MANUAL DE
SÚMULAS E
RELATÓRIOS
PARA
ÁRBITROS
(2ª EDIÇÃO)
MANUAL DE
SÚMULAS E
RELATÓRIOS
PARA
ÁRBITROS
(2ª EDIÇÃO)
CA - CBF
2009
CA - CBF
2009
Administração Ricardo Teixeira
Administração Ricardo Teixeira
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Condomínio Rio Office Park
Bloco 5 - 5º andar - Barra da Tijuca - RJ - CEP 22775-040
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Um bom árbitro não é somente aquele que apresenta boas arbitragens, técnica ou disciplinarmente falando. De nada valerá isto, se no momento de relatar ocorrerem falhas geradas por desatenção, pressa para elaborar o relatório, omissões motivadas por inúmeros fatores, etc. O inconformismo de muitos com decisões proferidas pelos tribunais, muitas vezes deve ser debitado ao próprio árbitro por relatos incorretos, ou demasiadamente “poéticos e floridos”.
Seja um relator fiel e claro dos acontecimentos, deixe de lado a
subjetividade, seja CURTO, GROSSO e OBJETIVO para não permitir “portas abertas” nos relatórios, possibilitando assim absolvição aos infratores.
Por derradeiro, os árbitros deverão observar o Art. 266, do CBJD:
“Deixar de relatar as ocorrências disciplinares da partida, prova ou equivalente, ou fazê-lo de modo a impossibilitar ou dificultar a punição aos infratores, deturpar os fatos ocorridos ou fazer constar fatos que não tenha presenciado. Pena: Suspensão de 120 a 720 dias.”
Senhores Árbitros,
“ A arbitragem exige concentração, controle emocional, pleno domínio das Regras do Jogo, condicionamento físico, bom posicionamento em campo, firmeza nas decisões e, acima de tudo, imparcialidade e entusiasmo.”
Livro de Regras do Jogo 2008/2009 CA/CBF
O "Manual de Redação de Súmula e Relatórios" foi lançado pela Confederação Brasileira de Futebol – CBF, por meio de sua Comissão de Arbitragem – CA, em 2007, em cumprimento ao "Plano de Modernização do Futebol Brasileiro" determinado pelo presidente da CBF, RICARDO TEIXEIRA.
Nos últimos dois anos, no entanto, a CA-CBF promoveu, com o apoio e sugestões de diversos árbitros e entidades afins ao tema, alterações na súmula, com vistas a facilitar sua compreensão, minimizando a possibilidade de erros no momento de seu preenchimento. As principais alterações para este ano que se inicia, em relação a 2008, foram as seguintes:
1. inclusão do nome do delegado ou do quinto árbitro da partida na equipe de arbitragem (campo 6);
2. inclusão de uma linha, na relação de jogadores, destinada à repetição do número e do nome do capitão de cada equipe (campo 8);
3. incorporação do antigo "Relatório de Incidentes" ao campo de "Expulsões", que agora passa a ser denominado de "Expulsões e/ou Incidentes" (campo 14);
4. inclusão de espaço destinado ao resultado final da partida, além dos nomes das equipes, no cabeçalho de cada página da súmula;
5. exclusão do resultado final da partida do relatório de "Comunicação de Penalidades".
Em razão das alterações promovidas na súmula nos últimos anos, esta Comissão decidiu, então, atualizar este Manual. Os leitores perceberão que as alterações feitas nesta segunda edição dizem respeito mais à forma do que ao conteúdo. As diretrizes do Manual anterior continuam, em sua grande
maioria, válidas e foram devidamente aproveitadas nesta publicação. Entretanto, a estrutura do Manual teve de ser alterada.
Na primeira seção, são transmitidas informações gerais sobre súmula, como definição, orientações de preenchimento, prazo de entrega e de publicação. Na seção seguinte, fazemos a análise detalhada dos dezesseis campos que compõem a súmula e o relatório da partida. Em seguida, analisamos os
1 Para simplificar a leitura, toda referência feita a "árbitro" atinge também árbitros assistentes e
Brasileiro de Justiça Desportiva – CBJD, que guardam alguma relação com o trabalho da arbitragem. Por fim, a última seção traz novos modelos de relato de advertências e expulsões, que foram revisados para auxiliar a equipe de arbitragem no preenchimento da súmula.
Importante ratificar que os objetivos deste Manual são:
1. Orientar os árbitros a respeito de súmulas e relatórios, chamando a atenção para a importância de seu correto preenchimento, e 2. Padronizar esse preenchimento, de modo a minimizar a ocorrência
de erros e facilitar o entendimento por parte dos agentes envolvidos no futebol, em especial, dos tribunais desportivos.
A CA-CBF pôde observar que ainda há árbitros que carecem de atenção, no momento de relatar os fatos e incidentes da partida.
Esperamos que haja bom proveito desta publicação, pois uma boa arbitragem exige, além de concentração, controle emocional, pleno domínio das regras, condicionamento físico, bom posicionamento, firmeza,
imparcialidade, entusiasmo, inteligência e, para coroar o trabalho, uma boa redação de súmula.
Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol Maio/2009
I – Súmula da Partida ...03
II – Súmula e Relatório da Partida...09
III – Anexos à Súmula ...25
IV – Regulamento Geral das Competições CBF – RGC/2009 ...30
V – Código Brasileiro de Justiça Desportiva – CBJD...44
VI – Estatuto de Defesa do Torcedor – EDT ...47
VII – Tipificação de Advertências e Expulsões ...49
VIII – Súmula e Relatório de Partida ...61
IX – Comunicação de Penalidades ...64
X – Cartões de Substituição ...65
I.1 – Definição
A súmula é o documento oficial em que o árbitro, com a ajuda dos demais integrantes de sua equipe, relata os fatos e incidentes ocorridos em uma partida. Com base nesse relato na súmula, que goza de presunção relativa de veracidade2, os tribunais desportivos julgam eventuais infratores, a entidade
organizadora aprova a partida e mantém o controle administrativo e estatístico da competição, e o torcedor pode verificar o que de fato ocorreu no campo de jogo. Por isso, as informações relatadas em súmula devem ser fidedignas, reproduzindo o que efetivamente ocorreu na partida.
A partir de 2008, a súmula e os relatórios do árbitro foram condensados em um único documento que se convencionou chamar de "Súmula e
Relatório da Partida". A diferença fundamental é que, na súmula, o árbitro
simplesmente transcreve informações que lhe são fornecidas antes da partida, à exceção obviamente do "Resultado Final"; enquanto, no relatório, o árbitro descreve os fatos e incidentes ocorridos antes, durante e depois da partida.
Atenção!
Todas as páginas da súmula devem ser assinadas ou rubricadas pelo árbitro da partida, após conferência. A última página será assinada também pelos demais membros da equipe de arbitragem.
I.2 – Orientações de preenchimento
* Antes do preenchimento *
"Frequentemente, na redação das súmulas e relatórios, verificam-se erros primários, além de omissões e equívocos praticados, na maioria dos casos, por
falta de atenção dos árbitros. No entanto, o árbitro que quiser bem cumprir a
tarefa pertinente à redação da súmula deverá agir com prudência, equilíbrio,
2 A presunção relativa de veracidade deve-se à competência que é conferida à Justiça Desportiva de julgar as infrações disciplinares em defesa da moralidade do desporto, com base em provas fotográficas, fonográficas e cinematográficas, de vídeo-tape e as imagens fixadas por meios eletrônicos. Recomendamos a leitura do artigo do Dr. Paulo Marcos Schmitt; "A polêmica da
utilização de imagens na Justiça Desportiva", disponível em
http://justicadesportiva.uol.com.br/artigo.asp?id=5838, e do artigo do Dr. Eric Azeredo ; "O Art.
253 do CBJD e a importância da prova de vídeo", disponível em
justiça e sem precipitação. Antes do início da elaboração da súmula e do
relatório, a equipe de arbitragem deve se reunir para conferir as informações de modo a evitar equívocos materiais e contradições". (Circular CA Nº
002/2003)
Essa consulta aos árbitros assistentes e ao quarto árbitro é fundamental, mas não dispensa o árbitro de cumprir com sua obrigação de relatar de próprio punho os fatos e incidentes ocorridos antes, durante e depois da partida.
