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Modelação geográfica de métricas de paisagem: efeito de escala e efeito de contexto
Autor(es):
Duarte, Lénia; Neves, Nuno
Publicado por:
Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
URL
persistente:
http://hdl.handle.net/10316.2/40327
DOI:
http://dx.doi.org/10.14195/0871-1623_27_21
Accessed :
22-Jan-2021 06:06:00
Cadernos de Geografla, N' 26127- 2007-2008 Colmbra, FLUC-pp. 255-268
Modela<;ao GeogrMica de Metricas de Paisagem
:
Efeito de Escala
e
Efeito de
Conte
x
te
Lenia Duarte
lenia_duarte-•Jhotmait.com
Nuno Neves
Um ersldade de Evora, Departamento de Planeamento Biofisico
e Pai~agisttco. ~~'(or.~.p.!
1. lntrodu~ao
A caracteriza~iiO da paisagem e um processo complexo e frequentemente subjective, uma vez que
inclui considerac;:oes esteticas, hist6ricas e culturais do
individuo. A forma dos elementos (fragmentos) que a constituem e responsavel pela sua configurac;:ao espa-cial a diferentes escalas, admitindo que a escala da paisagem refere-se nao apenas
a
dimensao da sua area(extensao), mas tambem
a
dimensao da menor uni-dade de paisagem que pode ser visualizada (resoluc;:ao) (BRIDGE et a/, 2000). Considerando que esses elemen-tos Variam, 0 mais provavel e que OS estudos dosprocessos ecol6gicos que ocorrem na paisagem possam ser afectados.
A Convenc;:ao Europeia da Paisagem, em 2000, definiu o conceito de paisagem como "uma parte do territ6rio, tal como
e
apreendida pelas populac;:6es, cujo caracter resulta da acc;:ao e da interacc;:ao de factores naturais e ou humanos". Mas a definic;:ao deste conceito e complexa.Segundo (A IKE LA 0' ABREU et a(. (2002) a paisa-gem
e
urn sistema complexo e dinamico, que pressu-poe a interacc;:ao e evoluc;:ao conjunta de diferentes factores naturais e culturais, determinando e sendo determi-nados pela estrutura global, de que resulta a configu-rac;:ao particular, nomeadamente quanto
a
morfologia, uso do solo, coberto vegetal, ocupac;:ao edificada e presenc;:a de agua,a
qual corresponde um determinado caracter.A distinc;:ao entre paisagem e espac;:o geogratico implica uma hierarquia, sendo que a paisagem e entendida como urn subconjunto definido dentro do universe referendal que e o espac;:o. Esta considerac;:ao funcional introduz no espac;:o duas caracteristicas essen-ciais: diversidade local e interconectividade
espacial (FERllAI~DES, 1991).
A noc;:ao de paisagem, como estrutura complexa, apresenta e concebe uma organizac;:ao que se reflecte
numa expressao espacial que se pode descrever como
urn mosaico num contexto de integrac;:ao e comple-mentaridade sistemica. As suas unidades agrupam-se de forma organizada, orientadas pelos padr6es de interconectividade que determinam os f\uxos e as relac;:oes, quer dos factores de cada local, quer dos fluxos que o afectam. Oeste modo, comec;:a a com-preender-se ser possivel, definir urn padriio de organi-zac;:ao e manchas funcionalmente coesas, cuja distri· buic;:ao define a globalidade do espac;:o terrestre, orga-nizando-o em paisagens (FERNANDES, 1991).
Ecologia da paisagem
A Ecologia da Paisagem constitui uma area de conhecimento, que surgiu nos anos de 1930·40, na Europa (especialmente Alemanha e Holanda), cujo enfoque inicial se baseava na percepc;:ao, no uso e no ordenamento do espac;:o de vida do homem. Tendo sido
concebida principalmente por ge6grafos, a Ecologia da Paisagem surgiu com forte influencia da Geografia Humana e da Biogeografia, preocupada em definir padr6es em macro-escala, sob a perspectiva do homem (TURNER, 2005, in PIVELLO eta(., 2006).
Nos anos de 1980, investigadores norte·ameri
-canos atribuiram urn enfoque mais biol6gico
a
Ecologia da Paisagem, com a preocupac;:ao de relacionar esses padroes espaciais com os processos eco16gicos em ambientes naturais ou modificados, percebidos por qualquer especie biol6gica e nao apenas pelo homem(METZGER, 2001; TURNER et al., 2001; TURNER, 2005; WIENS e MOSS, 2005; in PIVELLO eta/., 2006).
Dentro desse contexto, a Ecologia da Paisagem
e
definida como uma ecologia espacialmente explicita, que estuda os padr6es da paisagem, a interacc;:ao entre manchas no interior do mosaico da paisagem, e a forma como os padr6es e as interacc;:oes mudam no tempo. Alem disso, considera o desenvolvimento e asdinamicas da heterogeneidade e sua influencia nos processes ecol6gicos, no reconhecimento de que estes processes influenciam e sao influenciados pela interacc;:ao dina-mica entre os ecossistemas (HERNANDEZ, 2005).
A Ecologia da Paisagem pretende, assim,
evi-denciar as abordagens e metodologias classi cas da
Ecologia, mas numa perspectiva de analise a escala da paisagem, entendendo-a como um todo (MACHADO,
2008).
