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com grande prazer e satisfação que mais uma vez entro em contato com você

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Academic year: 2021

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Data da gravação: Produtor: Itamir Neves Locutor: Itamir Neves

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Olá amigo, estamos iniciando mais um programa da série "Através da Bíblia". É com grande prazer e satisfação que mais uma vez entro em contato com você com o objetivo de dedicar esse tempo para juntos estudarmos a Palavra de Deus. Desejo que o estudo de hoje sirva para a sua edificação e traga, as mais preciosas bênçãos divinas para a sua vida em todas as áreas e em todos relacionamentos que você desenvolve diariamente. Você que tem acompanhado este programa sabe que estamos estudando o livro do profeta Habacuque e ao iniciarmos hoje o estudo do seu capítulo final, nos lembramos que logo estaremos estudando o livro do profeta Sofonias. Um livro pouco conhecido, mas que tem importantes lições que podemos acrescentar em nossas vidas. Você sabe também que logo no início desse encontro registro as correspondências que vocês nos enviam. Hoje eu registro o e-mail que o Jonas nos enviou da cidade de Vera, no

estado do Mato Grosso, o Jonas nos enviou a seguinte mensagem: 1163“Olá

prezados irmãos, esta rádio tem grande importância na minha vida, pois a acompanho, desde criança através da minha avó, a programação de vocês. Deus usou as mensagens dessa programação para fundamentar minha fé. Hoje sou pastor Batista da CBB, em Vera, Mato Grosso, 33 anos, casado e duas filhas. Para mim é um prazer acompanhá-los aqui no gabinete pela internet. Foi uma alegria saber que o diretor Harmut é conhecido meu, quando fui pastor na secção da Convenção Pioneira. Muitas bênçãos sobre vocês.” Jonas Percio Hennig – Vera – MT – email Querido irmão, querido amigo, obrigado por suas palavras e por seu testemunho. Para nós é um privilégio participarmos de uma obra que Deus tem feito no decorrer dos anos. Temos tido a bênção de ouvirmos

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testemunhos sobre como Deus tem impactado a vida de muitos irmãos. Louvamos a Deus pelo seu ministério e oramos pedindo que Deus te abençoe e que você seja uma bênção para todos que convivem com você. Continue dando-nos o privilégio da sua audiência e na medida do possível divulgue o nosso ministério. E, agora, preparando-nos para mais um estudo e reflexão no livro de Habacuque, convido-o e, a todos que nos sintonizam nesse momento a buscar ao Senhor através desta palavra de oração: "Pai querido, obrigado pela tua preciosa graça.

Diante da tua misericórdia nos enchemos de ousadia e penetramos na tua presença pelo precioso sangue de Cristo para buscar tua graça para esta ocasião. Pai te pedimos que a tua companhia seja experimentada por todos nós em todos os momentos. Também te pedimos que nos ilumine nesse momento de estudo. Que a Tua palavra molde o nosso caráter. Pedimos também que o Senhor nos abençoe no desenvolvimento desse projeto de estudarmos toda a tua palavra e publicarmos os comentários feitos a partir desses programas. Reveste o teu filho Jonas com o seu poder e graça. Usa-o para tua glória. Senhor, oramos em nome de Jesus. Amém!".

Querido amigo hoje iniciamos o estudo do último capítulo do livro de Habacuque. Dividiremos o seu estudo em três partes. Vamos estudar hoje apenas os versos 1-2, onde o profeta, depois de receber as respostas de Deus às suas duvidas, queixas e questionamentos, se coloca numa atitude de submissão diante de Deus e ora a Deus. Vamos estudar então, Hc 3.1-2. O título para a nossa reflexão é:

A verdadeira oração Hb 3.1-2

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Introdução

Querido amigo, ao introduzirmos o estudo deste terceiro capítulo do livro de Habacuque notamos que depois de Deus revelar ao seu profeta os seus desígnios, ele orou ao Senhor. O capítulo 3 do livro de Habacuque é uma oração em forma de cântico. É um salmo profético! É uma oração profética! É uma verdadeira oração.

