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REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO FISCAL DA VALE S.A.

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Academic year: 2021

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CAPÍTULO I – DA CONCEITUAÇÃO E DA COMPOSIÇÃO

Artigo 1º – O Conselho Fiscal é o órgão de fiscalização da Vale S.A. (“Vale” ou “Companhia”),

de funcionamento permanente, que fiscaliza e verifica a ação dos Administradores e o cumprimento dos seus deveres legais e estatutários, em consonância com a legislação brasileira vigente, com os termos do Estatuto Social da Vale, deste Regimento Interno e da Regra 10 A-3 da U.S. Securities Exchange Act, aplicáveis ao Conselho Fiscal, naquilo que não conflitem com a legislação brasileira.

Artigo 2º – O Conselho Fiscal é composto de três a cinco membros efetivos e respectivos

suplentes, eleitos pela Assembleia Geral, observando-se os impedimentos contidos no Parágrafo 2º do Artigo 162 da Lei 6.404/1976.

Artigo 3º – Os membros efetivos do Conselho Fiscal e seus suplentes exercerão seus cargos

até a primeira Assembleia Geral Ordinária que se realizar após a sua eleição e poderão ser reeleitos (Artigo 161, Parágrafo 5º da Lei 6404/1976), caso não haja disposição legal ou estatutária em contrário.

Parágrafo 1º – O Presidente do Conselho Fiscal será escolhido pela maioria absoluta de

votos dos membros do colegiado.

Parágrafo 2º – Em atendimento ao item 16 A do Formulário 20-F da Securities and Exchange Commission (“SEC”), o Conselho de Administração reconhecerá, como

especialista financeiro, o membro do Conselho Fiscal que possuir as seguintes qualificações:

I. Conhecimento dos princípios contábeis geralmente aceitos e demonstrações financeiras em IFRS;

II. Habilidade de avaliar a aplicação geral dos princípios contábeis citados no inciso I acima em relação à contabilização de estimativas, provisões e reservas;

III. Experiência na preparação, análise, auditoria ou avaliação de demonstrações financeiras de uma Companhia registrada na SEC, demonstrando compreensão do alcance e do nível de complexidade dos assuntos contábeis que podem surgir quando da elaboração das demonstrações financeiras de companhias registradas ou ter experiência na supervisão ativa de uma ou mais pessoas engajadas em tais atividades;

IV. Conhecimento sobre controles internos e procedimentos para divulgação das demonstrações financeiras;

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Parágrafo 3º – A denominação de especialista financeiro não acarreta, para este

Conselheiro Fiscal, quaisquer deveres, obrigações ou responsabilidades adicionais àquelas imputadas aos demais Conselheiros Fiscais.

CAPÍTULO II – DA COMPETÊNCIA

Artigo 4º – Compete ao Conselho Fiscal:

I. Fiscalizar os atos dos Administradores e verificar o cumprimento de seus deveres estatutários e legais consoante as diferentes legislações em vigor aplicáveis;

II. Opinar sobre o Relatório Anual da Administração, fazendo constar do seu Parecer as informações complementares que julgar necessárias ou úteis;

III. Examinar as demonstrações financeiras do exercício social e sobre elas opinar, reunindo-se, pelo menos uma vez ao ano, com o Auditor Externo;

IV. Analisar, ao menos trimestralmente, balancetes, e demais demonstrações financeiras elaboradas pela Companhia e os debater com a Administração e com o Auditor Externo;

V. Manter a comunicação entre o Conselho Fiscal e o Auditor Externo, nos termos da regulamentação aplicável (Rule 10A-3 da SEC e o PCAOB AS 16);

VI. Opinar sobre as propostas dos órgãos da Administração a serem submetidas à Assembleia Geral, relativas à modificação do capital social, emissão de debêntures ou bônus de subscrição, planos de investimento ou orçamentos de capital, distribuição de dividendos, transformação, incorporação, fusão ou cisão;

VII. Denunciar, por qualquer de seus membros, aos órgãos da Administração, os erros, fraudes, crimes ou ilícitos e irregularidades que tomar conhecimento e sugerir à Companhia providências úteis e cabíveis;

VIII. Convocar Assembleia Geral Ordinária se os órgãos da administração retardarem por mais de um mês essa convocação e Assembleia Geral Extraordinária sempre que ocorrerem motivos graves ou urgentes, incluindo na agenda das Assembleias as matérias que considerarem necessárias;

IX. Prover informações sobre matérias de sua competência sempre que forem solicitadas por acionista ou grupo de acionistas que representem, no mínimo, 5% do capital social;

X. Fazer recomendação ao Conselho de Administração sobre a escolha, remuneração

e destituição do Auditor Externo da Companhia;

XI. Supervisionar e avaliar anualmente os trabalhos do Auditor Externo e, sendo julgado necessário, recomendar à Administração a destituição do Auditor Externo;