As paisagens distinguem-se pelas relac;:oes
espa-ciais que se estabelecem entre os seus componentes, e
podem caracterizar-se tanto pela sua composic;:ao como pela sua configurac;:ao, podendo estes dois aspectos, independentemente ou em conjunto afectar
os processes ecol6gicos e os organismos. A composic;:ao refere-se a variedade e abundancia de elementos de
paisagem, independentemente da sua localizac;:ao ou colocac;:ao no mosaico paisagistico. A configurac;:ao refere-se a distribuic;:ao fisica ou as caracteristicas espaciais dos diferentes elementos que constituem a paisa gem (DUNNING eta/., 1992, in COUTO, 2004 ).
A Ecologia da Paisagem pode ser analisada con-siderando tres caracteristicas fundamentais da paisa-gem (FORMAl~ e GODROI~, 1986):
1. fstrutura -a relac;:ao espacial entre ecossistemas
distintos ou os elementos presentes na paisagem,
mais especificamente, a distribuic;:ao de energia, materiais, e especies em relac;:ao a dimensao,
forma, numero, tipo e configurac;:ao dos ecos-sistemas;
2. Fun~iio - a interacc;:ao entre os elementos espaciais, isto e, os fluxos de energia, materiais e especies entre os ecossistemas que a constituem;
3. Mudan~a -a alterac;:ao na estrutura e func;:ao
do mosaico ecol6gico ao longo do tempo.
A capacidade para quantificar a estrutura da
paisagem e um pre-requisite para 0 estudo da func;:ao e
mudanc;:a da paisagem. Par este motivo, muita enfase
tem sido dada ao desenvolvimento de metodos para quantificar a estrutura da paisagem (O'NEILL et al.,
1988; TURI·IER, 1990; TURNER e GARDNER, 1991),
sobre-tudo no que diz respeito a programas computacionais que procuram realizar a inclusao de metodos
analiti-cos personalizados e ligac;:oes faceis entre outros
pro-gramas e modelos de simulac;:ao espacial, ainda que
geralmente nao tenham as capacidades avanc;:adas de grilficos que estao presentes nos Sistemas de lnforma
-c;:ao Geogrilfica.
Na ultima decada, diversos autores como TURNER
(1989) e O'NEILL (1994) reconheceram e afirmaram que
Lenia Duarte e Nuno Neves
a avaliac;:ao da estrutura da paisagem, par aplicac;ao de metricas da paisagem e, talvez, 0 metoda de maior eficacia para a avaliac;:ao das condic;:oes ecol6gicas
locais e regionais.
Metricas de paisagem
No que respeita a caracterizac;:ao e avaliac;:ao da estrutura da paisagem, o limitado conhecimento e capacidade de apreensao do homem leva quase
sem-pre a uma abordagem simplificada da mesma. Sendo a ocupac;:ao do solo a componente da paisagem que
apresenta um conjunto de metodologias de maior
precisao para a sua caracterizac;:ao, acaba por adoptar-se indubitavelmente, de uma forma geral e comum, a ocupac;:ao do solo como a componente da paisagem atraves da qual se representa a sua estrutura (CARRAO, 2002).
E
muito vasto o conjunto de referencias biblio-grilficas ao conceito de metricas de paisagem.
lnega-velmente predominante na literatura anglo-sax6nica, tern vindo nos ultimos anos a alargar a sua esfera de influencia a um conjunto de escolas europeias.
Metricas ou indicadores de paisagem sao
medi-das quantitativas da composic;:ao da paisagem que
permitem, dentro de urn determinado contexte de
avaliac;:ao e classificac;:ao, descrever atraves de
indica-dares de natureza numerica, componentes de um
contexte multidimensional complexo, associado a
noc;:f10 de paisagem (CARRAO, 2002).
As metricas de paisagem definem-se em duas
categorias: as que quantificam a composic;:ao do mapa
sem referenda aos atributos espaciais, ou as que quantificam a configurac;:ao espacial do mapa, reque-rendo informac;:ao espacial para os seus calculos (MCGARIGAL eta/., 1995; GUSTAFSON, 1998).
A composic;:ao e facilmente quantificada e
refere-se a caracteristicas relacionadas com a
varie-dade e abundancia de tipos de manchas no interior da paisagem. Porque a composic;:ao requer integrac;:ao em
relac;:ao a todos os tipos de manchas, uma vez que as
metricas de composic;:ao sao definidas ao nivel da paisagem. Existem muitas medidas quantitativas de composic;:ao da paisagem, incluindo a proporc;:ao da paisagem em cada tipo de mancha, riqueza,
uniformi-dade e diversidade da mancha (GUSTAFSON, 1998).
As principais medidas de composic;:ao sao: pro -porc;:ao da abundancia para cada classe; riqueza (que
corresponde ao numero de diferentes tipos de man
-cha); uniformidade (que e abundancia relativa de
diferentes tipos de mancha); e diversidade (e a
Modelac;ao Geogrilfica de Metricas de Paisagem:
Efeito de Escala e Efeito de Contexte
de diversidade: riqueza, que se refere ao numero de classes presentes e a uniformidade). A metrica que
define 0 dominic de determinado habitat e 0 compte·
menta de uniformidade (uniformidade = 1 - dominic),
indicando a extensao em re!ac;:ao ao qua! o mapa e
dominado par uma au poucas classes (O'NEILL et al.,
1988) e tem side usado !arga·mente na investigac;:ao ecol6gica.
A configura<;:ao espacia! das propriedades do
sis-tema e mais dificil de quantificar e tem como
objec-tive a descric;:ao das caracteristicas espaciais de m
an-chas individuais au as re!ac;:oes espaciais entre multi·
plas manchas. Outras metricas ava!iam as
proprieda-des de vizinhanc;:a sem referenda a manchas, usando apenas as representac;:oes do pixel.
