LEI Nº 882 DE 18 DE FEVEREIRO DE 1992
CÓDIGO DE OBRAS DO MUNICÍPIO DE CAPITÓLIO – MG CAPITULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES • Seção I – Dos Objetivos
• Seção II – Das Definições CAPÍTULO II
DAS NORMAS E PROCEDIMENTOS • Seção I – Do Licenciamento
• Seção II – Da Aprovação do Projeto • Seção III – Da Aprovação das Edificações
CAPÍTULO III
DA RESPONSABILIDADE TÉCNICA CAPÍTULO IV
DAS NORMAS TÉCNICAS
,
CAPÍTULO V
DAS NORMAS DE LOTEAMENTO E ARRUAMENTO CAPÍTULO VI
DAS PENALIDADES • Seção I – Das Multas • Seção II – Dos Embargos • Seção III – Da Interdição • Seção IV – Da Demolição
CAPÍTULO VII
ANEXO I - BAIRRO ENGENHEIRO JOSÉ MENDES JÚNIOR – (ESCARPAS DO LAGO) Artigo 1º: Os recuos mínimos da edificação deverão ser de:
I – 2,00 M (Dois Metros) referente ao alinhamento frontal;
II – 1,50 M (Um metro e cinqüenta centímetros) referentes à divisas laterais e fundos.
Artigo 2º: A projeção vertical da edificação sobre o terreno, não deverá ultrapassar 50% (cinqüenta por cento) da área útil do terreno.
Artigo 3º: Em cada lote não será construída mais de uma casa de moradia uni familiar, sendo vedada a alteração de sua utilização.
Artigo 4º : Não será permitida a construção de prédio não residencial, de apartamentos e / ou de habitação coletiva.
Artigo 5º: As residências não poderão ter mais de 2(Dois) pavimentos acima do nível médio do alinhamento.
Artigo 6º: As dimensões de cada terreno, conforme planta cadastral aprovada na Prefeitura Municipal de Capitólio delimitam o domínio de propriedade. Em função da variação do nível d’água e de faixas de terreno sob jurisdição do Ministério da Marinha (no caso específico de marinas), para toda e qualquer benfeitoria a ser executada nas áreas remanescentes (espaço entre a divisa de fundos do terreno e a linha d’água) deverá ser apresentado o projeto para apreciação da Prefeitura Municipal de Capitólio.
Artigo 7º : Por maior que seja o benefício à propriedade particular e à comunidade de residentes, seja pelo tratamento paisagístico, seja pela construção de equipamentos como bancos, praças, rampas, escadas, garagens de barcos, iluminação, etc, estas iniciativas deverão ser previamente aprovadas pelas entidades controladoras da área (Prefeitura Municipal, condomínio e Ministério da Marinha – conforme o caso) não cabendo aos responsáveis por estes investimentos qualquer indenização em caso de embargo.
Artigo 8º : Todas as faixas de terreno que não estão caracterizadas na planta cadastral como lotes são do domínio, controle e responsabilidade das entidades retro-mencionadas (caso a caso) cabendo somente a elas o direito de restrição de trânsito e acesso.
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES • Seção I – Dos Objetivos
Artigo 1º - Toda e qualquer construção, reforma e ampliação de edifícios efetuada por particulares ou entidade pública a qualquer título e regulada pela presente Lei, obedecidas as normas federais e estaduais referentes a matéria.
Artigo 2º - Esta Lei tem como objetivos:
I – Orientar os projetos e execução de edificações no Município;
II – Assegurar os padrões mínimos e promover a melhoria de padrões de segurança, higiene, salubridade e conforto das edificações em seu território.
• Seção II – Das Definições
Artigo 3º - Para efeito da presente Lei, são adotadas as seguintes definições: 1 – ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas.
2 – Alinhamento: linha divisória entre o terreno de propriedade particular e a via ou logradouro público.
3 – Alvará: documento que autoriza a execução de obras, sujeitas à fiscalização da Prefeitura. 4 – Aprovação do Projeto: Ato administrativo que precede o licenciamento das obras de construção de edifícios.
5 – Aprovação da Obra: Ato administrativo que corresponde à autorização da Prefeitura para ocupação de edifícios.