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XII. Avaliar e monitorar a independência e objetividade do Auditor Externo, debater com ele o planejamento de auditoria, envolvendo a natureza dos trabalhos, escopo, riscos de auditoria, a sua eficácia em linha com a regulamentação aplicável, e as obrigações de divulgação antes do início da prestação dos serviços;

XIII. Deliberar sobre a contratação junto ao Auditor Externo da Companhia, de serviços não relacionados a auditoria das demonstrações financeiras, podendo pré-aprovar lista de serviços passíveis de serem prestados pelo Auditor, que deverá ser revisada periodicamente;

XIV. Tomar conhecimento dos relatórios de Auditoria Interna e do Auditor Externo, analisando suas recomendações e pareceres e os convidar para participar, quando necessário, das reuniões do Conselho Fiscal;

XV. Garantir que a Auditoria Interna é dotada de recursos suficientes para desempenhar suas funções, revisar e monitorar sua eficácia e que a mesma ocupa posição adequada dentro da estrutura funcional da Companhia;

XVI. Analisar relatório emitido pelo Auditor Externo, contendo as questões materiais endereçadas para a Administração, relativamente aos registros contábeis, demonstrações financeiras, sistemas de controle interno da Vale e de suas Controladas consolidadas, acompanhadas dos respectivos comentários e respostas da Administração;

XVII. Mediar eventuais divergências entre a Administração e o Auditor Externo sobre as demonstrações financeiras da Companhia;

XVIII. Avaliar os controles financeiros, os controles internos e o sistema de gestão de riscos da Companhia, de maneira a assegurar a sua eficácia e adequação e dos recursos despendidos, qualificação e experiência dos responsáveis e seus programas de treinamento;

XIX. Avaliar a eficácia dos procedimentos adotados pela Companhia para receber, processar e tratar denúncias relacionadas a questões contábeis, controles internos contábeis e matérias de auditoria, que devem assegurar o sigilo e anonimato do denunciante, observada as legislações aplicáveis;

XX. Elaborar o seu orçamento anual, compreendendo, em especial, a contratação dos serviços no Artigo 6º deste Regimento Interno;

XXI. Exercer as atribuições atinentes ao seu poder de fiscalização durante a liquidação da Companhia, consoante a legislação vigente aplicável.

Parágrafo 1º – O Conselho Fiscal examinará as Atas de Reuniões da Diretoria Executiva e

do Conselho de Administração da Companhia.

Parágrafo 2º O Conselho Fiscal receberá Relatório mensal elaborado pela Ouvidoria contendo, de forma detalhada, as denúncias relacionadas a demonstrações financeiras,

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controles internos, contabilidade e auditoria, além de um sumário das denúncias recebidas no período e as principais ações tomadas.

Parágrafo 3º – O Conselho Fiscal solicitará aos órgãos da Administração esclarecimentos

e/ou informações, assim como a elaboração de demonstrações financeiras ou contábeis especiais.

Parágrafo 4º – Os membros do Conselho Fiscal assistirão à reunião do Conselho de

Administração em que se deliberar sobre assuntos sobre as quais o Conselho Fiscal deva opinar, permanecendo na reunião apenas durante a discussão e deliberação de tais assuntos.

Parágrafo 5º – O Conselho Fiscal deverá disponibilizar, até 30 (trinta) dias antes da data

de realização da Assembleia Geral Ordinária, parecer sobre o relatório da administração, as demonstrações financeiras do exercício e demais documentos pertinentes a matérias incluídas na ordem do dia, em que deva opinar em conformidade com o inciso IV, Artigo 133 da Lei 6404/1976 e com o Artigo 39 do Estatuto Social da Vale.

Parágrafo 6º – Qualquer membro do Conselho Fiscal poderá solicitar ao Auditor Externo e

à Auditoria Interna esclarecimentos e informações que julgar necessários, assim como a apuração de fatos específicos.

CAPÍTULO III – DO APOIO E ASSESSORAMENTO AO CONSELHO FISCAL

Artigo 5º – O Conselho Fiscal terá o apoio administrativo de um órgão indicado pela

Companhia, que se incumbirá das seguintes atribuições:

I. Auxiliar na elaboração e distribuição da pauta e na convocação dos membros para as reuniões do Conselho Fiscal;

II. Secretariar as reuniões, elaborar as respectivas Atas e mantê-las custodiadas;

III. Expedir e receber a documentação pertinente ao Conselho Fiscal;

IV. Apoiar administrativamente o Conselho Fiscal naquilo que for necessário para o cumprimento das disposições deste Regimento Interno e da legislação aplicável;

V. Encaminhar as Atas e Pareceres do Conselho Fiscal aos órgãos competentes.

Artigo 6º – O Conselho Fiscal pode solicitar à Diretoria Executiva da Companhia a

contratação de assessores externos (advogados, consultores, analistas e outros) com o objetivo de auxiliá-lo na consecução de seus fins, podendo, ainda, aprovar o pagamento desses assessores e de quaisquer despesas administrativas necessárias ao desempenho de suas funções, tudo em estrita observância de seu próprio orçamento.

