Crianças e adolescentes: um perfil demográfico

Texto

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Crianças e adolescentes: um perfil

demográfico

Nº 20050601 Junho - 2005

Alcides Carneiro - IPP/Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

ISSN 1984-7203

C O L E Ç Ã O E S T U D O S C A R I O C A S

PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO Secretaria Municipal de Urbanismo

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EXPEDIENTE

A Coleção Estudos Cariocas é uma publicação virtual de estudos e pesquisas sobre o Município do Rio de Janeiro, abrigada no portal de informações do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos da Secretaria Municipal de urbanismo da Prefeitura do Rio de Janeiro (IPP) : www.armazemdedados.rio.rj.gov.br.

Seu objetivo é divulgar a produção de técnicos da Prefeitura sobre temas relacionados à cidade do Rio de Janeiro e à sua população. Está também aberta a colaboradores externos, desde que seus textos sejam aprovados pelo Conselho Editorial.

Periodicidade:

A publicação não tem uma periodicidade determinada, pois depende da produção de textos por parte dos técnicos do IPP, de outros órgãos e de colaboradores.

Submissão dos artigos:

Os artigos são submetidos ao Conselho Editorial, formado por profissionais do Município do Rio de Janeiro, que analisará a pertinência de sua publicação.

Conselho Editorial:

Ana Paula Mendes de Miranda, Fabrício Leal de Oliveira, Fernando Cavallieri e Paula Serrano. Coordenação Técnica:

Cristina Siqueira e Renato Fialho Jr. Apoio:

Iamar Coutinho

CARIOCA – Da, ou pertencente ou relativo à cidade do Rio de Janeiro; do tupi, “casa do branco”. (Novo Dicionário Eletrônico Aurélio, versão 5.0)

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CRIANÇAS E ADOLESCENTES: UM PERFIL DEMOGRÁFICO

Alcides Carneiro - IPP/Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Proporção de população crianças e adolescentes no total da população - Brasil e Município do Rio de Janeiro - 1940 a 2000

0 % 10 % 2 0 % 3 0 % 4 0 % 50 % 19 4 0 19 50 19 6 0 19 70 19 8 0 19 9 1 2 0 0 0 Fonte: IBGE

A média geométrica anual de crescimento deste grupo etário, comparada com a do total da população brasileira, evidencia bem sua tendência declinante apartir da década de 60. O que mais impressiona no gráfico é o crescimento negativo do grupo 0 a 14 anos durante a década de 90.

Taxa média geom étrica anual de crescim ento da população de crianças e adolescentes e da população total - Brasil - 1940 a

2000 - 1,0 0 ,0 1,0 2 ,0 3 ,0 4 ,0 19 50 / 19 4 0 19 6 0 / 19 50 19 70 / 19 6 0 19 8 0 / 19 70 19 9 1/ 19 8 0 2 0 0 0 / 19 9 1 0 a 14 T o t al Fonte: IBGE

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Em termos absolutos o gráfico apresenta a série histórica de crianças e adolescentes, mostra claramente uma redução no ritmo de crescimento a partir da década de 70, até atingir a estabilização, a partir de 1991, em um patamar de 50 milhões de jovens com menos de 15 anos.

Série histórica da população de crianças e adolescentes Brasil -1940 a 2000 0 10 .0 0 0 .0 0 0 2 0 .0 0 0 .0 0 0 3 0 .0 0 0 .0 0 0 4 0 .0 0 0 .0 0 0 50 .0 0 0 .0 0 0 6 0 .0 0 0 .0 0 0 19 4 0 19 50 19 6 0 19 70 19 8 0 19 9 1 2 0 0 0 Fonte: IBGE

No Brasil, as famílias com crianças de menos de 14 anos respondem por 42% do total de famílias, ou seja, pelo menos duas em cada cinco famílias têm pelo menos uma criança ou adolescente. Já na cidade do Rio de Janeiro estas famílias respondem por aproximadamente um terço do total.