As caracteristicas de mancha de uma paisagem inteira sao muitas vezes consideradas como um
suma-rio estatistico (par exemp!o, media, mediana,
varian-cia e distribuic;:ao da frequencia) para todas as man -chas da classe (BASKEtH e Jordan, 1995; in CARRAO, 2002).
Niveis de metricas de paisagem
As metricas de paisagem podem ser definidas
em tres niveis (Couro, 2004):
1. Metricas ao nive! da mancha sao definidas
para manchas individuais e caracterizam espacia!-mente a configurac;:ao e o contexte das manchas. Estas metricas de paisagem servem de base para outras metricas de paisagem. Algumas vezes as metricas de mancha podem ser importantes e informativas em investigac;:oes ao nivel da paisagem.
2. Metricas ao nivel da classe sao integradas em
relac;:ao a todas as manchas de um dado tipo. Essas
metricas podem ser obtidas atraves de valores medias que tenham em conta a area da mancha. Em muitas aplica<;:6es, 0 interesse principal e a quantidade e distribuic;:ao de um tipo especifico de mancha.
3. M.etricas ao nivel da paisagem sao integradas
em rela<;:ao a todos as tipos de mancha au classes em
rela'):ao a toda a paisagem. Tanto como as metricas de classe, estas metricas podem ser obtidas par simples media au podem reflectir propriedades do padrao. Em muitas aplica<;:6es, 0 primeiro interesse e 0 padrao
(i.e. composi<;:ao e configurac;:ao) da paisagem total.
As manchas formam a base de mapas categ6ricos, ou seja, associa-se um valor de um conjunto nominal
(uma classe de um mapa, por exemplo) a cada ponte do
espac;:o, de determinada regiao geogrclfica. Dependendo do metoda para obter as manchas, eles podem ser compo-sicionalmente caracterizados em termos das variaveis medidas no interior de!as. lsso pode incluir valor
n• 26127 • 200712008
media (au moda, central ou maximo) e heterogeneidade interna (varifmcia, intervale).
No entanto, em muitas aplicac;:oes, assim que as
manchas sao estabelecidas, a heterogeneidade do
interior das manchas e ignorado. As metricas de padroes da paisagem, em vez disso, focam-se na
dis-tribui<;:ao espacial das manchas. Enquanto que as
man-chas individuais possuem relativamente poucas
caracteristicas espaciais (ex. area, perfmetro e
forma), o conjunto de manchas pede ter uma varie
-dade de propriedades agregadas. Estas propriedades
dependem se a agrega<;:ao e em relac;:ao a uma simples
classe (tipo de mancha) ou multiplas classes, e se a
agregac;:ao e no interior de uma sub-regiao da
paisa-gem ou ao Iongo da paisagem (CoUTo, 2004).
2. Analise espacial e modelac;ao geografica
A Analise Espacial em ambiente de sistemas de
informac;:ao geogrclfica assenta !argamente na explorac;:ao de relac;:oes e propriedades dos dados espaciais, tendo em
conta a localizac;:ao espacial do fen6meno em estudo, ou
seja, todas as medidas estatfsticas, que revelam um certo
grau de complexidade.
A complexidade das relac;:oes espaciais e dos
cenarios constitui um desafio para a formu!a<;:ao de
mode!os que procuram a identifica<;:ao e representac;:ao de
elementos sistemicos, relac;:oes e processes.
A modelac;:ao geogrclfica, mais do que constituir um
ambiente de representac;:ao de conhecimento espacial,
pode estabelecer-se como um metoda de procura de
regularidades e padr6es, sustentando uma atitude de
explicaqdo, previsdo e replicabilidade frequentemente associada
a
abordagem cientifica e que constitui umaacentuada transformal):aO na abordagem epistemol6gica
em que, norma!mente, integramos a Geografia (NEVES e FREIRE, 2006).
Base informativa de analise espacial
As metricas de paisagem, enquanto classificadores
quantitativos de uma dimensao interpretativa
inerente-mente qualitativa e subjectiva, ajudam a compreender a
estrutura complexa da paisagem e a forma como esta
influencia determinadas relac;:6es ecol6gicas.
A classificac;:ao de unidades no espac;:o e marcada por
uma dimensao de escala, patente na desagregac;:ao dos
dados espaciais e por uma dimensao de contexte, patente
na localizac;:ao da area de estudo. A definic;:ao destas duas
dimens6es de analise, bem como de outras variaveis de
defini<;:ao de procedimentos standard de avalia<;:ao, funda-mentais para a normalizac;ao dos processes de classificac;ao.
A variac;ao da escala afecta inevitavelmente a estrutura da paisagem. Portanto, espera-se que tambem condicione a quantificac;ao atraves de metri
-cas de paisagem. Assim, uma avaliac;€10 de metricas de
paisagem em diferentes enquadramentos de resolw;:ao e posicionamento, permite criar uma base compara
-tiva dos efeitos de escala e de contexte, que mais do que uma questao de classificac;ao e avaliac;ao da pai -sagem, constituem um factor determinante na maioria dos processes de analise geogrMica.
A informac;ao espacial digital base utilizada para
testar o efeito de escala e o efeito de contexte nas metricas de paisagem foi a Carta de Ocupac;ao do Solo,
produzida no ambito do Plano Municipal do Ambiente
de Vendas Novas, por uma equipa da Universidade de Evora coorde-nada pelo Prof. Doutor Joao Paulo de
Almeida Fernandes.
