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(1)

ESTADO SÓLIDO

Profª. Loraine Jacobs [email protected]

(2)

Estado Sólido

Tradicionalmente, um sólido é definido como uma

substância que mantém um volume e uma forma fixos.

Um sólido é uma substância que apresenta suas partículas constituintes dispostas num arranjo interno

regularmente ordenado.

 Características Gerais:

 Duros e rígidos;

 Não demonstram tendência em fluir ou difundir;  Geralmente incompressíveis;

(3)

Estado Sólido

Sólido amorfo:

 volume e forma fixa;

 aparência e comportamento externo parecido com os sólidos;

 não apresenta faces cristalinas;  estrutura interna irregular;

 pode ser considerado como um líquido (super resfriado, bem abaixo do seu ponto de congelamento, imitando um sólido verdadeiro).

(4)

Propriedades gerais dos sólidos

Sólidos verdadeiros/ Sólidos Cristalinos: substâncias

rígidas de estrutura organizada que, ao serem comparadas com os líquidos e os gases, apresentam velocidades de fluxo e de difusão extremamente baixas.

 Consistem em partículas (átomos, íons ou moléculas)

muito próximas umas das outras e ligadas

fortemente entre si.

Comparado com um gás que apresenta moléculas

muito espaçadas, um sólido apresenta uma estrutura extremamente compacta, na qual as partículas estão fortemente interligadas.

(5)

Cristais

 Uma das características mais notáveis dos sólidos é a

sua ocorrência como cristais.

Monocristal perfeito de quartzo (dióxido de silício, SiO2)

Cristais de quartzo (dióxido de silício, SiO2)

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Cristais

Formação de cristais: crescimento extremamente

lento num meio uniforme  cristais grandes e perfeitamente formados.

 Comum obtenção de cristais que apresentam

distorções  resultado de condições não-uniformes na vizinhança do cristal em crescimento, que favorecem o crescimento mais rápido em certas direções do que em outras.

(7)

Difração de Raio X

 Forma externa cristal  fornecem informações

valiosas sobre a estrutura interna;

 Conhecimento sobre estruturas dos materiais

cristalinos provém da difração de raio x:

 qualquer radiação eletromagnética pode sofrer difração (ser

desviada) por uma grade de difração; isto é, uma série de objetos (linhas, átomos, etc.) colocados de maneira regular a uma distância aproximadamente igual à do comprimento de onda da radiação.

O comprimento de onda dos raios X é muito curto, mas as distâncias entre átomos num cristal são suficientemente próximas para o cristal servir de rede de difração para raios X.

(8)

Difração de raios X pelo método de Laue. Aparelhagem e Diagrama de difração de Laue.

(9)

Difração de Raio X

 Equação de Bragg Difração dos raios X deve

ocorrer como a luz é refletida por um espelho. n.= 2.d sen

 Relação entre distância entre camadas de átomos, comprimento de onda e ângulo de difração

Para qualquer distância d, a difração pode se dar em diversos ângulos, cada um deles correspondente a um valor de n. Sendo n = 1 para o raio difratado de ordem 1, o qual terá menor ângulo de difração.

(10)

Difração de Raio X

 Em um experimento de difração com cristais de

NaCl, foram utilizados raios x com =0,154nm. A difração de 1ª ordem teve lugar em ângulo  de 22,77º. Qual a distância entre as camadas dos átomos responsáveis pela difração deste raio, sabendo que n= 2d sen?

d = n/ 2sen

sen  = sen 22,77º = 0,3870 d = 1.0,154/2(0,387)

(11)

Retículo Cristalino

Retículo cristalino: arranjo ordenado tridimensional

dos átomos do sólido, ou ainda, descrito em termos de um retículo espacial, que é um arranjo geometricamente regular de pontos no espaço.

 Um retículo cristalino pode ser imaginado como

sendo um retículo espacial cujos pontos são ocupados por átomos, íons, moléculas ou grupos destes.

 O arranjo das partículas, num retículo cristalino,

repete-se periodicamente em três dimensões, até os limites físicos de cada cristal.

