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Projeto Pedagógico do Curso Engenharia Elétrica

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Academic year: 2021

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SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DO NORTE DE MINAS GERAIS

CAMPUS MONTES CLAROS

Projeto Pedagógico do Curso

Engenharia Elétrica

Campus Montes Claros

Versão do documento: 2 Resolução de

Implantação

Resolução CONSUP N° 62, de 14 de Dezembro de 2017. Resolução de

reestruturação

Resolução CEPE Nº 50, de 12 Dezembro de 2019.

Montes Claros – MG 2019

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1 MINISTERIO DA EDUCAÇÃO

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CAMPUS MONTES CLAROS Presidente da República JAIR MESSIAS BOLSONARO

Ministro da Educação ABRAHAM WEINTRAUB

Secretário de Educação Profissional e Tecnológica ARIOSTO ANTUNES CULAU

Reitor

JOSÉ RICARDO MARTINS DA SILVA Pró-Reitor de Administração e Planejamento

EDMILSON TADEU CASSANI

Pró-Reitor de Desenvolvimento Institucional ALISSON MAGALHÃES CASTRO

Pró-Reitor de Ensino

RICARDO MAGALHÃES DIAS CARDOZO Diretor de Ensino

WALLAS SILQUEIRA JARDIM

Pró-Reitora de Extensão MARIA ARACI MAGALHÃES

Pró-Reitor de Pesquisa, Inovação Tecnológica e Pós-Graduação ROGÉRIO MENDES MURTA

Diretor Geral – Campus Montes Claros RENATO AFONSO COTA SILVA

Diretor de Ensino

Prof. VITOR HUGO ENDLICH FERNANDES - Campus MONTES CLAROS Diretora de Administração e Planejamento

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EQUIPE TÉCNICO-PEDAGÓGICA DO DEPARTAMENTO DE ENSINO SUPERIOR DA PRÓ-REITORIA DE ENSINO

Diretor do Departamento de Ensino Superior ROBERTO MARQUES SILVA

Pedagoga

ANTÔNIA ANGÉLICA MENDES DO NASCIMENTO Técnica em Assuntos Educacionais

DANIELA FERNANDES GOMES Técnica em Assuntos Educacionais JAQUELINE PEREIRA EVANGELISTA SALES

Pedagoga

PAULA FRANCISCA DA SILVA Técnica em Assuntos Educacionais

ROBERTA CARDOSO SILVA EQUIPE ORGANIZADORA

Alberto da Silva – Docente Anderson Santana de Souza – Pedagogo Antônio Augusto Martins dos Santos – Docente

Bruno Rafael Gomes de Carvalho – Técnico em Eletrotécnica Cleis Rebouças de Almeida Cruz – Técnica em Assuntos Educacionais

Douglas Angelo Teixeira – Docente Filipe de Nassau e Braga – Docente José Ramos Alves Barroso – Docente Leandro Almeida Vasconcelos – Docente

Luciana Gusmão de Souza Narciso – Diretora de Ensino Marcos Aurélio Duarte Carvalho – Docente

Maria das Dores Freitas Soares - Pedagoga Neila Gualberto Leite – Docente Paulo Henrique Pimentel Veloso – Docente Sebastião Rodrigues de Aguiar Filho – Docente

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NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE DO CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA Alberto da Silva – Membro

Antônio Augusto Martins dos Santos – Membro Douglas Angelo Teixeira – Presidente

Filipe de Nassau e Braga – Membro Marcos Aurélio Duarte Carvalho – Membro

Neila Gualberto Leite – Membro

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ÍNDICE

1 APRESENTAÇÃO 6 1.1 Apresentação Geral ... 6 1.2 Apresentação do Campus... 9 2IDENTIFICAÇÃO DO CURSO 11 3JUSTIFICATIVA 12 4 OBJETIVOS 13 4.1 Objetivo Geral ... 13 4.2 Objetivos Específicos ... 13

5 PERFIL PROFISSIONAL DE CONCLUSÃO DOS EGRESSOS 14 6 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR 16 6.1 Orientações Metodológicas ... 16

6.2 Estrutura Curricular do Curso ... 18

6.2.1 Núcleo Básico ... 20

6.2.2 Núcleo Profissionalizante ... 21

6.2.3 Núcleo Específico ... 21

6.2.4 Unidades Curriculares de Extensão (UCE) ... 22

6.2.5 Matriz curricular do curso de Engenharia Elétrica ... 24

6.2.6 Disciplinas Optativas ... 28

6.2.7 Equivalência de disciplinas entre as matrizes curriculares de outros cursos ... 30

6.2.8 Representação gráfica da formação do curso de Engenharia Elétrica ... 32

6.2.9 Ementário por disciplina obrigatória ... 33

6.2.10 Ementário por disciplina Optativa ... 84

6.3 Prática Profissional ... 95

6.4 Estágio supervisionado ... 96

6.5 Atividades complementares ... 98

6.6 Trabalho de Conclusão de Curso ... 100

6.7 Iniciação científica ... 104

6.8 Apoio ao Discente ... 105

7 CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO: DE DISCIPLINAS E CONHECIMENTOS E EXPERIÊNCIAS ANTERIORES 108 8 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO APLICADOS AOS ACADÊMICOS DO CURSO 109 8.1 Avaliação da Aprendizagem... 109

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8.2 Promoção e Reprovação ... 110

8.3 Frequência ... 110

9 MECANISMOS DE AUTOAVALIAÇÃO DO CURSO 111 10 GESTÃO ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA DO CURSO: COORDENAÇÃO DO CURSO, COLEGIADO DE CURSO E NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE 113 11 PERFIL DO CORPO DOCENTE ENVOLVIDO NO CURSO 114 12 CORPO TÉCNICO ADMINISTRATIVO 116 13. INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS OFERECIDOS AOS PROFESSORES E ACADÊMICOS DO CURSO 118 13.1. Infraestrutura de laboratórios ... 118

13.1.1. Infraestrutura de laboratórios de formação básica ... 118

13.1.2. Infraestrutura de laboratórios de formação específica ... 119

13.2 Instalações ... 124 13.2.1 Auditório ... 124 13.2.2 Quadra Poliesportiva ... 124 13.2.3 Lanchonete/Sociabilidade ... 125 13.3 Biblioteca ... 125 13.4 Equipamentos ... 125

14 CERTIFICADOS E DIPLOMAS A SEREM EXPEDIDOS 127

15 CASOS OMISSOS 128

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1 APRESENTAÇÃO

1.1 Apresentação Geral

Em 29 de dezembro de 2008, com a sanção da Lei Federal nº 11.892, que cria no Brasil 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, através da junção de Escolas Técnicas Federais, Cefets, Escolas Agrotécnicas e Escolas vinculadas a Universidades, o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais surge com a relevante missão de promover uma educação pública de excelência por meio da junção indissociável entre ensino, pesquisa e extensão, interagindo pessoas, conhecimento e tecnologia, visando proporcionar a ampliação do desenvolvimento técnico e tecnológico da região norte mineira.

O Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) é uma instituição de educação superior, básica e profissional, pluricurricular, multicampi e descentralizada, especializada na oferta de educação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino, com base na conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos com sua prática pedagógica. Sua área de abrangência é constituída por 126 municípios distribuídos em 03 mesorregiões (Norte de Minas, parte do Noroeste e parte do Jequitinhonha), ocupando uma área total de 184.557,80 km². A população total é de 2.162.926 habitantes, segundo o Censo Demográfico de 2010 (BRASIL, IBGE, 2010). Neste contexto, o IFNMG agrega os 11 campi: Almenara, Araçuai, Arinos, Diamantina, Janaúba, Januária, Montes Claros, Pirapora, Porteirinha, Salinas e Teófilo Otoni e dois centros de referências, o Centro de Referência em Formação e Educação à Distância e o Centro de Referência de Corinto.

