REPRESENTAÇÃO TOPOGRÁFICA
Profª. Érica S. Matos
Departamento de Geomática Setor de Ciências da Terra Universidade Federal do Paraná -UFPR
REPRESENTAÇÃO TOPOGRÁFICA
• É preciso transformar dados em informações:
DADOS DA SUPERFÍCIE FÍSICA pontos XYZ Representação topográfica Poligonação, Irradiação Nivelamento
CROQUI x PLANTA
Um CROQUI é um esboço / desenho para auxiliar o reconhecimento da área. A precisão não é importante.
Uma PLANTA (representação topográfica, desenho
técnico) deve ser construído com base em uma
ESCALA
Relação (Proporção) entre uma feição no terreno e sua medida no desenho (carta, planta, mapa, projeto).
Onde M denominador da escala d distância no desenho D distância no terreno EXEMPLO No desenho: 1 cm No terreno: 100 m A escala é:
M
D
d
E
M
E
:
1
1
10000 1 10000 1 100 1 cm cm m cm D d EESCALA
ESCALA é adimensional (sem unidade)
1:200
desenho terreno 1 u 200 u 1 cm 200 cm = 2 m 1 mm 200 mm = 20 cm ESCALA GRÁFICAFacilita a leitura do mapa. Auxilia na ideia de proporção e relação com a realidade.
PLANTA ou “DESENHO”
• Um desenho topográfico deve informar com precisão ao usuário a posição das feições levantadas em campo,
bem como dados adicionais para o uso destas
informações, como origem planimétrica das
PLANTA ou “DESENHO”
A forma de representação da feição é função da escala • Duas opções:
1. Em verdadeira grandeza.
a) Uso das suas dimensões medidas em campo. Ex. Uma edificação
1. Por símbolos.
a) Réplica da feição.
Ex: um símbolo de árvore; a) Abstrações.
Ex: um símbolo para RN
usual: composição de elementos geométricos como círculos e triângulos
ELEMENTOS ESSENCIAIS
1. A representação da área de interesse (o desenho); 2. A indicação de orientação (direção do norte);
• Verdadeiro • Magnético • Topográfico
ELEMENTOS ESSENCIAIS
3. Escala (nominal, gráfica ou ambas)
ELEMENTOS ESSENCIAIS
5. Legenda
• Orientar sobre a representação e os símbolos escolhidos;
FORMATO DAS FOLHAS
FORMATO DAS FOLHAS
Orientação do papel HORIZONTAL (paisagem) VERTICAL (retrato)FORMATO DAS FOLHAS
REPRESENTAÇÃO TOPOGRÁFICA
Profª. Érica S. Matos
Departamento de Geomática Setor de Ciências da Terra Universidade Federal do Paraná -UFPR
ROTEIRO – EXEMPLO PRÁTICO
1. DADOSOs dados do levantamento
estão organizados na forma de tabela (lista) contendo:
X(m) Y(m)
Descrição
X (m) Y (m) SIGLA Descrição 48 33 ED_A_1 Vértices da Edificação A 63 33 ED_A_2
63 64 ED_A_3 48 64 ED_A_4
77 29 ED_B_1 Vértices da Edificação B 95 29 ED_B_2 95 43 ED_B_3 77 43 ED_B_4 53 86 P1 Pontos da poligonal 118 36 P2 72 11 P3 31 42 P4
82 85 CA1 Pontos de calçada 110 15 CA2 86 85 CA3 114 15 CA4 47 20 AV1 Árvores 23 87 AV2 113 70 AV3 64 29 AV4 96 12 PT1 Postes 25 69 PT2
ROTEIRO – EXEMPLO PRÁTICO
2. DEFINIÇÃO DOENVELOPE DOS DADOS
Valores máximo e mínimo de X e Y na tabela anterior, que delimitam a área dos dados (envelope dos dados):
DADOS COLETADOS X (m) Y (m)
MÁXIMO 118 87
MÍNIMO 23 11
X (m) Y (m) SIGLA Descrição 48 33 ED_A_1 Vértices da Edificação A 63 33 ED_A_2
63 64 ED_A_3 48 64 ED_A_4
77 29 ED_B_1 Vértices da Edificação B 95 29 ED_B_2 95 43 ED_B_3 77 43 ED_B_4 53 86 P1 Pontos da poligonal 118 36 P2 72 11 P3 31 42 P4
82 85 CA1 Pontos de calçada 110 15 CA2 86 85 CA3 114 15 CA4 47 20 AV1 Árvores 23 87 AV2 113 70 AV3 64 29 AV4 96 12 PT1 Postes 25 69 PT2
ROTEIRO – EXEMPLO PRÁTICO
2. DEFINIÇÃO DO ENVELOPE DOS DADOS
Valores máximo e mínimo de X e Y na tabela anterior, que delimitam a área dos dados (envelope dos dados):
Realizar “ajuste” dos limites
DADOS COLETADOS X (m) Y (m) MÁXIMO 118 87 MÍNIMO 23 11 AJUSTE X (m) Y (m) MÁXIMO MÍNIMO
Envelope envolve os dados levantados. Delimita a área A que será representada.
MIN MAX MIN MAX Y Y Y X X X
ROTEIRO – EXEMPLO PRÁTICO
2. DEFINIÇÃO DO ENVELOPE DOS DADOS
Valores máximo e mínimo de X e Y na tabela anterior, que delimitam a área dos dados (envelope dos dados):
Realizar “ajuste” dos limites
DADOS COLETADOS X (m) Y (m) MÁXIMO 118 87 MÍNIMO 23 11 AJUSTE X (m) Y (m) MÁXIMO 120 90 MÍNIMO 20 10
Envelope envolve os dados levantados. Delimita a área A que será representada.
