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O ensino da matemática com ferramentas didáticas como estratégia da educação inclusiva/ Teaching mathematics with teaching tools as a strategy for inclusive education

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Academic year: 2020

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 2,p.6919-6935 feb. 2020. ISSN 2525-8761

O ensino da matemática com ferramentas didáticas como estratégia da

educação inclusiva

Teaching mathematics with teaching tools as a strategy for inclusive

education

DOI:10.34117/bjdv6n2-115

Recebimento dos originais: 30/12/2019 Aceitação para publicação: 11/02/2020

Mirian Maria Silva de Oliveira Sousa

Graduada em licenciatura em Matemática, Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA. Pós-graduada em ensino da matemática, Faculdade de Tecnologia e Ciências – FATEC.

Mestranda em Ciências da Educação, ALPHA. E-mail: [email protected]

RESUMO

O ensino da matemática dever ocorrer de forma igualitária, visando o desenvolvimento cognitivo independentemente da classe social, cultura ou étnica. A educação inclusiva permite um ensino a partir das relações sociais, sendo desfeito qualquer tipo de preconceito, seja físico ou não. Desta forma o referido trabalho objetiva ajudar educandos com necessidades especiais (física e cognitiva), promovendo reflexões quanto ao ensino da matemática inclusão, trazendo observações acerca da realidade do uso de ferramentas lúdicas para o ensino de cálculos, sendo incentivado a importância das relações sociais como meio de compartilhar saberes. O trabalho uso como método de investigações, sites da internet, sendo selecionado artigos, monografias e dissertações, na qual contribuíram diretamente para a consolidação das ideias básicas sobre inclusão e ensino de cálculos. As investigações apontaram que a educação inclusiva pode acontecer por meio de envolvências práticas, seja na construção de ferramentas lúdicas como na resolução de problemas no quadro, as atividades em grupo quebram o preconceito, sendo que os participantes partem a conhecer a realidade de cada indivíduo. Os jogos são considerados meios didáticos, na qual os conteúdos podem ser inseridos, e a aprendizagem pode acontecer de forma prazerosa e proveitosa. Porém para que isso aconteça os educadores devem reconhecer as necessidades da turma, buscando ferramentas apropriadas para promover um ensino diferenciado e de qualidade.

Palavras-chave: Educação inclusiva. Ensino da matemática. Interação social. Metodologias.

ABSTRACT

the teaching of mathematics must take place equally, aiming at cognitive development regardless of social class, culture or ethnicity. inclusive education allows teaching based on social relationships, and any kind of prejudice, whether physical or not, is undone. thus, this

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work aims to help students with special needs (physical and cognitive), promoting reflections on the teaching of mathematical inclusion, bringing observations about the reality of the use of playful tools for teaching calculations, being encouraged the importance of social relations as means of sharing knowledge. the work i use as a method of investigations, internet sites, with articles, monographs and dissertations being selected, in which they directly contributed to the consolidation of the basic ideas about inclusion and teaching calculations. the investigations pointed out that inclusive education can happen through practical involvement, either in the construction of playful tools or in the resolution of problems in the framework, group activities break the prejudice, and the participants start to know the reality of each individual. games are considered educational means, in which the contents can be inserted, and learning can happen in a pleasant and profitable way. however, for this to happen, educators must recognize the needs of the class, looking for appropriate tools to promote differentiated and quality teaching.

keywords: inclusive education. mathematics teaching. social interaction. methodologies

1 INTRODUÇÃO

A matemática é a ciência que envolve diversos cálculos, além de promover estudos aprofundados de casos, proporciona reflexões e argumentações rigorosas quanto à interpretação de dados, além de promover uma linguagem de situações/problemas. É um estudo que busca identificar e influenciar na educação a construção de valores, visando formar cidadãos que exerçam papeis essenciais na sociedade (BARBOSA, 2001).