O IFNMG implantou o Campus Montes Claros, sob autorização do Ministério da Educação, por meio da Portaria nº 1.366 em 06 de dezembro de 2010. A partir de então, iniciaram-se os Cursos Técnicos Concomitantes/Subsequentes em Eletrotécnica, Segurança do Trabalho e Informática, funcionando em imóveis de terceiros, conforme convênios firmados com duas instituições montesclarenses, sendo a primeira a Fundação Irmã Dulce de Montes Claros (MG) e a segunda a Secretaria Municipal de Educação de Montes Claros. Em março de 2012, as suas atividades passaram a ser desenvolvidas em sede própria, localizada na Rua Dois, 300, bairro Village do Lago I, Montes Claros, MG e iniciou-se a oferta de Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio (Informática e Química) e do Curso Superior em Engenharia Química, além de continuar a oferta dos cursos Técnicos Concomitantes/Subsequentes em Eletrotécnica, Segurança do Trabalho e Informática. Em 2012, começaram a serem ofertados também cursos pactuados com a Secretaria Estadual de

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Educação (Eletrotécnica) e com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Formação Inicial e Continuada: Cuidador de Idosos, Promotor de Vendas e Operador de Computador), via PRONATEC, e os cursos de Administração e Serviços Públicos, na modalidade de Educação à Distância, oferecidos em parceria com o Instituto Federal do Paraná.

A oferta do curso superior em Engenharia Elétrica está prevista no PDI do IFNMG 2014-2018, para o Campus Montes Claros. No primeiro semestre de 2014, a equipe de docentes da área de Engenharia Elétrica, com membros do núcleo pedagógico, iniciaram as discussões sobre essa oferta. Dessa forma, iniciou-se a construção da Proposta Pedagógica do curso considerando a seguinte legislação consultada:

● Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

● Decreto Casa Civil n° 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000.

● Lei n° 11.788, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes.

● Parecer CNE/CES n° 1362, de 12 de dezembro de 2001. Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Engenharia.

● Resolução CNE/CES n° 11, de 11 de março de 2002. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Engenharia.

● Parecer CNE/CES n° 67, de 11 de março de 2003. Referencial para Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação.

● Resolução CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) n° 1002, 26 de setembro de 2002. Adota o Código de Ética profissional da Engenharia, da Arquitetura, da Agronomia, da Geologia, da Geografia e a da Meteorologia e dá outras providências.

● Resolução CONFEA n° 1010, de 22 de agosto de 2005. Dispõe sobre Regulamentação de Títulos Profissionais, Atividades, Competências e caracterização do Âmbito de Atuação dos Profissionais inseridos no Sistema CONFEA/CREA, para efeito de fiscalização do exercício profissional.

● Resolução CNE/CES n° 2/2007, de 18 de Junho de 2007. Dispõe sobre Carga Horária Mínima e Procedimentos de Integralização e Duração de Cursos de Graduação, Bacharelados, na Modalidade Presencial.

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● Lei nº 13.425, de 30 de março de 2017, que estabelece diretrizes gerais sobre medidas de prevenção e combate a incêndio e a desastres em estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público; altera as Leis nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, e 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil; e dá outras providências.

● Resolução CNE/CP Nº 1, de 17 de junho de 2004 (Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana).

● Resolução CNE/CP Nº 1, de 30 maio de 2012 (Estabelece Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos).

● Resolução CNE/CP nº 2 de 15 de junho de 2012 (Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental)

● O documento do MEC-SETEC “Princípios Norteadores das Engenharias nos Institutos Federais” - de abril de 2009.

Para esta reestruturação do PPC foram consideradas ainda, as seguintes referências: ● RESOLUÇÃO Nº 2, DE 24 DE ABRIL DE 2019. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia.

● Parecer CNE/CES nº 1 de 23 de janeiro de 2019. Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia".

● RESOLUÇÃO Nº 7, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2018. Estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira.

A proposta pedagógica contempla a realidade vivenciada pelo Campus quanto à adequação curricular, realidade cultural e social e pretende atender aos interesses e anseios da sociedade montesclarense quanto à qualificação profissional, promovendo, de forma articulada, o ensino, a pesquisa e a extensão. Considera, ainda, a verticalização, conforme o inciso III do artigo 6o da Lei Federal nº 11.892, que, no seu caput, estabelece como finalidade e característica dos Institutos Federais: “promover a integração e a verticalização da educação básica à educação profissional e educação superior, otimizando a infraestrutura física, os quadros de pessoal e os recursos de gestão”.

Diante do exposto, este projeto busca atender aos arranjos produtivos locais e ao perfil institucional projetado para o Campus Montes Claros, no que diz respeito à oferta de cursos, apresentamos as diretrizes que orientarão o Curso de Bacharelado em Engenharia Elétrica, bem como a estrutura física e recursos humanos necessários para o seu

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desenvolvimento, entendendo que o presente documento está passível de ser reajustado e aprimorado sempre que se fizer necessário.

1.2 Apresentação do Campus

A cidade de Montes Claros, situada no Norte de Minas Gerais, possui 361.915 habitantes (BRASIL, IBGE, 2010) e é o principal centro urbano dessa região. Apresenta características de uma metrópole regional, pois seu raio de influência atinge todo o norte de Minas Gerais e o sul da Bahia. Suas várias atividades industriais e um comércio movimentado abastecem cerca de 150 cidades situadas na sua região de abrangência.

Nos últimos 30 anos, contando com um importante aparato de apoio institucional à indústria (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – BDMG e Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais - INDI), alicerçado em instrumentos tributários, financeiros e creditícios - de incentivos e estímulos ao setor produtivo, Montes Claros vivenciou um intenso processo de industrialização e diversificação de sua base produtiva, anteriormente vocacionada à agropecuária.

No setor de prestação de serviços, são aproximadamente 3.450 pequenas, médias e grandes empresas disponíveis no mercado. A construção civil deve gerar mais 10 mil empregos em médio prazo, impulsionada por investimentos na construção de imóveis para atender a todas as camadas da população.

Os números do setor industrial comprovam a vitalidade da economia de Montes Claros. Segundo a conceituada consultoria Target Marketing, são 1.066 pequenas, médias e grandes unidades industriais em atividade. Entre elas, quatro grandes fábricas do grupo têxtil Coteminas; uma unidade da Lafarge, grupo francês líder mundial em materiais de construção; uma fábrica de leite condensado, pertencente ao Grupo Nestlé; a multinacional Honeywell Elster; a MSD saúde animal; a Novo Nordisk, farmacêutica dinamarquesa líder no mercado de insulina e a Alpargatas, fábrica de calçados. A cidade destaca-se, também, por ser o segundo entroncamento rodoviário nacional e por uma forte presença de universidades públicas e diversas faculdades privadas que oferecem cursos em diversas áreas do conhecimento, o que transformou o município, nos últimos anos, em um importante polo universitário que atrai estudantes de várias partes do país.

Diante desse contexto, é crescente a demanda por profissionais capacitados que possam atender a todos os setores da economia. Ciente de tal situação, o IFNMG buscou identificar, por meio de Audiência Pública com os diversos setores da sociedade civil organizada e população local, realizada no dia 15 de junho de 2009, no auditório do Colégio

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Marista, em Montes Claros/MG, e com base nas características socioeconômicas e no perfil industrial da região, as áreas de atuação profissional para as quais tal demanda é mais iminente.

