DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL
DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL ESTUPRO - ART. 213, CP
Conceito: Constranger alguém mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso. Reclusão de 6 a 10 anos.
Objetividade Jurídica: Liberdade sexual. Tutela-se a faculdade de livre escolha do parceiro sexual.
Elemento objetivo: Pune-se a ação de constranger (forçar, coagir) alguém mediante violência ou grave ameaça a: conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique a prática de ato libidinoso.
∙ Conjunção carnal: Penetração efetiva do membro viril na vagina (cópula vagínica). ∙ Ato libidinoso: Compreende outras formas de realização do ato sexual, são os coitos anormais (cópula oral, anal, carícias, beijo), ou seja, atos que envolvem a esfera sexual, e que ofendem o pudor da vítima; pode se afirmar que são aqueles destinados a lascívia, o apetite sexual.
É ínsito no crime de estupro que haja o dissenso da vitima, é necessário que ela se oponha verdadeiramente ao ato sexual, somente cedendo em face da violência ou grave ameaça.
∙ Violência: Emprego de força física.
∙ Grave Ameaça: Coação que age no psíquico da vítima, anulando sua capacidade volitiva. Pode ser direto (contra a vítima) ou indireto (contra terceiro); deve ser analisado de acordo com as condições individuais da vítima.
Elemento subjetivo: É o dolo consubstanciado na vontade de constranger alguém à conjunção carnal ou de ato libidinoso.
Sujeitos: Crime bi comum, qualquer pessoa (homem/mulher) pode ser o sujeito ativo ou passivo.
Tentativa: É possível. Se o agente emprega violência ou grave ameaça, que são os atos executórios do crime, mas não consegue, por circunstâncias alheias a sua vontade.
Obs.: No caso da tentativa de conjunção carnal se for contatada a pratica anterior de atos libidinosos diversos, o crime será considerado consumado.
Consumação: Consuma-se com a introdução completa ou incompleta do pênis na cópula vaginal, ou com a prática de outro ato libidinoso.
Prova da materialidade: Tratando de crime que deixa vestígios de sua materialidade, é necessário o exame de corpo de delito.
Formas Qualificadas pelo Resultado:
∙ § 1o - Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos. Reclusão de 8 a 12 anos – art. 129, §1o.
∙ § 2o - Se da conduta resulta morte. Reclusão de 12 a 30 anos.
Obs.: Trata-se de crime hediondo, tanto na forma simples, quanto na qualificada. Ação Penal: Pública condicionada à representação. Entretanto se a vitima é menor de 18 anos ou pessoa vulnerável é pública incondicionada. Art. 225.
VIOLAÇÃO SEXUAL MEDIANTE FRAUDE - art. 214, CP
Conceito: Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso, com alguém mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação da vítima. Reclusão de 2 a 6 anos.
Objetividade Jurídica: Tutela-se a liberdade sexual, o consentimento na prática de conjunção carnal ou de ato libidinoso, sem que esta seja obtida mediante fraude.
Elemento objetivo:
∙ Fraude- Estelionato sexual, o agente obtém a prestação sexual mediante uso de meio enganoso, ou seja, iludente da vontade da vítima. Deve o meio ser idôneo a viciar a vontade da vítima, caso contrário, não haverá crime.
∙ Fórmula genérica “ou outro meio que impeça ou dificulte a vontade da vítima” - O que deve ser analisado no caso concreto.
Elemento subjetivo: É o dolo consubstanciado na vontade livre e consciente de ter conjunção carnal, ou ato libidinoso, mediante fraude. Se o crime é cometido com o fim de ter vantagem econômica, aplica-se também multa.
Sujeitos: Qualquer pessoa (ativo ou passivo) Crime bi comum.
Tentativa: É possível. Ex: curandeiro ao solicitar favores sexuais, sob argumento de que curará seus males, é surpreendido no momento em que está prestes a receber os favores.
Consumação: Consuma-se com a introdução completa ou incompleta do pênis na cópula vaginal, ou com a prática de outro ato libidinoso.