Às vezes, o árbitro compromete uma boa atuação dentro de campo com uma confecção desatenta ou apressada da súmula. Esse árbitro demonstra despreparo e terá certamente sua atuação manchada, o que pode levá-lo a julgamento e, inclusive, à suspensão pelo tribunal de justiça desportiva.
Para evitar esse tipo de constrangimento, anote todos os fatos da partida (gols, cartões e motivo, substituições etc.) e peça para que seus assistentes e quarto árbitro façam o mesmo. Não confie na memória, pois ela pode trai-lo. No intervalo do jogo, confira com os assistentes os fatos ocorridos e anotados na primeira etapa.
Antes de confeccionar a súmula após o jogo, confira todas as anotações novamente com sua equipe. Não se apresse. Não deixe de ouvir a opinião de seus assistentes e do quarto árbitro. Tenha muita atenção, cuidado e
tranquilidade ao transcrever essas anotações para a súmula. A presença de pessoas estranhas (outros árbitros, dirigentes, amigos etc.) no vestiário é proibida e, se ocorrer, deverá ser relatada.
Mantenha-se sempre atualizado com as regras do jogo, circulares, legislações desportivas e regulamentos das competições. No regulamento da
competição, constarão informações que o auxiliarão na condução da partida e
no preenchimento da súmula, tais como: denominação da competição, quantidade de substituições, numeração dos jogadores, equipes participantes, forma de disputa, dirigentes permitidos na área técnica etc. Além disso, durante a partida, há situações, como queda de luz, mal súbito de jogador e outros incidentes incomuns, em que o conhecimento do regulamento será exigido da equipe de arbitragem.
Observação: a equipe de arbitragem deve ter consigo, além do livro de Regras do Jogo atualizado, uma edição dos Regulamentos (Geral e da
• De acordo com o Estatuto de Defesa do Torcedor – EDT (Lei Nº 10.671/2003):
"Art. 11 ... ...
§2º A súmula e os relatórios da partida serão elaborados em três vias, de igual teor e forma, devidamente assinados pelo árbitro, árbitros
assistentes e pelo delegado da entidade responsável pela organização da competição."
Importante notar que "os formulários da partida já são carbonados. Assim, antes do preenchimento, os respectivos blocos da súmula devem ser
separados, de modo a evitar que as informações de um formulário apareçam indevidamente em outro." (Circular CA Nº 041/2008)
Além disso, verifique se as três vias do mesmo bloco estão alinhadas, de modo a facilitar a leitura daqueles que receberão cópias do original e para evitar sobreposição de textos. O zelo pela conservação, limpeza e clareza da súmula depende muito do trabalho do quarto árbitro também, que manuseia a súmula antes, durante e depois do jogo.
* Durante o preenchimento *
"O árbitro deve narrar, sucinta e objetivamente, os fatos, acidentes e incidentes ocorridos antes, durante e depois da partida". (Circular CA Nº
002/2003)
"Na descrição dos fatos e ocorrências, o árbitro deve fazê-lo
objetivamente, sem entrar no mérito da questão e tudo do próprio punho e
não deixar essa obrigação aos cuidados de qualquer outra pessoa, inclusive de seus assistentes e do quarto árbitro." (Circular CA Nº 006/2004)
"O árbitro deve atentar para a confecção de relatórios, conferindo e registrando todas as ocorrências com absoluta fidelidade, o que, portanto, não pode ser feito apressadamente, mas com muita calma e sempre com assessoria dos demais integrantes do quarteto". "O equívoco na confecção dos relatórios poderá ensejar um trabalho de reorientação para toda equipe de arbitragem". (Circular CA Nº 051/2008)
fidedigna; se possível, com letra de forma, sem erros gramaticais nem rasuras
ou redundâncias.
O preenchimento da súmula leva tempo e não deve ser reduzido ou apressado em função de compromissos assumidos fora da arbitragem. O árbitro não pode, sob nenhuma hipótese, ser desleixado, preguiçoso, apressado ou desorganizado no momento de preencher a súmula, sob pena de, não apenas estar sujeito ao trabalho de reorientação mencionado acima, mas principalmente de ser punido, conforme dispõe o Código Brasileiro de Justiça Desportiva – CBJD:
"Art. 266 - Deixar de relatar as ocorrências disciplinares da partida, prova ou equivalente, ou fazê-lo de modo a impossibilitar ou dificultar a punição de infratores, deturpar os fatos ocorridos ou fazer constar fatos que não tenha presenciado.
PENA: Suspensão de 60 (sessenta) a 360 (trezentos e sessenta) dias." O árbitro deve evitar que haja campos em branco, invalidando esses
espaços com um traço simples. O árbitro deve, também, relatar cada fato em
seu campo correspondente, indicando de forma clara, caso utilize vários
campos para relatar um mesmo fato.
Ao relatar os fatos de uma partida, seja breve, mas nunca omisso; seja simples, mas nunca simplório; enfim, seja árbitro, mas nunca juiz. Lembre-se que arbitrar é a arte de pensar.
* Depois do preenchimento *
Depois de tudo pronto, toda equipe de arbitragem verifica novamente a súmula antes de assiná-la.
Então, separe as vias, junte a elas os anexos à súmula (ver Seção III) e dê a destinação prevista no EDT:
"Art. 11 ... ...
§3º A primeira via será acondicionada em envelope lacrado e ficará na posse do representante da entidade responsável pela organização da
competição, que a encaminhará ao setor competente da respectiva entidade até as treze horas do primeiro dia útil subsequente.
§4º O lacre de que trata o §3º será assinado pelo árbitro e seus auxiliares. §5º A segunda via ficará na posse do árbitro da partida, servindo-lhe como
recibo.
§6º A terceira via ficará na posse do representante da entidade
responsável pela organização da competição, que a encaminhará ao
Ouvidor da Competição até as treze horas do primeiro dia útil
subsequente, para imediata divulgação."
I.2.1 – Erro ou esquecimento no preenchimento da súmula
Quando houver a necessidade de alterar aquilo que já foi relatado por erro ou esquecimento, apesar de todas as orientações contidas acima, evite usar corretor de texto (liquid paper) ou rasurar a súmula. Nos casos de erro, utilize o termo "digo" ou "(sem efeito)" e prossiga com seu relato
normalmente. Para os casos de esquecimento, se a súmula permitir, utilize o termo "em tempo" e relate aquilo que foi esquecido.
Caso não seja possível fazer essas correções por faltar espaço, prejudicar a clareza da redação ou já ter sido "fechada" a súmula, o árbitro deve utilizar o "Relatório Anexo", informando tal fato no campo correspondente da súmula.
I.2.2 – Súmula invalidada
No caso em que a súmula ou um de seus anexos seja invalidado (ou seja, rasgado, molhado, perdido, furtado etc.) e, fortuitamente, nenhum membro da equipe de arbitragem possua um documento reserva, o árbitro deve encontrar uma solução. Pode relatar os fatos da partida até mesmo em um papel branco, seguindo os moldes de uma súmula e justificando o motivo da não utilização da súmula original.
É sempre recomendável que o árbitro tenha em sua posse um conjunto reserva de súmula. Reitera-se aos integrantes da arbitragem levar também o livro de regras do jogo, o regulamento geral da competição, o CBJD e outros manuais e materiais que julgar relevantes para auxiliá-lo no preenchimento
I.3 – Prazo para entrega da súmula
Sobre a entrega da súmula pelo árbitro, o Estatuto do Torcedor estabelece que:
"Art. 11 - É direito do torcedor que o árbitro e seus auxiliares entreguem, em até quatro horas contadas do término da partida, a súmula e os relatórios da partida ao representante da entidade responsável pela organização da competição.
§1º Em casos excepcionais, de grave tumulto ou necessidade de laudo
médico, os relatórios da partida poderão ser complementados em até vinte e quatro horas após o seu término."
Além disso, o RGC também prevê que:
"Art. 66 - ... ...
§ 4° O delegado do jogo deverá utilizar-se de uma das vias da súmula para remessa imediata à Diretoria de Competições da CBF – DCO, inclusive anexos, através de fax, logo após a sua entrega pelo árbitro da partida, utilizando aparelhagem instalada no próprio estádio e não havendo tal instalação no estádio, na manhã seguinte ao jogo. § 5° Não serão considerados o envio ou a entrega de relatórios extras após
as súmulas terem sido encaminhadas à CBF, salvo se disserem respeito a fatos ocorridos após a saída do árbitro de seu vestiário ou se solicitado pela CA, pela DCO, ou pelo STJD."
