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ELEIçÕES. Anotações à Lei N , de 30 de setembro de 1997, alterada pelas Leis NS /03, /06 e /09

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ELEIçÕES

AnotAções à Lei n. 9.504,

de 30 de setembro de 1997,

ALterAdA peLAs Leis ns. 10.740/03, 11.300/06 e 12.034/09

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são pAuLo, 2012 Carlos Roberto de Abreu Sodré

José Carlos Macruz

AnotAções à Lei n. 9.504,

de 30 de setembro de 1997,

ALterAdA peLAs Leis ns. 10.740/03, 11.300/06 e 12.034/09

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sumário

Apresentação ... 7

Disposições gerais ... 9

Das coligações... 13

Das convenções para a escolha de candidatos ... 16

Do registro de candidatos ... 21

Da arrecadação e da aplicação de recursos nas campanhas eleitorais ... 34

Da prestação de contas ... 48

Das pesquisas e testes pré ‑eleitorais ... 59

Da propaganda eleitoral em geral ... 63

Da propaganda eleitoral mediante outdoors ... 81

Da propaganda eleitoral na imprensa ... 82

Da propaganda eleitoral no rádio e na televisão ... 85

Do direito de resposta ... 113

Do sistema eletrônico de votação e da totalização dos votos ... 123

Das mesas receptoras ... 124

Da fiscalização das eleições ... 126

Das condutas vedadas aos agentes públicos em campanhas eleitorais ... 131

Disposições transitórias ... 151

Disposições finais ... 155

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ApresentAção

Se nenhum candidato, nos Municípios com mais de 200 mil eleitores, alcançar maioria absoluta (mais da metade dos votos válidos) na primeira votação, far ‑se ‑á nova eleição em 28 de outubro de 2012 (segundo turno), com os 2 mais votados (Constituição Federal, arts. 29, II e 77, § 3o e Lei n. 9.504/97, art. 3o, § 2o). Em uma eleição com 100 mil votos válidos, com quatro candidatos, se o candidato mais votado obtiver 40 mil, o segundo, 30 mil, o terceiro, 18 mil, e o quarto, 12 mil votos, nenhum deles terá atingido a maioria absoluta de votos. Nesse caso, far ‑se ‑á nova eleição, em segundo turno, com os dois candidatos mais votados. Se remanescer, em segundo lugar, mais de um candidato com a mesma votação, será dada preferência ao mais idoso.

O candidato pode falecer, renunciar ou ser alvo de impedimento, a exemplo de ter sido considerado inelegível. Tais hipóteses levam à convocação do candidato remanescente, com mais votação. Na eleição com 100 mil votos válidos, se o candidato que teve 40 mil votos desistir, convocar ‑se ‑á o terceiro, que obteve 18 mil votos, para concorrer com o segundo, que teve 30 mil votos. Se houver empate entre os candidatos remanescentes, também será qualificado o mais idoso. Em uma eleição com 100 mil votos válidos, com quatro candidatos, se o candidato mais votado obtiver 40 mil, o segundo, 30 mil, o terceiro, 18 mil, e o quarto, 12 mil votos, nenhum deles terá atingido.

Na eleição com 100 mil votos válidos, se o candidato que teve 40 mil votos desistir, convocar ‑se ‑á o terceiro, que obteve 18 mil votos, para concorrer com o segundo, que teve 30 mil votos. Se houver empate entre os candidatos remanescentes, também será qualificado o mais idoso.

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LEI N. 9.504, DE 30 DE SETEMBRO DE 1997

Estabelece normas para as eleições.

O VICE ‑PRESIDENTE DA REPÚBLICA no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: disposições GerAis

Art.1o As eleições para Presidente e Vice ‑Presidente da República, Governador e Vice ‑Governador de Estado e do Distrito Federal, Prefeito e Vice ‑Prefeito, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual, Deputado Distrital e Vereador dar ‑se ‑ão, em todo o País, no primeiro domingo de outubro do ano respectivo.

Serão realizadas eleições para Prefeito, Vice ‑Prefeito e Vereador em todo o País, em 7 de outubro de 2012, no primeiro turno, e em 28 de outubro de 2012, no segundo turno, onde houver, por sufrágio universal e voto direto e secreto (Constituição Federal, art. 14, caput, Código Eleitoral, art. 82, e Lei n. 9.504/1997, art.1o).

O voto é obrigatório para os maiores de 18 anos e facultativo para os analfabetos, para os maiores de 70 anos e para os maiores de 16 e menores de 18 anos (Constituição Federal, art. 14, § 1o, I e II), podendo votar os eleitores regularmente inscritos até 9 de maio de 2012 (Lei n. 9.504/97, art. 91, caput).

Parágrafo único. Serão realizadas simultaneamente as eleições:

I – para Presidente e Vice ‑Presidente da República, Governador e Vice‑ ‑Governador de Estado e do Distrito Federal, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Deputado Distrital;

II – para Prefeito, Vice ‑Prefeito e Vereador.

Nas eleições para Prefeito, Vice ‑Prefeito e Vereador, a circunscrição do pleito será o Município (Código Eleitoral, art. 86).

Art. 2o Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.

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§ 1o Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far ‑se ‑á nova eleição no último domingo de outubro, concorrendo os dois candidatos mais votados, e considerando ‑se eleito o que obtiver a maioria dos votos válidos.

§ 2o Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar ‑se ‑á, dentre os remanescentes, o de maior votação.

§ 3o Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer, em segundo lugar, mais de um candidato com a mesma votação, qualificar ‑se ‑á o mais idoso. § 4o A eleição do Presidente importará a do candidato a Vice ‑Presidente com ele registrado, o mesmo se aplicando à eleição de Governador.

Art. 3o Será considerado eleito Prefeito o candidato que obtiver a maioria dos votos, não computados os em branco e os nulos.

As eleições para Prefeito e Vice ‑Prefeito obedecem ao princípio majoritário (Lei n. 9.504, art. 3o e Código Eleitoral, art. 83), isto é, serão considerados eleitos os candidatos com maior número de votos válidos, não computados os votos brancos e os nulos. Em uma eleição com 120 mil votos válidos, com quatro candidatos, o candidato mais votado teve 60.001 votos, o segundo, 40 mil votos, o terceiro, 12 mil votos e, o quarto, 7.999 votos. O primeiro está eleito em primeiro turno. Para a proclamação dos resultados nas eleições majoritárias, observado o disposto no § 2º deste artigo 3º, a Junta Eleitoral deverá observar as seguintes regras (TSE, Resolução n. 23.372/11, art. 164):

I – deve a Junta Eleitoral proclamar eleito o candidato que obteve a maioria dos votos válidos, não computados os votos brancos e os votos nulos, quando não houver candidatos com registro indeferido, ou, se houver, quando os votos dados a esses candidatos não forem superiores a 50% da votação válida;

II – não deve a Junta Eleitoral proclamar eleito o candidato que obteve a maioria da votação válida, quando houver votos dados a candidatos com registros indeferidos, mas com recursos ainda pendentes, cuja nulidade for superior a 50% da votação válida, o que poderá ensejar nova eleição, nos termos do art. 224 do Código Eleitoral;

III – se a nulidade dos votos dados a candidatos com registro indeferido for superior a 50% da votação válida e se já houver decisão do Tribunal Superior

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Eleitoral indeferitória do pedido de registro, deverão ser realizadas novas eleições imediatamente; caso não haja, ainda, decisão do Tribunal Superior Eleitoral, não se realizarão novas eleições;

IV – havendo 2º turno e dele participar candidato que esteja sub judice e que venha a ter o seu registro indeferido posteriormente, caberá à Junta Eleitoral verificar se, com a nulidade dos votos dados a esse candidato no 1º turno, a hipótese é de realizar novo 2º turno, com os outros 2 candidatos mais votados no 1º turno, ou de considerar eleito o mais votado no 1º turno; se a hipótese for de realização de novo 2º turno, ele deverá ser realizado imediatamente, inclusive com a diplomação do candidato que vier a ser eleito.

§ 1o A eleição do Prefeito importará a do candidato a Vice ‑Prefeito com ele registrado.

Indica a unicidade e a indivisibilidade das chapas. O registro de candidatos a Prefeito e Vice ‑Prefeito far ‑se ‑á sempre em chapa única e indivisível, ainda que resulte na indicação de aliança de partidos.

