ANTIDEPRESSIVOS
• Reação humana normal diante de uma perda
importante. Sentimento de tristeza:
DEPRESSÃO
Distúrbio do Humor Distúrbio afetivo Comportamento •Perda de apetite; •Insônia; •Capacidade de concentração diminuída. Pensamento •Sentimento de culpa; •Graves tendências suicidas.• Fatores Biológicos:
downregulation de
neurotransmissores
serotonina,
norepinefrina, dopamina;
• Vida urbana;
• Desemprego;
• Doença física;
• Estresse emocional, adolescência;
• Histórico familiar;
• Medicamentos, drogas, álcool.
FATORES DESENCADEANTES E AGRAVANTES
DA DEPRESSÃO:
ANTIDEPRESSIVOS
• Não influenciam significativamente o organismo normal
em seu estado basal, apenas corrigem condições
anômalas;
• Aproximadamente 70% dos pacientes com depressão
se beneficiam dos ADTs, mas 30 a 40% falham no
primeiro ensaio farmacológico, necessitando outra
classe de antidepressivos.
Introdução
• Até os anos 80 duas classes:
– Antidepressivos tricíclicos;
– Inibidores da Monoamino oxidase
– Desenvolvimento de novos fármacos
estruturas químicas e mecanismos de ação
diversos.
↓ Índice terapêutico; Efeitos colaterais; Fatais na
Introdução
• No entanto:
• Possuem em comum a capacidade de ↑ a
disponibilidade
sináptica
de
um
ou
+
neurotransmissores.
Classificação de acordo com a ação
Classificação
• Quatro grupos:
– Inibidores da Monoaminoxidase moclobemida;
– Antidepressivos Tricíclicos (ADTs)
aminotriptilina,
clomipramina, imipramina, desipramina e nortriptilina;
– Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina
(ISRSs) paroxetina, fluoxetina, sertralina;
– Atípicos bupropiona.
Classificação
Grupo Subgrupo Representante
Inibidores não seletivos da recaptura de monoaminas
Antidepressivos tricíclicos Aminitriptilina, desipramina, nortriptilina, imipramina,
clomipramina Antidepressivos tetracíclicos Maprotilina, amoxapina Inibidores da monoamino
oxidase (IMAOs)
Não seletivo e irreversível Tranilcipromina, fenelzina
Seletivo e reversível Moclobemida e Selegilina Inibidores seletivos de recaptação de serotonina Fluoxetina, paroxetina, sertralina, fluvoxamina, citalopran Inibidores seletivos da recaptura de serotonina e noradrenalina Venlafaxina e duloxetina Inibidores de recaptura de serotonina e antagonista 5-HT 2 Nefazodona, trazodona Estimulante da recaptura de serotonina Tianeptina Inibidores seletivos da recaptura de noradrenalina Riboxetina, viloxazina Inibidores seletivos de recaptura de dopamina Amineptina, bupropiona
Inibidores da MAO
Não seletivos e irreversíveis
Fenelzina Tranilcipromida Isocarboxazida •Indicações: •transtorno do pânico; • transtorno obsessivo-compulsivo;
• depressão atípica e alguns tipos de fobias;
Inibidores da MAO
Seletivos e reversíveis
Moclobemida
Contornam o problema das crises hipertensivas (aminas dos alimentos e de medicamentos monoaminérgicos).
Inibidor da MAO-A
↑NA e 5-HT
IMAOs- Mecanismo de ação
Início da ação: 7 a 10 dias Efeito terapêutico pleno: 4 a 8 semanas
Inibição permanente da MAO por 5 a 10 dias.
Ressíntese das MAOs 1 a 2 semanas.
Exceção: Moclobemida (24 horas).
