REGULAMENTO DO FUNDO DE AUXÍLIO ECONÓMICO
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REGULAMENTO DO FUNDO DE AUXÍLIO ECONÓMICO
SECÇÃO I
DA CONSTITUIÇAO, GESTÃO E DESTINO DO FUNDO
Artigo 1. °
Constituição e da Utilização do Fundo
O Fundo de Auxílio Económico do Sindicato dos Bancários do Sul e lhas, constituído de acordo com o nº 1 alínea c) do artigo 80.º dos Estatutos do Sindicato, será utilizado nos termos do presente Regulamento.
Artigo 2. ° Inscrição de Verbas
1 — As verbas a inscrever no Fundo de Auxílio Económico, calculadas de acordo com o preceituado no artigo 81.º dos Estatutos do Sindicato, constarão da proposta de aplicação de saldos de cada exercício a aprovar pelo Conselho Geral.
2 — Serão igualmente inscritas no Fundo de Auxílio Económico todas as verbas que vierem a ser repostas, nos termos dos números 1 a 3 do artigo 11.º.
Artigo 3. ° Gestão do Fundo
É de competência da Direcção a gestão do Fundo de Auxílio Económico, nos termos dos Estatutos do Sindicato e do presente Regulamento, respondendo os seus membros solidariamente pela sua aplicação.
Artigo 4. ° Fins do Fundo
O Fundo de Auxílio Económico destina‐se, exclusivamente, ao auxílio a sócios e seus familiares que se encontrem nas situações definidas por este Regulamento.
3 Termos do Auxílio
O auxílio a que se refere o artigo anterior assumirá a forma de empréstimo e será
concedido de acordo com o presente Regulamento.
SECÇÃO II
DA ATRIBUIÇÃO E REEMBOLSO
Artigo 6. ° Competência Decisória
A concessão do auxílio, nas situações previstas neste Regulamento, compete ao Pelouro da Direcção a quem for atribuída esta competência, o qual elaborará mensalmente uma relação dos empréstimos concedidos que figurará com anexo à acta da reunião de Direcção em que for apresentada.
Artigo 7. ° Pedido
1— Podem requerer a concessão de auxílio, nas formas previstas neste Regulamento: a) Sócios do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, há pelo menos 1 ano e com
quotização paga, sem interrupção, até ao mês anterior à data do pedido; 2 — A solicitação é feita mediante requerimento dirigido à Direcção, acompanhado
dos elementos identificativos e justificativos.
3 — Além dos elementos previstos no número anterior, devem os requerentes, na carta, indicar clara e objectivamente a situação em que se encontram e respectiva origem, forma do subsídio e importância pretendida, fim desta, pensões ou vencimento que auferem.
4 — Para esclarecimento da matéria do processo poderão ser solicitadas às entidades julgadas convenientes, as informações necessárias, com a autorização do requerente.
5 ‐ Ao sócio poderá ser solicitada declaração solidária de responsabilidade pelo pagamento do valor em divida.
Artigo 8. °
Atribuição de Empréstimos
4 a) Custeio de despesas de educação do sócio, entendendo‐se estas despesas como a compra de livros, aquisição de material escolar e complemento de bolsas de estudo;
b) Custeio de despesas com funeral de elementos do agregado familiar do sócio;
c) Custeio de despesas com a reparação ou beneficiação da habitação do sócio;
d) Para ocorrer a casos urgentes, originados por razões de força maior,
devidamente comprovadas. 2 — Para efeitos do número anterior considera‐se agregado familiar:
a) Cônjuge;
b) Companheiro ou companheira que coabite com o beneficiário ‐titular, desde que, em relação a este, não subsista qualquer situação jurídica de índole matrimonial com outra pessoa;
c) Descendentes ou equiparados nos termos da lei;
d) Ascendentes ou equiparados até ao 2.º Grau da linha recta do sócio ou do seu cônjuge.
