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PARECER PROTOCOLO nº /2008

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Academic year: 2021

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SUPRAM NOR

Rua N. Sra. do Carmo, 18 – 1º andar Unaí – MG CEP 38.610-000 – Tel: (38) 3676-5711 DATA: 10/07/2008 Página: 1/5 PARECER PROTOCOLO nº. 000003/2008

Solicitação de Pedido de substituição de EIA/RIMA por RCA/PCA

Empreendimento: Minas Biocombustível Ltda Município: Arinos / MG

Responsável pelo empreendimento: Petrônio Ribeiro

Sérgio Duarte Segall – Coordenador de Projeto

1. INTRODUÇÃO

O empreendimento denominado Minas Biocombustível Ltda, é uma empresa especializada em projetos de energia renovável e gestão de plantas industriais. Seu projeto refere-se à construção de uma mini usina de biodiesel no município de Arinos, Minas Gerais.

O projeto prevê a implantação da mini usina de biodiesel, com capacidade de 30.000 litros/dia, em uma área de 1,7 ha, sendo um projeto precursor e demonstrativo, que irá balizar as decisões de implantação em outras cidades, através de projetos semelhantes de mini usinas, em um prazo de 5 (cinco) anos. O município de Arinos foi escolhido, após o levantamento de informações obtidas junto a entidades como a AMNOR (Associação Mineira dos Municípios do Noroeste de Minas), FIEMG (Federação das Indústrias do estado de Minas Gerais), CETEC (Centro Tecnológico de Minas Gerais), Prefeitura Municipal de Arinos e IMDS (Instituto Mineiro de Desenvolvimento Social).

O empreendedor quando do preenchimento do FCEI (Formulário de Caracterização do Empreendimento Integrado) o posterior FOB (Formulário de Orientação Básica), enquadrou-se em classe 03, (conforme caracterização na Deliberação Normativa 74/04 - Potencial Poluidor Grande e Porte Pequeno). Sendo classe 03, o empreendedor apresentaria os estudos ambientais, na forma de Relatório de Controle Ambiental e Plano de Controle Ambiental. Porém, foi solicitado a apresentação de EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental) conforme exige a Resolução CONAMA nº. 01/1986.

Considerando que o próprio código da DN 74/04, a atividade é genérica (C-04-21-9: Fabricação de outros produtos químicos não especificados ou não classificados), o empreendedor solicita a substituição do EIA/RIMA pelo RCA/PCA para a atividade de mini usina de biodiesel.

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Os estudos ambientais tais como Relatório de Controle Ambiental e Plano de Controle Ambiental (RCA e PCA) seriam exigidos, respeitando também todas as fases do projeto e suas respectivas licenças ambientais (Licença Prévia, de Instalação e de Operação).

2. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL

O Zoneamento Ecológico Econômico - ZEE é uma base organizada de informações, que apóia a gestão territorial, orientando os investimentos do Governo e da sociedade civil no planejamento e orientação das políticas públicas e das ações em meio ambiente, segundo as peculiaridades de cada região, utilizando critérios de sustentabilidade econômica, social, ecológica e ambiental para subsidiar tecnicamente a definição de áreas prioritárias para o desenvolvimento sustentável, porém sem caráter limitador, impositivo ou arbitrário. O Zoneamento Ecológico Econômico, a Vulnerabilidade Natural, a Qualidade ambiental, o Potencial social e o Risco ambiental da área onde localiza se o empreendimento é

classificado da seguinte forma: ZEE: Nível 5 Vulnerabilidade Natural: Média Potencial social: Precário Qualidade ambiental: Alta Risco ambiental: Baixo

O zoneamento é a representação cartográfica de um território dividido em zonas homogêneas quanto à possibilidade de um dado empreendimento ser viável e sustentável sócio-econômica e ambientalmente. Na localização do empreendimento o ZEE-MG foi classificado como 5 indicando terras de média vulnerabilidade em locais de precário potencial social.

Deve-se ressaltar que a vulnerabilidade natural é referente à situação atual do local, considerada média. Nesta classe as áreas apresentam restrições quanto à utilização dos recursos naturais.

O mapa de Qualidade Ambiental mostra o estado atual dos recursos naturais no que diz respeito às condições de vida que esses recursos proporcionam em determinada área, sendo considera alta para o empreendimento.

O risco ambiental existente é considerado baixo quando se faz presentes ao mesmo tempo duas situações: vulnerabilidade natural significativa; atividades e empreendimentos humanos que ofereçam potencial de dano pequeno.

A vulnerabilidade natural indica a fragilidade de um dado ecossistema frente aos impactos causado pelo homem. Assim, cruzando-se os dados de vulnerabilidade natural com os da intensidade das atividades agropecuária, industrial e minerária, obteve-se o Mapa de Risco Ambiental, cujo nível de risco foi classificado baixo.