IMAO x Alimentação x Tiramina =
hipertensão
Sintomas da crise hipertensiva
Antidepressivos Tricíclicos
AMITRIPTILINA Amitriptilina, Amytril, Tryptanol
CLOMIPRAMINA Anafranil
IMIPRAMINA Imipra, Imipramine, Tofranil
MAPROTILINA Ludiomil
NORTRIPTILINA Pamelor
•Indicações:
•Transtornos psiquiátricos depressão crônica e profunda. Distúrbio bipolar. •Dor crônica e nevralgias ↓ doses de analgésicos
•Incontinência urinária efeitos anticolinérgicos ↑ tônus esfincteriano
ADTs – Mecanismo de ação
BLOQUEIO PRÉ – SINÁPTICO Inibição da recaptação de monoaminas ação farmacológica NA e 5-HT.
Aminas terciárias Inibem recaptura de 5-HT Aminas secundárias Inibem a recaptura de NA
BLOQUEIO PÓS – SINÁPTICO efeitos colaterais:
Serotoninérgicos diversos Receptores muscarínicos;
Alfa e Beta adrenérgicos; Histaminérgicos;
Dopaminérgicos ( + raro)
Cronicamente dessensibilização dos receptores pós-sinápticos 5-HT-1 e 5-HT-2 (provável) e Beta-1 adrenérgicos
Demora na ação antidepressiva 2 semanas após o início
ADTs – efeitos adversos
Moreno et al., (1999) Bloqueio 5-HT1 provável contribuição para ao efeito terapêutico.Toxicidade dos ADTs
• Principais fármacos antidepressivos envolvidos em intoxicações;
• Baixo índice terapêutico DL50/DE50;
• Intoxicação relacionada normalmente ao suicídio;
• Paciente normalmente morre antes de chegar ao hospital primeiros socorros pouco influenciam na mortalidade;
A sobrevida do paciente aumenta quando o paciente chega nas primeiras 6 horas após a ingestão efeitos anticolinérgicos sobre o
TGI.
PODEM SER USADOS NA GRAVIDEZ E LACTAÇÃO.
• INTOXICAÇÃO:
• Sinais de intoxicação: ingestão de ADT
ultrapassa 500 mg/dia.
• Dose letal: varia entre 1.800 e 2.500 mg.
Toxicidade dos ADTs
O fato de aparentemente não existir correlação entre o nível sérico do ADT e a gravidade da intoxicação, pode dificultar e atrasar a admissão
Toxicidade dos ADTs
• Principal efeito tóxico:
CARDIOTOXICIDADE
• Inibição dos canais de sódio cardíacos:
– ↑ do tempo entre o início da contração dos átrios e o início da
contração dos ventrículos;
– ↑ tempo de condução dos ventrículos;
– Arritmias dentro de 24 hs (normalmente após 1h)
atividade anticolinérgica (BLOQUEIO MUSCARÍNICO +
inibição da recaptação da NA.).
Toxicidade dos ADTs
Síndrome
Fases da intoxicação por ADTs
Fase I (12-24 h):
excitação, delírios, alucinações, hipertermia, mioclonias, convulsões, distonias;
Fase II (24-72 h):
coma, depressão respiratória, hipóxia, hiporreflexia, hipotermia e hipotensão;
Fase III (>72 h):
retorno ao quadro de agitação, delírios e marcada síndrome anticolinérgica.↓ Recaptação de NA Bloqueio alfa adrenérgico Bloqueio alfa adrenérgico
Tratamento das intoxicações
por ADTs
TRATAMENTO – sem antídoto específico!!!
Descontaminação gastrintestinal:
Tratamento das intoxicações
por ADTs
Alterações do sistema nervoso central
◦ Efeitos anticolinérgicos Agitação, delírios e alucinações:
Sedação com diazepam;
Neurolépticos Contra-indicado piora dos sinais anticolinérgicos;
◦ Hipertermia: controle com medidas físicas; ◦ Convulsões: diazepam ou barbitúricos; ◦ Coma: medidas habituais de suporte.
