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CLAREAMENTO EM DENTES VITAIS

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Academic year: 2021

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Elias Eduardo Fonseca

Ellen Rosane de Oliveira Izidoro Silva

CLAREAMENTO EM DENTES VITAIS

Pindamonhangaba – SP

2017

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ELIAS EDUARDO FONSECA

ELLEN ROSANE OLIVEIRA IZIDORO SILVA

CLAREAMENTO EM DENTES VITAIS

Monografia apresentada como parte dos requisitos para obtenção do Diploma de Bacharel em Odontologia pelo curso de Odontologia da Faculdade de Pindamonhangaba.

Orientadora: Prof. MSc Karina Silva

Pindamonhangaba – SP

2017

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Fonseca, Elias Eduardo ; Silva, Ellen Rosane de Oliveira Izidoro

Clareamento em dentes vitais / Elias Eduardo Fonseca; Ellen Rosane de Oliveira Izidoro Silva / Pindamonhangaba-SP : FAPI Faculdade de Pindamonhangaba, 2017.

22f.

Monografia (Graduação em Odontologia) FAPI-SP Orientador: Prof. MSc. Karina Silva

1 Clareamento dental 2 Peróxido de hidrogênio 3 Peróxido de carbamida

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ELIAS EDUARDO FONSECA

ELLEN ROSANE DE OLIVEIRA IZIDORO SILVA

CLAREAMENTO EM DENTES VITAIS

Data: ___________________ Resultado: _______________

BANCA EXAMINADORA

Prof. ____________________________ Faculdade de Pindamonhangaba Assinatura__________________________

Prof. ____________________________ Faculdade de Pindamonhangaba Assinatura__________________________

Prof. ____________________________ Faculdade de Pindamonhangaba Assinatura__________________________

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Aos meus avós Nancy Pereira de Oliveira e João Mariano de Oliveira (in memorian) que infelizmente não estão mais aqui para compartilharem comigo mais uma vitória que Deus tem me dado, mas onde estiverem sei que estão felizes por mim.

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AGRADECIMENTOS

Primeiramente agradeço a Deus por ter me permitido chegar até aqui.

Agradeço também aos meus pais e marido pela colaboração, compreensão e paciência que tiveram e estão tendo comigo, pois acabaram contribuindo seja de forma direta ou indiretamente para que eu pudesse concluir esta fase da minha vida, e também por tudo que fizeram e fazem até hoje por mim.

A todos os Professores do curso de Odontologia, por toda ajuda e todo conhecimento que por mim foi adquirido.

Meu muito obrigada!

Ellen Rosane de Oliveira Izidoro Silva

Agradeço a Deus em primeiro lugar sempre, meus pais e a Erica Soler, pois sem eles nada disso seria possível, a meus familiares e amigos que direta ou indiretamente contribuíram para que esta jornada pudesse ser concluída.

Elias Eduardo Fonseca

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O senhor é meu pastor e nada me faltará 23Sa1mos:1

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RESUMO

O clareamento dental vem cada vez mais ganhando adeptos devido à facilidade e simplicidade de seu uso, e principalmente por não ser um procedimento invasivo. Ao passar dos anos vem sendo aprimorado. Porém, ainda existem várias dúvidas quanto a qual tipo de clareamento deve ser feito em devida situação sabendo que pode ser feito pela técnica caseira, de consultório ou a combinação de ambas as técnicas, também orientamos sobre quais as vantagens e desvantagens de cada agente clareador podendo ser do peróxido de carbamida e peróxido de hidrogênio. Este trabalho visa por meio da revisão de literatura, sanar várias dúvidas do profissional e auxiliá-lo neste tipo de procedimento.

Concluiu-se que o melhor tratamento é o realizado com a técnica combinada feita juntamente em consultório e em casa com o clareamento associado a peróxido de carbamida.