§ 2o Nos municípios com mais de 200 mil eleitores, aplicar ‑se ‑ão as regras estabelecidas nos §§ 1o a 3o do artigo anterior.

Se nenhum candidato, nos Municípios com mais de 200 mil eleitores, alcançar maioria absoluta (mais da metade dos votos válidos) na primeira votação, far‑ ‑se ‑á nova eleição em 28 de outubro de 2012 (segundo turno), com os 2 mais votados (Constituição Federal, arts. 29, II e 77, § 3o e Lei n. 9.504/97, art. 3o, § 2o). Em uma eleição com 100 mil votos válidos, com quatro candidatos, se o candidato mais votado obtiver 40 mil, o segundo, 30 mil, o terceiro, 18 mil, e o quarto, 12 mil votos, nenhum deles terá atingido a maioria absoluta de votos. Nesse caso, far ‑se ‑á nova eleição, em segundo turno, com os dois candidatos mais votados. Se remanescer, em segundo lugar, mais de um candidato com a mesma votação, será dada preferência ao mais idoso.

O candidato pode falecer, renunciar ou ser alvo de impedimento, a exemplo de ter sido considerado inelegível. Tais hipóteses levam à convocação do candidato remanescente, com mais votação. Na eleição com 100 mil votos válidos, se o candidato que teve 40 mil votos desistir, convocar ‑se ‑á o terceiro, que obteve 18 mil votos, para concorrer com o segundo, que teve 30 mil votos. Se houver empate entre os candidatos remanescentes, também será qualificado o mais idoso.

Art. 4o Poderá participar das eleições o partido que, até um ano antes do pleito, tenha registrado seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral,

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conforme o disposto em lei, e tenha, até a data da convenção, órgão de direção constituído na circunscrição, de acordo com o respectivo estatuto.

Atualmente, são 29 os partidos políticos registrados no TSE: PMDB; PTB; PDT; PT; DEM; PCdoB, PSB; PSDB, PTC, PSC, PMN; PRP; PPS; PV; PTdoB; PP; PSTU; PCB; PRTB; PHS; PSDC; PCO; PTN; PSL; PRB; PSOL, PR, PSD e PPL, e habilitados a concorrer às eleições de dia 7 de outubro de 2012.

Art. 5o Nas eleições proporcionais, contam ‑se como válidos apenas os votos dados a candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias.

São considerados válidos os votos nominais e os conferidos às agremiações partidárias, desconsiderados os votos brancos e nulos.

Os Vereadores serão eleitos pelo sistema proporcional, isto é, os candidatos mais votados de cada partido político ou coligação, na ordem da votação nominal, tantos quantos indicarem os quocientes partidários e o cálculo da distribuição das sobras (Código Eleitoral, art. 108).

Aplica ‑lhes o princípio da representação proporcional, na forma prevista nos artigos 106 a 111 do Código Eleitoral:

• determina ‑se o quociente eleitoral dividindo ‑se o número de votos válidos apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral, desprezada a fração, se igual ou inferior a meio; equivalente a um, se superior; • determina ‑se, para cada partido ou coligação, o quociente partidário,

dividindo ‑se pelo quociente eleitoral o número de votos válidos dados sob a mesma legenda ou coligação de legendas, desprezada a fração; • estarão eleitos tantos candidatos registrados por um partido ou coligação

quantos o respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que cada um tenha recebido;

• os lugares não preenchidos com a aplicação dos quocientes partidários serão distribuídos mediante observância das seguintes regras:

– dividir ‑se ‑á o número de votos válidos atribuídos a cada partido ou coligação de partidos pelo número de lugares por ele obtido, mais um, cabendo ao partido ou coligação que apresentar a maior média um dos lugares a preencher;

– repetir ‑se ‑á a operação para a distribuição de cada um dos lugares; – no caso de empate de médias entre dois ou mais partidos políticos ou coligações, será considerado aquele com mais votação (Resolução – TSE 16.844, de 18 de setembro de 1990);

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• o preenchimento dos Iugares com que cada partido ou coligação for contemplado far ‑se ‑á segundo a ordem de votação recebida pelos seus candidatos;

• só poderão concorrer à distribuição dos lugares os partidos e coligações que tiverem obtido quociente eleitoral;

• em caso de empate, haver ‑se ‑á por eleito o candidato mais idoso;

• se nenhum partido ou coligação alcançar o quociente eleitoral, considerar ‑se ‑ão eleitos, até serem preenchidos todos os lugares, os candidatos mais votados.

dAs CoLiGAções

É a união de dois ou mais partidos com vistas na apresentação conjunta de candidatos a determinada eleição. A coligação, apesar de não possuir personalidade jurídica civil, como os partidos, é um ente jurídico com direitos e obrigações durante todo o processo eleitoral. É uma entidade jurídica de direito eleitoral, temporária, com todos os direitos assegurados aos partidos, e com todas as suas obrigações, inclusive as resultantes de contratos com terceiros, e as decorrentes de atos ilícitos.

Para as eleições municipais de 2012, o Tribunal Superior Eleitoral expediu instruções para a formação de coligações, constantes da Resolução n. 23.373/11, que dispõe sobre a escolha e o registro de candidatos.

Art. 6o É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para ambas, podendo, neste último caso, formar ‑se mais de uma coligação para a eleição proporcional dentre os partidos que integram a coligação para o pleito majoritário.

Exemplificando: Dentre os partidos X, Y e Z que se coligaram para a eleição majoritária, para efeito da proporcional, podem usar a mesma composição ou, ainda, X + Y; X + Z ou Y + Z.

A EC 52/2006, que deu nova redação ao § 1o do artigo 17 da Constituição Federal, acabou com a “verticalização partidária”, assegurando aos partidos políticos autonomia para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, dispondo, ainda, que não existe a obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou

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municipal. As candidaturas não são vinculadas, podendo assim, o partido A, se coligar ao partido B, na eleição federal e, na eleição estadual, o partido B pode se coligar com o partido C.

TSE, RESPE 16755/01: A coligação de partidos para a eleição proporcional

deve ser feita entre aqueles integrantes da coligação para as eleições majoritárias (Lei n. 9.504/97, art. 6o).

TSE, RES. 23.211/10: Na hipótese de coligação na eleição majoritária de 4

partidos, pode haver, por exemplo, duas coligações para a eleição proporcional, desde que com os partidos que compõem a coligação na majoritária.

TSE, RES. 19.580/96: Se não houver coligação na eleição majoritária, não

se pode formar coligação na eleição proporcional.

§ 1o A coligação terá denominação própria, que poderá ser a junção de todas as siglas dos partidos que a integram, sendo a ela atribuídas as prerrogativas e obrigações de partido político no que se refere ao processo eleitoral, e devendo funcionar como um só partido no relacionamento com a Justiça Eleitoral e no trato dos interesses interpartidários.

A coligação atua como um partido político ante a Justiça Eleitoral, não cabendo aos partidos políticos coligados atuarem isoladamente, exceção feita no trato de assuntos inerentes à própria coligação.

TSE, RESPE 24531/04: Constituem ‑se as coligações partidárias por interesse comum para finalidade determinada ‑ disputar eleição específica. A desistência dos candidatos, sem que a coligação lhes indique substitutos, extingue a coligação.

TSE, AGR ‑RESPE 363984/10: É parte legítima para propor as ações

eleitorais, mesmo após a realização da eleição, porquanto os atos praticados durante o processo eleitoral podem ter repercussão até após a diplomação.

TSE, AGR ‑RESPE 363984/10: Legitimidade concorrente entre a coligação

e os partidos que a compõem, para fins de ajuizamento dos meios de impugnação na Justiça Eleitoral, em face da eventual possibilidade de desfazimento dos interesses das agremiações que acordaram concorrer conjuntamente.

TSE, ARESPE 24982/05: Durante o processo eleitoral, todos os partidos

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§ 1o A. A denominação da coligação não poderá coincidir, incluir, ou fazer referência a nome ou número de candidato, nem conter pedido de voto para partido político. (Incluído pela Lei n. 12.034/2009)

A coligação deve ser identificada tal qual um partido político, com denominação própria, sem que faça dela constar qualquer referência a candidato ou que seja utilizada para propaganda eleitoral.

§ 2o Na propaganda para eleição majoritária, a coligação usará, obrigatoria‑ mente, sob sua denominação, as legendas de todos os partidos que a integram; na propaganda para eleição proporcional, cada partido usará apenas sua legenda sob o nome da coligação.

