CONAF 2012
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Autores
1.
Maria Gimenes Alonso Ono – DS Bauru –SP,
2.
José Antonio Azevedo – DS Ribeirão Preto - SP,
3.
Itamar Vicente Alves – DS Campinas/Jundiai - SP,
4.
Cynthia Pereira Prada – DS Piracicaba - SP,
5.
Akiko Hirata – DS São Paulo - SP,
6.
Sebastião Matos – DS Londrina - PR,
7.
Rosimeyre Marçal – DS São Paulo - SP,
8.
Nanci Vieira da Silva – DS São Paulo - SP,
9.
Renato dos Santos – DS São Paulo - SP,
10.
Eneas Muniz Chaves – DS Aracaju - SE,
11.
Aline Colette – DS São Paulo - SP,
12.
Claudines N. Garcia – DS São Paulo - SP,
13.
Paulo Jose Machado Vilhena Moraes – DS São Paulo - SP,
14.
Genesio Denarde – DS São Paulo - SP,
15.
Vera Lucia Jamelli Ribeiro – DS São Paulo - SP,
16.
Alex Sander Ramos – DS São Paulo - SP,
17.
Ivany Ragozzini – DS São Paulo - SP,
18.
Denise Therezinha da Silva – DS São Paulo - SP,
19.
Joaquim Reis – DS Salvador - BA,
20.
Guilhermina Ferreira Oliva – DS Santos - SP,
21.
Delmar Joel Rodrigues Eich – DS Curitiba – PR,
22.
Ubiratan Casarin Vieira – DS São Paulo – SP,
23.
Rosimeire Cortez Silva – DS São Paulo – SP,
24.
Eliane Fernandes Costa Bekcivanyi – DS São Paulo – SP,
25.
Alcides de Souza Pinto – DS São Paulo – SP,
26.
Sonia Maria Prates – DS São Paulo – SP,
27.
Silvana Maria Terra – DS São Paulo - SP,
28.
Clovis Fernandes Nogueira – DS São Paulo - SP,
29.
Lucas de Gois Campos – DS Presidente Prudente - SP,
30.
Nereide Borin – DS Araçatuba - SP,
31.
Decio Alvarenga – DS Florianopólis - SC,
32.
Abel Valini - DS São Paulo – SP -Email:[email protected] – 11 9 9917
0830 claro /11 9 8579 0830 tim
GRUPO: ATUAÇAO SINDICAL
TESE:
AÇÃO JUDICIAL INDENIZATÓRIA POR NÃO CUMPRIMENTO E POR OMISSÃO DO ART. 37 –
INCISO X DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E DA LEI N. 10.331/2001 – DATA BASE JANEIRO CONTRA
O GOVERNO FEDERAL, CONTRA PRESIDENTES DA REPÚBLICA, MINISTROS DE ESTADO DO
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO, DA CASA CIVIL, DA FAZENDA, PARA O PERÍODO DE 2008 A
2012, EM DEFESA DE DIREITOS LESADOS QUANTO AOS REAJUSTES ANUAIS INFLACIONÁRIOS, A
ESTABELECER E PROVOCAR DANOS FINANCEIROS PARA A CATEGORIA DOS AUDITORES FISCAIS
DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL.
SUMÁRIO:
A presente tese vem requer ATUAÇÃO SINDICAL por parte do SINDIFISCO NACIONAL a
estabelecer a AÇÃO JUDICIAL INDENIZATÓRIA POR NÃO CUMPRIMENTO E POR OMISSÃO DO
ART. 37 – INCISO X DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E DA LEI N. 10.331/2001 – DATA BASE JANEIRO
CONTRA O GOVERNO FEDERAL, CONTRA PRESIDENTES DA REPÚBLICA, MINISTROS DE ESTADO
DO PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO, DA CASA CIVIL, DA FAZENDA, PARA O PERÍODO DE 2008 A
2012, EM DEFESA DE DIREITOS LESADOS QUANTO AOS REAJUSTES ANUAIS INFLACIONÁRIOS, A
PROVOCAR DANOS FINANCEIROS PARA A CATEGORIA DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA
FEDERAL DO BRASIL.