Educandos com necessidades especiais necessitam de ferramentas pedagógicas, que proporcionem acesso ao ensino e a aprendizagem. Há vários tipos de deficiências e cada uma delas necessita de um profissional qualificado, mas para isso, é importante que o ambiente escolar consiga programar tais condições, a começar pelo espaço adequado para receber esses alunos, e que tenham recursos físicos e humanos para facilitar a propagação do ensino/aprendizagem (MOREIRA, G. 2014).

Pode-se dizer que a educação de inclusão tem se tornado cada vez mais uma realidade em nossos dias, ou seja, alguns professores rejeitam a ideia, pois se acham inseguros, outros tentam lidar com essas situações e encaram de maneira desafiadora, apesar das dificuldades buscam uma educação mais justa e de melhor qualidade para o educando. Essa insegurança faz parte da ausência de capacitações e reuniões pedagógicas, na qual forneceria materiais informativos, ajudando a lidar com o processo de educação inclusiva (GESSINGER; LIMA; BORGES, 2010).

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A tecnologia é uma ferramenta essencial, pois colabora com o processo de inclusão escolar. A internet, por exemplo, facilita o aprendizado dos alunos com tais necessidades, promovendo inúmeras ações para o desenvolvimento de práticas inclusivas, além de possibilitar o acesso às informações, potencializam também à criação de novas práticas pedagógicas, abrindo oportunidades para pessoas cujos padrões não seguem os quadros típicos de desempenho cognitivo. Usos de elementos tecnológicos podem ser descritos como instrumentos didáticos, que auxilia o trabalho docente, sendo necessário a qualificação profissional para a manipulação dessas ferramentas (MOREIRA, G. 2014). Com base nessa problemática surgi à pergunta norteadora, quais os métodos educativos podem ser adotados na educação para promover o sistema de inclusão de alunos com necessidades especiais?

Com o ensino da matemática na educação inclusiva, o docente ao analisar a realidade do corpo discente, auxilia na construção de ideias e na elaboração de conceitos de forma esquematizadas, ou seja, o mestre além de conhecer seus alunos, ele precisa reconhecer a importância e os processos necessários para uma formação de qualidade, na qual devem ser trabalhadas no intuito de melhorar e facilitar a inclusão no espaço educativo, facilitando a exposição dos conteúdos, extinguindo as dificuldades cognitivas, emocionais e sociais (MOREIRA; MANRIQUE, 2014).

A escolha de recursos pedagógicos pode mostrar que os educandos com necessidades especiais podem aprender, se relacionar, se divertir e socializar com as pessoas, e assim, mostrar que durante o ensino, os educandos podem construir por si só significados por meios de jogos, brincadeiras, dinâmicas e etc. “As aulas de Matemática para alunos com dificuldades de aprendizagem ou com Necessidades Educativas Especiais (NEE) podem ser divertidas, criativas e proveitosas” (MOREIRA, G. 2014, p. 8).

O referido trabalho objetiva ajudar educandos com necessidades especiais (física e cognitiva), promovendo reflexões quanto ao ensino da matemática inclusão, trazendo observações acerca da realidade do uso de ferramentas lúdicas para o ensino de cálculos, sendo incentivado a importância das relações sociais como meio de compartilha saberes.

O método de pesquisa foi feito por meio de análises de referenciais teóricos, esses foram encontras em sites acadêmicos, sendo selecionados a partir de suas correlações com o trabalho desenvolvido. As investigações foram feitas por meio dos resumos disponíveis nos artigos, dissertações e monografias, sendo agrupado de acordo com suas envolvências aos subtemas.

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2 MÉTODOS MATEMÁTICOS UTILIZADOS PARA A IMPLANTAÇÃO DA MODALIDADE INCLUSIVA

A inclusão de educando com necessidades especiais em salas de aulas é protegida pela Lei 13.146/2015, esta consta uma série de mudanças necessárias para a inclusão do alunado, sendo esses deficientes físicos ou não. A ordenança abrange espaço físico, práticas pedagógicas e materiais necessários para uso do educando, ressaltando também a formação continuada dos educadores. As dificuldades de pertencimento no espaço educativo, desperta a sensação de exclusão entre os alunos, atrapalhando o processo de aprendizagem (RODRIGUES, 2015).