Distribuição das fam ílias com filhos m enores que 14 anos e as outras - Brasil e MRJ - 2000

0 % 10 % 2 0 % 3 0 % 4 0 % 50 % 6 0 % 70 % 8 0 % B rasil M R J

f am ília s co m pelo m e no s um f ilho m e no r que 14 a no s Out ras famílias

Fonte: IBGE

O gráfico mostra que a cidade do Rio de Janeiro conta hoje com a menor proporção de crianças e adolescentes entre as capitais, apenas 22,6%, ou seja, pouco mais de um em cada cinco cariocas tem idade entre zero e catorze anos.

As capitais do Sul e Sudeste são as que dispõem das menores proporções de meninos e meninas com idade entre 0 e 14 anos. Em compensação, estão na região norte, com exceção de Belém, as maiores proporções de crianças na população, e

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Macapá é o exemplo extremo. Lá, este segmento é responsável por 37,3% do total. Em outras palavras, praticamente dois em cada cinco habitantes em Macapá têm menos de quinze anos. O Nordeste e o Centro-Oeste se distribuem pela zona intermediária do gráfico.

Proporção de crianças e adolescentes no total da população, segundo as capitais - 2000

2 0 % 2 5% 3 0 % 3 5% 4 0 % B rasil R io d e Janeiro Po rt o A leg r e F lo r ianóp o lis V it ória B elo Ho r iz o nt e São Paulo C urit ib a Go iânia Salvad o r R ecif e Jo ão Pesso a A r acaju N at al B rasília C amp o Grand e B elém C uiab á F o rt alez a M aceió T er esina São Luís Palmas M anaus Po r t o V elho R io B ranco B o a V ist a M acap á Fonte: IBGE. Rio de Janeiro

As crianças e adolescentes cariocas se caracterizam como o único grupo etário que teve reduzida sua participação no total da população. De 1960 para 2000 sua representatividade na cidade caiu de 32 para 23%.

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Proporção de crianças e adolescentes no total da população - 1940 a 2000 15% 2 0 % 2 5% 3 0 % 3 5% 19 4 0 19 50 19 6 0 19 70 19 8 0 19 9 1 2 0 0 0 . Fonte: IBGE

Já em relação ao número absolutos de crianças e adolescentes, a retração populacional na cidade só se deu no último período intercensitário. Entre os censos populacionais do IBGE de 1991 e 2000 o RIO teve reduzida em 4,3% (60 mil crianças e adolescentes) sua população de até 14 anos.

Evolução da população de crianças e adolescentes - 1940 a 2000 0 2 0 0 0 0 0 4 0 0 0 0 0 6 0 0 0 0 0 8 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 2 0 0 0 0 0 1 4 0 0 0 0 0 1 6 0 0 0 0 0 19 4 0 19 50 19 6 0 19 70 19 8 0 19 9 1 2 0 0 0 Fonte: IBGE

Observando a taxa média geométrica anual de crescimento desse grupo etário no período 1940 a 2000, percebe-se uma queda constante na velocidade de crescimento da população até atingir um crescimento negativo entre 1991 e 2000.

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Evolução da taxa média geométrica anual de crescim ento da população de crianças e

adolescentes - 1940 a 2000 - 1,0 0 ,0 1,0 2 ,0 3 ,0 4 ,0 5,0 19 50 / 19 4 0 19 6 0 / 19 50 19 70 / 19 6 0 19 8 0 / 19 70 19 9 1/ 19 8 0 2 0 0 0 / 19 9 1 Fonte: IBGE

Construindo um índice base 1940=100, para os diversos grupos etários, visualiza-se com facilidade o envelhecimento da população carioca. Enquanto a população total cresceu 236% entre 1940 e 2000, o grupo que vai de 0 a 14 anos cresceu seu contingente em apenas 147%. O gráfico mostra, ainda, que o desempenho do segmento idoso atingiu 723%, ou seja, cinco vezes mais que o primeiro grupo.