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ABSTRACT

Dental whitening is increasingly gaining adherents because of the ease and simplicity of its use, and mainly because it is not an invasive procedure. Over the years it has been improved. However, there are still several doubts as to which type of bleaching should be done in a proper situation knowing that it can be done by the technique of the office or the combination of both techniques, we also advise on the advantages and disadvantages of each bleaching agent. be of carbamide peroxide and hydrogen peroxide. This work aims to review the literature, heal several doubts of the professional and assist him in this type of procedure. It was concluded that the best treatment is the one performed with the combined technique done in the office and at home with the bleaching associated with carbamide peroxide.

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO

10

2 MÉTODO

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3 REVISÃO DA LITERATURA

12

3.1 Mecanismo de ação dos agentes clareadores

12

3.2 Diagnóstico, prognóstico e planejamento

13

3.3 Peróxido de hidrogênio

14

3.4 Peróxido de carbamida

14

3.5 Clareamento em consultório e clareamento caseiro

15

3.6 Clareamento com e sem interferência de luz/led

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4 DISCUSSÃO

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5 CONCLUSÃO

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1 INTRODUÇÃO

A intensa procura pelo sorriso perfeito imposto pelo padrão de beleza da sociedade faz com que a cada dia que passe, os pacientes intensifiquem o desejo pela correção de forma, tamanho e principalmente por dentes mais claros. A ciência odontológica hoje não tem se preocupado tão somente com as doenças bucais, notando-se uma tendência por investimentos em pesquisa na área da cosmética, com intuito de satisfazer as necessidades estéticas, importante aspecto na autoestima de nossos pacientes.1 Essa grande busca tem ocasionado um crescimento nos estudos a respeito de agentes clareadores a fim de aprimorar e criar técnicas e produtos para que o clareamento seja feito de forma mais rápida, prática e principalmente mantendo os dentes saudáveis. 2

O clareamento vem sendo realizado há muito tempo na Odontologia, existindo relatos já em 1884, descrevendo o uso de agente oxidante instável com a finalidade de clarear dentes escurecidos. Popularizou-se a partir de 1989 com a técnica da moldeira individual para clareamento vital proposta por Haywood e Heymann, entretanto a técnica da moldeira não é capaz de resolver todos os casos de escurecimento, sendo necessário o uso de outras técnicas, como o clareamento dental em consultório.1

O clareamento dental visa devolver a harmonia estética, tendo como grande vantagem a conservação da estrutura dentária, além de ser um procedimento não invasivo que possibilita corresponder às expectativas dos pacientes, pode ser realizado de três formas: pelo cirurgião dentista no consultório, realizado pelo próprio paciente, em casa, porém sob a orientação do cirurgião dentista ou a associação de ambos os tratamentos.1 A associação das duas técnicas (clareamento em consultório e clareamento caseiro) é indicada em casos mais resistentes ao clareamento ou quando se deseja encurtar o tempo de tratamento.3

As técnicas de clareamento para dentes vitais evoluíram muito em relação ao tempo de aplicação do tratamento e principalmente em relação à fonte ativadora (calor/luz).4

Papathanasiou et al5 retratam que a utilização das fontes de luz, são desnecessárias e danosas as estruturas dentais.

Este trabalho teve como objetivo, através da revisão de literatura, sanar dúvidas quanto ao tipo de agente clareador, vantagens e desvantagens e associação dos agentes clareadores com a luz/laser.

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2 MÉTODO

Este trabalho foi baseado na revisão de literatura. Para a realização deste trabalho, utilizou-se periódicos nacionais e internacionais, bem como trabalhos acadêmicos de monografias, de pós-graduação e mestrado, com ênfase nos últimos 10 anos. Para a coleta de dados, foram pesquisados sites de busca como Scielo e Google acadêmico com as palavras chaves: clareamento dental, peróxido de hidrogênio, peróxido de carbamida.