I.4 – Publicação da súmula
Determina o EDT que:
"Art. 12 - A entidade responsável pela organização da competição dará publicidade à súmula e aos relatórios da partida no sítio de que trata o parágrafo único do art. 5° até as quatorze horas do primeiro dia útil subsequente ao da realização da partida."
Nesta seção, passaremos a analisar detalhadamente cada um dos 16 campos que compõem uma súmula.
II.1 – Súmula da Partida (Campos 1 a 9)
A primeira parte (ou o primeiro "bloco") da súmula, que podemos chamar de "Súmula da Partida", é destinada as informações pré-jogo (nomes das equipes; competição; local, data e horário; estádio; equipe de arbitragem e delegado local; nome dos jogadores e dos membros da área técnica). A única exceção a essa regra diz respeito ao campo 5, destinado ao "Resultado Final" da partida, que obviamente será informado após o jogo.
II.1.1 – Análise detalhada dos campos
Campo 1 – Nomes das equipes Campo 2 – Competição
Campo 3 – Local, data e horário da partida Campo 4 – Estádio
As informações solicitadas nesses campos constam da escala que é divulgada pela CBF, bem como do regulamento da competição, conforme salientamos anteriormente. Esses campos podem ser preenchidos
(preferencialmente datilografados) pelo quarto árbitro, responsável pela entrega da súmula ao árbitro da partida.
Campo 5 – Resultado final da partida
Atenção!
Não se esqueça de preencher esse campo ao final da partida,
preferencialmente, numericamente e por extenso. Por exemplo: 3 (três) x 2 (dois). Informe, também, o nome da equipe a cujo resultado final foi
favorável. Caso a partida termine empatada, escreva "Empate" ao lado de "Em favor de".
Novo!
A partir deste ano, há um espaço para "Obs.:" nesse campo, para que o árbitro possa inserir informações sobre uma eventual disputa de tiros do
ponto penal. Lembre-se que essa disputa não faz parte da partida e, portanto,
não altera o resultado final. Esse campo de "Obs.:" também pode ser usado quando o árbitro, por motivos previstos nas regras do jogo ou no
regulamento da competição, suspende uma partida.
Campo 6 – Arbitragem
A exemplo dos campos 1 a 4, as informações solicitadas nesse campo constam da escala que é divulgada pela CBF e devem ser preenchidas (preferencialmente datilografadas) pelo quarto árbitro.
Vale lembrar que a "Categoria" do árbitro é aquela divulgada pela CBF, quais sejam: FIFA; ESPECIAL; ASP-FIFA; CBF-1; CBF-2.
Novo!
A partir deste ano, o nome do delegado da partida é informado logo após os nomes dos membros da equipe de arbitragem, nesse campo.
Campo 7 – Nome e número dos jogadores titulares Campo 8 – Nome e número dos jogadores substitutos
Campo 9 – Nome e número de identificação dos componentes da área técnica
Esses campos serão preenchidos pelo árbitro com base na relação de jogadores e demais funcionários que é entregue pelas equipes, devidamente assinada por seu respectivo capitão (ver Seção III.2).
"A arbitragem, em momento adequado, irá transcrever os nomes dos jogadores para o local apropriado da súmula (no local onde os mesmos assinavam), inclusive os jogadores substitutos e substituídos, mesmo ao entrarem em jogo". (Circular CA Nº 001/2006)
Quanto à numeração das camisas, "os jogadores serão identificados através de numeração de 1 a 18, sendo destinados os números de 1 a 11 para os que iniciarem a partida e os números de 12 a 18 para os substitutos, salvo situações excepcionais aprovadas pela CBF, mediante solicitação do clube interessado". (Art. 85, do RGC)
A assinatura dos capitães das equipes não é mais exigida na súmula, mas apenas na "Comunicação de Penalidades" (ver Seção III.1).
Embora também não haja mais necessidade de colher a assinatura de dirigentes e funcionários das equipes na súmula, o quarto árbitro deve seguir o mesmo procedimento adotado para os jogadores e exigir os registros profissionais ou os documentos de identificação dessas pessoas que irão, de acordo com o regulamento da competição, permanecer na área técnica.
II.2 – Relatório da Partida (Campos 10 a 16)
A segunda parte da súmula, composta de dois "blocos", pode ser chamada de "Relatório da Partida" e destina-se ao relato do árbitro sobre os horários da partida (entrada e retorno das equipes; início e término do 1º tempo e do 2º tempo; acréscimos e motivos que os determinaram); os gols; as
substituições; as advertências; as expulsões e/ou incidentes; as condutas dos membros das equipes; as condições do estádio; as despesas com arbitragem e as assinaturas da equipe de arbitragem.
Novo!
Não se esqueça de informar, no cabeçalho de cada página da "súmula", as equipes envolvidas no jogo, bem como o resultado final da partida. Isso será muito útil no caso de uma parte da súmula se desprender das demais.
II.2.1 – Análise detalhada dos campos Campo 10 – Horários
Nesse campo, o árbitro deverá relatar, com exatidão, os horários de entrada das equipes para o 1º e 2º tempo; de início e de término do 1º e do 2º tempo; e os acréscimos do 1º e do 2º tempo. Em seguida, há espaço para relatar os "motivos que determinaram eventuais atrasos no início, reinício e/ou acréscimos".
Atenção!
Ao efetuar os cálculos de cronometragem, confira novamente os horários com a equipe de arbitragem antes de preencher os respectivos campos no relatório.
Lembre-se de que o horário de início do 1º tempo será influenciado por eventuais atrasos e o horário de reinício do 2º tempo dependerá do horário de início do jogo e dos acréscimos do 1º tempo. O horário de reinício da partida, então, será igual ao horário do início da partida, mais 1 hora (45 minutos do 1º tempo mais 15 minutos do intervalo), mais os minutos de acréscimo e mais eventuais atrasos de reinício, que serão devidamente motivados. Convém sempre ao árbitro conferir esses horários para evitar incompatibilidade de informações entre os horários informados e o relato dos motivos que determinaram atrasos ou acréscimos.
Se não houve atraso nem acréscimos, escreva que "Nada houve" no espaço destinado a "motivos que determinaram eventuais atrasos no início, reinício e/ou acréscimos". Por outro lado, em caso de atraso e de acréscimo, o árbitro deve "relatar com clareza e exatidão os motivos, se existirem, que
determinaram o atraso no início ou reinício da partida e, principalmente, os acréscimos e os motivos que o determinaram". (Circular CA Nº 002/2003)
"Para efeito de possíveis penalidades por atraso de jogo, a serem aplicadas pelo STJD, caberá ao árbitro da partida, em seu relatório, identificar os clubes
responsáveis pelo atraso no início e/ou reinicio das partidas, bem como informar o tempo e as causas correspondentes a tais atrasos". (Art. 56, do
RGC)
Esse atraso das equipes deverá constar também do relatório de "Comunicação de Penalidades", anexo à súmula (ver Seção III.1).
Importante lembrar que, após alteração no Art. 215 do CBJD, "as equipes só serão consideradas atrasadas para o início ou reinício da partida, se sua entrada em campo ocorrer após o horário previsto para início da partida, constante da tabela oficial e não mais após os minutos que tinham de entrar em campo com a antecedência recomendada". (Memorando CA Nº 20/2006)
Sabemos que os atrasos podem ser motivados por uma infinidade de fatores. No entanto, cabe ao árbitro, com o apoio do delegado da partida, prevenir para que os atrasos no início ou reinício da partida não sejam provocados por eventual omissão, ausência de providências ou até mesmo excesso da sua parte.
Para tanto, é recomendável que o árbitro verifique as condições e
instalações do estádio horas antes do início do jogo; informe-se sobre as cores dos uniformes das equipes, inclusive dos goleiros; solicite ao delegado da partida providências no sentido de retirar pessoas estranhas ao jogo antes do início da partida; informe aos capitães os horários de início e, principalmente, de reinício da partida. Enfim, tome as providências que julgar necessárias para evitar atrasos no início e reinício da partida. Se ainda assim houver atraso, relate as providências adotadas, ainda que as mesmas não tenham sido suficientes para impedi-lo.