(12)
(13)

Retículo Cristalino

Cela Unitária: Menor unidade tridimensional do

retículo cristalino  pode ser utilizada para construir o retículo completo  Modelo que pode ser explicado bidimensionalmente através da estrutura de rede

(14)

Retículo Cristalino

Rede: Arranjo regular de pontos em um plano. Uma

(15)

Retículo Cristalino

Cela Unitária Primitiva: Cela cúbica simples  Possui

(16)

Retículo Cristalino

Celas Derivadas da Cela Primitiva

Cela cúbica de corpo centrado  Além de todos os pontos do vértice, terá um ponto no centro da estrutura do cubo

Cela cúbica de face centrada Além de todos os pontos do vértice, terá um ponto no centro de cada uma das seis faces do cubo.

(17)

Retículo Cristalino

(18)

Retículo Cristalino

Eficiência de empacotamento

Diretamente relacionada com o retículo cristalino do sólido.

Quanto maior o aproveitamento do espaço disponível no retículo, maior a eficiência do empacotamento e mais resistente o sólido.

 Cúbica de Face Centrada - Empacotamento: 74%  Cúbica de Corpo Centrado – Empacotamento: 62%  Cúbica Simples – Empacotamento: 52%

(19)

Retículos Cristalinos Representativos

Estrutura Cristalina do Argônio - CFC (Átomos)

Estrutura Cristalina do Etileno - OCC (Moléculas)

(20)

Retículo Cristalino

Número de Coordenação

É o número de átomos imediatamente adjacentes a qualquer determinado átomo.

Assim como o empacotamento, influencia na resistência do sólido.

Cúbica de Face Centrada - nº de coordenação: 12 Cúbica de Corpo Centrado - nº de coordenação: 8 Cúbica Simples – nº de coordenação: 6

(21)
(22)

Retículo Cristalino

(23)

Retículo Cristalino

Formação de mais de uma fase sólida

 Alguns elementos, como o carbono, podem formar fases sólidas diferentes das observadas como mais estáveis:

Grafite: Geometria hexagonal. Em um plano, átomos

de carbono se ligam de maneira similar ao diamante tendo as ligações C – C similares. Porém, a distância entre os planos é muito maior onde forças de Van der Waals

Diamante: Geometria tetraédrica. Cada carbono se

mantém arranjado por fortes ligações C – C; isto explica sua resistência elevada. (O silício apresenta mesma estrutura)

(24)

Retículo Cristalino

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Retículo Cristalino

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Ligações e propriedades dos sólidos

As propriedades de um sólido dependem:

 da geometria do retículo cristalino;

 da natureza das unidades (átomos, íons, moléculas) nos pontos reticulares;

 das forças que mantêm unidas estas unidades.

Podem ser classificados em quatro tipos:

 iônico

 molecular  covalente  metálico

(27)

Sólidos Iônicos

Cátions e ânions ocupam os pontos do espaço

reticular.

Ligação iônica forte  difícil distorção do retículo;

 Altos PF e PE  partículas recebem energia cinética  vibram com intensidade cada vez maior  Vibrações violentas causam enfraquecimento das forças de ligação Desintegração do retículo cristalino  Fusão  NaCl (808ºC)  Maus condutores no estado sólido  Devido a estrutura

cristalina dos sólidos iônicos os íons não estão livres para movimentar as partículas carregadas e, por isto, não conduzem eletretricidade.

(28)

Sólidos Iônicos

Tipicamente Duros e Quebradiços

 Resistentes à quebra mas, após quebrados, estilhaçam com facilidade.

 Ao aplicar uma força em um sólido iônico, as forças de atração tendem a mantê-lo intacto porém, se a força aplicada superar a resistência da ligação as forças atrativas dão lugar a forças repulsivas (Clivagem) fazendo com que haja separação das camadas

(29)

NaCl

(30)

Sólidos Covalentes

Unidades nos pontos reticulares são átomos ligados

por covalência, formando uma enorme rede

tridimensional típica que se prolonga até os limites físicos do cristal.

 Exemplo: carbeto de silício (carborundum, SiC)

geralmente usado como abrasivo. A estrutura é fortemente entrelaçada, rígida  grande dureza e

alto PF.

