COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Proposta de DIRECTIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO

Texto

(1)

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS

Bruxelas, 30.7.2003 COM(2003) 467 final 2003/0181 (COD)

Proposta de

DIRECTIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO

relativa à aproximação das legislações dos Estados-membros sobre os solventes de extracção utilizados no fabrico de géneros alimentícios e dos respectivos ingredientes

(versão codificada)

(2)

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

1. A Comissão atribui, no contexto da Europa dos cidadãos, uma grande importância à simplificação e clarificação da legislação comunitária, a fim de torná-la mais acessível e fácil de compreender pelo cidadão comum, o que lhe permitirá novas oportunidades e a possibilidade de beneficiar dos direitos específicos que lhe são atribuídos.

Este objectivo não pode ser alcançado enquanto se verificar uma dispersão de numerosas disposições, alteradas em diversas ocasiões, muitas vezes de forma substancial, facto que obriga a uma leitura tanto do acto original como dos actos que o alteram. Deste modo é necessário um trabalho de análise considerável para identificar as regras vigentes, com base na comparação de um multiplicidade de actos diferentes.

Por esta razão, e a fim de garantir a clareza e a transparência da legislação comunitária, é necessária uma codificação das regras que tenham sido objecto de alterações frequentes.

2. Assim, em 1 de Abril de 1987, a Comissão decidiu1 solicitar aos seus serviços que procedessem à codificação de todos os actos legislativos após a ocorrência de, no máximo, dez alterações, salientando que se tratava de um requisito mínimo e que os serviços devem tomar todas as medidas para codificar, com maior frequência, os textos pelos quais são responsáveis, a fim de garantir que as disposições comunitárias sejam claras e facilmente compreensíveis.

3. As conclusões da Presidência do Conselho Europeu de Edimburgo (Dezembro de 1992) confirmaram este aspecto2, salientando a importância da codificação, uma vez que proporciona segurança quanto à legislação aplicável a uma dada questão num determinado momento.

A codificação deve ser efectuada respeitando integralmente o processo legislativo comunitário normal.

Posto que da codificação não pode resultar qualquer alteração de fundo nos actos que dela são objecto, o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão celebraram, em 20 de Dezembro de 1994, um Acordo Interinstitucional sobre um método de trabalho acelerado tendo em vista a adopção rápida dos actos codificados.

4. O objectivo da presente proposta consiste em proceder a uma codificação da Directiva 88/344/CEE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 13 de Junho de 1988, relativa à aproximação das legislações dos Estados-membros sobre os solventes de extracção utilizados no fabrico de géneros alimentícios e dos respectivos ingredientes3. A nova directiva substituirá os diversos actos nela integrados4. A

1 COM(87) 868 PV.

2 Ver Anexo 3 da Parte A das conclusões.

3 Realizada de acordo com a Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu e ao Conselho

-Codificação do acervo comunitário, COM(2001) 645 final.

(3)

presente proposta preserva integralmente o conteúdo dos actos codificados, limitando-se a reuni-los e apenas com as alterações formais exigidas pelo próprio processo de codificação.

5. A proposta de codificação foi elaborada com base numa consolidação preliminar da Directiva 88/344/CEE, em todas as línguas oficiais, e dos instrumentos que a alteram, realizada pelo Serviço das Publicações Oficiais das Comunidades Europeias, através de um sistema de processamento de dados. Sempre que os artigos passaram a ter novos números, é apresentada a correspondência entre os antigos e os novos números dos artigos num quadro constante do Anexo III da directiva codificada.

(4)

2003/0181 (COD) Proposta de

ê 88/344/CEE (adaptado)

DIRECTIVA …/…/CE DO Ö PARLAMENTO EUROPEU Õ E DO CONSELHO

de […]

relativa à aproximação das legislações dos Estados-membros sobre os solventes de extracção utilizados no fabrico de géneros alimentícios e dos respectivos ingredientes

Ö (Texto relevante para efeitos do EEE) Õ

O Ö PARLAMENTO EUROPEU Õ E O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,

Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia, e, nomeadamente, o seu artigo Ö 95.°Õ,

Tendo em conta a proposta da Comissão,

Tendo em conta o parecer do Comité Económico e Social Europeu 1,

Ö Nos termos do procedimento previsto no artigo 251.° do TratadoÕ Ö 2Õ, Considerando o seguinte:

ê .