Tratamento das intoxicações
por ADTs
Alterações cardiovasculares:
Taquicardia supraventricular: alcalinização, betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio;
Distúrbios de condução: alcalinização, marca-passo;
Arritmia ventricular: alcalinização, lidocaína (ANTIARRITMICO), isoproterenol;
Hipotensão: Trendelemburg, fluidos e aminas vasoativas.
Suporte respiratório e nutricional
Tratamento das intoxicações
por ADTs
Observações importantes
A
diurese forçada
ou as
técnicas de depuração extra-renal
não
têm
indicação,
dadas
as
propriedades
farmacocinéticas dos ADT:
importante fixação protéica, grande volume de
distribuição e metabolização fundamentalmente
hepática.
INIBIDORES SELETIVOS DA
RECAPTAÇÃO DE
SEROTONINA
ISRSs
• Baixa toxicidade na intoxicação por
um fármaco;
• Importantes na co-exposição
confirmação do diagnóstico clínico
e sugestão de período maior de
observação do paciente.
ISRSs
Fluoxetina Paroxetina Sertralina Eficazes como os ADTs; Mais seguros e toleráveis.Mecanismo de ação
• Todos
dividem
o
mesmo mecanismo de
ação;
• Diferem na potência
da
inibição
da
recaptação de 5-HT
sertralina
e
paroxetina
+
potentes.
CONSIDERAÇÕES SOBRE A
FARMACOCINÉTICA
• Diferentes estruturas químicas farmacocinética
variável.
• Fluoxetina,
paroxetina
e
fluvoxamina
farmacocinética não é linear.
• Diminuem seu metabolismo por ação inibitória
dose-dependente do citocromo P450
↑ na dose
administrada levam a aumentos desproporcionais nos
níveis plasmáticos, meias-vidas
e possivelmente
efeitos colaterais.
Toxicidade dos ISRS
• Causas:
• Superdosagem excesso de serotonina;
• Co-exposição a outra substância ativa que ↑ os níveis
de serotonina
ISRS + IMAOs ou + ADTs ou +
anfetaminas.
Toxicidade dos ISRS
• Principais sintomas
• Síndrome serotoninérgica:
Alterações cognitivas e comportamentais (confusão, agitação, insônia, ansiedade e nervosismo).
Alterações do SNA (diarréia, febre, diaforese, náuseas e vômitos);
Alterações neuromusculares mioclonias, hiperreflexia, incoordenação e tremores.
Tratamento das intoxicações
por ISRSs
Aspiração de vias aéreas e oxigenação
Descontaminação gastrintestinal: lavagem gástrica e carvão ativado
Suporte das funções vitais
Controle da hipertermia com medidas físicas
Controle de agitação e convulsões com benzodiazepínicosO papel da análise toxicológica
de antidepressivos
O que investigar na suspeita de intoxicação por ADT?
Análise quantitativa do ADT e do seu metabólito
desmetilado:
ADT/metabólito
intoxicação recente
.
ECG 12 horas;
Sangue arterial depressão respiratória (Acidose
metabólica e hipóxia);
Eletrólitos (potássio).
[ADT] entre 0,8 e 1,0 mg/dL coma, convulsões e parada cardíaca.
O PAPEL DA ANÁLISE TOXICOLÓGICA DE
ANTIDEPRESSIVOS
O papel da análise toxicológica
de antidepressivos
O que investigar na suspeita de intoxicação por ISRSs?
Não empregados nos testes de rotina quando somente um tipo de ISRS está envolvido;
Importante na co-exposição aos BDZ, anfetaminas e etanol: Confirmação do diagnóstico;
Determinar o tempo de observação clínica do paciente.
Importante na superdosagem de norfluoxetina ou fluoxetina minimizar interações medicamentosas que podem prolongar a permanência desses fármacos no organismo.