A produc;ao esta Carta foi baseada na
verifica-c;:ao, correcc;ao e adequac;:ao de legenda para a area do Concelho de Vendas Novas, da Carta de Ocupac;:ao do Solo (COS'90) produzida por interpretac;:ao da fotografia aerea em filme de infravermelho colorido, cobrindo todo o territ6rio de Portugal Continental, pelo Centro Nacional de lnformac;:ao GeogrMica (CNIG), com uma unidade minima de 1 ha, em 1990.
As operac;:oes de verificac;:ao e correcc;:ao foram efectuadas a partir de interpretas:ao de fotografia area,
multiespectral, com resoluc;:ao de 1 m., de 2003. carac:teristicas Gerals
TituSo
StstMNI de Projec~io
El~e de refe~c~
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metros
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Tabe\a 1 Dual~ ArcV.iew S/Mpe f;le "'""' I Hlyford (lntemBclon81 V«tor/al
Caracteristicas tecnicas da Carta de Ocupar;ao do Solo.
A area de estudo foi definida artificialmente
como urn quadrado de 100 Km2 localizando-se no
Concelho de Vendas Novas conforme mapa de enqu
a-dramento da Figura 1.
A disponibilidade de informac;ao em formate
digital da area foi condicionante para a sua escolha. Para alem disso, o facto de apresentar caracteristicas
morfoes-truturais interessantes, transitando do Macic;:o
Hesperico para as Bacias Cenoz6icas Tejo-Sado confere
a
paisagem alguma originalidade, pelo que se considerou importante caracteriza-la no contexte deste trabalho ena perspectiva de desenvolvimentos futuros que possam
Llinia Duarte e Nuna Neves
alargar 0 ambito deste estudo.
Avaliac;:ao de metricas de paisagem
Numa primeira fase do processo, foram geradas duas grelhas regulares de base, uma com 5 Km e outra com 1 Km, em cada quadricula.
Na grelha de 5 Km x 5 Km seleccionaram-se
qua-tro quadriculas numa area que reunia varies tipos de ocupas;ao e uso do solo. Efectuou-se o mesmo proce-dimento para a grelha 1 Km x 1 Km, considerando-se os limites da grelha anterior. Esta ops;ao permite testar e demonstrar o efeito escala dentro dos mesmos limites territoriais, os 100 Km2
•
As matrizes criadas permitem a caracterizac;:ao
integrada das classes avaliadas isoladamente no pro-grama Patch Analyst. Esta avaliac;:ao sintese cons-titui
urn incremento das possibilidades do programa, permi -tindo uma avaliac;:ao dos efeitos de escala e de con· texto numa dimensao multi-classe.
Considerando que o efeito de contexte decorre de uma alterac;:ao do posicionamento das unidades de analise, nomeadamente o posicionamento espacial dos limites de cada "celula" vectorial, uma translac;:ao desses limites implicaria uma alterac;:ao na caracteri -zac;:ao e avaliac;:ao de metricas de paisagem.
Assim, foram efectuadas duas translac;:oes recor-rendo a uma operas;ao de ajustamento espacial:
a primeira com uma orientac;:ao SW (225°) e uma distancia 707 m. (aprox. (!2/2) • 1000),
a
qual se da o nome de Grelha 1000Contexte 1;
a segunda com uma orientac;ao SE (135°) e uma distancia 707 m. (aprox. (!2/2) * 1000), que se denomina Grelha 1000 -Contexte 2. Depois seleccionaram-se cada uma das grelhas
indi-vidualmente, para se proceder ao geoprocessamento em
uniao, de modo a limitar a carta de ocupac;:ao de solo para
cada uma das grelhas. 0 resultado e visivel na Figura 2.
Na Figura 3a esta representado o fluxograma
analitico, ou seja, todo o processo de concepc;ao e
desenvolvimento de urn modele de analise espacial para comparac;:ao de metricas de paisagem.
De seguida sao ilustrados e descritos em maior
detalhe os procedimentos analiticos e de visualizac;:ao
implementados.
0 calculo das metricas de paisagem foi efectuado
atraves do programa Patch Analyst (ELKIE et at. 1999). Este programa e uma versao modificada do FRAGSTATS, que foi
concebida para ser aplicada no software ArcView3.x (ou
superior) da ESRI. A extensao Patch Analyst calcula
estatisticas espaciais que provem de ficheiros vectoriais e de ficheiros matriciais.
Modelat;:ao Geogrcifica de Metricas de Paisagem:
Efeito de Escala e Efeito de Contexte
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Figura 1
Mapa de enquadramento da area de estudo
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J Fiaura 2Esquematiza~io do processo de criac;ao da base informativa
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al Fluxograma anatitko e b, processo de visuatizac;ao do percurso ~netodot6gko.
n° 26127 • 200712008
EFEITO DE ESCALA E EFEITO
DE CONTEXTO EM METRICAS DEPAISAGEM
ENC.UADRAMENTO DA MEA CE ESTUDO
e:· pso'de Inttmac'onal Datu:n Lsm font.: Plano Mundp.lll do Ambi..-«:e de: Vllt'diis
hD'J.U, 2003
Contexto1
Ll?nia Duarte e Nuno Neves
G~lhaSOOC
EE
-
EE
• Criac;:ao artificial de duas matrizes regulares deunidades de paisagem: matriz de celulas de 5 Km e
Gml'\.alOOC matriz de celulas de 1 Km, calculadas atraves da
••
-~
·
extensao Ervectorgrid.G(elha 1000 c:orte<to 1 • A gerac;:ao de cada um dos efeitos de contexto
l
.~..