Permite ao eleitor identificar quais partidos políticos estão coligados e que apoiam determinado candidato para as eleições a Prefeito e Vice ‑Prefeito. Esta regra não é imposta para as eleições proporcionais, nas quais importa indicar o nome da coligação e o partido político a que o candidato a Vereador é filiado.

TSE, AERP 439/02: Verificando ‑se, na propaganda eleitoral gratuita, que

o partido político ou a coligação não observa o que prescreve o art. 242 do Código Eleitoral ou o que determina o § 2o do art. 6o da Lei n. 9.504/97, deve o julgador ‑ à falta de norma sancionadora ‑ advertir o autor da conduta ilícita, pena de desobediência (art. 347 do Código Eleitoral).

§ 3o Na formação de coligações, devem ser observadas, ainda, as seguintes normas:

I – na chapa da coligação, podem inscrever ‑se candidatos filiados a qualquer partido político dela integrante;

II – o pedido de registro dos candidatos deve ser subscrito pelos Presidentes dos partidos coligados, por seus delegados, pela maioria dos membros dos respectivos órgãos executivos de direção ou por representante da coligação, na forma do inciso III;

TSE, RESPE 14379/96: Registro de Candidatura ‑ Coligação ‑ Pedido de

registro subscrito pelos Presidentes de todos os partidos supre eventual omissão quanto à aprovação da formação da coligação.

III – os partidos integrantes da coligação devem designar um representante, que terá atribuições equivalentes às de Presidente de partido político, no trato dos interesses e na representação da coligação, no que se refere ao processo eleitoral;

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IV – a coligação será representada perante a Justiça Eleitoral pela pessoa designada na forma do inciso III ou por delegados indicados pelos partidos que a compõem, podendo nomear até:

a) três delegados perante o Juízo Eleitoral;

b) quatro delegados perante o Tribunal Regional Eleitoral; c) cinco delegados perante o Tribunal Superior Eleitoral.

Como para qualquer partido político, deve ser designado um Presidente, que pode ser de qualquer uma das agremiações coligadas, que a representará perante a Justiça Eleitoral. A representação também pode se dar por meio de delegados indicados pelos partidos políticos.

§ 4o O partido político coligado somente possui legitimidade para atuar de forma isolada no processo eleitoral quando questionar a validade da própria coligação, durante o período compreendido entre a data da convenção e o termo final do prazo para a impugnação do registro de candidatos. (Incluído pela Lei n. 12.034/2009)

dAs ConVenções pArA A esCoLHA de CAndidAtos

Convenção partidária é a reunião dos filiados a um partido para deliberação de assuntos de interesse da agremiação. É a reunião em que a agremiação partidária, durante determinado período estabelecido pela Lei Eleitoral, escolhe os seus candidatos e decide sobre a formação de uma coligação.

Para as eleições municipais de 2012, o Tribunal Superior Eleitoral expediu instruções sobre as convenções partidárias e a escolha de candidatos, constantes da Resolução n. 23.373/11, que dispõe sobre a escolha e o registro de candidatos.

Art. 7o As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação de coligações serão estabelecidas no estatuto do partido, observadas as disposições desta lei.

TSE, RESPE 11194/90: Partido politico. Convenção. Quorum para deliberar

sobre coligação. Matéria “interna corporis”. Escolha de candidatos (suplentes de Senador) não pode ser delegada pela convenção, a comissão executiva.

TSE, RESPE 11525/90: Convenção. Coligação ou candidatura própria.

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por apoiar candidato de outro partido, não pode a Justiça Eleitoral, sem quebra do principio da autonomia partidária, autorizar alternativamente a candidatura própria.

§ 1o Em caso de omissão do estatuto, caberá ao órgão de direção nacional do partido estabelecer as normas a que se refere este artigo, publicando ‑as no Diário Oficial da União até 180 (cento e oitenta) dias antes das eleições.

Se o estatuto nada estabelecer a respeito da formação de coligações ou substituições de candidatos, o órgão diretivo máximo do partido político deve estabelecê ‑las até o dia 10 de abril de 2012.

§ 2o Se a convenção partidária de nível inferior se opuser, na deliberação sobre coligações, às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção nacional, nos termos do respectivo estatuto, poderá esse órgão anular a deliberação e os atos dela decorrentes. (Redação dada pela Lei n. 12.034/2009)

Em respeito à hierarquia partidária entre os órgãos que compõem as agremiações políticas, se a convenção partidária realizada pelos diretórios municipais para a escolha do Prefeito, Vice ‑Prefeito e Vereador desrespeitar as diretrizes fixadas pelo diretório nacional, este poderá anular as deliberações tomadas.

TSE, RESPE 16784/00: Diante da inexistência de diretrizes estabelecidas

pela convenção nacional do partido para as eleições de 2000, é ilegal o ato do diretório regional que dissolveu o municipal, devido à formação de coligação partidária para as eleições/2000.

§ 3o As anulações de deliberações dos atos decorrentes de convenção partidária, na condição acima estabelecida, deverão ser informadas à Justiça Eleitoral no prazo de 30 (trinta) dias após a data‑limite para o registro de candidatos.

(Redação dada pela Lei n. 12.034/2009)

Sendo o dia 5 de julho de 2012 a data ‑limite para o registro de candidatos, o diretório nacional tem até o dia 4 de agosto para comunicar a Justiça Eleitoral sobre a anulação da deliberação.

Uma vez recebida a comunicação de que foi anulada a deliberação sobre coligações e os atos dela decorrentes, o Juiz Eleitoral cancelará, de ofício, todos os pedidos de registro, para as eleições majoritárias e proporcionais, que tenham sido requeridos pela coligação integrada pelo respectivo partido político comunicante.

§ 4o Se, da anulação, decorrer a necessidade de escolha de novos candidatos, o pedido de registro deverá ser apresentado à Justiça Eleitoral nos 10 (dez)

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dias seguintes à deliberação, observado o disposto no art. 13. (Incluído pela Lei n. 12.034/2009)

O art. 13 prevê regras para a substituição dos candidatos a Prefeito, Vice‑Prefeito e Vereador. Decerto que, se os prazos para substituições dos candidatos se esgotaram, quando da anulação da deliberação a que se refere o § 2º deste artigo, não será mais possível a indicação de novos candidatos.

Art. 8o A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão ser feitas no período de 10 a 30 de junho do ano em que se realizarem as eleições, lavrando ‑se a respectiva ata em livro aberto e rubricado pela Justiça Eleitoral.

TSE, AI 806/97: Coligação partidária. Eleição proporcional. (...). Eleições

municipais. 2. A deliberação sobre coligação deverá ser tomada, em convenção partidária, constando da ata em livro próprio. Se o partido delibera, em convenção, de forma expressa, não constituir coligação ao pleito proporcional, ou nada delibera a esse respeito, cabível não é à Justiça Eleitoral considerar como existente coligação com outro partido, na eleição proporcional, tão só, porque ambos formaram coligação para a eleição majoritária. (...).

TSE, AGR ‑RESPE 31673/08: Não é possível a celebração de acordo que

tenha por objeto a inclusão de partido político em determinada coligação, quando já esgotado o prazo para a realização das convenções partidárias.

TSE, RES. 18.135/92: Consulta. Deputado Federal. Diretório Municipal

partidário. Possibilidade de realização de convenção para escolha de candidatos a Prefeito, Vice ‑Prefeito, Vereadores, e aprovação da coligação em duas etapas. Inexistência de obrigatoriedade de realização de uma única convenção para escolha de candidatos ao pleito eletivo.

TSE, ARESPE 26816/09: Havendo sido deliberado em convenção pela

possibilidade futura de coligação com outros partidos, além daqueles expressamente mencionados, não se considera extrapolado o prazo estabelecido nos arts. 8o da Lei n. 9.504/97 (...), nem daquele previsto no art. 11 da Lei n. 9.504/97 na hipótese de inclusão de outros partidos, na coligação, após o prazo para convenções.