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3 REVISÃO DA LITERATURA

O clareamento é um tratamento conservador, simples e mais comumente usado por clínicos para se obter um sorriso esteticamente agradável. É considerada uma técnica não invasiva que possibilita ao cirurgião dentista corresponder às expectativas dos pacientes em busca de dentes mais claros.6

Por se tratar de dentes vitais, é de extrema importância que o profissional conheça a causa do escurecimento dental e esteja ciente da técnica a ser empregada, visto que assim como existe a grande vantagem de se conseguir dentes extremamente mais claros, existe também a desvantagem da sensibilidade que se pode obter durante esse procedimento.78

A sensibilidade pode ocorrer durante as trocas térmicas após a primeira hora de remoção da moldeira, ou persistir após o tratamento. Isso pode ocorrer devido ao baixo peso molecular desse agente e a livre passagem dele pelo esmalte e dentina, podendo atingir a polpa.3

Em 1989 foi publicada por Haywood e Heymann a primeira técnica caseira de clareamento de dentes vitais noturno com a utilização de moldeiras individuais com peróxido de carbamida a 10% de 6 a 8 horas por noite aproximadamente por 10 dias.9 Porém esta técnica não é capaz de resolver todos os casos de escurecimento, sendo necessária então a associação da técnica de clareamento em consultório.7

3.1 Mecanismo de ação dos agentes clareadores

Os agentes clareadores originados de soluções de peróxidos possuem baixo peso molecular (30g/mol), o que faz com que sua passagem pelo esmalte e dentina seja facilitada. Por serem fortes agentes oxidantes, essas substâncias reagem com as macromoléculas responsáveis pelos pigmentos. Devido a um processo de oxidação, os materiais orgânicos são eventualmente convertidos em dióxido de carbono e em água, removendo, consequentemente, os pigmentos da estrutura dentária por difusão. 3

(15)

3.2 Diagnóstico, prognóstico e planejamento

É importante ressaltar que o tipo de clareamento (plano de tratamento) é definido pelo cirurgião-dentista de acordo com o diagnóstico sobre a causa da alteração de cor e também do tempo dessa alteração, pois dependendo da causa o prognóstico poderá ser favorável ou desfavorável.11

Após a escolha do tipo de clareamento, é importante que cirurgião dentista faça uso de uma documentação fotográfica com pelo menos um registro de cor antes de se iniciar o tratamento, pois será essencial para mostrar ao paciente os resultados que foram obtidos ao final do tratamento. Fica a sugestão de que as fotos sejam feitas com uma escala de cor em posição.

O clareamento de dentes vitais está indicado para dentes que apresentem a porção coronária relativamente íntegra, sem restaurações muito extensas, dentes que apresentam uma coloração amarelada ou escurecida, dentes manchados ou escurecidos pela deposição de corantes provenientes de dieta, fumo, entre outros fatores, dentes que apresentam manchamento moderado por tetraciclina dentes com alteração de cor originada por traumatismo (porém com vitalidade pulpar), dentes que apresentam escurecimento em função da perda parcial de esmalte pela idade, ou seja, por desgaste fisiológico, dentes manchados por fluorose.13

As alterações de cores podem ocorrer devido a vários fatores, podendo ser divididas em fatores extrínsecos e intrínsecos. Fatores extrínsecos são aqueles relacionados a: pigmentos que se aderem à superfície dental ou a película adquirida, (chá, café, fumo, vinho, placa bacteriana etc.), já os fatores intrínsecos, correspondem a pigmentações mais resistentes à remoção, pois se localizam no íntimo da estrutura dental e sua remoção implica em procedimentos mais radicais como desgaste e/ou restauração.3

As pigmentações advindas de dentinogênese imperfeita são as alterações de desenvolvimento na estrutura de esmalte e dentina, fluorose, amelogênese imperfeita (alteração no desenvolvimento de esmalte e dentina), hipoplasia de esmalte, traumatismos (necroses pulpares, hemorragia pulpar), calcificações pulpares, manchado por tetraciclina (antibiótico), reabsorção dentinária interna ou externa, entre outros. 9,3,11