“Toda escola deve, portanto, atender aos princípios constitucionais, não podendo excluir nenhuma pessoa em razão de sua origem, raça, sexo, cor, idade ou deficiência. No entanto, nosso sistema educacional ainda é bastante excludente e segregatório. Muitos alunos ainda frequentam classes ou escolas especiais, pois na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN/1996 consta que a substituição do regular pelo especial é possível - artigos 58 e seguintes” (GESSINGER, 2006, p.2).

A educação inclusiva é o meio, na qual, o indivíduo com necessidades especiais, tanto físicas, quanto mental ou sensitiva, sejam inclusos em salas de aulas, na qual, esses educandos possam aprender juntamente com os demais. Embora muitos estudantes não consigam de imediato se adaptar a escola, pois muitos se sentem desconfortáveis por se considerar diferente dos demais, é importante ressaltar que é direito do aluno receber apoio de caráter especializado (DA SILVA; MORAES; PERANZONI, 2009).

O respeito deve prevalecer no ambiente escolar, além de receber recursos diferenciados, como; ensino de linguagens e códigos de comunicação para alunos com deficiência visual ou auditiva, atividades relacionadas ao desenvolvimento do pensamento para alunos com necessidades intelectuais e adaptação de materiais e ambientes físicos para alunos com deficiência física (RODRIGUES, 2015).

“O conceito de Inclusão no âmbito específico da Educação implica, antes de mais, rejeitar, por princípio, a exclusão (presencial ou acadêmica) de qualquer aluno da comunidade escolar. Para isso, a escola que pretende seguir uma política de Educação Inclusiva (EI) desenvolve políticas, culturas e práticas que valorizam o

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contributo activo de cada aluno para a construção de um conhecimento construído e partilhado e desta forma atingir a qualidade acadêmica e sociocultural sem discriminação” (RODRIGUES, D. 2006, p. 2,).

Para se trabalhar com portadores de deficiências seja ela qual for, é necessário se utilizar de uma metodologia eficiente e criativa, pois é importante estimular a imaginação do educando. O educador deve propor atividades variadas para despertar no estudante a curiosidade e o espaço de novas ideias. Com isso, é de fundamental importância, que o educador trabalhe a educação inclusiva sempre buscando novas aprendizagem, além de ter que saber lidar com a inclusão, serve também de estímulo para não parar de aprimorar seus conhecimentos.

Existem vários materiais que podem ser trabalhados com a matemática inclusiva, sem precisar ficar simplesmente se submetendo às aulas tradicionais, como: o quadro, o pincel e o livro didático. Sabendo que quando o educador não trás inovações para a sala de aula, o aprendizado ocorre, porém de forma demorada, tornando as atividades chatas e nada prazerosa. O ensino tradicional é caracterizado como rotinas idênticas, exaustivas, pouco proveitosa, usando o sistema de aprendizagem mecânica (DA SILVA; MORAES; PERANZONI, 2009).

Levando em consideração que a educação inclusiva fará parte da rotina diária do professor, sendo cada vez mais fica evidente o quanto é necessário à formação continuada do educador, muitos mestres vêm adotando o uso lúdico de jogos, pois o mesmo permite a aprendizagem essencial da disciplina. Por meio da ludicidade, novas habilidades podem ser despertadas, como exemplo: o reconhecimento dos números, a contagem, a comparação, a resolução de problemas a partir das quatro operações básicas, dentre outros atividades. Para que a aprendizagem ocorra é necessário que o educador conheça as limitações do aluno, e a partir desse fator, promova a escolha dos métodos eficientes para propor o ensino, esse elemento pode ser despertado através de vivências afetivas entre aluno/professor (RODRIGUES, D. 2006).

Trabalhar com jogos educativos, têm se mostrado muito eficaz na aprendizagem dos alunos que necessitam de um ensinamento especial, pois, além do ensinamento prático, tem fins de entretenimento, tanto para o educando quanto para o educador. No entanto, trabalhar com jogos inclusivos requer pensar no conceito de discriminação, com a estratégia de evitar o

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preconceito, buscando a igualdade de acesso aos ensinamentos produzidos pela humanidade (ALVES, et al. 2014).

