações das Consell10 UniversJtariti; ·esses tres poderes
c,011d,ições eco11 01nicas e sociaes da coo:p·eraim1 na ,d1recção, der· coll,egi.b sem cl1 0
-agri ct1lh1ra, c,011fere 11cjas, pt1blicações
I
qL1e e se;t11' attri cto sens1,1e.I.d·e boletins e relatorios, e por todos ·
-
-·OS o.utros 11n!eios qL1e pareçam aco,
nse-lhaveis e ao alca 11 ce d'os sL1praci1to.s A . _ objectivos; a fazer ·pesqL1izas (resea
r-1 d ,orgdan.:zaça,ot d,od . co-ltl~gi,o compre
-. bl 1 · 1 · 1e11 e L1m .eao e res 1rec ores respec
ti-ch_s) s~~ rel ~ro emast . P~ 1)'ds'ico,s, .. e 11
1· va111e11te ,d:o ,ensin,o, do serviço, d~. extensãio
1m1cosi u10. o,g1cos e -011 ro,,, e agi 1cu - d . d · A t· 'd d d
lt !. ~ It d d I e o serviço ·e pesq111zas. ac 1v1 a e o
ct1 tira, e app 1car os re~LI a os es- II . , , · t -1 ci' d' 'd'd d
sas investigações na agricL1ltura d.o 00 eg·io .e, ·por OLI no a IO, tvi 1 a e·m ·
e-Esta,cUo e a , Ltblicar os rest1ltado·s t0 b- 1 pa_rta~ient,os, de_ accor~o co m ,qs . ra.mos
t 'dl p pr1nc1paes d•a vida agr1cola do Estado f:.
1
os>> . cada um1 désses depá:rtatnen·fos tem o seu
'l'rans ladei para aqL1i integraln11e11 te as pr,ofessot, o seLt :encarregad,o do servi ço de
pala~ras 'd1o acto q11e incorpor.ou o coll egio extensâ'.o ·e ·O seL1 encarregado do serviço'.
á actividlade d,o Estado de Ne\,v-Yo rk, tião d·e pesquizas. ·
só porque p·or ahi se pod,e vê r a trip•li ce 0 11tr,os collegios se d·ividem e1n tres
activid'ade de Lt,mJ co ll egio d·e AgricL1ltL1ra gra11d·es departamientos in'depende11tes, de ·
na A:m:erica - ensino, 'trabalho ,dle ~xtensão ensi110, d·e ·extensã,o e de lJesquiza.
e pesquiza, - co:m10 para dar trma ah1ostra
I
Aq11i essas tres divisõ,e·s estã,oquan-d'a larg11eza colml qL1e· a lei lança as b,1ses to possível Ltnid1as e se auxilia:ml e
n111tua-91e tt1ma insti"tu içã,o ct1j os detalhes são ies- mente coop1eram trinas c,otn as outras.
tt1dados, transform·a b e a'pe rfeiço.a'd,os 11 a Por ot1tro lado, parece-m·e que assi,m
\'ida a:dm1i11istrati\1a diaria do estabeleci- se evita s,obr,eh1,d,o dL1plícidad,e de.
installa-m'ento. ções e .dle .esf,orços, ,e,m·bora se crie
algu-0 . çoll egio de AgricL1ltt1ré1 e1n Co rn ell ma 1naior complexid•ade administrativa.
Univers ity offe11ec.e alé111 disso a
pect1!iari-dade de s·e1· 1111n1a i11stitt1ição estadual s
u-bor,dinada a trma 11niversidade fJ rivada. Só
o bom senso a1nerica'.no garan te a ,essa o
r-ganização a tranqL1illidade1 a a11sencia de
oonffictos e a prosper.id~de de qL1e goza.
Mas, nã,o
é
só essa dt1plaauctorida-ORG A!:-ii.ZÁÇÃO
bo
ENSINO.
'O collegi6 die Agricttltttra offerece ttm
CLlrSO regLtlar d1e 4 annos q~ie co11dLtZ a'oi
diplon1·a de 1'.>·acl1arer
ein
scie11cias.Sete11ta ou oit,enta por cento dos
4
A ESCOLA
PRIMARIA
1
·---
---
- - - -
-
- - - · - -- -·- --- -··
---duad,os ,do co,llegio, se d,edicam ao, traba !J10 ] Alé1n do directo r e do seu corpo, de agrícola. Ent retanto, alé•m d10 t rab·all1 0 de
I
especiali stas, ,o serviço die exte11sãocom1-agrict1ltura ,o ooll egi,o prepara para um <11as- JJrehende t1•1n agen te agrí co la em cada 1n
u-to
nurm1er10 d1e p1·,ofiss,ões correlatas, taes / 11icipio. coill1IO a _man ufactu_ra ,dos product~s agr!co-1 Ini ciad,o o. a11110, esse agent~ reune
las, ensino ,d1e agr1 ct1ltura , extensao agr1co- , cs et1s faze.nde1ros ou ll1es e11via questi
o-la, etc. . 1 11arios i1Jdagando dos proble1n·as princiJ)aes
Durante os qtiatro a11nos de estag io, d,o a11n o. Fixa-se assim o program1na co,n1
o can,dlidato ao g rát1 de bacl1arel deve per- 'i ple11a e ,efficie11te c,ooperação dros faze11 de i-fa zer u·m: ce rto total ,dle h,oras de traball10 ros.
C01m1p•rel1en,didos ,os ct1rsos r,equericios ·
e os electiv,os; .e além· disto, cle.ve ter pelo, 1 Ei,tão ag<:_nte e co ll egio traba ll1a1n.
men,os ttm anno d'e pratica achia l de tra- iJàra a ex_ecuçao desse. progra1n11na .
To-balho ~grioola. do o serviço de exper1me11taçã,o, de de
-. , .. , mlonstração, d1e cserta1nes, de feiras, de ex
-. Essa
pTat
i
ca
e,_ ge ralmente, adqui ri- ! IJOsições é feito directan1e nte el-d1a 11 as ferias de v,erao.
I
d t . . . . P 0: pro 0 , . . , d' t 1 1 1. Lt c ,ores co 1n a ass1 te.nc1a e d1recçao ,cios. · curso e :organi za ·O com·.
ª
.e as 1- ' tecl1nicos dos serviços. ·c1,dade, que a ~linl1a surpr,esa f,01 que !1ou-· , . . _
v:esse; ~diois ,estud antes q11e. tivessem· as ,n es- Al en1 do . serviço d~ . 1nformaçao- por mias materias. correspo.11d e11 c1a e por v1s 1tas pessoae.s, ,o
Os am,erican,os foram longe demais er,:1 iço de Ex~ensão mantem t11na . jJ
u~li-nessa fl exib,ilidlade de pr,ogra•mtmas, qtie caç~,o de bolet111s co111"[Jletos e mt1.1to 11 1-será util qua ndio o serviço de .ori e11tação telligei,te ·
e rdirecção do reshtdante for realmente ,cons- Ha t1m1a arte e ·pecia l d,e escrever
cienci,o,,o e ,d1etalhado. Mas isto nem, sem- esses boletins edt1cativos.
pre succedte. Dahi um1a certa tende11cia á. C, 11n10 me dizia o dr. Ladd , Ji ercto r
organiza•çãio l1de <<progrconzlmas c1.co1zsel lzctdos>> do serviço, o b letim1 te1n l1oje apenas 11n1
qt1-e enqua,d:r1em· n11mer,osos grttpos de es- objecti,1
0, dizer - co,110 se frtz tt lll(t cerfrt
tu,d1antes. roiisrt .