"Nas cidades onde é obrigatória a execução do Hino Nacional antes da realização das partidas oficiais, as federações locais deverão providenciar no sentido de que tal prática não implique no atraso das partidas. Na hipótese de atraso na execução do hino, o delegado do jogo deverá informar no seu relatório a causa desse atraso". (Art. 95, do RGC)
"Nas partidas em que se justificar o cumprimento do "minuto de silêncio", as solicitações nesse sentido deverão ser necessárias e antecipadamente encaminhadas à Diretoria de Competições da CBF – DCO ou ao Presidente da
Comissão de Arbitragem da CBF – CA para avaliação e aprovação". (Art. 101,
do RGC)
Temos percebido que muitos árbitros motivam os acréscimos ao final do 1º ou do 2º tempo "em razão de atendimento médico a jogadores" ou "da retirada de pessoas estranhas ao jogo". Nesse sentido, lembramos que tanto as regras do jogo quanto as diretrizes FIFA sobre "jogadores lesionados" proíbem tratar o jogador lesionado em campo, exceto o goleiro ou no caso de lesões graves.
Essas normas determinam que "não é permitido atender o jogador no campo de jogo" e que "o árbitro certificará que esse jogador seja
transportado com segurança e rapidez para fora do campo", permitindo "a entrada no campo de jogo do médico, exclusivamente a fim de que possa julgar a gravidade da lesão de algum jogador, e assim mesmo para
providenciar a retirada do jogador contundido". Desse modo, conclui-se que os acréscimos, salvo as exceções mencionadas, não podem ser motivados para atendimento a jogadores lesionados, mas sim para retirada de jogadores na maca para atendimento fora do campo de jogo.
Sobre a retirada de pessoas estranhas ao jogo, "compete ao árbitro escalado para a partida ou integrante da equipe de arbitragem por ele designado providenciar para que, antes da hora marcada para o início da partida, todas as pessoas não credenciadas sejam retiradas do campo de jogo e das áreas adjacentes ao gramado, e que as pessoas credenciadas ocupem os locais reservados para sua permanência". (Art. 19, "a", do RGC)
Adicionalmente, "compete ao delegado do jogo colaborar com o árbitro no sentido de impedir a presença não autorizada de pessoas no campo de jogo". (Art. 21, "a", do RGC)
Logo, o atraso que é motivado pela retirada de pessoas estranhas ao jogo pode levar ao entendimento de que o árbitro não cumpriu com suas
obrigações regulamentares. Nesses casos, é conveniente relatar as atitudes que foram tomadas, junto ao delegado da partida, para evitar que essas pessoas estranhas permanecessem em campo.
Campo 11 – Gols
Os gols serão relatados sempre em ordem cronológica dentro de cada tempo.
No espaço reservado ao nome do jogador, não se esqueça de escrever pelo menos o nome e um sobrenome, ainda que abreviado.
Em relação ao tempo, para gols marcados no 2º tempo, não há
necessidade de somar os 45 minutos do 1º tempo aos minutos do 2º tempo, uma vez que já existe coluna própria para cada tempo.
No caso de gols marcados nos acréscimos, o árbitro deve preencher "45" em "Min" e, ao lado, inserir "+ y", sendo que "y" é igual ao minuto do acréscimo em que o gol foi marcado. Por exemplo: "45+2" ou "45+3" etc.
Se o gol for contra, esse gol não será anotado para a equipe do autor do gol, pois, se assim o for, irá confrontar o escore informado pelo árbitro. O gol contra será anotado para a equipe contrária ao do autor do gol; e ao lado de seu nome será feita uma observação de que aquele gol foi "contra".
Campo 12 – Substituições
Nesse campo, o árbitro simplesmente transcreve, com base na relação de jogadores fornecida pela equipe, o número e o nome do substituído e do substituto, além do minuto e do tempo em que ocorreu a substituição.
O registro das substituições deve respeitar a ordem cronológica, não havendo necessidade de somar os 45 minutos do 1º tempo aos minutos do 2º tempo em que ocorreu a substituição. A coluna "Min" para informar os minutos e a coluna "T-tempo" será usada para colocar 1º ou 2º. As
substituições realizadas no intervalo da partida podem ser registradas ao 1º
minuto do 2º tempo.
As substituições prévias ao início da partida, devido à expulsão por infração à Regra 12, bem como à lesão durante o trabalho de aquecimento, podem ser relatadas no campo 14 da súmula, relativo a "Expulsões e/ou Incidentes", que veremos com mais detalhes a seguir.
No caso de substituições nos acréscimos, o árbitro deve preencher "45" em "Min" e, ao lado, inserir "+ y", tal que "y" é igual ao minuto do acréscimo em que foi feita a substituição. Por exemplo: "45+2" ou "45+3" etc.
Campo 13 – Advertências
Nesse campo, o árbitro informará o nome da equipe; o número e o nome do jogador advertido; o minuto e o tempo (1º ou 2º) da advertência; e o motivo da advertência. Essas informações devem estar em ordem cronológica por equipe.
Em relação ao tempo da advertência, também não há necessidade de somar os 45 minutos do 1º tempo ao 2º tempo, uma vez que existe a coluna "T" para colocar 1º ou 2º tempo e a coluna "Min" para informar os minutos em que ocorreu a advertência ou expulsão.
No caso de advertências no intervalo ou após o término da partida, não há que se falar em "Min" ou "T-tempo", senão em "IN-intervalo" ou "TP-término da partida".
No caso de advertências aplicadas nos acréscimos, o árbitro deve preencher "45" em "Min" e, ao lado, inserir "+ y", tal que "y" é igual ao minuto do acréscimo em que o jogador foi advertido. Por exemplo: "45+2" ou "45+3" etc.
No momento de informar o "Min" e o "T-tempo" da advertência, preste atenção para não informar um tempo em que o jogador advertido não se encontrava no campo de jogo por ter sido substituído ou por ser um jogador substituto.
Quanto ao motivo, seja breve e sucinto. Lembre-se de que as sete infrações puníveis com uma advertência, de acordo com a Regra 12, são as seguintes:
1. for culpado de conduta antidesportiva
2. protestar com palavras ou gestos as decisões da arbitragem 3. infringir persistentemente as Regras do Jogo
4. retardar o reinício do jogo
5. não respeitar a distância regulamentar em um tiro de canto, tiro livre ou arremesso lateral
6. entrar ou retornar ao campo de jogo sem a permissão do árbitro 7. abandonar intencionalmente o campo de jogo sem a permissão do
árbitro
Portanto, utilize os motivos acima em seu relatório. Se, ainda assim, o espaço disponível for, por qualquer razão, insuficiente para relatar as
advertências, faça um "Relatório Anexo". Na Seção VII.1, fornecemos modelos para relatos de advertências.
Lembramos que as advertências para jogadores substituídos e substitutos podem ocorrer apenas no caso de conduta antidesportiva, retardar o reinício de jogo ou por protestar com palavras ou gestos as decisões da arbitragem. É importante que, nesses casos, o árbitro informe tal fato em seu relatório.
O jogador que recebe duas advertências na mesma partida terá apenas a primeira delas relatada nesse campo de "Advertências". A segunda, que gerou a expulsão, será relatada no campo 14 da súmula, relativo a "Expulsões e/ou Incidentes".
Campo 14 – Expulsões e/ou Incidentes
Esse campo é, certamente, aquele que exige maior atenção por parte da equipe de arbitragem. Aqui, serão relatadas as expulsões de jogadores, dirigentes e funcionários de uma equipe, além de incidentes ocorridos antes, durante, no intervalo ou depois da partida. O campo também pode ser usado para complementar informações de outros campos da súmula.
Preste muita atenção com os termos utilizados para relatar expulsões. Relate exatamente o ocorrido. Não invente, subestime ou superestime os incidentes. Seja fiel à realidade. Na Seção VII.2, fornecemos modelos para relatos de expulsões de jogadores.
No caso de expulsão de integrantes da comissão técnica de uma equipe, convém informar se o agente expulso foi advertido verbalmente antes. Lembre-se de que apenas aqueles que são permitidos pelo regulamento da competição a permanecer na área técnica têm seus nomes constantes da súmula e podem, por isso, ser expulsos.
"Compete ao árbitro escalado para a partida ou integrante da equipe de arbitragem por ele designado, observar que no local designado ao banco de reservas só poderão estar, além dos sete jogadores substitutos, mais quatro pessoas credenciadas pelos clubes disputantes, a saber: o treinador, o preparador físico, o médico e o massagista ou enfermeiro, sendo proibida a presença de dirigentes no banco de reservas, ainda que ocupando uma das funções previamente mencionadas quanto ao grupo dos não jogadores." (Art.