Forma Qualificada: Parágrafo Único - Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também multa.
Não é necessária a efetiva obtenção de vantagem econômica para que se configure o crime, basta que se comprove tal finalidade.
Ação Penal: Pública condicionada à representação. Entretanto se a vitima é menor de 18 anos ou pessoa vulnerável é pública incondicionada. Art. 225.
ASSÉDIO SEXUAL - ART. 216-A, CP
Conceito: Constranger alguém com intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. Detenção de 1 a 2 anos.
É a insistência inoportuna de alguém em posição privilegiada que usa desta vantagem para obter favores de subalterno.
Objetividade Jurídica: Tutela-se a liberdade sexual, e a liberdade no exercício do trabalho; além de se tratar de crime contra os costumes. (Delito pluriofensivo)
Elemento objetivo: Consubstancia-se no núcleo “constranger”. Há duas correntes sobre o conceito:
No sentido te tolher a liberdade, obrigar, forçar, compelir, coagir...
No sentido de acanhar-se, incomodar, embaraçar, envergonhar, causar vexame. Elemento subjetivo: É o dolo livre e consciente de constranger a vítima.
Elementar normativa: A lei exige que seja superior hierárquico ou ascendência, condições inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.
Sujeitos: Crime Próprio - Ativo (Crime pode ser praticado por qualquer pessoa, homem ou mulher, desde que prevaleça da sua condição de superior, inerentes ao exercício
do emprego, cargo ou função). Passivo (Qualquer pessoa, homem ou mulher, desde que subalterna ao agente, hierarquicamente inferior).
Tentativa: É admissível, somente ao assédio realizado na forma escrita, sendo inadmissíveis nas demais hipóteses.
Consumação: Trata-se de crime formal, consuma-se com o ato de constranger, não sendo preciso que este efetive a vantagem ou o favorecimento.
Causa de aumento de pena: Se a vítima é menor de 18 anos, aumenta-se até um terço.
Ação Penal: Pública condicionada à representação. Entretanto se a vitima é menor de 18 anos ou pessoa vulnerável é pública incondicionada. Art. 225.
Distinção entre Assédio Moral e Sexual:
Moral - não tem finalidade sexual, é a simples ridicularização no ambiente de trabalho, como constrangimento ilegal.
Sexual - o assedio parte do subalterno e exige finalidade sexual.
DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL ESTUPRO DE VULNERÁVEL - ART. 217-A, CP
Conceito: Ter conjunção carnal ou outro ato libidinoso com menor de 14 anos. Reclusão de 8 a 15 anos.
Objetividade Jurídica: Tutela-se a dignidade sexual do menor de 14, ou daquele que por enfermidade ou deficiência mental, não tenha o necessário discernimento para a prática do ato.
Elemento objetivo: Consiste em ter conjunção carnal ou a praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos. Vide comentários do art. 213.
O consentimento do ofendido não torna o fato atípico, não se trata de presunção de culpabilidade do agente, mas de afirmação de incapacidade absoluta de menor de 14 anos para consentir na prática sexual; não é necessário a violência ou grave ameaça, basta ser com o menor de 14 anos.
Elemento subjetivo: É o dolo consubstanciado na vontade de ter conjunção carnal, ou outro ato libidinoso com o menor ou os que com eles foram equiparados (parágrafo 1º).
Obs.: O erro de tipo exclui o crime. Sujeitos:
Ativo - qualquer pessoa maior de idade.
Passivo - é o individuo menor de 14 anos, ou aquele que por enfermidade ou doença mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que por qualquer outro modo não puder oferecer resistência.
Tentativa e Consumação: Comentários do art. 213. Formas qualificadas:
∙ § 3o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave. Pena - reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos.
∙ § 4o Se da conduta resulta morte. Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos. Ação Penal: Pública condicionada à representação. Entretanto se a vitima é menor de 18 anos ou pessoa vulnerável é pública incondicionada. Art. 225.
