PRODUTO PARCIAL 01 PLANO DE TRABALHO

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Texto

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COMPLEMENTAÇÃO E FINALIZAÇÃO DO PLANO

INTEGRADO DE RECURSOS HÍDRICOS DA BACIA

HIDROGRÁFICA DO PIRH-PS E ELABORAÇÃO DOS

PLANOS DE RECURSOS HÍDRICOS DAS BACIAS

HIDROGRÁFICAS AFLUENTES

PRODUTO PARCIAL 01

PLANO DE TRABALHO

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APRESENTAÇÃO

A PROFILL Engenharia e Ambiente S.A. vem, por meio deste, apresentar o Plano de Trabalho (PP-01) proposto para execução das atividades previstas no Contrato nº 01/2018 AGEVAP, referente à Complementação e

Finalização do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul e Elaboração dos Planos de Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas Afluentes.

Este produto tem por base a proposta técnica apresentada no processo licitatório e está orientado de modo a atender a Fase I apresentada no Termo de Referência, bem como a Resolução CNRH 145/2012. Cabe destacar que, durante sua execução, foram consideradas as recomendações e diretrizes repassadas nas reuniões realizadas nos dias 17/01/2018, com as gestoras do contrato (AGEVAP) e 08/02/2018, com os membros da Câmara Técnica Consultiva – CTC-CEIVAP, Grupo de Trabalho de Articulação Institucional - GTAI e o Grupo de Trabalho – GT, que atua em conjunto com a Câmera Técnica.

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 10

1.1 Concepção do Plano de Trabalho ... 12

2 A BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARAÍBA DO SUL E AS BACIAS DOS SEUS AFLUENTES ... 14

2.1 Caracterização da Área de Estudo ... 14

2.1.1 Municípios e população ... 18

2.2 Principais Problemas Enfrentados na Bacia do Paraíba do Sul e a Gestão de Recursos Hídricos ... 22

2.2.1 Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul ... 25

2.2.2 Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul ... 27

3 DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DO PIRH-PS ... 29

3.1 Horizonte e Planejamento do PIRH-PS e dos PARHs ... 30

4 ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS DURANTE A FASE I E INDICAÇÕES METODOLÓGICAS ... 31

4.1 PLANEJAMENTO ... 31

4.1.1 Mobilização ... 32

4.1.2 Coleta e Sistematização de Dados ... 33

4.1.3 Sistema de Informações Geográficas e Banco de Dados ... 35

4.1.4 Plano de Trabalho ... 39

4.2 PRIMEIRA ETAPA: CONSOLIDAÇÃO DO DIAGNÓSTICO E DO PROGNÓSTICO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARAÍBA DO SUL E VERSÃO PRELIMINAR DO BANCO DE DADOS ... 41

4.2.1 Diagnóstico ... 41

4.2.2 Prognóstico ... 51

4.3 SEGUNDA ETAPA: O PLANO DE AÇÕES DO PIRH-PS ... 77 4.3.1 Definição de Metas e Indicadores de Acompanhamento da Implementação do PIRH-PS 78

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4.3.2 Proposição de Ações e Intervenções: Programas, Projetos e Medidas Emergenciais ... 79

4.3.3 Formulação de Diretrizes e Proposição de Estudos para os Instrumentos de Gestão ... 83

4.3.4 Montagem do Programa de Investimentos ... 93

4.3.5 Avaliação do Arranjo Institucional e Proposta de Aperfeiçoamento para Gestão ... 95

4.3.6 Recomendações para os Setores Usuários ... 96

4.3.7 Estratégias Institucionais e Roteiro para a Implementação do PIRH-PS ... 96

4.3.8 Elaboração dos Produtos Parciais do Plano de Ações ... 98

4.3.9 Consolidação do PIRH-PS ... 99

4.3.10 Elaboração do Relatório Executivo ... 99

4.3.11 Planos de Ação das Bacias Afluentes - PARHs... 100

4.4 TERCEIRA ETAPA: MANUAL OPERATIVO DO PLANO (MOP) ... 103

4.4.1 Plano de Gerenciamento de Risco da Bacia do Rio Paraíba do Sul ... 106

4.5 REUNIÕES ... 108

4.5.1 Reunião de Mobilização ... 108

4.5.2 Reunião Inicial e de Validação com o GT-Plano ... 110

4.5.3 Reuniões de Validação com o GT-Plano ... 114

4.5.4 Reuniões de Validação com a CTC-CEIVAP ... 114

4.5.5 Reunião de Entrega ao CEIVAP ... 115

4.6 APRESENTAÇÕES REGIONAIS ... 115

4.6.1 Ações de Informação e Mobilização Social ... 115

4.6.2 Realização dos Seminários Regionais ... 117

5 PRODUTOS A SEREM ENTREGUES ... 119

5.1 Relatórios de Andamento (RA) ... 119

5.2 Relatórios Parciais (RP) ... 119

5.3 Produtos Finais ... 119

5.4 Notas Técnicas ... 120

6 FLUXOGRAMA DE ATIVIDADES ... 122

7 ROTINA DE APRESENTAÇÃO, APRECIAÇÃO E APROVAÇÃO DOS PRODUTOS ... 124

(5)

7.1 Indicadores Utilizados para Aferição das Metas Propostas ... 125

8 CRONOGRAMA GERAL ... 127

9 EQUIPE E ORGANOGRAMA FUNCIONAL ... 129

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LISTA DE QUADROS

Quadro 2.1 – Municípios abrangidos pela bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul . 19

Quadro 4.1 – Temas propostos para a Agenda Temática (Exemplo) ... 49

Quadro 4.2 - Descrição dos coeficientes de transformação dos parâmetros do modelo ... 74

Quadro 4.3 - Temas prioritários para a Bacia do rio Paraíba do Sul ... 112

Quadro 5.1 – Produtos parciais a serem entregues na Fase I ... 119

Quadro 5.2 – Produtos finais a serem entregues na Fase I ... 120

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LISTA DE FIGURAS

Figura 2.1 – Mapa de localização da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul ... 15

Figura 2.2 – Mapa com a delimitação dos Comitês da Bacia do Rio Paraíba do Sul 18 Figura 2.3 – Sistema Hidráulico do Rio Paraíba do Sul com foco na transposição para o rio Guandu ... 23

Figura 2.4 – Mapa contendo a dominialidade dos rios pertencentes à Bacia do rio Paraíba do Sul ... 24

Figura 4.1 – Tarefas a serem realizadas na etapa de planejamento ... 32

Figura 4.2 - Fluxograma explicativo do Reconhecimento de Campo das Bacias ... 34

Figura 4.3 - Estratégia de trabalho para elaboração do Diagnóstico ... 44

Figura 4.4 – Delimitação das Unidades de Planejamento da Bacia do Rio Paraíba do Sul ... 46

Figura 4.5 - Agendas temáticas na bacia do Paranapanema (EXEMPLO de aplicação, Bacia do Paranapanema) – PROFILL/ANA/2015 ... 51

Figura 4.6 - Fluxograma da metodologia proposta (estrutura dos cenários) ... 59

Figura 4.7 – Esquema de simulação por ordem de trecho no modelo WARM-GIS Tools ... 65

Figura 4.8 – Esquema de geração dos arquivos vetoriais de entrada que representam a bacia hidrográfica ... 67

Figura 4.9 – Esquema de representação do módulo de Balanço Hídrico do WARM-GIS Tools ... 68

Figura 4.10 – Representação das principais variáveis de simulação por microbacia 71 Figura 4.11 – Aspectos relevantes para proposição de ações e intervenções ... 79

Figura 4.12 – Diagrama de fontes de recursos ... 95

Figura 4.13 - Proposta metodológica: detalhamento dos temas no MOP como se fossem processos com fluxo: início, meio e fim ... 104

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Figura 4.14 - Matriz de desenho do fluxo do processo para determinado tema a ser detalhado no MOP ... 105 Figura 4.15 – Fluxograma para envolvimento da sociedade ... 116 Figura 6.1 – Fluxograma das Atividades a serem realizadas durante a elaboração do PIRH-PS e PARHs. ... 123 Figura 9.1 – Organograma da Equipe Técnica e Funcional ... 129