(1) A Directiva 88/344/CEE do Conselho, de 13 de Junho de 1988, relativa à aproximação das legislações dos Estados-membros sobre os solventes de extracção utilizados no fabrico de géneros alimentícios e dos respectivos ingredientes3, foi por diversas vezes alterada de modo substancial4. É conveniente, por motivos de clareza e racionalidade proceder à sua codificação.

1 […]

2 Ö […] Õ

3 JO L 157 de 24.6.1988, p. 28. Directiva com a última redacção dada pela Directiva 97/60/CE

do Parlamento Europeu e do Conselho, (JO L 331, de 3.12.1997, p 7).

(5)

ê 88/344/CEE Considerando 1 (adaptado)

(2) As diferenças entre as legislações nacionais sobre solventes de extracção entravam a livre circulação dos géneros alimentícios e podem originar condições desiguais de concorrência e que têm pois uma incidência directa sobre o funcionamento do mercado comum.

ê 88/344/CEE Considerando 2 (3) A aproximação destas legislações é portanto necessária para permitir a livre circulação

dos géneros alimentícios.

ê 88/344/CEE Considerando 3 (4) As legislações sobre solventes de extracção destinados a ser utilizados em géneros

alimentícios devem ter principalmente em conta as normas relativas à saúde humana e também, dentro dos limites impostos pela protecção da saúde, as necessidades económicas e técnicas.

ê 88/344/CEE Considerando 4 (5) Uma tal aproximação deve implicar a elaboração de uma lista única de solventes de

extracção para preparação de géneros alimentícios ou outros ingredientes alimentares. Convém igualmente especificar os critérios gerais de pureza.

ê 88/344/CEE Considerando 5 (6) O emprego de um solvente de extracção em boas condições de fabrico deveria ter

como resultado a eliminação da totalidade ou da maior parte dos resíduos de solventes contidos nos géneros alimentícios ou nos seus ingredientes.

ê 88/344/CEE Considerando 6 (7) Em tais condições, a presença de resíduos ou derivados no produto final do género

(6)

ê 88/344/CEE Considerando 7 (adaptado)

(8) Uma limitação específica, embora útil duma maneira geral, não se torna necessária no caso das substâncias indicadas na Parte I do Anexo Ö I Õ e autorizadas por não atentarem contra a segurança do consumidor se forem empregues em boas condições de fabrico.

ê 88/344/CEE Considerando 8 (adaptado)

(9) É oportuno, na óptica da protecção da saúde pública, determinar as condições de emprego de outros solventes de extracção indicados nas Partes II e III do Anexo Ö I Õ e de resíduos permitidos nos géneros alimentícios e seus ingredientes.

ê 88/344/CEE Considerando 9 (adaptado)

(10) Enquanto não são adoptadas regras comunitárias relativas Ö utilizadas para diluir e dissolver Õ às substâncias aromas, os Estados-membros não devem ser impedidos de autorizar tais materiais como solventes de extracção para certos aromas, substâncias utilizadas para diluir e dissolver.

ê 88/344/CEE Considerando 10 (11) As disposições relativas a certos solventes de extracção devem ser revistas ao fim de

um certo tempo em função dos resultados da investigação científica e técnica em curso sobre a aceitabilidade desses solventes e as respectivas condições de utilização.

ê 88/344/CEE Considerando 11 (12) É conveniente definir critérios específicos de pureza para os solventes de extracção,

assim como métodos de análise e de colheita de amostras de solventes de extracção no interior e à superfície dos géneros alimentícios.

ê 88/344/CEE Considerando 12 (13) Se a utilização de um solvente de extracção previsto na presente directiva parecer, à

luz de novas informações, acarretar um risco para a saúde, os Estados-membros devem poder suspendê-lo ou limitar a sua utilização ou ainda reduzir os limites previstos enquanto aguardam uma decisão a nível comunitário.

(7)

ê 88/344/CEE Considerando 13, (adaptado)

(14) Ö As medidas necessárias à execução da presente directiva serão aprovadas nos termos da Decisão 1999/468/CE do Conselho, de 28 de Junho de 1999, que fixa as regras de exercício da competência de execução atribuída à ComissãoÕ Ö 5Õ.

ê.