MIN MAX MIN MAX Y Y Y X X X
ROTEIRO – EXEMPLO PRÁTICO
2. DEFINIÇÃO DO ENVELOPE DOS DADOS
Valores máximo e mínimo de X e Y na tabela anterior, que delimitam a área dos dados (envelope dos dados):
Realizar “ajuste” dos limites
DADOS COLETADOS X (m) Y (m) MÁXIMO 118 87 MÍNIMO 23 11 AJUSTE X (m) Y (m) MÁXIMO 120 90 MÍNIMO 20 10
Envelope envolve os dados levantados. Delimita a área A que será representada.
MIN MAX MIN MAX Y Y Y X X X 120 – 20 = 100 m 90 – 10 = 80 m
ROTEIRO – EXEMPLO PRÁTICO
3. DEFINIÇÃO DA ESCALAA maior variação ou definirá a orientação do papel para
trabalho, que pode ser retrato ou paisagem, que
melhor se ajuste aos dados coletados.
Formato de papel - dimensões
ROTEIRO – EXEMPLO PRÁTICO
3. DEFINIÇÃO DA ESCALALado Medida no terreno (m) Medida no papel (m) Escala calculada
ΔX 100 m 0,277 m = 277 mm ΔY 80 m 0,180 m = 180 mm
D
d
M
E
1
Dimensões da área útil de uma A4 (297x210 mm) com uma margem de 1 cm
ROTEIRO – EXEMPLO PRÁTICO
3. DEFINIÇÃO DA ESCALALado Medida no terreno (m) Medida no papel (m) Escala calculada
ΔX 100 m 0,277 m = 277 mm 1:361,010 ΔY 80 m 0,180 m = 180 mm 1:444,444
D
d
M
E
1
Dimensões da área útil de uma A4 (297x210 mm) com uma margem de 1 cm
ROTEIRO – EXEMPLO PRÁTICO
3. DEFINIÇÃO DA ESCALAÉ necessário escolher a menor escala para que todos os elementos sejam representados.
Ou seja 1:444,444 (menor) é suficiente
Lado Medida no terreno (m) Medida no papel (m) Escala calculada
ΔX 100 m 0,277 m = 277 mm 1:361,010 ΔY 80 m 0,180 m = 180 mm 1:444,444
D
d
M
E
1
ROTEIRO – EXEMPLO PRÁTICO
3. DEFINIÇÃO DA ESCALAÉ necessário escolher a menor escala para que todos os elementos sejam representados.
Ou seja 1:444,444 (menor) é suficiente
Auxiliar no desenho → escolha uma escala “inteira” menor do que a suficiente:
1:500 10 m = 2 cm
Lado Medida no terreno (m) Medida no papel (m) Escala calculada
ΔX 100 m 0,277 m = 277 mm 1:361,010 ΔY 80 m 0,180 m = 180 mm 1:444,444
D
d
M
E
1
ROTEIRO – EXEMPLO PRÁTICO
4. QUADRÍCULA
Com essa informação podemos traçar a quadrícula. Considere sempre os limites do envelope original nesse cálculo.
Neste exemplo a quadrícula ficará na forma:
O canto superior da quadrícula deve coincidir com o canto superior da folha milimetrada.
Porém, pode-se deixar um espaço em relação à margem (sugestão: um centímetro) se houver espaço.
Caso o desenho fique muito cheio de informações pode-se traçar o reticulado com outro espaçamento. A cada 20 m ou 25 m.
ROTEIRO – EXEMPLO PRÁTICO
5. MARCAÇÃO DOS PONTOS
Com auxílio da quadrícula criada, realizar a marcação dos pontos. Usar régua, esquadros neste processo.
Trabalhe sempre em escala.
Na escala de 1:500 têm-se as seguintes relações onde: 10 m = 2 cm
ROTEIRO – EXEMPLO PRÁTICO
6. SIMBOLOGIA E LEGENDA
Após a marcação dos pontos adote uma simbologia para os elementos representados. Use cores e símbolos que sejam intuitivos.
Trabalhe com pontos (árvore, postes), linhas (poligonal) e de área
(edificação,calçadas).
Sugestão para o exemplo:
Na representação é ideal indicar as feições conhecidas, como nome das
edificações e nome dos pontos da
poligonal, por exemplo.
No canto superior direito, crie a legenda, contendo a listagem de símbolo e feição adotados no sua representação.
ROTEIRO – EXEMPLO PRÁTICO
7. INDICAÇÃO DA ORIENTAÇÃO - NORTE
Indicar a direção do norte do levantamento topográfico, magnético ou verdadeiro
O norte é representado por uma seta, dentro da área da quadrícula, sem prejudicar a representação dos dados.
ROTEIRO – EXEMPLO PRÁTICO
8. INDICAÇÃO DA ESCALA – NOMINAL E GRÁFICA
Na área embaixo da legenda, indicar as escala na forma nominal
(1:M) e gráfica.
A escala gráfica é construída para auxiliar o uso de réguas /
escalímetros na leitura do mapa. Auxilia na ideia de proporção e
relação com a realidade.
No exemplo, construa a escala gráfica com base em 10 m.
9. INDICAÇÃO DE AUTORIA / FINALIDADE
No canto inferior direito, indique a autoria da representação, finalidade e data de execução.