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A redação dada ao § 1o era a seguinte: “Aos detentores de mandato de Deputado Federal, Estadual ou Distrital, ou de Vereador, e aos que tenham exercido esses cargos em qualquer período da legislatura que estiver em curso, é assegurado o registro de candidatura para o mesmo cargo pelo partido a que estejam filiado”. Essa regra está com a sua eficácia suspensa por decisão cautelar do Supremo Tribunal Federal, que tem o seguinte teor:

Direito Constitucional e Eleitoral: Candidatura nata. Princípio da isonomia entre os pré ‑candidatos. Autonomia dos partidos políticos. Ação direta de inconstitucionalidade do parágrafo 1o do artigo 8o da Lei n. 9.504, de 30 de

setembro de 1997, segundo o qual: Ԥ 1o РAos detentores de mandato de Deputado

Federal, Estadual ou Distrital, ou de Vereador, e aos que tenham exercido esses cargos em qualquer período da legislatura que estiver em curso, é assegurado o registro de candidatura para o mesmo cargo pelo partido a que estejam filiados’. Alegação de ofensa aos artigos 5o, caput, e 17 da Constituição Federal. Pedido

de medida cautelar de suspensão da norma impugnada. Plausibilidade jurídica da ação, reconhecida, por maioria (8 votos X 1), sendo 3, com base em ambos os princípios (da isonomia art. 5o, caput e da autonomia partidária art. 17) e cinco,

apenas, com apoio nesta última. Periculum in mora também presente. Cautelar deferida. (TRIBUNAL PLENO, Rel: Ministro Sydney Sanches, julgado em 24 de abril de 2002, publicado no DJ de 21 de novembro de 2003, p. 7).

Portanto, não existe mais candidatura nata legalmente estabelecida para os atuais detentores de mandato legislativo municipal e aos que o exerceram durante a legislatura em curso, e deverão concorrer, nas convenções, às suas indicações para participar como candidatos nas eleições.

§ 2o Para a realização das convenções de escolha de candidatos, os partidos políticos poderão usar gratuitamente prédios públicos, responsabilizando ‑se por danos causados com a realização do evento.

Regra geral, os bens públicos não podem ser utilizados para fins eleitorais, exceção feita ao uso gratuito de prédios públicos, como a própria Câmara Municipal, para a realização das convenções partidárias.

Art. 9o Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de, pelo menos, um ano antes do pleito e estar com a filiação deferida pelo partido no mesmo prazo.

Domicílio eleitoral na circunscrição do pleito é uma das condições de elegibilidade prevista no artigo 14, § 3o, IV, da Constituição Federal e consiste no “lugar de

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residência ou moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar ‑se ‑á domicílio qualquer delas” (Código Eleitoral, art. 42, parágrafo único). Requer ‑se a comprovação do domicílio eleitoral até um ano antes das eleições (07/10/2011).

TSE, ARESPE 18.124/00: O domicílio eleitoral não se confunde, neces‑

sariamente, com o domicílio civil. A circunstância de o eleitor residir em determinado município não constitui obstáculo a que se candidate em outra localidade onde é inscrito e com a qual mantém vínculos (políticos, sociais, patrimoniais, negócios).

AGR‑RESPE 34800/08: Conforme entendimento desta Casa, o prazo

mínimo de um ano de domicílio eleitoral na circunscrição conta‑se do requerimento da transferência, mesmo que o deferimento ocorra posteriormente.

A filiação partidária é o ato pelo qual um eleitor se vincula a um partido político, aceitando e adotando o programa de um partido político. É outra condição de elegibilidade prevista no artigo 14, § 3o, V, da Constituição Federal, exigindo ‑se que o candidato esteja filiado a partido político até um ano antes das eleições. Todos os pretendentes a cargo eletivo devem, obrigatoriamente, estar filiados a algum partido político, a afastar a existência de candidato avulso.

A data‑limite para que os candidatos tenham domicílio eleitoral e estejam filiados a partidos políticos, para as eleições de 2012, é o dia 7 de outubro de 2011, neste último caso, o partido político pode determinar prazo superior a um ano, respaldado na autonomia partidária consagrada pela Constituição Federal (art. 17, § 1º).

Parágrafo único. Havendo fusão ou incorporação de partidos após o prazo estipulado no caput, será considerada, para efeito de filiação partidária, a data de filiação do candidato ao partido de origem.

Fusão é a união de dois ou mais partidos políticos, perdendo, cada qual, sua identidade primitiva, fazendo surgir um novo partido político. Incorporação é a reunião de um partido político em outro, perdendo um deles a sua personalidade, que passa a integrar a do partido político incorporador. Se uma dessas situações ocorrer durante o processo eleitoral, a filiação partidária não será afetada, uma vez que será considerada a data de filiação ao partido que se fundiu ou incorporou.

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do reGistro de CAndidAtos

Registro de candidato é a inscrição na Justiça Eleitoral das pessoas escolhidas em convenção partidária para concorrerem a cargos eletivos numa eleição.

Não é permitido registro de um mesmo candidato para mais de um cargo eletivo (Código Eleitoral, art. 88, caput).

Para as eleições municipais de 2012, o Tribunal Superior Eleitoral expediu instruções sobre registro de candidaturas, constantes da Resolução n. 23.373/11, que dispõe sobre a escolha e o registro de candidatos.

Art. 10. Cada partido poderá registrar candidatos para a Câmara dos Deputados, Câmara Legislativa, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, até cento e cinquenta por cento do número de lugares a preencher.

Se os partidos políticos pretenderem concorrer sozinhos, cada qual pode levar a registro, como candidatos, até 150% do número de cadeiras a preencher na Câmara Municipal. Se o número de cadeiras for 12, cada partido poderá registrar – e isto é uma faculdade e não uma imposição – até 18 candidatos, sem prejuízo de registrar, obedecido este limite máximo, 17, 16, 15 ou outro número qualquer.

§ 1o No caso de coligação para as eleições proporcionais, independen‑ temente do número de partidos que a integrem, poderão ser registrados candidatos até o dobro do número de lugares a preencher.

Numa coligação formada por três partidos políticos, por exemplo, não haverá a obrigatoriedade de todos eles lançarem candidatos, nem mesmo existe uma reserva mínima ou máxima para cada uma das agremiações. Pode ocorrer de um único partido político de determinada coligação ter candidatos.

Com a coligação formada, independentemente do número de partidos que a integre, podem ser registrados – até 200% do número de lugares a preencher. Em uma Câmara de Vereadores com 17 cadeiras, podem ser registrados – também é uma faculdade e não uma obrigação – até 34 candidatos, sem prejuízo de registrar, obedecido este limite máximo, 33, 32, 31 ou outro número qualquer.

§ 20 Nas unidades da Federação em que o número de lugares a preencher para a Câmara dos Deputados não exceder de vinte, cada partido poderá registrar candidatos a Deputado Federal e a Deputado Estadual ou Distrital

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até o dobro das respectivas vagas; havendo coligação, estes números poderão ser acrescidos de até mais 50% (cinquenta por cento).

§ 3o Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo. (Redação dada pela Lei n. 12.034/2009)

Os partidos políticos a as coligações têm a faculdade de levarem a registro o número de candidatos resultante da aplicação do art. 10 e do seu § 1o. Mesmo que não registrem a quantidade de candidatos autorizada pela Lei Eleitoral, nem por isso deverão deixar de observar – e uma imposição e não uma faculdade – os percentuais mínimo e máximo de candidaturas para cada sexo, sempre considerando o efetivo número de nomes que serão registrados. Assim decidiu o TSE no RESPE 78432/10:

1. O § 3o do art. 10 da Lei n. 9.504/97, na redação dada pela Lei n. 12.034/2009,

passou a dispor que, “do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo”, substituindo, portanto, a locução anterior “deverá reservar” por “preencherá”, a demonstrar o atual caráter imperativo do preceito quanto à observância obrigatória dos percentuais mínimo e máximo de cada sexo. 2. O cálculo dos percentuais deverá considerar o número de candidatos

efetivamente lançados pelo partido ou coligação, não se levando em conta os limites estabelecidos no art. 10, caput e § 1o, da Lei n. 9.504/97.

3. Não atendidos os respectivos percentuais, cumpre determinar o retorno dos autos ao Tribunal Regional Eleitoral, a fim de que, após a devida intimação do partido, se proceda ao ajuste e regularização na forma da lei.

Nessa linha, o cálculo dos percentuais mínimo e máximo para candidatura de cada sexo não considerará a quantidade de candidatos que podem ser registrados, mas quantos candidatos os partidos políticos e as coligações estarão efetivamente a registrar.