“Na escola, os educandos com deficiência leve e moderada podem participar de atividades dentro do programa de ensino, envolvendo disciplinas como a educação física, com algumas adaptações e cuidados. A realização de atividades com crianças, principalmente aquelas que envolvem jogos, devem ter um caráter lúdico e favorecer situações onde a criança aprende a lidar com seus fracassos e seus êxitos” (CIDADE; FREITAS, 2002, p.2).

Existem vários objetos que podem ser levados para a sala de aula para o reconhecimento e o aprendizado dos educandos, como: réguas de variados tamanhos, calculadoras, copos de medidas, dados, relógios, figuras geométricas. O uso de ferramentas para se trabalhar as medidas, figuras com cores fortes, dentre outros objetos que podem ser utilizados para exploração dos alunos, para fins de desenvolvimento e aprendizagem dos mesmos.

O educador carrega a responsabilidade de formar cidadãos e trazer para a sala de aula, conceitos que despertem cada vez mais a curiosidade e a vontade de aprender do educando. Mas para que isso aconteça é necessário sempre buscar inovações para suas aulas, usando às dinâmicas, proporcionando prazer, e estratégias motivadoras, garantindo a aprendizagem dos mesmos.

“Ao se pensar no ensino da matemática, percebe-se que um dos grandes desafios é estimular os alunos para que desenvolvam autonomia e segurança na realização das atividades escolares e cotidianas, para que desenvolvam o raciocínio lógico, bem como a capacidade de abstrair e generalizar” (SOUZA; OHIRA; PEREIRA, 2018, p. 377).

As aulas de matemática são vistas com temor, sendo rejeitada por muitos indivíduos, porém com o uso de elementos didáticos corretos, essas aulas podem proporcionar melhores rendimentos. O ensino prático desperta a curiosidade e o interesse em querer interagir, tendo a envolvência entre os educandos, possibilitando um ensino a partir das relações pessoais (GESSINGER; LIMA; BORGES, 2010).

Métodos comuns no ensino de cálculos se dá pela chamada ao quadro, tendo o aluno a responsabilidade de expor suas habilidades para a situação/problemas. Quando o participante

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não consegue solucionar por conta própria, os demais alunos podem auxiliar, possibilitando a resolução da atividade, além de se relacionar com outros indivíduos. Quando as aulas são monótonas o alunado se restringe a uma pequena interação, e as dificuldades de aprendizagem inúmeras vezes são causas de exclusão para alguns grupos de educandos (MOREIRA; MANRIQUE, 2014).

A interação social é a principal ferramenta de inclusão em todas as aulas, independentemente da disciplina. A partir dessa influência mútua as diferenças físicas e cognitivas são deixadas de lado, permitindo que as vivências coletivas conectem as pessoas, promovendo uma aprendizagem significativa. Os educadores devem selecionar as melhores metodologia de ensino, contribuindo para o ensino da matemática, proporcionando o desenvolvimento de raciocínio lógico, motivação e entusiasmo. “O processo de ensino e aprendizagem pode se construir a partir de desafios, problemas que possam ser explorados e não apenas resolvidos, pois está presente na vida das pessoas, exigindo soluções que muitas vezes requerem estratégias de enfrentamento” (SOUZA; OHIRA; PEREIRA, 2018, p. 379).

A atuação dos docentes tem se tornado cada vez mais desgastante, a falta de comprometimento entre os educandos torna o ambiente de ensino desmotivador. Algo bastante comum nas escolas é a falta de disciplina, de empenho e de participação dos educandos durante as aulas. Desta forma, a comunidade escolar deve adotar estratégias específicas, que contribuam no sistema de ensino e no desenvolvimento social, promovendo assim melhores rendimentos na aprendizagem e na formação dos cidadãos.