NEUROLÉPTICOS OU
ANTIPSICÓTICOS
PSICOSE
MANÍACO-DEPRESSIVA
• Campo afetivo acometido de reações violentas
e sentimentos persistentes;
• Vivências ora depressivas, ora eufóricas:
– Fase depressiva alterações de humor de ordem
emotiva;
– Fase maníaca euforia constante plena
PSICOSE
MANÍACO-DEPRESSIVA
• > psicoses maníacas são UNIPOLARES:
– 89% DEPRESSIVOS;
– 2 % MANÍACOS
– 9 % BIPOLARES
ETIOLOGIA: ainda não bem estabelecida
excesso ou deficiência de NA???
ANTIPSICÓTICOS
•
Empregados no tratamento sintomático das psicoses esquizofrenia e distúrbios bipolares.Relacionados estruturalmente:
fenotiazinas (clorpromazina, flufenazina, tioradizina);
butiferonas (haloperidol, triperidol);
tioxantenos (tiotixeno).
Estruturalmente diferentes: sais de lítio, derivados do indol, dibenzodiazepinas (clozapina, loxapina)ANTIPSICÓTICOS
Fármacos de índice terapêutico alto (exceto lítio); Superdosagem não oferece riscos graves, exceto se
associados a outros agentes tóxicos;
Assim dosagens somente serão requeridas nos casos de
associação com outros fármacos (ADTs, BDZs) para
TOXICOCINÉTICA
São drogas lipossolúveis se acumulam facilmente no
Sistema Nervoso Central.
A meia-vida – longa 20 a 40 horas ACÚMULO;
Cinco dias até o equilíbrio plasmático;
Metabolizados no fígado e a biotransformação gera vários
metabólitos, alguns clinicamente ativos.
Mecanismo de ação
AÇÃO TERAPÊUTICA bloqueio
COMPETITIVO e REVERSÍVEL dos receptores dopaminérgicos;
EFEITOS COLATERAIS bloqueio de
receptores adrenérgicos, serotoninérgicos, colinérgicos e histaminérgicos
Toxicidade
Efeitos anticolinérgicos:
taquicardia, mucosas
secas, midríase, rubor, etc.
Bloqueio alfa-adrenérgico: hipotensão e miose;
Bloqueio dos receptores dopaminérgicos:
Toxicidade
EFEITOS COLATERAIS SÍNDROME EXTRAPIRAMIDAL
Principais agentes:
Fenotiazínicos Butirofenonas Fenciclidina Lítio
Lesão aos neurônios das vias piramidais movimentos voluntários, tônus e postura.
Toxicidade
EFEITOS COLATERAIS SÍNDROME EXTRAPIRAMIDAL
•
Quadro típico de parkinson (reação de parkinsonismo) geralmente após uma semana de tratamento. TTO: uso de anticolinérgico (Akineton Biperideno V.O.);• Distonia (espasmos) Torcicolo, rigidez muscular (principalmente nos olhos, pescoço, língua e mandíbula);
•Discinesia tardia movimentos involuntários na face;
Toxicidade
Intoxicações leves:
além das distonias, sedação, miose,
hipotensão ortostática, taquicardia, pele e boca secas e
retenção urinária.
Casos graves:
convulsões, coma, depressão respiratória e
distúrbios da termorregulação.
Toxicidade
Síndrome neuroléptica maligna: RARÍSSIMA!!! 0,5 a 1%
dos pacientes expostos (homens c/ + 40 anos)
alteração
da consciência, rigidez, hipertermia intensa, rabdomiólise
e acidose lática (óbitos em 20-30% dos casos).
Haloperidol, clorpromazina
, metoclopramida, lítio,
Tratamento das intoxicações
DESCONTAMINAÇÃO GASTRINTESTINAL:
Lavagem gástrica até 6 horas após a ingestão, devido ao retardo do esvaziamento gástrico.
Carvão ativado em dose única ou múltipla +catárticos salinos.
Tratamento das intoxicações
Reações distônicas agudas
Diazepam 10 mg; repetir, se necessário.