Crescim ento das populações total, crianças e adolescentes, adulta e idosa, base 1940=100 - 1940 a 2000

10 0 2 0 0 3 0 0 4 0 0 50 0 6 0 0 70 0 8 0 0 9 0 0 1 0 0 0 19 4 0 19 50 19 6 0 19 70 19 8 0 19 9 1 2 0 0 0 to tal 0 a 14 ano s 15 a 59 ano s 60 ano s o u mais Fonte: IBGE Nascimentos

Uma característica marcante da população de crianças e adolescentes é o predomínio do contingente masculino sobre o feminino. Apenas neste segmento o indicador razão dos sexos é maior que 100, ou em outras palavras, existem mais de cem meninos para cada grupo de cem meninas. Este fenômeno acontece como decorrência direta da razão dos sexos ao nascer, índice que internacionalmente tende a 103. O gráfico mostra o comportamento da razão de sexos no nascimento para o período 1994 a 2004 na cidade do Rio de Janeiro.

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Fonte: SINASC / DATASUS

Razão de sexos no nascim ento - 1994 a 2004

10 3 10 4 10 5 10 6 10 7 19 9 4 19 9 5 19 9 6 19 9 7 19 9 8 19 9 9 2 0 0 0 2 0 0 1 2 0 0 2 2 0 0 3 2 0 0 4 Residência

O gráfico mostra a distribuição dos nascimentos por sexo e local de moradia da mãe, segundo as Regiões Administrativas. A Zona Oeste destaca-se pela grande presença de mulheres em idade fértil. O fenômeno inverso ocorre nas RA’s da Zona Sul.

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Fonte: SMS C

Nascim entos por sexo, segundo as Regiões Adm inistrativas - 2002 0 1 0 0 0 2 0 0 0 3 0 0 0 4 0 0 0 5 0 0 0 Ig no r ad o o mp lexo d o A lemão Paq uet á Jacar ez inho Sant a T er esa M ar é C ent r o Po rt uária R io C o mp r id o C o p acab ana Guar at ib a R o cinha Lag o a V ila Isab el São C r ist óvão

B o t af o g o T ijuca Inhaúma Ilha d o Go ver nad o r A nchiet a B arr a d a T ijuca Pavuna Ir ajá Penha M éier R amo s M ad ur eir a Sant a C r uz Jacarep ag uá C amp o Gr and e B ang u F e m inino M a s c ulino

O gráfico mostra que oito dos quinze bairros com maior contingente absoluto de crianças e adolescentes se localizam na Zona Oeste da cidade. Fazem parte deste grupo também dois complexos de favelas: Maré e Alemão.

Quinze bairros com m aior população de crianças e adolescentes - 2000 10 . 0 0 0 2 0 . 0 0 0 3 0 . 0 0 0 4 0 . 0 0 0 50 . 0 0 0 6 0 . 0 0 0 70 . 0 0 0 8 0 . 0 0 0 Fonte: IBGE

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O gráfico apresenta os quinze bairros com maior proporção de crianças e adolescentes na sua população. Entre eles vale registrar a presença dos complexos do Alemão, da Maré e da Rocinha, além dos bairros da Mangueira e de Manguinhos, com forte peso de população favelada.

Quinze bairros com m aior proporção de população de crianças e adolescentes - 2000 2 7 2 9 3 1 3 3 3 5 Fonte: IBGE

Doze dos quinze bairros com menor proporção de crianças e adolescentes localizam-se na Zona Sul da cidade, onde a proporção de idosos está entre as maiores do Brasil.

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Quinze bairros com m enor proporção de população de crianças e adolescentes - 2000 10 11 12 13 14 16 Fonte: IBGE

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Entre os quinze bairros onde mais cresceu a população de crianças e adolescentes ficam nítidos os principais eixos de crescimento da população da cidade: a Zona Oeste, a Baixada de Jacarepaguá e os Complexos de favelas.

Quinze bairros que mais cresceram sua população de crianças e adolescentes em valores absolutos entre

1991 e 2000 0 2 .0 0 0 4 .0 0 0 6 .0 0 0 8 .0 0 0 10 .0 0 0 12 .0 0 0 Fonte: IBGE

O gráfico mostra os bairros onde ocorreu queda da população de crianças e adolescentes.