Outro detalhe importante é que, na reserva de vagas, qualquer fração resultante será igualada a 1 (um) no cálculo do percentual mínimo estabelecido para um dos sexos e desprezada no cálculo das vagas restantes para o outro sexo. Assim, de 16 cadeiras em uma Câmara de Vereadores, podem ser levados a registro, com a aplicação de 150% do número de lugares a preencher, até 24

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candidatos. Determinado partido político encaminhou a registro 21 candidatos. Como se deve destinar, deste último número (21 candidatos), no mínimo 30% para um dos sexos, o resultado encontrado será 6,3, que deverá ser arredondado para 7. Para o outro sexo, serão registrados 15 candidatos.

§ 4o Em todos os cálculos, será sempre desprezada a fração, se inferior a meio, e igualada a um, se igual ou superior.

Se o resultado do cálculo foi igual ou superior a 0,5, arredonda‑se para cima até alcançar o primeiro número inteiro: Para uma Câmara de Vereadores com 11 cadeiras, a aplicação de 150% resulta em 5,5, totalizando 16,5, que deverá ser arredondado para 17, que é o número de candidatos a ser levado a registro. Se inferior a 0,5, arredonda‑se para baixo até alcançar o último número inteiro.

§ 5o No caso de as convenções para a escolha de candidatos não indicarem o número máximo de candidatos previsto no caput e nos §§ 1o e 2o deste artigo, os órgãos de direção dos partidos respectivos poderão preencher as vagas remanescentes até 60 (sessenta) dias antes do pleito.

Na deliberação da convenção, pode não ser atingido – até porque não é obrigatório – o número máximo de candidatos para serem registrados. Se isto ocorrer, as vagas remanescentes podem ser preenchidas pelos órgãos de direção dos respectivos partidos, desde que até o dia 8 de agosto de 2012, respeitados, sempre, os percentuais mínimo e máximo para candidaturas de cada sexo.

Art.11. Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos até as 19 horas do dia 5 de julho do ano em que se realizarem as eleições.

O registro de candidatos a Prefeito e Vice ‑Prefeito se fará sempre em chapa única e indivisível, ainda que resulte da indicação de coligação (Código Eleitoral, art. 91, caput). Os candidatos a Prefeito, Vice‑Prefeito e Vereador serão registrados perante o Juízo Eleitoral competente. Nos Municípios onde houver mais de uma Zona Eleitoral, será competente para o registro de candidatos o(s) juiz(es) eleitoral(ais) designado(s) pelo Tribunal Regional Eleitoral. Para cumprimento desta determinação, no caso específico do Estado de São Paulo, o Tribunal Regional Eleitoral paulista o TRE/SP editou a Resolução n. 240/2011, que dispõe sobre a competência dos Juízos Eleitorais para as eleições municipais de 2012.

A Justiça Eleitoral tem até o dia 8 de julho para publicar a listagem com os nomes dos candidatos levados a registro pelos partidos políticos e coligações,

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quando então, passará a ser contado o prazo de 5 dias para partidos políticos, coligações, candidatos e Ministério Público impugnarem candidaturas (art. 3o da

Lei Complementar n. 64/90), que se esgotará em 13 de julho.

§ 1o O pedido de registro deve ser instruído com os seguintes documentos:

Também serão necessários os documentos relativos à comprovação de escolaridade, que pode ser suprida por declaração de próprio punho, podendo, a exigência de alfabetização do candidato ser aferida por outros meios, desde que individual e reservadamente, e a prova de desincompatibilização, quando for o caso.

I – cópia da ata a que se refere o art. 8o;

A ata mencionada é a que foi lavrada em livro aberto e rubricado pela Justiça Eleitoral, após a convenção partidária realizada entre os dias 10 e 30 de junho deste ano.

II – autorização do candidato, por escrito; III – prova de filiação partidária;

A filiação partidária será aferida com base nas informações constantes dos bancos de dados da Justiça Eleitoral, sendo dispensada a apresentação dos documentos comprobatórios pelos requerentes.

IV – declaração de bens, assinada pelo candidato;

Não é preciso juntar a declaração do imposto de renda.

V – cópia do título eleitoral ou certidão, fornecida pelo cartório eleitoral, de que o candidato é eleitor na circunscrição ou requereu sua inscrição ou transferência de domicílio no prazo previsto no art. 9o;

O título eleitoral ou certidão é a comprovação de que está alistado como eleitor, que é outra condição de elegibilidade (CF, art. 14, § 30, III).

O domicílio eleitoral será aferido com base nas informações constantes dos bancos de dados da Justiça Eleitoral, sendo dispensada a apresentação dos documentos comprobatórios pelos requerentes.

VI – certidão de quitação eleitoral;

A quitação eleitoral será aferida com base nas informações constantes dos bancos de dados da Justiça Eleitoral, sendo dispensada a apresentação dos documentos comprobatórios pelos requerentes.

VII – certidões criminais fornecidas pelos órgãos de distribuição da Justiça Eleitoral, Federal e Estadual;

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Regra relacionada com a condição de elegibilidade descrita no artigo 14, § 30, II, da Constituição Federal, que exige o pleno gozo dos direitos políticos. A condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem os seus efeitos, suspende os direitos políticos (CF, art. 15, III), o que inviabiliza a candidatura. A inexistência de crimes eleitorais será aferida com base nas informações constantes dos bancos de dados da Justiça Eleitoral, sendo dispensada a apresentação dos documentos comprobatórios pelos requerentes.

VIII – fotografia do candidato, nas dimensões estabelecidas em instrução da Justiça Eleitoral, para efeito do disposto no § 1o do art. 59.

A fotografia do candidato deve ser recente, obrigatoriamente digitalizada, preferencialmente em preto e branco, observado o seguinte: dimensões: 5 cm x 7 cm, sem moldura; papel fotográfico: fosco ou brilhante; cor de fundo: uniforme, preferencialmente branca; características: frontal (busto), trajes adequados para fotografia oficial e sem adornos, especialmente aqueles que tenham conotação de propaganda eleitoral ou que induzam ou dificultem o reconhecimento pelo eleitor. Se a fotografia não estiver nos moldes exigidos, o Juiz Eleitoral competente determinará a apresentação de outra, e, caso não seja suprida a falha, o registro deverá ser indeferido.

IX – propostas defendidas pelo candidato a Prefeito, a Governador de Estado e a Presidente da República. (Incluído pela Lei n. 12.034/2009)

§ 2o A idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade é verificada tendo por referência a data da posse.

A Constituição Federal (art. 14, § 3o, VI) exige para o candidato a Prefeito e Vice‑ ‑Prefeito, a idade mínima de 21 anos, e para Vereador, 18 anos. A idade mínima será averiguada apenas na data da posse e não no momento do registro da candidatura ou na diplomação do candidato eleito.

§ 3o Caso entenda necessário, o Juiz abrirá prazo de 72 (setenta e duas) horas para diligências.

§ 4o Na hipótese de o partido ou coligação não requerer o registro de seus candidatos, estes poderão fazê ‑lo perante a Justiça Eleitoral, observado o prazo máximo de 48 (quarenta e oito horas) seguintes à publicação da lista dos candidatos pela Justiça Eleitoral. (Redação dada pela Lei n. 12.034/2009)

Pode ocorrer de os partidos políticos ou coligações não requererem o registro de seus candidatos. Nesta hipótese, tais candidatos devem eles mesmos encaminhar

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seus pedidos em até 48 horas após ser publicada a lista dos candidatos. A data‑ ‑limite para publicação da lista dos candidatos pela Justiça Eleitoral é o dia 8 de julho. Os candidatos que não tiveram os seus nomes encaminhados pelos respectivos partidos políticos ou coligações, terão até o dia 10 de julho para requererem o registro.

A Justiça Eleitoral tem até o dia 13 de julho para publicar a listagem com os nomes dos candidatos que requereram o seu próprio registro, quando então, passará a ser contado o prazo de 5 dias para partidos políticos, coligações, candidatos e Ministério Público impugnarem candidaturas (art. 3o da Lei Complementar n. 64/90), que se encerrará em 18 de julho

§ 5o Até a data a que se refere este artigo, os Tribunais e Conselhos de Contas deverão tornar disponíveis à Justiça Eleitoral relação dos que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente, ressalvados os casos em que a questão estiver sendo submetida à apreciação do Poder Judiciário, ou que haja sentença judicial favorável ao interessado.