Os d'ifferentes cttrsos offerecidos nos E cama isso ten, obtido gran des re -qt1atr,o ann,os vão u1m1 po11co além de 400, st1ltad,os ! A p1·oct1 ra desses bo letins é cacla
inclt1idlos 10s de esp•ecialidade para e,stt1da n- ,,ez ·1n ais exte11sa .
tes gra,duad,os. Para se imag·ina r o que é l1oje a
Al ém• ,d'esses cursos r,egulares, o col- a1n1Jlitude de se serviç , basta tli zer-se qu e
legio offerece ttm ct1rso · de, 12 sema11as o serviço de •exte.11são em 1927 al ca 11 ço·u, para rapazes emipregad,os ·em acti vidades de diversos 1modos - ca rtas, visitas, ~te.,
agrícolas, ,d1e 1 ann,o para faze11dei1·0 , de a 442000 ·pessoas . (1 )
'2 seim1a11as para certos ,estt1 d1os es pe,ciaes e , Não deixa rcí de ser eltt cidativo di zer
varios otttros cursos mais breves. , e 1no se ma11tem esse serviço 1nt111i cipal ide
• SE RVI ÇO DE EX'l'ENSÃO
1 extens~o agrícola. ·
I
O serviço de extensão agrí cola éma11-I
tido pelo Estado e pelo g.over11 0 federal , mas as apr,op ri ações não são basta11tes para O serviço .de extens~o ag rí co la oc- todo O ser,,iço, s,obretudo na stia :0rganiza-,cupa n,o_s ,co.ll eg1,os de agr1ct1ltt1ra 11m lo- cão loca l e da l, i a necessidade de outro,s ,'gar eqt11 yal e~te a.o dle nossa cl1 am:ada lns- ~Ltxil ios. '
pectoria Agr1cola.
O serviço de exte,1 ão é, eJ1treta11to,
t1m1 serviço de caract,er emi ne.nteme11te edu -catiVJO. e se rdjestina a tJr,estar ao adulto t1•ma/ assistencia qt1 e lhe falte, porq11e elle não
fr equentou o aolliegio, ,01.1 d!e qtte, elle pre
Pa r,1 set1 ctisto, poré1n , o orç,tm ent.o de Llm Ag,e11te Agrí co la Muni cipal é o se
-g1-1i11te. em· 111edi a :
-cise para se podler 1ma11ter ei;n dia co1n· os (1) ~Juitas deltas 1·epetida.s. O lJ&nie~·o !lad () ~e!n111
'pr1ogressos da agricultura. vi~a 1uais ti>;ar o trabalhe feito,
• ' '
A ESCOLA
PRI1v1ARIA
5-
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-1RECEITA
Estado
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~1unicipi®.
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ll/Iensa
lidad
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de socios do
Btl·' blicados e prestam auxilio ao obj·ectivo
ge-. $600. 00 1·al do col legio, - adianta1n1e11to. ,e
aperfei-$600 . 00 çoa·mento dos metl1o•dos agrícolas do Es~
$,3. 500. 00 tado.
*
reau Agr
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co
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~1t1nicipal.
$ 1. 500 . 00 * *Antes d,e deixar o coll e,gio, percorri
~6 . ~00.00
"' de aut.amlov·e], ,em companl1ia do 01·. Hart,
- -
-tres ,oti qttatro fa2e.11das, dista11tes 1 O a
15 mill1as de Tthaca.
Salari o
do
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Renda do predio.
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$2 . 91)0. 00 Alé·111 da impressão geral que deixam·
$ 1. 000 . 00 as fazendas de 11m Estado como Nev.r
-$ 1. 000.00 1 Yorl{, coll1i nessas visitas algum·as
informa-$ 1. 000. 00 (ÇÕes que dou lig,eira1m,e.nte em resttmo.
$1. 060. 00 O proble111a agricola nos Estados U
ni-- ni-- ni-- ni--- dos é 11m· problema ca.ttsado pela st
tper-6. 200. 00 prodttcção. Essa super-prodt1cção pr,ov1en1
Estive e1n· u1n desse Bt1reat1x Munici-tJaes Agri oolas ·en1 Co rtland· 20 mill1as
distante ,de I tl1aca, e ad111irei' a o rganiza-çã,o e a i11stallação 1noderna, o cinen1a to
' '
m1111eograp•l10, en1fin1 todos ,os 1neios ine-cl1anioos de efficie11cia bttrocratica e de se
r-•
\l'JÇO.
SERVIÇO DE PESQUlZAS
d,o esforço, feito durante a gt1e,rra, pela Aimerica, parà pro,1er de alimento a Eur,
o-pa inteira. A apparell1age111· agrícola ga-nl10Lt tal effici·encia, que nã é possível
di-hii11uir-ll1e a p r,odttcção. .
Mas não é só isto. O progress,o, d,o em·prego da .machi11a é co11tinuo. As seguin-tes cifras dão disto 11111a idéa bem clara.
E,m· 1917, ,c,om os 175.000 faze11deiros
do Estado de Ne\v-Y,ork, traball1avam ...
, 77.000 emp r1egados; l1oje, ne,ssas mesmas
~.'o lado •dor collegio, diversas estações fazendas, para ,o 1mes1no resulta·do traba
-cxper1mle.11tae.s constitt1em o laboratorio ll1am ape.nas 25.000. E além dessa~ mãos
para um• traball10 de pesqt1izas qt1e se não ' não l1a nessas faz·e.ndas otttras sinão a~
t
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I >exgo a. 1 dos setts donos servidas peJ.o.po,de.r 1
m'Ulti-Os rest1ltad,os desse serviço são ptt-
i
plicador da Jm'acl1ina ...---'----
-l • • • f • ' '
ara 11ma c1v1 1sa ão
em mu
an a
(·P 1·efacio· ·ao livro ''Education for a
chan-ging· civilisation ', a ser ptlblicado con10
volume XVIII da ''Biblioteca de
Edu-cação''· Cia. Melhoramentos,
S.
Pa11Io).
.Até 11 a t11u sec11 lo, o I101nem ,1inl1a
1·e-peti11clo, co111 · va1·ia11tes a1)e11as sensive1s,
L11u;:i g·e1·ação após ot1t1·a, o.e; mesmo~
i11st1·u-m e11tos e r·ec111·sos com q11e, mill1a1·es de
a11os antr::;, já lavrava a te1·1:a, eo11st1·t1ia as
l1,1l1itac,:ões e t1·Ansport;:i,,a AS colI1citas. .A
~1111taqão e1·11 tâ(> le11la (]l1e não cl1 eg,1,·a. a
111fll1i r· 110s J1a.'bito,c; cl,1 viela c1ia1·i~t . Quas1 torla s 11s coissA, <le r1r10 o acll1lro se p11rles,;e
OC'llpa r, já ll1e c1·111i1 ff1111i li a1·es de::;cle a i11-fa11cia, co11l 1r.cil.l11 s "te sei.is pfti.· e, crue~i
sem-pre, el e sei1s a.vós. E ss~t lentidão do
p1·0-g-1 esso 111n te1·ial 11e1·111ilia uma relativa est,t-l1ilicl,1cle cl,1s co11cep~ões acc1·ca da vit1a e
elo 1111i,·e1·, o e. pois. u1na co11tin11a e tran -(] 11ila 1111ic1arle cs11i1·itual .