Quinze bairros que mais perderam população jovem entre 1991 e 2000 - 50 % - 4 0 % - 3 0 % - 2 0 % - 10 % 0 % Fonte: IBGE

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Famílias

A proporção de famílias que têm pelo menos um filho com menos de 14 anos responde por um terço das famílias cariocas.

Fonte: IBGE

Proporção de famílias com filho menor que 14 anos e as outras famílias - 2000

famílias com pelo menos um filho menor que

14 anos 32%

Outras famílias 68%

Entre as famílias com filhos menores de 14 anos prevalece aquela composta por um casal e filho (s) com menos de 14 anos, que responde 60,2%. Os casais com filhos em idades variadas são a segunda tipologia em importância, com praticamente 20% dos casos. Mães com filhos menores de 14 anos ou de idades variadas e sem a presença do companheiro chegam a 18,7% das famílias.

Distribuição % dos tipos de fam ília com filhos m enores de 14 anos - 2000 C asal co m f ilho s meno r es d e 14 ano s 6 0 ,2 % Pai co m f ilho s meno r es d e 14 ano s 1,2 % M ãe co m f ilho s d e id ad es var iad as 5,1% M ãe co m f ilho s meno res d e 14 ano s 13 ,6 % C asal co m f ilho s d e id ad es var iad as 19 ,5% Pai co m f ilho s d e id ad es var iad as 0 ,4 % Fonte: IBGE

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O rendimento familiar médio das 620 mil famílias que têm filhos com idade inferior a 14 anos é de R$1.380 e a mediana de R$680, ou seja, metade das famílias (310 mil) tinha rendimento inferior a R$ 680, enquanto a outra metade tinha rendimento superior a esta quantia.

Entre as 1,3 milhão de famílias que têm filhos com mais de ou que não tem filhos, o rendimento nominal familiar médio era de R$ 1.964 ou algo como 42% superior ao do outro grupo de famílias. A renda mediana destas famílias atingiu R$1.000, ou seja, metade destas famílias (650 mil) tinha renda inferior a R$ 1.000 e outra metade tinha rendimento superior a este valor.

O gráfico mostra a distribuição percentual do rendimento familiar per capita das famílias com filhos novos e das outras famílias. A vantagem financeira das outras famílias fica evidente quando vemos que apenas nas classes de rendimento mais baixo ou sem rendimento é que predominam as famílias com filhos novos.

Proporção de fam ílias com ou sem filhos m enores de 14 anos, segundo classes de salário m ínim o (SM) - MRJ - 2000

0 % 5% 10 % 15% 2 0 % 2 5% 3 0 % 3 5% 4 0 % at é 1 SM mais d e 1 a 2 SM mais d e 2 a 3 SM mais d e 3 a 5 SM mais d e 5 a 10 SM mais d e 10 SM sem rend iment o F amílias co m f ilho s co m meno s d e 14 ano s

Out ras f amílias

Fonte: IBGE

Deficiência

Os critérios de deficiência aqui utilizados são os do Censo Demográfico de 2000. A deficiência nessas faixas etárias ocorre de forma tênue, atingindo apenas 3,6% do universo das pessoas com idade compreendida entre zero e catorze anos. A distribuição das deficiências entre os sexos é equânime neste segmento.

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Proporção de crianças e adolescentes com alguma deficiência - 2000 N enhuma d ef iciência + Ig no r ad o 9 6 ,4 % A lg uma d ef iciência 3 ,6 % Fonte: IBGE.

O gráfico especifica quantos são os jovens com deficiência, segundo o tipo de deficiência. Os problemas visuais são os mais comuns, atingindo quase 25 mil indivíduos dessa faixa etária.

As deficiências físicas se caracterizam como as menos freqüentes, atingindo pouco menos de três mil indivíduos. Cerca de 12 mil crianças e adolescentes sofrem de alguma doença mental.

5.