Os tratamentos para remoção de manchas de tetraciclina são mais difíceis e variam de acordo com a quantidade de uso do medicamento.9,3,11

(16)

As manchas ocasionadas pelo uso de tetraciclinas apresentam de cor cinza azulada, amarelo claro, amarelo escuro chegando até ao marrom). Atualmente é empregado o uso de minociclinas que são derivadas semissintéticas das tetraciclinas, são usadas para tratamento de acne e artrite reumatoide, estas também ao serem usadas por prazo longo, acabam causando manchas nos dentes por via sistêmica. O tratamento clareador nesses casos pode durar até dois meses e o resultado nem sempre é satisfatório. 9,3,11

Já as manchas ocasionadas por fluorose apresentam coloração varia do branco ao amarelo claro marrom e preto). 9,3,11

O clareamento pode ser eficaz em casos de fluorose leve ou moderada. E se a mancha é acompanhada de defeito na estrutura indica-se uma restauração após o tratamento clareador.9311

3.3 Peróxido de Hidrogênio

Este é o agente mais efetivo para clarear os dentes. Ele apresenta-se em solução ou gel, e suas concentrações mais utilizadas são de 30-35% dependendo do tipo de tratamento em que o dente vai ser submetido. Deve ser usado sempre o mais novo possível, pois, quanto maior o tempo de armazenamento, menor será seu potencial de clareamento. O manuseio deste produto deve ser feito com muito cuidado, a fim de evitar possíveis danos ao paciente e ao operador, pois são extremamente cáusticos. Por essa razão, mesmo correndo o risco de sua menor efetividade, muitos clínicos preferem empregar o peróxido de hidrogênio a 10%. 3,8

3.4 Peróxido de Carbamida

O peróxido de carbamida é encontrado na concentração de 10 a 22% para uso da técnica do clareamento caseiro, e 35% para clareamento realizado em consultório. Este componente tem sido a formulação mais utilizada para a técnica de clareamento vital caseiro. Ao comparar com o peróxido de hidrogênio, o peróxido de carbamida é um composto relativamente estável, pois quando se decompõe, transforma-se em peróxido de hidrogênio e

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ureia, que por sua vez decompõe-se e produz radicais livres necessários para o processo de clareamento. Como demora para se transformar em peróxido de hidrogênio. Os radicais livres são produzidos durante mais tempo, portanto acaba sendo um processo de clareamento previsível e controlado. 3,8

O peróxido de carbamida pode ser utilizado com ou sem Carbopol (um polímero espessante aumentando a viscosidade e permitindo uma atuação mais lenta, prolongando o efeito clareador desse produto). O Carbopol: aumenta o tempo de permanência do gel em contato com os dentes, pois aumenta a estabilidade do agente e faz com que ele apresente uma liberação lenta de oxigênio, possibilitando seu uso noturno. Apresentando-se na forma de soluções de Peróxido de Carbamida associado ao Carbopol com lenta liberação de oxigênio ou soluções de Peróxido de Carbamida sem Carbopol com rápida liberação de oxigênio.3,8

3.5 Clareamento de consultório e clareamento caseiro

Soares et al. 3 concluíram que o clareamento em consultório permite uma resposta mais rápida, pois o agente clareador é usado em maior concentração. Geralmente, se usa o Peróxido de Hidrogênio na concentração de 35%, podendo ser utilizado em forma de solução, gel, ou pó e liquido, sendo mais indicado para pequenos grupos dentais. Normalmente, em apenas uma consulta com um maior tempo de atendimento, atinge-se o resultado esperado, acarretando maior custo. Entretanto, com esta técnica, o grau de hipersensibilidade é maior do que o clareamento caseiro, já que o peróxido de hidrogênio atinge a polpa de forma mais fácil por estar mais concentrado.