Ei s r1L1e, ele s11bito, o 1·itn10 se quebra.
Si>b rc n i11,rc11~ã<1 ela bt1ssola, c.l,1 polvºra e
<la imp1·rn'>a - q11e já l1a,,iam concorriclo pa1·a acc<'lerH1· o n1ovimento, mas 11ão de
n1oclo a 1·e,·o lL1ci11 oa1·, no c1ec11rso de poucas
~r1·1-1 c:õse. As co11 clições cl e cxistencia
huma-11 ;:i - ar1111111la1n-sc agoi·a as aplicações do
,,a11or. <la elet1·icidade e d0 pet1·oleo, o
np1·0,·eita111e11to ele tocl~1 llma série de raios
r cl r ondas, e a 11tilisação c1·escente das
clrscol)rrtas da qt1in1ica e ela . biologia. O. é!omi11io elas fo1·ças natt11·ais, dantes
p1·eca-6
•rio e escasso, t orna-se preocupação abs
or-vente, p ela investigação cleliberada d[L ci- [·
encia. Experimenta-se, por t 0dos os aspe -tos uma nova técn.ica de vi,,er·. J
De fato , nos l1ltimos cem anos, as con-
i
clições da existencia l1umana varia1·a:ri1 \
mais, que no dilatado pe1·iodo, ele 1nilhares 1
'
ele anos, do· egipcios até ao come~o do se- 1
culo passado. Criaram-se n°vos meio · d e .
transportes, tanto p ara as coisas como para 1 o pensamento ; a. técnica de produção trans-1
formo11-se, rapidamente, revoll1Cionando ;.i
indl1stria n1a1111fatl1reira, e al can çan.do
n1es-mo a de p1·odução agrícola e p ecuar·ia; n°-
l
vas condições economicas surgi1·aro~ to- : 1
mando possiveis e necessar·ias, formas tam- !
bem r enovadas da existencia. social ... En1
breve, o movimento empolga t<)das _as
n1a-nifestações ele vida, e reelobra ele
1nte11s1-dade. Já em nossos dias, a pr0p1·ia 01·g·ani- 1 sacão da familia, as iaéa.s mora.is, e as fu11- 1
QÕ~s do E stado são atingidas em cheio. 1
Nas va1·iações d e forma e de conteudo,
q11e ensaiam , v emos abalarem-se as
instí-t11ições, q_ue, ainda ha vin.te anos, tínhamos 1
J)Or indestrl1ctiveis ot1 deiinitivamente es-
l
• • • , ~ - i
tab elec1das, para serv11·em a harm1n1a ôos
I
povos e á p er·feição da natureza h1Jmana ... 1
.E
o movin1ento d e r efo1·ma não se conteml
dentro deste ou daquele pais. G1·aças
n
;
facilielaele dos transportes. ctu e êle mesmo
comeÇOll por incentiva1·, as novas icléas, !
quaisq11er que seJam , e o produto das mais !
recentes invenções, por tocla a pa1·te, se l
.
-
.disseminam. Todas a/-l raças sao assim,
con-taminadas cl o n.n seio d e t1n1 a v iel ~t em no
-vos mºldes e em p1·incipios, que ui11guen1 sab e ai11da a o -cer·to quais sejam . . .
D e nada valeria discutir si essa
t1·ans-formação, tão a1npla e tão pr·ofunda, vem J
pa1·a m elhor ou para peio1·. 'foda a mucla11
-ça ten1 os set1s panegir·istas e eletractor es
No momento ha quem v1·oteste co11tr·a as
'
.invenções n1eca,u icas, d esej ando o 1·et0r110 a
un1a vidêt mais simples . '' Láo-Tsé, c1u e ,,i
-ve11 seis seculos a11tes el e C1·isto, j(1
111·otes-ta,·n. tambem co11tra os caminhos, as pon
-tes, as embarcações, f(llC ll1e pa1:eciam c
oi-sas anti-11atl11·ais; e êle el eblate1·ava contra
a 1n11sicf1, q t1asi nos n1esmos te1·m0s co1u
c111c muitos, l1oje, se insurgem cont1·a o
ci-nema
.
1
..
''
D e nada valer·ia disct1tir .Aele-mais, o julgamento só set·ia possível si se
•
A
ESCOLA PRIMARIA
conse1·vasse1n intacoto cer t os conceitos da
valor, 011 si êles pud essem guardai·, eu, 11ossa i11ter1)retação de momento, aquela
pt11·eza. e ac1t1ela f o1·ça da f:>'l.1a concep ção
or·i-gina.l. A verdade é q11e, para 11osso bel!t
ot1 para nosso mal, var·ianélo as co11clições
ele cx istencia, va1·ia o ho111e1n tambe1n.
Po-clt>-se ve1·ifica r, con1 efeito, q1.1e a mt1dan<:;a
ati11g·i11 t11clo, avassalou a totalidade d os sêres, os externos como os elo pen same11tu, a t (,c11ica elo tr·aballt o ccmo a concepção d <t
materia e tlo espi1·ito, <• mo1·al e a j11stiç~1., a arte, e a f ilosofia, a, te1·ra e os céus . ..
E
t11clo ,,rio co111 ta.l 1·apidez que o h0m en1 se
abismo11 no cáos de 11111a anà1·qt1ia espi1·1
-t11a·l, seu1 pr·ececlente~ . N ão fal ta' q11em afi1·
-me q11e o ciclo de civiliza.ção, q11e era o
nos-so, esteja ence1·1·ado . Dizen1 011t1·os ql1e es -tamo/oi dea11te de 111n mundo novo em
reco11-strttção . Ai11da, 011tros, qt1e esta ê ã. J1or1J
pi·o J)ec1et1tica do j11izo :fi11al ...
Sej i1. como fô1·, d eante de t al cs,petit·
c11lo. o ed11cado1· está p e1·ple:xo. À vell1a
eclttc: ação na cla mais significa . ]!:la não
po-de contin11a1· a ser· 11 per·tu1:badora de 1n-·
stitt1iões, como pretendia •· a defesa
orga-11 i:-;n <la doq Rcl11ltos, cont1·a as c1·ianç:a.s'' 11a
f1·Rse n1aliciosn el e B err1n1·cl Sha.,v, po1·c111e ftS i11stit1tições c1e hoj e estão e1n mutação
c<111sta11tr . Eln 11ão poele co11tin11a1· a se1·
n ·i 11 r·11l ct1 cl 01·a elo.· 1n es111os moclos ele
pe11-sa 1· e clC' c:;c11tir dos pais e <los m estr es,
p01·-CJllP 11 ovas co11cliçiíe: de ,,icl a e.·tão s111·giuelo.
e, c1n sfi. conscie11cia, não sal)cmos se se1·á
convrr1i e11tc c111e os nossos fill1os v enha.n1 í-1,
u sii r él.as mesmas soluçõe8, q11e tivemos d e
lR.11 0a1· n1ão pa1·a r·eso1ver os nosso' proble
-n1 ns .