Dessa forma, foi verificada a necessidade de cursos superiores e cursos para a formação técnica de nível médio voltados para o atendimento aos setores secundário e terciário da indústria. Assim, no seu plano de metas, o IFNMG - Campus Montes Claros contempla prioritariamente, eixos tecnológicos tais como: Controle e Processos Industriais, Infraestrutura, Segurança, Informação e Comunicação . Nessa perspectiva, ao iniciar as suas atividades, em outubro de 2010, um dos cursos ofertados foi o de técnico em eletrotécnica, na modalidade subsequente/concomitante.

Dando continuidade ao processo de ampliação e em conformidade com o princípio da verticalização, o Campus Montes Claros implantou em 2018 o curso de Bacharelado em Engenharia Elétrica.

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2 IDENTIFICAÇÃO DO CURSO

● Denominação do Curso: Engenharia Elétrica ● Carga Horária Total: 3785 h

● Modalidade: Presencial ● Tipo: Bacharelado

● Ano de Implantação: 2018

● Habilitação: Engenheiro Eletricista ● Turno de Oferta: Integral

● Regime Acadêmico: Semestral

● Forma de ingresso: Vestibular e SISU ● Número de Vagas Oferecidas: 40 ● Periodicidade de Oferta: Anual

● Requisitos de Acesso: Ensino Médio Completo ● Duração do Curso: 5 anos

● Prazo para Integralização: Tempo mínimo de integralização: 5 anos e tempo máximo de integralização: 7,5 anos.

● Local de Oferta: Campus Montes Claros, Rua Dois, nº 300, Bairro Village do Lago, Montes Claros – MG.

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3 JUSTIFICATIVA

A proposta de criação do curso de Engenharia Elétrica está pautada pela compreensão da diversificação das áreas de atuação deste profissional em decorrência das inovações tecnológicas. Devido ao desmembramento da formação geral em várias ênfases, tais como: sistemas de energia, eletrônica, conversão de energia elétrica, controle e automação, computação e telecomunicações a atuação deste profissional é bastante ampla. Percebe-se assim, que existem diversas possibilidades do engenheiro eletricista inserir-se no mercado de trabalho e contribuir com o desenvolvimento técnico-científico e social da região na qual ele está inserido.

A cidade de Montes Claros está em acelerado processo de desenvolvimento econômico e apresenta condições de infraestrutura e localização privilegiada. É cidade polo da região norte de Minas Gerais, sede de grandes indústrias de renome nacional e centro universitário em franco crescimento. A mesorregião do norte de Minas Gerais possui um grande potencial para a instalação de sistemas fotovoltaicos para a geração de energia elétrica e o engenheiro eletricista é indispensável para projetar, acompanhar, orientar no cumprimento das normas técnicas aplicáveis e manter estes empreendimentos funcionando com a eficiência planejada. Além de diversas micro e mini usinas fotovoltaicas instaladas na cidade de Montes Claros e região, na cidade de Pirapora/MG, já está em operação a maior usina fotovoltaica da América Latina. Ao térmico da obra terá uma capacidade instalada de 400 MW, que poderá fornecer energia para 420.000 casas ao longo do ano.

O IFNMG - Campus Montes Claros, desde seu início, está voltado à formação de mão de obra qualificada para o ramo industrial. A área elétrica se destaca inicialmente com a oferta do curso técnico em eletrotécnica, partindo de uma demanda da população de Montes Claros e região. Com o propósito de verticalização do ensino e conforme proposto no PDI 2014-2018, o Campus Montes Claros oferta o curso de graduação em Engenharia Elétrica, como forma de atender às expectativas e necessidades dos arranjos produtivos locais e regionais.

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4 OBJETIVOS

4.1 Objetivo Geral

O Curso de Engenharia Elétrica tem por objetivo formar um profissional generalista com habilitação na área elétrica, sólida formação básica, ética e social, além de ser capaz de desenvolver o seu lado empreendedor e integrar os conhecimentos adquiridos.

4.2 Objetivos Específicos

● Formar um profissional que atenda às necessidades do mercado de trabalho local, regional e nacional.

● Proporcionar ao graduando uma formação sólida em disciplinas nas áreas de sistemas de potência, eletromagnetismo, máquinas e acionamentos elétricos, eletrônica analógica e digital, eletricidade e instalações elétricas, e sistemas de controle e automação.

● Capacitar o graduado a trabalhar em sistemas industriais com uso intensivo de equipamentos eletroeletrônicos.

● Proporcionar ao profissional formado a competência para atuar em concessionárias de energia nos setores de geração, transmissão e distribuição; em empresas de automação e controle, no mercado industrial e nos sistemas de automação predial.

● Atender à legislação profissional, habilitando o graduado a atuar em um amplo espectro da Engenharia Elétrica, com atribuições condizentes com as Resoluções relativas a atribuições profissionais do CONFEA.

● Propiciar um sólido embasamento técnico, aliado a uma formação humanística e no campo da gestão.

● Permitir que o acadêmico participe de programas de mobilidade acadêmica e intercâmbio.

● Compartilhar os conhecimentos adquiridos durante a formação acadêmica com a comunidade, na forma de cursos, projetos e eventos de extensão promovidos ao longo da graduação.

● Fornecer um embasamento científico que permita ao acadêmico dar prosseguimento aos seus estudos em pós-graduação.

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5 PERFIL PROFISSIONAL DE CONCLUSÃO DOS EGRESSOS

As Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Engenharia, instituídas pela Resolução CNE/CES 2, de 24 de abril de 2019, apresentam o perfil do egresso em Engenharia. Essas diretrizes propõem que o engenheiro tenha uma visão holística e humanista, seja crítico, reflexivo, criativo, cooperativo e ético e com forte formação técnica; esteja apto a pesquisar, desenvolver, adaptar e utilizar novas tecnologias, com atuação inovadora e empreendedora; seja capaz de reconhecer as necessidades dos usuários, formular, analisar e resolver, de forma criativa, os problemas de Engenharia; adote perspectivas multidisciplinares e transdisciplinares em sua prática; considere os aspectos globais, políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e de segurança e saúde no trabalho; atue com isenção e comprometimento com a responsabilidade social e com o desenvolvimento sustentável.

Nessa perspectiva, a Resolução elenca as seguintes competências e habilidades gerais para a formação do engenheiro:

I - Formular e conceber soluções desejáveis de engenharia, analisando e compreendendo os usuários dessas soluções e seu contexto;

II - Analisar e compreender os fenômenos físicos e químicos por meio de modelos simbólicos, físicos e outros, verificados e validados por experimentação;

III - Conceber, projetar e analisar sistemas, produtos (bens e serviços), componentes ou processos: a) ser capaz de conceber e projetar soluções criativas, desejáveis e viáveis, técnica e economicamente, nos contextos em que serão aplicadas;

IV - Implantar, supervisionar e controlar as soluções de Engenharia; V - Comunicar-se eficazmente nas formas escrita, oral e gráfica VI - Trabalhar e liderar equipes multidisciplinares;

VII - Conhecer e aplicar com ética a legislação e os atos normativos no âmbito do exercício da profissão;

VIII - Aprender de forma autônoma e lidar com situações e contextos complexos, atualizando-se em relação aos avanços da ciência, da tecnologia e aos desafios da inovação;

Atendendo as diretrizes curriculares para a formação em engenharia e as necessidades do mercado de trabalho é fundamental que o engenheiro eletricista possua uma formação de cunho generalista com sólida formação básica e humanista. Além disso, o profissional deve ser capaz de adaptar-se às necessidades da sociedade e dos diversos setores,

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organismos e entidades pelos quais perpassam a formação e o exercício profissional, ABENGE – Associação Brasileira de Ensino em Engenharia. Assim, a estrutura curricular para o Curso de Engenharia Elétrica foi construída de modo que o futuro egresso tenha o seguinte perfil profissional:

● Formação sólida nas disciplinas básicas, garantindo que o profissional, depois de formado, tenha facilidade de acompanhar a evolução tecnológica.