Causas de aumento de pena: Art. 234-A.
Obs.: É considerado crime hediondo, na forma simples ou qualificada.
CORRUPÇÃO DE MENORES - ART. 218, CP
Conceito: Induzir alguém menor de 14 anos a satisfazer a lascívia de alguém. (Lenocínio). Reclusão de 2 a 5 anos.
Limita-se as práticas sexuais meramente contemplativas.
Objeto Jurídico: Dignidade sexual de menor de 14 anos, a moral média da sociedade, já que incrimina um estagio que podemos considerar inicial ao estimulo a prostituição. ∙ Lascívia - Conduta ultrajante, pensamentos ou atos totalmente imorais que induzem a sexualidade.
Elemento Objetivo: Induzir é persuadir, aliciar, levar o menor por qualquer outro meio, a praticar uma ação para satisfazer à lascívia de outrem, ou seja, a atender o desejo erótico de terceiro.
Sujeitos:
Ativo - crime comum. Passivo - menor de 14 anos.
Consumação e Tentativa: Não se trata de crime habitual, consuma-se com qualquer ato pela vítima destinado a satisfazer a lascívia de outrem, não se exige a efetiva satisfação sexual do terceiro. A tentativa é perfeitamente possível.
Ação Penal: Trata-se se ação incondicionada.
SATISFAÇÃO DA LASCÍVIA MEDIANTE PRESENÇA DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE - Art. 218-A, CP
Conceito: Praticar, na presença de alguém menor de 14 anos, ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem. Reclusão de 2 a 4 anos.
Objeto Jurídico: Protege a dignidade sexual, a moral sexual, do menor de 14 anos. Elemento Objetivo: Praticar ou induzi-lo. Em ambas as condutas típicas, não há qualquer contato corporal entre o menor e o agente ou outrem. O tipo se refere à conjunção carnal e atos libidinosos, isto é, todos aqueles capazes de provocar a libido da vítima de despertar nela o gosto pelos prazeres sexuais. Basta o consentimento de um único ato libidinoso para que o crime se configure.
Elemento subjetivo: É o dolo de praticar a conjunção carnal ou ato libidinoso, ou induzi-lo a presenciar. O agente deve ter ciência a respeito da idade da vítima, pois caso contrário, poderá haver erro de tipo.
Sujeito:
Ativo - crime comum.
Passivo - é a pessoa menor de 14 anos.
Consumação e Tentativa: Consuma-se com a prática, na presença de alguém menor de 14 anos, da prática da conjunção carnal ou outro ato libidinoso. A tentativa é perfeitamente admissível em ambas as modalidades delituosas.
FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE VULNERÁVEL - Art. 218-B, CP
Conceito: Submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 (dezoito) anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, facilitá-la, impedir ou dificultar que a abandone. Reclusão de 4 a 10 anos.
Objeto jurídico: A dignidade sexual do indivíduo, vulnerável, que é levado à prostituição ou outra forma de exploração sexual; em segundo plano protege a moral média da sociedade, os bons costumes.
Elemento objetivo: Submeter (sujeitar, entregar); induzir (persuadir, convencer);
atrair (seduzir, fascinar, chamar atenção); facilitar (favorecer o meretrício); impedir o abandono (obstar, obstruir, não consentir, proibir a saída da vítima do prostíbulo).
Consumação: Consuma-se no momento em que a vítima passa a se dedicar habitualmente à prostituição.
Tentativa: É admissível em todas as hipóteses, porém não é crime habitual, de modo que basta que o agente favoreça uma única vez.
Equiparação:
I - quem pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos na situação descrita no caput deste artigo.
II - o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que se verifiquem as práticas referidas no caput deste artigo.
DISPOSIÇÕES GERAIS AÇÃO PENAL - ART. 225, CP
Nos crimes definidos acima, procede-se mediante ação penal pública condicionada à representação.
Procede-se, entretanto, mediante ação penal pública incondicionada se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa vulnerável.