6 – Área construída: soma das áreas de pisos utilizáveis cobertos ou não de todos os pavimentos de uma edificação.
7 – Área ocupada: projeção, em plano horizontal, da área construída, situada acima do solo. 8 – Área institucional: parcela de terreno destinada à edificação para fins específicos comunitários ou de utilidade pública tais como educação, saúde, administração, etc.
9 – Coeficiente de aproveitamento: relação percentual entre a área construída e a área do terreno.
10 – Coeficiente de ocupação: relação percentual entre a área ocupada e a área do terreno. 11 – Declividade: relação percentual entre a diferença de cotas altimétricas de dois pontos e a sua distância em nível.
12 – Embargo: Ato administrativo que determina a paralização de uma obra.
13 – Licenciamento de obra: Ato administrativo que concede licença e prazo para início e término de uma obra.
15 – Pavimento: Conjunto de compartimentos situados no mesmo nível.
16 – Pé-direito: Distância vertical livre entre o piso e o forro de um compartimento.
17 – Peças Gráficas: Projetos que deverão ser apresentados nos formatos internacionais A0, A1, A2, A3 e A4.
Nas seguintes escalas:
- 1:50 (Um para cinqüenta) ou 1:100 (Um para cem) para plantas baixas, cortes, fachadas e gradis.
- 1:100 (Um para cem) ou 1:200 (Um para duzentos) para diagrama de cobertura e planta planialtimétrica ou planta planimétrica e perfis do terreno.
- 1:200 (Um para duzentos) ou 1:500 (Um para quinhentos) para plantas de situação. 18 – Recuo: Distância entre o limite externo da projeção horizontal da edificação e a divisa do lote.
19 – Vistoria: Diligência efetuada pela prefeitura tendo por fim verificar as condições de uma construção ou obra.
CAPITULO II
DAS NORMAS E PROCEDIMENTOS
• Seção I – Do Licenciamento
Artigo 4º - Para execução de toda e qualquer obra, construção ou ampliação será necessário requerer à Prefeitura o respectivo licenciamento.
Artigo 5º - O licenciamento da obra será válido pelo prazo de 6(seis) meses, contados da data em que foi deferido. Findo esse prazo e não tendo sido iniciada a obra, o licenciamento perderá ser valor.
Parágrafo único: Para efeito da presente lei uma obra será considerada iniciada com a execução de suas fundações.
Artigo 6º: O licenciamento da obra será concedido mediante o encaminhamento a prefeitura dos seguintes elementos:
I – Requerimento constando:
a) Nome e assinatura do proprietário e profissional responsável pela execução da obra; b) Prazo para conclusão dos serviços.
II – Projeto aprovado há menos de um ano.
III – Recibo de pagamentos de taxas correspondentes.
IV – Cópia da ART (Anotação de responsabilidade técnica) de projetos e execução, já quitada.
Parágrafo Único: Não será exigido o projeto aprovado para o licenciamento das seguintes construções:
I – Acréscimo de 20,00 m² (vinte metros quadrados) nos fundos de edificações já licenciadas desde que não modifique a fachada principal.
II – Instalações para guarda de materiais a serem utilizadas na construção com sua posterior demolição, porém antes da vistoria para aprovação da obra.
Artigo 7º: Independem de licença os serviços de reparos ou substituição e revestimento de muro, substituição de telhas partidas de calhas e condutores em geral; construção de muros de até 2,00 m (dois metros) de altura, de passeios e calçadas no interior de terrenos edificados.
Artigo 8º: De acordo com Lei Federal, não poderão ser executados sem licença da Prefeitura, devendo obedecer às determinações desta Lei, ficando, entretanto, dispensadas de aprovação de projeto e pagamento de taxas, as seguintes obras:
I – Construção de edifícios públicos;
II – Obras de qualquer natureza de propriedade da União ou do Estado;
III – Obras a serem realizadas por instituições oficiais ou paraestatais, quando para sua sede própria.
Parágrafo Único: O pedido de licença será feito por meio de ofício, acompanhado do projeto da obra, dirigido ao Prefeito, pelo órgão interessado.