Já a técnica do clareamento caseiro baseia-se em profilaxia para remoção das manchas extrínsecas, análise e registro da cor dos dentes com escala de cores, moldagem e obtenção dos modelos em moldeiras individualizadas, pois se ajustam perfeitamente a arcada do paciente. Essa adaptação permite que o gel fique adequadamente em contato com os dentes, promovendo um clareamento eficaz e duradouro. As moldeiras são usadas de 2 a 4 horas com peróxido de carbamida de 10 a 16%.10-11

Recomenda-se mostrar ao paciente à aplicação do gel na moldeira correspondente a face vestibular, removendo excessos e sanando quaisquer dúvidas, orientar o paciente sobre o tipo de desenssibilizante ao qual ele pode usar. Deve-se lembrar o de que ele deve retornar ao

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consultório periodicamente para avaliação e acompanhamento. Essa é uma técnica de uso simples.12

3.6 Clareamento feito com a interferência de luz e sem interferência de luz

Visando acelerar o procedimento clareador de consultório, estudos indicam a utilização de fonte de luz ou calor, como os aparelhos à base de luz halógena, arco de plasma, luz emitida por diodo (led), entre outros.

A ativação do gel com estas fontes tem por função aumentar a temperatura do peróxido de hidrogênio, acelerando sua quebra e, consequente, degradação em componentes reativos de radicais livres de oxigênio, visando a melhora na efetividade da técnica. Porém, a potencialização do gel clareador através da elevação da temperatura pode causar injúrias ao tecido pulpar.14

As fontes de luz mais utilizadas são as geradas pelos aparelhos foto-ativadores de resinas compostas, que produzem luz halógena, o led e até mesmo os lasers. Alguns protocolos indicam o uso dos lasers de argônio e CO², porém, o fenômeno do desenvolvimento dos lasers e a possibilidade de seu uso na clínica odontológica associado ao marketing para venda de equipamentos e produtos que utilizam a luz laser como coadjuvante no clareamento de consultório gerou uma relativa confusão entre os profissionais da saúde e até mesmo entre os pacientes, que passaram a vincular o sucesso do clareamento dental ao uso do laser, sendo que nem todos os lasers são indicados para este uso e mesmo os indicados possuem somente um papel auxiliar. 15

Mathias et al 16 referem-se que além do questionamento acerca da efetividade do uso da luz como agente catalisador da reação de clareamento, alguns trabalhos indicam a existência de efeitos indesejáveis associados à sua aplicação. As fontes de luz utilizadas para o clareamento de consultório (Led, Laser, Luz halógena, entre outras) parecem emitir excessiva radiação ultravioleta ou na faixa do azul visível, tornando-se prejudicial aos olhos e pele do paciente, do profissional e da assistente, quando essas estruturas não se encontram devidamente protegidas. O aumento da temperatura intrapulpar, durante a aplicação da luz para o clareamento de consultório, também se constitui em outro fator de preocupação, já que esta elevação pode levar à irritação pulpar, especialmente quando estes valores se aproximam

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da temperatura crítica de 5,5ºC. Assim, considerando a falta de evidências científicas da eficiência do uso de fontes de luz para o clareamento dental aliado à busca por um protocolo clareador mais seguro e simples para uso em consultório odontológico, produtos clareadores à base de peróxido de hidrogênio e que apresentam um sistema de catalisação química mais estável têm sido desenvolvidos.

Garófalo et al 4 retratavam que os tratamentos fotoassistidos devem ser descartados, pois não trazem ganhos de resultados e trazem riscos de maior sensibilidade, danos pulpares e efeito rebote, ou seja, escurecimento dental em resposta a reação inflamatória pulpar.