N r111 11ocl er emos, ru1 boa m ente cl izer si e»
-ses 111 esmos pr·oblemas a êles se apresent::i.
-r~.o, romo u1n elia , R 11ós se 110s ap1·esen.t a
-1· n 111 . . .
E no e11ta11to 11esta epoca en1 qtie os
' . '
,q11acl1·os sociai s rstal}1111, e a 01·ganisa('.~.o de
fan1ilia passa po1· 11111a c1·isc sem igL1al, de
nacla n1a.is ctt1·cce o m11rielo q11c de ecluca(,)ão .
Tfmfl rd11cação Pln 11ovos fundame11t,c,l-l. ,1n1a
ecl11c11ri'.ío , q11e r11 ca 1·e, f1 .. e11te · á frr11te. l\
m11<la11ca. 1\lfas , eclu. caGão, ai11el a .
O c111e o.· fatos, j[1 l10.ic, pa1·eceJn
de-1n o11Rt1·a1· é C[t1 e o 11er·i odo ele a11a1·c1l1ia mer,-ta l r 11101·[1 l, c1tJe inegavelme11te vivemos,
se1·n t a11to n1Ri · p1·olongaélo e cl1eio de
af1i-• ., • • •
A ESCOL,<\ PRIMARIA
7
-
---
- - - - -
- - - -
-
--
---~---
'.
-
-l·ões, em cael;:i, po,ro, c1t1anto me110,,;
prepa-çiio inte11cional, pa1·a afrontai· a m11elan ça. 1
Um mundo novo está a exigir novos deve. /
r13s aos que pretendem educar.
Estas 11ltin1a, · palavras pocle1·ia1n se1·vi1·
ele epigr·afe a o gr·a.nde pec1uenino livro, cor11 q11e se e111·ir111ece a Biblioteca el e E cl11caçã0, e rro cr1.1al ""\\Tilli an1 I-I ea1·cl I(ilpatr·i ck ofere- 1
ce a s11a vflliosa cont1·ibt1icào au , estt1d o cto
cn1polgante pr·oblema.
D o11d e vê111 , e111 cssf11cia, a
t1·a11sf<)1·ma-çâo das co11dições ge1·ais <la viela hu1nané1,
tc111to n1ater·ial como social.
t'
---s11a p e1·so11 ali clacle 110 t1·aball10, mais que
111111ca e.·1)ecialisaclo, o q1.1e ll1e ti1·a a 01
)01·-tL111icl<1cl e <le com1)1·ee11dc1· o po1·quê das ·coi
-sas . S111·ge facilmente 11111 i11divicl11alisii{o
est1·cit o e egoísta, e a 11oção de r esponsàbi
-li cl acl c t en.cl e a elesa1)a1·ece1·, pa1·a os qUfJ "'.i-,·errt 11 essas co11clicões . · · · '·'
-•
Ü fr11omeno se agr a,,a l)ela expans·ão
'
da tc11d.e11 ci" d r moc1·a.t icn . Essa tende11c'ià,
tRl co1r10 o a11to1· a e11tencle, não ·é apenâs
a ele 1·ep1·esentação política . E' mais là1:ga
e eJ1cer1·a tocl a 11111a f ilosofia sociti.1, porq:ge
baseRela 11estes, t1·es pl'Í11cipÍOS: 1( cada·
in-••
cli,•icltlO teJrt direito a fig11ra1· C01Il0 umà ·p gS
-80a, e a a,·si111 sr1· ti-atado 110 meio sôc'iàT;
2) o n11111elo r s11as instit11ições estão feitos para se1·vir ao l1omem; 3) co mo a p er s
or1à-lieléte l111111ana sõ se l'(~'irela, cm socieda.cl e,
•
R cn ele, :i11clivi110 s cl eve111 ofer cee1· as cori'
di-çõe 11eeess1-1.1·ias IJar· a se11 élesenvolvimento e
' rx1)1·rssão. l\'r11lt11m. hon1 em cl e,,e ficar · 'á
111a1·ge111 ... A ssi111 e11tendida, a deiuocraéia
e~
1uais el o q11e 11ma teo1·ia ele r ep1·ese11'tã-ção política, ~ deve oferecei· ''igualdade d e
01101·t1111ielael r pa.r atodos'' , sinão 11a pa1·ti-ll1a elos lJer1s cl éL vida, ao m e11os 11 as conc:lições
el e conq1rista d esses b en.s . E, cori10 tal, • ·
to1·-• •
11 a-se 11ma ·,e1·dadeira t eo1·ia mo1·al. · ' ·•;
01·a , essas tenel en cias c1;iam. pó~· ··
SI!~
,-rz, clois 1:es11ltados impo1·t.a11tissimos, e c11ie
8 ecl11cR ção 11ova t er á c111e considerar : o de-c li11i o
ao
a11to1·ita1·ismo , e o sentimento, càd.a, ,r;,, 111nis Q"en e1·alisado. d e qt1e as coisas · mu-111r r n1e11os, e a t e111e1· de moclo clife1·ente . / da 111 i11eluta,,elme11te . · '
Pod e l~abit11a1·se, er11 :~1Jseql1encia, ao p~sc, J ICilpat1·i clc escla1·ece q11e o autotita'ris
-cl e ma 1 ci res 1·espo11sab1 l1 d ades . .As propr1as 1110 11ã o cl e,'e se1· conf11dido co1n a a11torí
-i 11st.it 11i·c:ões sociais, R 1·eli g-ião e os, costu -
!
dade. E sta . assevera êle, '' é a r egra que a m es, êle OS d ecla1·a )1o_jc '' r)rodutos da sua irtt eli•>'ei tCia aceita C[uando considera· a · SÍ-I{il1Jat1·iclt vai 1:a clica-las ás p1·j1nei1·as
cl escob e1·ta.s ela cienci.a ex.p e1·.imental. Pa1·a
êle, o que car·acterisa o 111l111clo mocl e1·no f.>
e> p e11.sa1nento ·1Jaseaclo n a exper1n1entaçhu. o c1·ite1·io d e ce1·tcza 011 el e ,ralo1:· el o pe11s
a-n1e11to, só 1·econ 11 e ciclo p elos ef eitos de s1.1::i.
aplicR0ão . Foi a cien cia , 011 1nell101·, a té
-cnica cie11tif'ica , C[lle co11st1·11iu o 1111111clo d e
11 oje, rni n111clança serr1p1·e c1·escente. Com R. ciencia, alca n ço11 o l1on1en1 un1 in
espe1·a-clo elómi1110 sôbre as fôrças, r11;ltLtra.is, o. lo -g1·01t t11)1a 11ova atit11cle 1nent}tl, el ea11te dos fe11on1e11os : 1naio1· co11íiança en1 si, maior
es1)irit.o critico, ·mais ,,íva audacia . (J
mun-cl(l dr fo1· ças i11visi,reis, q11e o 1·odeava, 1·e-d.uzi11-se ele mlÚto. O. J1on1em l)assou a t e- 1
º f 1 ,.., ) (
111·opr 1a : abrica ção e, pois, s11jeit o,: á.;:; rc~- : t.11ação co1no é, sem precon.ceitós'' . · I11he
-gra~ :l e ,;·evi.