● Conhecimento na área de informática, ministrada já no início do curso, para que possa ser utilizada como ferramenta em todas as disciplinas.

● Formação humanística para que o futuro profissional venha a ter um bom desempenho no relacionamento humano no trabalho, tornando-se consciente de sua função social e ambiental.

● Embasamento nos diversos conhecimentos que caracterizam o engenheiro nesta especialidade, proporcionado pelas disciplinas obrigatórias e também uma boa formação em algumas áreas de concentração, à sua escolha.

● Visão global e interdisciplinar proporcionada pelo trabalho final de curso, no qual ele aplicará os conhecimentos adquiridos nas diversas disciplinas.

● Visão real de sua vida profissional, proporcionada pelo estágio supervisionado obrigatório com o mínimo de 180 horas.

● Competência no desempenho das aplicações práticas de sua vida profissional, resultante das aulas de laboratório desenvolvidas durante o curso.

● Visão de excelência em todas as suas ações, resultante de um trabalho desenvolvido em todas as disciplinas do curso.

● Capacidade de solucionar problemas, de ser criativo e inovador, nas atividades desenvolvidas em sala de aula com importante participação do professor;

● Competência na comunicação oral e escrita, desenvolvida nas diversas disciplinas do curso.

● Proatividade para buscar o aprofundamento de seus estudos de forma autônoma ou em cursos de pós-graduação, possibilitando seu desenvolvimento e crescimento profissional.

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6 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR

6.1 Orientações Metodológicas

O Bacharelado em Engenharia Elétrica do IFNMG – Campus Montes Claros fundamenta-se nas Concepções e Diretrizes dos Institutos Federais (BRASIL, 2008), cujo documento reconhece, dentre outros, o princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Estes três pilares estarão presentes no decorrer de toda prática educativa, alicerçando as propostas metodológicas para que o processo de construção dos conhecimentos dos acadêmicos esteja em sintonia com o perfil do egresso desejado.

A metodologia adotada é focada no estudante, visto como sujeito ativo e participativo do processo de ensino e aprendizagem. Valoriza os questionamentos, as ideias e as sugestões dos estudantes, de maneira a contribuir para que seu aprendizado esteja mais perto de formar cidadãos conscientes e ativos.

Diversas atividades são desenvolvidas, por meio de aulas teóricas e práticas, para que os estudantes pensem de forma integrada e sejam capazes de consolidar seu conhecimento.

Nas aulas teóricas expositivas o conteúdo é apresentado estimulando discussões entre os acadêmicos visando à construção de um raciocínio lógico sobre o assunto/tema apresentado. São incluídas dinâmicas, apresentação escrita e oral de trabalhos acadêmicos e grupos de discussão de casos, situações problemas, artigos científicos e aplicabilidade de novas tecnologias que permitem aos estudantes o desenvolvimento de habilidades de análise crítica e integração de conteúdos. Os conteúdos práticos mesclam aulas demonstrativas com aulas em que os acadêmicos efetivamente executam as atividades.

A formação científica e tecnológica dos estudantes está contemplada por meio da participação em programas de Iniciação Científica. Os estudantes participam de atividades extracurriculares que contribuem para dinamizar os processos de ensino e aprendizagem, como ciclo de palestras, reuniões acadêmicas, seminários, workshops, visita a empresas de apoio à pesquisa e extensão, atividades de consultoria, prestação de serviços, entre outros.

Na organização pedagógica e curricular do curso de Engenharia Elétrica do Campus Montes Claros está prevista a oferta de disciplinas na modalidade à distância, podendo ser semipresencial ou totalmente à distância. Os planos de ensino destas disciplinas deverão detalhar os métodos e práticas de ensino-aprendizagem, presenciais ou à distância, tecnologias e ferramentas que as suportam. O acompanhamento da execução das atividades propostas dependerá de seu propósito, o qual deverá ser claro ao acadêmico, bem como o

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sistema de avaliação adotado. A princípio, apenas a disciplina Optativa de Libras será ministrada na modalidade à distância. Outro ponto a se destacar é que em atendimento à Lei nº 13.425, de 30 de março de 2017, a disciplina de Engenharia de Segurança do Trabalho contempla o conteúdo relativo à prevenção e ao combate a incêndio e a desastres. Já a disciplina de meio ambiente e sociedade aborda a educação para a política ambiental, conforme exigência da Resolução CNE/CP nº 2, de 15 de junho de 2012 que estabelece as Diretrizes Curriculares para a Educação Ambiental apontando para a inserção dos conhecimentos concernentes à Educação Ambiental nos currículos da Educação Básica e da Educação Superior. Por fim, em atendimento às Resoluções CNE/CP Nº 1, de 17 de junho de 2004 e CNE/CP Nº 1, de 30 de maio 2012 a disciplina de Ética, Profissão e Cidadania contemplará os assuntos relacionados às Relações étnico-raciais e aos Direitos Humanos.

Os conteúdos curriculares são divididos em disciplinas e ensinados por meio de atividades teóricas e práticas que incluem:

● Aulas teóricas: São empregadas para o conjunto de conhecimentos que em sua maior parte são de natureza conceitual, os quais devem ser construídos pelo acadêmico sob acompanhamento e orientação do docente, empregando-se técnicas que promovam um ensino eficiente.

● Aulas práticas: São empregadas nas disciplinas nas quais se ministram conhecimentos de procedimentos e atitudes. Constituem-se de atividades laboratoriais (exames, ensaios e demonstrações de eventos e fenômenos) e de simulações de práticas profissionais em situação de caráter controlado, delimitado e orientado.

● Trabalho Final de Curso: No oitavo e nono períodos, o acadêmico elaborará um trabalho de síntese e integração dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso, em uma determinada área pré-definida com o orientador, sendo avaliado por uma banca examinadora, conforme regulamento específico.

● A prática da Extensão: As atividades de extensão no curso de Engenharia Elétrica serão ofertadas de duas formas: 1) atividades de extensão avulsas ofertadas esporadicamente, cujas cargas horárias serão integralizadas nas atividades complementares do curso; 2) ou através das Unidades Curriculares de Extensão (UCEs), que representam 10% da carga horária total do curso. É por meio da extensão que o IFNMG possibilita a difusão, a socialização e a democratização dos conhecimentos acadêmicos e tecnológicos, oportunizando uma relação dialógica com a comunidade. Sendo assim, os docentes e

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discentes serão incentivados a apresentarem projetos ou ações de extensão, em grupo ou individualmente, e os que forem apresentados por docentes incluirão estudantes do curso, com o objetivo de formação de recursos humanos e de estímulo à consolidação da indissociabilidade entre o ensino, a extensão e a pesquisa. Acredita-se que esta prática instiga os estudantes desde o primeiro período de curso ao aprendizado no sentido em que os mesmos começam a perceber a amplitude do campo de conhecimento da Engenharia Elétrica e a articulação das várias disciplinas, além da atuação do engenheiro eletricista dentro da sociedade, minimizando os problemas inerentes ao desenvolvimento da região.