Parágrafo Único – Não obstante o disposto acima, o Conselho Fiscal poderá, para apurar

fato cujo esclarecimento seja necessário ao desempenho de suas funções, formular, com justificativa, questões a serem respondidas por perito e determinar à Diretoria Executiva que indique, para esse fim, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, três peritos que podem ser

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pessoas físicas ou jurídicas, de reconhecido conhecimento na área em questão, dentre os quais o Conselho Fiscal selecionará um, cujos honorários serão pagos pela Companhia. CAPÍTULO IV– DAS REUNIÕES

Artigo 7º – O Conselho Fiscal se reunirá ordinariamente uma vez por mês e

extraordinariamente, sempre que convocado pelo Presidente do Conselho Fiscal. As reuniões serão instaladas com a presença da maioria dos seus membros efetivos e serão realizadas preferencialmente na sede da Companhia. É facultada a participação nas reuniões por meio de teleconferência, videoconferência ou outro meio de comunicação simultânea com os demais membros presentes à reunião, que assegure a participação efetiva e a autenticidade do voto.

Artigo 8º – As deliberações do Conselho Fiscal serão tomadas por maioria de votos,

podendo, entretanto, os membros dissidentes fazer constar em ata a sua oposição devidamente fundamentada.

Parágrafo 1º – A pauta dos trabalhos, contendo a ordem do dia, será disponibilizada para

os membros efetivos do Conselho Fiscal com antecedência mínima de 5 (cinco) dias úteis, no portal próprio de comunicação entre os Conselheiros, salvo em situações extraordinárias ou de urgência, a serem avaliadas pelo Presidente do Conselho Fiscal. O portal de comunicação também é utilizado para disponibilização de documentos, relatórios, apresentações, demonstrações financeiras, etc., inerentes à pauta dos trabalhos, aos Conselheiros Fiscais.

Parágrafo 2º – Na impossibilidade de comparecimento à reunião, o membro efetivo deverá

comunicar ao Presidente do Conselho Fiscal o fato, preferencialmente, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas, para que seja providenciada a convocação do membro suplente.

Artigo 9º – O Presidente coordenará as reuniões do Conselho Fiscal. Em caso de sua

ausência, os Conselheiros presentes escolherão aquele que coordenará a reunião. CAPÍTULO V– DOS DEVERES E RESPONSABILIDADES

Artigo 10º – Os membros do Conselho Fiscal deverão informar à Comissão de Valores

Mobiliários (CVM) e ao Diretor Executivo de Finanças e de Relações com Investidores da Vale, qualquer modificação em sua participação no capital social da Companhia.

Artigo 11º – Os Conselheiros Fiscais obrigam-se a cumprir os termos do Código de Ética e

Conduta, da Política Global Anticorrupção e o Manual de Anticorrupção da Companhia, da Política de Transações com Partes Relacionadas (“Política de Partes Relacionadas”), da Política de Negociação de Valores Mobiliários (“Política de Negociação”) e da Política de Divulgação de Informações (“Política de Divulgação”).

CAPÍTULO VI – DA AUTOAVALIAÇÃO

Artigo 12º – O Conselho Fiscal fará autoavaliação dos seus trabalhos até 30 (trinta) dias

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CAPÍTULO VII – DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Artigo 13º – A investidura dos membros do Conselho Fiscal dá-se com a assinatura do

termo de posse lavrado no Livro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal.

Parágrafo Único – No ato da investidura, o membro do Conselho Fiscal deverá:

I. Informar ao Diretor de Finanças e de Relações com Investidores da Vale a quantidade de valores mobiliários de emissão da Vale e suas controladas ou controladoras que sejam companhias abertas, que eventualmente possuam, assim como as de propriedade de seu cônjuge, salvo se dele estiver separado de fato ou judicialmente, de companheiro(a), de qualquer dependente incluído na declaração anual de imposto de renda e de sociedades controladas direta ou indiretamente por essas pessoas;

II. Celebrar Acordo de Confidencialidade com a Vale;

III. Firmar Termo de Adesão à Política de Negociação;

IV. Firmar Termo de Recebimento e Compromisso com o Código de Ética e Conduta da Vale;

V. Firmar termo de anuência à Política de Partes Relacionadas.

Artigo 14º – Caberá ao Conselho Fiscal dirimir quaisquer dúvidas existentes e casos

omissos deste Regimento Interno, bem como promover as alterações que julgar necessárias, observadas as normas estatutárias e legais vigentes.

Este Regimento Interno foi revisado e aprovado pelo Conselho Fiscal na ROCF 03-17/18 – realizada em 23/06/2017.

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