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LISTA DE SIGLAS

AGEVAP – Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba

do Sul

ANA – Agência Nacional de Águas CBH – Comitê de Bacia Hidrográfica

CBHPS – Comitê de Bacia Hidrográfica do Paraíba do Sul

CEIVAP – Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul CNRH – Conselho Nacional de Recurso Hídricos

COMPÉ – Comitê da Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros dos Rios Pomba e

Muriaé

CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente CTC – Câmera Técnica Consultiva

DAEE – Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo GTAI – Grupo de Trabalho de Articulação Institucional

GT-Plano – Grupo de Trabalho

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IGAM – Instituto Mineiro de Gestão das Águas

INEA – Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro MDE – Modelo Digital de Elevação

MG – Estado de Minas Gerais

MMA/SRHU – Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos PARH – Plano de Ação de Recurso Hídrico

PIB – Produto Interno Bruto

PPA – Plano de Aplicação Plurianual PRH – Plano de Recursos Hídricos

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Q7,10 –Vazão mínima para 7 dias de duração e tempo de recorrência de 10 anos

Q95 – Vazão com 95% de permanência

RJ – Estado do Rio de Janeiro SAD – Sistema de Apoio a Decisão

SCBH – Sistema de Controle de Balanço Hídrico SCN – Sistema Cartográfico Nacional

SGB – Sistema Geodésico Brasileiro

SGBDOR – Sistema Gerenciador de Banco de Dados Objeto Relacional SIG – Sistema de Informação Geográfica

SIGA-CEIVAP– Sistema de Informações Geográficas e Geoambientais da Bacia

Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul

SINGREH – Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos SIRGAS – Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas SP – Estado de São Paulo

TR – Termo de Referência

UHP – Unidade Hidrológica de Planejamento UP – Unidade de Planejamento

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1 INTRODUÇÃO

Através do Ato Convocatório n° 21/2017 a Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul - AGEVAP tornou público aos interessados a Seleção de Propostas para a contratação de empresa especializada para Complementação e Finalização do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul e Elaboração dos Planos de Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas Afluentes. No dia 20 de dezembro de 2017 a AGEVAP informou o resultado final do Ato, no qual declarou como vencedora a empresa PROFILL Engenharia e Ambiente S.A. O contrato foi celebrado dia 10 de janeiro de 2018, sendo a Ordem de Serviço emitida em 17 de janeiro de 2018.

Conforme informado no Termo de Referência (TR), o período de vigência do referido contrato é de 29 meses e as ações a serem executadas estão divididas em duas fases, a saber:

1. Fase I - consiste na Complementação e finalização do Plano Integrado de Recursos Hídricos da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul e dos Planos de Ação de Recursos Hídricos dos Comitês de Bacias Hidrográficas Afluentes – PARHs-CBHs, sendo esta fase financiada com recursos provenientes do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul – CEIVAP;

2. Fase II – restringe-se à execução das atividades necessárias à

conformação dos PARHs à legislação de recursos hídricos pertinente, de forma a convertê-los em efetivos Planos de Recursos Hídricos dos CBHs Afluentes da porção fluminense. Essa fase tem como financiamento recursos estaduais, considerando as respectivas dominialidades.

Cabe destacar que este produto apresenta o Plano de Trabalho a ser aplicado durante a vigência da Fase I, cujo o período de realização é de 18 meses e está prevista a elaboração de 11 produtos, além da apresentação dos relatórios de andamento a serem entregues mensalmente à AGEVAP.

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O plano de trabalho é uma ferramenta que permite ordenar e sistematizar as informações consideradas relevantes para realizar o trabalho. Esta espécie de guia propõe uma forma de inter-relacionar os recursos humanos, financeiros, materiais e tecnológicos disponíveis, necessários para garantir o atendimento das diretrizes apresentadas no TR e, principalmente, a expectativa dos atores envolvidos quanto à qualidade dos trabalhos a serem executados.

Tendo em vista que a empresa COHIDRO Consultoria, Estudos e Projetos iniciou a elaboração do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul e dos Planos de Ação de Recursos Hídricos das bacias afluentes (PARH) e que foi aprovado o Diagnóstico, bem como parte do Prognóstico, cabe a PROFILL, no âmbito o presente plano de Trabalho, realizar a complementação e finalização destes produtos.

Diante disto, o Plano de Trabalho contempla as diretrizes que nortearão o desenvolvimento das atividades, a caracterização geral da área de estudo, os aspectos relacionados a gestão de recursos hídricos e os assuntos relevantes para a construção do PIRH-PS e dos Planos de Ação de Recursos Hídricos dos CBHS Afluentes. Complementarmente, são apresentadas as ações de Mobilização Social a serem realizadas com vistas ao sucesso dos encontros regionais. Apresenta-se, também, a descrição das atividades previstas em Edital e as indicações metodológicas, abrangendo a relação de etapas e atividades e seu fluxograma.

Tecnicamente, foram definidas diretrizes metodológicas do PIRH-PS e PLANOS DE AÇÃO DE RECURSOS HÍDRICOS DOS CBHS AFLUENTES, contemplando: a área de estudo e a divisão geográfica dos comitês de bacias afluentes na bacia do rio Paraíba do Sul; a base de dados e informações disponíveis; as ferramentas de suporte a serem aplicadas – SIG e SAD; a atividade de campo para reconhecimento da bacia e entrevistas com atores estratégicos; a metodologia para avaliação integrada por agendas temáticas, a ser complementada no Diagnóstico; e pressupostos que

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orientam a participação da PROFILL nas atividades de mobilização e participação social.

Ainda no âmbito metodológico, apresenta-se a descrição e o escopo de cada etapa e atividade prevista na elaboração do PIRH-PS e dos Planos de Ação de Recursos Hídricos dos CBHs Afluentes, bem como quais indicadores que se pretende empregar na elaboração. Para atendimento dos prazos, é apresentada a organização para o desenvolvimento dos trabalhos, com cronograma físico-financeiro, lista dos produtos a serem gerados e descrição da equipe técnica mobilizada para os serviços.

Por fim, são incorporadas as recomendações e solicitações repassadas nas reuniões realizadas nos dias 17/01/2018, com as gestoras do contrato (AGEVAP) e 08/02/2018, com os membros da Câmera Técnica Consultiva do CEIVAP – CTC-CEIVAP, Grupo de Trabalho de Articulação Institucional - GTAI e O Grupo de Trabalho – GT, que atua em conjunto com a Câmera Técnica.

1.1 Concepção do Plano de Trabalho

Este Plano de Trabalho deve ser formulado no sentido de garantir o alcance dos objetivos previstos para o trabalho. Segundo o TR, a finalidade da complementação e finalização do PIRH da bacia do rio Paraíba do Sul e dos Planos de Ação de recursos hídricos das bacias hidrográficas afluentes é construir um instrumento de planejamento e gestão para a bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul e para as bacias afluentes que, de forma integrada e participativa, subsidie e fortaleça a atuação do sistema de gestão de recursos hídricos atuantes na bacia, oferecendo ferramentas que lhes permitam gerir os recursos hídricos de forma efetiva, garantindo o seu uso múltiplo, racional e sustentável, em benefício das gerações presentes e futuras.

Estes objetivos deixam claro o escopo do PIRH-PS e dos Planos de Ação de Recursos Hídricos dos CBHs Afluentes e possibilitam a estruturação do Plano de Trabalho, baseando-se em premissas consagradas na gestão de recursos hídricos. Em relação aos objetivos específicos, destaca-se que os mesmos estão presentes nos itens que

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constituem este relatório e serão atingidos de forma que seja possível contemplar os anseios da sociedade, Câmera Técnica Consultiva - CTC-CEIVAP, Grupo de Trabalho de Articulação Institucional – GTAI, Grupo de Trabalho – GT e AGEVAP. No que se refere aos Planos de Ação, buscará atender a expectativa, também, dos sete comitês envolvidos, a saber:

1. Estado de São Paulo

o Comitê do Paraíba do Sul – Trecho Paulista 2. Estado de Minas Gerais

o Comitê Preto e Paraibuna o Comitê Pomba e Muriaé 3. Estado do Rio de Janeiro

o Comitê do Médio Paraíba do Sul o Comitê Piabanha

o Comitê Rio Dois Rios

o Comitê do Baixo Paraíba do Sul

Assim, entende-se que o desenvolvimento destes produtos somente terá pleno êxito se forem contempladas algumas importantes diretrizes e estratégias metodológicas. Estas diretrizes serão discutidas no item 3 do presente plano de trabalho e passam pela observação das premissas do TR, arcabouço legal, visão sistêmica, utilização das melhores ferramentas de apoio e construção técnica, bem como atendimento de escopo e prazos do contrato.