19, "b", do RGC)
Nas expulsões, os seguintes fatos deverão, necessariamente, constar do relato do árbitro:
“ 1. Os minutos (no máximo 45´ no tempo normal ou citar o minuto de acréscimo) e o tempo (1º ou 2º) em que ocorreu a expulsão, seguido do verbo "expulsei";
2. O número do jogador punido;
3. O nome completo desse jogador (dirigente ou funcionário); 4. A equipe a que pertence esse jogador (dirigente ou funcionário); e 5. O motivo da expulsão (descrito nas Regras do Jogo – Regra 12),
detalhando a ação do infrator." (Circular CA Nº 002/2003)
Quanto ao motivo, lembre-se de que as sete infrações puníveis com uma expulsão, de acordo com a Regra 12, são as seguintes:
1. jogo brusco grave 2. conduta violenta
3. cuspir em um adversário ou em qualquer outra pessoa
4. impedir um gol ou acabar com uma oportunidade clara de gol, com uso intencional de mão na bola (isso não vale para o goleiro dentro de sua própria área penal)
5. acabar com uma oportunidade clara de gol de um adversário, que se movimenta em direção à meta adversária, mediante uma infração punível com um tiro livre ou penal
6. empregar linguagem e/ou gesticular de maneira ofensiva, grosseira ou abusiva
No caso de expulsões por jogo brusco grave ou conduta violenta, é recomendável relatar também:
“ 1. se a bola estava em jogo ou fora de jogo e em disputa ou fora de disputa (apenas no caso de conduta violenta).
2. se o jogador atingido precisou de atendimento médico e se regressou ao jogo ou teve de ser substituído.
3. se o jogador expulso insultou alguém ou resistiu em sair do campo, precisando de intervenção externa." (Circular CA Nº 002/2003) Se o árbitro não pôde ver o fato que motivou a expulsão, o membro da equipe de arbitragem que presenciou o lance deve ser citado na súmula pelo árbitro conforme modelo a seguir:
"Aos (tantos) minutos do (1º ou 2º) tempo (ou dos acréscimos ao 1º ou ao 2º tempo, se for o caso), expulsei, após informação do árbitro assistente (nº 1 ou nº 2 ou do quarto árbitro), (Ciclano), o jogador (ou jogador substituto ou jogador substituído) nº (tal), (Fulano), da equipe (X), por (relatar o motivo da expulsão)."
As expulsões por empregar linguagem e/ou gesticular de maneira ofensiva,
grosseira ou abusiva, devem ser relatadas "de forma clara as palavras ditas
pelo infrator, seja jogador ou qualquer outra pessoa, inclusive do banco de reservas e, no caso de gestos, descrevê-los". (Circular CA Nº 002/2003)
No caso de expulsão por segunda advertência na mesma partida, ambas deverão ser relatadas de forma independente. Em resumo, a primeira advertência será relatada no campo 13 da súmula, relativo a "Advertências", enquanto a segunda advertência constará nesse campo 14, relativo a
"Expulsões", com a ressalva se o jogador foi expulso diretamente ou em razão do segundo cartão amarelo.
Saiba que, quando um jogador for advertido com um cartão amarelo e, posteriormente, for expulso de campo com a exibição direta de cartão vermelho, aquele cartão amarelo inicial permanecerá em vigor, para o cômputo dos três cartões que importarão em impedimento automático e, se for o terceiro da série, o jogador será penalizado com dois impedimentos automáticos, sendo um pela sequência de três cartões amarelos e outro pelo recebimento do cartão vermelho.
Quando um jogador recebe um cartão amarelo e, posteriormente, recebe o segundo cartão amarelo, com a exibição consequente do cartão vermelho, tais cartões amarelos não serão considerados para o cômputo dos três que geram o impedimento automático.
Há varias formas de se relatar as expulsões: por ordem cronológica; por equipe; por motivo; e por equipe e motivo. A forma escolhida irá variar conforme a preferência de cada árbitro e a disponibilidade de espaço.
Campo 15 – Condutas, Serviços e Outros
Nesse campo, o árbitro classificará, diante das evidências presenciadas na partida, a conduta dos jogadores, da comissão técnica e do público das equipes, além dos serviços de policiamento e médico. As condições do estádio (gramado e vestiários da arbitragem) também serão objeto da análise do árbitro. Toda vez que o árbitro classificar alguma conduta e/ou serviço como "Ruim", ele deverá justificar tal classificação no campo 14 da súmula, relativo a "Expulsões e/ou Incidentes".
A conduta dos jogadores não depende exclusivamente do número de cartões na partida. O árbitro deve analisar as circunstâncias em que os cartões foram aplicados, além de outros fatos ocorridos durante a partida. Ademais, a conduta dos jogadores pode ser diferente entre as equipes.
Ao contrário do que muitos árbitros imaginam, a conduta dos dirigentes e funcionários não se limita ao comportamento dos mesmos durante a partida. Desde a recepção da equipe de arbitragem até a saída do estádio, a conduta dessas pessoas deve ser avaliada. A conduta dos dirigentes, assim como a dos jogadores, pode ser diferente entre as equipes.
A conduta do público depende, basicamente, de incidentes verificados. Será "Ruim" sempre que houver interferência na partida. Nesse caso, o árbitro deve identificar, quando possível, o causador dos distúrbios e a torcida em que se encontrava.
Nas invasões do campo, relate o tempo de jogo, o número aproximado de pessoas, suas intenções, consequências de suas ações e conclusão.
No caso de lançamento de objetos, relate o tempo de jogo, o tipo de objeto, a origem (de que torcida veio, se for possível identificar), a
quantidade, consequências e conclusão. Não se esqueça de indicar, também, se houve necessidade de paralisação do jogo ou de intervenção da polícia, delegado da partida etc. Se possível, anexar o Boletim de Ocorrência Policial.
A chegada ao estádio com bastante antecedência da equipe de arbitragem é muito importante para percepção das condições do estádio e para adoção de eventuais medidas corretivas.
Os árbitros devem informar, no campo 14 da súmula, relativo a "Expulsões e/ou Incidentes" ou no espaço destinado a "Obs.:", "quando o jogo for realizado com portões fechados, em cumprimento a decisão do STJD, a constatação da existência de público nas arquibancadas e setores equivalente nos estádios (com percepção a partir do gramado) com estimativa do número de público, se for o caso, de tal forma que essa informação possa ser
encaminhada ao STJD." (Circular CA Nº 004/2005)
Lembre-se de que o policiamento deve estar obrigatoriamente fardado e em número suficiente para garantir a segurança do público. Jamais inicie uma partida sem policiamento. Não assuma a responsabilidade de garantir, além da sua segurança, também a do público presente e a dos jogadores.
Por fim, o árbitro informará se as despesas com arbitragem (taxa, diárias e passagem, quando for o caso) foram pagas. Para pagamentos em cheque, o árbitro deverá especificar no campo 14 da súmula, relativo a "Expulsões e/ou Incidentes", fornecendo os dados sobre o cheque (nome do banco; número do cheque, da agência e da conta; proprietário do cheque; e valor). No caso de falta de pagamento, a conduta dos dirigentes da equipe mandante será classificada como "Ruim" e tal fato também será relatado no campo 14 da súmula, relativo a "Expulsões e/ou Incidentes" ou no espaço destinado a "Obs.:".
Campo 16 – Assinaturas (equipe de arbitragem)
O último campo da súmula prevê as assinaturas da equipe de arbitragem, além do local e da data de realização da partida.
Os anexos são documentos que servem para complementar as informações contidas na súmula e que não puderam, por qualquer motivo, ser relatadas no campo 14 da súmula, relativo a "Expulsões e/ou Incidentes". São eles:
III.1 – Comunicação de Penalidades
É o documento entregue às equipes ao final da partida, em que constam, além de dados gerais sobre a partida (nome das equipes; competição; local, data e horário; estádio), o número da camisa e o nome dos jogadores advertidos e expulsos, além de eventuais atrasos das equipes para entrar em campo no 1º e/ou no 2º tempo.
Novo!
A partir de 2009, não será mais exigido o preenchimento do resultado final da partida nesse relatório de "Comunicação de Penalidades".
Novo!
No campo destinado a jogadores expulsos, o árbitro deve informar se a expulsão motivada pelo cartão vermelho foi direta (VD) ou em razão da segunda advertência (SA).