Artigo 9º: A fim de comprovar o licenciamento da obra para os efeitos de fiscalização, o alvará deverá ser mantido no local da obra, juntamente com uma cópia do projeto aprovado. Artigo 10º: Se a construção não for concluída dentro do prazo fixado no seu licenciamento, deverá ser requerida a prorrogação de prazo e paga a taxa correspondente à mesma.
Artigo 11: As taxas de licenciamento de construção ou prorrogação de prazo para execução de obras serão cobradas de acordo com o Código Tributário do Município.
• Seção II – Da Aprovação de Projeto
Artigo 12: Os elementos que deverão integrar os processos de aprovação do projeto são no mínimo:
I – Título de propriedade do imóvel (Escritura).
II – Peças gráficas em 3 (Três) ou mais cópias heliográficas de acordo com o artigo 3º deste código.
III – Identificação e assinatura do proprietário e do autor do projeto o qual deverá ser profissional habilitado.
Parágrafo Único: Nas obras de reformas ou acréscimos em prédios existentes, os projetos deverão ser apresentados com indicações precisas e convencionadas a critério do autor de maneira a possibilitar a identificação das partes a demolir acrescer ou conservar.
Artigo 13: Uma vez aprovado o projeto o qual deverá ser feito por um profissional habilitado, ficará retida nos arquivos da Prefeitura uma cópia de cada folha de projeto sendo as demais devolvidas ao proprietário.
• Seção III – Da Aprovação das Edificações
Artigo 14: Nenhuma edificação poderá ser ocupada sem que seja procedida a vistoria pela prefeitura e expedido o Certificado de aprovação da obra.
Parágrafo único: Uma obra é considerada concluída quando tiver condições de segurança e higiene para ser ocupada.
Artigo 15: O requerimento da vistoria deverá ser assinado pelo proprietário ou pelo profissional responsável.
Parágrafo Único: Após a vistoria, estando a obra em condições de ser ocupada, será expedido pela prefeitura o Habite-se.
Artigo 16: Após a vistoria se for constatado que a edificação não está de acordo com o projeto aprovado o responsável técnico será autuado e obrigado a regularizar o projeto, caso as alterações possam ser aprovadas, ou fazer a demolição ou as modificações necessárias para regularizar a situação da obra.
CAPÍTULO III
DA RESPONSABILIDADE TÉCNICA
Artigo 17: Para efeito desta Lei somente profissionais habilitados e devidamente inscritos na prefeitura poderão assinar, como responsáveis técnicos, para qualquer projeto ou documento a ser submetido à Prefeitura.
Parágrafo Único: A Prefeitura não assumirá qualquer responsabilidade civil em razão da aprovação de projeto ou da emissão de licença para construir.
Artigo 18: Só poderão ser inscritos na Prefeitura profissionais que apresentem documento que comprovem o registro no CREA-MG (Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais).
Parágrafo Único: Os profissionais registrados em CREA de outros estados, deverão apresentar licença do CREA-MG para atuarem em nosso estado.
Artigo 19: Caberá ao RT das edificações o cumprimento das prescrições deste código, ficando sujeito as penas nele previstas.
CAPÍTULO IV
DAS NORMAS TÉCNICAS
Artigo 20: Na execução de toda e qualquer edificação bem como na reforma ou ampliação os materiais utilizados deverão satisfazer as normas compatíveis com o seu uso na construção atendendo ao que dispõe a ABNT em relação a cada caso.
Artigo 21: As portas de acesso às edificações, bem como as passagens ou corredores, devem ter largura suficiente para o escoamento dos compartimentos ou setores da edificação a que dão acesso.
I – Quando de uso privativo, a largura mínima será de 0,80 m (oitenta centímetros)
II – Quando de uso comum ou coletivo, a largura livre deverá corresponder a 0,01 m (um centímetro) por pessoa da lotação prevista para o compartimento respeitando o mínimo de 1,20 (Um metro e vinte centímetros).
Parágrafo único: As portas de acesso a banheiros e armários privativos poderão ter largura mínima de 0,60 m (sessenta centímetros) e as demais quando internas, poderão ser de 0,70 m (setenta centímetros).