ã
.
o
e d e a~erfe~çoa.111ento cJ e se11 '. 1·e11 tc' ao -proprio fu11cionamento elacondu-esp1r1to . Nacla 1110 e '.na1s elefeso 011 sa - tR , é aceita pelo individuo, con10 concliisã.o
~1·a elo . El e pode ex1)er1n1e11tar todo, para.\ s11a . l)ifer e elo a11torit.arismo q'11e é
â
í1tipô-Jt1lga1· _pelas cons~q1.1ettcl1;1s. si çã t) e• 11m.a ,,011tade extranha, alheia ao
Tnt,111an1e11 t e l1g8clof-'. a es. a no,ra at1- i11clivi cl110 . O p1·oblen1a a 1·es0lve1· é a. p'
as-t.udr 1n e11t.;_l. ou ,_ ao 111e11os, 1n_oclificados s11 g·e111 ele.'Scl ;111to1·id t1ele exter11a, eru · q1.1e
11or, ela,_ I:--1lpatr1 clc e11 eont1·a dois outros air1tlé1 J1oje basea1nos a educação, para •a
c_aracte1·1st1cos el e 11ossa e11ocR : o industria- auto1·idade i11terna que só encontr·a limites
lismo e a te11dencia cl e111 ocr atica. 11a ca1)acidade m en tal e na intima sinceri -. Os ef.ei
to:
·
ela priu1eir·a são b em con11e- da.el e cl o ed11 cando. I{il pat1·ick :rião escondeciclos : r11a1~1· 111teg1·ação social, ou seja, mais q11e li a 11m grand e pe1·igo nesta fase d e
11rem ente J.11terrleJ)ende11ci1:t dos l1om ens e n111danqa : o aba11dor10 ela at1to1·idac1e· exte
1·-clos po,·os, o q11e é u111 bem . i\ifas, po1· 011tro 11a sen1 a acq11isição i11te1·11a, aca1·1·etaRd'c,
lnçl o. a pe1·cla, po1· parte elo individt10, de 11111 p el'ioào ele verdadeiro c~os moral. '.'.
, ... _,
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8
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-
-O sentime11to cada vez mais
gene1·alí-sado da 1nudança deco1·1·e, e1n especial, do
numero semp1·e cresce11te de invenções . As
invenções modificam as condições d.a vida,
c a.cabe1n por crea1·, desse modo, 11ma
ati-tu de n1e11tal generalisa.da, pa1·a a facil
acei-tação de novas modificações. As in·ve11ções,
como é obvio, nascem da aplicação do
pen-san1ento baseado na exr1erimentação, da
cien cia, en1fim. A. mu(lança tende1·á, pois,
a c1·esce1· sempre, com o prog1·esso
ci\lnti-fico, e êste não apresenta, por 01:a, ql1alquer
sir1ton1a de estagnação. Ed11ca.r para a
mu-dança talvez seja, assiin, uma 11ecessidade
pe1·man_'e11te na vida futu1·a da humanida
-de.
Pode-se lembrar aqui, como faz Bcr
-t:l"a11 cl Russell, n11m recente estudo, sobre
iden tico assu11to, que a humanidade pod~
vir a. não s11porta1· o peso da compJicada
so-ciedade cientifica, e que a per·sistcncia ela
viel a h11mana depende1·á c1o retorno á
bar-ba1·ia . . . J\'.Ias IGlpat1·iclc não admite a
h1-potese . Passa, por isso, a verificar: no
~a-pit11J o segui11t0, q11ais as n.ova:::: ex1geuc1as
e111e a muda11ça vem impôr· ao t1·abftlho do
ed11cador. 1
E ssas exigencias são muitas e de
va-riada in1JJortancia. A primeria se1·ia a. de
q11e a escola 1·econl1ecesse a pi·op1·io mudar~-
I
ça, JJe1·mane11te, 1·apida e c1·escente .. O
di-1
1·eito que nos a1·1·oga1nos, de cleterm111ar <>
•
c111e as cT·ia11ças elevem pensar, 11ecess1ta
so-:f1·ei· 11n1a se11sivel modificação. ''Nosso
dc
-ver será o (le pi·epara1: a nova geraçao fl.
cr êr c1ue ela pode ·e deve pensar J)or si 1ne_s-·
1na, ai11cla q11e, sôb1·e ce1·tos po11tos, scJa
par cor1'igir e regeitar os 11ossos
pcnsa1neu-tof.l . Nossas 1nais caras convicções,
::i.c1·e-1;centa K ilpa.t1·icl~, te1·ão q11e s11bmeter-se a
essa p1·ova. Se foi·em dignas de sobreviver,
ter·ã.o p1·0 babilidades tle perpetua1·-se. Se
11ão o conseg11i1•em, então é que devem
desa-par ecer ''. Pa1·a isso, é bem c1e vêr, a
_ese.o-la cle,·e1·á p ercler o caracter de a1nb1ente
seg1·egaclo ela viela, que ainda l1oje 1na11tem.
D'eve t1:ansforma,1·-sc n11ma parcela de vi,,e1·
real , i:ia ra ensinar avida do momento, e tt
vid a do n1eio a CJtle deve servir . O ensi110
forn1al, rle outo1·s tempos, se1·ia
verdaeira-1ue11te ridic11lo pa1·a o momento que
atrave~-sa.-nos . Só der1tro da vida, e pelas
i·ealid~t-•
des da viela, se poderá api·endcr a v;ve1·
melho1· .
Reco11l1ecida essa exigencia, sei·á pre-<iiso (Jt1c1 a escola aclextre as c1:ianças no
ex01·cicio da 11111 vei·claéleii·o e11sino cienti-fico. Não 111.es cla1·emos mais form11las fei -tas, 111as l1avemos de fo1·necer-lhes os
ins-t , 11111entos pa1·a qi1e as fó1·mulas conv'eni-c11tcs sejan1 011conti·adas, c111ando necessa
-l"iaR. Se1:á preciso ei1sina1· a pensai·, mas
~ si11a1· ri pensai· justo e exato . E isso exi
-~e t11mbe111 u111a boa dos·e de senso ci·itico. Dadas a8 fo11tes de s11gestões lançadas ao
p;ra11de publico, com a i1nprnesa, o radio e o cinema, será preciso criai· espir·itos fortes, c111e a elas l'('Sistam. q11anrlo necessario. ''E' pi·eciso <1ue a socieclacle aprenda a resistir
ás tentacões , modernas''.
J\'Ias não é só. .A esses objetivos, da
no,,a ecl11cação escolai·, que poderiamos ain-da classificai· de formais, acrescem as exi-ge11cias <lecoi·rentes ela ind11Strialização. O
a11to1· aí consider·a, especialmente, tres
as-petos : a cBp0cialização de funções, no in.