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Compreende-se como Potencialidade Social o conjunto de condições atuais, medido pelos potenciais produtivo, natural, humano e institucional que determina o ponto de partida de um município ou uma micro-região para alcançar o desenvolvimento sustentável, considerado precário. O que indica ações de desenvolvimento na região.

Nas fases do Licenciamento Ambiental, a primeira fase consiste na Licença Prévia, que tem como objetivo discutir a viabilidade locacional e ambiental do empreendimento.

Cabe ressaltar que todos os impactos identificados serão mitigados na Licença de Instalação, quando serão propostas medidas de controle ambiental.

2.1. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

Conforme já exposto no item 1, o empreendimento é formado basicamente pela mini usina de biodiesel.

O número de funcionários dentro da planta industrial da mini usina será de 4 por turno, totalizando 12 funcionários (3 turnos).

TECNOLOGIA DO PROCESSO PRODUTIVO:

Uma das razões ou argumentos apresentados pelo empreendedor, refere-se ao tipo de tecnologia aplicada ao processo produtivo da mini usina, que contará com uma nova tecnologia, que o empreendedor pesquisou e buscou no exterior, visitando a empresas fabricantes, e avaliando aspectos técnicos, econômicos e ambientais, para a definição da escolha.

Dentre os critérios de escolha, foram ressaltados: a transferência de tecnologia; planta industrial em aço inox em quase todo processo; além de planta industrial compacta necessitando de áreas pequenas.

Essa tecnologia prevê o esmagamento das oleaginosas (girassol e soja) sem a utilização de solventes orgânicos (hexano) e utilizando um processo apenas de esmagamento e extrusão, ou seja, serão utilizados métodos mecânicos e não químicos de extração. O processo de transesterificação, que irá possibilitar uma reação na qual o biodiesel e a glicerina final, não precisarão ser lavadas com água, como na maioria das outras usinas de biodiesel. Esse processo irá contribuir para uma diminuição do uso hídrico e de geração de efluentes.

Outro ganho promovido pela inovação tecnológica, refere-se à utilização de resinas de troca iônica de terceira geração, pois essa resina, quando saturada, poderá ser usada em adubação, não gerando resíduos sólidos. Esse resíduo gerará uma torta, proveniente da prensagem da oleaginosa, após extração do óleo, com até 45% de proteína, dependendo do tipo da oleaginosa,e que poderá assim ser comercializado para ração animal.

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A mini usina também estará adaptada para processar sebo bovino, sendo mais uma fonte de alternativa de matéria-prima.

LOGÍSTICA E PARCERIA COM PEQUENOS AGRICULTORES/AGRICULTORES FAMILIARES:

A mini usina, será uma usina demonstrativa e experimental, com já foi mencionado. Devido a isso, adotou-se como estratégia para a produção de biodiesel e subprodutos, a parceria com pequenos produtores que estão vinculados a 50 (cinqüenta) associações, congregando um universo de aproximadamente 1.500 famílias, perfazendo um total potencial de área de 25.000 hectares. O empreendimento adotará o modelo de financiamento parcial ou total da lavoura, insumos, sementes, preparo da terra, com garantia de compra da safra, além de programas de capacitação técnica para agricultores familiares, objetivando a obtenção do selo de responsabilidade social (utilização de 30% de agricultores familiares da região). Contudo, fica claro que a mini usina atuará com agente de desenvolvimento da região, além de se beneficiar da própria logística da produção do empreendimento.

2.2. RESERVA LEGAL; AUTORIZAÇÃO PARA EXPLORAÇÃO FLORESTAL -

APEF; INTERVENÇÃO EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - APP e UTILIZAÇÂO DE RECURSOS HÍDRICOS.

As exigências quanto Reserva Legal, Autorização para Exploração Florestal, Intervenção em Área de Preservação e Utilização de Recursos Hídricos serão cobradas quando o empreendimento iniciar as etapas do licenciamento ambiental.

2.3. POTENCIAIS IMPACTOS / IMPACTOS IDENTIFICADOS / MEDIDAS

MITIGADORAS

Os potenciais impactos/impactos identificados, assim como as medidas mitigadoras, serão analisados dentro de cada etapa do licenciamento (LP, LI e LO). Não haverá nenhum tipo de isenção ou dispensa de medidas mitigadoras quanto: disposição de resíduos sólidos, lançamentos de efluentes, emissões atmosféricas, além de outras medidas que a área técnica da Supram Noroeste de Minas julgar necessário à viabilidade do empreendimento.

3. CONCLUSÃO

Este parecer objetiva solicitar a substituição de EIA/RIMA do empreendimento, devido as características tecnológicas empregadas, sendo contemplados dentro de estudos ambientais simplificados (RCA/PCA).

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Equipe Interdisciplinar: Masp Assinatura

Engenheiro Agrônomo Cássio Fernandes Lopes 114.8347-6

Diretor Técnico Masp

Paulo Sérgio Cardoso Vale 102.1300-7

Assessor Jurídico Masp

Referências

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