Deve ‑se entender por decisão irrecorrível do órgão competente, no caso de Prefeito, a deliberação do Plenário da Câmara Municipal, e, no caso do Presidente da Câmara, a manifestação do próprio Tribunal de Contas. Nestes casos, o Tribunal de Contas deve encaminhar a relação daqueles que tiveram suas contas rejeitadas por irregularidade insanável, até o dia 5 de julho de 2012.

§ 6o A Justiça Eleitoral possibilitará aos interessados acesso aos documentos apresentados para os fins do disposto no § 1o. (Incluído pela Lei n. 12.034/2009) § 7o A certidão de quitação eleitoral abrangerá exclusivamente a plenitude do gozo dos direitos políticos, o regular exercício do voto, o atendimento a convocações da Justiça Eleitoral para auxiliar os trabalhos relativos ao pleito, a inexistência de multas aplicadas, em caráter definitivo, pela Justiça Eleitoral e não remitidas, e a apresentação de contas de campanha eleitoral. (Incluído pela Lei n. 12.034/2009)

Nos termos do § 7o, está quite, perante a Justiça Eleitoral, o candidato que meramente apresente as contas de campanha, sem importar a sua regularidade ou a sua aprovação pela Justiça Eleitoral, e que, embora tenha sido multado, tenha pagado a multa à vista ou que o parcelamento esteja regularmente cumprido. Todavia, o Tribunal Superior Eleitoral, na Resolução n. 23.376/12 (art. 52, § 2º), que prevê regras para a arrecadação e aplicação de recursos para as eleições

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de 2012, estabeleceu que a decisão que desaprovar as contas implicará o impedimento de o candidato obter a certidão de quitação eleitoral. A prevalecer tal previsão, os candidatos que concorreram nas eleições passadas – e a Resolução não estabelece um limite temporal quanto a isso – que tiveram suas contas de campanha desaprovadas, poderão ter as suas candidaturas impugnadas, e não poderão concorrer para as eleições do ano corrente.

TSE, RES. 23.262/10: Não consta, na legislação eleitoral, nenhum dispositivo

que estabeleça que a desaprovação de contas de campanha impede diretamente a diplomação de candidato eleito em eleição majoritária, nem mesmo há presunção legal de que tal denegação constituir‑se‑ia demonstração peremptória de ilícito eleitoral. Com efeito, é assente na jurisprudência do TSE que a desaprovação das contas do candidato não acarreta, por si só, impedimento para sua diplomação. A desaprovação pode destinar‑se à comprovação de ilícitos eleitorais que venham a ensejar a cassação do referido diploma, desde que por meio de ações eleitorais próprias, com a observância dos pressupostos inerentes a cada uma.

§ 8o Para fins de expedição da certidão de que trata o § 7o, considerar ‑se ‑ão quites aqueles que: (Incluído pela Lei n. 12.034/2009)

I – condenados ao pagamento de multa, tenham, até a data da formalização do seu pedido de registro de candidatura, comprovado o pagamento ou o parcelamento da dívida regularmente cumprido; (Incluído pela Lei n. 12.034/2009)

II – pagarem a multa que lhes couber individualmente, excluindo ‑se qual‑ quer modalidade de responsabilidade solidária, mesmo quando imposta concomitantemente com outros candidatos e em razão do mesmo fato.

(Incluído pela Lei n. 12.034/2009)

§ 9o A Justiça Eleitoral enviará aos partidos políticos, na respectiva circuns‑ crição, até o dia 5 de junho do ano da eleição, a relação de todos os devedores de multa eleitoral, a qual embasará a expedição das certidões de quitação eleitoral. (Incluído pela Lei n. 12.034/2009)

§ 10o As condições de elegibilidade e as causas de inelegibilidade devem ser aferidas no momento da formalização do pedido de registro da candidatura, ressalvadas as alterações, fáticas ou jurídicas, supervenientes ao registro que afastem a inelegibilidade. (Incluído pela Lei n. 12.034/2009)

As condições de elegibilidade (CF, art. 14, § 3o) e as causas de inelegibilidade (CF, art. 14, §§ 4o a 7o, e LC 64/90, art. 1o) serão verificadas no momento

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da formalização do pedido de registro da candidatura e podem ser assim reconhecidas de ofício pelo juiz eleitoral, com ou sem impugnação do pedido. No entanto, se a causa de inelegibilidade for configurada após o prazo para impugnação da candidatura, ela poderá ser arguida em sede de recurso contra a expedição do diploma.

ED‑AGR‑RESPE 950098718/11: Conforme decidido pelo Tribunal, se a decisão de rejeição de contas de candidato se tornou irrecorrível somente após o prazo para impugnação do registro de candidatura, é de se reconhecer configurada causa de inelegibilidade infraconstitucional superveniente, que pode ser arguida em sede de recurso contra expedição de diploma, com base no art. 262, I, do Código Eleitoral.

A declaração de inelegibilidade do candidato a Prefeito não atingirá o candidato a Vice ‑Prefeito, assim como a deste não atingirá aquele. Vale dizer: se o Vice for declarado inelegível, permanece intacta a candidatura do titular, cabendo ao partido e à coligação providenciar a substituição, se isso ainda for possível.

§ 11o. A Justiça Eleitoral observará, no parcelamento a que se refere o § 8o desse artigo, as regras de parcelamento previstas na legislação tributária federal. (Incluído pela Lei n. 12.034/2009)

§ 12o. (VETADO) (Incluído pela Lei n. 12.034/2009)

Art. 12. O candidato às eleições proporcionais indicará, no pedido de registro, além de seu nome completo, as variações nominais com que deseja ser regis‑ trado, até o máximo de três opções, que poderão ser o prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou nome pelo qual é mais conhecido, desde que não se estabeleça dúvida quanto à sua identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente, mencionando em que or‑ dem de preferência deseja registrar ‑se.

O candidato pode ser registrado sem o prenome, ou com o nome abreviado, desde que a supressão não estabeleça dúvida quanto à sua identidade (Código Eleitoral, art. 95).

§ 1o Verificada a ocorrência de homonimia, a Justiça Eleitoral procederá atendendo o seguinte:

Homonimia é a identidade de nomes entre as pessoas sem que tenham, necessariamente, qualquer relação de parentesco.

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Nos termos da Súmula 4, do Tribunal Superior Eleitoral, se não houver preferência entre candidatos que pretendam registrar a mesma variação nominal, defere ‑se o do que primeiro o tenha requerido.

I – havendo dúvida, poderá exigir do candidato prova de que é conhecido por dada opção de nome, indicada no pedido de registro;

II – ao candidato que, na data máxima prevista para o registro, esteja exercendo mandato eletivo ou o tenha exercido nos últimos quatro anos, ou que nesse mesmo prazo se tenha candidatado com um dos nomes que indicou, será deferido o seu uso no registro, ficando outros candidatos impedidos de fazer propaganda com esse mesmo nome;

III – ao candidato que, pela sua vida política, social ou profissional, seja identificado por um dado nome que tenha indicado, será deferido o registro com esse nome, observado o disposto na parte final do inciso anterior;

Poder ‑se ‑ia apontar, como exemplo, o então candidato a Deputado Federal Tiririca. Se ele fosse candidato a Prefeito e outro pretendesse apresentar o mesmo nome para registro, dar ‑se ‑ia preferência ao primeiro.

IV – tratando ‑se de candidatos cuja homonímia não se resolva pelas regras dos dois incisos anteriores, a Justiça Eleitoral deverá notificá ‑los para que, em dois dias, cheguem a acordo sobre os respectivos nomes a serem usados; V – não havendo acordo no caso do inciso anterior, a Justiça Eleitoral registrará cada candidato com o nome e sobrenome constantes do pedido de registro, observada a ordem de preferência ali definida.

§ 2o A Justiça Eleitoral poderá exigir do candidato prova de que é conhecido por determinada opção de nome por ele indicado, quando seu uso puder confundir o eleitor.

§ 3o A Justiça Eleitoral indeferirá todo pedido de variação de nome coincidente com nome de candidato a eleição majoritária, salvo para candidato que esteja exercendo mandato eletivo ou o tenha exercido nos últimos quatro anos, ou que, nesse mesmo prazo, tenha concorrido em eleição com o nome coincidente. § 4o Ao decidir sobre os pedidos de registro, a Justiça Eleitoral publicará as variações de nome deferidas aos candidatos.