Vários autores relatam a influência positiva dos docentes na formação contínua dos colegiais, sendo possível através do seu comprometimento e de suas habilidades. O docente se destaca com a escolha adequada da metodologia, que é usada em sua sala de aula, de acordo com a realidade particular de cada turma, além da indução do processo de interação social. “A doutrina de Vygotsky denominada Sociointeracionista, propõe o diálogo das interações com o outro e com o meio, como provocadora do desenvolvimento” (JÚNIOR, L.; SANTOS, 2018, p. 60).

3 ATIVIDADES E JOGOS COM ESTIMATIVAS MATEMÁTICAS

O jogo pode se torna uma ferramenta poderosa no ensinar, e nela os conteúdos podem ser trabalhados de forma diversificada e prazerosa. Utilizando uma linguagem matemática simples, e ao decorrer das partidas essa linguagem pode desenvolver conceitos mais formais. As atividades e os jogos prendem a atenção dos estudantes, despertando o espírito competitivo

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e também colaborativo. Atividades lúdicas como: dominó da tabuada, jogo da roleta e batalha geométrica são destaques no ensino da matemática (NEVES; LIMA; LIMA, 2017).

Dominó da tabuada pode ser considerado um instrumento pedagógico, caracterizado como jogo físico, semelhante ao dominó comum, porém apresentam situações de cálculos, sendo trabalhado as quatro operações básicas. Se descreve como método diferenciado para aprender a tabuada através de partidas, na qual os educandos despertarão fatores primordiais para aprendizagem como: atenção, concentração, raciocínio e estratégias ao jogar (MENDONÇA; SCHEFFER, 2013).

O jogo do dominó da tabuada pode ser aplicado com educandos a partir de seis anos, principalmente nas séries em que o público apresenta maior dificuldade a esse tipo de conteúdo. É muito importante saber a tabuada, pois permite agilidade na resolução de cálculos matemáticos, seja atividades escolares ou na vida cotidiana dos indivíduos, sendo proporcionado a partir dessa prática uma aprendizagem significativa, dinâmica e interativa (NEVES; LIMA; LIMA, 2017).

Mendonça e Scheffer (2013) para confecção desse tipo de jogo é necessário o uso de materiais básicos como: EVA, papel foto, cola, tesoura e régua. A confecção do jogo pode ser feita em parceria com os alunos, sendo que essa prática permite uma conexão harmônica entre todos os participantes. Nessa construção, os jogadores também poderão desenvolver laços de amizades e o conhecimento pode ser compartilhado. O uso do jogo de dominó da tabuada, ajuda a controlar a defasagem na compreensão do conceito de multiplicação, facilita a memorização, raciocínio lógico e do aprendizado em equipe, sendo respeitado as opiniões e limitações dos demais jogadores.

Nas aulas de matemática pode ser aplicado o jogo da roleta, sendo essa uma ferramenta física, de fácil construção e mobilidade, podendo ser trabalhado as operações básicas. A ferramenta lúdica também pode trabalhar com outros conteúdos, bastando adaptar a roleta e as cartas problemas de acordo com a realidade.

A prática desse jogo auxilia o desenvolvimento do raciocínio lógico, proporcionando melhores rendimentos nas resoluções rápidas das operações básicas (adição, subtração, divisão, multiplicação e potencialização). Esse jogo proporcionado diversão e aprendizagem ao decorrer de cada partida, dois fatores indispensáveis no ensino em uma única ferramenta, tendo como base uma roleta e cartaz problemas (BARROS, et al. 2018).

O jogo pode ser confeccionado no ambiente escolar, ou os alunos podem realizar suas produções em casa, sendo aplicado em grupos diversos, melhorando e reconhecendo os fatores

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cognitivos. Para confecção deste, são utilizados os devidos materiais: papel cartão, cola, tesoura, folha de papel ofício e os recursos tecnológicos de computador e Impressora. “As atividades da sequência de ensino explicitada desenvolver os conceitos iniciais de probabilidade e utilizam a ludicidade do jogo da roleta para facilitar o entendimento dos alunos” (OLIVEIRA JÚNIOR, et al. 2013, p. 2101).