Em complemento, cabe destacar que o responsável pela análise e aprovação do PIRH-PS é o CEIVAP e dos Planos de Ação de Recursos Hídricos dos CBHs Afluentes, os comitês estaduais, com o acompanhamento da AGEVAP, cabendo a PROFILL Engenharia e Ambiente S.A a elaboração dos produtos e atendimento das premissas definidas no TR. Por este motivo, vale destacar a importância da experiência da Contratada na realização de planos de bacia, bem como os marcos legais, conceituais e técnicos explicitados no Edital.

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2 A BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARAÍBA DO SUL E AS BACIAS DOS SEUS AFLUENTES

A caracterização da área de estudo no presente Plano de trabalho tem por objetivo tão somente delimitar a abrangência do PIRH-PS e dos Planos de Ação de Recursos Hídricos dos CBHs Afluentes. Por este motivo, não é realizada uma extensa descrição de informações de diagnóstico ou prognóstico, haja visto que estas informações serão apresentadas durante a elaboração do Plano. Em especial, são apresentados os pontos de maior interesse ou conflito na bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul e nas bacias dos seus afluentes.

2.1 Caracterização da Área de Estudo

A Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul está inserida na região hidrográfica Atlântico Sudeste conforme divisão estabelecida pela Resolução nº 32 de 15 de outubro de 2003 do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). Segundo dados do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul (CEIVAP), conforme estabelecido no Plano, a bacia ocupa área de aproximadamente 61.307 km², abrangendo os Estados de São Paulo (13.934 km²), Rio de Janeiro (26.674 km²) e Minas Gerais (20.699km²), conforme ilustrado na Figura 2.1.

O rio principal, Paraíba do Sul, possui aproximadamente 1.130 km de extensão, nasce no Estado de São Paulo – na chamada Serra da Bocaina a 1.800 m de altitude, formado pela confluência dos rios Paraitinga e Paraibuna – e deságua no Oceano Atlântico, no Estado do Rio de Janeiro. A bacia drena uma das regiões mais desenvolvidas do país, as conhecidas regiões socioeconômicas do Vale do Paraíba Paulista (São Paulo) e Zona da Mata Mineira (Minas Gerais), bem como metade do Estado do Rio de Janeiro.

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Figura 2.1 – Mapa de localização da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul

Os principais afluentes do rio Paraíba do Sul pela margem esquerda são:

1. Rio Jaguari: nasce no Estado de São Paulo, atravessa os municípios de Igaratá, Jacareí e São José dos Campos, possui uma área de drenagem com cerca de 1.757 km²; seu principal afluente é o rio do Peixe, é represado próximo à sua foz pela barragem da Usina de Jaguari em São José dos Campos;

2. Rio Paraibuna: nasce no município de Antônio Carlos (MG), possui 170 km de extensão; seus principais afluentes são os rios: do Peixe, Cágado e Preto, desaguando no rio Paraíba do Sul, próximo à cidade de Três Rios (RJ). A sub-bacia do rio Paraibuna possui uma área de drenagem de 8.558 km² (ou 15,4% da área de drenagem total da bacia do rio Paraíba do Sul). Dentre os municípios que banha, destaca-se Juiz de Fora, importante polo industrial de Minas Gerais;

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3. Rio Pomba: possui 265 km de extensão e seus principais contribuintes são os rios Novo, Piau, Xopotó, Formoso e Pardo. Apresenta uma área de drenagem de 8.616 km² (ou 15,5% da área de drenagem total da bacia do rio Paraíba do Sul), abrangendo 38 municípios, sendo 35 (ou 92,1%) mineiros e 3 (ou 7,9%) fluminenses. Os municípios de maior importância são Cataguases, Leopoldina, Santos Dumont, São João Nepomuceno, Ubá e Visconde do Rio Branco, em Minas Gerais, e Santo Antônio de Pádua e Miracema, no Rio de Janeiro;

4. Rio Muriaé: é formado pela confluência dos rios Bom Sucesso e Samambaia, possui 300 km de extensão e seus principais afluentes são os rios Santo Antônio e Carangola. No Rio de Janeiro, de Italva até a sua foz, se desenvolve em região plana, constituindo planície de inundação nas grandes cheias. Com uma área de drenagem de 8.162 km² (ou 14,7% da área de drenagem total da bacia do rio Paraíba do Sul), abrange 26 municípios, sendo 19 (ou 73,1%) mineiros e 7 (ou 26,9%) fluminenses. Os municípios mais representativos são: Muriaé (MG), Carangola (MG) e Itaperuna (RJ).

Os principais afluentes o rio Paraíba do Sul na margem direita são:

1. Rio Piraí: desenvolve-se no Estado do Rio de Janeiro; é um rio cujas características hidráulicas e sedimentológicas encontram-se bastante modificadas, uma vez que possui dois barramentos, Tocos e Santana, em seu próprio curso, e um barramento no rio Vigário, afluente pela margem direita;

2. Rio Piabanha: sua bacia tem área de drenagem de 2.065 km², abrangendo 4 municípios fluminenses – Areal, Petrópolis, Teresópolis e São José do Vale do Rio Preto. O rio Piabanha, com 80 km de extensão, tem como principal afluente o rio Paquequer, com curso de 75 km;

3. Rio Dois Rios: é formado pelo encontro das águas dos rios Negro e Grande, cujas bacias de drenagem fazem parte da Região Serrana,

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percorrendo, desse ponto até a sua foz no Paraíba do Sul, o percurso de aproximadamente 300 km. Sua bacia hidrográfica tem uma área de drenagem de 3.200 km², que abrange cerca de 9 municípios fluminenses - Nova Friburgo, Cantagalo, Cordeiro, Duas Barras, Macuco, Bom Jardim, São Sebastião do Alto, Santa Maria Madalena e Trajano de Moraes.

O CEIVAP integra atualmente sete comitês de bacias afluentes que atuam na área de abrangência da Bacia do Rio Paraíba do Sul, são eles: Comitê do Paraíba do Sul – trecho paulista (SP), Comitê Preto e Paraibuna (MG), Comitê Pomba e Muriaé (MG), Comitê do Médio Paraíba do Sul (RJ), Comitê Piabanha (RJ), Comitê Rio Dois Rios (RJ), Comitê do Baixo Paraíba do Sul (RJ), conforme ilustrado na Figura 2.2.

Vale ressaltar que, o comitê do Rio Guandu (CBH-Guandu) abrange um trecho de afluentes diretos do Oceano. Este trecho é abrangido apenas pelo comitê estadual, e não faz parte da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul. Este foi o limite utilizado também no Plano anterior elaborado pela AGEVAP no ano de 2006, o denominado Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Paraíba do Sul. Destaque deve ser feito também ao rio Piraí que está contido nos limites de atuação do CEIVAP assim como nos limites de atuação do CBH-Guandu, sem que este segundo ocupe lugar no CEIVAP.

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Figura 2.2 – Mapa com a delimitação dos Comitês da Bacia do Rio Paraíba do Sul

2.1.1 Municípios e população

Segundo descrição apresentada no Diagnóstico e Prognóstico do Plano de Recursos Hídricos da bacia do rio Paraíba do Sul, no ano de 2002, a bacia do rio Paraíba do Sul possuía área de drenagem de 55.500 km² e abrangia 180 municípios dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A partir do Decreto Federal nº 6.591, de 1º de outubro de 2008, a área de atuação do CEIVAP incorporou a região de planícies inundacionais junto à foz do rio Paraíba do Sul e passou a abranger 184 municípios, sendo 39 localizados no Estado de São Paulo, 57 no Estado do Rio de Janeiro e 88 em Minas Gerais, com territórios total ou parcialmente inseridos nos limites da Bacia. Cabe destacar que, a Resolução 107 do CERHI – RJ, de 22/05/2013, retira a pequena parte da área do município de Macaé, 48,6 km², que estava na RH IX – Baixo Paraíba do Sul e o insere inteiramente na RH VIII – Macaé e Rio das Ostras. Segundo o Diagnóstico elaborado em 2012 pela COHIDRO, o município de Macaé está

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totalmente inserido na área de atuação do CBH Macaé e das Ostras, dessa forma os estudos realizados pela referida empresa não o consideraram. Sendo assim, foram abrangidos 183 municípios no Diagnóstico, sendo 56 fluminenses.