Artigo 22: As escadas deverão oferecer passagem com altura mínima de 2,00 m (dois metros) e ter largura mínima de 0,80 (oitenta centímetros) salvo o disposto a seguir:
1) Quando de uso comum ou coletivo as escadas deverão ter largura mínima de 1,20 m (um metro e vinte centímetros) e não inferior a 0,01 (um centímetro) por pessoa da lotação prevista;
2) Quando o desnível vencido for superior a 3,50 m (três metros e cinqüenta centímetros) de altura as escadas deverão ter um patamar intermediário de pelo menos 1,00 m (um metro) de profundidade.
Artigo 23: No caso de emprego de rampas em substituição as escadas, aplicam-se as mesmas exigências relativas ao dimensionamento fixadas para as escadas.
Parágrafo único: As rampas não poderão apresentar declividade superior a 12%. Quando a declividade exceder a 6% o piso deverá ser revestido com material antiderrapante.
Artigo 24: Quando a distância vertical entre o piso de qualquer pavimento e o nível da via pública, no ponto de acesso ao edifício for superior a 11 m (onze metros) será obrigatória a instalação de elevadores.
2) A existência de elevadores não dispensa a construção de escadas. Artigo 25: Para efeito desta Lei, os compartimentos são classificados em: I – Os compartimentos de permanência prolongada;
II – Compartimentos de permanência transitória; III – Compartimentos de utilização especial.
Parágrafo 1º: São compartimentos de permanência prolongada aqueles locais de uso definido, caracterizando espaços habitáveis e permitindo a permanência confortável por tempo longo e indeterminado, tais como dormitórios, salas de estar, de jantar, de visita, de jogos, de estudos, gabinetes de trabalho, cozinhas e copas.
Parágrafo 2º: São compartimentos de permanência transitória aqueles locais de uso definido, ocasional ou temporário, caracterizando espaços habitáveis de permanência confortável por tempo determinado, tais como vestíbulos, “hall”, corredores, passagens, caixas de escadas, sanitários, vestiários, despensas, depósitos e lavanderias residenciais. Parágrafo 3º: São compartimentos de utilização especial aqueles que pela sua finalidade, dispensem abertura para o exterior, tais como câmaras escuras, frigoríficos, adegas, saunas e armários.
Artigo 26: Os compartimentos de permanência prolongada deverão:
I – Ser iluminados e ventilados, diretamente, por abertura voltada pra o espaço exterior; II – Ter no mínimo, um pé direito de 2,50 m (dois metros e cinqüenta centímetros) em média; III – Ter área mínima de 5,00 m² (cinco metros quadrados);
IV – Ter forma tal que permita a inscrição de um circulo de 1,80 m (um metro e oitenta centímetros) de diâmetro.
Artigo 27: Os compartimentos de permanência transitória deverão: I – Ter ventilação natural
II – Ter pé direito mínimo de 2,20 (dois metros e vinte centímetros) em média; III – Ter área mínima de 1,00 m² (um metro quadrado);
IV – Ter forma tal que permita a inscrição de um círculo de 0,80 (oitenta centímetros) de diâmetro.
Artigo 28: Para garantia de iluminação e ventilação de compartimentos, os espaços exteriores devem permitir a inscrição de um círculo de diâmetro mínimo de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) junto à abertura de iluminação e ventilação.
Artigo 29: A soma das superfícies das aberturas para o exterior, em cada compartimento, não poderá ser inferior a:
a) – 1/6 (um sexto) da área do piso nos dormitórios;
Artigo 30: As edificações para uso residencial deverão ter no mínimo uma sala, uma cozinha, um dormitório e um banheiro, não podendo ter área construída inferior a 25 m² (vinte e cinco metros quadrados).
Artigo 31: As edificações destinadas ao comércio e indústria em geral deverão: I – Ter pé direito mínimo de:
a) 2,50 m (Dois metros e cinqüenta centímetros) quando a área do compartimento não exceder 25 m² (vinte e cinco metros quadrados);
b) 3,20 m (três metros e vinte centímetros) quando a área do compartimento não exceder 75,00 m² (setenta e cinco metros quadrados);
c) 4,00 m (Quatro metros) quando a área do compartimento exceder 75,00 m² (setenta e cinco metros quadrados).
II - Ter as portas gerais de acesso ao público com largura mínima de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros);
III – Ter sanitários separados para cada sexo, calculados na razão de um sanitário para cada 300,00 m² (trezentos metros quadrados) de área útil.