Após os campos de jogadores advertidos e expulsos, o árbitro deve informar se houve atraso por parte das equipes, em consonância ao que foi relatado no campo 10 da súmula, relativo a "Horários".
Por último e após conferir as informações contidas na "Comunicação de Penalidades", o árbitro assina o documento e entrega ao quarto árbitro para que ele colha as assinaturas dos capitães, caso ele ainda não o tenha feito antes da partida.
"O árbitro ou quem por ele for designado entregará, após o término da partida, ao capitão de cada equipe, colhendo a sua assinatura, a relação dos jogadores que tenham cometido falta disciplinar." (Art. 66, § 6º, do RGC)
Pode ocorrer eventualmente que, após a partida, o capitão da equipe se recuse ou não esteja mais presente ao estádio para assiná-la. Nesse caso, o árbitro deve relatar o incidente no campo 14 da súmula, relativo a "Expulsões e/ou Incidentes".
Após a assinatura dos capitães, as cinco vias da Comunicação de Penalidades serão destinadas às entidades descritas no rodapé do documento. As vias das equipes serão entregues juntamente com os documentos de identificação de seus jogadores.
III.2 – Relação dos Jogadores
Nesse documento, constam, além do cabeçalho com dados gerais sobre a partida, o número da camisa, o nome e o respectivo documento de identificação dos jogadores, titulares e substitutos, e dos dirigentes/funcionários das equipes.
A relação deve estar acompanhada dos documentos de identificação dos jogadores, titulares e substitutos, e dos funcionários permitidos na área técnica. O quarto árbitro deve conferir referidas relações com os documentos de identificação e com a fisionomia dos jogadores, dirigentes e funcionários. As relações devem estar assinadas pelos capitães das respectivas equipes.
Os procedimentos a serem adotados deverão ser os seguintes: " a) Cada clube, 45 minutos antes da hora marcada para o início da
partida, deverá entregar a relação dos seus jogadores à equipe de arbitragem;
b) O quarto árbitro, ao se dirigir aos vestiários dos clubes, deverá fazer a identificação de cada jogador, tendo o mesmo que apresentar a carteira expedida pela respectiva Federação ou documento de identidade expedido por órgão público oficial do País. Esta identificação é idêntica à que se realizava para a assinatura das súmulas, ou seja, o jogador deverá estar uniformizado, e o quarto árbitro irá conferir seu nome, número da camisa e número do
documento constantes da relação que o clube entregou à arbitragem; c) A arbitragem, em momento adequado, irá transcrever os nomes dos
jogadores para o local apropriado da súmula (no local onde os mesmos assinavam), inclusive os jogadores substitutos e substituídos, mesmo ao entrarem em jogo;
d) Estas providências deverão ser adotadas primeiramente pelos jogadores do clube que detenha o mando de campo." (Circular CA
Nº 001/2006)
Sobre esse anexo de "Relação de Jogadores", o RGC dispõe que:
"Art. 64 - O árbitro só dará início à partida após certificar-se de que todos os jogadores foram identificados.
§ 1º O árbitro deverá anexar à súmula as relações apresentadas pelos clubes, necessariamente na forma digitalizada, datilografada ou em
letra de imprensa, nas quais estejam registradas as escalações das
equipes e correspondentes reservas.
§ 2º Nas relações entregues ao árbitro pelos clubes, deverão constar os números dos documentos de identificação dos jogadores e os seus números de inscrição na CBF.
Art. 65 - Cada clube deverá entregar ao quarto árbitro, nos vestiários, até
45 minutos antes da hora marcada para o início da partida, a relação dos
supervisor da equipe ou pessoa designada, necessariamente assinada pelo
capitão da equipe, o qual deverá identificar-se.
§ 1º O quarto árbitro, recebida a relação dos jogadores a encaminhará à imprensa, na saída dos vestiários.
§ 2° Ainda no prazo de 45 minutos, o supervisor do clube ou pessoa designada afixará a escalação da sua equipe na parede externa do vestiário próximo à porta de entrada, no quadro de avisos, para o conhecimento da imprensa, registrando o horário da publicação. § 3º A identificação dos jogadores será feita pela exibição da carteira de
jogador expedida pela respectiva federação ou por documento de identidade expedido por órgão público oficial do país.
§ 4º As providências determinadas no caput deste artigo deverão ser adotadas primeiramente pelos jogadores do cube que detenha o mando de campo."
O quarto árbitro deverá informar ao árbitro, para fins de registro em súmu-la, o horário exato do recebimento das referidas escalações de cada equipe.
Nas competições da CBF, a "Relação de Jogadores" é fornecida pelos clubes de maneira impressa, em 3 vias, a exemplo da súmula. De qualquer modo, é importante que os árbitros carreguem consigo algumas vias em branco dessa relação, no caso de as equipes solicitarem.
III.3 – Relatório Anexo
Documento que serve para relatar todo o incidente que, por algum motivo, não pôde ser relatado em seus respectivos campos da súmula e tampouco no campo 14, relativo a "Expulsões e/ou Incidentes". Além do relato do incidente, deve constar, no cabeçalho do "Relatório Anexo", a identificação da partida (conforme cabeçalho da súmula da partida), além da indicação do campo da súmula a que se refere o relato. O "Relatório Anexo", que pode ser manuscrito ou digitado em uma folha de papel branca, deve conter a assinatura do árbitro e a data de sua elaboração.
Novo!
Agora, o campo 14 da súmula, relativo a "Expulsões e/ou Incidentes", destina-se ao relato de expulsões, de informações complementares se necessá-rio e, também, de incidentes ocorridos antes, durante e depois da partida.
Nesse sentido, a elaboração de relatório anexo separado da súmula deverá ser menos comum e, sempre que possível, substituída por esse campo 14 da súmula. O "Relatório Anexo" será usado, então, nos casos em que o espaço para o relato de advertências, expulsões e incidentes (campos 13 e 14 da súmula) for insuficiente, ou na ocorrência de erro de preenchimento, esque-cimento ou incidente, percebido somente após a entrega da súmula.
Transcrevemos, a seguir, alguns artigos do RGC/2009 afins ao trabalho da arbitragem:
Art. 19 - Compete ao árbitro escalado para a partida ou membro do grupo de arbitragem por ele designado:
a) Providenciar para que, antes da hora marcada para o início da partida, todas as pessoas não credenciadas sejam retiradas do campo de jogo e das áreas adjacentes ao gramado, e que as pessoas
credenciadas ocupem os locais reservados para sua permanência; b) Observar que no local designado ao banco de reservas só poderão
estar, além dos sete jogadores suplentes, mais quatro pessoas credenciadas pelos clubes disputantes, a saber: o treinador, o preparador físico, o médico e o massagista ou enfermeiro, sendo proibida a presença de dirigentes no banco de reservas, ainda que ocupando uma das funções previamente mencionadas quanto ao grupo dos não jogadores;
c) Providenciar para que, aos 15 minutos de intervalo, os jogadores de ambas as equipes se apresentem para o segundo tempo da partida. d) Não iniciar as partidas se não forem rigorosamente cumpridas as
disposições contidas no presente regulamento.
Art. 20 - Durante as partidas, somente os jogadores e os árbitros poderão permanecer dentro do campo de jogo, sendo proibida a entrada de
dirigentes, repórteres ou quaisquer outras pessoas. Art. 21 - Compete ao delegado do jogo:
a) Colaborar com o árbitro no sentido de impedir a presença não autorizada de pessoas no campo de jogo;
b) Verificar a quantidade de policiais escalados para a partida; c) Verificar as condições dos vestiários das equipes, antes que sejam
utilizados;
d) Verificar as condições do placar e do sistema de som do estádio; e) Verificar as condições de regularidade do gramado;
f) Verificar as condições dos refletores do sistema de iluminação do estádio;
g) Confirmar a existência e as condições de acomodações para a delegação visitante;
h) Verificar a ocorrência de situações de anormalidades quanto ao comportamento do publico;
i) Encaminhar relatório à DCO, no prazo de 24 horas, registrando todas as observações oriundas das verificações solicitadas no presente artigo e as que julgar relevantes.