Ao ouvir a palavra de Deus, Habacuque teme o Senhor, ou seja, ele reverenciou o Senhor, entendendo de vez que ele é soberano sobre tudo e todos e controla a história dos povos, fazendo-os agirem de acordo com os seus eternos propósitos. Habacuque depois da resposta de Deus depositou toda sua confiança no Senhor, sabendo que o justo deve viver pela fé.

O temor ao Senhor é proveniente dos seus ensinos e das suas declarações. Após ter ouvido as respostas divinas, Habacuque creu em Deus, ou seja, ele seguiu a recomendação que tinha sido dada pelo profeta Miquéias: A voz do Senhor

clama à cidade, e, é verdadeira sabedoria temer-lhe o nome ... (conf. Mq 6:9).

Embora a obra do Senhor a que Habacuque faz referência era o suscitar dos caldeus contra a nação de Judá (Hc 1:6), ele não temeu, ele não teve medo e, muito pelo contrário, ele pediu a Deus que implementasse, que avivasse a sua obra. Mas, a qual obra divina Habacuque estava se referindo?

Deus haveria de levantar os caldeus, povo injusto, cruel e violento contra o povo de Judá, porém, Habacuque confiou e clamou pela misericórdia do Senhor.

Habacuque sabia que os caldeus eram um povo feroz e impetuoso, e que, segundo o oráculo que viu, Judá seria levado cativo, porém, à vista deste quadro

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de sofrimento e ignomínia, ele confiava na misericórdia de Deus. Certamente Habacuque se lembrou das palavras inspiradas do salmista:

106. 43 Muitas vezes os libertou, mas eles o provocaram com os seus conselhos e, por sua iniqüidade, foram abatidos. 44 Olhou-os, contudo, quando estavam angustiados e lhes ouviu o clamor; 45 lembrou-se, a favor deles, de sua aliança e se compadeceu, segundo a multidão de suas misericórdias. 46 Fez também que lograssem compaixão de todos os que os levaram cativos (conf. Sl 106.43-46).

Em nossos dias estas palavras de Habacuque têm uma interpretação totalmente diversa da idéia que ele procurou evidenciar. Perceba que Habacuque não pediu um avivamento 'espiritual', como é comum interpretarem em nossos dias. Ele orou pedindo a Deus que realizasse sua obra, ou seja, a mesma obra fora anunciada na primeira visão, isso é, enviasse contra Judá os babilônios (conf. Hc 1:5-6). Perceba que a oração de Habacuque é segundo a vontade de Deus, ou seja, ele não pediu que Deus livrasse a Judá do castigo, pelo contrário, ele, pediu que os caldeus viessem segundo a palavra anunciada. Mesmo sabendo que os caldeus viriam para a destruição de Judá, a confiança de Habacuque não foi abalada! Ele confiava que parte do povo de Judá, o remanescente, seria preservado: Não

morreremos (conf. 1.12). Habacuque tinha essa certeza, pois os caldeus foram

estabelecidos somente para castigar o povo de Judá. Deus os tinha chamado para essa missão. Deus como soberano usa a quem quer.

Habacuque, então, pediu a Deus que implementasse, que avivasse a sua obra. Ora, a obra maravilhosa e admirável era o suscitar dentre as nações os caldeus,

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para que, ao longo dos anos todos os homens conhecessem essa maravilhosa e surpreendente obra do Senhor e conhecessem o próprio Deus, enchendo toda a terra da sua glória (conf. 2.14). Embora fosse anunciado pelos profetas que Deus haveria de levantar os caldeus para castigar, quando os profetas contavam essa maravilhosa obra, o povo de Judá não cria. ... porque realizo, em vossos dias,

obra tal, que vós não crereis ... Eles não se arrependeram, não creram, e, por

isso, veio o cativeiro conforme a visão e a palavra do próprio Habacuque (conf. Hc 1:5).

O grande erro de Judá, o grande erro nosso é não confiarmos em Deus em todas as circunstâncias. Duvidamos de Deus, dos seus planos, dos seus propósitos e da sua sabedoria. Descremos e nos tornamos incrédulos. Infelizmente essa é a realidade do ser humano, mesmo para muitos de nós que se dizem pertencentes ao povo de Deus. Mas, com Habacuque foi diferente. Ele, ao invés de duvidar, creu, confiou no Senhor, animou-se, pois queria conhecer ainda mais a Deus; queria contemplar as obras do Senhor. E a melhor prova de que confiamos em Deus é pedir para ele cumprir a sua vontade, é pedir para que ele desenvolva os seus planos. Habacuque, confiou e orou e pediu que Deus concretizasse a sua obra, a visão que tinha dado anteriormente.