Francisco et al 17 compararam o grau de clareamento e o grau de sensiblidade dental a técnica de clareamento em consultório com o uso da luz/led e semo uso da luz, e realizando assim, uma pesquisa com 10 voluntários que receberam uma aplicação do produto clareador nas arcadas superior e inferior. No lado direito do paciente foi realizada a aplicação do gel à base de peróxido de hidrogênio a 35% (Whiteness HPMaxx - FGM), com aplicação de luz/LED (Sistema Laser Ultrablue IV - DMC Equipamentos), sendo realizadas três aplicações sucessivas de 15 minutos cada, em um total de 45 minutos. Nas hemiarcadas superior e inferior esquerda do mesmo paciente, foi aplicado o gel clareador Calcium Blue 35% (FGM), e mantido sobre as superfícies vestibulares durante 45 minutos, sem uso de fonte de luz. Para a avaliação da cor foi utilizada a escala de cores Vita - VITAPAN® classical, e imagens digitais, antes do clareamento, e após sete dias. Para mensurar a sensibilidade foi utilizado o questionário VAS (Visual Analogue Scale) antes e após sete dias. Ambas apresentaram resultados semelhantes em relação à alteração de cor. Porém as fontes auxiliares podem ser utilizadas para diminuir o tempo de aplicação do gel clareador, pois aceleram o processo de clareamento. Já em relação à sensibilidade, observou-se que a maioria dos pacientes não a relatou ou quando a relatara, indicaram sendo como leve. Os autores concluíram que ambos os métodos são seguros quanto à sensibilidade pós-clareamento.

Parreiras et al18 realizaram uma pesquisa experimental em 77 pré molares sem cáries

e sem má formações em esmalte, onde a amostra foi dividida em dois grupos; sendo um clareamento dental com ativação da luz/led e outro sem luz, com a finalidade de avaliar a permeabilidade e a microdureza do esmalte após o clareamento. Embora o benefício do clareamento ativado por luz ainda seja duvidoso em termos de mudança de cor, o clareamento não aumentou a permeabilidade do esmalte e não reduziu o conteúdo mineral e a microdureza de esmalte, ou seja, segundo Parreiras et al não se obteve grande diferença com ou sem o uso da luz.

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4 DISCUSSÃO

O clareamento dental mais confiável é o clareamento caseiro, pois o mesmo é feito em concentrações menores do peróxido de carbamida de 6 a 8 horas por dia em um período de 10 dias, (atualmente esse tempo diminuiu para 2 a 4 horas) e além de ter o efeito clareador que o paciente tanto almeja, o risco a sensibilidade nos dentes é o mínimo possível. Sendo assim, pode-se dizer que ela é uma técnica rápida, prática e de baixo custo isto como afirmaram em os estudos de Haywood e Heymann10. Já Soares et al 3 concluíram que o clareamento em consultório permite uma resposta mais rápida, pois o peróxido de hidrogênio é usado em maior concentração (35%), geralmente em apenas uma consulta com um maior tempo de atendimento, já se obtêm o resultado desejado pelo paciente, porém o custo é maior.

Observa-se que na técnica do clareamento em consultório, o grau de hipersensibilidade que ocorre é bem maior do que o ocorre no clareamento caseiro, já que o peróxido de hidrogênio atinge a polpa de forma mais fácil por estar mais concentrado.

O uso de fonte de luz ou calor, como os aparelhos à base de luz halógena, luz emitida por diodo (led) entre outras no clareamento em consultório, visa acelerar o clareamento, porém, a ativação do gel com estas fontes tem por função aumentar a temperatura do peróxido de hidrogênio, acelerando sua quebra e degradação em componentes reativos de radicais livres de oxigênio, mas em consequência da melhora na efetividade da técnica, ocorre a elevação da temperatura podendo causar injúrias ao tecido pulpar como demostrado por Castro et al 17. Entretanto Mathias et al 15, observaram que além de ser comprovado que o agente clareador já contém um agente ativador, deve-se desmistificar que a luz tem este papel no clareamento em consultório dentário.