§ 5o A Justiça Eleitoral organizará e publicará, até trinta dias antes da eleição, as seguintes relações, para uso na votação e apuração:

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A data ‑limite para a Justiça Eleitoral organizar e publicar as relações para uso na votação e apuração é 7 de setembro de 2012.

I – a primeira, ordenada por partidos, com a lista dos respectivos candidatos em ordem numérica, com as três variações de nome correspondentes a cada um, na ordem escolhida pelo candidato;

II – a segunda, com o índice onomástico e organizada em ordem alfabética, nela constando o nome completo de cada candidato e cada variação de nome, também em ordem alfabética, seguidos da respectiva legenda e número.

Art. 13. É facultado ao partido ou coligação substituir candidato que for considerado inelegível, renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver seu registro indeferido ou cancelado.

Inelegibilidade é o impedimento de alguém para se candidatar a um cargo eletivo nos Poderes Legislativo e Executivo. E pode ser constitucional ou legal. São inelegibilidades constitucionais: artigo 14, § 4o (inalistáveis e analfabetos), § 5o rerreeleição, § 6o (os que não renunciaram para concorrer a outros cargos eletivos), § 7o (cônjuge e parentes dos detentores de cargos eletivos do Poder Executivo, no território de jurisdição do titular). São legais as previstas na Lei Complementar n. 64/1990: art. 1o, inciso I, e nos incisos, II, III, IV e V, desde que, nestes casos, não tenha havido desincompatibilização.

A renúncia requer ato datado, assinado e expresso em documento com firma reconhecida por tabelião ou por duas testemunhas, e o prazo para substituição será contado da publicação da decisão que a homologar.

Se os Juízes Eleitorais tiverem conhecimento da renúncia ou falecimento do candidato deverão cancelar automaticamente, de ofício, o registro desse candidato.

A substituição não pode deixar de observar os limites mínimo e máximo das candidaturas de cada sexo, sob pena de indeferimento do pedido.

§ 1o A escolha do substituto far ‑se ‑á na forma estabelecida no estatuto do partido a que pertencer o substituído, e o registro deverá ser requerido até 10 (dez) dias contados do fato ou da notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição. (Redação dada pela Lei n. 12.034/2009)

§ 2o Nas eleições majoritárias, se o candidato for de coligação, a substituição deverá fazer ‑se por decisão da maioria absoluta dos órgãos executivos de

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direção dos partidos coligados, podendo o substituto ser filiado a qualquer partido dela integrante, desde que o partido ao qual pertencia o substituído renuncie ao direito de preferência.

§ 3o Nas eleições proporcionais, a substituição só se efetivará se o novo pedido for apresentado até 60 (sessenta) dias antes do pleito.

Para a substituição de candidatos a Vereador, dois são os prazos a serem observados: a substituição só se efetivará se o novo pedido, com a observância de todas as formalidades exigidas para o registro, for apresentado em até dez dias contados do fato ou da decisão judicial que deu origem à substituição, observada a data ‑limite de 8 de agosto de 2012.

O pedido de substituição de candidatos a Vereador somente será deferido se respeitados os limites mínimo e máximo das candidaturas de cada sexo.

Art. 14. Estão sujeitos ao cancelamento do registro os candidatos que, até a data da eleição, forem expulsos do partido, em processo no qual seja assegurada ampla defesa e sejam observadas as normas estatutárias.

Parágrafo único. O cancelamento do registro do candidato será decretado pela Justiça Eleitoral, após solicitação do partido.

Art. 15. A identificação numérica dos candidatos se dará mediante a observação dos seguintes critérios:

I – os candidatos aos cargos majoritários concorrerão com o número identificador do partido ao qual estiverem filiados (vide tabela na pagina 30); II – os candidatos à Câmara dos Deputados concorrerão com o número do partido ao qual estiverem filiados, acrescido de dois algarismos à direita; III – os candidatos às Assembleias Legislativas e à Câmara Distrital concorrerão com o número do partido ao qual estiverem filiados acrescido de três algarismos à direita;

IV – o Tribunal Superior Eleitoral baixará resolução sobre a numeração dos candidatos concorrentes às eleições municipais.

TSE, RES. 23.373/11: Os candidatos ao cargo de Vereador concorrerão

com o número do partido ao qual estiverem filiados, acrescido de 3 algarismos à direita.

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SIGLA NOME No

PMDB Partido do Movimento Democrático Brasileiro 15

PTB Partido Trabalhista Brasileiro 14

PDT Partido Democrático Brasileiro 12

PT Partido dos Trabalhadores 13

DEM Democratas 25

PCdoB Partido Comunista Brasileiro 65

PSB Partido Socialista Brasileiro 40

PSDB Partido da Social Democracia Brasileira 45

PTC Partido Trabalhista Cristão 36

PSC Partido Social Cristão 20

PMN Partido da Mobilização Nacional 33

PRP Partido Republicano Progressista 44

PPS Partido Popular Socialista 23

PV Partido Verde 43

PTdoB Partido Trabalhista do Brasil 70

PP Partido Progressista 11

PSTU Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado 16

PCB Partido Comunista Brasileiro 21

PRTB Partido Renovador Trabalhista Brasileiro 28 PHS Partido Humanista da Solidariedade 31

PSDC Partido Social Democrata Cristão 27

PCO Partido da Causa Operária 29

PTN Partido Trabalhista Nacional 19

PSL Partido Social Liberal 17

PRB Partido Republicano Brasileiro 10

PSOL Partido Socialismo e Liberdade 50

PR Partido da República 22

PSD Partido Social Democrático 55

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§ 1o Aos partidos fica assegurado o direito de manter os números atribuídos à sua legenda na eleição anterior, e aos candidatos, nesta hipótese, o direito de manter os números que lhes foram atribuídos na eleição anterior para o mesmo cargo.

§ 2o Aos candidatos a que se refere o § 1o do art. 8o, é permitido requerer novo número ao órgão de direção de seu partido, independentemente do sorteio a que se refere o § 2o do art. 100 da Lei n. 4.737, de 15 de julho de 1965 – Código Eleitoral.

§ 3o Os candidatos de coligações, nas eleições majoritárias, serão registrados com o número de legenda do respectivo partido e, nas eleições proporcionais, com o número de legenda do respectivo partido acrescido do número que lhes couber, observado o disposto no parágrafo anterior.

Art. 16. Até 45 (quarenta e cinco) dias antes da data das eleições, os Tribunais Regionais Eleitorais enviarão ao Tribunal Superior Eleitoral, para fins de centralização e divulgação de dados, a relação dos candidatos às eleições majoritárias e proporcionais, da qual constará obrigatoriamente a referência ao sexo e ao cargo a que concorrem.

A relação dos candidatos a Prefeito, Vice ‑Prefeito e Vereador deve ser encaminhada até 23 de agosto de 2012.

§ 1o Até a data prevista no caput, todos os pedidos de registro de candidatos, inclusive os impugnados, e os respectivos recursos, devem estar julgados em todas as instâncias, e publicadas as decisões a eles relativas. (Incluído pela Lei n. 12.034/2009)

Até o dia 5 de agosto de 2012, todos os pedidos originários de registro, inclusive os impugnados, devem estar julgados e as respectivas decisões publicadas. Até o dia 23 de agosto de 2012, todos os recursos sobre pedido de registro de candidatos deverão estar julgados pela Justiça Eleitoral e as respectivas decisões publicadas.

§ 2o Os processos de registro de candidaturas terão prioridade sobre quaisquer outros, devendo a Justiça Eleitoral adotar as providências necessárias para o cumprimento do prazo previsto no § 1o, inclusive com a realização de sessões extraordinárias e a convocação dos juízes suplentes pelos Tribunais, sem prejuízo da eventual aplicação do disposto no art. 97 e de representação ao Conselho Nacional de Justiça. (Incluído pela Lei n. 12.034/2009)

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Art. 16 ‑A. O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição, ficando a validade dos votos a ele atribuídos condicionada ao deferimento de seu registro por instância superior. (Incluído pela Lei n. 12.034/2009)

O candidato que permaneça na disputa, cujo registro não esteja ainda deferido, pode participar das eleições normalmente. Contudo, concorrerá por sua conta e risco e, caso indeferido o seu registro, não estará desobrigado de prestar contas de campanha relativa ao período em que esteve em campanha à Justiça Eleitoral.