-elivicl110; a tendencia á agregação, em g·1·11-pos cada vez mais nume1·osos; e a
integ1·a-ção elos g1·u1Jos, pelo t1·abalho em com11ni -clacle, 1111 resolução de problema<.; de m11t110
i11te1·esse . Toda esta parte é 111n solido
pro-g·1·a n1a él e ecl11cação n1oi·al, e111 novas bases.
~Ói.. CSJ)ecializar,ão no traball10 deforma a
n1011talidade elo traba111aelor, limita a sua ,,icla. e c1·ia O'l sentin11
ento,;' de revolta e ele onosição. Os g·1·11pos el e 11ma
especializa-Gão opõ01n-se, assi1n, facilmente, aos gi·11-J)Os
a
e out1·a especialização, J)o1·quanto,,e111 a faltai·-ll1es a visão integral ele seu
t1·11 ball1 o e da l1a1;moi1ia social em q11e êle
cle,re
1·e
[)011sar. I{ilpat1·icl;: n iio escoilclc queo problema é ele sol11ção elificil. Mas acre-elita c111e a escolha possa colaborar nela. A
tr11rlencia á agi·egação, 01·iginada pela. es-1:iecializaGão, elo traball10, tem que ser
en-r~rac1a ta1nbem })ela ed11ca<;ão, para que
alcancemos 11m melhor ec1uilibrio social.
Os se11s pi·oblemas estão ligados ao sentí
-me11to que a escola, poc1e e eleve dai·, de
mnis solielo esoii·ito ele cooperação e de
so-liclarieda c1e. Esse espírito deve ir, para
111 (>n1 elas f1·011teiras, e concorrer para a
for111acão elo fut11ro cidaclão d o 11niverso. '
'' A ,·ell1a 0scola, cliz Kilpat1:iclc, dividia 'l.
l111manidade. e o seu J)ftpcl estava
destina-elo a sei· esse. Alimenta,'a os odios e a
di-visão elos povos, e tal de,ria ser o seu
obje-ti,,o. J\fas essa atit11dc não convii·á mais
aos nossos filhos, 11a solução d os problemas
•
A
ESCOLA
PRIMARIA
c111e te1·üo ele enf1·entar. .A ge1·ação que 11asce ir[i enco11tra1· 111n inundo diferente,
j
11111 m11nelo i11te0'1·aliza(lo'', Se1·á a
democ1·a-ci,t c11t1·c o:; llO\' OS, cL ,le•sejaelc1, igual
opo1·-t1111 i(laelc pa1·ct to(los . . . J\fas, para que ela se tor11e I)Ossivel, ser·á necessai·io atendei· fts exigencias ela democ1·ac.ia
nu
organiza,<;~to (lo p1·oprio país. .Ai:;:,im, a escola deve
1
e11sina1· a clemocr ,tcia, e ensina-la., fazendo- 1
~t })i·atica1· . .1\té ha pouco, a escola era au- ;
toc1·11tica,, já 110 se11 1·egimen, já 110s pro- : ePssoi:; c.le e11sino, baseados na i·epetição pas-siva da palav1·a do mest1·e. Todavia, não
}J,:1stará }l elemoc1·acia (los alui1os; será
ne-- cessa1·ia a elos mest1·es, 1Jo1· sucess·ivas
mo-elificações e.la a(lm1111st1·açâo escola1·. As
coi1sic.lera \)Ões expendid llh ace1:ca dês te as-
!
Sl111to, e
,i
conclt1são a lJl1e ci1ega em favorela a11tonomia didatica, co111 maioi·
respon-sa lJilidac.le c.la 1Jarte dos n1est1·es, sfto elas
111ais b1·il l1a11tes })ag·inas do liv1·0.
'l'L1cl o isso, co1no é bem de vêr, signit·
1-ca con1pl.eta 01·g·a111zação dos ob,1etivos e
elo 1·cgimc11 escola1· . Se1·{1 isso possível 1
Kil-1).-t t1·i ck 1)1·ocu1·a d.B1no11st1·a1· que sim. .
De-}l<Jis el;:1 etiologia e elo cl iag11ostico, êle nos
i 11(lica a tC'1·apci1tica . J\. 01·ierttação a segL1i1:
é 11qt1elrt elo 1novi111ento da cl1amadft
''esco-l~t 110,,,1'', 110s pai.ses latinos, e '' eclucação
1)1·og·1:cssiva '', 11,t A1n01·ica, e que se vem
i1111J o11elo, j[t, ha algt.1ns l11st1·os, aos ecluca-cl(J1·cs me11os afer1·ac1os ao comodismo da
1·otina e ás fó1·m11las ,,asias . .A educação
110,·,t tleve ,,isa1· a n101·alisação inteligentci;
cn1 c1t1e o pensame11to esteja vigilante, par·a
C'.'<!)l ica1· a co11c111t,i, poi· s11as
consequen-c•ia.s, 11ão })ela i1n11osição de uma
auto1·ida-cle exte1·11a; deve visai· 11ão a ti·ans1nissão d~
co11!1eci111ento1:;1 111as o s111)1·imento e o
exe1·-eicio e.lo l1abitos el e 1Jensai·, com espírito
c1·itico; deve visai·, emfi1n, a fo1·mação de
ca1·acte1·es mo1·ais mt1ito foi·tes, pai·a q11e
o i11dividuo 11ossa opô1·, po1· si mesmo,
rP.-sistc11cia á 111a gnit11cle social, e ás tentaçõe~
!
da ,1ida moclei·11a. Tl1do isso, fii·mado sô- i
b1·e ci·itei·ios e atitt1des sociais de ext1·e1no '
lil)eralismo.
Tai icleal in11.+lic,t, por foi·ça de seu
p1·u-prio e1111nciaclo, n11111a co1npleta renovação
elo J)1·e11a1·0 elo p1·ofesso1·11rlo, ela
admi11ist1·a-•
9
t'
çào escolar, do sprogramas, dos ho1·a1·ios, e
cias técnicas didaticas tradicionais.
Kilpa-t1·iclr não esconde as dificuldades da ta1·e
-fa. Ele reclama valoi·es reais })ai·a as file
i-1·as elos eclucadores . E aci·edita t ambe1u
qi1e o i:;i1nples fato da pi·opagação ele uma
11ova filosofia educacional bast ai·á para
at1·ai1· a essas fileiras, um pouco fatigad as,
o sa11gue estua11te de novos pala dinos ...
'· :\!ais q11e pr·oventos rr1ateriais, - diz êle,
êlO fecl1ar o livr·o - uma m elh o1· filosofia
atraii·á l1omei1s e mulheres, ele ene1·gia e de
ca1·actei·, afin1 ele libertarem a edu cação do
Cêttiveiro intei·no, e afim de p e1·miti1· qu e a
ecl11cacão clespeada de p1·econceitos, i·e ali-,
'
:,;e a Sllêt ta1·eia ingente. Po1·(1ue só as:1m
Jibe1·ta(l11, e assim apoi-acla. a educação se
111ost1·ai·[L em toda a sua p11jança : uma e
s-•
t1 a teg·ict e 11m pocle1· c1·eaclo1· de eivilizac::ões
111ais elevaclas ''.