~,. resultou de um ajustamento espacial da matriz de- > .
1 Km, conforme descrito anteriormente, permitindo
i
~ Grelha 1000 .oortfi~to 2 a criac;:ao de matrizes vectoriais topologicamente ~
'~··~·
identicas, mas espacialmente desfasadas.Figura 4
Primeira fase do processo analitico
C)
• Apos a criac;:ao das grelhas, procedeu-sea
inte r-secc;:ao dos limites com a Carta de Ocupac;:ao de131'\.,'\olXO) :!rot"a~OOC .COS Solo.
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• Esta operac;:ao efectua-se atraves de uma ope-~ha10DJ 4af i 1Ci"X_OOS rac;:ao de geoprocessamento, tendo por base a Carta
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de Ocupac;:ao de delimitac;:ao espaciat, para Solos como supecada uma rficie de corte ou das grelhas produzidas...... tolJCiJ ~-· ""'tl.1 oreha .oco_corr...t-Cj l_C:·i
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Esta operac;:ao permitiu criar uma componenteinformativa contendo as caracteristicas de
ocupa-G·d"'a L'JIJO_coN"..IJDCI....: i . ••-4:' c• .con·o:d t?._t·,;oo c;:ao de solo, referenciadas
a codificac;:ao espac
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das grethas produzidas.Figura 5
Segunda fase do processo analitico
Figura 6
Modelac;ao Geografica de Metricas de Paisagem: n• 26127 -200712008
Efeito de Escala e Efeito de Contexto
Na Figura 7, pode-se visualizar uma tabela de metricas de paisagem gerada pelo PATCH ANALYST.
Neste estudo efectuaram-se 4 tabelas deste genero
para avaliar as celulas de cada grelha isoladamente.
justaposlr;:ao; numero medio de manchas e densidade
media de fronteiras) para cada uma das grelhas.
E
possivelconstatar, nas imagens de detalhe, as diferenr;:as quer para
o efeito de escala, quer para o efeito de contexto, que por
sua vez, se espera, influenciem a caracteriza9ao da
estru-tura complexa da paisagem.
Para a obtenr;:ao das tabelas de metricas neste estudo, as celulas de cada matriz foram consideradas como classes baseadas no c6digo de cada area ("Code
Area"), o que permitiu uma espacializar;:ao efectiva das
metricas baseadas nas unidades espaciais e nao num
atri-buto de codificar;:ao categ6rica (legenda COS por exemplo)
conforme usualmente este procedimento e implementado.
As legendas utilizadas para a representar;:ao do
indice de dispersao e de justaposir;:ao (IJI) variam de
cores frias (valores baixos) para cores quentes (valores
elevados), sendo que as celulas brancas apresentam
valores intermedios de adjacencia. Os processos de visualizar;:ao, presentes na Figura 3b,
ilustram estatisticas descritivas das metricas seleccionadas
{media e o desvio-padrao do indice de dispersao e de
0 numero de manchas e a densidade de
fronteiras sao representados por uma graduar;:ao do
claro para o escuro, como aumento dos valores.
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~::-to:. l£ ~.).; tB~%1!1 1St\~ •- 't:: ti'A t'Cii 1) &if- 11 r'l ... l...t 'U·&cai_ I
r; .4 C..- l I 1.,. • 101 U I. • 141 'l• A 611 ,_, ..,. t. I i ~ !.I
Figura 7
l(t t",_t..A 1CI',_1Jr l'T t. 11 O'll 4. .T lrt) 'l ·~. t 'lilt
' " tl- . , . ,.,., • -• ~~-~,. o l :J. 1 ... J_ a-,r a; ~.l .s lX' ' ,.... fO:. 1 • t • acG .a 1DD !$ ell,. 'li U•1CJ:'-) f ·~1,; !P
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1» e.-c ore ·u• 'J.. ' " 1~ ~... 1011 a:1
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t4 , .., • .,, I "'CtJr 1': ~ 1"',; IV. n &.a: ·Uti .)J 'ltv U.O ..i ·~ I"' ._1!; 1•.
T" ~>0 1-tl(.- tlltr• 1to..' .. 61 1 1'1! ( . , :1.1 fi.OO H4 q.~ 11) ~. ~17 •ex 1')~ , : "
2'r . , . IJQ.Q! ,... ,.Y • t ,.. i"~ ...:.. J(Q 16':" ~ c~ .,.. ,r. »' •u: !)'fO ,. ,
lJC. "'lJI MZ:: 4 .D'I
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I'~ (fit ,.._\'i •ill O.X. ')01, 0& JO ~"0 «...,(;. tt4 , . 1'£I 'U JJ \J.) 1J: 1, lW 1~ ,u, tUJ C.,l, h~ w._ l(j) Jfl l£ 1 1 •:3
t 'I' \1'1 C!J I J. Y.J. ,... 7,. 111 l '' p•, 1) ~ fJ I (I )CJI'' r :'(ft 0'; t') t'M t ~
ox 0'\iC ..-.6 '"' "r
•a..
t:'JJ u , , " ' '' t)l. l.JI •G'l Oi;O IX! aac lOl .) tee 0:\. •:J:'t - CIX. tW ,.)t.,'t' l r, -'I J;oo, ~ • f• iHO ;; ~;7' Gt ltu ~m ) ~ , ~
•r •t"l'it J.llr1' "• 11! .zr;. 11\ 1'1 t:rl • 11 C'l h"'; tU 1.)1' fll -~ p
.1 ... )iLl J'J7t ~r.; ~ro w~ 1~ ::..., 11.. tt• ' · " ot -:c l."\.1 cu atiO , :l: ..,~ ,~
r~ w.= 1'11¥ '~' ·& t.... ' ~ t.ll 1<~' •» zz ~,, ::J'":'
'to v•.C 1)-;• 1~ ~.. l) '
t'«l.P~ i!\ 164 'T. 1--..:t
t.•
c,; ~...1•
tt(; !119!~ s. q 2! ... ,.. " --"'~---!.' l&
' lsuallza~ao de uma tabela de metrlcas de paisagem relattvamente a cada celula para a grelha 1000 .