(15) A presente directiva não deve prejudicar as obrigações dos Estados-membros relativas aos prazos de transposição para o direito nacional das directivas indicadas na da Parte B do Anexo II,

ADOPTARAM A PRESENTE DIRECTIVA:

ê 88/344/CEE (adaptado)

Artigo 1.o

1. A presente directiva aplica-se aos solventes de extracção utilizados ou destinados a ser utilizados no fabrico de géneros alimentícios e dos respectivos ingredientes. A presente directiva não se aplica aos solventes de extracção utilizados na produção de aditivos alimentares, de vitaminas e de outros aditivos nutricionais, excepto se esses aditivos alimentares, vitaminas e outros aditivos nutricionais figurarem numa das listas que constam no Anexo Ö I Õ .

Contudo, os Estados-membros tomarão as medidas necessárias para que a utilização de aditivos alimentares, de vitaminas e de outros aditivos nutricionais não introduza nos géneros alimentícios resíduos de solventes de extracção em teores perigosos para a saúde humana.

ê 92/115/CEE Art. 1, pt. 1

A presente directiva é aplicável sem prejuízo das disposições adoptadas no âmbito de legislações comunitárias mais específicas.

(8)

ê 88/344/CEE (adaptado) Ö 2.ÕPara efeitos da presente directiva, entende-se por:

a) «Solvente» toda a substância própria para dissolver um género alimentício ou todo o composto de um género alimentício, incluindo todo o agente contaminador presente neste ou sobre este género alimentício;

b) «Solvente de extracção» um solvente utilizado durante o processo de extracção aquando do tratamento de matérias-primas, de géneros alimentícios, de componentes ou de ingredientes destes produtos, que é eliminado e que pode provocar a presença involuntária mas tecnicamente inevitável de resíduos ou de derivados no género alimentício ou no ingrediente.

Artigo 2.o

1. Os Estados-membros autorizarão a utilização, como solventes de extracção no fabrico dos géneros alimentícios ou dos seus ingredientes, das substâncias e matérias enumeradas no Anexo Ö I Õ , nas condições de uso e dentro do respeito dos limites máximos de resíduos que aí possam vir referidos.

Os Estados-membros não podem proibir, restringir ou entravar a colocação no mercado de géneros alimentícios ou dos seus ingredientes que correspondam às normas da presente directiva, por motivos relacionados com os solventes de extracção utilizados, ou os seus resíduos.

2. Os Estados-membros proibirão a utilização, como solventes de extracção, de substâncias e matérias que não sejam os solventes de extracção enumerados no Anexo Ö I Õ e não podem alargar essas condições de uso e os limites de resíduos admissíveis para além daquilo que está indicado.

ê 88/344/CEE Corrigendum […] 3. Enquanto não forem adoptadas disposições comunitárias relativas às substâncias

utilizadas para diluir ou dissolver aromas, os Estados-membros podem autorizar, no seu território, a utilização, como solventes para a extracção de aromas provenientes de aromatos, de subtâncias utilizadas para diluir ou dissolver aromas.

4. Serão autorizadas como solventes de extracção no fabrico de géneros alimentícios ou dos seus ingredientes, tanto a água, à qual podem ter sido adicionadas substâncias para regular a acidez ou a alcalinidade, como outras substâncias alimentares que possuam propriedades de solventes e o etanol.

(9)

ê 88/344/CEE (adaptado)

Artigo 3.o

Os Estados-membros tomarão todas as medidas necessárias para garantir que as substâncias e matérias constantes do Anexo Ö I Õ como solventes de extracção obedeçam aos critérios de pureza seguintes:

a) Não conter qualquer quantidade perigosa do ponto de vista toxicológico, de qualquer elemento ou substância;

b) Sob reserva das derrogações eventualmente previstas para os critérios de pureza específicos referidos em c), não conter mais de 1 mg/kg de arsénico ou mais de 1 mg/kg de chumbo;

c) Corresponder aos critérios específicos de pureza estabelecidos em conformidade com Ö a alínea d) Õ do artigo 4.o

Artigo 4.o

Serão determinados de acordo com o procedimento previsto no Ö n° 2 do Õ artigo 6.o:

ê 97/60/CE Art. 1, pt. 1 (adaptado)

a) As alterações do Anexo Ö I Õ necessárias para ter em conta o progresso científico e técnico no domínio da utilização de solventes, das respectivas condições de utilização e dos limites máximos de resíduos;