'l1
al é o li,,1·0 do grande mesti·e da
Ui1.i-vei·siade de Oolumbia, das mais autorida
-(las ile todo o ~11un(lo, em filosofia da edu
-caeão, . Clêtl'O está c1ue, ,risa11clo de modo
[)ai·tic11la1· os 111c1is ag11dos p1·oblemas da vi
-dei 1101·te-,1n1eric~tna de l1o~e, êste e~tudo
ca-1·ece ele sei· c1tidaclosamente medit ado, e
an11)la111e11tc c.liscutido, antes q ue nos
aba-lancemos 110 B1·asil, a copiar -]he t bdas as
. '
solt1~oe.- l)l'opostas . Sua leitui·a pa1·ece,
po-rem de 11m g1·ancle alcance e oport11r1idade
1Ja1·a os cducac.loi·es bi·asileJ ros, por
mos-t1·a1·-11os, ein oscala aument ada, males de
q11e já co1nec::an1os a sofrei·, e p er spectivas
ele 011t1·os, que talvez tenharrios tle
supor-tai', cm f11tu1·0 pi·oximo .
Be1n s1:1ben1os q11e m1útas das
afiJ:ma-~ões e po11tos ele vista elo autor· pode1·ão
cl1oci11· pl'flft111elame11te. Ac1·editamos
tam-]Jem <1t1c 111t.1itas objeções se p oderão
levan-• •
t,1i· cont1·a as p1·opi·1as premissas em que o
liv1·0 asse11ta .
.1\ pri111eii·ct ser·{t a de q11e o estt1do não
é co1n1>leto, 11ão enca1·a a mudança, em sua
gc11ese e c•in suas consee111encias, poi· ~odos
os ai,;petos. Kilpat1·iclc mesmo o confessa,
e 1·e1)etid11111e11te . Não p1·eten deu escrever·
11111 t.i·ataelc), nem cla1· a 11ltima p alavra
so-b1·e o ass11uto. Assim, passa cm silencio
sôlJ1·e a tese dos sociologos-antropologistas,
- A
' •
10
,A
ESCOLA PRIMARÍÁ
....____
_
--
-
-
- - ~-"-''--'-~ - - ~·'-'-·- · ~ - - -
- - - -
- - · - - -
- -
-~--
-
-, ,.
1nome11to a.t11al tão so1ne11te u1n pe1·ioclo
. ele 1i1t1da11ça de civiljzação, ocasion ada 1Jela técníca, cientifica, 111as verdacl eira c1·ise, procluzid a l)Or 11111a te11der1cia ele r·eg·1·essão 1J.10logica . Citemos u111 só, d e11ti:·e êles, o
,._1--~- .
p'eofes. ·01· Lotl11·op Stocl cla1:cl e111 sua ob1·a
·,,A' 1·ebelclia co11tr a a civilização ''. Pa1·a
' >
cftt·e 'esse socio.logo, 11ossa civilização se coJn
-_plicou de tal forma, qt1e veio a torna1·-se 1 car ga clemasiaa pa1·a a maio1·ia dos ~om.ens , 1
;E
.
ab n1 esmo tempo, que se compl1co11,fa-v,'91·e'ce1~, por· seleção n egativa, os debeis do .
f ísico_ e ela intelig·encia. Nossa civilização
i
"
.
'.
,ve ass1m o seu propr10 ocaso sang1·ento, a ·
fal.ta ae 11_m.a base euge11ica em que se s11s- 1
t e1:i.t e.
'
, ·, El ,:t s11btnergi1·á, como 011t1·a.s t êm s1,1lJ- :
l'l)fl!'giclo, JlO longo cami11l10 que, atravez li
ela.· iclacler, o l10111en1 vem p erco1·1·endo. . .
l
, E111 a.poio ainda a esta tese, ot1 m esmo, ,
sen1 que a aceitemos, pa1·a contrariai· ape- ,
na
sas gene1·alisaçõcs do a11to1·, pocl e1·ia1nosl.e.mbra1~, con1 B e1·t1·a11cl Russell, e 011t1·os, ·
.qi1e o p e11sa111e11to cie11tifico, ou seja o p e11- '
s?111(l_nto basea do na e:s:1Je1•imentação, ''não · '
6 uma fo1·ma 11at1,11·al elo p en sa1nento .h1:i1n
a-110 '.'.. O 11om cn1 só é 1·acio11al, po1· exceção, 1
--0u, p elo .1uenos, p1·atica mais facilmente a
.log ica do sentinie11to c1t1e a logica inclu.ti- ·
,,a. .. . Não se1·á,, assim, o pe11sam enot basea- ·
elo 11a. e:x:1Je1·imentação 11n1a est1·11tu1·a só
possível ele sei· adq11i1·ida 1Jelos bem -dota
-d0.s,, 011 s_ej a p elos l10111ens e11ge11icamente
f:i 1:pe, riq1·es ~
:ICilpi;i, t1·iclc 11ão n ega c1t1c o pensan1ento
. . . -
.
.
.sent1meJ1tal co11t1nt1e a cx1st11·, e t1ue
exis-tam, ai11da l1oj e, inu111e, as st1pe1·stiçõ es.
·P ec1c mcsn10 a atenção do edttcac1or para
esses casos, e cuidado especial 110 elesc11vol
-vimento elo espirito critico, unico escudo
com q1,1e o l10111em mocle1·no l)oderá resistir
as multiplas s11gestões c1a propaganda co
-,me1·cial, ou as d e qualqu.er out1·a ,~specie.
.'.Co11t11do, con tinua a acreelita1·, corr10 já o 1
,__ac1·edita,ra R enan, que '' os males da
cien-·Cia eve1u se1· c111·ados co1u 1nais e melhor
.. , , '
.. • , _. ' ' r
· -c1en,c1a . . .
I
,,· Obj eção 1nais p1·of u11da pode1:-se-á pre- i
'::t 11d.e1· cont1·a a base 1uesma el o l)ensamen- 1
i
-
to do ·auto~·, p1·ocuran.d9-sei
d emonst1·ar:,que as ver ela des ela ciencia são sim_ples ins
-.:-t.ru.m e11tos, des1Jrovidos do cal o1· da
inspi-, ,j:ação h11mana, 0u c1c q11alqt1e1· sentielo filo
-so.fico. Eles pe1·mite1n agi1·, 111as 11unca
es-coll1e1· 011 01·ienta1· a ação. E' tese especial
-1r1er1 te cara á filosofia alem.ã, e, nela,
ul-ti1ua 1ner1te 1·0110,,acla 1)01· vVindelba11d e
R-iclce1·t . E ' a t.ese de Be1·gson, em seu
ul-tin10 livr·o '' I..JeS el eux sot11·ces el e la mo1·ale
et ele l a 1·eligio11'', en1 que acentua que a
obrigação mo1·al nt1nca 110s se1·á f o1·necicla
pela ciencia. '' J amais, nos momentos d e
tentação, diz B e1·gso11, sac1·ifica1·emos ás
n ecessielael es d e coe1·e11cia logica, o 11ossô . ·
i11teresse, a 11ossa paixão ou :-1 n.ossa
vaida-•lf1cl e . Po1· isso c111e a razão pode interv11 , eomo 1·eg11laclo1·a, ni11u sê1·, 1·acional, para a.ssegt11·a1· ess,a coe1·encia e11t1·e r·eg1·as 011
m aximas ob1·i g·ato1·ias, a, filosofia q1,1iz v êr
nela 11 n1pr·i11cipio da obrigação . Se1·ia o
n1es1TI0 q11e ac1·edita1· q11e é o volante q11 e
f . . ''
• az g11·a r·a 1naqu1na ...
l\'Ias a objeção seria inepta. ICilpat1·ick
11.ão n eg r. o valo1· da filosofia, e se comp1·az 111esmo em sei· u111 alto filosofo . . .