6.2 Estrutura Curricular do Curso

O currículo obrigatório do curso de Engenharia Elétrica do Campus Montes Claros do IFNMG está dividido em 10 períodos, envolvendo o núcleo básico, o núcleo profissionalizante e o núcleo específico. O núcleo básico compreende as disciplinas de formação geral, comuns aos cursos de engenharia. São contempladas as áreas de matemática, física, informática, formação humana, entre outras. Os núcleos profissionalizante e específico envolvem disciplinas das seguintes áreas da engenharia elétrica:

Circuitos, medidas elétricas e eletromagnetismo: Auxilia o acadêmico a compreender a modelagem, análise e projeto de circuitos elétricos e eletromagnéticos. Cabe também a esta área discutir a medição de grandezas elétricas e sua aplicação em controle de processos industriais e sistemas de energia elétrica.

Sistemas Eletrônicos: Possibilita ao futuro engenheiro realizar a modelagem, análise e projeto de circuitos eletrônicos, realizando simulações e implementações com dispositivos semicondutores analógicos discretos e integrados.

Sistemas Digitais: Capacita o egresso a projetar, desenvolver, otimizar, simular e implementar sistemas digitais, aplicando desde circuitos básicos, envolvendo portas lógicas, até sistemas embarcados regidos por sistema operacional, operando em tempo real ou não, implementando-os com dispositivos eletrônicos comerciais de lógica convencional e reconfigurável.

Sistemas de Energia Elétrica: Auxilia o acadêmico a compreender detalhadamente os processos de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, realizar projetos de uso racional e eficiente da energia elétrica, dimensionar equipamentos e avaliar as condições de operação dos sistemas elétricos. Além disso, o acadêmico estará versado no uso de técnicas e ferramentas de análise e simulação de sistemas de energia em condições estáticas e dinâmicas.

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Instalações Elétricas: O objetivo desta área é qualificar o futuro engenheiro a projetar instalações elétricas prediais e industriais em conformidade com as Normas Técnicas nacionais e internacionais.

Conversão de Energia e Máquinas Elétricas: Possibilitar que o egresso compreenda a modelagem, análise e projeto de máquinas elétricas. Ainda cabe a esta área a aplicação de acionamentos das máquinas elétricas.

Sistemas de Controle: Capacita o acadêmico a realizar a modelagem, análise e projeto de sistemas de controle, utilizando abordagens clássicas e modernas, realizando simulações e implementações no domínio contínuo e discreto do tempo.

De uma forma mais quantitativa, as atividades acadêmicas curriculares mínimas necessárias para a formação do Engenheiro Eletricista estão especificadas na Tabela 1. Buscou-se uma distribuição dos conteúdos de forma equilibrada entre as atividades obrigatórias de formação básica e as atividades obrigatórias e Optativas de formação profissional, que coexistem na estrutura curricular de forma mais integrada.

A existência das disciplinas Optativas possibilita ao acadêmico aprofundar os seus conhecimentos em áreas de seu interesse, tais como: sistemas de energia elétrica, controle e automação e eletrônica, além das citadas no núcleo específico.

Com respaldo na Resolução CNE/CES nº 3 de 2 de julho de 2007, o último período é reservado apenas para a realização do estágio supervisionado. Essa estrutura oferece maior flexibilidade ao currículo proposto, permitindo ao acadêmico:

● Realizar estágio em outra cidade;

● Regularizar situação de disciplinas pendentes; e

● Cumprir com maiores possibilidades e opções a carga horária destinada às atividades complementares.

Além disso, esta estrutura também permite ao corpo docente efetivar um maior número de eventos, seminários, simpósios, entre outras.

Tabela 1: Atividades curriculares mínimas para integralização do Curso de Graduação em Engenharia Elétrica.

Tipo de Atividade Carga horária (h) Percentual (%)

Núcleo de conteúdos Básicos 1290 34,1%

Núcleo de conteúdos Profissionalizantes 690 18,2%

Núcleo de conteúdos Específicos 1275 33,7%

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Atividades Complementares 150 4,0%

Total 3785 100%

Para integralizar o Curso de Engenharia Elétrica o acadêmico precisará cumprir uma carga horária total de 3785 horas, atendendo às exigências estabelecidas pelas Resoluções MEC/CNE/CES 2 e 3 de 2007, bem como as Diretrizes Curriculares Nacionais, Resolução Nº 2, de 24 de abril de 2019. As disciplinas do curso de Engenharia Elétrica foram planejadas para serem realizadas em 18 semanas, conforme praticado pelos cursos superiores do Campus Montes Claros. Isto permite que os docentes e os discentes dos cursos possam participar de outras atividades de ensino, pesquisa e extensão, tais como: Visitas técnicas, seminários, grupos de estudo, congressos, entre outros. Estas atividades são importantes e contribuem para a ampliação dos conhecimentos dos acadêmicos.

6.2.1 Núcleo Básico

O Núcleo Básico compreende disciplinas de embasamento e formação geral, comuns aos cursos de engenharia, como aquelas das áreas de matemática, física, informática, formação humana, entre outras, como mostra a Tabela 2.

Tabela 2. Relação das áreas, disciplinas e carga horária do núcleo de disciplinas básicas.

Área Disciplina Carga Horária (h)

Matemática e Estatística

Cálculo 1 90

Cálculo 2 60

Cálculo 3 60

Geometria Analítica e Álgebra

Linear 60 Cálculo Numérico 60 Probabilidade e Estatística 60 Equações Diferenciais 60 Física Física 1 60 Laboratório de Física 1 30 Física 2 60 Física 3 60 Laboratório de Física 3 30 Física 4 60 Metodologia Científica/Tecnológica

Comunicação e Expressão Português Instrumental 30

Algoritmos Programação 1 60

Programação 2 60

Expressão Gráfica Desenho Técnico 60

Fenômenos dos Transportes Fenômenos dos Transportes 60

Química Química 30

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CAMPUS MONTES CLAROS Ciência e Tecnologia dos

Materiais Materiais Administração e Economia Gestão de Projetos 60 Gestão de Pessoas 30 Administração e Economia 30 Ciências do Ambiente Meio Ambiente e Sociedade 30 Humanidades, Ciências Sociais e

Cidadania Ética, Profissão e Cidadania 30

Núcleo Básico 1290

6.2.2 Núcleo Profissionalizante

Este conjunto de disciplinas caracteriza-se por abordar os conteúdos profissionalizantes do curso de Engenharia Elétrica ofertado, como mostra a Tabela 3.

Tabela 3. Relação das áreas, disciplinas e carga horária do núcleo de disciplinas profissionalizantes.

Área Disciplina Carga Horária (h)

Eletrônica Analógica e Digital Sistemas Digitais 1 60 Sistemas Digitais 2 60 Eletrônica Analógica 1 60 Eletrônica Analógica 2 60

Circuitos Elétricos Circuitos Elétricos 1 60

Circuitos Elétricos 2 60 Eletromagnetismo Eletromagnetismo 60 Controle de Sistemas Dinâmicos Sinais e Sistemas 60 Sistemas de Controle 1 60

Gestão de Tecnologia Empreendedorismo 30

Instrumentação Instrumentos e Medidas Elétricas 60 Ergonomia e Segurança do

Trabalho Engenharia de Segurança do Trabalho 60

Núcleo Profissionalizante 690

6.2.3 Núcleo Específico

O núcleo de conteúdos específicos constituem-se em conhecimentos científicos, tecnológicos e instrumentais que estejam diretamente relacionados com as competências que se propõe a desenvolver e são também um aprofundamento dos conteúdos profissionalizantes. A Tabela 4 apresenta as áreas, disciplinas e carga horária desse núcleo.

Tabela 4. Relação das áreas, disciplinas e carga horária do núcleo de disciplinas específicas.