Crianças e adolescentes com deficiência por tipo de deficiência - 2000 0 0 0 0 10 .0 0 0 15.0 0 0 2 0 .0 0 0 2 5.0 0 0

V isual M ent al M o t o r a A ud it iva F ísica

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O Censo Demográfico pesquisou o grau de severidade apenas para três das cinco deficiências, a saber: motora, auditiva e visual. O gráfico mostra o número de crianças e adolescentes do Rio de Janeiro com severa deficiência visual, auditiva e incapacidade motora.

Crianças e adolescentes incapazes por tipo de deficiência - 2000 0 1.0 0 0 2 .0 0 0 3 .0 0 0 4 .0 0 0 5.0 0 0 M o t o r a A ud it iva V isual Fonte: IBGE Saúde

No Rio a internação de crianças e adolescentes mostra uma predominância masculina para quaisquer das quatro faixas etárias em que foi desmembrado o grupo. Um detalhe importante é o de que, quanto menor a idade, maior o número de internações hospitalares efetivada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Internações hospitalares de crianças e adolescentes por sexo e faixa etária - 2003

0 2 .0 0 0 4 .0 0 0 6 .0 0 0 8 .0 0 0

M eno r 1 ano 1 a 4 ano s 5 a 9 ano s 10 a 14 ano s

H o m e ns M ulhe re s

Fonte: AIH / DATASUS

Embora prevaleçam em quantidade as internações masculinas, é sempre feminina a maior média no tempo de internação nos hospitais do SUS, como bem ilustra o gráfico XX.

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Média de perm anência nas internações hospitalares de crianças e adolescentes por sexo e faixa etária -

2003 0 3 6 9 12 15

M éd ia M eno r 1 ano 1 a 4 ano s 5 a 9 ano s 10 a 14 ano s d i as

H o m e ns M ulhe re s

Fonte: AIH / DATASUS

Entre as causas de internações de jovens da faixa etária entre 0 e 14 anos destacam-se as doenças do aparelho respiratório com 24%, ou seja, um em cada quatro jovens internados tem problemas respiratórios. As afecções originadas no período perinatal com 18% dos casos, as doenças infecciosas e parasitárias (DIP) com 11% são juntas responsáveis por mais da metade das causas de internação desta população.

Fonte: AIH / DATASUS 7%

Principais causas (CID 10) de internação de jovens - 2003 D o enças d o ap ar elho g enit ur inár io 5% Lesões enven e alg o ut co nseq causas ext er nas D o enças d o ap ar elho d ig est ivo 9 % A lg umas d o enças inf eccio sas e

p ar asit ár ias 11% A lg umas af ec o r i g inad as no p er ío d o p er inat al 18 % M alf co ng d ef o r mid e ano malias cr o mo ssômic as 5% D o enças d a p ele e d o t ecid o sub cut âneo

4 % N eo p lasias 4 % Out r as 13 % D o enças d o ap ar elho r esp ir at ór io 2 4 %

A taxa de mortalidade infantil continua a ser considerada um robusto indicador de atenção à saúde infantil, ao pré-natal e ao parto das mulheres. A razão entre o número de óbitos de menores de um ano para cada mil nascidos vivos estima o risco de morte para crianças no seu primeiro ano de vida.

O Rio convive, desde 1997 com taxas consideradas baixas (menos de 20). O gráfico mostra uma tendência à convergência das curvas de mortalidade infantil das três principais capitais do Sudeste.

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Taxa de m ortalidade infantil dos m unicípios do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte - 1994 a 2002

10 15 2 0 2 5 3 0 3 5 4 0 4 5 19 9 4 19 9 5 19 9 6 19 9 7 19 9 8 19 9 9 2 0 0 0 2 0 0 1 2 0 0 2 B el o Ho r i z o nt e São Paul o R i o d e Janei r o

Fonte: SINASC / DATASUS

Os três componentes da mortalidade infantil são: a taxa de mortalidade neonatal precoce (menos de 7 dias), a taxa de mortalidade neonatal tardia ( de 7 a 27 dias) e a taxa de mortalidade pós-neonatal ou infantil tardia (de 28 a 364 dias). Assim como a taxa de mortalidade infantil, estes três componentes permitem estimar a probabilidade de morte para cada um dos períodos supra citados.