Figura 8
• • • ..,., . .. ,...~Q.... .,..A'o>t,o4" ;.
Terceira fase do processo ana tit leo
• A intersecc;ao do COS com i!S grelhas, originou a criar;:ao de
novas tabelas de atributos para cada grelha.
• Tabelas estas, que foram exportadas para o Patch Analyst.
Foi calculado o conjunto de metricas seleccionadas,
referenciadas a informar;:ao de ocupac;ao de solo, associada a
cada celula das grelhas.
• Esta informar;:ao foi ligada temporariamente, atraves de uma
Cre:tla SO:Q_COS
EB
Gre!ha lDOJ_COS•
Grelha 1000 Cbnttlo_..t'D l_COS•
Crelha 1000 (})nf'R)(/n ~ _C::'l';II
Figura 9Du~ paaio r<ul'M'f·• de C•I'Jtda:>O c!f'
t1a£31~ nr UJ M~~~~ J-1or.~r~
\ol.t-lt.a m oe,.,.
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.
"" .. lrJ;t.a:~oa u; DoJV·cu~ao-.to u~.t::~:Fo~· o.r:~1~t~C:. cu !..
..
Visualiza~iio da aptica<;ao das metricas de paisagem se(ecclonadas.
3. Analise de resultados
Neste ponte serao descritos os principios subja
-centes a caracteriza<;:ao da paisagem utilizando metricas de paisagem. Serao representados os efeitos de escala,
os efeitos de contexte e os resultados obtidos no calculo das tn?s metricas de paisagem.
0 calculo das metricas de paisagem foi efectuado atraves do programa Patch Analyst (ELKIE et at. 1999).
Este programa
e
uma versao modificada do FRAGSTATS,que foi concebida para ser aplicada no software ArcYiew3.x (ou superior) da ESRL A extensao Patch Analyst calcula estatisticas espaciais que provem de
ficheiros vectoriais e de ficheiros matriciais.
3.1. fndice de dispersao e de justaposi<;:ao 0 indice de dispersao e de justaposic;:ao foi desen-volvido par NcGarigal e Marks (1995), pertence ao grupo de metricas de contagia e dispersao, e visa a quantifica<;:ao da
configura<;:ao da paisagem como um todo, em rela<;:ao a
disposic;:ao das classes na paisagem, incidindo
essencial-mente nas caracteristicas individuais dos elementos e das relac;:oes espaciais entre eles.
0 indice de dispersao e de justaposic;:ao refere-se ao
nivel de adjacencia dos fragmentos e leva em considera<;:ao
as classes dos fragmentos vizinhos. No case, de se ter uma
paisagem com determinada area, composta par quatro
Lenia Duarte e Nuno Neves
Apos a ligac;:ao das tabelas, obtiveram-se resultados das metricas de paisagem para cada uma das grelhas representadas.
• Seguidamente a gerac;:im da tabela de
metricas, seleccionaram-se OS indicadores, que se
consideraram mais relevante na configurac;:ao da
paisagem -indice de dispersao e de justaposi<;:ao,
numero de manchas e densidade de fronteira .
Cada uma destas metricas de paisagem foi representada atraves de estatisticas descritivas
permitindo a posterior comparac;:ao com a mesma celula de outre contexto.
grandes classes distintas e um fragmento par classe, e uma segunda paisagem com a mesma area, as mesmas classes, mas com centenas de fragmentos par classe, o
indice de dispersao e justaposic;:ao sera igual. 0 mesmo nao se verifica para os valores do indice de contagia que
serao, muito diferentes. Esta diferen<;:a revela que enquanto, este ultimo medea sobreposi<;:ao ou agregas:ao dos elementos da paisagem, o primeiro medea
justaposi-s:ao desses elementos.
0 indice de contagia torna-se interessante pela
interpretas:ao intuitiva de sua probabilidade:
probabi-lidade de uma celula tomada ao acaso de pertencer a
uma dada classe; e probabilidade condicional em que,
dado que a celula pertence a uma classe, uma de suas celulas vizinhas pertence a uma outra dada classe. 0
produto
e
a probabilidade de duas celulas adjacentes, tomadas ao acaso, pertencerem as duas dadas classes.Varia com o numero, o tamanho, a contiguidade e a
dispersao dos fragmentos da paisagem (VoLOTAO, 2006). Equas:ao para o calculo do indice de dispersao e
de justaposic;:ao (MCGARIGAL eta/., 1995):
0 indice em estudo calcula a dispersao observada
sabre a maxima dispersao possivel para um dado numero
de fragmentos da classe. Este indicador varia entre 0%
(zero par cento), quando um tipo de fragmento esta
adjacente apenas a um outre tipo, e 100% (cem per cento),
quando um tipo de fragmento e igualmente adjacente a
Modela~ao Geografica de Metricas de Paisagem: n° 26127 • 200712008
Efeito de Escala e Efeito de Contexte
Figura 10
e;k
=
comprimento total (m) da fronteira da paisagem entre os tipos defragmentos i
e
k.m
=
numero do tipo de fragmentos que existem na paisagem, incluindo os limitesda paisagem (caso haja).
i..h.l70DE fiSCAL~~. L LFI..UO 06
CONn'XTOEM~r•~ICA$0. PAI$1400-f
•
•
-A(Y.,...L~-~ .. ·.&.·r• •"' 4, ,.,...0 .... ~. ..,,., . ,.,. :1o f"(T~ - ... .i;.··~ ..... ' ....... ,, .. t fOf)bftiCAJ AE l<ft 1100.CONTEKIOL•I f'IETRICAS DE.