AUMENTO DE PENA - ART. 226, CP
A pena é aumentada: I – de quarta parte, se o crime é cometido com o concurso de 2 (duas) ou mais pessoas. II – de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tem autoridade sobre ela.
DO LENOCÍNIO E DO TRÁFICO DE PESSOA PARA FIM DE PROSTITUIÇÃO OU OUTRO FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL
MEDIAÇÃO PARA SERVIR LASCÍVIA DE OUTREM - ART. 227, CP
Conceito: Induzir alguém a satisfazer lascívia de outrem.
Objeto jurídico: Dignidade sexual e impedir o desenvolvimento da prostituição. Elementar objetiva: Consubstancia no verbo induzir, que significa persuadir, aliciar, levar alguém, por qualquer outro meio de satisfazer lascívia.
Obs.: O induzimento deve ser a pessoas certas e determinadas, caso contrário o crime poderá ser outro, o favorecimento a prostituição.
Elementar subjetiva: É o dolo de induzir a vítima a satisfazer lascívia de outrem. Sujeitos: Crime bi comum, cabendo as disposições gerais de qualificadoras e de aumento de pena; porém o já corrompido não pode ser sujeito passivo.
Tentativa: É possível. Haverá tentativa quando o agente usa de meios idôneos a induzir a vítima.
Consumação: Consuma-se com qualquer ato da vítima destinado a satisfazer a lascívia de outrem, pois não se trata de crime habitual.
Qualificadoras: §§ 1º, 2º e 3º.
Ação penal: Trata se de crime de ação penal incondicionada. É cabível o instituto da suspensão condicional do processo.
FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL - ART. 228, CP
Conceito: Induzir ou atrair alguém à prostituição ou outra forma de exploração sexual, facilitá-la, impedir ou dificultar que alguém a abandone. Reclusão de 3 a 8 anos.
Objeto jurídico: Dignidade sexual do indivíduo, e em segundo foco a moral média da sociedade e os bons costumes.
Elementar objetiva: consubstancia nos verbos: I) Induzir – atuar sobre o convencimento da vítima. II) Atrair – chamar a atenção. III) Facilitar – favorecer o meretrício. IV) Impedir o abandono – obstar, obstruir, tornar impraticável a saída. V) Dificultar que alguém abandone – tornar difícil.
Elementar subjetiva: É o dolo consubstanciado na vontade livre de induzir ou atrair alguém à prostituição ou outra forma de exploração sexual.
Sujeitos: Crime bi comum.
Tentativa e Consumação: Se consuma no momento em que a vítima passa a se dedicar habitualmente à prostituição.
CASA DE PROSTITUIÇÃO - ART. 229, CP
Conceito: Manter, por conta própria ou de terceiro, estabelecimento em que ocorra exploração sexual, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação direta do proprietário ou gerente. Reclusão, de dois a cinco anos, e multa.
Objeto jurídico: Dignidade do indivíduo, sob o ponto de vista sexual.
Elemento objetivo: Consubstancia-se no verbo manter, isto é conservar, sustentar estabelecimento em que ocorra a exploração sexual.
Elemento subjetivo: É o dolo livre e consciente de manter estabelecimento em que ocorra a exploração sexual.
Sujeitos:
Ativo - qualquer pessoa que mantenha estabelecimento em que ocorra a exploração sexual, existindo, ou não o intuito lucrativo.
Consumação: Ocorre no início da manutenção do estabelecimento, não é necessária a prática de qualquer ato sexual.
Tentativa: A tentativa é inadmissível, pois se trata de crime habitual. Ação Penal: Trata-se de ação penal pública incondicionada.
RUFIANISMO - ART. 230, CP
Conceito: Tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente de seus lucros ou fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por quem a exerça. Reclusão de 1 a 4 anos, e multa.
Objeto jurídico: Tutela-se a dignidade sexual da prostituta, vítima da exploração do rufião, ou seja, aquele que procura tirar proveito do exercício da prostituição alheia.