“O jogo “Roleta das Operações” permite aos educandos substituir a tradicional memorização das operações de tabuada, ampliar as habilidades de raciocínio logico, além de possibilitar a interação social entre os participantes, bem como a competitividade (que olhando pelo ponto positivo, estimula os alunos a se esforçarem em aprender mais) entre outros fatores” (BARROS, et al. 2018, p. 6).

Baseado em batalha naval, com características físicas e didáticas surge o lúdico: “batalha geométrica”. Sendo usado estratégias de localizações na horizontal com números e na vertical com letras. Os participantes no decorrer das partidas vão desvendando as figuras geométricas, que estão ocultas no tabuleiro. São desenhadas figuras poligonais, contendo vértices, ajudando os educandos a desenvolverem habilidades de conceitos, classificações e identificações das imagens simétricas.

Turella e Conti (2012) por meio dos jogos geométricos, são estimulados nos jovens o desenvolvimento de características particulares que ajudam na construção do conhecimento. Fatores como: manipular, investigar, buscar novos caminhos, criar conjecturas, desenvolver estratégias para desvendar situação/problema e buscar meios para captar os conceitos da geometria nos diversos níveis de compressão, proporcionando interação e ligação com outros componentes curriculares, e os erros podem se tornar facilitadores para a compreensão das novas informações.

O jogo batalha geométrica pode ser construída a partir dos seguintes materiais: folha de ofício em branco, régua, hidrocor, malhas, formas de gelo ou caixa de ovos. Dentro dessa prática de ensino o educador pode abordar conteúdos como eixo cartesiano e figuras geométricas. Por ser um jogo físico, sua construção pode ser feita no espaço escolar, permitindo relação direta com toda a classe.

Com adversidade existente de jogos, o ensino pode se tonar mais proveitoso, porém isso depende de estratégias didáticas traçadas pelos educadores. Neves, Lima e Lima (2017) o jogo tem uma ligação direta com o ensinar e o conectar pessoas, proporcionando meios

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diferentes para o desenvolvimento do ser humano, representando meios e possibilidades para compreender o raciocínio e as dificuldades de atingir os objetivos do jogo.

4 INTERAÇÃO SOCIAL NO ENSINO DA MATEMÁTICA INCLUSIVA

Trabalhar a modalidade de inclusão na disciplina de matemática requer atenção e cautela, pois muitas dificuldades podem surgir. No ambiente escolar muitos educando sofrem rejeições, por ter suas limitações físicas ou cognitivas. As atividades pedagógicas devem generalizar e englobar o público independentemente das deficiências (SIMÕES, 2016).

O ensino baseado em escritas e leituras torna uma aula pouco produtiva, atualmente a tecnologia vem substituindo alguns recursos pedagógicos tradicionais, ambientes equipados e modernizados, permite aulas mais atrativas e dinâmicas. Praticidades como a lousa digital vem ganhando espaço nas escolas, permitindo a integralidade entre o computador e telas de projeções, ajudando o processo de interação entre professor/aluno, tornando uma aprendizagem coletiva (CARVALHO; SCHERER, 2014).

Com relação aos aparelhos eletrônicos, trabalhar com jogos virtuais, parece ser um pouco estranho, porém ao mesmo tempo é desafiador, dinâmico, interativo e muitas vezes facilita o aprendizado do educando na matemática inclusiva. A utilização dos jogos virtuais possibilita o desenvolvimento da coordenação motora, da atenção, da concentração, da criatividade, da superação de fases e obstáculos, dentre muitas outras coisas. Os jogos eletrônicos cada vez mais fazem parte do cotidiano das pessoas, é uma ferramenta que possibilita o entretenimento, diversão, criatividade, embora os jogos tragam algumas desvantagens, também tem suas vantagens (TERAMOTO, et al. 2009).

As ferramentas físicas ou tecnológicas possuem particularidades, dando contribuições pertinentes para a educação. As atividades lúdicas físicas podem ser usadas a qualquer hora e lugar, podendo envolver várias pessoas ao mesmo tempo, já os jogos eletrônicos ou ferramentas digitais dependem de condições que muitas vezes não são acessíveis. Jogos eletrônicos são individualistas, impossibilitando o contato real entre os jogadores, existindo uma limitação de espaço, sendo cada participante no seu micro ou no seu smartphone.