Área Disciplina Carga Horária

Eletrônica de Potência Eletrônica de Potência 60

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Projetos Elétricos 60 Máquinas e acionamentos elétricos Máquinas Elétricas 1 60 Máquinas Elétricas 2 60 Máquinas Elétricas 3 60

Acionamentos Elétricos Industriais 60 Controle de Sistemas

Dinâmicos Sistemas de Controle 2 60

Controle e Automação de

Processos Automação de Processos Industriais 60

Metodologia Científica e

Tecnológica Introdução a Engenharia 30

Modelagem, Análise e Simulação de Sistemas de

Potência

Análise de Sistemas de Potência 1 60 Análise de Sistemas de Potência 2 60 Sistemas de Energia

Elétrica

Geração de Energia Elétrica 60 Proteção de Sistemas Elétricos 60

Sistemas de comunicação Redes de Computadores 60

Disciplinas Optativas Optativa 1 60 Optativa 2 60 Optativa 3 60 Trabalho de Conclusão de Curso

Trabalho de Conclusão de Curso 1 30 Trabalho de Conclusão de Curso 2 15 Estágio Curricular

Obrigatório Estágio Supervisionado 180

Núcleo Específico 1275

6.2.4 Unidades Curriculares de Extensão (UCE)

Conforme preconiza a Resolução Nº 7, de 18 de dezembro de 2018, em seu Art. 4º, “As atividades de extensão devem compor, no mínimo, 10% (dez por cento) do total da carga horária curricular estudantil dos cursos de graduação, as quais deverão fazer parte da matriz curricular dos cursos”.

A inserção destes conteúdos na matriz curricular do curso permite um maior envolvimento dos discentes e docentes com a comunidade externa ao Campus. Esta interação possibilita a aplicação prática dos conteúdos vistos ao longo do curso, contribuindo com a solução de alguns problemas vividos pela sociedade e auxiliando na sua formação profissionalizante. Este tipo de ação proporciona uma formação cidadã dos discentes e um maior envolvimento no curso de graduação em Engenharia Elétrica. Além disso, favorece a articulação entre ensino/extensão/pesquisa, ancorada em processo pedagógico único, interdisciplinar, político educacional, cultural, científico e tecnológico. Conforme o Art. 8º da

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Resolução Nº 7, de 18 de dezembro de 2018, as atividades extensionistas, segundo sua caracterização nos projetos políticos pedagógicos dos cursos, se inserem nas seguintes modalidades: I - programas; II - projetos; III - cursos e oficinas; IV - eventos; V - prestação de serviços. No curso de Engenharia Elétrica as atividades de extensão serão desenvolvidas a partir das seguintes atividades: execução de projetos de extensão à comunidade ou ao setor produtivo, oferta de um curso de extensão e organização e execução de um evento. A distribuição destas unidades curriculares de extensão serão distribuídas nos períodos de execução conforme Tabela 5. As atividades propostas em cada UCE deve focar em atender as diretrizes da extensão, que se resumem em: indissociabilidade do ensino, extensão e pesquisa; interdisciplinaridade e interprofissionalidade; interação dialógica; impacto na formação discente e impacto na transformação social. As UCEs estarão abertas a toda comunidade acadêmica e a sociedade em geral, mediante a disponibilidade de vagas definidas pelo colegiado do curso de Engenharia Elétrica a cada semestre. O colegiado será responsável também por definir as atividades que serão desenvolvidas e o número de vagas disponíveis para cada atividade por semestre. A ordem de classificação dos discentes interessados em determinada Unidade Curricular de Extensão, ofertada no semestre, será definida em ordem decrescente da soma do coeficiente de rendimento e do período de matrícula dividido por dez. Tabela 5. Atividades Curriculares de Extensão

Identificação Tipo Carga horária total

em horas Unidade Curricular de Extensão

(UCE – Projeto 1)

Projeto

60 Unidade Curricular de Extensão

(UCE – Projeto 2) 60

Unidade Curricular de Extensão

(UCE – Projeto 3) 60

Unidade Curricular de Extensão

(UCE – Projeto 4) 60

Unidade Curricular de Extensão (UCE – Curso de Extensão )

Curso de

Extensão 80

Unidade Curricular de Extensão (UCE – Evento ) Evento 60

Unidades Curriculares de Extensão 380

Conforme mencionado no Regulamento da Curricularização da Extensão nos Cursos de Graduação do IFNMG, as UCEs deverão ser avaliadas regularmente quanto à frequência e aproveitamento dos discentes. A avaliação da aprendizagem dar-se-á por meio de CONCEITO, e não de NOTA, podendo ser utilizada a definição “Apto” ou “Inapto”. A avaliação da aprendizagem discente será vinculada à frequência e aos processos

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desenvolvidos pelo discente, expresso por meio dos conceitos “satisfatório” ou “insatisfatório”.

O mecanismo de acompanhamento e da avaliação discente, como protagonista da UCE, poderá incluir diversos recursos, como: apresentação de produtos/processos, relatórios, portfólios, vídeos, artigos, exposições com narrativas em imagens e textos, entre outros. No histórico do discente, deverá constar a carga horária total de UCE desenvolvidas ao longo do curso.

Os projetos de extensão serão desenvolvidos com base nas demandas da sociedade, levantadas juntos às instituições públicas de ensino municipais e estaduais, e do setor produtivo. As demandas podem ser levantadas também a partir do “Portifólio de Oportunidades”, programa institucional do IFNMG que tem como objetivo descrever as situações-problema das comunidades onde os campi estão inseridos e propor soluções tecnológicas advindas das áreas de extensão, pesquisa e ensino. A forma de organização das UCEs será anexada a este projeto pedagógico.

6.2.5 Matriz curricular do curso de Engenharia Elétrica

Período Disciplina Número de aulas semanais da disciplina Carga horária Pré-Requisitos Código Denominação Teórica Prática Hora/

aula

Hora/ relógio

BCEE001 Cálculo 1 6 0 108 90 -

BCEE003 Português Instrumental 2 0 36 30 -

BCEE004 Introdução à Engenharia Elétrica 2 0 36 30 -

BCEE059 Física 1 4 0 72 60 -

BCEE060 Laboratório de Física 1 0 2 36 30

BCEE006 Programação 1 2 2 72 60 - Subtotal 1º Período 16 4 360 300 Período Disciplina Número de aulas semanais da disciplina Carga horária Pré-Requisitos Código Denominação Teórica Prática Hora/

aula

Hora/ relógio

BCEE007 Cálculo 2 4 0 72 60 Cálculo 1

BCEE008 Desenho Técnico 2 2 72 60 -

BCEE010 Química 2 0 36 30 -

BCEE011 Física 2 3 1 72 60 Física 1

BCEE012 Programação 2 2 2 72 60 Programação

1 BCEE025 Probabilidade e Estatística 4 0 72 60 - BCEE002 Geometria Analítica e Álgebra

Linear 4 0 72 60 -

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Período Disciplina Número de aulas semanais da disciplina Carga horária Pré-Requisitos Código Denominação Teórica Prática Hora/

aula

Hora/ relógio

BCEE014 Cálculo 3 4 0 72 60 Cálculo 2

BCEE015 Equações Diferenciais 4 0 72 60 Cálculo 2 BCEE061 Mecânica e Resistência dos