Parágrafo 1º: Quando a área for inferior a 75,00 m² (setenta e cinco metros quadrados) será permitido apenas um sanitário para ambos os sexos.
Parágrafo 2º Nos bares, cafés, restaurantes, confeitarias, lanchonetes e congêneres, os sanitários deverão estar localizados de tal forma que permitam sua utilização pelo público. Artigo 32: Em qualquer estabelecimento comercial ou industrial os locais onde houver preparo ou manipulação de alimentos deverão ter pisos e paredes até altura mínima de 2,00 m (dois metros) revestidos com material liso, resistente, lavável, impermeável.
Artigo 33: As edificações destinadas a hotéis e congêneres deverão obedecer às seguintes disposições:
I – Ter além dos quartos, dependências de vestíbulo, com local para instalação de portaria e sala de estar;
II – Ter vestiário e instalação sanitária privativos para o pessoal de serviço; III – Ter no mínimo uma instalação sanitária com chuveiro em cada quarto;
IV – Ter instalação preventiva contra incêndio, de acordo com as normas da ABNT.
Artigo 34: As edificações destinadas às garagens deverão obedecer as seguintes exigências: I – Ter pé direito mínimo de 2,20 m (dois metros e vinte centímetros);
II – Ter sistema de ventilação permanente;
III – Ter largura mínima de 2,40 (dois metros e quarenta centímetros) e profundidade mínima de 4,50 m (quatro metros e cinqüenta centímetros);
IV – Para as garagens de uso coletivo os corredores de circulação deverão ter a largura mínima de 3,00 (três metros), 3,50 (três metros e cinqüenta centímetros), 5,00 (cinco metros)
quando os locais de estacionamento formarem em relação ao mesmos, ângulos de 30, 45 ou 90 graus respectivamente.
Artigo 35: Os afastamentos das edificações deverão obedecer as seguintes disposições: I – Nas laterais e fundos, no mínimo, 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) quando houver quaisquer tipo de abertura (janelas, portas, etc); 0,00 m (zero) ou no mínimo, 1,00 m (um metro) em casos contrários
II – Na frente, no mínimo 2,00 m (dois metros) quando houver muros ou gradis; no mínimo 0,00 m (zero) em casos contrários.
Artigo 36: As construções em balanço, nas edificações construídas no alinhamento, deverão obedecer às seguintes condições:
I – No mínimo, 3,00 m (três metros) de altura, sobre o passeio.
II – A saliência máxima permitida será de 10% (dez por cento) na largura da rua, não excedendo 80% (oitenta por cento da largura do passeio e nem a 1,20 m (um metro e vinte centímetros).
Artigo 37: Será permitida a construção de marquises nas edificações construídas no alinhamento desde que obedeçam as seguintes condições:
I – Não excederem a 80% (oitenta por cento) da largura do passeio nem a 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros);
II – terem no mínimo 3,00 m (três metros) de altura sobre o passeio;
III – Não prejudicarem a arborização e a iluminação pública e não ocultarem placas de nomenclatura e outras indicações oficiais:
IV – Serem constituídas de material incombustível e resistente à ação do tempo.
Artigo 38: As fachadas e os muros no alinhamento e os passeios deverão ser conservados em bom estado pelo proprietário, devendo a Prefeitura intimá-lo a cumprir esta disposição, sob pena de multa.
Artigo 39: Não serão permitidas portas, janelas e similares com sua parte móvel abrindo além do alinhamento em alturas inferiores a 3,00 m (três metros)
CAPÍTULO V
DAS NORMAS DE LOTEAMENTO E ARRUAMENTO
Artigo 40: Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação, com abertura de novas vias de circulação, de logradouros públicos ou prolongamentos , modificação ou ampliação das vias existentes. Considera-se desmembramento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação, com aproveitamento do sistema viário existente,
desde que não implique na abertura de novas vias a logradouros públicos, nem na modificação das já existentes.
Artigo 41: Qualquer lote urbano deverá ter forma tal que possa ser inscrito em seu perímetro um retângulo com dimensões mínimas de 10m x 20m, (dez metros por vinte metros) e ter um acesso para o logradouro público com dimensão mínima de 5m (cinco metros).