Art. 22 - Compete ao clube que tiver mando de campo: a) Providenciar todas as medidas locais de ordem técnica e
administrativa necessárias e indispensáveis à logística e à segurança das partidas, inclusive as previstas na Lei n° 10.671, em seus Artigo 7°, Artigo 13, Artigo 14 e seu Parágrafo 1°, Artigo 18, Artigo 20 e seus Parágrafos 1° a 5°, Artigo 21, Artigo 22 e seus Parágrafos 1° a 3°, Artigo 24 e seus Parágrafos 1° e 2°, Artigo 25, Artigo 26, Artigo 27, Artigo 28, Artigo 29, Artigo 31, Artigo 33 e seu Parágrafo Único; b) Providenciar com a devida antecedência, a marcação do campo de
jogo, o que deverá obedecer rigorosamente às disposições da Regra 1 da IFAB – International Football Association Board, bem como a colocação das redes das metas;
c) Manter no local da partida, até o seu final, o material e os equipamentos de primeiros socorros, abaixo relacionados:
1. Maleta de primeiros socorros; 2. Maca portátil de campanha;
3. Equipamento adequado a ser utilizado para remover jogadores com suspeita de fratura da coluna;
4. Ambulâncias estacionadas em local adequado à sua finalidade (com o tamanho suficiente para transportar uma pessoa deitada), uma para cada 10.000 torcedores presentes à partida, sendo pelo menos uma delas dotada das características de UTI móvel; 5. Equipamentos e medicamentos apropriados para atendimento de
jogadores perante a ocorrência de situações de mal súbito e para procedimentos de reanimação cardio-pulmonar.
d) Disponibilizar um médico e dois enfermeiros – padrão, para cada dez mil torcedores presentes à partida.
e) Manter no local das competições das Séries A e B, sete bolas novas da marca determinada pelo regulamento da competição, fornecidas pela CBF via federações locais, sendo uma atrás de cada meta, duas em cada lateral do campo e uma em jogo; no caso das demais séries,
manter um mínimo de três bolas, sendo uma em cada lateral do campo e uma em jogo;
f) Ficar de posse das bolas utilizadas na partida, após o seu encerramento; g) Providenciar no sentido de que o piso do gramado e os vestiários
estejam em condições normais de uso;
h) Adotar as providências necessárias para prevenir e reprimir
desordens no ambiente da partida, inclusive quanto ao lançamento de objetos no campo de jogo;
i) Zelar pela segurança de equipamento e meios de transporte das equipes de arbitragem e de controle de doping.
Art. 39 - Nenhuma partida poderá ser disputada com menos de sete jogadores, por quaisquer dos clubes disputantes.
§ 1º Na hipótese do não atendimento ao previsto no caput deste artigo, o árbitro aguardará até 30 minutos após a hora marcada para o início da partida, findo os quais o clube regularmente presente será declarado vencedor pelo escore de 3 x 0 (três a zero).
§ 2º Se o fato previsto no parágrafo anterior ocorrer com ambos os clubes, os dois serão declarados perdedores pelo escore de 3 x 0 (três a zero). § 3º Se uma partida teve início e uma das equipes ficar reduzida a menos
de sete jogadores, dando causa a essa situação, tal equipe perderá na partida os pontos em disputa no caso de vitória.
§ 4º O resultado da partida será mantido, na aplicação do parágrafo anterior, se no momento do seu encerramento a equipe adversária estiver vencendo a partida, e em caso contrário o resultado considerado será de 3 x 0 (três a zero) para a equipe adversária. Art. 40 - Nos casos em que uma equipe se apresentar com menos de sete jogadores ou ficar reduzida a menos de sete, dando causa à não realização da partida ou à sua suspensão definitiva, o clube a que pertencer, perderá a quota da renda que lhe caberia, além de sofrer uma multa de R$ 10.000,00, aplicada pela CBF, sem prejuízo das sanções previstas no CBJD.
Parágrafo único - Os documentos da partida serão encaminhados ao STJD para verificação da ocorrência de infração disciplinar.
Art. 41 - Sempre que uma equipe, atuando apenas com sete jogadores, tiver um ou mais jogadores contundidos, poderá o árbitro conceder um prazo de 10 minutos para a sua recuperação.
Parágrafo Único - Esgotado o prazo previsto neste artigo, sem que o jogador tenha sido reincorporado a sua equipe, o árbitro dará a partida como encerrada, procedendo-se na forma prevista no parágrafo 3º do Artigo 39.
Art. 42 - No caso de uma equipe não se apresentar em campo para uma partida previamente programada, o seu adversário será declarado vencedor pelo placar de 3 x 0.
Art. 43 - Qualquer partida, por motivo de força maior, poderá ser adiada pelo delegado do jogo, e desde que este o faça até duas horas antes do seu início, dando ciência da sua decisão aos representantes dos clubes interessados e ao árbitro da partida, posteriormente encaminhando relatório sobre os seus motivos à DCO, no prazo de 24 horas decorridos da realização da partida.
§ 1º Nos casos em que o motivo de força maior for o mau estado do campo, somente o árbitro da partida poderá decidir pelo seu adiamento, nos termos definidos pelo artigo 44 deste regulamento. § 2º Quando a partida for adiada pelo delegado do jogo, conforme o
estabelecido no caput deste artigo, ficará automaticamente marcada para o dia seguinte, no mesmo horário e local, salvo outra
determinação da DCO.
§ 3º O delegado do jogo será o presidente da federação mandante ou um seu representante, conforme designação sua, a ser comunicada à DCO no prazo de até dois dias úteis antes da partida.
Art. 44 - O árbitro é a única autoridade para decidir, a partir de duas horas antes do horário previsto para o início da partida, sobre o seu adiamento, ressalvada a causa de mau estado do campo, a qual poderá ser objeto de decisão anterior ao período de duas horas, bem como, no campo, a respeito da interrupção ou suspensão definitiva de uma partida, fazendo chegar à DCO, em 24 horas, um relatório minucioso dos fatos.
§ 1º Uma partida só poderá ser adiada, interrompida ou suspensa quando ocorrerem os seguintes motivos:
a) falta de garantia;
b) mau estado do campo, que torne a partida impraticável ou perigosa; c) falta de iluminação adequada;
d) conflitos ou distúrbios graves, no campo ou no estádio.
e) procedimentos contrários à disciplina por parte dos componentes dos clubes e/ou de suas torcidas.
f) motivo extraordinário, não provocado pelos clubes, e que represente uma situação de comoção incompatível com a realização ou
continuidade da partida.
§ 2º Nos casos previstos no parágrafo primeiro deste artigo, a partida interrompida poderá ser suspensa se não cessarem, após 30 minutos, os motivos que deram causa à interrupção.
I - O prazo poderá ser acrescido de mais 30 minutos se o árbitro entender que o motivo que deu origem à paralisação da partida poderá ser sanado após os 30 minutos previstos.
II - O árbitro poderá, a seu critério, suspender a partida mesmo que o chefe do policiamento ofereça garantias, nas situações previstas nos itens (a), (d) e (e) do parágrafo 1° deste artigo.
§ 3º Quando a partida for suspensa por quaisquer dos motivos previstos no parágrafo 1° deste artigo, assim se procederá, após julgamento do processo correspondente, pelo STJD:
I - Se um clube houver dado causa à suspensão e era na ocasião desta vencedor, será ele declarado perdedor, pelo escore de três a zero (3 x 0) e se era perdedor, o adversário será declarado vencedor prevalecendo o resultado constante do placar, no momento da suspensão;
II - Se a partida estiver empatada, o clube que houver dado causa à suspensão será declarado perdedor, pelo escore de três a zero (3 x 0). Art. 45 - As partidas não iniciadas e as que forem suspensas até os 30
minutos do segundo tempo, pelos motivos enunciados no parágrafo 1º do artigo 44, serão complementadas no dia seguinte, caso tenham cessados os motivos que a adiaram ou a suspenderam, desde que nenhum dos clubes tenha dado causa ao adiamento ou à suspensão.
§ 1º Caso a partida não iniciada não possa ser jogada no dia seguinte, por persistirem os motivos que justificaram o seu adiamento ou algum outro motivo aceito pela DCO, caberá à DCO marcar nova data para sua realização e dela poderão participar todos os jogadores que tenham condições de jogo na nova data marcada para a realização da partida.
§ 2º A DCO decidirá se a complementação da partida, quando for o caso, será realizada com portões do estádio abertos ou fechados.