Em concordância com Garófalo et al 4, Mathias et al 16 afirmavam que não existem ganhos com o uso de luz led/laser, pelo contrário, observou-se que o tratamento com o uso destas, pode trazer danos ao paciente e acabar causando efeitos contrários ao esperado através do clareamento. Parreiras et al18 em contradição a este estudo, por meio de pesquisa experimental observaram que o clareamento não aumentou a permeabilidade do esmalte e não reduziu o conteúdo mineral e nem a microdureza de esmalte, ou seja, não se teve grande diferença entre ambos.

Francisco et al 17 em pesquisa sobre o clareamento realizado em consultório com uso da luz/led e sem o uso da mesma, concordam com Parreiras et al18 pois, comprovaram que os resultados foram bem parecidos, pois os voluntários apresentaram o mesmo grau de

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efetividade no clareamento dos dentes, tanto com a luz/led, quanto os que foram feitos sem o uso da luz/led, e também quanto à sensibilidade que apresentaram que foi a mínima possível, porém notou-se que o uso da luz/led como fontes auxiliares podem ser utilizadas para diminuir o tempo de aplicação do gel clareador, pois aceleram o processo de clareamento.

Nota-se que em respeito ao clareamento com o uso da luz, ocorrerram divergências entre os autores, pois a luz pode sim fornecer o benefício de um tratamento mais rápido, porém o tipo de tratamento escolhido para o paciente deve se adequar ao caso do paciente, visto que deve se observar quais são as vantagens e riscos que podemos encontrar pelo caminho.

Quando surgiu a técnica do clareamento dental em consultório com o uso do peróxido de hidrogênio, foi preconizada a associação de fontes auxiliares de energia (luz halógena, led entre outras), com o objetivo de acelerar o clareamento para pacientes que não se adaptam a técnica caseira. Pelo exposto até o momento ficou claro que o gel clareador não precisa ser ativado, pois com ou sem o uso da luz ele interage com o dente por uma reação química. No mercado odontológico foram lançadas várias fontes de luz com a finalidade de potencializar a ação do agente clareador na técnica de consultório, mas o consenso na literatura científica

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5 CONCLUSÃO

O clareamento feito com o agente clareador: peróxido de hidrogênio, quanto com o peróxido de carbamida são eficazes e satisfatórios, lembrando que cabe ao cirurgião dentista saber indicá-los em cada caso. .

A luz quando utilizada como um agente acelerador do clareamento, diminui o tempo de aplicação, porém o uso da luz poderá aquecer o dente e causar um comprometimento pulpar.

A luz/led não altera a microdureza do esmalte e nem a permeabilidade.

Conclui-se que a técnica combinada realizada em consultório associado com o caseiro é o mais indicado lembrando sempre de fazer uma foto antes e depois do clareamento, pois é realizado de forma mais rápida e constante podendo assim ter a satisfação e rapidez que muitos pacientes necessitam.

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REFERÊNCIAS

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10-Técnica de clareamento caseiro com Whiteness Perfect e White Class.12 de junho de 2015. (http://www.fgm.ind.br/site/fgminterativa/tecnica-de-clareamento-caseiro-com-whiteness-perfect-e-white-class/).

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18- Parreiras SO,Vianna P,Kossatz S, Loguercio AD,Reis A; Effects of Light Activated In-office Bleaching on Permeability, Microhardness, and Mineral Content of Enamel;Operative Dentistry 2014;39:225-230.

19- Francci C, Nichida AC, Gomes MN,Moraes AV,Saavedra GSFA,Yamasaki L.et al.Clareamento dental: o primeiro passo de um tratamento estético.2015;(1):03-38

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Autorizo cópia total ou parcial desta obra, apenas para fins de estudo e pesquisa, sendo expressamente vedado qualquer tipo de reprodução para fins comerciais sem prévia autorização específica do autor. Autorizo também a divulgação do

arquivo no formato PDF no banco de monografias da Biblioteca institucional. Elias Eduardo Fonseca e Ellen Rosane de Oliveira Izidoro Silva Pindamonhangaba, 04 de dezembro de 2017

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