3 — Só é admissível novo pedido de empréstimo, desde que liquidado o anterior e após decorrer 60 dias da liquidação.
Artigo 9.º
Limites e Prazos dos Empréstimos
1 — Os montantes dos empréstimos a conceder, e os respectivos prazos de liquidação, não poderão ultrapassar os seguintes limites:
a) Para os empréstimos ao abrigo da alínea a) do n.º 1 do artigo 8. º: 300 Euros em 12 meses;
b) Para os empréstimos ao abrigo da alínea b) do n.º 1 do artigo 8.º: 600 Euros em 24 meses;
c) Para os empréstimos ao abrigo da alínea c) do n.º 1 do artigo 8º: 1000 Euros em 30 meses;
d) Para os empréstimos ao abrigo da alínea d) do n.º 1 do artigo ao 8.º: 2000 Euros em 48 meses.
2 — No sentido de fazer face aos encargos administrativos resultantes da concessão do empréstimo, o montante dos empréstimos, referidos no número 1 deste artigo, será sempre acrescido da importância que corresponda à soma dos resultados da aplicação de 1% sobre o valor por amortizar em cada mês. O
5 montante assim obtido, somado ao do empréstimo, será então dividido pelo número de prestações, determinando o quociente dessa divisão o valor de cada fracção a pagar.
Artigo 10. ° Reposição
1 — A amortização das verbas cedidas a título de empréstimo será feita, tendo em conta os limites impostos no artigo 9.º, conforme acordo entre o beneficiário e a Direcção.
2 — O saldo devedor resultante do empréstimo pode ser transformado em subsídio eventual único, extinguindo assim o débito relativo às prestações vincendas, nomeadamente por morte do beneficiário, salvo quando subsista pensionista em condições económicas que lhe permita liquidar o empréstimo.
SECÇÃO III
DISPOSIÇÕES FINAIS
Artigo 11. ° Sanções
1 — Incorre em infracção passível de procedimento disciplinar, previsto nos Estatutos do Sindicato, todo o beneficiário que, de qualquer modo, use de fraude ou simplesmente preste falsas informações para obtenção de subsídios previstos neste Regulamento.
2 — Independentemente do previsto nos números anteriores, o Sindicato tem o direito de ser ressarcido dos prejuízos que lhe advierem da actuação fraudulenta ou anti‐regulamentar do beneficiário em causa.
Artigo 12.º Casos Omissos
1 — A interpretação e integração de lacunas são da competência da Direcção que ouvirá o Conselho Geral sempre que o julgue necessário ou a solicitação nos termos estatutários.
2 — Em cumprimento do número anterior, a Direcção atenderá aos princípios expressos neste Regulamento, aos Estatutos do Sindicato, à Lei e aos Princípios Gerais do Direito.
6 ÍNDICE
REGULAMENTO DO FUNDO DE AUXÍLIO ECONÓMICO SECÇÃO I
CONSTITUIÇÃO, GESTÃO E DESTINO DO FUNDO
Pag.
Artigo 1.º ‐ Constituição e da Utilização do Fundo ……… 2
Artigo 2.° ‐ Inscrição de Verbas ……… 2
Artigo 3.° ‐ Gestão do Fundo ……… 2
Artigo 4.° ‐ Fins do Fundo ……… 2
Artigo 5.° ‐ Termos do Auxílio ……… 2
SECÇÃO II
ATRIBUIÇAO E REEMBOLSO
Artigo 6.° ‐ Competência Decisória ……… 3
Artigo 7.° ‐ Pedido ……… 3
Artigo 8.° ‐ Atribuição de Empréstimos……… 3
Artigo 9.° ‐ Limites e Prazos de Empréstimos……… 4
Artigo 10.º ‐ Reposição ……… 4
SECÇÃO III DISPOSIÇÕES FINAIS
Artigo 1 1.° ‐ Sanções ……… 5
Artigo 1 2.° ‐ Casos Omissos ……… 5