Biperideno (Akineton): 5 mg EV / IM; repetir, se necessário, a cada 6h. EV em casos graves!!! Não ultrapassar 4 doses em 24 hs.
Síndrome Neuroléptica Maligna
Diminuição da temperatura com medidas físicas;
Dantrolene sódico (RELAXANTE MUSCULAR): 2-3 mg kg/dia, 6/6h
até 10 mg/kg/dia
Manutenção oral: pelo menos 1 mg/kg 4/4h por 48 h
Bromocriptina (ANTIPARKINSONIANO): 2,5-10 mg VO, aumentar
Outros antipsicóticos
> [1,5 mmol/L] amostra após 12 horas da dose RISCO DE
INTOXICAÇÃO!
Usos:
Controle do ânimo em transtorno bipolar;
Impede oscilações do humor independente da etiologia; Sedativo estimula a recaptação de neurotransmissores;
Outros psicóticos: Lítio
Aspectos terapêuticos
• 80% dos casos funciona na totalidade;
• 20% ↓ intervalo entre as fases ou ↓ intensidade;
• 1
osefeitos antimaníacos
após 5 a 10 dias
(co-administração inicial com clorpromazina ou haloperidol);
• [ ] terapêutica s/ relação linear:
resposta terapêutica
ótima
x
concentração plasmática
.
1,0 < [ ] < 1,2 mmol/L 12 h após
a adm oral concentração terapêutica ótima
Outros psicóticos: Lítio
• Aspectos terapêuticos
• Deve-se dosar o lítio no plasma 2 x por semana dose
terapêutica ideal (s/ efeitos adversos) ou concentração
tóxica;
• Manter constante a quantidade de sal na alimentação
durante o tratamento
↓ Na
+ ↑ retenção de Li
+.
Efeitos adversos do Lítio
EFEITOS TÓXICOS APATIA, LENTIDÃO, SONOLÊNCIA, DIFICULDADE NA FALA,
TREMORES, FRAQUEZA MUSCULAR.
INTOXICAÇÃO GRAVE RIGIDEZ MUSCULAR, REFLEXO TENDINOSO
PROFUNDO.
Efeitos adversos:
S/ articular as palavras Perda temporária e total dos movimentos
Toxicidade do Lítio
• Depende de três fatores:
• Pico da [ ] sérica 1,2 < [ ] < 1,5 mmol/L
PERIGO!!!
• [ ] > 1,5 mmol/L RISCO DE INTOXICAÇÃO!!!
• Duração da intoxicação;
• Tolerância individual.
Toxicidade do Lítio
• Primeiros sintomas:
• Diarréia, vômitos, falta de energia, pernas fracas,
letargia, dificuldades em falar, tremores irregulares
indicam a iminência de problemas mais graves
;
• [ ] ~2,5 mmol/L rigidez muscular, hiperatividade dos
reflexos tendinosos e ataques epiléticos.
• [ ] 3-5 mmol/L Intoxicação severa: convulsão, coma,
morte.
Suspender a terapêutica, beber bastante água e
Tratamento das intoxicações
• Casos mais graves:
Lavagem gástrica;
Diurese;
GLICOSÍDEOS DIGITÁLICOS
Digoxina
Glicosídeo cardíaco;
Usos clínicos: insuficiência cardíaca;
Aumento da força de contração Inibidores da
bomba Na
+/K
+ATPase;
Estreita janela terapêutica (0,9-2 ng/ml)
INTOXICAÇÕES!!
Intoxicações por Digoxina
Intoxicações frequentes;
Principais causas: depleção de potássio e diminuição da função renal com a idade.
Principais sintomas:
Manifestação cardíaca: ARRITMIA
Diagnóstico da intoxicação difícil em pacientes com patologias cardíacas graves importante monitorar níveis séricos.