 Não há partículas móveis na estrutura  tipicamente

(31)

Estrutura cristalina SiC

(32)

Sólidos Moleculares

 Unidades que ocupam os pontos reticulares são

moléculas.

 Em cada molécula  átomos unidos por ligações

covalentes.

Entre as moléculas  forças eletrostáticas

(33)

Sólidos Moleculares

 Força de London ou dispersão

 Geralmente muito fracas e ocorrem em átomos ou moléculas apolares.

 Originam-se das flutuações momentâneas que ocorrem nas nuvens eletrônicas em um átomo ou molécula  dipolo elétrico instantâneo (acúmulo momentâneo de carga negativa em uma determinada região do átomo ou molécula).

 Este acúmulo de carga negativa tende a repelir os elétrons do átomo ou molécula vizinha, convertendo-o também em um dipolo elétrico. Em outras palavras, a polaridade momentânea do primeiro átomo induz uma polaridade momentânea no segundo.

(34)

Sólidos Moleculares

Forças de Van der Waals e os Sólidos Moleculares

 tendem a ter PF relativamente baixos e a ser moles (forças intermoleculares são fracas);

(35)

Ligações Metálicas

 Os metais são materiais formados por apenas um

elemento e apresentam uma estrutura geométrica bem definida.

 Maleáveis, dúcteis, bons condutores de eletricidade

e calor.

 Podem formar uma grande quantidade de ligas combinando-os com outros metais ou outros elementos da tabela periódica.

(36)

Ligações Metálicas

(37)

Ligações Metálicas

 Os átomos dos metais se unem originando os

denominados retículos ou reticulados cristalinos, que são redes ou grades nos quais cada átomo do metal está circundado por 8 a 12 outros átomos do mesmo elemento, sendo, portanto, as atrações iguais em todas as direções.

(38)

 Uma

das

primeiras

tentativas foi feita por

Drude, em 1900.

 Em sua teoria, um metal

era tratado como um gás

uniforme de elétrons.

 Drude aplicou a teoria cinética dos gases e

obteve alguns resultados razoáveis para a

época em relação à condução térmica e

elétrica do metal.

(39)

 Esta ideia de se utilizar um modelo tão simples

está relacionada ao fato de que se acreditava que

a boa condução elétrica dos metais era devido

aos elétrons estarem livres.

 Este modelo foi logo refutado por não levar em

conta as interações elétron-elétron e nem o

potencial

eletrostático

devido

aos

núcleos

atômicos.

(40)

Ligações Metálicas

TEORIA DA “NUVEM DE ELÉTRONS” OU

“MAR DE ELÉTRONS”

 Os átomos que perdem os elétrons se tornam

cátions, mas eles podem logo receber elétrons e voltar a se tornar átomos neutros.

 Esse processo continua indefinidamente e, com isso,

o metal se torna um aglomerado de átomos neutros e cátions mergulhados em uma nuvem ou mar de elétrons livres, essa nuvem que mantém os metais unidos, formando a ligação metálica.

(41)
(42)

Sólidos Metálicos

 Unidades que ocupam os pontos reticulares são íons

positivos.

 Exemplo: metal sódio (íons Na+ ocupam os pontos

de um retículo cúbico)

 Cada Na+ pode ser considerado como sendo o resultado da perda de um elétron por átomo de sódio, e os elétrons de todos os átomos de sódio formam uma nuvem gigante de elétrons que se espalha por todo o retículo.

 Estes elétrons não estão ligados a qualquer átomo, mas estão deslocalizados sobre o cristal, sendo chamados de elétrons livres. No sódio e em outros metais típicos existe um atração mútua entre os elétrons livres e os cátions  estabiliza a estrutura e permite que sofra distorção sem esfarelar. Assim, o sódio e outros metais são moles e facilmente deformáveis.

(43)

Sólidos Metálicos

 Outros metais são duros  ligação metálica

complementada por ligações covalentes entre cátions adjacentes no retículo (Cr, W).

 Estas ligações covalentes tendem a manter estes

íons presos no lugar, prevenindo assim deformação do retículo.

 PF varia consideravelmente devido às diferenças no

grau da ligação covalente complementar.

 Os elétrons livres num metal são responsáveis por

suas características condutividades elétrica e térmica.