O ensinamento através de jogos é bom tanto para o educador quanto para o educando, pois com a utilização desses recursos, desses materiais, há a socialização, o dialogo, o conhecimento prazeroso entre eles, o desafio enfrentado, os riscos que eles irão enfrentar, a organização, o saber esperar e o estímulo para continuar as aulas todos os dias. O educador

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que trabalha com aulas diferenciadas, trabalha apenas para uma finalidade, que o educando aprenda e se desenvolva para que futuramente ele possa trilhar caminhos diferenciados e por em prática tudo aquilo que ele aprendeu (TURELLA; CONTI, 2012).

“A organização, a intencionalidade e a mediação oferecem suporte às crianças para a superação de algumas dificuldades quanto à formação e assimilação de conceitos e o desenvolvimento de novas possibilidades no processo de ensino/aprendizagem da matemática” (ALBUQUERQUE; MORI; LACANALLO, 2009, p. 6).

A ludicidade pedagógica vem revelando suas contribuições no ensino, permitindo que o ensinar seja prazeroso, aumentando a construção e desenvolvimento cognitivo. Os jogos podem ser usados como prática de introdução de conteúdo, ou facilitar a assimilação desse (TERAMOTO, et al. 2009). O envolvimento entre os participantes e o lúdico, provoca uma sensação agradável de competição, pois, esses desafios estimulam uma maior atenção e o desejo de vencer.

A aprendizagem não pode ser consolidada apenas com o ouvir, escrever e solucionar problemas, é preciso o uso de ferramentas facilitadoras para o ensino. As técnicas para a educação devem ser comuns nas instituições escolares, despertando o interesse em realizar atividades práticas. Os educadores podem ir muito além dos métodos básico, podendo proporcionar momentos de harmonia, diversão e descontração, sempre objetivando a aprendizagem através do relacionamento com os demais educando, priorizando um sistema de socialização (TURELLA; CONTI, 2012).

O conhecimento é o conjunto de informações no qual o indivíduo adquiri por intermédio de experiências, aprendizagem, crenças e valores no decorrer da trajetória. O ser que possui o conhecimento é capaz de influenciar nas mudanças comportamentais e auxiliar na tomada de decisões (MARQUES, 2019).

Os conteúdos quando interligados a metodologias diferenciadas podem proporcionar certos interesses nos educandos, fazendo com que estes sejam estimulados a buscar novas habilidades. Os professores devem buscar situações facilitadoras, sendo os mesmos, os principais responsáveis para a escolha da metodologia que melhor se adeque à turma.

Quando existe a interação entre indivíduos, pode-se dizer que ocorre o compartilhamento de informações, sendo esse fator o indutor para um possível desenvolvimento e aprimoramento dos conhecimentos. Para que ocorra o desenvolvimento

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cognitivo no indivíduo é necessário que ele interaja com outras pessoas, as informações não ficarão retidas em um único espaço, mas se propagará simultaneamente.

Para Vygotsky, relatado por Rabello e Passos (2013), as aprendizagens que ocorrem dentro da Zona de Desenvolvimento Proximal permitem que os indivíduos se desenvolvam ainda mais, ou seja, esse fator proporciona um aprimoramento dos conhecimentos de caráter indispensável. É nessa distância que a aprendizagem vai acontecendo, neste caso a função do professor seria de facilitar ou mediar o conhecimento entre o educando e o mundo.

As unidades escolares buscando essa conexão devem inserir modalidades práticas, na qual os educandos tenham contato direto com a produção criativa, seja ela na matemática ou em qualquer outra disciplina. A “feira de conhecimento” ou “exposições de trabalhos” permite aos discentes a oportunidade de disseminar suas experiências adquiridos por meio de pesquisas e relações direta com o público visitante. Promovendo assim a valorização entre família/escola e o público de forma geral.