ANOREXÍGENOS
FÁRMACOS CATECOLAMINÉRGICOS:
Estimulam a liberação e/ou o bloqueio da recaptação de noradrenalina ↑ quantidade de neurotransmissores que interagem com receptores pós sinápticos. Animais redução da ingestão de alimentos.
Anfepramona
Era o mais antigo agente catecolaminérgico aprovado e comercializado no Brasil para o tratamento da obesidade;
Efeitos adversos: secura na boca, insônia, cefaléia e obstipação intestinal; mais raramente, irritabilidade e euforia geralmente bem tolerados e se atenuam com a continuidade do tratamento.
Existem relatos de aumentos da frequência cardíaca e da pressão arterial.
Femproporex
Utilizado na terapêutica da obesidade desde a
década de 70;
O femproporex é eficaz no tratamento da
obesidade e do sobrepeso, em conjunto com
aconselhamento nutricional e incentivo à prática
de atividade física.
Femproporex
Efeitos colaterais que podem ser tolerados indicado em adultos sem doença cardiovascular ou doenças psiquiátricas associadas;
É contraindicado em pacientes com distúrbios psiquiátricos dependência química;
É contraindicado para pacientes com hipertensão arterial não controlada, história de doença cardiovascular, incluindo doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral, arritmias cardíacas e insuficiência cardíaca congestiva;
Mazindol
Há evidências da redução dos fatores de risco
cardíacos, provavelmente dependentes da
perda de peso;
Os principais efeitos colaterais observados
foram: boca seca, constipação, náuseas,
distúrbios do sono e tonturas;
Quadros de agitação são raros e o potencial de
abuso é baixo.
Derivado tricíclico não anfetamínico.
Bloqueio dos receptores pré-sinápticos da noreprinefrina e da serotonina potencializa os efeitos anorexígenos no SNC, ↑ saciedade, ↓ ingestão de alimentos.
FÁRMACOS CATECOLAMINÉRGICOS E
SEROTONINÉRGICOS:
• Efeitos secundários da sibutramina:
• Boca seca, insônia, constipação, náusea,
taquicardia,
palpitação,
hipertensão,
vasodilatação,
dor
de
cabeça
e
ansiedade.
FÁRMACOS CATECOLAMINÉRGICOS E
SEROTONINÉRGICOS:
Proibição Anorexígenos:
• Substâncias anfepramona cloridrato; femproporex e
mazindol
classificadas
como
Anorexígenas
e
medicamentos que as contenham
–
proibido a
aquisição, distribuição, fabricação, manipulação e
dispensação após 09 de dezembro de 2011.
•
ANVISA
Substância sibutramina, sais, isômeros só podem ser prescrita observando:
a - dose diária menor que 15 mg/dia (quinze miligramas por dia).
b- o modelo do termo de responsabilidade que deve ser preenchido pelo médico, pelo paciente e pela farmácia.
c - o medicamento deve ser utilizado em pacientes de peso obesos com índice de massa corpórea (IMC) maior ou igual a 30 kg/m2 (trinta quilogramas por metro quadrado), num prazo máximo de dois anos.
d - o uso deve ser acompanhado por um programa de reeducação alimentar e atividade física
.
ANVISA
Intoxicações por anfetaminas
• SÍNDROME ADRENÉRGICA
PROLONGADA:
ilusões, paranóia, taquicardia, hipertensão, hipertermia, diaforese, hiperreflexia, midríase, convulsões, coma.
A tolerância se instala rapidamente;
A síndrome de abstinência de anfetaminas se caracteriza por sinais e sintomas opostos aos induzidos pelo abuso, favorecendo o aparecimento de
Intoxicações por anfetaminas
• TRATAMENTO
•Medidas de descontaminação gastrintestinal, quando indicado; • Tratamento sintomático e de suporte;
• A acidificação urinária pode ser útil (contra-indicada em presença de rabdomiólise).
•Atenção para: hipertermia, rabdomiólise e distúrbios do aparelho cardiovascular – acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio.