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1º BLOCO (catequeses 1 a 10) A FORMAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS ESCRITA

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1º BLOCO (catequeses 1 a 10)

A FORMAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS ESCRITA

Este primeiro bloco de catequeses, a trabalhar desde o início do ano até ao Natal, começa com a apresentação, às crianças, do encontro dos Apóstolos com Cristo ressuscitado. Deste, recebem a missão de anunciar o seu Evangelho até aos confins da terra. Tanto este encontro como a missão que dela decorre, são fundamentados na Palavra de Deus escrita antes do nascimento de Cristo, o Antigo Testamento.

De seguida, as crianças vão descobrir que do anúncio, sob a acção do Espírito Santo, recebido no Pentecostes, nasceram as comunidades cristãs, a começar pela de Jerusalém. Depois, acompanham a actividade dos Apóstolos, que instruem essas mesmas comunidades, para que se mantenham vivas: pela Comunhão Fraterna, a Fracção do Pão e as orações. É, sobretudo, relativamente a estas três componentes da vida da Igreja que, à época, é acolhido e lido a Antigo Testamento e se formam, quer as tradições que irão integrar os quatro Evangelhos, quer os restantes escritos do Novo Testamento.

Hoje, as crianças participam neste processo de formação, na medida em que o Ensino dos Apóstolos é, de certo modo, transposto para a sala de catequese. Elas ouvem o que os Apóstolos ensinaram no início do Cristianismo e voltam a ensinar, mas agora através dos Evangelhos que registam o seu ensino. São, por isso, convidadas a viver, regularmente e no contexto das suas vidas de criança, essa Comunhão Fraterna (experimentada especialmente no grupo de catequese), a participar activamente na Fracção do Pão (eucaristia) e a orar com intensidade e gosto.

Com base nisso, as crianças serão desafiadas a uma maior adesão de fé a Cristo, a exemplo de Pedro. Com ele, também elas são convidadas a dizer a Jesus: “Tu tens Palavras de vida eterna” (Jo 6, 68).

Este bloco termina com três catequeses de preparação e vivência do Natal de Jesus, seguindo o mesmo método de ensino: são conduzidas a Jesus, o Verbo ou Palavra de Deus encarnada, por um dos Evangelistas que, para isso, lhes fala de João Baptista e da Mãe de Jesus.

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Catequese 1

RE-UNIDOS NO AMOR DE CRISTO

I. INTRODUÇÃO

APROFUNDAMENTO DO TEMA 1. Que palavras!

Esta expressão, em título, pode ser indicativa de admiração, estranheza e mesmo recusa, como possível reacção ao título deste catecismo: Tens Palavras de Vida Eterna. Não será exigir demais das crianças, tão tenras na sua idade e, consequentemente, sem a necessária capacidade de compreensão? Que poderão elas entender, ou vir a entender, da vida eterna? Se até para os adultos isso é tão difícil, mesmo para os mais instruídos, designadamente em ciências bíblicas e teológicas!

O título do catecismo é tirado de Jo 6, 68. Trata-se da resposta de Pedro, em nome dos restantes Apóstolos, ao discurso de Jesus acerca do verdadeiro Pão da Vida, por Ele proferido, na sequência do milagre da multiplicação dos pães (6, 1ss). Perante a sua afirmação: Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá

eternamente; e o pão que hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo (6, 51),

perante tal reivindicação, antes e depois desenvolvida, os discípulos tomam duas posições opostas: muitos deles, escandalizados, voltaram para trás e já não andavam

com Ele (6, 66); uma debandada de que os Doze não partilham. Dizem os primeiros: Dura é esta palavra! Quem a pode escutar? Os Doze, porém, respondem ao desafio de

Jesus – Também vós quereis ir embora? – com a decisão e confissão de fé: A quem

iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Por isso, nós cremos e (re)conhecemos que Tu és o Santo de Deus (6, 67-69).

O que está em questão é, portanto, a incredulidade ou a fé. E esta última consiste em “crer” e “(re)conhecer”: “Crer”, no sentido de confiar-se, entregar-se totalmente a quem se dá a “conhecer”, como alguém que promete e garante aquela segurança e firmeza tão necessárias à vida, tantas vezes e de tantos modos, ameaçada, destruída.

É assim que o Catecismo da Igreja Católica (142-143) resume os dois movimentos – de Deus para o homem e deste para Deus – neste processo de adesão de fé:

– “Pela sua revelação, «Deus invisível, na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos e convive com eles, para os convidar e admitir à comunhão com Ele» (DV 2). A resposta adequada a este convite é a fé.

– Pela fé, o homem submete completamente a Deus a inteligência e a vontade; com todo o seu ser, o homem dá assentimento a Deus revelador. A Sagrada Escritura chama «obediência da fé» a esta resposta do homem a Deus revelador.”

Quer isto dizer que as palavras com que Deus se revela são já, nomeadamente em Jesus, seu Filho Unigénito, e no dizer deste, espírito e vida (Jo 6, 63). Isto é, transmitem o hálito vital (conforme o sentido etimológico e original do termo “espírito” – cf. Gn 2, 7), sem o qual não podemos viver. Uma transmissão não apenas ao intelecto, mas também, tantas vezes muito mais, à vontade e ao sentimento. Vejamos como isso acontece já ao nível da comunicação inter-humana, com o que se pode chamar:

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3 2. Palavras de vida

Toda a comunicação verbal, escrita ou oral, tem a ver com a vida. Quando falo e/ou escuto, estabeleço aquela relação com outro(s), sem a qual não posso viver, como ser essencialmente social que sou. Nem que seja para transmitir uma simples notícia. Mesmo neste caso, dou algo de meu – do que (só eu) conheço – e que faz parte da minha vida. E a vida daqueles a quem a dou modifica-se com a notícia que transmito. E, por vezes, de que maneira!

É uma vitalidade das palavras que aumenta na medida da vitalidade e autoridade de quem as profere. Por exemplo, a sentença de um juiz, no exercício das suas funções, é sempre determinante para a vida da pessoa a quem ela se destina: para a sua liberdade ou perda dela, com todas as consequências vitais a ela associadas. E isto, com uma simples declaração de inocência ou culpabilidade!

Mas a autoridade e vitalidade daquele que fala não lhe vem apenas do poder, oficial e público, em que está instituído. Longe disso. Quantas pessoas há nessas funções, às quais se nega toda a credibilidade! E se é aceite o que dizem, é porque não há outro remédio. Obedecemos-lhes exteriormente por dever ou conveniência, mas no nosso íntimo não nos convencem. Que lhes falta então para que as suas palavras sejam verdadeiramente eficazes, geradoras de vida, a todos os níveis?

Reparemos nas pessoas que habitualmente escutamos de melhor grado e cujas palavras mais nos tocam e transformam. Variam, muitas vezes de acordo com as circunstâncias em que as escutamos. Na escola ou no ensino em geral, por exemplo, damos muito mais ouvidos a quem sabemos, por outros ou por experiência própria, ser verdadeiramente perito nos temas que transmite. Mas, mesmo nesses casos, a sua autoridade pode ser perturbada e até destruída, pelo modo como ensina e/ou trata aqueles a quem se dirige. Tentamos acolher o que nos diz. Mas, sem acolhermos quem o diz, até o que é dito nos custa aprender, mesmo que seja correcto e útil.

A comunicação só é perfeita, quando, de parte a parte, há simpatia, no sentido etimológico de capacidade comprovada para “padecer com”. Quando aquilo que ouvimos ou lemos é parte e expressão de uma sintonia de apreço e amor, recebido e retribuído, então sim: somos todo ouvidos e olhos e coração para quem nos fala ou escreve. E obedecemos-lhe, isto é, submetemo-nos, livremente e de bom gosto, ao que ouvimos e a quem ouvimos (conforme a origem latina de “obedecer” = obaudire). Submetemo-nos, porque, na prática, essa pessoa já se submeteu a nós, pelas palavras que nos diz e tantas outras manifestações de amor com que nos oferece a sua vida – para a nossa vida, que pode ir adquirindo dimensões de vida eterna, pelo menos com Deus e seu Filho Jesus Cristo cujas palavras são, por isso, verdadeiras…

3. Palavras de vida eterna

Escreve o Papa Bento XVI (em SS 12), depois de uma longa exposição sobre os limites da compreensão e linguagem humana, que a vida eterna “seria o instante de mergulhar no oceano do amor infinito, no qual o tempo – o antes e o depois – já não existe.” Eternizar este amor, que, embora apenas a conta-gotas, já podemos experimentar na vida terrena e nela nos oferece os momentos mais saborosos… alargá-los para lá de todos os limites do tempo e do espaço é o que, consciente ou inconscientemente, todos mais desejamos.

E Cristo, o que faz é abrir-nos o caminho para isso e oferecer-nos os meios e as energias para o percorrermos: o caminho de um amor ilimitado, por Ele percorrido desde a sua encarnação, como verdadeiro pão descido do Céu (Jo 6, 32-51), até à sua morte e ressurreição, em que deu totalmente a sua carne pela vida do mundo (6, 52-57), de tal modo que quem come deste pão viverá eternamente (6, 58).

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Estas são, entre outras, as palavras que Pedro classifica de vida eterna, porque provenientes de quem tem a vitalidade e a autoridade comprovadas por um amor ilimitado, um amor à medida de Deus.

E é destas e outras Palavras de Cristo, o Santo de Deus (Jo 6, 69), que o catequista é chamado a ser transmissor em cada encontro da catequese. Terão os catequizandos capacidade suficiente para as compreender? Depende de muitos factores: entre eles, e talvez acima de tudo, do próprio catequista. Se são, como temos vindo a perceber, palavras a que se tem acesso apenas pela via da fé, uma fé que nasce do amor e conduz ao amor, então é óbvio que o catequista tem de ser e de se apresentar como um homem ou uma mulher de fé. Tem de poder exprimir às crianças, por palavras e acções, o que ele próprio vive e manifesta, nomeadamente, na dedicação com que se entrega a cada encontro de catequese e a cada catequizando que nela participa.

Neste contexto, poderão os catequizandos não perceber, racionalmente, todo o alcance significativo das palavras que ouvem ou lêem ou até que dizem designadamente as que formam o título desde catecismo. Mas experimentarão já o que elas significam: não apenas e nem tanto pela via do intelecto, como principalmente pelo coração, onde tantas vezes imperam razões que a razão desconhece, como quase sempre acontece no amor. É um amor que pode implicar, para o catequista, sacrifícios, renúncias e capacidade para se expor a incompreensões e fracassos. Mas é exactamente nisso que este amor cresce e se fortalece … até ganhar a dimensão de vida eterna, para o próprio e para quem dele usufruir: catequista e catequizandos.

OBJECTIVOS

– Tomar consciência de que, na catequese, é Cristo quem nos reúne com Deus e uns com os outros;

– Inserir os encontros da catequese na vida da Igreja, principalmente com a celebração da Eucaristia;

– Dispor-se a acolher, com fé, a Palavra de Deus na vida de cada um.

OBSERVAÇÕES PEDAGÓGICAS

1. Sendo um dos objectivos principais desta segunda fase da catequese clarificar, aprofundar e fortalecer a fé e a prática cristã que as crianças já vão tendo, propõe-se, nestes primeiros encontros, que o catequista estabeleça uma ligação com temas dos anos anteriores:

– Pelo cântico proposto na Experiência Humana e conhecido desde o segundo ano; – Pela saudação de teor litúrgico com que culmina essa mesma Experiência Humana e que é familiar às crianças, principalmente a partir da sua vivência da Eucaristia (3º ano); – Pelo texto bíblico, proclamado e reflectido na Palavra e relacionado com a celebração eucarística (catequese 24 do 3º ano);

– Pelo Mapa da Vida Cristã, entregue às crianças no final do ano anterior, para nele registarem a sua caminhada cristã nas férias que antecederam este primeiro encontro.

2. Para que o uso desse Mapa tenha o efeito desejado, propõe-se que seja analisado, de preferência, um exemplar preenchido por uma das crianças do grupo. Se o grupo tiver um novo catequista, que este se informe, junto do catequista do ano anterior, sobre quais as crianças que oferecem mais garantias de terem preenchido esse Mapa e peça a uma delas que lho empreste para este encontro.

3. O tema da Palavra de Deus, oferecido principalmente pela Bíblia, será já introduzido neste primeiro encontro, de um modo que suscite ou aumente o interesse das crianças:

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– Pela indicação, inclusivamente gestual, da importância da Bíblia, na Eucaristia e na Catequese;

– Pela forma das folhas (de um livro) e seu conteúdo, nas quais as crianças escrevem os seus nomes, durante a Experiência Humana;

– Pelas folhas, distribuídas às crianças, juntamente com os catecismos, com o título “A Palavra de Deus na minha vida”.

4. Com estas folhas, que se irão acumulando de encontro para encontro, pretende-se uma ligação entre todas as catequeses do ano e com o tema central: como a Bíblia é a Palavra de Deus que se foi formando a partir da vida do seu povo e para alimentar essa vida, assim a mesma Palavra deve tornar-se viva nas vidas de quem a escuta ou lê. Serão pedaços e expressões dessa vida que as crianças irão registando ao longo do ano, para formarem também elas um “livro” – o livro da Palavra de Deus nas suas vidas. Além das propostas que irão sendo feitas nos sucessivos encontros, cada catequista pode descobrir outras, conforme as crianças do seu grupo e a sua capacidade criativa.

Sugere-se o uso específico de um portefólio, susceptível de receber invólucros de plástico, para que as folhas não se estraguem nem sujem. Além de contribuir para a conservação das folhas, pode servir também para guardar outros materiais, sobretudo em papel, que cada criança pode ir acumulando ao longo do ano.

MATERIAIS – A Bíblia; – Uma vela;

– Os catecismos de cada criança (se necessário, recolhidos pelo catequista antes de iniciar o encontro);

– Folhas em A5, com o título “A Palavra de Deus na minha vida”, escrito ao alto, uma para cada criança, e colocadas, sem elas o saberem, dentro dos seus catecismos1;

– Invólucros de plástico A5, para neles se meter cada folha;

– 14 folhas, de cartolina fina e do tamanho de um quarto de A5, cada uma delas com uma das letras dos seguintes dísticos:

– Dísticos, com as letras recortadas: “REUNIDOS” (numa cor) “NO” (outra cor) “AMOR” (outra cor):

– Dístico “CRISTO”, com as letras do mesmo tamanho (ou maior) das dos dísticos anteriores e nas três cores desses mesmos dísticos;

– Canetas/ lápis para cada criança;

– (Se necessário) Duas folhas com o texto bíblico de Lc 24, 25-35, tendo assinalado cada parte a ler por cada criança/leitor: palavras de Jesus e palavras dos discípulos; – Um Mapa da Vida Cristã, se possível de uma das crianças do grupo.

MÚSICAS

– “É bom estarmos juntos”;

– Gravação da mesma, se necessário; – “Tu tens palavras de vida eterna”.

II. DESENVOLVIMENTO DA CATEQUESE Preparação da sala:

– O placar está vazio.

1 Estas folhas serão da responsabilidade do catequista, que pode adquiri-las impressas, em blocos, ou

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– Sobre a mesa está: ao centro, a Bíblia e uma vela, apagada; de um lado e do outro, os catecismos das crianças, dentro dos quais está uma folha A5 com o título (ao alto): “A Palavra de Deus está na minha vida”, cada uma dentro de um invólucro de plástico.

I. EXPERIÊNCIA HUMANA

1. Depois do acolhimento personalizado das crianças (e dos adultos que as

acompanhem), pelo(s) catequista(s), entram na sala em fila(s) e em silêncio, e sentam-se nos sentam-seus lugares.

De seguida, o catequista, partindo do modo ordenado como as crianças entraram na sala e se acomodaram, apele, brevemente, para a sua responsabilidade na observação das regras de funcionamento do grupo (que deve recordar), no respeito pelo lugar e pelos colegas e na participação activa em cada encontro. Deve fazê-lo de um modo simpático, positivo e acolhedor, mesmo que se observe alguma, natural, agitação nas crianças.

Se as crianças e o(s) catequista(s) ainda se não conhecem, nomeadamente dos anos anteriores, faça-se uma breve apresentação, começando pelo(s) catequista(s): nome, profissão, lugar onde habita, situação familiar… As crianças, se forem muitas e/ou a sua disposição na sala impedir que todas se vejam facilmente, podem ir à frente, onde dizem o nome e, se parecer oportuno e não alongar, o lugar onde habitam.

O catequista, quer haja ou não apresentação, continue com estas palavras:

Que bom estarmos juntos!...

E se nós fôssemos dizer isso mesmo – a alegria por nos encontrarmos (de novo) – a cantar?

Pode ser com um cântico de que certamente ainda se lembram: “É bom estarmos juntos” (1ª estrofe)

2. Estarmos juntos, como irmãos que sorriem, cantam e estão em Deus!... Mas que fazer para estarmos juntos como irmãos?

Vamos tentar descobrir o que fazer na catequese, para sermos verdadeiros irmãos. Para isso, vou distribuir por vós umas folhinhas, cada uma com uma letra.

O catequista entregue às crianças 14 folhas do tamanho de um quarto de A5, cada uma com uma das seguintes letras em três cores diferentes, conforme se indica:

– REUNIDOS – numa cor; – NO – noutra cor;

– AMOR – noutra cor.

Conforme o número dos membros do grupo, distribuam-se assim:

– Até 14 crianças: uma ou mais folhas por cada uma; se for mais do que uma folha, que sejam letras da mesma cor e palavra;

– Mais de 14 crianças: uma folha por uma ou duas crianças. Depois explique o que têm de fazer:

A primeira coisa que cada um tem de fazer é escrever o seu nome na folha (ou numa das folhas) que vos calhou. Escrevam ao fundo e de modo que, depois, se possa ler.

Se o grupo tiver mais de 14 crianças, algumas terão, obviamente, de escrever numa mesma folha.

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– Agora, os meninos ou meninas que têm letras da mesma cor, juntem-se (pode indicar

os lugares na sala) e, em conjunto, tentem descobrir a ordem das letras, para formarem

uma palavra.

Durante o trabalho de grupos, pode colocar-se, como música de fundo, a gravação do

cântico:

“É bom estarmos juntos”. 3. Terminado o trabalho de grupos:

Vamos ver se todos acertaram na ordem das letras e o que as palavras, todas juntas, nos dizem para sermos – não se esqueçam - verdadeiros irmãos e para vivermos em Deus.

O catequista chame, primeiro, pelas crianças com as letras da palavra “REUNIDOS”, dizendo a sua cor. As crianças vão à frente, colocam-se na ordem certa das letras, e mostram-nas às restantes. Depois de deixar contemplar, o catequista afixe-as (ou ajude a afixá-las) no placar, na disposição indicada no Documento 1, e comente, após as crianças voltarem para os seus lugares:

Portanto, estamos aqui reunidos (apontando o dístico) como as letras de uma palavra: cada letra (ou algumas das letras) com um (ou dois) nome(s).

O que quererá isto dizer?...

Como acontece com as letras de uma palavra, separadas umas das outras, o mesmo se passa connosco: para sermos irmãos uns dos outros, temos de nos reunir, de vez em quando. Reunindo-nos é que podemos viver mais unidos. Reparem como “unidos” está na palavra “re-unidos”.

Mas que fazer para, nos nossos encontros e mesmo fora deles, vivermos realmente unidos, como irmãos?

Vamos às outras letras.

Depois de chamar pelas crianças com as letras das palavras “NO” e “AMOR” e de, com elas, fazer como antes, o catequista conclua:

Cá está!... É no amor que estamos reunidos e unidos.

Porque nos amamos uns aos outros, e para nos amarmos mais, é que vimos aqui.

E temos de vir todos! O/A (nomes de todas as crianças ou parte delas, a partir das

folhas no placar). E, claro, eu (ou nós).

O(s) catequista(s) escreve(m) o seu nome numa das folhas, de preferência e se for o caso, numa que não tenha nome nenhum ou apenas um. Depois comente:

Reparem como o que acabámos de fazer já pode ser um gesto de amor…

Estou a lembrar-me de uma medalha que estava no catecismo do ano passado, com as palavras: “Sou capaz de amar”. É o que já estamos a fazer.

E sentimo-nos tão felizes! Eu sinto.

Então, para mostrar a felicidade, vamos também unir as nossas vozes, como as letras daquelas palavras, e cantar outra vez o mesmo cântico, mas agora batendo as palmas. Para sair certinho, comecemos primeiro pelas palmas, ao ritmo do cântico… E agora cantemos:

“É bom estarmos juntos” (1ª e 2ª estrofes)

4. Mas, não vos parece que falta, ali no placar, qualquer coisa. Olhem bem!... Quem é que nos reúne e nos une no amor?...

Depois de deixar que as crianças se exprimam e sem comentar as suas respostas, o catequista afixe no placar, ao centro (conforme Documento 1), o dístico “CRISTO”

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(com as letras nas três cores das restantes palavras), felicite as crianças que acertaram na resposta e pergunte:

Digam-me cá: Não há um lugar especial em que habitualmente dizemos estas palavras : “Reunidos no amor de Cristo”?...

Certíssimo: é no princípio da Missa. Depois de o Sr. Padre nos saudar, respondemos?... “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo”.

Digamos todos outra vez, ao mesmo tempo (repetir).

Ora bem: como fazemos na Missa, também podemos fazer aqui. E hoje com maior razão: é a primeira vez, na catequese deste ano, que estamos reunidos no amor de Cristo.

Vamos fazer assim:

– Primeiro, cantamos “É bom estarmos juntos”, mas com gestos que mostrem ainda mais o que sentimos. Enquanto cantamos a estrofes, por exemplo: “É bom estarmos juntos, é bom sermos irmãos”, damos as mãos uns aos outros, em sinal do nosso amor. Quando cantarmos o refrão: “É bom sorrir”, é bom cantar, é bom estar em Deus”, batemos as palmas, em sinal da nossa alegria.

– Depois de duas estrofes, eu saúdo-vos, como na Missa, e vós respondeis como dissemos há pouco: “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo”.

– De seguida cantamos mais uma estrofe do cântico, neste caso: “É bom seguir Jesus”,

novamente, primeiro de mãos dadas, e a seguir, batendo as palmas.

Levantem-se… olhemos para o placar, em silêncio… E agora, de mãos dadas, cantemos o cântico:

“É bom estarmos juntos”… (1ª e 2ª estrofe)

Catequista:

A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam connosco.

Crianças:

Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Todos - Cântico:

“É bom seguir Jesus”… (3ª estrofe)

II. PALAVRA

1. Depois de as crianças se sentarem:

Como estão a ver, há uma grande ligação entre a Missa e a catequese: nas duas nós encontramo-nos com Jesus. Mas qual das duas é mais importante?...

É claro que é a Missa. Mas porquê?...

Porque só na Missa podemos encontrar Jesus de um modo muito especial. Todos já sabem isso, uma vez que já fizeram a Primeira Comunhão. Ainda se lembram? Foi uma festa belíssima, inesquecível. Até porque continuamos a comungar e repetimos assim essa experiência. Portanto, se vir à catequese é muito importante e bonito, também não chega para nos encontrarmos com Cristo e com os outros cristãos.

Mas, por outro lado, se não viermos à catequese, não compreendemos bem o que se passa na Missa nem como devemos viver para sermos irmãos e amigos, onde quer que

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nos encontremos. Não foi na catequese que, sobretudo no ano passado, aprenderam tanta coisa sobre a Missa?

2. A propósito: lembram-se de alguma história sobre Jesus que ouvimos numa catequese do ano passado e que nos mostra o que acontece na Missa: como ela decorre, quantas partes tem? Aquela história em que dois discípulos de Jesus, depois de Ele ter sido morto, se iam embora de Jerusalém, muito tristes…

O catequista deixe que as crianças reconstruam, por palavras suas, a cena de Lc 24,

13-35 e, conforme as suas respostas, continue:

De facto, os dois iam muito tristes, por tudo o que tinham feito a Jesus. E havia já três dias que Ele tinha sido morto. Pensavam que tudo tinha acabado.

Mas, quando Jesus ressuscitado se colocou a seu lado e eles, mesmo então, a vê-lo e a falar com Ele, não O reconheciam.

Vamos ouvir como é que Jesus se deu a conhecer.

Para isso, preciso de ajuda de dois de vós, para lerem comigo: eu leio a história, um de vós lê as palavras de Jesus e outro as palavras dos discípulos.

O catequista acenda a vela, pegue na Bíblia, em Lc 24, 25-35, convide para junto de si as duas crianças/leitores, uma para cada lado, entregue-lhes as folhas com o texto (assinalado com as partes que cada criança deve ler) e convide as restantes a porem-se de pé.

Catequista:

O Senhor esteja connosco.

Crianças:

Ele está no meio de nós.

Catequista:

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São Lucas:

Crianças:

Glória a Vós, Senhor.

Catequista (narrador):

Então Jesus disse-lhes:

Criança (Jesus):

Homens sem inteligência e lentos de espírito,

para acreditar em tudo o que os profetas anunciaram!

Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?

Catequista (narrador):

Depois, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras (eleva um pouco a Bíblia) o que lhe dizia respeito.

Ao chegarem perto da povoação para onde iam, Jesus fez menção de ir para diante.

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Criança (discípulos):

Fica connosco,

Porque o dia está a terminar E vem caindo a noite.

Catequista (narrador):

Jesus entrou e ficou com eles. E, quando se pôs à mesa, tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho.

Nesse momento abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-n’O. Mas Ele desapareceu da sua presença.

Disseram então um para o outro:

Criança (discípulos):

Não ardia cá dentro o nosso coração, quando Ele nos falava a caminho e nos explicava as Escrituras?

Catequista (narrador):

Partiram imediatamente de regresso a Jerusalém e encontraram reunidos os Onze

e os que estavam com Eles, que diziam:

Criança (discípulos):

Na verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão.

Catequista (narrador):

E eles contaram o que tinha acontecido pelo caminho e como O tinham reconhecido ao partir do pão. Palavra da salvação.

Crianças:

Glória a Vós, Senhor.

3. Depois de as crianças se sentarem, o catequista, mantendo a Bíblia nas mãos,

comente:

É uma história muito bonita, não é?…

E repararam que nela encontramos muitas coisas parecidas com o que se passa connosco? Vamos ver se descobrimos algumas.

– Primeiro: Como é que aqueles dois discípulos recuperaram a alegria?... Encontrando-se com Jesus.

Também hoje isso acontece com muita gente. Até connosco. Encontramo-nos com Jesus e sentimos uma grande alegria e muito mais coragem para sermos bons e fazermos os outros felizes.

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Ainda há pouco, eu vi a alegria com que cantámos por nos encontrarmos de novo com Jesus e uns com os outros. E, de certeza, que isso se vai repetir em todos os encontros de catequese. Por isso, vale a pena virem sempre.

– Segundo: Também já vimos que só a catequese não chega. Como aqueles dois discípulos: de que modo é que Jesus se lhes deu a conhecer?...

Como na Missa, que tem duas partes.

Lembram-se de quais são e como lhes chamamos?...

Na primeira parte ouvimos a palavra de Deus. Como se chama esta parte?... Liturgia da Palavra.

E se nela ouvirmos com atenção, também nos começa a arder o coração, como àqueles dois discípulos. É que na Bíblia é Deus e Jesus que nos falam.

E posso-vos dizer que vamos descobrir isso de um modo especial: iremos aprender muito, mesmo muito, deste livro maravilhoso (o catequista mostre a Bíblia). Portanto, neste caso, a nossa catequese vai ser ainda mais parecida com a primeira parte da Missa. Mas, para conhecer bem Jesus, para sentirmos o seu amor extraordinário, precisamos da segunda parte da Missa. Como se chama?...

Liturgia eucarística. Eucaristia é um outro nome que damos à Missa, não é? Que significa?...

“Acção de graças”. E é, dando graças a Deus, que Jesus se torna presente com o seu Corpo, entregue por nós, e o seu Sangue, derramado por nós. E nós podemos comungar este amor maravilhoso de Jesus. Para quê?

– Terceira coisa que encontramos nesta história que ouvimos da Bíblia: Que fizeram aqueles dois discípulos, logo depois de se encontrarem com Jesus?...

Voltaram imediatamente para Jerusalém, para darem aos outros a grande notícia do encontro com Jesus ressuscitado e conviverem com eles.

Como nós aqui na catequese. Sim, sim, é Jesus quem nos reúne. Reparem no placar: estamos reunidos no amor de Cristo. Para quê? Para aprendermos mais coisas dele e partilharmos a nossa alegria e o nosso amor. Quem experimenta o amor de Jesus, quer saber mais dele e sobre Ele. É o nosso caso. É ou não?

III. EXPRESSÃO DE FÉ

1. Isto quer dizer que vós, durante as férias, continuastes se encontrar-vos com Jesus. Vamos ver como é que isso aconteceu.

O catequista afixe no centro do placar um Mapa da Vida Cristã, distribuído pelas crianças no final do ano anterior. Pode ser, por ordem de preferência:

– O Mapa preenchido por uma das crianças do grupo; – O Mapa preenchido pelo catequista do ano anterior; – Um Mapa por preencher.

Conforme a alternativa, adapte as seguintes palavras:

O que afixei eu no placar?...

Exacto: um Mapa da Vida Cristã, como aquele que cada um recebeu. Sabem de quem é este?

Indicar, conforme a alternativa seguida. Se for o de uma criança do grupo, pode ser convidada para a frente para que seja ela a expor brevemente o que nele preencheu, com a ajuda do catequista, que deve referir-se também às outras crianças e ao que também elas fizeram:

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– As Eucaristias em que participaram, e como elas nos levam às restantes actividades: – A Oração, que devemos fazer todos os dias, sozinhos e em família e comunidade; – A prática de boas Acções, como expressão do amor de Jesus em nós;

– A Confissão, para recebermos o perdão dos nossos pecados e a força para nos mantermos como cristãos.

O catequista (se for o caso, depois de mandar a criança para o seu lugar) louve as crianças pelo esforço que fizeram por se manterem assim unidas a Jesus e aos outros cristãos – o que permitiu terem uns Mapas tão bonitos – e conclua:

Sabem o que parece este mapa?... Olhem bem… Não é parecido com uma estrada? Saiu de uma igreja e volta para a mesma igreja, mas maior. Saiu da catequese do ano passado e volta para a catequese deste ano.

Quase como os dois discípulos, que iam de Jerusalém para Emaús. Mas, depois de se encontrarem com Jesus, voltaram para Jerusalém, para a Igreja, o grupo de cristãos que estavam lá reunidos… no amor de Cristo.

Assim acontece connosco: depois da longa viagem das férias – três meses – mas em que não deixámos de conviver com Jesus, aqui estamos…

O catequista retire do placar o Mapa da vida cristã e, apontando para os dísticos, continue:

Aqui estamos – digam todos: “Reunidos no amor de Cristo”. Que bom!

2. Para nos ajudar nestes encontros com Jesus e no intervalo de cada encontro, temos, mais uma vez, os catecismos.

Neles encontrarão muitas das palavras de Deus e de Jesus: palavras de vida eterna, como foram aquelas que Ele disse aos discípulos de Emaús e também a nós. Quanto bem elas lhes fizeram!

Por isso, antes de cada um receber o seu catecismo, vamos aprender um cântico em que dizemos isso a Jesus e a Deus:

“Tu tens palavras de vida eterna.”

Depois do ensaio, a distribuição dos catecismos pode ser feita do seguinte modo: – As crianças levantam-se e cantam, voltadas para o placar e a Bíblia, o cântico:

“Tu tens palavras de vida eterna” (1ª e 2ª estrofes)

– Cada criança é chamada pelo catequista, pela ordem em que se encontra nas folhas afixadas no placar. Junto do catequista, este entrega a cada uma o catecismo, dizendo: Catequista:

(Nome da criança), que o Senhor, pela sua Palavra, te conceda a vida eterna!

Criança:

Amen!

Se forem muitas as crianças e vários os catequistas, podem organizar-se tantas filas quantos os catequistas, que fazem também a entrega.

– No final, todas as crianças levantam os catecismos, sobre as mãos estendidas, e cantam o cântico:

“Tu tens palavras de vida eterna”(3ª e 4ª estrofes) 3. Compromisso

Possivelmente já repararam que, dentro do vosso catecismo, vai uma folha, dentro dum plástico…

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Que está escrito nela?... Podemos ler todos ao mesmo tempo: “A Palavra de Deus na minha vida”.

É uma folha muito importante que não se pode perder de maneira nenhuma. Por isso é que ela vai dentro de uma protecção: para não se estragar nem sujar.

Isso quer dizer também que vão receber mais folhas como essa, durante todo o ano. No fim, podem fazer um livro maravilhoso. Imaginem: um livro escrito por cada um de vós! Um livro escrito a partir do livro mais importante que temos: a Bíblia que é o livro da Palavra de Deus. Por isso nessa folha está escrito: “A Palavra de Deus na minha vida”.

Ao longo deste ano, iremos descobrindo como é que a Palavra de Deus, a partir da Bíblia, se pode manifestar na vida de cada um de nós. E em folhas, como essa, vão registando essa história da vossa descoberta da Palavra de Deus.

Vamos à primeira, essa que tendes já convosco. O que é que poderão escrever nela, até à próxima catequese?...

Tenho uma ideia. Olhemos todos outra vez para o placar…

Já repararam que aquelas folhinhas com as letras das palavras “reunidos no amor de Cristo” também são parecidas com as folhas de um livro? E como nas letras estão os nossos nomes: estão reunidos, como folhas de um livro, em volta de Cristo.

A minha proposta é passar aquela ideia para a folha que receberam. Eu explico:

– Podem, em primeiro lugar, contar, escrevendo na vossa folha, como é que o vosso nome surgiu em volta do nome de Cristo e como isso tem a ver com a catequese.

– Podem, em segundo lugar, escrever na vossa folha o que sentiram então com o nome em volta de Cristo. Em vez de palavras, podem, se quiserem, registar o que sentiram, por exemplo, desenhando.

– Há uma terceira coisa que peço para fazerem: escrever o nome de uma outra pessoa que gostaríeis de ver junto do vosso, ali no placar, em volta de Jesus. E escrevam também porque escolheram essa pessoa… Pode ser uma pessoa de hoje, mas também do tempo de Jesus. Para isso, podem consultar o catecismo do ano passado.

Não se esquecem?... E tragam a folha para o próximo encontro. Então, bom trabalho!

4. Para guardar na memória e no coração

“Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo”.

Nota:

Para que as crianças se habituem, desde este primeiro encontro, a realizar as tarefas que lhes são pedidas no compromisso, recomenda-se que o catequista as lembre disso, durante a semana, recorrendo aos meios ao seu alcance: o telefone ou telemóvel, o correio, nomeadamente electrónico, etc…

Tenha-se em conta que essas tarefas vão ser o ponto de partida no encontro seguinte. Por tudo isso, na produção do livro de cada criança são de comprometer também os pais, aos quais se deve explicar o seu significado.

E, no fim do ano, tornar-se-á, certamente, um motivo de orgulho para as crianças, os catequistas e as famílias.

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DOCUMENTO 1 Painel a construir no decurso desta catequese:

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Catequese 2

“SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS”

(Act 1, 8)

I. INTRODUÇÃO

APROFUNDAMENTO DO TEMA 1. Mártires

Mártires são – na acepção hoje mais comum na nossa língua – por exemplo, os catequistas que tanto têm de suportar e sofrer, na realização da sua missão: além do tempo e do esforço que têm de despender na preparação séria de cada encontro catequético, são, tantas vezes, confrontados com a irrequietude e a falta de interesse dos catequizandos, o alheamento dos responsáveis pela sua educação, o pouco ou nulo apoio das suas comunidades cristãs e seus dirigentes…

Mas, será, só e fundamentalmente, por isso que são – e bem – considerados mártires? Em sentido mais propriamente teológico e eclesiológico, chama-se mártir ao cristão que sofreu a morte para testemunhar a verdade das suas convicções de fé. “O martírio é o supremo testemunho dado em favor da verdade da fé; designa o testemunho que vai até à morte. O mártir dá testemunho de Cristo, morto e ressuscitado, ao qual está unido pela caridade. Dá testemunho da verdade da fé e da doutrina cristã. Suporta a morte como um acto de fortaleza. «Deixai-me ser pasto de feras, pelas quais poderei chegar à posse de Deus» (S. Inácio de Antioquia)” (CIC 2473).

Repare-se quantas vezes, nesta breve descrição do martírio, aparece a palavra “testemunho”. É nela que está o significado original do termo “mártir” e seus derivados, provenientes da língua grega – um significado primariamente jurídico: diz-se da pessoa que, sobretudo em tribunal, afirma ter visto, ouvido ou conhecido alguém ou alguma coisa que está a ser objecto de julgamento. Do seu depoimento pode depender a sentença que vier a ser proferida.

É primariamente neste mesmo sentido que Jesus, em Ap 1, 5; 3, 14, é chamado

Testemunha fiel: uma testemunha sobre Deus, que só Ele conhece na sua máxima

profundidade; um conhecimento que só Ele – qual palavra que, desde o princípio (isto é, desde a eternidade) estava em Deus e encarnou entre nós (Jo 1, 1.14) – transmite na sua existência terrena (Jo 1, 8); uma palavra de amor (3,16), que tem a sua expressão mais viva na hora derradeira dessa existência – a da crucifixão a que foi condenado pelo tribunal romano (18, 28-19,30). Por ter levado assim o seu amor até ao fim, por isso Ele é, por excelência, a testemunha fiel de Deus, inesgotável no seu amor.

E é por este amor que Ele – após ter vencido para sempre, pela morte e ressurreição, a mentira e o pecado – conquista, pela fé, os seus discípulos: os de então e os de todos os tempos. Cristãos que, também eles, encarnam na sua vida a mensagem que transmitem. É a eles que Ele, antes de subir ao Céu, diz:

2. “Sereis minhas testemunhas”

Estas palavras, transmitidas em Act 1, 8, são proferidas por Jesus ressuscitado, durante uma refeição com os Onze Apóstolos (Judas Iscariotes só será substituído mais tarde, Act 1, 15-26) e imediatamente antes de ser elevado ao Céu (Act 1, 4-11).

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É uma cena que S. Lucas (o autor dos Actos dos Apóstolos) já havia descrito no seu Evangelho: Lc 24, 36-53. Aí, na sequência directa da aparição aos discípulos de Emaús (24, 13-35).

Estavam eles ainda a contar o que lhes tinha sucedido pelo caminho e como Jesus se

lhes dera a conhecer, ao partir o pão, quando Jesus se apresentou no meio deles, dizendo-lhes: «A paz esteja convosco!» (vv. 35-36).

Perante o espanto e o medo dos discípulos, que julgavam tratar-se de um espírito, Jesus mostra-lhes as mãos e os pés, os mesmos que haviam sido cravados na cruz. Não podia haver margem para dúvidas: Um espírito não tem carne nem ossos, como verificais que

Eu tenho – diz-lhes Jesus (v. 39). E tão importante era esta identidade do Ressuscitado

com o Crucificado, que Jesus chega ao ponto de comer diante deles. Só na certeza disso, os discípulos estavam em condições de compreender e aceitar o que Jesus lhes ia dizer a seguir. Eram então, e são para nós hoje, palavras fundamentais.

Antes de mais porque desfazem, de vez, as dúvidas acerca da condição messiânica de Jesus. Dúvidas provenientes da sua crucificação: um crucificado era considerado um amaldiçoado por Deus (cf. Gal 3, 13, com base em Dt 21, 22-23). Mas, como poderia Ele, nessa condição, ter ressuscitado dos mortos e tornar-se, para sempre, o Ungido ou Messias do Senhor, com os poderes divinos que isso lhe conferia?

A resposta tinha de vir do mesmo Deus. Por isso Jesus lhes abriu, então, o entendimento para compreenderem as Escrituras, isto é, o Livro da Palavra de Deus (até então o Antigo Testamento). E disse-lhes: Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e

ressuscitar de entre os mortos, ao terceiro dia (vv. 45-46). O Deus que, na história

passada do seu povo, havia, por exemplo, glorificado o seu Servo (uma figura profética, referida em Is 52,13-53,12), também Ele ignominiosa e injustamente assassinado, foi o mesmo Deus a quem Jesus se entregou totalmente na sua morte (Lc 23, 46) e agora, pela ressurreição, o constituiu Senhor dos mortos e dos vivos (Rm 14, 9). E para quê?

Para ser anunciada, em seu nome, a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém – acrescenta Jesus (Lc 24, 47). A conversão é a

resposta humana à oferta do perdão, obtido por Jesus, ao morrer pelos nossos pecados,

segundo as Escrituras (1Cor 15, 3). Um perdão extensivo a toda a humanidade. Daí o

seu anúncio a todas as nações.

E é de tudo isto – anúncio do Evangelho e consequente apelo à conversão, em todo o mundo – que os discípulos são constituídos testemunhas, encarnando na sua vida o conteúdo do seu testemunho.

Sabemos hoje como eles realizaram essa missão e com que resultados, porque também tudo isso:

3. “Está escrito”…

Neste caso, é na segunda parte da Bíblia, a que chamamos Novo Testamento, e que se foi formando a partir do referido anúncio ou testemunho. Os Actos dos Apóstolos descrevem como o testemunho dos Doze, depois da descida do Espírito Santo (Act 2, 13s) – que, no dizer de Jesus, foi prometido por meu Pai (Lc 24, 49) – se foi estendendo desde Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra (Act, 1, 8). Da resposta da fé a esse Evangelho foram nascendo, por toda a parte, comunidades crentes que, para assim se manterem e crescerem, iam recebendo dos Apóstolos e outros mensageiros, a necessária catequese, umas vezes oralmente, outras por escrito.

Dos 27 livros do Novo Testamento, os primeiros a serem redigidos foram algumas das cartas de S. Paulo, a partir dos anos 50, a começar pela primeira aos Tessalonicenses. Vieram depois os quatro Evangelhos, escritos numa altura em que as principais

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testemunhas oculares já tinham morrido e para que o seu testemunho se não perdesse ou fosse mal interpretado.

Todo o Novo Testamento é, portanto, um dos frutos mais ricos e fecundos do testemunho apostólico, na maior parte dos casos consolidado e confirmado pelo martírio, no sentido exposto atrás, de oferta sangrenta da própria vida. Sofrimentos que, no dizer de Paulo aos cristãos de Colossos, suporto por vós e com os quais completo o

que falta às tribulações de Cristo, na minha carne, pelo seu Corpo, que é a Igreja (Col

1, 24). Por isso a sua mensagem era tão bem aceite: além de ser ouvida ou lida, era vista ao vivo naqueles que a transmitiam.

O mesmo se diga do catequista, nomeadamente a propósito do método a seguir na catequese: “O carisma que lhe é dado pelo Espírito, uma sólida espiritualidade e um transparente testemunho de vida, constituem a alma de todo e qualquer método e só as qualidades humanas e cristãs do catequista garantem o bom uso dos textos e dos outros instrumentos de trabalho” (DGC 156). Qualidades que têm a sua raiz profunda em Cristo, que o chama e envia, através da sua Igreja e como sua testemunha.

OBJECTIVOS

– Descobrir como Cristo ressuscitado enviou os discípulos com a missão de anunciarem o Evangelho;

– Acolher as palavras de Cristo, pelo louvor;

– Dispor-se a acolher o testemunho de Cristo e a colaborar nele.

OBSERVAÇÕES PEDAGÓGICAS

1. Esta catequese, até pelo texto bíblico nela transmitido, é a continuação da anterior: reunidos no amor de Cristo, os discípulos são enviados como mensageiros da Boa Nova da sua morte e ressurreição. Daí que, na Experiência Humana, aos nomes das crianças e catequistas, se juntem aos nomes de outras pessoas, especialmente ligadas às crianças. O relevo dado aos Apóstolos justifica-se pelo seu lugar único e incontornável na transmissão da Boa Nova de que nasceram a Igreja e os livros do Novo Testamento.

2. Dada a importância das palavras de envio, proferidas por Jesus, sugere-se que elas sejam (re)lidas pelas crianças, a partir dos dísticos que, sucessivamente, vão sendo afixados no placar. Pela mesma razão, são depois rezadas, na Expressão de Fé. Mas então, com o crucifixo introduzido solenemente, para estabelecer a ligação entre as condições de testemunhas, por parte dos discípulos, e o conteúdo do seu testemunho.

3. Para que as crianças se sintam conquistadas por este testemunho, acolhendo-o e colaborando nele, propõe-se que se façam transmissoras da experiência vivida nesta catequese, especialmente junto de alguém a quem se sintam ligadas, por razões cristãs. Insista-se para que registem a realização deste compromisso em mais uma folha com “A palavra de Deus na minha vida”. Será dela que se vai partir para a próxima catequese, sobre a vinda do Espírito Santo.

MATERIAIS

– Folhas com “A Palavra de Deus na minha vida”, devidamente preenchidas e trazidas pelas crianças, a partir da catequese anterior;

– Dísticos “REUNIDOS NO AMOR de CRISTO”, com os nomes das crianças e catequista(s) (catequese anterior);

– Canetas/esferográficas; – Marcadores (para sublinhar);

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– Dísticos: “O Messias sofreu e ressuscitou dos mortos”; “Arrependimento e perdão dos pecados”; “Em todas as nações”; “Testemunhas”; e “O prometido por meu Pai” (ver Documento 1).

– Um crucifixo de um tamanho que, no placar, estabeleça a ligação entre os dísticos anteriores (ver Documento 1);

– Folhas com o texto: “Disse Jesus: Está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar dos mortos ao terceiro dia”; “Disse Jesus que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados”; “Disse Jesus que deviam levar a Boa Nova a todas as nações”; “Disse Jesus aos discípulos: Vós sois testemunhas disso”; “Disse Jesus: Eu vos enviarei Aquele que foi prometido por meu Pai”.

– Duas velas; – Bíblia;

– Folhas com “A Palavra de Deus na minha vida”, uma para cada criança.

MÚSICAS

– “Tu tens palavras de vida eterna”.

II. DESENVOLVIMENTO DA CATEQUESE Preparação da sala:

No placar: estão afixados os mesmos dísticos e na mesma ordem do final da catequese anterior (ver Documento 1 dessa catequese).

Na mesa: a Bíblia e uma vela, apagada.

I. EXPERIÊNCIA HUMANA

1. O catequista pegue na sua própria folha com “A Palavra de Deus na minha vida”,

mostre-a às crianças e pergunte-lhes:

Então, também trouxeram a vossa folha com “A Palavra de Deus na minha vida”?... E fizeram os três trabalhos que vos pedi?...

Se nenhuma ou muito poucas crianças realizaram as tarefas sugeridas, o catequista pode repetir as duas primeiras e dar algum tempo (breve) para que as crianças escrevam as respostas nas suas folhas.

Num caso ou no outro, prossiga:

Primeiro: quem escreveu como é que o seu nome está ali no placar, (apontar) em volta do nome de Cristo?

Para uma criança que tenha realizado a tarefa pedida:

Lê lá tu (nome) o que escreveste na tua folha?

Depois de a criança ler, o catequista pode pedir o mesmo a outra, comparando e completando as respostas. E conclua:

Muito bem. Como as letras daquelas palavras, estamos todos… Leiam comigo: “Reunidos no amor de Cristo”.

Agora, digam lá o que sentem por estarmos assim, no placar e aqui na sala, reunidos no amor de Cristo. Quem escreveu?

Depois das respostas de algumas crianças, o catequista pergunte:

Além de nós, que mais pessoas vimos, nessa catequese, reunidas no amor de Cristo? Exacto: aqueles dois discípulos de Jesus que, depois de Ele ter sido morto em Jerusalém, voltavam tristes para a sua terra. Como se chamava essa terra?...

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19 E quando chegaram a Emaús, ainda iam tristes?... Então o que é que tinha acontecido pelo caminho?... Exacto, tiveram uma bela catequese com Jesus.

E de que livro se serviu Jesus para os ensinar sobre tudo o que tinha sucedido com Ele até à sua morte e ressurreição?

Da Bíblia! Como nós fazemos aqui na catequese.

E em que outro lugar importante é que ouvimos a Palavra de Deus na Bíblia?... Na igreja, sobretudo durante a Missa.

E que mais faz Jesus na Missa, como fez com aqueles dois discípulos?... Dá-nos o seu Corpo entregue na cruz por nós, na comunhão.

Foi assim que esses dois reconheceram finalmente Jesus.

E então sim: com o amor de Jesus, pelo dom do seu Corpo, ficaram muito, muitíssimo felizes.

Como nós, na Missa e aqui. Foi o que vós tão bem escrevestes nas vossas folhas.

O catequista pode mencionar alguns dos sentimentos antes expressos pelas crianças e, depois, convidar à oração:

E se nós fôssemos manifestar esta nossa alegria com aquele cântico que aprendemos? Aquele em que dizemos a Jesus: “Tu tens palavras de vida eterna”.

Depois de pedir a uma criança para acender a vela, junto da Bíblia, continue:

De pé… Olhemos primeiro para o nome de Cristo… e para a Bíblia em que Ele nos fala… E cantemos:

“Tu tens palavras de vida eterna” (1ª e 2ª estrofes) 2. Após as crianças se sentarem:

Ainda se lembram do que fizeram aqueles dois discípulos de Emaús, depois de reconhecerem Jesus?...

Voltaram logo para Jerusalém, para levaram a feliz Boa Nova aos outros discípulos. E o que terá acontecido depois? Iremos ver daqui a pouco. Posso dizer-vos que foi algo de muito importante.

Mas, antes disso, falta falar do terceiro trabalho que vos pedi: escolherem uma pessoa cujo nome gostam de ver naquela mesma folhinha onde está o nome de cada um de nós, em volta do nome de Cristo.

Então, vamos a isso. Pode ser uma pessoa de hoje ou do tempo de Jesus.

O catequista distribua as folhas do placar pelas mesmas crianças que nelas escreveram os nomes.

Depois de todas escreverem, entregam-nas pela mesma ordem das letras “Reunidos no

Amor”. À medida que as vão entregando e antes de voltar a serem afixadas, cada

criança diga, muito brevemente, a razão que a levou a escolher a pessoa indicada. No final, o(s) catequista(s) faça(m) o mesmo, escrevendo o nome de um dos Apóstolos de Jesus. Depois, comente:

Que belo! Além de nós, tantas pessoas em volta de Cristo: reunidas, connosco, no seu amor.

Quer dizer que são pessoas que, como nós, conhecem Jesus ou querem conhecer ou já conheceram. Muitas delas até nos falaram dele. Sem elas, talvez nós não O conhecêssemos.

Sim, sim: se não fossem algumas daquelas pessoas, que guardaram a história de Jesus, ela podia ter-se perdido e nós, hoje, não conheceríamos Jesus.

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Por exemplo, sem (nome dos Apóstolos já indicados) hoje nada saberíamos como foi a vida de Jesus nem todas as coisas extraordinárias que Ele ensinou. Quer dizer que, de todas as pessoas que indicámos, são elas as mais importantes. Por isso, acho que os seus nomes merecem ser sublinhados.

O catequista pode sublinhar, com uma cor viva, os nomes dos onze Apóstolos e, depois, juntar os que faltam, distribuindo-os por outras folhas com as letras do dístico:

Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago (filho de Alfeu), Simão e Judas (filho de Tiago) (Act 1, 13).

Escreva também os nomes dos discípulos de Emaús: Cléofas e o companheiro de

Cléofas (Lc 24, 18).

Se as crianças descobrirem que falta um dos Doze, explique que Judas Iscariotes já não andava com os outros, por ter traído Jesus; e o seu substituto, Matias, só foi escolhido mais tarde (Act 1, 15-26).

No final convide as crianças à oração:

Sabem o que estou a pensar? – Cantarmos outra vez o cântico “Tu tens palavras de vida eterna”. Agora a pensar em todas as pessoas cujos nomes escrevemos nas folhinhas. É por causa do que Jesus lhes disse – e vai dizer a nós – que os nomes estão lá. Portanto, também aquelas pessoas podem dizer a Jesus: “Tu tens palavras de vida eterna”.

Então cantemos, ainda com mais alegria:

“Tu tens palavras de vida eterna” (3ª estrofe) II. PALAVRA

1. Lembram-se de há pouco vos ter perguntado o que terá acontecido àqueles dois discípulos, depois de eles terem voltado para junto dos Onze Apóstolos que estavam em Jerusalém?

Pois bem, é isso que agora vamos descobrir. Foi algo de extraordinário e muito, muito importante para os dois discípulos, para os Onze e para nós, juntamente com todas as pessoas que têm o nome escrito no placar: pessoas que nos acompanham.

Que terá então sucedido?

O catequista pegue na Bíblia, aberta em Lc 24, 36-53, e exponha, por palavras suas, a primeira parte do texto (vv. 36-43):

Imaginem: ainda os dois discípulos de Emaús estavam a contar aos outros amigos como Jesus ressuscitado lhes tinha aparecido, ainda eles estavam nisto, quando aparece Jesus no meio deles e os saúda, dizendo-lhes: “A paz esteja convosco”.

Que grande surpresa! Tão grande, que eles nem queriam acreditar. Pensavam que era um fantasma, uma espécie de sombra: algo que, ainda por cima, mete medo.

E que fez Jesus, para acabar com aquela surpresa, aquele susto?

Começou por lhes mostrar as mãos e os pés. Porquê as mãos e os pés? – Porque tinha sido nas suas mãos e nos seus pés que O tinham pregado na cruz. Portanto, aquela pessoa era Jesus, não era outra qualquer. Era o mesmo que três dias antes tinha sido crucificado e, na cruz, dera a vida por todos, mostrando assim quanto Ele os ama.

Mas, mesmo assim, eles ainda não queriam acreditar: estar com Jesus parecia uma alegria grande de mais para ser verdade.

Por isso Jesus, para eles terem a certeza de que não era outra pessoa ou uma sombra dele, ainda foi mais longe:

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Perguntou-lhes se tinham alguma coisa para comer. Eles deram-lhe um pedaço de peixe. Um fantasma não come, pois não?

E então sim, depois de Jesus comer, já não havia dúvidas: era Ele mesmo – Jesus, bem vivo no meio deles.

E depois de se acalmarem – olhem, era quase como nós aqui, a ouvir esta história – então, sim: estavam já preparados para ouvirem o que Jesus lhes tinha para dizer. A eles e, através deles, a nós.

E o que Jesus lhes disse – e nos diz – foi, de novo, a partir da Bíblia (o catequista

levante-a).

São palavras muito, muito importantes. Não só por virem de Jesus e, para mais, depois de Ele morrer e ressuscitar, mas também porque têm a ver com o que os discípulos de Jesus, até nós hoje, devem fazer.

Por isso, para as ouvirmos com a máxima atenção, convido um de vós a pegar na vela acesa e a colocar-se aqui, junto de mim…

E agora, de pé, ouçam bem…

Catequista:

O Senhor esteja connosco.

Crianças:

Ele está no meio de nós.

Catequista:

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São Lucas:

Crianças:

Glória a Vós, Senhor.

Catequista (Lc 24, 46-49):

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Está escrito

que o Messias havia de sofrer

e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas disso.

Eu vos enviarei

Aquele que foi prometido por meu Pai. Por isso, permanecei na cidade,

até que sejais revestidos com a força do alto». Palavra da salvação.

Crianças:

Glória a Vós, Senhor.

2. Depois de pousadas a Bíblia e a vela e as crianças se sentarem: Então, ouviram bem?

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Olhem, foram tantas as coisas que Jesus disse e tão importantes, que eu pensei: o melhor é escrevê-las numas folhas, para não mais nos esquecermos delas.

Eu vou distribuí-las por alguns de vós que vêm aqui à frente e, todos juntos, as mostram aos outros.

O catequista entregue a cinco crianças os seguintes dísticos:

“O Messias sofreu e ressuscitou dos mortos”; “Arrependimento e perdão dos

pecados”; “Em todas as nações”; “Testemunhas”; “O prometido por meu Pai”.

Se o grupo for muito pequeno, pode entregar à mesma criança dois dísticos ou afixá-los todos no placar, mas fora da sua ordem no texto bíblico.

Depois de as crianças contemplarem os dísticos, diga-lhes:

Como vêem, não são todas as palavras de Jesus. Mas são as suficientes para nos lembrarem as restantes.

Vejam lá se conseguem lembrar-se das primeiras que Jesus disse. Olhem bem…

Se as crianças não conseguirem, o catequista pode voltar a ler o princípio do texto bíblico: “Está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar dos mortos ao

terceiro dia”. Depois comente:

Lembram-se do que significa “Messias”?

Exacto: é o “ungido” com o azeite que transmite a força de Deus. É o mesmo que… Olhem para o centro do placar. Que está lá escrito?... – Cristo.

Cristo, Messias e Ungido é o mesmo, só que dito por palavras diferentes. E Cristo ou Messias foi o título dado a Jesus.

Desde quando? Olhem para o dístico…

Desde que Ele sofreu e ressuscitou dos mortos.

Foi no sofrimento, que o levou à morte na cruz, foi então que Ele mais mostrou quanto nos ama: tanto, que deu toda a sua vida por nós. E, por dar assim a vida, é que Ele venceu a morte e ressuscitou. E hoje, está vivo junto de Deus e também connosco, para nos dar a força e a alegria do seu amor. Já sabemos como isto é um pouco complicado, mas nós entendemos com o coração.

Pois bem: este acontecimento da morte e ressurreição de Jesus, foi a coisa mais maravilhosa que sucedeu na terra, não acham? Vencer a morte!

Foi isto que Jesus começou por dizer aos discípulos de então e a nós hoje: que assim, na sua morte e ressurreição, Ele se tornou o Messias, o Ungido com a força de Deus, para sempre.

Então, eu proponho que afixemos estas palavras no placar, junto dos nomes de Cristo e das pessoas que o escutam.

A criança que tem o dístico “O Messias sofreu e ressuscitou” (ou o catequista) afixe-o ao meio e do lado esquerdo dos restantes dísticos já afixados no placar (ver Documento 1). Depois, convide a criança que o tinha a voltar para o seu lugar e prossiga:

E que disse Jesus, a seguir?

Se as crianças tiverem dificuldade em descobrir, o catequista pode ler o texto bíblico: “Está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar dos mortos ao terceiro dia e

que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados”.

Depois comente:

Estão a ver, à morte e ressurreição de Jesus segue-se… Exacto: o “Arrependimento e perdão dos pecados”.

É isto que os discípulos devem anunciar: que Jesus morreu por todos e ressuscitou e que as pessoas que escutam esta notícia maravilhosa devem arrepender-se das suas maldades e seus pecados, para que estes lhes sejam perdoados: é o “arrependimento e o

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perdão dos pecados”. Só assim, mudando de vida, para ser bom e fazer o bem, é que se pode participar do amor de Jesus, manifestado na sua morte e ressurreição.

Então, vamos afixar também estas palavras, mas do outro lado.

Faça-se com o dístico “Arrependimento e perdão dos pecados”, como com o anterior, mas agora afixado ao meio e do lado direito do placar (ver Documento 1).

E que disse Jesus, a seguir? Onde é que os discípulos devem anunciar que Ele morreu por todos e que ressuscitou, para o arrependimento e o perdão dos pecados?

Exacto: “Em todas as nações”. Se Ele deu a vida por todos, então todos devem conhecer e experimentar o seu amor, para mudarem de vida e serem capazes de amar. Vamos então afixar estas palavras.

Proceda-se com o dístico “Em todas as nações” como com os dísticos anteriores, mas afixando-o ao fundo do placar (ver Documento 1).

Agora digam-me: ao levar a Boa Nova a todas as nações o que é que os discípulos estão a fazer?...

A contar o que viram e ouviram, dando testemunho de tudo. Assim, os discípulos são “Testemunhas”. Quer dizer, estão a anunciar o que eles próprios viram e ouviram de Jesus o que Jesus fez também por eles. Assim é que se é uma testemunha.

Vamos, por isso, afixar esta palavra no alto do placar.

Faça-se com o dístico “Testemunhas” como com os anteriores, mas afixando este na parte superior do placar. Depois, o catequista comente:

Está bonito o nosso placar, não está? – Nós, e os discípulos, envolvidos pelas palavras de Jesus!

Mas ainda faltam as palavras “O prometido por meu Pai”. O que significará? Já sabemos que o Pai de Jesus é Deus. Mas o que é que Deus terá prometido?

Ainda não sabemos, porque na altura em que Jesus disse estas palavras, Deus ainda não tinha cumprido esta promessa.

Querem saber o que foi?... Veremos na próxima catequese. Vai ser uma bela surpresa. Até lá, vamos afixar estas últimas palavra:

Afixe-se o dístico “O prometido por meu Pai” ao fundo do placar, por baixo do dístico “Em todas as nações”.

III. EXPRESSÃO DE FÉ

1. Que belas palavras Jesus acaba de nos dizer. Sem elas e aquilo que os discípulos depois fizeram, nós hoje não conheceríamos Jesus e o seu grande amor.

Portanto, podemos dizer que são palavras de vida eterna, isto é, de uma vida cheia de felicidade e de alegria, como a que já começámos a receber de Jesus.

De certeza que estão com a vontade de cantar a Jesus o cântico “Tu tens palavras de vida eterna”.

Para ser mais bonito, vamos fazer assim: primeiro vou distribuir por alguns de vós uma folha com as palavras de Jesus. Depois cantaremos o cântico, antes de as lerem e a seguir à leitura de cada um de vós.

Depois de distribuir por cinco criança as folhas com o texto de Lc 24, 46-50, o catequista diga:

(24)

24

Olhem: antes da leitura, vamos ter uma surpresa que nos ajuda ainda mais a cantar este cântico, louvando Jesus pelas suas palavras. Para isso, ponham-se de pé e voltemo-nos todos para a porta da nossa sala.

Pela porta da sala, entram duas crianças (ou catequistas) em cortejo: uma com uma

vela acesa e a outra com o crucifixo. Chegadas à frente das outras, a que tem a vela

coloque-a sobre a mesa, do outro lado da Bíblia; a que leva o crucifixo entregue-o ao catequista que o pendura no meio do placar, de modo a estabelecer uma ligação entre os dísticos.

Se não for possível o cortejo, pode tudo ser feito à frente das crianças; a que transporta a vela e a que tem o crucifixo colocam-se diante das outras, para que contemplem o crucifixo por uns breves momentos.

Depois de afixado, o catequista diga:

Agora sim, com a imagem de Jesus na cruz, a apontar para todas as palavras que acaba de nos dizer, podemos cantar, voltados para Ele, o cântico:

“Tu tens Palavras de vida eterna” (3ª estrofe).

– 1ª criança/leitor:

Disse Jesus: Está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar dos mortos ao terceiro dia.

– Cântico: “Tu tens Palavras da vida eterna” (só o refrão).

– 2ª criança/leitor:

Disse Jesus que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados.

– Cântico: “Tu tens palavras de vida eterna” (só o refrão).

– 3ª crianças/leitor:

Disse Jesus que deviam levar a Boa Nova a todas as nações. – Cântico: “Tu tens palavras de vida eterna” (só o refrão). – 4ª criança/leitor:

Disse Jesus aos discípulos: “Vós sois testemunhas disso”. – Cântico: “Tu tens palavras de vida eterna” (só o refrão).

– 5ª criança/leitor:

Disse Jesus: Eu vos enviarei Aquele que foi prometido por meu Pai. – Cântico: “Tu tens palavras de vida eterna” (4ª estrofe).

Se o tempo for pouco, podem juntar-se as preces 1 e 2 e as 3 e 4, isto é, cantar-se o cântico só depois das preces 2ª, 4ª e 5ª.

2. Depois de as crianças se sentarem:

Ainda falta saber o que aconteceu depois de Jesus dizer estas palavras tão importantes. Será que Ele ficou com os discípulos? Olhem, aconteceu o seguinte:

O catequista leia Lc 24, 50-53 ou exponha o seu conteúdo por palavras suas:

Depois Jesus levou os discípulos até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os.

Referências

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