A exploração científica é um mecanismo de conhecimento. Esses saberes devem ser trabalhados de forma didática, promovendo novas descobertas. Os trabalhos expositivos, podem ser construídos exclusivamente para o ensino de conteúdos matemáticos, ou de forma interdisciplinar, englobando todas as dimensões de conteúdos propostos, ofertando condições de aprimoramento entrelaçado a natureza lúdica. Essas exposições podem ser feitas por meio de: textos informativos, instrucional, jornalísticos, artigos científicos, atividades práticas, controle experimental, artes, vídeos.

“A educação, particularmente nas práticas pedagógicas escolares, pode ser vista como um processo importante para transformações da realidade que conduza a um mundo socialmente mais justo” (MARPICA; LOGAREZZI, 2010, p. 116). Desta forma, o educador tem o privilégio e a oportunidade de moldar seus educandos de acordo com a necessidade real da sociedade.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por meio das investigações, foi observado a importância de reconhecer a diversidade cognitiva dos educandos, com o intuito de buscar elementos didáticos específicos, que venham contribuir em um ensino de qualidade e diferenciado. As práticas pedagógicas ligadas a matemática, demonstram que as ferramentas tradicionais (livros e quadro branco) não são suficientes para repassar compreensões dos problemas de cálculos.

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A matemática inclusiva de acordo com as releituras, demonstram que é preciso quebrar o preconceito, seja cultural, étnico ou religioso, despertando as ligações familiares com as unidades de ensino, na qual exercem um papel fundamenta no desenvolvimento da criança. No ambiente familiar é onde ocorre os primeiros contatos sociais, criando ligações afetivas e culturais. No espaço educativo o professor deve ampliar a harmonização entre o seu público, independentemente das condições físicas ou limitações de aprendizagem.

A inclusão ocorre pela quebra de preconceito, e uma estratégia para esse problema é a construção de atividades coletivas, na qual é necessário a comunicação e a envolvência entre todas as equipes. Muitos educadores realizam atividades orais, sendo que o educando deve ir em direção ao quadro no intuito de solucionar problemas, as dificuldades encontradas nas atividades serão solucionadas por meio da participação de toda a turma. Essas características mostram que todos apresentam limitações cognitivas, e que é necessário a conexão com ferramentas facilitadoras que auxiliam o processo de aprendizagem.

O trabalho produzido destaca a importância da interação social para o processo de aprendizagem, sendo que essa aproximação entre os educandos possibilita a troca de saberes. A interação pode ser estabelecida através dos jogos pedagógicos, sendo que o ensino da matemática pode apresentar melhores rendimentos, na qual as partidas ou a construção dessas ferramentas proporcionam ligações e interações sociais.

Muitos matemáticos utilizam jogos como: dominó da tabuada, jogo da roleta e batalha geométrica, se destacando por suas contribuições e conexões com os conteúdos. sendo o lúdico o facilitador e compreensão de ensinos muitas vezes complexos, ajudando a controlar a defasagem e dificuldade nas resoluções matemáticas. Muitos desses lúdicos estabelecem habilidades para a memorização, raciocínio e capacidade de resolver problemas difíceis.

Desta forma os educadores devem intervir com ferramentas pedagógicas, a partir das necessidades da turma, visando uma aprendizagem prazerosa e proveitosa. Desfazendo o preconceito e a exclusão no ambiente escolar, a partir do envolvimento do público escolar, oportunizando igualdade independentemente na classe social, cultura ou qualquer outro fator distinto.

REFERÊNCIAS

ALBUQUERQUE, Rosana Aparecida; MORI, Nerli Nonato Ribeiro; LACANALLO, Luciana Figueiredo. Salas de recursos e o uso de jogos para o ensino de conceitos matemáticos. Revista

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ALVES, Adriana Gomes; HOSTINS, Regina Célia Linhares; SANTOS, Marco Aurélio; FRISONI, Bianka Cappuci; CIPRIANI, Maicon; BIANCHINI, Patricia; MOREIRA, Gabriel Ferrão. JOGOS DIGITAIS INCLUSIVOS: com o dino todos podem jogar. Anais do

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Referências

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