O Quadro 2.1 apresenta os municípios apresentados no Anexo I do TR, sendo 39 localizados no Estado de São Paulo, 57 no Estado do Rio de Janeiro e 88 em Minas Gerais. Segundo o Diagnóstico (2012), a área de atuação do CEIVAP abrange 184 municípios, incluindo uma pequena parcela da área municipal de Macaé que, por sua vez, está integralmente inserido na área de planejamento do CBH Macaé e das Ostras.

Quadro 2.1 – Municípios abrangidos pela bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul

São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais

1 Aparecida Aperibé Além Paraíba

2 Arapeí Areal Antônio Carlos

3 Areias Barra do Piraí Antônio Prado de Minas

4 Arujá Barra Mansa Aracitaba

5 Bananal Bom Jardim Argirita

6 Caçapava Cambuci Astolfo Dutra

7 Cachoeira Paulista Campos dos Goytacazes Barão do Monte Alto

8 Canas Cantagalo Barbacena

9 Cruzeiro Carapebus Belmiro Braga

10 Cunha Cardoso Moreira Bias Fortes

11 Guararema Carmo Bicas

12 Guaratinguetá Comendador Levy Gasparian Bocaina de Minas 13 Garulhos Conceição de Macabu Bom Jardim de Minas

14 Igaratá Cordeiro Carangola

15 Itaquaquecetuba Duas Barras Cataguases

16 Jacareí Engenheiro Paulo de Frontin Chácara

17 Jambeiro Italva Chiador

18 Lagoinha Itaocara Coronel Pacheco

19 Lavrinhas Itaperuna Descoberto

20 Lorena Itatiaia Desterro do Melo

21 Mogi das Cruzes Laje do Muriaé Divinésia

22 Monteiro Lobato Macaé* Divino

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São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais

24 Paraibuna Mendes Ervália

25 Pindamonhangaba Miguel Pereira Estrela Dalva

26 Piquete Miracema Eugenópolis

27 Potim Natividade Ewbank da Câmera

28 Queluz Nova Friburgo Faria Lemos

29 Redenção da Serra Paraíba do Sul Fervedouro

30 Roseira Paty do Alveres Goianá

31 Salesópolis Petrópolis Guarani

32 Santa Branca Pinheiral Guarará

33 Santa Isabel Piraí Guidoval

34 São José do Barreiro Porciúncula Guiricema

35 São José dos Campos Porto Real Itamarati de Minas

36 São Luiz do Paraitinga Quatis Juiz de Fora

37 Silveiras Quissamã Laranjal

38 Taubaté Resende Leopoldina

39 Tremembé Rio Claro Lima Duarte

40 Rio das Flores Mar de Espanha

41 Santa Maria Madalena Maripá de Minas

42 Santo Antônio de Pádua Matias Barbosa

43 São Fidelis Mercês

44 São Francisco de Itabapoana Miradouro

45 São João da Barra Miraí

46 São José do Ubá Muriaé

47 São José do Vale do Rio

Preto Olaria

48 São Sebastião do Alto Oliveira Fortes

49 Sapucaia Orizânia

50 Sumidouro Paiva

51 Teresópolis Palma

52 Trajano Moraes Passa Vinte

53 Três Rios Patrocínio do Muriaé

54 Valença Pedra dourada

55 Vale-Sai Pedro Teixeira

56 Vassouras Pequeri

57 Volta Redonda Piau

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São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais 59 Piraúba 60 Recreio 61 Rio Novo 62 Rio Pomba 63 Rio Preto 64 Rochedo de Minas 65 Rodeiro 66 Rosário da Limeira

67 Santa Bárbara do Monte

Verde

68 Santa Bárbara do Tugúrio

69 Santa Rita de Ibitipoca

70 Santa Rita de Jacutinga

71 Santana de Cataguases

72 Santana do Deserto

73 Santo Antônio do

Aventureiro

74 Santos Dumont

75 São Francisco do Glória

76 São Geraldo

77 São João Nepomuceno

78 São Sebastião da Vargem

Alegre 79 Senador Cortes 80 Silveirânia 81 Simão Pereira 82 Tabuleiro 83 Tocantins 84 Tombos 85 Ubá 86 Vieiras

87 Visconde do Rio Branco

88 Volta Grande

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A população total da bacia é estimada, conforme Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 8,5 milhões de habitantes, sendo 4 milhões no estado de São Paulo, 2,9 milhões no Rio de Janeiro e 1,6 em Minas Gerais. Esta região é considerada a mais industrializada do país, responsável por 12% do PIB brasileiro, segundo o CEIVAP.

2.2 Principais Problemas Enfrentados na Bacia do Paraíba do Sul e a Gestão de Recursos Hídricos

O Rio Paraíba do Sul se destaca como um dos principais mananciais para abastecimento de água da bacia através da transposição Paraíba do Sul/Guandu. O Sistema Hidráulico do rio Paraíba do Sul é um complexo conjunto de estruturas existentes nas bacias hidrográficas do Paraíba do Sul e do Guandu. Os principais reservatórios da bacia são Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil. Destes, o reservatório de Paraibuna é o que possui a maior capacidade de armazenamento em termos de volume útil (61%), seguido por Jaguari (18%), Funil (14%) e Santa Branca (7%). Esses reservatórios estão localizados no estado de São Paulo, exceto o de Funil que se localiza no estado do Rio de Janeiro.

A estação elevatória de Santa Cecília é a que efetiva a transposição entre as águas do rio Paraíba do Sul para o rio Guandu, cujas águas captadas são armazenadas no reservatório de Santana, onde se misturam às águas do rio Piraí. A estação elevatória de Vigário capta essas águas que são levadas para o reservatório de Vigário. Deste reservatório as águas seguem para o Sistema Tocos-Lages, e, posteriormente, para o reservatório de Ponte Coberta e sistemas de Usinas instalados no Ribeirão das Lages. Por fim, essas águas são recepcionadas pelo rio Guandu, que em condições normais teria uma vazão de 25 m³/s, mas recebe uma contribuição de até 120 m³/s do desvio Paraíba-Piraí e de 10 m³/s do desvio Tocos-Lages.

Outros reservatórios e usinas situados à montante de Santa Cecília, na bacia do rio Paraíba do Sul, são importantes para regularizar a vazão no local da transposição. A Figura 2.3 mostra o esquema hidráulico da transposição das águas do Paraíba do Sul para o abastecimento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

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Fonte: Agência Nacional de Águas. Conjuntura de Recursos Hídricos do no Brasil. 2014. Encarte especial sobre a Crise Hídrica.

Figura 2.3 – Sistema Hidráulico do Rio Paraíba do Sul com foco na transposição para o rio Guandu

Mesmo com a existência de uma robusta infraestrutura hídrica, a grande estiagem de 2014 na Bacia do Rio Paraíba do Sul causou uma série de transtornos e conflitos, em especial, a disputa estabelecida à época frente a uma possível transposição do Paraíba do Sul para o sistema Cantareira que abastece a Região Metropolitana de São Paulo. Inclusive, com a inexistência de acordo entre os estados do RJ, MG e SP, a situação foi objeto de deliberação do Supremo Tribuna Federal. No final de 2015, foi obtido um acordo entre os estados para a gestão compartilhada da bacia.

Cabe destacar também que o rio Paraíba do Sul tem sofrido há décadas por conta de ações humanas, em virtude da construção das barragens, das transposições, bem como pelo desmatamento acelerado, que resultaram em diversas mudanças. Em janeiro de 2015, Paraibuna e Santa Branca, que junto com Jaguari e Funil compõem

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o sistema de represas do Paraíba do Sul, chegaram ao volume morto e a vazão média das águas do rio, geralmente em 50% nesta época do ano, alcançou 0,5%.

A bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, por agregar três Estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, possui rios de domínio federal, e outros de domínio estadual, conforme mostrado na Figura 2.4.

Fonte: Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul e Planos de Ação de Recursos Hídricos das Bacias Afluentes (2014).

Figura 2.4 – Mapa contendo a dominialidade dos rios pertencentes à Bacia do rio Paraíba do Sul

Frente a questão da dominialidade, a bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul apresenta aspectos importantes relacionados com a dominialidade, gerados pela transposição de parte de suas águas para o rio Guandu, além de toda questão de estiagem na bacia. Esses aspectos são de cunho federativo e econômico, cujo principal ponto motivador é a destinação dos recursos da cobrança pelo uso da água.

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A transposição das águas da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul para a bacia Hidrográfica do rio Guandu teve origem na década de 50, quando a disponibilidade superava a demanda. Entretanto, nessas bacias, a demanda pela água aumentou muito nos últimos anos por conta tanto do crescimento demográfico quanto do incremento das atividades econômicas.

A presença do Comitê CEIVAP, a gestão compartilhada entre os três estados envolvidos e também o acompanhamento da Agência Nacional de Águas indica que o melhor contexto de gestão já está estabelecido e deverá ser nesta base que o PIRH-PS deverá ser desenvolvido.

2.2.1 Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul foi criado pelo Decreto Federal nº 1.842 de 22 de março de 1996, teve sua área de abrangência e nomenclatura alteradas pelo Decreto Federal nº 6.591, de 1º de outubro de 2008. A partir de então, o CEIVAP passou a ser denominado Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul.

O Comitê possui como missão principal promover a articulação e integração de atividades e competências na área de gestão de recursos hídricos em diversos níveis: União e os Estados (SP, RJ, MG), e entre estes, bem como os municípios e sub-bacias. A Sede e Foro estão situados na cidade de Resende (RJ).

O CEIVAP é o parlamento no qual ocorrem os debates e decisões descentralizadas sobre as questões relacionadas aos usos múltiplos das águas da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, inclusive a decisão pela cobrança pelo uso da água na bacia. O Comitê é constituído por representantes dos poderes públicos, dos usuários e de organizações sociais com importante atuação para a conservação, preservação e recuperação da qualidade das águas da Bacia.

O Comitê é formado por 60 membros, sendo três da União e 19 de cada estado (SP, RJ e MG) da bacia do Paraíba do Sul. Possui uma Câmara Técnica Consultiva – CTC que funciona como instância de apoio ao Comitê. Devido a diversidade e

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complexidade dos temas a serem tratados no âmbito do CEIVAP, optou-se pela criação de Grupos de Trabalho, para atuar em conjunto com a Câmara Técnica, e de forma complementar, com a finalidade de subsidiar os trabalhos do Comitê.

A Deliberação CEIVAP nº 257/2017 criou o Grupo de Trabalho para Acompanhamento da Revisão do Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul – GT Plano, que tem como finalidade acompanhar a elaboração do Plano Integrado de Recursos Hídricos, especialmente a Etapa I da contratação, além dos Planos de Ação; opinar e oferecer subsídios quanto à análise dos produtos apresentados. Dessa forma, o GT possui caráter temporário e terá duração de 18 (dezoito) meses a partir da assinatura do contrato com a empresa que realizará a revisão do Plano de Recursos Hídricos, podendo ter seu prazo ampliado por deliberação do CEIVAP.

Dentre as ações desenvolvidas pelo CEIVAP pode-se destacar a implantação pioneira, no Brasil, da cobrança pelo uso da água, aprovação do Plano de Recursos Hídricos da Bacia, criação da Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia (Agência de Bacia), viabilização de recursos para ações de recuperação ambiental e melhoria da disponibilidade de água da bacia.

Os valores arrecadados pela ANA na bacia do rio Paraíba do Sul são integralmente repassados à Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul (AGEVAP), entidade delegatária escolhida pelo CEIVAP e aprovada pelo CNRH. Cabe à AGEVAP desembolsar os recursos nas ações previstas no Plano de Recursos Hídricos da bacia e conforme as diretrizes estabelecidas no plano de aplicação, ambos aprovados pelo CEIVAP.

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2.2.2 Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul

A AGEVAP, criada em 20 de junho de 2002, foi constituída para exercer as funções de secretaria executiva do CEIVAP, sucedendo o escritório técnico do CEIVAP em setembro de 2004, e para desempenhar as competências de Agência de Água da Bacia, conforme definição da Lei das Águas e delegação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). A sua criação, amadurecida ao longo de quase cinco anos, foi um dos principais trabalhos desenvolvidos pelo CEIVAP com vistas à estruturação plena do sistema de gestão da bacia do Paraíba do Sul.

A AGEVAP é uma associação civil sem fins lucrativos, formada por membros do CEIVAP. Sua estrutura é constituída pela Assembleia Geral, pelo Conselho de Administração, pelo Conselho Fiscal e pela Diretoria. A Diretoria é formada por um Diretor e dois Coordenadores, contratados para gerenciar o corpo técnico e administrativo da Agência que se encontra atualmente em fase de constituição; em abril de 2005, 2 técnicos compunham o quadro de pessoal da Agência, além da Diretoria.

Atualmente, a AGEVAP mantém cinco Contratos de Gestão. O primeiro assinado em 2004 com a ANA, para atendimento ao CEIVAP; o segundo em 2010 com o Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (INEA), para exercer a função de Agência de Bacia e Secretaria Executiva de quatro Comitês Afluentes do Rio Paraíba do Sul (CBH Médio Paraíba do Sul, Comitê Piabanha, CBH Rio Dois Rios e CBH Baixo Paraíba do Sul e Itabapoana). O terceiro contrato também assinado em 2010 com o INEA, para atuação da AGEVAP junto ao Comitê Guandu; e o quarto e o quinto contratos de gestão foram assinados em 2014, com o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), para atendimento aos Comitês de Bacias dos Afluentes Mineiros dos rios Preto e Paraibuna (CBH Preto Paraibuna) e dos rios Pomba e Muriaé (COMPÉ).

Tem sua sede no município de Resende - RJ e abriga o Centro de Documentação da Bacia do Paraíba do Sul, aberto ao público, que conta com cerca de 4.000 itens, entre livros, relatórios, monografias, periódicos, mapas, fotografias, vídeos e CDs. Teve o

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prazo de delegação de competência até 30 de junho de 2016, prorrogado por mais 10 anos, através da Resolução n° 167 de 23 de setembro de 2015.

A AGEVAP tem a personalidade jurídica de uma associação de direito privado, com fins não econômicos, cujos associados compõe sua Assembleia Geral. Ela é administrada por um Conselho de Administração, um Conselho Fiscal e uma Diretoria Executiva. Com a alteração no Estatuto Social da AGEVAP, aprovada em 30/03/2009, os associados da Assembleia Geral podem ou não ser membros do CEIVAP. Os membros dos Conselhos de Administração e Fiscal são pessoas físicas eleitas pela Assembleia Geral e a Diretoria Executiva é formada por cinco membros, um Diretor-Presidente, um Diretor Administrativo-Financeiro, uma Diretora de Relações Institucionais, uma Diretora de Recursos Hídricos e uma Diretora de Planejamento Estratégico.