ê 88/344/CEE (adaptado) è1 97/60/CE Art. 1, pt. 1

è1 b) ç Os métodos de análise necessários ao controlo da observância dos critérios de pureza gerais e específicos referidos no artigo 3.o;

è1 c) ç O processo de colheita de amostras e os métodos de análise qualitativa e quantitativa dos solventes de extracção referidos no Anexo Ö I Õ e utilizados nos géneros ou ingredientes;

è1 d) ç Se tal for necessário, critérios de pureza específicos para os solventes de extracção referidos no Anexo Ö I Õ e, nomeadamente, os teores máximos autorizados em mercúrio e em cádmio desses solventes.

(10)

Artigo 5.o

1. Se na sequência de novas informações ou de uma reavaliação das informações existentes efectuada após a adopção da presente directiva, um Estado-membro tiver motivos precisos que permitam e Anexo Ö I Õ ou a presença nessas substâncias de um ou mais componentes referidos no Anexo Ö I Õ, ou a presença nessas substâncias de um ou mais componentes referidos no artigo 3.o, é susceptível de ser nociva para a saúde humana, embora sejam respeitadas as condições previstas na presente directiva, esse Estado-membro pode suspender ou restringir temporariamente no seu território a aplicação das disposições em causa. O mesmo Estado-membro informará imediatamente os outros Estados-membros e a Comissão desse facto, fornecendo os motivos da sua decisão.

2. A Comissão analisará dentro do mais curto prazo os motivos invocados pelo Estado-membro em questão e consultará o comité Ö referido no n° 1 do artigo 6° Õ, emitindo imediatamente um parecer e adoptando medidas adequadas que podem substituir as medidas referidas no n.o 1.

3. Se a Comissão considerar que são necessárias alterações à presente directiva para solucionar as dificuldades referidas no n.o 1 e garantir a protecção da saúde humana, Ö adoptará Õ essas alterações Ö em conformidade com o procedimento previsto no n° 2 do artigo 6°. ÕNesse caso, o Estado-membro que adoptou as medidas de salvaguarda pode aplicá-las até à entrada em vigor dessas alterações no seu território.

Artigo 6.o

1. Ö A Comissão é assistida pelo Comité Permanente da Cadeia Alimentar e da Saúde Animal, instituído pelo n° 1 do artigo 58° do Regulamento (CE) n° 178/2002 do Parlamento Europeu e do ConselhoÕ Ö 6Õ , a seguir denominado “o Comité”.

2. Ö Sempre que se fizer remissão para o presentre número, é aplicável o procedimento previsto nos artigos 5° e 7° da Decisão 1999/468/CE, no respeito do disposto no seu artigo 8°. Õ

Ö O prazo previsto no n° 6 do artigo 5° da Decisão 1999/468/CE é fixado em três meses. Õ

3. Ö O Comité adopta o seu regulamento interno. Õ

Artigo 7.o

1. Os Estados-membros tomarão todas as disposições úteis para assegurar que as substâncias enumeradas no Anexo Ö I Õ e destinadas, na qualidade de solventes de extracção, para fins alimentares apenas possam ser colocadas no mercado se as respectivas embalagens, recipientes ou rótulos apresentarem as seguintes referências, inscritas por forma a serem facilmente visíveis, claramente legíveis e indeléveis:

(11)

a) A denominação de venda indicada nos termos do Anexo Ö I Õ;

b) Uma referência clara que indique que a substância é de qualidade adequada para ser usada na extracção de géneros alimentícios ou dos respectivos ingredientes;

c) Uma referência que permita identificar o lote;

d) O nome ou a razão social e o endereço do fabricante ou do embalador ou de um vendedor estabelecido no interior da Comunidade;

e) A quantidade líquida expressa em unidades de volume;

f) Se necessário, as condições especiais de conservação ou de utilização.

2. Em derrogação do n.o 1, as referências indicadas no n.o 1, alíneas c), d), e) e f) desse número podem constar apenas dos documentos comerciais relativos ao lote a fornecer com ou antes da entrega.

3. O presente artigo não afecta as disposições comunitárias mais precisas ou mais completas relativas à metrologia ou à classificação, bem como ao acondicionamento e à rotulagem de substâncias e preparados perigosos.

4. Os Estados-membros abster-se-ão de especificar regras para a indicação das referências em causa para além das previstas no presente artigo.