Den1ons-J-1·ando cr11e o p e11s~1111e11to baseado na ex
-pe1·i1uentação é o CJt1e ca1·acte1·isa o munclo
11locle1·no, e salicrí:ta11do o valor· ela ciencia
ria educação 1·e11ovada, de mod o algum êle
1)1·esci11tle el e 11n1a filosofia ge1·al e ele uma
fi losofia ela ed11cação . L eiam-se as ultimas
pa l'):i11.as elo ,,0It1n1e . Ele aí i11siste na
neces-siclade ele 11n1a filosofia ed11caional, e, l)Or
toclo o l.i,,1·0, emite os se1,1s conceitos de boa
e sã fil o:ofia . O que cleseja é q11e e,:se
es-t.l1(1o p e1·c11. o se11 car ater aprio1·istico, l)a.1:a
c1tte ,,c11l1.a a acla1)ta1·-se ta1nbem ás
neces-...
-
. .sielacles ela m11dança. E' questao
1nte11·a-u1e11te cli,,e1·s,1, con10 se vê
E' pc11a c1t1e o auto1· não tenha
rlesen-,,olvido n1ais os .to1)i<:os em que, i11cident
e-111e11tc, se 1·e•f cre ao pa1)el ela 1·eligião 11a
co11clutêt l111111ana .. E' fo1·çoso conf:essa1· q11e
se11 p e11sa111.e11to não fico11 ele torlo cla1·0,
11.essas pa.ssagens.
E
ser·ia opo1·tuno deba ..te-lo, por·que, a aceita1·-se a r eligião, ao
n1e-110R, '' co1no 11mê1. 1·eação clefe11siva ela
natu-1·eza co11t1·a tuclo qt1anto possa l1a'i1
er de
de-p1·i1ne11te p a1·a o i11dividuo, e de dissol
ven-te Jlêtr·a. a sociedacl e, 110 e:x:er·cicio ela
inteli-ge11cia'1, como q1,1er· B e1·gso11, êL filosofia, éla
111.11cl a 11 Çêl 11ão pode deixar ele e11cara-la.
Q11aisc1ue1· q11e seja111, porém, os pontos
ele ,riRt a, 011 as con,rições con1 q11e leiamos
est e Jiv1·0, êl e 110s será sempre 11til . E' um Ji,11·0 q11e faz pensai·, é 11m liv1·0 q11e nos
,
'
•
A ESCOLA
PRIMARIA
11
- - · -- - - -
-oc11pará o JJensa,m ento com as mais fecun- Reunida emf 14 de o utubro de 1904 ,
claR e 11ob1·es cogitações . .. E neste momen- após longa discussão, fico u a ssentada a
t o, de ·tão p1·of11ndas e 1·apidas transforma- seguinte definição, que d ife re da que fo i
çoes, e111 qt1e a l1urna11ielad·e sofre, esmaga- 1 apresentada por Galton, po rém aceita por
da ao l) êso dêl 1J1·opria civilização qt1e creou êle : ·
o 1Je:Usame11to do edi1caelores, assim enca- « O termo «Eugen ia»
deve se
,·
de
fini
d
o
n1i11l1a n clo, não r epresenta só 11ma 11eces-
co1
110
o
es
fttdo dos
fator
es
qzte
,
sob
o co
ntrol
e
siclacle, 111.as 11n1 el ever.
social,
JJos
s
a11t
nz
e
llz
o
ra
,
· oit p
1·
ejz
,
d
icar a
s
(Diretor elo
LOURENÇO FILHO
T11stit11to de E él1,1cação do
R,io de J a11ei1·0)
qztalidades
,·aciais das gerações
f
u
t,,ra
s
,
qzte
1· /i.
,
ica, qu
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,· ,,i
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ntalniente
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Os eugenistas, ad otando a definição
acima, devem esforçar-se para que P.
ciencia de Galton não perca o seu caráter
essencial , e impedir q ue os interessados
em assuntos correlat o s nãs deturpem o
A
defl
·n,·ça-o of,·cial
da
sentid? da palavra «e~ge nia »J parame-ll _ lhor firmar o que deseJam. Ha quem
con-''
Eugen,·a
,,
funda eugenia com ed ucação tis ic3 , compalavra
. plastica, com educaçã o sex11al, combirth-co
11t1
·ol
ou a considere um s imples ramoA Comissão Central Brasileira de da higiene.
Engenia, no intuito de evitar interpreta- Eis a razão porque a Comissão Cen~
ções erroneas s obre o verdadeiro sentido trai Brasileira de Euge nia, cujos propo
-da ciencia de Gal1on, resolveu d ivulgar, sitos já foram largame nte divulgados pela
por meio de jo rnais e revistas, a definiçâo
!
impre11sa, julga util to rna r publico arefe-da palavra Euge ni a, oficia lmente ado-! rida definição oficial a dotada pela Fe
-tada e proposta pelo seu proprio fun- 1 deração Internacional d as Associações
dador. Eugenicas.
Em out ubro de 1904, Galto11 d irigiu Um grande pensados d e no ssos dias,
u n1a ca rta á U n iverdidaq e de Londres o conde Keyserling, disse «a era atual é
dizendo qt1e já era tempo de se fazer um a era da e11genia» . Não se compreende,
estudo exa to sobre a s ignificação da pa- pois, q11e na era da e u g enia , sejam con ·
lavra ~Eugen ia ,, ,
a
seu vêr ~compreende 1fundidos os seus desig nios clarose
in-o
co
,itrol
e
:;ocial das in flL1enci as das quais cisivos. A eugenia, firmada nas leisda
dependem as cond ições do povo, as quais hereditariedade, tem in tt1ito de conservar
se dividem em duas classes: 1 ) as qt1e . e favorecer o genero hu mano, fomentando
afetan·1 o povo em s i ; 2 ) as que afetam Ia reprodução dos mel hores elementos e
o sattde do me smo». , restringindo a fer tilidade dos inferiores e
A Universida d e nomeo u uma comis- incapazes.
são pora estu d ar o asst1nto, compo s ta de Em termos mais s imples , -- aplica as
Galton, Pearson
e
de ou tros cientistas de leis da l1ereditariedade para oaperfeiçoa-renome mu n d ial . mento integral da h umanidade .
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~ Instrucção M u nicipal e a Admi11istração desta revista, todos os direct ores de ~
~ gru p os escolares, escolas (Jr imarias e cursos lJOpttlares nocturnos receberão ~
ê um exemplar de cada numero d'«A Escola Primaria », e q u a l deverã o conser-
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~ var na « Bib lio t heca Escolar », como propriedade do estabeleci m ento que dirigem.- ~
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