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3 DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DO PIRH-PS

Entende-se que o Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (PIRH-PS), bem como dos Planos de Ação das Bacias Afluentes terão pleno êxito se forem contempladas as seguintes diretrizes e estratégias metodológicas, a saber:

1. Considerar a problemática atual relacionada aos recursos hídricos na bacia hidrográfica e seus afluentes;

2. Basear as ações no marco legal e institucional vigente;

3. Desenvolver os estudos e ações com vistas a atingir os objetivos gerais e específicos definidos no TR;

4. Cumprir as previsões de prazo e cronograma estabelecidas no contrato estabelecido entre a AGEVAP e PROFILL;

5. Entender a visão sistêmica e de processo de escopo de trabalho, porém de forma integrada e focada;

6. Considerar a importância e a necessidade da participação e controle social ao longo do desenvolvimento dos trabalhos;

7. Utilizar ferramentas técnicas específicas de apoio ao trabalho, como SAD e SIG;

8. Atendimento das normativas vigentes em relação ao conteúdo mínimo do Plano de Recurso Hídrico (PRH);

9. Integração dos atores sociais e transformação do CEIVAP em uma instância regional indutora do desenvolvimento;

10. Construção de diretrizes para o enquadramento dos corpos de água superficiais;

11. Articulação do Sistema buscando a Gestão da oferta e das demandas de água.

Segundo o TR, a Fase I está relacionada às atividades necessárias à complementação e finalização do PIRH-PS bem como a elaboração dos Planos de Ação das Bacias Hidrográficas Afluentes (PARHs). Para elaboração destes produtos serão considerados os planos estaduais de recursos hídricos e os planos de bacias já elaborados observando a possibilidade de compatibilidade dos dados e informações, principalmente no que se refere à: formatação e estrutura de dados; escala e nível de detalhamento; e atualidade e compatibilidade temporal.

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A base de dados será organizada de forma que seja possível a agregação por unidade de gestão e por pontos de controle, observando propostas de intervenções estruturais, não estruturais, regulatórias e institucionais.

O PIRH-PS e os PARHs priorizarão a elaboração de propostas para a solução de problemas para os quais exista governabilidade do sistema de gestão de recursos hídricos atuante na região, notadamente aqueles de responsabilidade do CEIVAP e órgãos gestores de recursos hídricos, como por exemplo o INEA, do Estado do Rio de Janeiro, o IGAM, do Estado de Minas Gerais e o DAEE, do Estado de São Paulo.

Em síntese, os referidos produtos serão elaborados de forma que seja possível identificar e apontar as intervenções, especialmente as infraestruturais, de responsabilidade de gestão de recursos hídricos, onde serão apresentadas propostas e alternativas de apoio e execução, além de propostas voltadas à garantia dos usos múltiplos da água e integração da gestão de recursos hídricos na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul.

3.1 Horizonte e Planejamento do PIRH-PS e dos PARHs

Conforme informado, a elaboração dos PRH das bacias afluentes terá horizonte de planejamento compatível com o período de implantação de seus programas e projetos, considerando cenários futuros para os anos de 2023 (5 anos, curto prazo), 2028 (10 anos, médio prazo) e 2033 (15 anos, longo prazo). Deve-se atentar, também, para os horizontes e metas estabelecidos no Plano Nacional de Recursos Hídricos e no Plano Estadual de Recursos Hídricos do Estado do Rio de Janeiro. A elaboração do PIRH-PS e dos PARHs, produtos referentes a Fase I, ocorrerá no prazo de 18 meses corridos, conforme estabelecido no Ato Convocatório 21/2017.

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4 ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS DURANTE A FASE I E INDICAÇÕES METODOLÓGICAS

Neste item são apresentadas as atividades listadas no Termo de Referência (TR) do Ato Convocatório n° 21/2017 para a Fase I, bem como as metodologias propostas pela PROFILL Engenharia e Ambiente a serem aplicadas durante a concepção dos produtos. Em relação ao material a ser entregue, destaca-se que o PIRH-PS e os Planos de Ação de Recursos Hídricos dos CBHs afluentes serão elaborados com irrestrita observância da legislação nacional de recursos hídricos (especialmente a Lei n° 9.433/97 e CNRH n° 145/2012) e em consonância com as legislações de recursos hídricos do Estado do Rio de Janeiro (Lei n° 3.239/99), visando atender, também, as diretrizes estabelecidas pelos comitês e AGEVAP.

Complementarmente, em virtude da importância das atividades de comunicação e mobilização social, são apresentadas as reuniões e apresentações regionais previstas na Fase I. Em virtude da participação ampliada do público nas apresentações regionais, são propostas Ações de Informação e Mobilização Social, que apontam as bases para a condução dos eventos previstos e utilização de materiais de divulgação.

4.1 PLANEJAMENTO

A etapa de planejamento pode ser descrita como preliminar e preparatória para elaboração do PIRH-PS e dos PARHs. É caracterizada pela mobilização, coleta e sistematização de dados, planejamento do banco de dados, a reunião de mobilização e inicial (apresentadas nos 4.5.1 e 4.5.2) e consolidação do Plano de Trabalho. Nesta etapa, mais especificamente poder-se-á debater as metodologias específicas a serem desenvolvidas durante a Fase I.

Dessa forma, as tarefas a serem realizadas na etapa de planejamento são apresentadas na Figura 4.1.

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Figura 4.1 – Tarefas a serem realizadas na etapa de planejamento

Destaca-se que a Reunião de Partida ou Reunião de Mobilização e a Reunião Inicial entre Grupo de Acompanhamento e PROFILL já foram realizadas e serão relatadas no item 4.5.

4.1.1 Mobilização

A Mobilização compreende a "ignição" do processo de elaboração do PIRH-PS e dos PARHs, desde a movimentação dos recursos de infraestrutura, técnicos e operacionais até a organização dos recursos humanos no âmbito da PROFILL, AGEVAP e CEIVAP. Em um primeiro momento destaca-se a reunião realizada em Resende/RJ em 17 de janeiro de 2018 e a reunião inicial realizada em 08 de fevereiro de 2018, cujas pautas estão apresentadas nos itens 4.5.1.1 e 0 para encaminhamentos a serem realizados durante o Plano. Na primeira reunião, foi solicitado e recebido o banco de dados existentes na página web do CEIVAP (http://sigaceivap.org.br/map#), para que os técnicos da PROFILL possam analisar, complementar e finalizar o material.

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4.1.2 Coleta e Sistematização de Dados

A coleta e sistematização dos dados é uma tarefa importante durante o processo de planejamento, sendo que a mesma se estende durante todo o processo de planejamento até sua consolidação.

A complementação e finalização do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul e elaboração dos Planos de Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas Afluentes, terá como referência inicial o banco de dados geoespaciais e os relatórios elaborados pelo COHIDRO, objetos do Contrato nº 21/2012, e disponibilizados pela AGEVAP à Contratada. Também serão realizadas consultas a órgãos oficiais federais, como a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), bem como a órgãos estaduais que detém informações sobre recursos hídricos e que possam fornecer subsídios para elaboração do PIRH-PS e dos PARHs, tais como, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) – Minas Gerais, o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) – Rio de Janeiro, à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) e ao Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) – São Paulo.

Além da legislação nacional, serão considerados estudos importantes para Região, sendo eles: os Planos Estaduais de Recursos Hídricos, os Planos das Bacias Afluentes, os Planos Municipais de Saneamento Básico, as respectivas legislações estaduais, os Zoneamentos Ecológico-Econômico dos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, estudos disponíveis na Biblioteca Digital do CEIVAP, tais como, livros, periódicos e relatórios, bem como qualquer outro trabalho sobre a região que seja identificado como significativo para a conclusão do PIRH-PS e dos PARHs.

Durante os primeiros meses de trabalho a PROFILL também realizará um Reconhecimento de Campo. Essa atividade tem como objetivo o reconhecimento geral dos principais pontos estratégicos da área que compõe a Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul. A Figura 4.2 sintetiza a atividade de campo, a previsão é de que seja realizado no mês de março de 2018.

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Figura 4.2 - Fluxograma explicativo do Reconhecimento de Campo das Bacias

Os técnicos irão percorrer os principais pontos da bacia hidrográfica com o objetivo de registros visuais e fotográficos da Bacia. Esta metodologia vem sendo utilizada ultimamente pela Contratada e permite uma melhor abstração de informações gerais das áreas estudadas. O percurso será discutido com o GT-Plano objetivando contribuições e indicações de locais “principais” que merecem maior atenção. Tal metodologia foi utilizada no PIRH Paranapanema, no PERH-Guandu e PRH BIG, cujos produtos vem atendo a expectativa dos contratantes.