Todavia, os Estados-membros assegurarão a proibição no respectivo território da venda ao utilizador de solventes de extracção se as referências previstas no presente artigo não forem apresentadas numa linguagem facilmente compreensível pelos utilizadores, excepto, se a informação dos utilizadores estiver assegurada por outras medidas. Esta disposição não impede que as referências sejam indicadas em várias línguas.

Artigo 8.o

1. A presente directiva é igualmente aplicável aos solventes de extracção utilizados ou destinados a ser utilizados no fabrico de géneros alimentícios ou de ingredientes importados para a Comunidade.

2. A presente directiva não é aplicável aos solventes de extracção nem aos géneros alimentícios destinados à exportação para fora da Comunidade.

ê

Artigo 9.°

A Directiva 88/344/CEE, com as alterações que lhe foram introduzidas pelas directivas referidas na Parte A do Anexo II, é revogada, sem prejuízo das obrigações dos Estados-membros no que respeita aos prazos de transposição para o direito nacional indicados na Parte B do Anexo II.

(12)

As referências à directiva revogada devem entender-se como sendo feitas para a presente directiva e devem ser lidas de acordo com o quadro de correspondência que consta do Anexo III.

Artigo 10.°

A presente directiva entra em vigor no vigésimo dia seguinte ao da sua publicação no

Jornal Oficial da União Europeia.

ê 88/344/CEE Art. 10 (adaptado)

Artigo Ö 11.° Õ

Os Estados-membros são os destinatários da presente directiva. Feito em Bruxelas, em

Pelo Parlamento Europeu Pelo Conselho

O Presidente O Presidente

(13)

ê 88/344/CEE Anexo

ANEXO I

SOLVENTES DE EXTRACÇÃO CUJA UTILIZAÇÃO É AUTORIZADA PARA O TRATAMENTO DE MATÉRIAS-PRIMAS, DE GÉNEROS ALIMENTÍCIOS OU DE

COMPOSTOS DE GÉNEROS ALIMENTÍCIOS OU DOS RESPECTIVOS INGREDIENTES

PARTE I

Solventes de extracção a utilizar respeitando as boas práticas de fabrico, para todos os usos1 Nome: Propano Butano ê 88/344/CEE (adaptado) è1 92/115/CEE Art. 1, pt. 3 è2 97/60/CE Art. 1, pt. 2 è3 94/52/CE Art. 1 Acetato de etilo Etanol Anidrido carbónico Acetonaè1 2ç Protóxido de azoto

1 Considera-se que um solvente de extracção é utilizado respeitando as boas práticas de fabrico se o seu

emprego levar apenas à presença de resíduos ou de derivados em quantidades tecnicamente inevitáveis e que não representem riscos para a saúde humana.

(14)

PARTE II

Solventes de extracção cujas condições de utilização são especificadas

Nome Condições de utilização (Descrição sucinta da extracção)

Resíduos máximos nos géneros alimentícios ou nos ingredientes

extraídos è2 Produção ou fraccionamento

de gorduras e óleos e produção de manteiga de cacau ç

è2 1 mg/kg na gordura ou óleo ou manteiga de cacau ç

è2 10 mg/kg no género alimentício contendo o produto à base de proteínas desengorduradas e nas farinhas desengorduradas ç è2 Preparação de produtos à base

de proteínas desengorduradas e de farinhas desengorduradas ç

è2 30 mg/kg nos produtos de soja desengordurados tal como são vendidos ao consumidor final ç è2 Hexano 1ç

è2 Preparação de gérmens de

cereais desengordurados ç èdesengordurados 2 5 mg/kg nos gérmens de cereaisç Descafeínação ou supressão das

matérias irritantes e amargas do café ou do chá

20 mg/kg no café ou no chá Acetato de metilo

Produção de açúcar a partir do melaço

1 mg/kg no açúcar

Fraccionamento de gorduras e

óleos 5 mg/kg na gordura ou no óleo

Metil-etil-acetonaè1 2ç

Descafeínação ou supressão das matérias irritantes e amargas do café e do chá

20 mg/kg no café ou no chá

Diclorometano Descafeínação ou supressão das matérias irritantes e amargas do café e do chá