JUSTIFICATIVA DA TESE:
O GOVERNO FEDERAL, por seus PRESIDENTES DA REPÚBLICA e seus MINISTROS DE ESTADO DO
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO, DA CASA CIVIL, DA FAZENDA, PARA O PERÍODO DE 2008 A
2012, EM DEFESA DE DIREITOS LESADOS QUANTO AOS REAJUSTES ANUAIS INFLACIONÁRIOS,
ESTABELECEU E PROVOCOU DANOS FINANCEIROS PARA A CATEGORIA DOS AUDITORES FISCAIS
DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, ao não cumprir e por se omitir o que estabelece:
ART 37 – INCISO X DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL e da LEI N. 10.331/2001:
‘X – a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata parágrafo 4º. Do art. 39
somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privada em
cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices (
Redação dada pela Emenda Constitucional N. 19 de 1998 )”
e LEI 10.331, de 18 de Dezembro de 2001:
Regulamenta o inciso X do art. 37 daConstituição, que dispõe sobre a revisão geral e anual das remunerações e subsídios dos servidores públicos federais dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, das autarquias e fundações públicas federais.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º As remunerações e os subsídios dos servidores públicos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, das autarquias e fundações públicas federais, serão revistos, na forma doinciso X do art. 37 da Constituição, no mês de janeiro, sem distinção de índices, extensivos aos proventos da inatividade e às pensões.
Art. 2º A revisão geral anual de que trata o art. 1º observará as seguintes condições: I - autorização na lei de diretrizes orçamentárias;
III - previsão do montante da respectiva despesa e correspondentes fontes de custeio na lei orçamentária anual;
IV - comprovação da disponibilidade financeira que configure capacidade de pagamento pelo governo, preservados os compromissos relativos a investimentos e despesas continuadas nas áreas prioritárias de interesse econômico e social;
V - compatibilidade com a evolução nominal e real das remunerações no mercado de trabalho; e
VI - atendimento aos limites para despesa com pessoal de que tratam o art. 169 da Constituição e a Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000.
Art. 3º Serão deduzidos da revisão os percentuais concedidos no exercício anterior, decorrentes de reorganização ou reestruturação de cargos e carreiras, criação e majoração de gratificações ou adicionais de todas as naturezas e espécie, adiantamentos ou qualquer outra vantagem inerente aos cargos ou empregos públicos. (Revogado pela Lei nº 10.697, de 2.7.2003)
Art. 4º No prazo de trinta dias contados da vigência da lei orçamentária anual ou, se posterior, da lei específica de que trata o inciso II do art. 2º desta Lei, os Poderes farão publicar as novas tabelas de vencimentos que vigorarão no respectivo exercício.
Art. 5º Para o exercício de 2002, o índice de revisão geral das remunerações e subsídios dos servidores públicos federais será de 3,5% (três vírgula cinco por cento).
Parágrafo único. Excepcionalmente, não se aplica ao índice previsto no caput a dedução de que trata o art. 3º desta Lei.
Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 18 de dezembro de 2001; 180o da Independência e 113o da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Pedro Malan Martus Tavares
Gilmar Ferreira Mendes
A presente tese sustenta a defesa de direitos constitucionais e legais em favor dos servidores
públicos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, por danos financeiros provocados pela
omissão e não cumprimento das normas constitucionais e legais, por parte do Governo
Federal, seus Presidentes e, como auxiliares, seus Ministros de Estado – Fazenda/Casa
Civil/Planejamento e Orçamento, quanto ao estabelecimento dos reajustes anuais
inflacionários devidos ao conjunto de Servidores Públicos Federais, com data base em Janeiro
de cada ano, conforme consta da Lei 10.331/2001, para o período de 2008 a 2012, por atos de
não cumprirem e se omitirem em não cumprir o Artigo 37 Inciso X da Constituição Federal, que
atentaram frontalmente contra norma estabelecida na Constituição Federal:
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal
XXIII -enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição;
A Ação Indenizatória vem no sentido de obter recuperação econômica indenizatória relativa à
inflação no período 2008 a 2012, sob a forma de danos financeiros e de que a Justiça Federal
venha a negar o feito ao apelar, citar ou ao recorrer para a STF SÚMULA N. 339 – 13/12/1963:
“Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de
servidores públicos sob fundamento de isonomia.”