Será que teríamos a mesma atitude de Habacuque? Esse é o desafio do texto:

A verdadeira oração deve revelar nossa submissão diante de Deus.

Neste texto encontramos 3 atitudes submissas que devemos ter em nossas orações:

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A 1ª atitude que devemos ter é reconhecer a grandiosidade das palavras de

Deus, v. 2

3.1 Tenho ouvido, ó Senhor, as tuas declarações, e me sinto alarmado;

Querido amigo, aqui temos a descrição da atitude de Habacuque. Sua oração demonstra confiança, demonstra sua crença nas ações de Deus. Por todo esse capítulo ele vai se expressar nesse lindo salmo de confiança.

Os dois lamentos de Habacuque insinuaram que para ele a sua maior preocupação era a compreensão da pessoa de Deus. Ele queria resolver a aparente contradição entre a sua concepção de Deus e a situação atual do país e queria também entender a invasão babilônica que Deus revelara, na visão que lhe tinha dado. Mas, tendo como base as respostas divinas, nesse capítulo ele se expressa nessa oração de fé e confiança.

As declarações de Deus, mesmo que num primeiro momento não faziam sentido para o profeta, lhe inspiraram temor e fé. Deus tinha lhe declarado objetivamente que levantaria os caldeus, uma nação violenta e idolatra, que marchava pela largura da terra e apoderava-se de moradas que não eram suas (conf. 1.6). Deus tinha lhe declarado objetivamente que havia uma tremenda diferença entre os justos e os orgulhosos, pois os justos viveriam pela fé (conf. 2.4).

Querido amigo, quando a doença é muito séria o remédio tem que ser muito forte. Os caldeus, seriam o instrumento de Deus para corrigir o seu povo, povo de Judá. Um povo que viu a manifestação de Deus através de Moisés, de Josué, de Elias, de Eliseu, de Davi, um povo que era cuidado pelo Senhor com todo o carinho, era

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no entanto um povo rebelde, um povo de dura cerviz, que se levantava contra o Senhor.

Porém o Deus que cremos e amamos, ele corrige, ou seja, o ímpio não sai vencedor da guerra, pode até vencer uma batalha, mas no fim será destruído e com isso é necessário que aprendamos a confiarmos ainda mais no Senhor.

Depois que Deus especificou a condenação dos babilônios, através dos cindo “ais”, Habacuque entendeu e todo Judá deveria entender que as Palavras de Deus mereciam todo o crédito. Num avivamento, Deus fala de forma clara e contundente. O avivamento, pelo qual Habacuque orou, conforme veremos na próxima atitude, começa com o temor pela palavra de Deus.

Será que sentimos temor pela Palavra de Deus? No livro de Jeremias Deus pergunta: Não é a minha palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a

penha? (conf. Jr 23:29). Ora, se a Palavra de Deus é como um fogo é preciso

que o incêndio comece a partir das nossas vidas, a partir de cada um de nós. Se a Palavra de Deus é como um martelo, então precisamos de continuar a martelar, porque ainda não martelamos o suficiente, para que a Palavra de Deus possa causar impacto na vida do nosso povo. Habacuque entendeu essas palavras e por isso sentia-se alarmado.

A Palavra de Deus não é uma espécie de terapia ou de sedativo, que tranquiliza a consciência dos pecadores, como quem diz, não se preocupem com os vossos pecados; Deus é bom, e no fim ele perdoa tudo e todos se salvam. Não!

Não é assim! Se a Palavra de Deus não causar nos deixar alarmados, se a Palavra de Deus não provocar qualquer temor nos nossos corações, é porque

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ainda não estamos prontos para o avivamento. E por isso mesmo é que Habacuque clamou para que Deus reavivasse a sua obra.