Artigo 42: Não será permitida o parcelamento (loteamento ou desmembramento) do solo urbano em terreno:
I – Alagadiço e sujeito a inundação antes de tomadas as providências para assegurar-lhe o escoamento das águas;
II – Com declividade superior a 30% (trinta por cento);
III – Considerados necessários à preservação tais como matos, contíguo a mananciais, cursos d’água e demais recursos hídricos, sem prévia manifestação dos órgãos competentes.
Artigo 43: Do desmembramento ou remembramento somente poderá resultar lotes que se enquadrem nas características estabelecidas pelo Artigo 41 desta Lei.
Artigo 44: Para a aprovação do desmembramento ou remembramento, o interessado deverá apresentar requerimento à Prefeitura Municipal acompanhado dos elementos relativos à gleba:
I – Título de Propriedade
II – Planta com localização das edificações existentes e indicação da divisão pretendida, em escalas 1:100 (Um para cem), 1:200 (Um para duzentos), 1:500 (Um para quinhentos) ou 1:1000 (Um para mil).
Artigo 45: As vias de circulação deverão ter declividade inferior de 12% (doze por cento) e largura mínima de 12,00 m (doze metros) sendo 9,00 m (nove metros) para pista de rolamento e 1,50 m (Um metro e cinqüenta centímetros) para os passeios.
Parágrafo Único: As vias de circulação poderão ter largura mínima de 9,00 m (nove metros) sendo 6,00 m (seis metros) para pista de rolamento e 1,50 m (um metro e cinquenta centímetros) para os passeios quando forme sem saída com extensão máxima de 200 m (duzentos metros) e tendo em seu final uma área em formato circular com diâmentro mínimo de 15,00 m (quinze metros).
Artigo 46: Para aprovação do loteamento o interessado deverá apresentar requerimento à Prefeitura Municipal acompanhado dos elementos relativos à Gleba:
I – Título de propriedade;
II – Planta do loteamento pretendido juntamente com planta planialtimétrica do terreno, desenhados na mesma escala;
Artigo 47: As plantas de loteamentos deverão ser apresentadas em um original e três cópias, as planimétricas em duas cópias nas mesmas escalas que podem ser 1:500 (um para quinhentos), 1:1000 (um para mil) ou 1:2000 (um para dois mil).
Artigo 48: Os loteamentos deverão ter uma área destinada ao uso institucional a qual deverá corresponder, no mínimo a 10% (dez por cento) da área total a ser loteada. Área esta escolhida pela Prefeitura.
Artigo 49: No contrato entre o proprietário e a prefeitura será definido quem fará a infra-estrutura do loteamento (meio fio, rede de água e esgoto, energia elétrica). Ficarão retidos pelo menos 20% (vinte por cento) dos lotes a título de caução, escolhidos a critério da Prefeitura até que estejam terminados os serviços de infra-estrutura, ficando a propriedade dos lotes retidos para aquele que o fizer.
CAPÍTULO VI
DAS PENALIDADES
• Seção I – Das Multas
Artigo 50: De acordo com esta Lei, as multas serão aplicadas quando:
I – As obras forem iniciadas sem licença da Prefeitura e sem o correspondente Alvará;
II – As obras forem executadas em desacordo com o projeto apresentado para sua aprovação e construção;
III – A edificação for ocupada sem que a Prefeitura tenha feito sua vistoria e emitido o respectivo certificado de aprovação (Habite-se).
Artigo 51: O valor das multas será estabelecido pela prefeitura de acordo com o Código Tributário.
Artigo 52: As multas serão graduadas tendo em vista: I – A gravidade da infração;
II – Suas circunstâncias;
III – Os antecedentes do infrator.
• Seção II – Dos Embargos
Artigo 53: A obra em andamento será embargada: I – Se estiver sendo executada sem o Alvará de licença;
II – Se for desrespeitado o respectivo projeto, em algum de seus elementos essenciais;
III – Se estiver em risco a sua estabilidade, com perigo para o público ou para o pessoal que a constrói.