Como a cidade do Rio de Janeiro tem uma taxa de mortalidade infantil baixa, o principal componente é a taxa neonatal e mais especificamente a neonatal precoce, que o gráfico sintetiza.

Com ponentes da taxa de m ortalidade infantil - 1993 a 2003 1 3 5 7 9 11 13 19 9 3 19 9 4 19 9 5 19 9 6 19 9 7 19 9 8 19 9 9 2 0 0 0 2 0 0 1 2 0 0 2 2 0 0 3

ne o na t a l pre c o c e ( m e no s de 7 dia s ) ne o na t a l t a rdia ( de 7 a 2 7 pós - ne o na t a l ( de 2 8 dia s a 1 a no )

Fonte: SINASC / DATASUS

Nos óbitos de menores de um ano prevalecem, como principal causa, as Afecções originadas no período perinatal (gráfico). A segunda causa de morte de

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bebês é a malformação congênita e as anomalias cromossômicas. Juntas, essas causas são responsáveis por três em cada quatro óbitos infantis.

Principais causas(CID-10) de óbitos em m enores de um ano - 2003 A lg umas A f ec o r ig inad as no Per ío d o Per inat al 57% D o enças d o A p ar elho R esp ir at ór io 7% Sint Sinais e A chad A no r m Ex C lín e Lab o r at 6 % A lg umas D o enças Inf eccio sas

e Par asit ár ias

6 % M alf C o ng D ef o r mid e A no malias C r o mo ssômi cas 17% Out r as 7%

Fonte: SIM / DATASUS

O gráfico mostra uma queda contínua no número de óbitos de jovens de até 14 anos, independente do sexo. Na curva que agrega os óbitos masculino e feminino fica clara a tendência de queda das mortes: a partir do pico de 3 265 mortes em 1994 os valores caem gradativamente, até atingir 1917 mortes em 2003. Outro detalhe evidenciado pelo gráfico é a redução das diferenças de óbitos entre os sexos, que em 1991 era de 471 e em 2003 caiu para 281 mortes.

Óbitos de crianças e adolescentes por sexo - 1991 a 2003 0 50 0 1.0 0 0 1.50 0 2 .0 0 0 2 .50 0 3 .0 0 0 3 .50 0 M a sc ulino F e minino T o t a l

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Quando eliminamos a influência da mortalidade infantil na causa de óbitos de jovens até 14 anos constatamos que as causas externas de morbidade e mortalidade passam a ser as principais responsáveis por um terço das mortes, com forte concentração na população masculina.

Principais causas(CID-10) de óbito da população de 1 a 14 anos - 2003 X X . C ausas Ext er nas d e M o r b id ad e e M o r t alid ad e 3 2 % I. A lg umas D o enças Inf eccio sas

e Par asit ár ias

14 % X V III.Sint Sinais e A chad A no r m Ex C lín e Lab o r at 13 % X . D o enças d o A p ar elho R esp ir at ór io 12 % II. N eo p lasias ( T umo r es) 12 % X V II.M alf C o ng D ef o r mid e A no malias C r o mo ssômi cas 8 % V I. D o enças d o Sist ema N er vo so 9 %

Fonte: SIM / DATASUS

Principais causas (CID-9) de óbito da população de 1 a

14 anos - 1991 X V II.C ausas ext ernas 3 9 % X V I. Sint o mas, sinais e af ecções mal d ef inid as 13 % V I. Sist ema ner vo so e ór g ão s d o s sent id o s 8 % V III.D o enças d o ap arelho resp irat ório

11%

I. D o enças inf eccio sas e

p arasit árias 11% II. N eo p lasmas 11% V II. D o enças d o ap ar elho cir culat ór io 7%

Fonte: SIM / DATASUS

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