A 2ª atitude que devemos ter é clamar para que Deus reavive continuamente a sua obra, v. 2

... aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos,

Querido amigo, como estudamos no programa passado, em 2.20 Yahweh tinha dito que todos deveriam se calar diante dele. E, ali terminava o seu diálogo com o profeta. Entretanto, Habacuque respondeu as últimas palavras divinas com esta oração. Essa oração era em forma de poesia para ser cantada, era um salmo. É bem provável que esse salmo tenha causado tão grande impacto que, posteriormente foi cantado por todo o povo. Assim como a revelação que Habacuque teve de Deus era para ser entendida por todo o povo, assim também a sua oração foi entendida e cantada por todo o povo, pois servia de edificação e transmitia confiança a todos, do povo.

Habacuque mostrou aqui a confiança exigida por Deus (conf. 2.4), ele pediu que Deus avivasse, concretizasse, efetivasse a sua obra. Habacuque pediu que Deus fizesse logo com que os babilônicos invadissem Judá para disciplinar sua nação que agia injustamente, mas ao mesmo tempo também pediu que Deus logo executasse seu juízo contra a Babilônia, seu instrumento de justiça, mas que tinha se exagerado na sua relação com as nações conquistadas. Por sua crueldade a Babilônia também deveria ser punida.

A expressão ... aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos deve nos fazer pensar no avivamento que necessitamos. Os grandes despertamentos

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espirituais da história do povo de Deus no Antigo Testamento, no Novo Testamento e especificamente na igreja foram resultado da intervenção divina. Habacuque sentiu a necessidade de um avivamento em seu povo, na sua geração e, por isso clamou a Deus. Temos orado pela nossa geração? Temos pedido a Deus a sua intervenção na vida daqueles que nos são queridos?

Em relação ao avivamento que desejamos, sempre é bom relembrarmos que: 1) O avivamento chega quando recordamos das nossas raízes espirituais. Devemos recordar em quem cremos e devemos recordar o poder da Palavra de Deus (conf. 2Tm 3.15-16). 2) O avivamento chega quando Deus visita o seu povo. Devemos recordar das nossas orações. Devemos recordar das respostas anteriores que já recebemos. Ao recordarmos das orações e das respostas nós ficamos vivificados, pois sabemos que Deus está conosco. 3) O avivamento chega quando o povo se humilha diante do seu Deus (conf. 2Cr 7.14). Devemos recordar que a melhor atitude é ouvirmos a voz de Deus. Devemos recordar que a melhor atitude é submetermo-nos à Deus. É por esse avivamento que você tem orado?

A 3ª atitude que devemos ter é apelar para que Deus nos trate com a sua misericórdia, v. 2

... na tua ira, lembra-te da misericórdia

Aqui Habacuque pede pela compaixão, pela bondade, pela misericórdia de Deus. Tendo conhecimento das atuações, das intervenções de Deus no passado, tanto para abençoar como para castigar o seu povo, a reação do profeta ao contemplar

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Data da gravação: Produtor: Itamir Neves Locutor: Itamir Neves

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esses relatos sobre o poder de Deus foi temer, tremer, foi alarmar-se. E, é interessante notarmos que há uma combinação entre “ouvir” e “temer” (conf. Dt 17:13, 19:20, 21:21) e ainda em 3:16 se nota a mesma combinação de idéias. Certamente Habacuque queria que Deus se manifestasse poderosamente ... no

decurso dos anos, isto é, durante o período difícil pelos quais passariam ao

serem invadidos e feito cativos pelos babilônios. Ele sabia que a invasão babilônica seria uma demonstração da soberania, do poder e da justiça de Deus contra o seu povo desobediente e rebelde, mas também apelou para que Deus se manifestasse misericordiosamente. O pedido de Habacuque é que Deus em sua ira justa não se esquecesse de sua misericórdia que nos permite viver. O substantivo ira rogez, no hebraico pode ser traduzido por agitação ou aflição, e assim poderíamos entender o clamor do profeta: que Deus, em meio a agitação e aflição dos dias do domínio babilônico agisse com misericórdia para com o seu povo. O pedido era para que, mesmo sendo justo e disciplinador ele fosse compassivo e misericordioso.

Conclusão.

Querido amigo, lembremos sempre que verdadeira oração deve revelar nossa submissão diante de Deus. Que reconheçamos a grandiosidade de Deus, que peçamos confiadamente que Deus realize as suas obras, e peçamos sempre a misericórdia de Deus sobre as nossas vidas.

Referências

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