• Seção III – Da Interdição
Artigo 54: Uma edificação ou qualquer de suas dependências poderá ser interditada a qualquer tempo, com o impedimento de sua ocupação, quando oferecer riscos para ocupação ou não estiver em condições adequadas de higiene para utilização.
• Seção IV – Da Demolição
Artigo 55: A demolição total ou parcial da edificação ou dependências será imposta nos seguintes casos:
I – Quando a obra for clandestina entendendo-se por tal aquela que for executada sem o Alvará de licença da construção;
II – Quando julgada com risco eminente de caráter público.
Artigo 56: A demolição não será imposta, nos casos do Artigo anterior, se o proprietário, submetendo à prefeitura o projeto da construção, demonstrar:
I – Que a mesma preenche os requisitos regulamentares deste Código de Obras;
II – Que embora não os preenchendo, poderá sofrer modificações que satisfaçam o regulamento e que se dispõe a fazer.
CAPÍTULO VII
DAS DISPOSIÇÕES, TRANSITÓRIAS, GERAIS E FINAIS
Artigo 57: Nas edificações existentes que não estejam de acordo com as exigências estabelecidas na presente Lei somente serão permitidas obras que não venham a agravar as transgressões já existentes.
Artigo 58: Os proprietários de obras iniciadas antes da aprovação esta Lei, que não tenham licença para construção, deverão procurar a Prefeitura no prazo máximo de 60 (sessenta) dias contados a partir da aprovação desta Lei, para regulamentar a sua situação.
Artigo 59: O material destinado à construção não pode permanecer na via pública por mais de 48 (quarenta e oito) horas. Sendo permitido utilizar no máximo a largura do passeio junto ao lote, quando devidamente fechada por tapumes, para a guarda de material de obras devidamente licenciadas.
Parágrafo Único: O material de construção poderá ser recolhido ao almoxarifado na Prefeitura e só será restituído após pagamento das taxas regulamentares.
Artigo 60: Os entulhos deverão ser removidos para local conveniente no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas. Após esse prazo a prefeitura poderá fazê-lo mediante pagamento das taxas regulamentares.
Artigo 61: Os loteamentos e condomínios poderão ter suas regras específicas desde que não contrariem as normas desta Lei, devendo ser apresentadas à Prefeitura para apreciação, as quais posteriormente serão anexadas a este Código.
Artigo 62: Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário ou com ela incompatíveis.
Mando, portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento a execução desta Lei pertencer que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nela se contém.
Prefeitura Municipal de Capitólio, 18 de fevereiro de 1992.
ASSINADO: José Hortêncio Ramos, Prefeito Municipal. João Elias do Reis, Secretário Municipal.
ALTERAÇÕES
LEI 902 DE 25 DE JUNHO DE 1992 Revoga os Artigos 41 e 43 da Lei nº 882
A Câmara Municipal de Capitólio MG aprovou e eu Prefeito Municipal sanciono a seguinte Lei: Artigo 1º: Ficam revogados em seus inteiros teores os Artigos 41 e 43 da Lei nº 882 – Código de Obras do Município de Capitólio – MG, de 20/02/1992.
Artigo 2º: Revogam-se ao disposições em contrário, entrando esta Lei em vigor na data de sua publicação.
Mando portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento a execução desta Lei pertencer que a cumpram e façam cumprir, tão inteiramente como nela se contém.
Prefeitura Municipal de Capitólio, 24 de junho de 1992.
LEI 992 DE 23 DE OUTUBRO DE 1.993
Modifica o Art. 49 da Lei nº 882 de 22 de maio de 1992
A Câmara Municipal de Capitólio – MG, aprovou e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei:
Artigo 1º: O Art. 49 da Lei 882 de 22/05/92 passa a vigorar com a seguinte redação:
No contrato entre o proprietário e a prefeitura será definido quem fará a infra-estrutura do Loteamento (meio-fio, rede de água e esgoto, energia elétrica, abertura e / ou prolongamento de ruas). Ficarão retidos pelo menos 40% (quarenta por cento) dos lotes a título de caução, escolhidos a critério da Prefeitura até que estejam terminados os serviços de infra-estrutura, ficando a propriedade dos lotes retidos para aquele que o fizer.