Materiais 4 0 72 60 Física 1

BCEE017 Sistemas Digitais 1 3 1 72 60 -

BCEE062 Física 3 4 0 72 60 Física 1

BCEE063 Laboratório de Física 3 0 2 36 30 Laboratório de Física 1

BCEE019 Meio Ambiente e Sociedade 2 0 36 30 -

BCEE020 Empreendedorismo 2 0 36 30 - Subtotal 3º Período 23 3 468 390 Período Disciplina Número de aulas semanais da disciplina Carga horária Pré-Requisitos Código Denominação Teórica Prática Hora/

aula

Hora/ relógio

BCEE021 Sinais e Sistemas 4 0 72 60 Equações

Diferenciais

BCEE022 Eletromagnetismo 3 1 72 60 Física 3 e

Cálculo 3

BCEE023 Circuitos Elétricos 1 3 1 72 60 Física 3

BCEE024 Sistemas Digitais 2 3 1 72 60 Sistemas

Digitais 1

BCEE026 Física 4 3 1 72 60 Física 3

BCEE013 Cálculo Numérico 2 2 72 60 Equações

Diferenciais

BCEE066 UCE 1 - Evento - - 72 60

Estar matriculado a partir do 4º período Subtotal 4º Período 18 6 504 420 Período Disciplina Número de aulas semanais da disciplina Carga horária Pré-Requisitos Código Denominação Teórica Prática Hora/

aula

Hora/ relógio

BCEE028 Sistemas de Controle 1 3 1 72 60

Sinais e Sistemas e

Circuitos Elétricos 1 BCEE030 Circuitos Elétricos 2 3 1 72 60 Circuitos

Elétricos 1 BCEE031 Geração de Energia Elétrica 3 1 72 60 Física 3 BCEE032 Fenômenos de Transporte 4 0 72 60 Física 2 BCEE033 Eletrônica Analógica 1 3 1 72 60 Circuitos

Elétricos 1 BCEE034 Instrumentos e Medidas

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BCEE067 UCE 2 – Projeto 1 - - 72 60

Estar matriculado a partir do 4º período Subtotal 5º Período 19 5 504 420 Período Disciplina Número de aulas semanais da disciplina Carga horária Pré-Requisitos Código Denominação Teórica Prática Hora/

aula

Hora/ relógio

BCEE035 Sistemas de Controle 2 3 1 72 60 Sistemas de Controle 1 BCEE064 Instalações Elétricas 3 1 72 60 Circuitos

Elétricos 2

BCEE037 Máquinas Elétricas 1 3 1 72 60

Eletromagnetismo e Circuitos Elétricos 2. BCEE085 Automação de Processos

Industriais 3 1 72 60

Sistemas Digitais 2 BCEE039 Eletrônica Analógica 2 3 1 72 60 Eletrônica

Analógica 1

BCEE068 UCE 3 – Projeto 2 - - 72 60

Estar matriculado a partir do 4º

período BCEE040 Análise de Sistemas de

Potência 1 3 1 72 60 Circuitos Elétricos 2 Subtotal 6º Período 18 6 504 420 Período Disciplina Número de aulas semanais da disciplina Carga horária Pré-Requisitos Código Denominação Teórica Prática Hora/

aula

Hora/ relógio

BCEE065 Projetos Elétricos 3 1 72 60 Instalações

Elétricas

BCEE043 Máquinas Elétricas 2 3 1 72 60 Máquinas

Elétricas 1

BCEE044 Gestão de Pessoas 2 0 36 30 -

Optativa 1 3 1 72 60 -

BCEE045 Eletrônica de Potência 3 1 72 60

Eletrônica Analógica 2

e Circuitos Elétricos 2 BCEE046 Análise de Sistemas de Potência

2 3 1 72 60

Análise de Sistemas de

Potência 1

BCEE069 UCE 4 – Curso de Extensão - - 96 80

Estar matriculado a partir do 6º

período

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Período Disciplina Número de aulas semanais da disciplina Carga horária Pré-Requisitos Código Denominação Teórica Prática Hora/

aula

Hora/ relógio

BCEE072 Administração e Economia 2 0 36 30 -

BCEE049 Máquinas Elétricas 3 3 1 72 60 Máquinas

Elétricas 2

BCEE050 Acionamentos Elétricos

Industriais 3 1 72 60 Máquinas Elétricas 2 e Eletrônica de Potência Optativa 2 3 1 72 60 -

BCEE051 Trabalho de Conclusão de

Curso 1 2 0 36 30

Estar matriculado a partir do 8º

período

BCEE052 Gestão de Projetos 3 1 72 60 -

BCEE070 UCE 5 – Projeto 3 2 2 72 60

Estar matriculado a partir do 6º período Subtotal 8º Período 18 6 432 360 Período Disciplina Número de aulas semanais da disciplina Carga horária Pré-Requisitos Código Denominação Teórica Prática Hora/

aula

Hora/ relógio

BCEE053 Proteção de Sistemas Elétricos 3 1 72 60

Análise de Sistemas de

Potência 2

BCEE041 Redes de Computadores 3 1 72 60 -

BCEE054 Ética, Profissão e Cidadania 2 0 36 30 -

Optativa 3 3 1 72 60 -

BCEE055 Engenharia de Segurança do

Trabalho 4 0 72 60 -

BCEE056 Trabalho de Conclusão de Curso

2 0 1 18 15

Trabalho de Conclusão de Curso 1

BCEE071 UCE 6 – Projeto 4 2 2 72 60

Estar matriculado a partir do 6º período Subtotal 9º Período 17 6 414 345 Período Disciplina Número de aulas semanais da disciplina Carga horária Pré-Requisitos Código Denominação Teórica Prática Hora/

aula

Hora/ relógio

10º BCEE058 Estágio Supervisionado 0 12 216 180

Estar matriculado a partir do 8º

Período Subtotal 10º Período 0 12 216 180

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Os pré-requisitos serão considerados cumpridos pelo acadêmico que for aprovado na disciplina, conforme descrito no Regulamento dos Cursos de Graduação do IFNMG.

QUADRO RESUMO DA INTEGRALIZAÇÃO CURRICULAR Tipo de curso: Bacharelado

Prazo para a Integralização Curricular Mínimo Máximo 60 meses 90 meses Carga Horária das Disciplinas Obrigatórias H/A H (60 minutos)

3906 3255

Unidades Curriculares de Extensão 456 380

Atividades Complementares 180 150

Total 4542 3785

6.2.6 Disciplinas Optativas

As disciplinas optativas permitem ao acadêmico obter uma formação um pouco mais específica em áreas da Engenharia Elétrica. Essas disciplinas estão agrupadas em quatro áreas de conhecimento, sendo três específicas e uma geral. As áreas específicas são: Sistemas de Energia Elétrica, Controle e Automação e Eletrônica. Na área geral são incluídas disciplinas de outros cursos superiores do Campus Montes Claros, além da disciplina de Libras. Não é necessário que o acadêmico faça todas as disciplinas Optativas em uma mesma área de conhecimento específico. A carga horária mínima a ser cumprida em disciplinas Optativas é de 180 h, equivalente a três disciplinas com carga horária de 60 h ou 72 h/a. A Tabela 5 apresenta as disciplinas Optativas ofertadas .

A oferta de disciplinas Optativas em cada semestre será determinada valorizando a preferência dos acadêmicos do curso, aliada à análise do Colegiado de curso de Engenharia Elétrica, levando em consideração o corpo docente, infraestrutura ou demais critérios que julgarem necessários.

As disciplinas sugeridas como Optativas não esgotam as possibilidades de inclusões na matriz. O elenco de disponibilidade destas disciplinas pode ser ampliado de acordo com a demanda, disponibilidade e dinâmica da evolução dos conhecimentos. Semestralmente, o Colegiado do curso, caso necessário, pode convalidar novas disciplinas.

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Cabe ao Coordenador do Curso manter o Departamento de Ensino e a CRA (Coordenação de Registro Acadêmico) informados sobre a oferta de novas disciplinas, conforme rege o Regulamento dos Cursos de Graduação do IFNMG.

Tabela 5. Disciplinas Optativas ofertadas.