PAJSAOEN
•
•
-
-_
..
.
.._.
.
.
.
-... ~ ...
, ~.
.
.lS.ualiza~;ao dos efeitos de esc ala e dos efeltos de contexto para a 1-nedia e desvio-padrio do indice de dispersao e de justaposicao.
250
- - - -
- - - -
- -
- - - -
-1 5 9 13 17 21 25 29 33 37 41 45 49 53 57 61 65 69 73 77 81 85 89 93 97
1 S 9 13 17 21 25 29 33 37 41 45 49 53 57 61 65 69 73 77 81 85 89 S3 97
• \l'latriz de base Skm • \l'latriz de base 1km • Contexto 1 Cortexto2
Tabela 2
Resultados obtidos da rnedia 1grafico superior) e do de.io-padrao (gratico inferior; para o indice de dispersao e de justaposi~ao, para cada \D e para todas as grelhas de analise.
3. Z. Numero de manchas
0 numero das manchas nao representa uma medida explicitamente espacial, mas pode-se considerar, que um
indicador de natureza directa e simples que representa a
configura~ao da paisagem. Este indicador permite que se ordene por grau de fragmentac;:ao, heterogeneidade de fragmentos, ou outros aspectos relacionados aos fra-gmentos na paisagem.
Equac;:ao para o calculo do numero de manchas (McGARIGAL eta!., 1995):
n1 = numero de fragmentos que existem na paisagem do tipo i.
Como se pode constatar na Figura 11, ao alte-rarmos a escala de analise, a media de numero de manchas diminui substancialmente para cada quadri-cula, comparando as duas grelhas de ba.se.
Equac;:ao para o calculo do indice de densidade de fronteiras (MCGARIGAL IT AL., 1995.
Matriz de 5 km Leyerda: Efeito do esc.h Matriz de 1 km
E
e.,
ED -· -1 A - (11)000} •L~nia Duarte e Nuno Neves
e1k = Comprimento total (m) de orla na
paisagem envolvendo tipos de manchas
i; incluindo os limites da paisagem e
segmentos envolvidos no tipo de
mancha i.
A= Area total da paisagem (m1 ).
Esta metrica e uma medida da geometria fractal
da paisagem urn numero decimal que traduz a ocupa~ao da paisagem.pelos seus elementos, estimado pela regressao da area dos elementos da paisagem em
oposic;:ao ao seu perimetro. De uma forma geral, elementos de formas complexas sao aqueles cuja
razao perimetro/area e bastante elevada, enquanto OS de forma simples sao aqueles que apresentam uma baixa razao (CARRAO, 2002).
A Dimensao Fractal e um indicador largamente utilizado para medic;:oes, simulac;:oes e como ferramenta
analitica nas ciencias geograticas (FROHN, 1998; in CARRAO,
2002). Alem disso, foi tambem utilizado para caracterizar acomplexidade da paisagem (O'NEILL etal., 1988).
EFEITO DE ESCALA E EFEITO DE
CONTEXTO EM METRICAS DE
PAISA GEM
NUMERO MED/0 DE MAN ':HAS PARA 0 EFE/TO DE ESCALA E EFE/Tv DE COHTEXTO
Leg••da:
NUmere :t rrumcho~s
Efeito de conte <to 1 Efeito de contex to 2
•
E..rsoide International D~m L';boa
Figura 11
Modelas;ao Geografica de Metricas de Paisagem: n• 26127 -2007/2008
Efeito de Escala e Efeito de Contexte
--- --- ---~
so
40 30 I 20 10 0 1s
9 13 17 21 2s 29 33 37 41 as 49 5.3 57 61 65 69 73 77 81 85 89 93 97• Matriz de ba~c Skm • M.1triz de base lkm • Cont<:'(tO 1 Contexte 2
Tabela 3
Resultados obtidos da media do indlce de numero de mancnas, para cada 10 e para todas as grelhas de analise
Matriz de 5 km
Efeito de esca'1
Matri. de 1 , m Figura 1 Z Legend a: C'ensidade de Fronlei'as
8
'-7 1-e --9 -~- , , Efeito de c:mte•to 2EFEITO DE ESCALA E EFEITO DE
CONTEXTO EM METFUCAS DE
PAISAGEM
•
DENS/0-lDE MtOIA DE FR'JNTE!RAS PARA 0 EFElTO
DE ESCALA 1: EFElTO DE CO/ffEXTO
Elips6ide lnternacional
·H ,. ll ~ ... ~ !-} a·-n u-·: ~
..
.
"t -1: Datum Lisboa~isualiza~ao dos efeitos de escala e dos efeitos de contexto para a densidade media de fronteiras.