Parágrafo Único: Decorrido 02 (dois) anos contados a partir da data de aprovação do loteamento e o proprietário não tenha executado os serviços de infra-estrutura, caso tenha ficado pactuado a sua responsabilidade, a Prefeitura efetuará a alienação dos lotes retidos e executará o serviço. Artigo 2º: Revogam-se as disposições em contrário, entrando esta Lei em vigor na data de sua publicação.
Mando portanto a todos as autoridades a quem o conhecimento e execução desta Lei pertencer que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nela se contém.
Capitólio, 20 de outubro de 1993.
Assinado: José Gonçalves Machado, Prefeito Municipal. João Elias dos Reis, Secretário Municipal.
LEI Nº 1.043 DE 08 DE DEZEMBRO DE 1.994
Autoriza reparcelamento de lotes no Bairro Dr. José Mendes Junior (Engenheiro José Mendes Júnior)
A Câmara Municipal de Capitólio, aprovou e eu, prefeito municipal sanciono a seguinte lei: Artigo 1º: Fica o Poder Executivo autorizado a reparcelar de acordo com planta anexa, que passa a fazer parte integrante desta lei, os lotes de números 2, 3, 4, 5, e 6 da quadra 29, lotes 1 e 2 da quadra 32, de propriedade do Sr. Marcos Valle Mendes e o lote nº 17 da quadra 32 de propriedade do Sr. Fernando Luso Correa, todos situados no Bairro Dr. José Mendes Júnior. Artigo 2º: Revogam-se as disposições em contrário, entrando esta Lei em vigor na data de sua publicação.
Mando portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução desta Lei pertencer que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nela se contém.
Capitólio, 28 de novembro de 1994
Assinado: José Gonçalves Machado, Prefeito Municipal. João Elias dos Reis, Secretário Municipal.
LEI Nº 1.138 DE 28 DE MAIO DE 1998
Altera dispositivo da Lei número 882/92 que instituiu o Código de Obras do Município de Capitólio – MG
A Câmara Municipal de Capitólio – MG aprovou, e eu Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei:
Artigo 1º: Fica alterado o Artigo 9º, do Anexo I, da Lei nº 882/92 “Código de Obras do Município de Capitólio – MG”. Que passa a vigorar com a seguinte redação:
Artigo 9º: É permitido o desmembramento ou remembramento desde que resulte em lotes com o mínimo de 15 metros de frente e área total mínima de 700 metros quadrados, excetuando-se os lotes de marina, cuja permissão para o desmembramento ou remembramento fica condicionada a existência de 20 metros de frente e área total mínima de 1000 metros quadrados.
Artigo 2º: Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.
Capitólio, 29 de abril de 1998.
Assinado: Antônio Carlos Soares, Prefeito Municipal. João Elias dos Reis, Diretor Departamento de Administração.
LEI Nº 1.442, DE 06 DE NOVEMBRO DE 2007.
“Acrescenta o Art. 10 no ‘Anexo I’ da Lei 882, de 22/05/1992, Código de Obras do Município de Capitólio – MG, e dá outras providências.” A Câmara Municipal de Capitólio aprovou e eu, JURACY MELO DE REZENDE, Prefeito do Município, no uso de minhas atribuições legais, sanciono e promulgo a seguinte Lei. Artigo 1º: O Anexo I, da Lei nº 882, de 22/05/1992, Código de Obras do Município de Capitólio-MG, passa a vigorar acrescido do seguinte art. 10:
“Artigo 10: Os proprietários de lotes construídos ou não, deverão edificar cercas divisórias, podendo utilizar somente alambrados, cercas vivas arbustivas, mourões ou dormentes, observando nos dois últimos casos, uma distância mínima de 20 centímetros entre um e outro. § 1º - Os proprietários que já edificaram cercas divisórias em desacordo com esse artigo deverão adequá-las em caso de construção ou de reforma, ampliação ou demolição das construções pré-existentes.
§ 2º - O disposto no caput e no § 1º deste artigo também se aplica aos demais loteamentos em que houver interesse turístico, demonstrado através de parecer prévio emitido por Comissão Especial composta por, no mínimo, 3 (três) membros e com conhecimento específico na área ambiental, designada por Decreto do Executivo.”
Artigo 2º: Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.
Capitólio, 06 de novembro de 2007.