è1 2 mg/kg ç no café torrado e 5 mg/kg no chá

è1 Metanol ç è1 Todas as utilizações ç è1 10 mg/kg ç è1 Propanol-2 ç è1 Todas as utilizações ç è1 10 mg/kg ç

1 Hexano: produto comercial composto essencialmente de hidrocarbonetos acíclicos saturados contendo 6

átomos de carbono e que destila entre os 64° C e os 70° C. è1 É proibida a utilização combinada do

hexano e da etilmetilcetona. ç

2 è

1 O teor de n-hexano neste solvente não pode exceder 50 mg/kg. É proibida a utilização deste

(15)

PARTE III

Solventes de extracção cujas condições de utilização são especificadas

Nome Teores máximos de resíduos no género alimentício devidos à utilização de solventes de extracção na preparação de aromas a partir

de aromatos naturais Éter dietílico 2 mg/kg Hexanoè1 1ç 1 mg/kg è3 Ciclohexano ç è3 1 mg/kg ç Acetato de metilo 1 mg/kg Butanol-1 1 mg/kg Butanol-2 1 mg/kg Metil-etil-cetonaè1 1ç 1 mg/kg Diclorometano è1 0,02 mg/kg ç è1 Propanol-1 ç è1 1 mg/kg ç è2 1,1,1,2-tetrafluoroetano ç è2 0,02 mg/kg ç ___________ 1 è

(16)

é

ANEXO II Parte A

Directiva revogada e alterações sucessivas

(referidas no artigo 9.°)

Directiva 88/344/CEE do Conselho (JO L 157 de 24.6.1988, p. 28)

Directiva 92/115/CEE do Conselho (JO L 409 de 31.12.1992, p. 31) Directiva 94/52/CE do Parlamento Europeu

e do Conselho

(JO L 331 de 21.12.1994, p. 10)

Directiva 97/60/CE do Parlamento Europeu

(17)

Parte B

Prazos de transposição

(referidos no artigo 9.°)

Directiva Data limite de transposição

Directiva 88/344/CEE 13 de Junho de 1991

Directiva 92/115/CEE a. 1 de Julho de 1993 b. 1 de Janeiro de 19941

Directiva 94/52/CE 7 de Dezembro de 1995

Directiva 97/60/CE a. 27 de Outubro de 1998

b. 27 de Abril de 19992

_____________

1 Em conformidade com o n° 1 do artigo 2.° da Directiva 92/115/CEE:

“1. Os Estados-membros devem alterar as suas disposições legislativas regulamentares e administrativas de modo a:

- permitir a comercialização dos produtos que obedeçam à presente directiva o mais tardar até 1 de Julho de 1993,

- proibir a comercialização dos que não obedeçam à presente directiva a partir de 1 de Janeiro de 1994.

Do facto informarão imediatamente a Comissão.”

2 Em conformidade com o n° 1 do artigo 2.° da Directiva 97/60/CE:

“1. Os Estados-membros devem alterar as suas disposições legislativas, regulamentares e administrativas de modo a:

- autorizarem a comercialização dos produtos conformes com a Directiva 88/344/CEE, com a redacção que lhe foi dada pela presente directiva, o mais tardar em 27 de Outubro de 1998.

- proibirem a comercialização dos produtos não conformes com a

Directiva 88/344/CEE, com a redacção que lhe foi dada pela presente directiva, a partir de 27 de Abril de 1999. No entanto, os produtos não conformes com a Directiva 88/344/CEE, com a redacção que lhe foi dada pela presente directiva, que tenham sido colocados no mercado ou rotulados antes desta data poderão ser comercializados até ao esgotamento dos stocks.

(18)

ANEXO III

QUADRO DE CORRESPONDÊNCIA

Directiva 88/344/CE Presente Directiva

Artigo 1.°, n.°1 Artigo 1.°, n.° 1 Artigo 1.°, n.° 3 Artigo 1.°, n.° 2 Artigo 2.° Artigo 2.° Artigo 3.° Artigo 3.° Artigo 4.° Artigo 4.° Artigo 5.° Artigo 5.° Artigo 6.° Artigo 6.° Artigo 7.° Artigo 7.° Artigo 8.° Artigo 8.° Artigo 9.° _____________ _____________ Artigo 9.° _____________ Artigo 10.° Artigo 10.° Artigo 11.° Anexo Anexo I _____________ Anexo II _____________ Anexo III ___________________

Imagem

Referências

temas relacionados :