-
-
-
- -
--,
200 150
5 ~ 13 17 21 25 29 33 37 41 45 49 53 57 61 65 69 73 77 81 85 89 93 97
• 1\ l~tr! de base Sk='l • M.tri7 de base lkra • Conte .:to 1 Contexte 2
Tabela 4
Resultados obtidos para a media do indice de densidade de fronteiras, para cada 10 e para todas as grelhas de analise.
i
II
I
i
4. Nota final e desenvolvimentos futuros
Na ultima decada, diversos autores como TURilER
(1989) e O'NEILL (1994) reconheceram e afirmaram que
a avaliac;:im da estrutura da paisagem, por aplicac;:ao de
metricas de paisagem e, talvez, 0 metodo de maior eficacia
para a avaliac;:ao das condic;:6es ecol6gicas locais e regionais.
As metricas de paisagem sao uma tentativa de
mensurar a complexidade do sistema que, no entanto
se podera considerar limitada em virtude de nao ser
inteiramente possivel capturar de uma forma normal
i-zada os seus elementos caracterizadores, mas
interes-sante enquanto ponto de partida para novos processes
de avaliac;:ao da estrutura da paisagem e a sua muta·
c;:ao ao Iongo do tempo.
Os processes de modela<;:ao geogrMica desenvol·
vidos neste estudo permitiram o estabelecimento de
uma base informativa de suporte a processes de analise
espacial em que foi possivel: analisar os diferentes tipos
de metricas da paisagem e a sua representac;:ao
espacial na area de estudo; e avaliar o efeito de
escala e o efeito do contexte nas metricas de paisa·
gem seleccionadas.
Este estudo possibilitou constatar, representar e
quantificar as variac;:oes das metricas de paisagem:
indice de dispersao e justaposic;:ao, numero de
man-chas e densidade de fronteiras, para o efeito de escala
e para o efeito de contexte e os impactos inerentes na
caracterizac;:ao e avaliac;:ao da paisagem.
0 .3000 Metros
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Figura 13
Lenia Duarte e Nuno Neves
Os resultados alcanc;:ados demonstram claramente
que a variac;:ao da escala afecta inevitavelmente a estru·
tura da paisagem e, portanto, tambem condiciona a
quantificac;:ao de metricas de paisagem. Assim, uma
avalias:ao de metricas de paisagem em diferentes
enqua-dramentos de resolu<;:ao e posicionamento, permite criar
uma base comparativa dos efeitos de escala e de contexte, que mais do que uma questao de classificas:ao e avalia<;:ao
da paisagem, constituem um factor determinante na
maioria dos processes de analise geogrMica.
Considerando que o efeito de contexte decorre
de uma alterac;:ao do posicionamento das unidades de
analise, nomeadamente o posicionamento espacial dos
limites de cada "celula" vectorial, uma translac;:ao
desses limites implica uma alterac;:ao na caracterizac;:ao
e avaliac;:ao de metricas de paisagem.
Considerando que urn dos desenvolvimentos futu
-res que se afiguram mais interessantes assenta na procura
de explicac;:oes para as variac;:oes das metricas decorren· tes do efeito de contexte, foi testada uma nova forma
de visualizac;:ao dos resultados, tentando identificar
padroes de comportamento das metricas utilizadas
conforme a sua deslocac;:ao ou alterac;:ao de contexte.
Assim, foi desenvolvido um processo de visuali
-zac;:ao em que foi quantificada a diferenc;:a de valores
entre dois cenarios ou contexte para uma das metricas
utilizadas - media do indice de dispersao e de justapo·
si<;:ao -e representada a orienta<;:ao do mapa/diferenc;:a
segundo um modelo de orientac;:ao de en costas classico.
EFEITO DE ESCALA E EFEITO DE CONTEXTO EM METRICAS DE
PAISAGEM
ORIENrAt;J!o E DIRECt;lio DO FWXO 0 ~ DIFERENCA
DO iND!CE DE DISPERSJ!O E DE JUSTAOOSlt;J!O PARA EF£1TO DE CONTO<TC 2 Oritt:*;ket~l".4tlfl~'*"'t·
.-.-
.
..
~~!U!!N!iC} ~,!!s-67~) e..t·.,·.e.-;$1 ~ .. ~ .. ,;;$'1'.<) ' - - ··"'1'$..-:0::.:')1 Sor....,... :::S.: .. l't \I~UU· ... ~• Ner'.!llloU&~!<l.r!ll'"'
""'
Elips6idelnternacianal O""m Lisboa
Fonta: Plano Mlr.ldp.~l do Ambient:e d. Vend&s NDYas, 2003
Modelac;ao Geografica de Metricas de Paisagem:
Efeito de Escala e Efeito de Contexte
A ilustrac;:iio do mapa/ diferenc;:a at raves das
cores associadas a cada uma das 8 direcc;:oes principais
foi complementada por uma representac;:iio de vecto·
res direccionais, naturalmente referente a cada
direc-c;:iio presente em cada celula.
0 processo de ilustrac;:iio desenvolvido constitui
uma primeira aproximac;:iio na busca de possiveis
variaveis derivadas associadas ao comportamento das
metricas em func;:iio da alterac;:iio posicional das
unida-des de caracterizac;:iio ou efeito de contexte.
Considera·se que esta abordagem permitira
identificar factores ou variaveis influentes no efeito de
contexte e contribuir para o desenvolvimento de
metodos que permitam a sua normalizac;:iio e conse·
quente possibilidade de realizac;:iio de analises verda·
deiramente comparaveis na avaliac;:iio e caracterizac;:iio da paisagem.
Considera·se ainda, que o aperfeic;:oamento dos
metodos desenvolvidos e sua aplicac;:iio a outras metri·
cas de caracterizac;:iio de paisagem se afiguram muito
importantes para uma melhor caracterizac;:iio quantita-tiva e qualitativa do sistema paisagem.
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