Elemento objetivo: São duas condutas típicas:
∙ Tirar proveito – o rufião se constitui uma espécie de sócio da meretriz, pois participa de seus lucros que advém da prostituição.
∙ Tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente de seus lucros ou fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por quem a exerça - cuida do fornecimento do rufião pelo fornecimento de alimentação, vestuário, habitação, etc.
Sujeitos:
Ativo - qualquer pessoa.
Passivo - a pessoa que exerce a prostituição.
Elemento Subjetivo: É o dolo livre e consciente de tirar proveito da prostituição alheia.
Consumação: Dá-se a consumação com a participação reiterada do rufião no recebimento dos lucros e a sua manutenção à custa da prostituição.
Tentativa: Por se tratar de crime habitual, é inadmissível a tentativa. Ação Penal: Crime de ação penal pública incondicionada.
Qualificadoras:
∙ § 1o Se a vítima é menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos ou se o crime é cometido por ascendente, padrasto, madrasta, irmão, enteado, cônjuge, companheiro, tutor ou curador, preceptor ou empregador da vítima, ou por quem
assumiu, por lei ou outra forma, obrigação de cuidado, proteção ou vigilância. Pena - reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.
∙ § 2o Se o crime é cometido mediante violência, grave ameaça, fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação da vontade da vítima. Pena - reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, sem prejuízo da pena correspondente à violência.
TRÁFICO INTERNACIONAL DE PESSOA PARA FIM DE EXPLORAÇÃO SEXUAL - ART. 231, CP Conceito: Promover ou facilitar a entrada, no território nacional, de alguém que nele venha a exercer a prostituição ou outra forma de exploração sexual, ou a saída de alguém que vá exercê-la no estrangeiro. Reclusão de 3 a 8 anos.
Objeto jurídico: Dignidade sexual, e a moral média da sociedade e os bons costumes.
Elemento objetivo: Promover (significa dar causa, contribuir, executar, organizar, tornar possível). Facilitar (tornar mais fácil, remover obstáculos).
Elemento subjetivo: É o dolo de promover ou facilitar a entrada, no território nacional, de pessoa que venha estabelecer a prostituição ou exploração sexual.
Sujeitos:
Passivo (na sua forma simples, pressupõe que a vítima seja homem ou mulher com idade igual ou superior a 8 anos).
Ativo (qualquer pessoa).
Tentativa: É possível, pois trata de crime plurissubsistente.
Consumação: Ocorre com a entrada ou saída em território nacional. Majoradas: da metade:
I - a vítima é menor de 18 (dezoito) anos;
II - a vítima, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato;
III - se o agente é ascendente, padrasto, madrasta, irmão, enteado, cônjuge, companheiro, tutor ou curador, preceptor ou empregador da vítima, ou se assumiu, por lei ou outra forma, obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;
Ação penal: Ação penal pública incondicionada. Competência: Da Justiça Federal.
TRÁFICO INTERNO DE PESSOA PARA FIM DE EXPLORAÇÃO SEXUAL - ART. 231-A, CP
Conceito: Promover ou facilitar o deslocamento de alguém dentro do território nacional para o exercício da prostituição ou outra forma de exploração sexual. Reclusão de 2 a 6 anos.
Objeto Jurídico: Dignidade Sexual.
Elemento Objetivo: I) Promover – é organizar, realizar, concretizar. II) Facilitar – é remover as dificuldades, pavimentar o caminho para a prostituição.
Elemento subjetivo: é o dolo de praticar uma das ações nucleares típicas. Sujeitos: Qualquer pessoa, crime bi comum.
Consumação: Basta a prática de uma das ações típicas, para se consumar o crime. Tentativa: É possível, pois cuida de crime plurissubsistente.
Competência: Justiça Estadual.
OBS: TRATA- SE DE APENAS UM RESUMO, COM AS PRINCIPAIS INFORMAÇÕES, O QUE NÃO TIRA A IMPORTÂNCIA DA LEITURA DE DOUTRINAS E DO CÓDIGO PENAL.