Afirmamos que nenhum Governo pode aviltar o Estado de Direito e a Ordem Pública e Jurídica ao desonrar a Constituição Federal, pois assim, ao não cumprí-la, está a violar todos os Princípios e Direitos básicos que regem toda a Nação Brasileira!
Não podemos admitir de forma nenhuma a supremacia absoluta do Estado!
Para afirmar a legalidade e a constitucionalidade desta Ação Judicial, citamos trechos do voto do Relator Ministro STF Marco Aurélio Mendes de Faria Mello in RECURSO EXTRAORDINÁRIO 565.089 – SÃO PAULO, que aguarda vistas da Ministra Carmen Lúcia, desde Junho de 2011, com destaque:
“....Em resumo, a inoperância da Carta Federal é situação a ser combatida, presente o apelo do cidadão em tal sentido e a prova da mora injustificável do legislador ou do chefe do Poder Executivo.
...
A omissão do Estado – que deixa de cumprir, em maior ou em menor extensão, a imposição ditada pelo texto constitucional – qualifica-se como comportamento revestido da maior gravidade político-jurídica, eis que, mediante inércia, o Poder Público também desrespeita a Constituição, também ofende direitos que nela se fundam e também impede, por ausência de medidas concretizadoras, a própria aplicabilidade dos postulados e princípios da Lei Fundamental.
....
Não se pode tolerar que os órgãos do Poder Público, descumprindo, por inércia e omissão, o dever da emanação normativa que lhes foi imposto, infrinjam com esse comportamento negativo, a própria autoridade da Constituição e efetuem, em conseqüência, o conteúdo eficacial dos preceitos que compõem a estrutura normativa da Lei Maior.
...
Se verificarmos a justificativa enviada pelo Dr. Clóvis de Barros Carvalho, então Chefe da Casa Civil...: “recuperar o respeito e a imagem do servidor público perante a sociedade; estimular o desenvolvimento profissional dos servidores e; por fim, melhorar as condições de trabalho”
...
A propósito, cito o que decidido no Recurso Especial n. 1.112.524/DF, da relatoria do Ministro Luiz Fux, à época no Superior Tribunal de Justiça: “ A correção monetária plena é mecanismo mediante o qual se empreende a recomposição da efetiva desvalorização da moeda, com o escopo de se preservar o poder aquisitivo original, sendo certo que independe de pedido expresso da parte interessada, não constituindo um plus que se acrescenta ao credito, mas um minus que se evita. ”
....
Entendido o dispositivo, conjuntamente com a regra do art. 37, X, que determina a “revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos e do subsídio”,impõe-se concluir que o legislador constitucional assegurou a irredutibilidade do valor dos vencimentos e não a de sua expressão monetária, pois, se assim não fosse, estaria consagrada, paradoxalmente, com a garantia constitucional, uma perversa opção política para reduzi-los por simples omissão, quanto fosse desejável à Administração, bastando, para tanto, que os Chefes do Poder Executivo se abstivessem de enviar mensagem de reajustamento ao Legislativo para a correção das perdas inflacionárias da moeda.
....
O quadro demonstra o desprezo do Executivo ao que garantido constitucionalmente aos servidores públicos quanto ao reajuste da remuneração de forma a repor o poder aquisitivo
da moeda. Nas esferas federal, estadual e municipal, em verdadeiro círculo vicioso, os olhos são fechados à cláusula clara e precisa do inciso X do artigo 37 da Carta Federal,
asseguradora da revisão geral anual da remuneração, sempre na mesma data e sem distinção de índices.
...
Não é o exemplo que o Estado deve dar aos cidadãos em geral – que, em última análise, há de ser o de respeito irrestrito à ordem jurídica”