Disciplinas Optativas Carga Horária

Código Denominação Hora/aula Hora/relógio

BCEE073 Fontes Alternativas de Energia 72 60

BCEE074 Dinâmica e Controle de Sistemas Elétricos 72 60

BCEE075 Qualidade da Energia Elétrica 72 60

BCEE076 Análise de Redes de Distribuição 72 60

BCEE038 Sistemas Microcontrolados 72 60

BCEE077 Inteligência Artificial 72 60

BCEE047 Controle Digital 72 60

BCEE079 Redes Industriais 72 60

BCEE080 Robótica 72 60

BCEE078 Instrumentação Eletroeletrônica 72 60

BCEE081 Sistemas Embarcados 72 60

BCEE082 Princípios de Telecomunicações 72 60

BCEE083 Tópicos Especiais em Otimização 72 60

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6.2.7 Equivalência de disciplinas entre as matrizes curriculares de outros cursos

A seguir é apresentado o quadro de equivalência das disciplinas de Engenharia Elétrica em relação às disciplinas de Engenharia Química e Ciência da Computação.

COMPONENTES CURRICULARES EQUIVALÊNCIA – OUTRO CURSO

Período Código Denominação CH

h/a

CH

hora Período Código Denominação Curso

CH h/a

CH hora

1º BCEE001 Cálculo 1 108 90 1º BCEQ104 Cálculo I

Engenha ri a Quí m ica 108 90

2º BCEE007 Cálculo 2 72 60 2º BCEQ008 Cálculo II 72 60

3º BCEE014 Cálculo 3 72 60 3º BCEQ014 Cálculo III 72 60

3º BCEE015 Equações

Diferenciais 72 60 3º BCEQ076 Equações Diferenciais 72 60

1º BCEE059 Física 1 72 60 2º BCEQ009 Mecânica 72 60

1º BCEE060 Laboratório de

Física 1 36 30 3º BCEQ016 Laboratório de mecânica 36 30

3º BCEE062 Física 3 72 60 4º BCEQ022 Eletromagnetismo 72 60

3º BCEE063 Laboratório de

Física 3 36 30 4º BCEQ031

Laboratório de

eletromagnetismo 36 30

2º BCEE002 Analítica e Álgebra Geometria Linear

72 60 1º BCEQ005 Geometria Analítica e

Álgebra Linear 72 60

3º BCEE061 Resistência dos Mecânica e Materiais

72 60 5º BCEQ032 Mecânica e Resistência

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31 MINISTERIO DA EDUCAÇÃO

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CAMPUS MONTES CLAROS

COMPONENTES CURRICULARES EQUIVALÊNCIA – OUTRO CURSO

Período Código Denominação CH

h/a

CH

hora Período Código Denominação Curso

CH h/a

CH hora

1º BCEE001 Cálculo 1 108 90 1º BCCC001 Cálculo I

C iênc ia da C omput aç ão 108 90

2º BCEE007 Cálculo 2 72 60 2º BCCC099 Cálculo de várias

variáveis 72 60

2º BCEE002 Geometria Analítica

e Álgebra Linear 72 60 2º BCCC078 Álgebra Linear 72 60

2º BCEE025 Probabilidade e Estatística 72 60 2º BCCC083 Probabilidade e Estatística 72 60 9º BCEE041 Redes de Computadores 72 60 9º BCCC087 Redes de Computadores 72 60

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32 MINISTERIO DA EDUCAÇÃO

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CAMPUS MONTES CLAROS

6.2.8 Representação gráfica da formação do curso de Engenharia Elétrica

Cálculo 2 Cálculo 1 1o Período 300h Sinais e Sistemas Cálculo 3 Sistemas de Controle 2 Sistemas de Controle 1 Estágio Supervisionado Desenho Técnico Laboratório de Física 1 Equações Diferenciais Instalações Elétricas Administração e Economia Projetos Elétricos Ética, Profissão e Cidadania Geometria Analítica e Álgebra Linear Português Instrumental Circuitos Elétricos 1 Mecânica e Resistência dos Materiais Máquinas Elétricas 1 Circuitos Elétricos 2 Máquinas Elétricas 3 Máquinas Elétricas 2 Acionamentos Elétricos Industriais Introdução à Engenharia Elétrica Sistemas Digitais 2 Sistemas Digitais 1 Automação de Processos Industriais Geração de Energia Elétrica Optativa 3 Gestão de Projetos Trabalho de Conclusão de Curso 1 Química Programação 1 Física 4 Física 3 Probabilidade e Estatística Fenômenos de transporte Optativa 1 Optativa 2 Física 2 Física 1 Redes de Computadores Meio Ambiente e sociedade Eletrônica Analógica 2 Eletrônica Analógica 1 Engenharia de Segurança do Trabalho Eletrônica de Potência Gestão de Pessoas Programação 2 Eletromagnetis mo Análise de Sistemas de Potência 1 Instrumentos e Medidas Elétricas Proteção de Sistemas Elétricos Análise de Sistemas de Potência 2 UCE 1 Evento Cálculo Numérico Empreendedo-rismo

Núcleo Básico Núcleo Profissionalizante Núcleo Específico

Trabalho de Conclusão de Curso 2 2o Período 390h 3o Período 390h 4o Período 420h 5o Período 420h 6o Período 420h 7o Período 410h 8o Período 360h 9o Período 345h 10o Período 180h Laboratório de Física 3

Unidade Curricular de Extensão UCE 2 Projeto 1 UCE 3 Projeto 2 UCE 4 Curso de Extensão UCE 5 Projeto 3 UCE 6 Projeto 4 Optativas

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CAMPUS MONTES CLAROS 6.2.9 Ementário por disciplina obrigatória

● 1o Período Disciplina: Cálculo 1 No de aulas semanais: 6

Carga horária total (em horas/aula): 108 h/a

Carga horária total (em horas): 90 h

Funções reais de uma única variável real: funções afins, quadráticas, exponenciais, logarítmicas, trigonométricas, modulares. Limite e continuidade. Derivada: definição via limite, regras de derivação, diferenciabilidade e continuidade, regra da cadeia, derivada como taxa de variação, diferencial, derivadas de ordem superior, regra de L’Hôpital, derivação implícita, aplicações da derivada, traçado de gráficos, máximos e mínimos, Teorema de Rolle, Teorema do Valor Médio. Integral: Somas de Riemann, Teorema Fundamental do Cálculo, Técnicas de Integração, Aplicações de Integral, Integração imprópria.

Bibliografia Básica:

LEITHOLD, L. Cálculo com Geometria Analítica. Vol.1. 3 ed. São Paulo: Harbra, 1994. STEWART, J. Cálculo. Vol.1. 6 ed. São Paulo: Cengage Learning, 2009.

GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo. Vol. 1. 5 ed, Rio de Janeiro: LTC, 2008.

Bibliografia Complementar:

HOFFMANN, Laurence D.; BRADLEY. Cálculo: um curso moderno e suas aplicações. 7 ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 2002.

FLEMMING, D.M.; GONÇALVES, M. B. Cálculo A. São Paulo: Makron Books, 2006. SIMONS. Cálculo com Geometria Analítica. Vol 1. São Paulo: Editora Makron Books,1987. THOMAS, G. B. et al. Cálculo. Vol.1. 11 ed. São Paulo: Pearson/Prentice Hall, 2008.

ANTON, Howard. Cálculo. Vol.1. 8 ed. São Paulo: Artmed, 2007.

Disciplina:

Português Instrumental

No de aulas semanais: 2

Carga horária total (em horas/aula): 36 h/a

Carga horária total (em horas): 30 h

Ementa:

Referências

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