O que pode ser compreendido como uma segunda atividade de campo, trata-se de um reconhecimento sócio/estratégico de contato com atores importantes das bacias. Esse reconhecimento, por sua vez, será realizado no âmbito do processo de construção do PIRH nas incursões da equipe técnica a medida que os trabalhos forem sendo desenvolvidos sem haver a previsão de momentos específicos para tal. A experiência tem demonstrado que é a melhor forma de ser realizada esta atividade tendo em vista que é possível aproximar o tema tratado da pessoa consultada.

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4.1.3 Sistema de Informações Geográficas e Banco de Dados

A Lei n° 9.433/1997, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos, definiu o Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos como um de seus instrumentos. De acordo com esta Lei, é um sistema de coleta, tratamento, armazenamento e recuperação de informações sobre recursos hídricos e fatores intervenientes em sua gestão, sendo que os dados gerados pelos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos serão incorporados ao Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos.

Conforme Câmara (2006), um sistema de informação geográfica é capaz de armazenar tanto os atributos descritivos como as geometrias dos diferentes tipos de dados geográficos. Isso possibilita inserir e integrar, numa única base de dados, informações espaciais provenientes de diversos fontes, bem como, oferece mecanismos para combinar essas informações através de algoritmos de manipulação e análise, possibilita realizar consultas (como de pertencimento e vizinhança), recuperar e visualizar o conteúdo da base de dados geográficos.

De maneira sintética, pode-se indicar que a PROFILL utilizará um Sistema de Informações Geográficas de modo a: coletar, estruturar, gerenciar, consultar e analisar as informações georreferenciadas a serem utilizadas no presente Plano, com o objetivo de facilitar e agilizar o desenvolvimento dos estudos relativos ao planejamento e à gestão dos recursos hídricos. Este Sistema será compatível com a plataforma ArcGis que se constitui em sistema fornecido pela ESRI que integra diversas soluções de análise espacial.

Na estrutura vetorial, o formato shapefile, nativo do sistema ArcGis possibilita, através do mencionado programa, uma ampla gama de transformações de formato. Quanto aos arquivos em estrutura raster, também há ampla trafegabilidade. É importante salientar que a estrutura GeoDatabase, presente no ArcGis, possibilita a articulação de arquivos vetoriais, raster, TIN e o banco de dados numa estrutura funcional única. Pretende-se utilizar o sistema de informações geográficas na melhor escala de cartografia disponível sendo adotada, sempre que possível, a escala 1:25.000 para

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elaboração dos trabalhos temáticos (mapas) de hidrologia, balanço hídrico e uso e ocupação do solo. A base cartográfica será estruturada de forma a obter uma cobertura contínua para cada tema, permitindo a agregação por unidade de gestão, por estado e por unidades físicas de planejamento e pontos de controle.

O banco de dados do PIRH-PS reunirá uma ampla gama de informações importantes e espacializadas sobre a Região Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, gerando uma base de dados espacial e de atributos que poderá servir a vários propósitos futuramente, além de fazer parte do sistema de apoio à gestão.

Cabe ressaltar que, as informações coletadas geralmente são obtidas de várias fontes, escalas e sistemas de projeção diferentes. Desta forma, antes de serem utilizadas e estruturado o Banco de Dados, serão padronizadas as informações geográficas. A padronização começará com a definição do formato dos dados e a definição do sistema de referência. A seguir são descritas as atividades e as propostas para organização do banco de dados do PIRH-PS e dos PARHs:

Tendo em vista a condição amplamente favorável existente, da Bacia do Rio Paraíba do Sul contar com o SIGA-CEIVAP, todas as informações relativas a SIG e Banco de dados deverão ser compatibilizadas a esta plataforma. As novas informações geradas deverão, portanto, ser implementadas no banco de dados do SIGA-CEIVAP de modo que ao final do PIRH-PS o mesmo esteja atualizado e completo com o estado da arte das informações geoespaciais.

Coleta de Dados

Por se tratar de uma complementação de Plano, a Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul já conta com uma ampla gama de informações espacializadas disponível. A compilação de dados geoespaciais terá como fonte inicial o banco de dados geoespaciais elaborado pela empresa COHIDRO durante a vigência do contrato nº 21/2012 e repassado para a PROFILL em 17 de janeiro de 2018, pela AGEVAP. Segundo informado no relatório, este Banco foi estruturado sobre o Sistema Gerenciador de Banco de Dados Objeto Relacional (SGBDOR) PostgreSQL,

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versão 9.5, associado ao PostGIS, versão 2.2, que é uma extensão que confere ao PostgreSQL a capacidade de gestão de dados geoespaciais, assim como um conjunto completo de funções de geoprocessamento, tratamento de dados vetoriais, matriciais e modelos numéricos de terreno, análise de dados e exportação para diversos formatos. O Banco encontra-se organizado em 16 esquemas, onde os doze primeiros agrupam dados e objetos referentes aos horizontes (2018, 2023, 2028, 2033) de cada um dos cenários (otimista, pessimista e tendencial) estudados na fase de Prognóstico do Plano. Estes dados serão convertidos para o formato GeoDatabase e divididos em

Datasets (que possuem características e funções semelhantes aos esquemas

utilizados pela COHIDRO).

Além dos dados coletados durante a vigência do contrato nº 21/2012, serão buscadas bases complementares, visando caracterizar de forma discretizada as unidades de análise adotadas no presente estudo.

Padronização do Datum e da Projeção Cartográfica

Os dados secundários coletados nesta etapa do Plano, serão verificados quanto ao sistema de coordenadas e, caso seja necessário, serão reprojetados, quando for o caso, para um sistema único.

Como a Região Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul está compreendida entre as Zonas UTM 23 e 24, será utilizado o Sistema de Coordenadas Geográficas no Sistema de Referência Geodésico SIRGAS2000 (conforme determinação do IBGE, pela Resolução da Presidência 1/2005, a qual estabelece o Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas (SIRGAS), em sua realização de 2000, 4 (SIRGAS2000), como novo sistema de referência geodésico para o Sistema Geodésico Brasileiro (SGB) e para o Sistema Cartográfico Nacional (SCN). Considerando que o Sistema de Coordenadas Geográficas não é adequado para medição de áreas, quando forem calculadas áreas, será utilizado a Projeção Cônica Equivalente de Albers, conforme recomendações do IBGE e que já foi utilizada pela COHIDRO nas etapas realizadas até o momento.

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Correção de Erros Topológicos

Uma das características dos SIG é a capacidade de armazenar relações entre objetos, como vizinhança, proximidade e pertinência. Estes relacionamentos são fundamentais para possibilitar a realização de diversos tipos de operações de análise espacial.

As feições geométricas (ponto, linha e polígono) utilizadas para representação dos elementos estabelecem as relações espaciais entre os elementos geográficos, ou seja, relações espaciais existentes entre si e entre os outros elementos, denominadas relações topológicas. Conforme Francisco (2014), a topologia permite estabelecer as seguintes relações entre os elementos:

1. Pertinência / Contingência: os arcos definem os limites dos polígonos fechados delimitando uma área;

2. Conectividade: os arcos são conectados com outros a partir de nós, permitindo a identificação de rotas e de redes, como rios e estradas; 3. Contiguidade: os arcos comuns definem a adjacência entre polígonos.

Visando dar consistência e confiabilidade aos dados que serão inseridos no banco, serão aplicadas regras de topologia para identificar a ocorrência de sobreposição, problemas de continuidade, entre outros. Caso seja identificado algum erro topológico nas bases coletadas, será feita a correção.

Adequação dos Dados ao Recorte Espacial da Bacia

Os dados de fontes secundárias oficiais, em geral, são disponibilizados para um determinado recorte político, como limite municipal ou estadual, assim quando forem coletados dados que extrapolem o limite da Bacia, será feito recorte pelo limite da mesma, de forma a possuir uma uniformidade quanto ao limite da informação.

O produto deste trabalho corresponderá a uma base de dados de acesso local, contendo informações tabulares e espaciais de interesse do Plano, que serão

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definidas e complementadas durante o andamento do projeto, conforme procedimentos listados acima. Esses dados serão organizados de forma que seja possível sua visualização na forma de mapas temáticos e tabelas alinhadas com o SIGA-CEIVAP.