Parágrafo único. O cômputo, para o respectivo partido ou coligação, dos votos atribuídos ao candidato cujo registro esteja sub judice no dia da eleição fica condicionado ao deferimento do registro do candidato. (Incluído pela Lei n. 12.034/2009)

Essa é uma regra condicionante de reconhecimento de validade dos votos atribuídos ao candidato que concorreu nas eleições. Se o registro for indeferido, o partido político ou a coligação não se apropriarão dos votos que o candidato recebeu.

dA ArreCAdAção e dA ApLiCAção de reCursos nAs CAmpAnHAs eLeitorAis

Durante a campanha eleitoral, os candidatos, partidos políticos e comitês financeiros podem arrecadar recursos, com o recebimento de doações em dinheiro e de bens, que serão estimados em dinheiro, e realizar gastos para a divulgação das candidaturas.

No entanto, é preciso que sejam observados certos requisitos para tanto, sob pena de desaprovação das contas: requerimento do registro de candidatura ou do comitê financeiro; inscrição no CNPJ; comprovação da abertura da conta bancária específica destinada a registrar a movimentação financeira da campanha; e a emissão de recibos eleitorais.

As instruções para arrecadação e aplicação de recursos para as eleições de 2012 estão previstas na Resolução n. 23.376/12, expedida pelo Tribunal Superior Eleitoral.

(36)

Deve‑se atentar que os partidos políticos podem aplicar ou distribuir pelas diversas eleições recursos financeiros recebidos de pessoas físicas ou jurídicas, mas devem, obrigatoriamente, discriminar a origem e a destinação dos recursos repassados a candidatos e a comitês financeiros; e observar as normas estatutárias e os critérios definidos pelos respectivos órgãos de direção, os quais devem ser fixados e encaminhados à Justiça Eleitoral até 10 de junho de 2012 (Lei 9.096/1995, art. 39, § 5o). É medida voltada a dar transparência sobre a origem dos recursos recebidos pelos partidos políticos, coibindo o que comumente passou‑se a chamar doações ocultas. Para tanto, os partidos políticos devem manter conta bancária e contábil específicas, de forma a permitir o controle da origem e destinação dos recursos pela Justiça Eleitoral (Lei 9.096/1995, arts. 33, 34 e 39, § 5o).

Os recursos financeiros constantes do fundo partidário também podem ser aplicados nas campanhas eleitorais, inclusive de exercícios anteriores, por meio de doações a candidatos e a comitês financeiros, devendo manter escrituração contábil que identifique o destinatário dos recursos ou seu beneficiário.

Art. 17. As despesas da campanha eleitoral serão realizadas sob a responsabilidade dos partidos, ou de seus candidatos, e financiadas na forma desta lei.

Art. 17 ‑A. A cada eleição caberá à lei, observadas as peculiaridades locais, fixar até o dia 10 de junho de cada ano eleitoral o limite dos gastos de campanha para os cargos em disputa; não sendo editada lei até a data estabelecida, caberá a cada partido político fixar o limite de gastos, comunicando à Justiça Eleitoral, que dará a essas informações ampla publicidade. (Redação dada pela Lei n. 11.300/2006)

Art. 18. No pedido de registro de seus candidatos, os partidos e coligações comunicarão aos respectivos Tribunais Eleitorais os valores máximos de gastos que farão por cargo eletivo em cada eleição a que concorrerem, observados os limites estabelecidos, nos termos do art. 17 ‑A desta lei.

(Redação dada pela Lei n. 11.300/2006)

Nos gastos de campanha do candidato a Prefeito devem ser incluídos os do seu Vice e serão informados pelo partido político a que forem filiados os candidatos, sendo certo que o Vice responde solidariamente no caso de extrapolar o limite de gastos fixados para o candidato a Prefeito.

§ 1o Tratando ‑se de coligação, cada partido que a integra fixará o valor máximo de gastos de que trata este artigo.

(37)

Embora a coligação funcione como um partido político, não lhe cabe determinar os valores de despesas de campanha de todos os candidatos, por cargo eletivo. Esta tarefa cabe, individualmente, aos partidos políticos coligados. Mantém ‑se, aqui, a personalização partidária. Porém, a responsabilidade pela comunicação dessas informações aos Tribunais Eleitorais respectivos é da própria coligação, que funciona como um partido político.

§ 2o Gastar recursos além dos valores declarados nos termos deste artigo sujeita o responsável ao pagamento de multa no valor de 5 (cinco) a 10 (dez) vezes a quantia em excesso.

Esta multa deve ser recolhida no prazo de cinco dias úteis, contados da intimação, podendo o responsável responder, ainda, por abuso do poder econômico, nos termos do artigo 22 da Lei Complementar n. 64/1990.

TSE, AG 7235/07: Não caracteriza bis in idem a rejeição das contas de

campanha e a aplicação da multa do art. 18, § 2o, da Lei n. 9.504/97. Art. 19. Até 10 (dez) dias úteis após a escolha de seus candidatos em convenção, o partido constituirá comitês financeiros, com a finalidade de arrecadar recursos e aplicá ‑los nas campanhas eleitorais.

O comitê financeiro é um grupo de pessoas constituído e registrado na Justiça Eleitoral, com o objetivo de arrecadar, aplicar, contabilizar e prestar contas da campanha eleitoral e o partido político que tenha candidato próprio é obrigado a constituí ‑lo, não se admitindo a sua formação pela coligação.

Em uma coligação formada, por exemplo, pelos partidos Y e X, em que Y lança os candidatos a Prefeito e a Vereadores, X não é obrigado a constituir comitê financeiro. No entanto, se X lançar candidatos a Vereadores deve constituir comitê financeiro relativo à respectiva eleição.

A data ‑limite para a sua constituição é 13 de julho de 2012 e pode ser formado por tantos membros quantos o partido entender conveniente, sendo obrigatória a designação de, no mínimo, um Presidente e um tesoureiro.

O comitê financeiro tem por atribuição: arrecadar e gastar recursos de campanha; fornecer aos candidatos orientação sobre os procedimentos de arrecadação e de gastos de recursos e sobre as respectivas prestações de contas; encaminhar à Justiça Eleitoral as prestações de contas de candidatos às eleições majoritárias, inclusive, as de Vices, salvo se estes optarem por encaminhá‑las diretamente; e encaminhar à Justiça Eleitoral

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a prestação de contas dos candidatos às eleições proporcionais, caso estes não o façam diretamente.

§ 1o Os comitês devem ser constituídos para cada uma das eleições para as quais o partido apresente candidato próprio, podendo haver reunião, num único comitê, das atribuições relativas às eleições de uma dada circunscrição.

Preconiza‑se a constituição de comitês de campanha para cada uma das eleições em que cada partido político apresente candidato, isto é, um comitê financeiro para Prefeito, um para Vice‑Prefeito e outro para Vereador. Entretanto, poderá ser constituído um único comitê, abrangendo as eleições para Prefeito e Vereadores.

§ 2o Na eleição presidencial é obrigatória a criação de comitê nacional e facultativa a de comitês nos Estados e no Distrito Federal.

§ 3o Os comitês financeiros serão registrados, até cinco dias após sua constituição, nos órgãos da Justiça Eleitoral aos quais compete fazer o registro dos candidatos.

A data ‑limite para o registro dos comitês financeiros perante o Juízo Eleitoral responsável pelo registro dos candidatos é 18 de julho de 2012.

TSE, RES. 22.428/06: Comitê Financeiro Nacional. Registro. Regularidade

da documentação. Deferimento. NE: Registro solicitado após o prazo de 5 dias previsto em resolução do TSE. Mas a legislação não estabelece sanção para o descumprimento desse prazo.

TSE, RESPE 15940/99: Recurso especial. Prestação de contas de

campanha. Aprovação. Recurso do Ministério Público. 1. O candidato não pode ser responsabilizado por ter o partido deixado de comprovar o registro de seu comitê financeiro. [...].

TSE, RESPE 15936/99: Recurso especial. Prestação de contas. Eleições

de 1998. [...] 2. A ausência do registro do comitê financeiro também não se consubstancia em motivo suficiente para a não‑aprovação das contas.

Art. 20. O candidato a cargo eletivo fará, diretamente ou por intermédio de pessoa por ele designada, a administração financeira de sua campanha, usando recursos repassados pelo comitê, inclusive os relativos à cota do fundo partidário, recursos próprios ou doações de pessoas físicas ou jurídicas, na forma estabelecida nesta lei.

Referências

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