(44)

Na

W Cr

(45)

Sólidos Metálicos

 Em princípio podemos imaginar uma molécula

constituída de alguns elementos metálicos onde outros elementos do metal vão sendo adicionados para formar o metal.

 O que aconteceria com os orbitais moleculares?  Como seriam os orbitais moleculares no limite da

formação do metal?

(46)

Diagrama de Orbitais Moleculares

 Diagrama de níveis de

energia para orbitais moleculares ligante e antiligante que podem ser obtidos a partir de dois orbitais s.

(47)

Sólidos Metálicos

Como visualizar cada orbital sendo que, pertencendo ao mesmo elemento, as energias são muito próximas?

 Para os metais os orbitais moleculares serão

considerados agrupados, chamando-se bandas.

 Orbitais ligantes  Banda de Valência (BV)

(48)
(49)

Sólidos Metálicos

Nível de Fermi  Considerado o ZERO de energia

para o estado sólido. Próximo a BV

Bandgap  Diferença de energia entre a BV e BC

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Sólidos e Condutibilidade

 Nível de Fermi  Considerado o ZERO de energia

para o estado sólido

Banda de condução completa ou parcialmente cheia ou superposta Banda de valência completa Metais Banda de condução vazia Banda de valência completa > 4 eV Isolantes Banda de condução vazia Banda de valência completa Semicondutores ~ 4 eV

(51)

 Materiais nos quais não há facilidade de

movimentação de cargas elétricas

Ex: isopor, borracha, vidro

(52)

Semicondutores

Podem ser classificados como defeitos puntuais

(centros de impurezas)  átomos, íons ou moléculas estranhos em pontos do retículo  origina em alguns sólidos o fenômeno da semicondutividade.

Um semicondutor é uma substância cuja condutividade elétrica aumenta como o

(53)

Semicondutores

Os semicondutores provocaram uma verdadeira revolução na tecnologia da eletrônica. Nenhum aparelho eletrônico atual, desde um simples relógio

digital ao mais avançado dos computadores, seria possível sem os mesmos.

(54)

Semicondutores

 Metal normal  aumento da temperatura:

 aumento na amplitude da vibração dos íons no cristal, limitando a liberdade de movimento dos elétrons deslocalizados  condutividade do metal decresce.

 Metal semicondutor  diminuição da temperatura:

 maioria dos elétrons ligados a átomos específicos  fraco

condutor de eletricidade.

 Metal semicondutor  aumento da temperatura:

 Liberação de alguns elétrons que se movimentam 

aumento da condutividade elétrica (semicondutor

(55)

Semicondutores

 Formação de bandas separadas por Lacunas

(Banda de Condução ‘BC’ e Banda de Valênica ‘BV’).

 Na temperatura 0 Kelvin  BC totalmente vazia e a BV totalmente preenchida.

 Material sofre aquecimento  elétrons saem da BV e passam para a BC.

(56)
(57)

Semicondutores - Dopagem

O fenômeno da semicondução pode ser provocado

ou acentuado pela técnica da dopagem, isto é, adicionando traços de uma certa substância em outra.

(58)

Semicondutores - Dopagem

Tipos de dopagem:

Tipo N adição de impurezas doadoras (5 e- CV/ pentavalentes)  formação e- livre (P, Sb, As, Bi) 

Formação de cristais de Si tipo N

 proporção de átomos de impureza: 1 parte em 10 milhões  Adição de impurezas  ocorrência de elétrons que não

fazem parte da ligação covalente, possuindo maior liberdade para se movimentar.

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Semicondutores - Dopagem

Tipos de dopagem:

(60)

Tipo P  adição de impurezas aceitadoras (3 e- CV)  formação de lacunas (B, Al, Ga, In, Tl) Formação de cristais de Si tipo P

 ausência de carga negativa se comporta como carga positiva (portador de carga)  conduz corrente elétrica.

(61)

Semicondutores - Dopagem

Tipos de dopagem:

(62)

Semicondutores - Dopagem

Tanto um cristal "P" quanto um cristal "N" se comportam como condutores, pois ambos

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ESTADO SÓLIDO

Profª. Loraine Jacobs [email protected]

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