Art. 46 - As partidas que forem interrompidas, após os 30 minutos do segundo tempo, pelos motivos relacionados no parágrafo 1º do artigo 44, serão consideradas encerradas, prevalecendo o placar, desde que nenhum dos clubes tenha dado causa ao encerramento.
Art. 47 - A impugnação da validade da partida ou de seu resultado será processada perante a Justiça Desportiva, na forma das disposições do CBJD.
Art. 51 - A inobservância ou descumprimento deste regulamento, assim como dos regulamentos de cada competição, sujeitará o infrator às seguintes penalidades:
a) advertência; b) multa;
c) desligamento da competição.
Art. 52 - A aplicação das penalidades previstas nos itens (a) e (b) do artigo 51 será de competência da DCO.
Art. 53 - A pena estipulada no item (b) do artigo 51 deste regulamento será aplicada pela CBF independentemente das sanções disciplinares cominadas pelo CBJD.
Art. 54 - O jogador que for expulso de campo ou do banco de reservas ficará automaticamente impedido de participar da partida subsequente, independentemente de decisão da Justiça Desportiva, no julgamento da infração disciplinar.
Parágrafo Único - Se o julgamento ocorrer após o cumprimento da suspensão automática, sendo o jogador suspenso, deduzir-se-á da pena imposta a partida não disputada em consequência da expulsão.
Art. 55 - Perde a condição de jogo para a partida oficial subsequente do mesmo campeonato ou torneio, o jogador advertido pelo árbitro a cada série de três advertências com cartões amarelos, independentemente da sequência das partidas previstas na tabela da competição.
§ 1° O controle da contagem do número de cartões amarelos e vermelhos recebidos pelo jogador é da exclusiva responsabilidade dos clubes disputantes da competição.
§ 2º Na aplicação dos cartões amarelos deve prevalecer o seguinte protocolo:
a) Quando um jogador for advertido com um cartão amarelo e, posteriormente, for expulso de campo com a exibição direta de cartão vermelho, aquele cartão amarelo inicial permanecerá em vigor, para o cômputo dos três cartões que importarão em impedimento automático;
b) Quando o cartão amarelo for o terceiro da série, o jogador será penalizado com dois impedimentos automáticos, sendo um pela sequência de três cartões amarelos e outro pelo recebimento do cartão vermelho;
c) Quando um jogador recebe um cartão amarelo e, posteriormente, recebe o segundo cartão amarelo, com a exibição consequente do cartão vermelho, tais cartões amarelos não serão considerados para o cômputo dos três que geram o impedimento automático.
Art. 56 - Para efeito de possíveis penalidades por atraso de jogo, a serem aplicadas pelo STJD, caberá ao árbitro da partida, em seu relatório, identificar os clubes responsáveis pelo atraso no início e/ou reinicio das partidas, bem como informar o tempo e as causas correspondentes a tais atrasos.
Art. 59 - Quando um clube for declarado vencedor da partida por decisão da Justiça Desportiva, a definição do placar corresponderá ao que dispõem os itens I e II do parágrafo 3° do artigo 44, do presente regulamento.
Art. 60 - Nos casos em que um clube for apenado com perda de mando de campo, caberá exclusivamente à DCO determinar o local onde a partida deverá ser efetuada.
§ 1º A cidade do estádio substituto deverá estar situada a uma distância superior a 100 km daquela originalmente prevista para a partida, observados os padrões rodoviários oficiais.
§ 2º O estádio substituto poderá situar-se em outro estado, na inexistência de alternativa aceitável no estado de origem, mediante análise e aprovação da DCO.
§ 3° A DCO somente executará a pena de perda de mando de campo, na partida que venha a ocorrer após decorridos cinco dias úteis da decisão da Justiça Desportiva que a impuser, tendo em vista os prazos necessários para as ações logísticas relacionadas com a mudança do local do jogo, inclusive emissão e venda de ingressos, considerando os prazos estabelecidos pela Lei nº 10.671, e ainda considerando as necessidades de reservas de vôos e hospedagem das delegações dos clubes envolvidos.
Art. 61 - A arbitragem das partidas ficará a cargo dos árbitros que integram a Relação Anual de Árbitros, da CA - Comissão de Arbitragem da CBF.
§ 1º A critério da CA, árbitros do quadro da FIFA que atuam no exterior poderão ser eventualmente convidados para arbitrar partidas das competições.
§ 2º Os árbitros, ao se apresentarem para o exercício de suas funções, deverão estar regularmente uniformizados e conduzindo o seu equipamento na forma estabelecida pela CA.
Art. 62 - A escalação do árbitro, árbitros assistentes e quarto árbitro será feita pela CA, na forma que a legislação federal assim determinar.
Art. 63 - A CA dará ciência da designação do árbitro, dos árbitros
assistentes e do quarto árbitro às federações onde eles exerçam suas funções, comunicando, quanto às partidas em que forem atuar, local, horário e clubes participantes, através de ofício, fax ou e-mail, no prazo de até 48 horas antes das partidas em questão.
§ 1º O árbitro e os árbitros assistentes designados para uma partida deverão, cinco horas antes do horário previsto para seu início, comunicar ao delegado do jogo, através do quarto árbitro, as suas presenças na cidade onde a partida será realizada;
§ 2º Caso a comunicação prevista no parágrafo anterior não seja efetuada, caberá ao delegado do jogo, após cientificar os clubes interessados, tomar a iniciativa de designação do árbitro e dos árbitros assistentes substitutos, os quais deverão ser escolhidos obrigatoriamente dentre os pertencentes a Relação Anual de Árbitros da CBF ou, na sua impossibilidade, ao Quadro de Árbitros da federação local. § 3º A apresentação, até 30 minutos antes do horário da partida, do
árbitro, árbitros assistentes e quarto árbitro designados pela CA, no local da partida, invalida a designação prevista no parágrafo anterior. Art. 64 - O árbitro só dará início à partida após certificar-se de que todos os jogadores foram identificados.
§ 1º O árbitro deverá anexar à súmula as relações apresentadas pelos clubes, necessariamente na forma digitalizada, datilografada ou em letra de imprensa, nas quais estejam registradas as escalações das equipes e correspondentes reservas.
§ 2º Nas relações entregues ao árbitro pelos clubes, deverão constar os números dos documentos de identificação dos jogadores e os seus números de inscrição na CBF.
Art. 65 - Cada clube deverá entregar ao quarto arbitro, nos vestiários, até 45 minutos antes da hora marcada para o início da partida, a relação dos jogadores definidos para o jogo, inclusive a escalação dos titulares, através do supervisor da equipe ou pessoa designada, necessariamente assinada pelo capitão da equipe, o qual deverá identificar-se.
§ 1º O quarto arbitro, recebida a relação dos jogadores a encaminhará à imprensa, na saída dos vestiários.
§ 2° Ainda no prazo de 45 minutos, o supervisor do clube ou pessoa designada afixará a escalação da sua equipe na parede externa do vestiário próximo à porta de entrada, no quadro de avisos, para o conhecimento da imprensa, registrando o horário da publicação. § 3º A identificação dos jogadores será feita pela exibição da carteira de
jogador expedida pela respectiva federação ou por documento de identidade expedido por órgão público oficial do país.
§ 4º As providências determinadas no caput deste artigo deverão ser adotadas primeiramente pelos jogadores do cube que detenha o mando de campo.
Art. 66 - Logo após a realização da partida, o árbitro deverá redigir a súmula e correspondentes relatórios técnicos e disciplinares, utilizando os modelos padrões aprovados pela CBF, elaborando-os em três vias devidamente assinadas pelo próprio árbitro e seus auxiliares.
§ 1° A primeira via da súmula e seus anexos será acondicionada em envelope lacrado e será entregue pelo árbitro ao delegado do jogo, o qual providenciará a sua remessa à DCO em 24 horas, através de serviço de remessa rápida.
§ 2° A segunda via ficará de posse do árbitro, servindo-lhe como recibo. § 3° A terceira via ficará de posse do delegado do jogo, o qual a
encaminhará diretamente ao Ouvidor da Competição, até às treze horas do primeiro dia útil subsequente à partida, também através do serviço de remessa rápida.
§ 4° O delegado do jogo deverá utilizar-se de uma das vias da súmula para remessa imediata à DCO, inclusive anexos, através de fax, logo após a sua entrega pelo árbitro da partida, utilizando aparelhagem instalada no próprio estádio e não havendo tal instalação no estádio, na manhã seguinte ao jogo.