A Base Digital de Dados Geográficos será entregue no formato Geodatabase, no qual podem ser inseridos arquivos vetoriais, matriciais e tabulares. Juntamente com a base digital, será entregue um Dicionário da Base de Dados Geográficos, que consiste em planilha descritiva contendo o nome de cada arquivo, tipo do arquivo e respectiva extensão, com uma breve descrição de sua origem ou fonte e qualquer outro tipo de informação como escala, resolução, datum, sistema de coordenadas e os respectivos programas compatíveis para executá-los.

Ao final da Etapa I, será apresentado um banco de dados preliminar contendo as especificações do item 9 e 11.2.3 do TR.

4.1.4 Plano de Trabalho

Após a realização da reunião de mobilização, bem como da reunião inicial, foi elaborado o presente produto final da etapa de Planejamento, denominado RP-01

Plano de Trabalho. De maneira geral, o Plano de Trabalho está estruturado de forma

à:

1. Atender de forma integral ao Termo de Referência;

2. Observar à disponibilidade de informações e suas naturezas;

3. Observar às expectativas dos atores locais (CEIVAP, AGEVAP e Usuários, Sociedade Civil entre outros) frente aos resultados práticos do processo;

4. Estar adequado aos prazos e recursos financeiros alocados para o trabalho, estabelecidos pelo Edital;

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5. Conciliar à proposta técnica da PROFILL Engenharia e Ambiente, enviada durante o processo de licitação, com os métodos deste Plano de Trabalho;

6. Atender e incorporar as recomendações do Grupo de Acompanhamento;

7. Entender a participação social, direta e indiretamente, como um processo continuado no planejamento de recursos hídricos;

8. Atender os apontamentos da reunião realizada em Resende/RJ na sede da AGEVAP, no dia 08 de fevereiro de 2018.

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4.2 PRIMEIRA ETAPA: CONSOLIDAÇÃO DO DIAGNÓSTICO E DO PROGNÓSTICO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARAÍBA DO SUL E VERSÃO PRELIMINAR DO BANCO DE DADOS

4.2.1 Diagnóstico

Conforme informado, a empresa COHIDRO Consultoria, Estudos e Projetos iniciou a elaboração do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul. Durante a vigência do contrato estabelecido através do Ato Convocatório nº 16/2012 foi aprovado pelo CEIVAP o Diagnóstico. Em linhas gerais, o referido estudo é composto por três tomos, os quais estão divididos entre nove capítulos, apresentados a seguir:

1. Tomo I

No Capítulo 1 estão apresentados os objetivos do trabalho e os temas norteadores dos levantamentos do diagnóstico, sendo informados os seus relacionamentos com os recursos hídricos, o meio ambiente e a socioeconomia.

No Capítulo 2 é apresentada uma caracterização geral da Bacia, incluindo a delimitação institucional relacionada aos recursos hídricos.

No Capítulo 3 encontram-se as principais características físico-bióticas, contemplando os aspectos geológicos, geomorfológicos, hidrogeológicos, minerais, de solos, aptidão agrícola, susceptibilidade à erosão, vegetação, ictiofauna e os ecossistemas aquáticos. São apresentados, ainda, o índice de integridade biótica e as áreas vulneráveis com os eventos climáticos extremos.

2. Tomo II

No Capítulo 4 são apresentadas as características socioeconômicas e culturais, abrangendo o estudo demográfico, a avaliação do crescimento populacional, o grau de urbanização dos municípios, os recortes

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populacionais por estado e unidade de planejamento - UP correspondente a cada comitê de bacia afluente - CBH, além das projeções populacionais. São apresentados os principais patrimônios históricos e o potencial turístico ligado aos recursos hídricos. A estrutura fundiária existente é apresentada, comparando-a com o uso econômico das propriedades rurais. Os temas que dão origem ao IDH-M, como a educação e saúde, são abordados tanto para a Bacia como para as UP. As atividades econômicas são avaliadas e comparadas e, por último, são apresentadas as cidades polo da Bacia. No Capítulo 5 contempla os dados do saneamento ambiental da Bacia, incluindo os recortes por UP, abrangendo o saneamento básico - abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem urbana - a poluição agroindustrial, a poluição agropecuária e as barragens de rejeito. Para todos os temas foram realizadas comparações com os estados, de forma a apresentar o grau de evolução desse importante segmento.

3. Tomo III

No Capítulo 6 é apresentada a situação dos recursos hídricos na Bacia, desde o levantamento da rede de monitoramento até a obtenção dos valores obtidos na avaliação quantitativa e qualitativa. Os usos consuntivos e não-consuntivos são calculados de forma a permitir a realização do balanço hídrico com o apoio do Sistema de Informações Georreferenciadas. São, ainda, sugeridos nesse capítulo os pontos de monitoramento e controle de vazão e qualidade da água com a necessária adequação da rede de monitoramento.

No Capítulo 7 são apresentadas duas das principais chamadas “situações de planejamento especiais” que, por se situarem nessa condição para a Bacia, já foram objeto de estudos detalhados contratados anteriormente pela ANA e AGEVAP, a saber: “Cenários de Transposições” e “Impactos Sinérgicos de PCHs e Avaliação Ambiental Integrada de Bacias”. A reunião de tais estudos é extremamente proveitosa ao fornecimento de subsídios à

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fase subsequente de cenários, notadamente quanto à imposição de necessárias restrições que visem a conservação dos recursos hídricos. No Capítulo 8 apresenta-se uma análise crítica da Bacia como um todo - potencialidades e fragilidades - sobre os temas mais relevantes da presente etapa do Diagnóstico, enfatizando-os ao nível das Unidades de Planejamento.

No Capítulo 9 são apresentadas as referências bibliográficas utilizadas para o desenvolvimento dos trabalhos do Diagnóstico.

Sendo assim, as atividades a serem realizadas pela equipe técnica da PROFILL partirão de um Diagnóstico aprovado pelo CEIVAP, partindo-se do princípio que atenda o exigido na Lei n° 9.433/97, o escopo listado na Resolução CNRH n° 145/2012 e a legislação estadual, bem como as indicações, à época que foi elaborado, do CEIVAP e AGEVAP.

Caso sejam detectados alguns assuntos de diagnóstico que não estejam suficientemente abordados ou que algumas das normativas legais não estejam completamente atendidas, as mesmas serão: (i) apontadas como lacunas no diagnóstico; (ii) complementadas a partir de ações a serem previstas no programa de ações do PIRH-PS. Por outro lado, a metodologia proposta de consolidação do diagnóstico será suficientemente flexível para que não seja prejudicada a análise integrada frente a presença de alguma destas mencionadas lacunas.

Durante a execução da consolidação do diagnóstico, a perspectiva das atividades será no sentido de identificar os problemas potenciais existentes na Bacia do Rio Paraíba do Sul, tais como as crises hídricas na bacia, para posteriormente indicar possíveis soluções para os cenários previstos. Sempre que possível, os resultados serão apresentados em formato de mapas, gráficos e textos sintéticos que permitam uma análise integrada do conjunto de cenários.

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Dessa forma, abaixo são apresentados os métodos e técnicas que permitem a integração e a priorização para a consolidação do diagnóstico preliminar existente para a bacia do Paraíba do Sul. Compreende-se que o processo metodológico que orientará o trabalho será o seguinte:

Figura 4.3 - Estratégia de trabalho para elaboração do Diagnóstico

Visando também uma análise integrada dos resultados do diagnóstico existente, os itens a seguir apresentam a metodologia a ser utilizada durante a consolidação do diagnóstico. Neste caso, é proposta a utilização da metodologia de agendas temáticas e mapeamento analítico, apresentadas nos itens 4.2.1.3 e 4.2.1.4.

Sendo assim, conforme descrito no TR, caberá a PROFILL a apropriação, análise e consolidação do Diagnóstico em relatório simplificado, resultando na apresentação de um Diagnóstico da Bacia do Rio Paraíba do Sul.

4.2.1.1 Utilização e Manipulação de SIG

As indicações detalhadas de como a ferramenta de SIG será utilizada estão dispostas no item 4.1.3 na consolidação do diagnóstico, em especial na conformação das agendas temáticas e no mapeamento analítico a ferramenta será extensivamente empregada. Mais uma vez é importante destacar que todas as informações geradas serão disponibilizadas para serem incluídas no SIGA-CEIVAP.

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Referências

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